Presidente declarou que ‘o mundo é do caminho do meio’ durante diálogo com o chanceler alemão Friedrich Merz
Lula durante reunião ampliada do G7 | Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 17, que “nunca” foi esquerdista. Ele deu a declaração na cúpula do G7, em Évian, na França. Uma gravação registrou a fala durante conversa privada do petista com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva.
“Nos Estados Unidos, os republicanos ficaram mais no governo do que os democratas”, disse Lula, na ocasião. “Na França, os socialistas também ficaram bem menos tempo governando. Ou seja, o que isso prova? Que o mundo não é de esquerda. O mundo é do caminho do meio. Essa é a verdade.”
HOT MIC: a voz do presidente Lula vazou na reunião do G7 durante uma conversa do petista com o chanceler Alemão e Kristalina Georgieva, da União Europeia.
Em seguida, Kristalina Georgieva comentou a percepção internacional sobre o primeiro mandato de Lula, que começou em 2003. “Quando você foi presidente pela primeira vez, todos esperavam que você fosse um esquerdista, mas você não foi”, disse.
“Mas eu nunca fui esquerdista”, respondeu Lula. A diretora-geral do FMI, porém, rebateu: “Mas essa era a imagem na época”.
A cúpula do G7 reúne líderes das principais economias do mundo e países convidados.
Lula diz que era próximo de sindicatos, mas não de esquerda
Na conversa, o presidente associou a imagem de sua trajetória política ao movimento sindical. Ele relembrou as relações que manteve com entidades trabalhistas do Brasil e da Europa.
“Eu era um dirigente sindical com uma belíssima relação com o sindicalismo alemão, tinha uma relação boa com o sindicalismo italiano, uma relação boa com a UGT, da Espanha”, contou. Depois, ele afirmou que o trataram como “anticomunista” na Europa por negar participação de um congresso da então União Soviética em 1980.
“Em 1980, tinha um congresso na Rússia que eu fui convidado”, afirmou. “E eu não fui na Rússia, porque fui condenado pela Lei de Segurança Nacional. Eu fiz uma viagem pela Europa angariando solidariedade, e aí eu passei a ser tratado como anticomunista.”
Não é a primeira vez que Lula nega a ideologia de esquerda, sobretudo em períodos eleitorais. Ao longo da trajetória política, o petista já afirmou diversas vezes que não é comunista. Durante a campanha de 2002, adotou um discurso de moderação para afastar temores sobre um eventual governo de perfil radical.
Nos anos seguintes, Lula voltou a rejeitar o rótulo de socialista em entrevistas e discursos. Na campanha presidencial de 2022, também rebateu acusações de adversários e afirmou que seus governos “conciliaram” trabalhadores e empresários.
Em 2023, porém, durante a abertura do 26º Encontro do Foro de São Paulo, em Brasília, ele afirmou que é motivo de “orgulho” que o chamem de comunista. “Nós ficaríamos ofendidos se nos chamasse de nazista, neofascista, de terrorista”, disse. “Mas, de comunista, de socialista, nunca. Isso não nos ofende. Isso nos orgulha muitas vezes. E, muitas vezes, nós sabemos que merecemos isso”, prossegue.
A Câmara Municipal de Feira de Santana oficializou, nesta terça-feira (16), a contratação da empresa Avante para concluir as obras do prédio anexo da Casa Legislativa. A empresa foi a vencedora da licitação realizada para a retomada do empreendimento, que receberá investimentos estimados em R$ 2,7 milhões.
O novo espaço será destinado à instalação de gabinetes parlamentares e setores administrativos, ampliando a estrutura física da Câmara e concentrando serviços atualmente distribuídos em diferentes locais.
Durante a assinatura do contrato, o presidente da Câmara, Marcos Lima, destacou que a conclusão da obra deve proporcionar melhores condições de trabalho aos vereadores e facilitar o atendimento à população.
