Em postagem no X, o ex-deputado afirmou que a parlamentar do PL ‘está a altura do cargo’
Flávio Bolsonaro indicou que vice em sua chapa deve ser mulher; nome de Júlia Zanatta foi lembrado por internautas e defendido por Eduardo | Foto: Reprodução/Redes Sociais
O nome da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) despontou nas redes sociais entre os apoiadores da direita para compor a chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os rumores cresceram quando o pré-candidato à Presidência indicou, durante um evento, a intenção de escolher uma mulher como candidata a vice-presidente.
A articulação ganhou musculatura com uma postagem do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. No perfil da rede social X, o irmão do presidenciável afirmou que a parlamentar catarinense está à altura do cargo.
Ele justifica a possível escolha pela “lealdade”, as pautas apresentadas por Júlia no Congresso e “o esperneio da esquerda”. A própria deputada respondeu ao aceno de Eduardo ao dizer que “o negócio tá tomando corpo”, junto de um emoji de risada.
Flávio Bolsonaro quer mulher “preparada”
Flávio Bolsonaro confirmou na segunda-feira 8 que pretende adotar critérios estritamente técnicos e políticos para fechar a composição da chapa. O senador fluminense declarou que busca uma liderança feminina preparada e capaz de complementar o projeto da candidatura majoritária.
Antes do avanço do nome de Júlia Zanatta no meio digital, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) figurava como um dos nomes prediletos do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. O dirigente partidário elogiou o carisma da ex-ministra da Agricultura do governo de Jair Bolsonaro e manifestou preferência pela congressista sul-mato-grossense.
Tereza Cristina declarou que não recebeu nenhum convite formal da cúpula partidária até o momento, mas evitou fechar as portas para uma futura negociação se houver o chamado das lideranças. Costa Neto garantiu que a palavra final sobre o fechamento da chapa presidencial caberá exclusivamente a Flávio e ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Alexandre de Moraes atendeu pedido da defesa e permitiu encontro com Flávio Bolsonaro, nora e netas
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou na noite desta quarta-feira (10), que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba a visita do filho Flávio Bolsonaro (PL), da nora Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro e das duas filas do casal.
De acordo com a decisão, a visita está marcada para este sábado (13), das 11h às 13h. Antes da visita, os visitantes serão vistoriados e os aparelhos eletrônicos ficarão com os policiais.
“O pedido formulado para autorização de visitas do filho, netas e nora do custodiado, revela-se compatível com as finalidades da prisão domiciliar e com as condições anteriormente fixadas, contribuindo para a manutenção do suporte familiar indispensável ao adequado cumprimento da pena, nas mesmas condições que seria concedida no estabelecimento penitenciário”, diz Moraes na decisão.
Com a decisão, o ministro do STF atendeu ao pedido protocolado pela defesa de Bolsonaro na última terça-feira (8), que identificou os visitantes como “integrantes do núcleo familiar próximo” do ex-presidente.
O ex-presidente Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 24 de março, após passar duas semanas de internação em tratamento intensivo por pneumonia bacteriana. A medida, concedida pelo próprio Moraes, tem prazo de 90 dias a contar da alta.
Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF, em setembro de 2025, a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, citou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, nas propostas de colaboração premiada apresentadas à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF). Segundo relatos atribuídos ao banqueiro, teriam sido realizados repasses não declarados à campanha de Silveira ao Senado nas eleições de 2022.
De acordo com informações ligadas às investigações, reveladas pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, o ministro seria o único integrante do primeiro escalão do governo Lula mencionado nas minutas de delação entregues por Vorcaro. O ex-banqueiro teria afirmado que cerca de R$ 20 milhões foram destinados à campanha do então candidato do PSD em Minas Gerais por meio de caixa 2.
As propostas de colaboração, no entanto, enfrentam resistência entre investigadores. Integrantes da PF e do Ministério Público Federal avaliam que os relatos apresentados até agora não trazem detalhes suficientes para comprovar os fatos narrados. Entre os pontos apontados como frágeis está a ausência de informações sobre eventuais contrapartidas relacionadas aos supostos repasses.
Procurado, Alexandre Silveira não se manifestou sobre o conteúdo da delação. Pessoas próximas ao ministro afirmam que ele não mantinha relação com Vorcaro durante o período eleitoral de 2022 e consideram a acusação sem fundamento. Naquele ano, Silveira disputou a reeleição ao Senado por Minas Gerais com apoio da chapa encabeçada por Alexandre Kalil ao governo do estado. Ambos perderam.
Registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não apontam doações oficiais à campanha de Silveira feitas por Daniel Vorcaro ou por seu cunhado, Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro do empresário.