Segundo ele, parte dos parlamentares atualmente utiliza espaços alugados para funcionamento dos gabinetes. Com a entrega do anexo, os serviços serão centralizados nas proximidades da sede do Legislativo.
A expectativa é de que os trabalhos sejam concluídos em aproximadamente seis meses, permitindo a ocupação do prédio até o final deste ano ou início de 2027.
Marcos Lima informou ainda que entre 70% e 80% dos recursos necessários para a execução da obra já estão garantidos em conta específica da Câmara. O acompanhamento técnico ficará sob responsabilidade de uma engenheira contratada pelo Legislativo, que fará a fiscalização dos serviços e a verificação do cumprimento dos projetos estruturais e elétricos.
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O novo espaço será destinado à instalação de gabinetes parlamentares e setores administrativos, ampliando a estrutura física da Câmara e concentrando serviços atualmente distribuídos em diferentes locais.
Durante a assinatura do contrato, o presidente da Câmara, Marcos Lima, destacou que a conclusão da obra deve proporcionar melhores condições de trabalho aos vereadores e facilitar o atendimento à população.
Segundo ele, parte dos parlamentares atualmente utiliza espaços alugados para funcionamento dos gabinetes. Com a entrega do anexo, os serviços serão centralizados nas proximidades da sede do Legislativo.
A expectativa é de que os trabalhos sejam concluídos em aproximadamente seis meses, permitindo a ocupação do prédio até o final deste ano ou início de 2027.
Marcos Lima informou ainda que entre 70% e 80% dos recursos necessários para a execução da obra já estão garantidos em conta específica da Câmara. O acompanhamento técnico ficará sob responsabilidade de uma engenheira contratada pelo Legislativo, que fará a fiscalização dos serviços e a verificação do cumprimento dos projetos estruturais e elétricos.
A gestão norte-americana avalia que a crise que envolve Daniel Vorcaro mexe com o tabuleiro eleitoral
Daniel Vorcaro durante depoimento à Polícia Federal – 28/12/2025 | Foto: Reprodução/YouTube
O governo de Donald Trump acompanha de perto os desdobramentos das investigações sobre o Banco Master no Brasil. A equipe do presidente norte-americano recebeu relatórios que mostram que o escândalo financeiro do banqueiro Daniel Vorcaro tem potencial para desestabilizar o cenário político e o Judiciário brasileiro. A cúpula em Washington considera o caso mais nocivo para as autoridades de Brasília do que qualquer sanção estrangeira.
O interesse dos Estados Unidos cresceu por causa da proximidade das eleições presidenciais brasileiras. Os relatórios enviados à gestão Trump buscam mapear como a crise bancária interfere na disputa eleitoral e altera as forças locais. O monitoramento foca as ações judiciais contra Vorcaro que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).
Delação recusada liga Moraes ao Master
Os assessores da Casa Branca mantêm atenção especial sobre o ministro Alexandre de Moraes, magistrado que já sofreu sanções diretas do governo norte-americano em episódios anteriores. O nome do juiz do STF voltou aos holofotes quando o jornalista Lauro Jardim revelou o teor da proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro. O banqueiro tentou fechar um acordo de colaboração com a Justiça, mas a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) recusaram a oferta.
Vorcaro confessou aos investigadores que assinou um contrato de R$ 129 milhões com a esposa de Alexandre de Moraes. O empresário justificou que fechou o negócio milionário com a advogada apenas para construir uma aproximação e estabelecer um bom relacionamento com o ministro do Supremo. O réu negou em depoimento a exigência de favores ou contrapartidas judiciais em troca do dinheiro depositado.
No documento, defesa informou que objetivo é monitorar estado de saúde do ex-presidente e garantir continuidade do tratamento
O ex-presidente Jair Bolsonaro ao chegar para depoimento na 1ª turma do Supremo Tribunal Federal — Brasília (DF), 10/6/2025 | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permissão para que o político possa realizar diversos exames médicos no Hospital DF Star, em Brasília. O encaminhamento do pedido ocorreu nesta segunda-feira, 15.