Apesar disso, Silveira e Vorcaro foram vistos juntos em ocasiões posteriores. O ministro participou, por exemplo, de uma reunião realizada com o banqueiro no Palácio do Planalto em dezembro de 2024, que contou também com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do então ministro da Casa Civil, Rui Costa, do ex-ministro Guido Mantega e de Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco Central.
Em abril, uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo também registrou a presença de Silveira em um encontro na residência de Vorcaro, em Belo Horizonte, durante o segundo turno das eleições municipais de 2024, ou seja, algumas semanas antes da reunião no Planalto.
Até o momento, as propostas de colaboração de Daniel Vorcaro não foram homologadas. As negociações seguem sob análise da PGR e da Polícia Federal, que avaliam a consistência das informações apresentadas pelo empresário.
Ministros analisam recursos das plataformas contra responsabilização das big techs
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) volta a avaliar nesta quarta-feira (10) o julgamento de recursos do Marco Civil da Internet. O julgamento vai determinar a responsabilidade civil das plataformas digitais por conteúdos divulgados pelos usuários, além da possibilidade de remoção de material ofensivo sem ordem da Justiça.
Na ocasião, os ministros vão analisar os recursos apresentados pelas plataformas contra a decisão que estabeleceu regras de responsabilização das big techs. Os representantes das empresas alegam omissões, obscuridades e contradições na medida e pedem detalhamentos.
O STF derrubou o artigo 19 do Marco Civil da Internet em junho de 2025. De acordo com a regra anterior, plataformas digitais só seriam responsabilizadas civilmente pelos conteúdos publicados por usuários em caso de descumprimento de ordem judicial de remoção.
A tese em debate indica que empresas de tecnologia podem responder por conteúdos de terceiros, determinando punições em publicações que envolvam crimes contra a honra, anúncios irregulares, redes de bots, atos antidemocráticos, discriminação racial e de gênero, crimes contra a mulher, indução ao suicídio e tráfico de pessoas.
A atualização das regras não se aplica a plataformas fechadas, como e-mail, reuniões de vídeo e voz e mensagens pelo WhatsApp.
SubtítulLevantamento mostra recuperação da imagem do governo federal; aprovação chegou a 47%, enquanto desaprovação ficou em 48%.
Foto: Cláudio Kbene/PR
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que a avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue superior à positiva.
De acordo com o levantamento, 48% dos entrevistados desaprovam a gestão do petista, enquanto 47% aprovam e 5% não responderam.
A sondagem aponta para uma melhora na avaliação do governo Lula nos últimos meses. Em abril, a diferença entre a desaprovação e a aprovação era de nove pontos. Em maio, caiu para três e, agora, é de um ponto. Na pesquisa anterior, a desaprovação era de 49% e a aprovação era 46% .
A pesquisa mostra ainda que a avaliação do eleitorado. Para 38% dos entrevistados, a avaliação do governo é “negativa”, contra 34% da avaliação “positiva” e 26% como “regular”. Na última pesquisa, esses índices eram , respectivamente, 39%, 34% e 25%.
O instituto entrevistou 2.004 pessoas, entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-07661/2026.
Texto permite que trabalhadores escolham entre o regime tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho e um modelo mais flexível
Carteira de Trabalho Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e diversas entidades econômicas divulgaram nesta terça-feira (9) uma carta aberta em defesa da PEC 12/2026, proposta pela oposição ao governo Lula no Senado, que cria um modelo alternativo de contratação baseado na flexibilização da jornada de trabalho.
O documento das entidades reúne mais de uma centena de assinaturas e pede que os senadores aprovem a medida, apresentada como contraponto à proposta que prevê o fim da escala 6×1.
Segundo os defensores da PEC, o texto permite que trabalhadores possam escolher entre o regime tradicional da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um modelo mais flexível, com possibilidade de adequação da carga horária às necessidades individuais, sem perda de direitos trabalhistas.
Na carta, as entidades afirmam que a proposta preserva garantias como 13° salário, férias remuneradas, adicional de um terço de férias, FGTS e aviso prévio.
– É o melhor dos dois mundos: a proteção da CLT com o benefício de decidir sobre a própria vida – diz o documento.
As organizações que assinam a mensagem argumentam que a realidade do mercado de trabalho exige maior flexibilidade para atender diferentes perfis profissionais. O texto cita situações como trabalhadores que desejam conciliar emprego e estudos, pais que precisam de horários mais adaptáveis e profissionais que preferem concentrar mais horas de trabalho em períodos de maior demanda.