No documento, a defesa informou que os exames tiveram a recomendação do médico Brasil Ramos Caiado. O objetivo é monitorar o estado de saúde de Bolsonaro e garantir a continuidade do tratamento sugerido pelos profissionais responsáveis.
Entre os procedimentos presentes no pedido, estão tomografia computadorizada de tórax sem contraste, tomografia computadorizada do abdômen total sem contraste, manometria esofágica de alta resolução, endoscopia digestiva alta e pHmetria esofágica.
Flávio visita Jair Bolsonaro em prisão domiciliar
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, é pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro(PL-RJ), visitou no último sábado, 13, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, onde ele cumpre prisão domiciliar. A autorização para o encontro foi concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)Alexandre de Moraes.
Em publicação nas redes sociais, Flávio afirmou que o pai está bem. Ele disse que o ex-presidente ficou feliz por receber a visita das netas, que acompanharam o senador durante o encontro.
O parlamentar também agradeceu as mensagens de apoio enviadas por seguidores e apoiadores do ex-presidente. Além disso, o senador afirmou manter confiança no futuro.
Ao optar por sessões semipresenciais, o presidente da Casa atrasa movimentação do texto nesta semana
A expectativa dos aliados do Planalto é que uma eventual aprovação obrigue o presidente do Senado a enfrentar o debate | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho e prevê o fim gradual da escala 6×1 deve permanecer parada no Senado nos próximos dias.
Senadores ouvidos por Oeste avaliam que a decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), de marcar sessões semipresenciais dificulta o avanço da matéria nesta semana. Grande parte dos senadores está nos Estados de origem. Muitos dos que permaneceram em Brasília também devem retornar às bases nos próximos dias.
Outro fator apontado por integrantes da Casa é a falta de sinalização de Alcolumbre sobre uma nova reunião de líderes. O encontro é considerado fundamental para definir os próximos passos da proposta.
Motta, Lula e Alcolumbre| Foto: Ricardo Stuckert/PR
Governo acredita que nem Alcolumbre consegue parar a pauta
Nos bastidores, a base governista mira outra alternativa. Parlamentares ouvidos por Oesteafirmam que o governo aposta na aprovação do projeto de lei (PL) sobre o fim da escala 6×1 que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados. O texto será votado nesta terça-feira, 16.
A expectativa dos aliados do Planalto é que uma eventual aprovação obrigue o presidente do Senado a enfrentar o debate. Caso contrário, a pauta da Casa ficaria travada.
O senador amapaense ainda não definiu a forma que a tramitação ocorrerá nem quem será o relator da proposta. Entre os nomes cotados estão o ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSB-MG), amigo íntimo de Alcolumbre, e o líder do PSD, Omar Aziz (AM).
Mesmo diante das dificuldades com Alcolumbre, aliados do governo avaliam que a PEC tem forte apelo popular.
A leitura considera que 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa nas eleições de 2026 e uma posição contrária ao texto poderia custar caro a senadores em busca de reeleição. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inclusive, trata a proposta como uma das principais bandeiras para as eleições de 2026.
O texto aprovado pela Câmara reduz gradualmente a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, amplia o descanso semanal remunerado e extingue a escala 6×1.
Investigação Preliminar Sumária acessou registros de assessores do presidente da Casa e de lideranças partidárias
Em nota, Câmara diz que consulta a atividades de assessores de Motta não os torna alvos de investigação | Foto: Divulgação/ Câmara dos Deputados
A Comissão Permanente de Disciplina da Câmara dos Deputados (Copedi) conduz uma Investigação Preliminar Sumária que acessou os registros de computadores de 89 servidores da Casa. A Diretoria de Tecnologia extraiu os dados. A lista inclui seis assessores do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o secretário-geral da Mesa, Lucas Ribeiro Almeida Jr.
Os técnicos também consultaram as atividades de uma assessora sênior da liderança do PT, da chefe de gabinete do segundo secretário da Câmara, deputado Lula da Fonte (PP-PE), e de um servidor da liderança da minoria.
O processo de investigação soma 814 páginas em formato PDF. O documento reúne datas, horários de acesso ao sistema, processos consultados e ações na plataforma. A apuração avançou sobre as ações de quatro servidores desde 1º de janeiro deste ano, incluindo Lucas Ribeiro Almeida Júnior e a secretária-geral-adjunta, Christiane Satiê Moritsugu Bisinoto.
As informações são do site Metrópoles.
Investigação quer identificar origem de vazamento
A Copedi busca o responsável por repassar à imprensa informações sobre diárias de uma viagem cancelada do diretor-geral da Câmara, Guilherme Brandão, a Lisboa. No dia 29 de maio, oito policiais legislativos recolheram um computador na liderança do Cidadania por suspeita de envolvimento do usuário no vazamento.
O levantamento de dados começou em 21 de maio. Um servidor da Copedi solicitou à Diretoria de Tecnologia a relação de quem acessou o processo da viagem. A solicitação incluiu buscas no sistema pelos termos “Guilherme Barbosa Brandão”, pelo ponto funcional do diretor, pelo número do processo e pelas palavras “viagem”, “missão oficial” e “Lisboa”.
Comissão instaurou PAD contra servidor da Câmara
Depois da análise, a Comissão instaurou um processo administrativo disciplinar (PAD) contra um servidor. A apuração revela que ele acessou processos de concessão de horas extras a Guilherme Brandão.
Brandão recebeu R$ 22,9 mil em horas extras em março deste ano. Para atingir o valor, o diretor precisaria cumprir o limite nos dias úteis e acumular entre 18 e 25 horas extras nos fins de semana. No ano passado, Brandão e o diretor-administrativo, Mauro Limeira Mena Barreto, receberam R$ 157,8 mil cada um em horas extras. O diretor de Tecnologia da Informação, Sebastião Neiva Filho, recebeu R$ 134 mil.
Em nota, a Câmara dos Deputados negou irregularidades. A Casa afirmou que os servidores mencionados recebem horas extras em razão de uma “jornada semanal extenuante, ordinariamente superior a 40 horas”. Informou ainda que a frequência é registrada em sistema eletrônico biométrico durante os dias úteis e também nos fins de semana.
Além disso, Câmara declarou que a apuração de eventuais irregularidades é obrigação legal da administração e que a consulta às atividades de servidores, incluindo assessores de Hugo Motta, não os torna alvo da investigação.
Eduardo Bolsonaro Foto: Reprodução/ Print de vídeo Instagram Rede Comunica Brasil
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou integrantes da esquerda e indicou que acredita há risco de atentado contra seu irmão, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi dada em entrevista à Rede Comunica Brasil, na última quarta-feira (10).
Eduardo citou nomes de políticos que foram mortos ou que sofreram atentados. Para ele, é preciso saber contra quem “a gente está lutando”.
– A gente tem que conhecer contra quem a gente está lutando. Porque já assassinaram o líder da direita lá na Colômbia, o Miguel Uribe Turbay; oFernando Villavicencio, no Equador. Facada no [Jair] Bolsonaro, tiro no [Donald] Trump. E é sempre quem? É sempre alguém de direita. (…) Eu acho que o Flávio tem que tomar muito cuidado com a segurança dele. Cada vez mais vai valer mais a pena assassiná-lo, porque, se tirar Flávio, quem é que resta? – falou.
Presidente do Senado afirma que informações divulgadas pela imprensa são falsas e anuncia medidas judiciais
Alcolumbre diz que responsáveis pelas acusações serão responsabilizados | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), negou nesta quinta-feira, 11, o recebimento de dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A manifestação ocorreu depois que a revista Veja publicou que Vorcaro repassou US$ 30 milhões ao senador. O valor equivale a cerca de R$ 155 milhões.
A reportagem afirma que o dinheiro entrou em uma conta secreta no exterior. Depois, a quantia seguiu para Alcolumbre como contrapartida pelo apoio político a uma demanda do Master. O intermediário da operação teria sido o ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima.
A defesa de Vorcaro incluiu essas informações na segunda proposta de delação premiada do banqueiro. A Polícia Federal, porém, rejeitou o acordo na quarta-feira 10.
Davi Alcolumbre diz que vai entrar na Justiça
Por meio de nota, Alcolumbre afirmou que as informações “são absolutamente falsas, não procedem”. Além disso, ele chamou as acusações de “irresponsáveis” e disse que “a verdade dos fatos prevalecerá”.
“O senador Davi Alcolumbre jamais recebeu valores, no Brasil ou no exterior”, diz nota divulgada pela assessoria da presidência do Senado. “Diante da gravidade das acusações e dos danos causados à sua honra e à sua trajetória pública, serão adotadas todas as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, para que os responsáveis pelas acusações respondam por suas afirmações e apresentem as provas que dizem possuir.”
Entendimento dos juízes italianos cita questionamentos relacionados à independência e imparcialidade judicial
A Justiça da Itália tornou públicos, nesta sexta-feira (12), os fundamentos que embasaram a decisão de cancelar o processo de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil em 22 de maio. A medida foi tomada pela Corte Suprema de Cassação da Itália e se refere ao pedido brasileiro relacionado à condenação da ex-parlamentar pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Na avaliação dos magistrados italianos, houve concentração de diferentes funções processuais na atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Segundo a Corte, o ministro participou de distintas etapas do caso, o que levantaria questionamentos sobre os princípios de independência e imparcialidade judicial previstos na legislação italiana.
O documento cita a existência de “insuficiência e falta de lógica na fundamentação” sobre o acúmulo das funções atribuídas a Moraes, apontando que ele teria atuado em momentos distintos do processo. Para os juízes italianos, essa circunstância foi determinante para a anulação do procedimento de extradição referente ao caso da invasão dos sistemas do CNJ.
A decisão divulgada nesta sexta-feira trata exclusivamente desse pedido específico. Segue em tramitação ainda na Itália um segundo processo de extradição envolvendo Carla Zambelli, relacionado à condenação por porte ilegal de arma de fogo e ameaça com uso de arma.
O pedido de extradição analisado pela Corte italiana foi apresentado pelas autoridades brasileiras após a condenação da ex-deputada no caso envolvendo ataques aos sistemas do CNJ. Com a anulação do procedimento, o processo deverá seguir os trâmites previstos pela legislação italiana para reavaliação da solicitação.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A votação ocorreu nesta quarta-feira (10) e terminou com 44 votos favoráveis e 18 contrários. Agora, a matéria seguirá para análise de uma comissão especial.
Entre os parlamentares que votaram contra a proposta estão Alencar Santana (PT-SP), Helder Salomão (PT-ES), Luiz Couto (PT-PB), Patrus Ananias (PT-MG), Paulo Teixeira (PT-SP), Nilto Tatto (PT-SP), Daiana Santos (PCdoB-RS), Orlando Silva (PCdoB-SP), Renildo Calheiros (PCdoB-PE), Félix Mendonça Jr (PDT-BA), Pompeo de Mattos (PDT-RS), Lídice da Mata (PSB-BA), Tabata Amaral (PSB-SP), Marina Silva (REDE-SP), Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Bacelar (PV-BA), Túlio Gadêlha (PSD-PE) e Waldemar Oliveira (AVANTE-PE).
*Pleno.News Fotos: Thiago Cristino | Renato Araújo | Tony Winston/ Câmara dos Deputados