– A vida não bate ponto do mesmo jeito todos os dias. Tem mês que o movimento bomba e o trabalhador consegue tirar uma boa comissão. Tem mês que a coisa aperta e é preciso correr atrás de um extra para fechar as contas – reforça a mensagem.
As entidades também criticam propostas que estabeleçam uma jornada única para todos os setores da economia e sustentam ainda que mudanças que reduzam a jornada de forma obrigatória podem aumentar custos para empresas e consumidores.
– Toda essa rigidez aumenta o custo dos produtos e serviços e, no fim, quem paga a conta é o trabalhador brasileiro: no preço da marmita, nas compras do supermercado, na tarifa do ônibus, no valor do condomínio – destaca.
Além da Fiesp, o documento recebeu apoio de importantes entidades empresariais nacionais, entre elas a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC); a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Transporte (CNT).
O levantamento questionou os participantes sobre quais nomes eles descartariam completamente na eleição presidencial
Lula e Flávio Bolsonaro se apresentam como pré-candidatos à Presidência da República | Foto: PR e Agência Senado
Dados apresentados pela Gerp nesta terça-feira, 9, revelam que 48% dos entrevistados não votariam em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para presidente. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que já se declarou pré-candidato ao Planalto, registra rejeição de 42% entre os eleitores.
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A pesquisa questionou os participantes sobre quais nomes eles descartariam completamente na eleição presidencial. O levantamento foi realizado com 2 mil brasileiros, entre os dias 2 e 5 de junho, e possui margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95,5%.
Flávio vence Lula em um possível segundo turno
A pesquisa também demonstra que, em um eventual segundo turno, o senador leva vantagem sobre o presidente. A Gerp mostra Flávio Bolsonaro com 44,7% das intenções de voto, contra 39,1% de Lula.
Detalhes metodológicos e registro da pesquisa
O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-01792/2026. O custo total do estudo foi de R$ 20 mil, pagos com recursos próprios da empresa responsável.
A nova delação de Daniel Vorcaro, entregue no início de junho à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, mencionou o investimento feito pelas empresas do banqueiro ao filme Dark Horse, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O banqueiro indica que não houve nenhuma irregularidade no processo.
Vorcaro afirmou que a relação foi “republicana” e que não houve nenhum tipo de compensação ou privilégios ilícitos em benefício do banqueiro. A informação, divulgada pelo portal Metrópoles, reafirma a idoneidade do processo, defendida pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O assunto veio à tona após o site The Intercept Brasil divulgar mensagens entre Vorcaro e Flávio sobre um investimento de R$ 60 milhões na produção do longa-metragem. A publicação ocorreu no dia 13 de maio.
No dia 19 de maio, o instituto AtlasIntel divulgou uma pesquisa sobre as intenções de voto para presidente da República. O levantamento mostrou uma queda de seis pontos percentuais com relação à última aferição.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no entanto, considerou que a pesquisa foi contaminada, fazendo uso de áudios para induzir o voto dos participantes. Como consequência, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, ordenou nesta segunda-feira (8) a retirada imediata dos dados da pesquisa das redes sociais e site oficial da instituição.
— Há indicativos de que a pesquisa possa ter extrapolado os limites da regular aferição estatística — declarou o ministro.
A decisão ocorreu após análise de outras 27 pesquisas realizadas pelo instituto. Em nenhuma delas os pesquisadores fizeram uso de arquivos de mídia, como no levantamento suspenso pelo tribunal, o que foi considerado um excesso.
*Pleno.News Fotos: Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo e André Coelho/EFE
Investigadores afirmam que aditivo apresentado pela defesa não trouxe elementos capazes de mudar a avaliação sobre o caso
O prazo para a defesa de Vorcaro apresentar novos elementos termina nesta semana | Foto: Divulgação/SAP
A nova investida do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para viabilizar um acordo de delação premiada encontrou resistência dentro da Polícia Federal (PF).
Integrantes da corporação avaliam que o material complementar entregue pela defesa na semana passada ficou aquém das expectativas e não apresentou informações com potencial para alterar o rumo das investigações.
Nos bastidores, a percepção é de que o documento acrescenta pouco ao que já foi reunido pelos investigadores da PF. Segundo o site g1, as referências a personagens políticos e a operações financeiras já eram conhecidas pela equipe responsável pelo caso e não foram consideradas suficientes para justificar uma mudança de posição.
O aditivo menciona, entre outros pontos, repasses ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e cita o filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na avaliação de investigadores, porém, as informações surgem mais como contextualização do que como revelações.
A defesa de Vorcaro ainda trabalha para fortalecer a proposta de colaboração. O prazo para apresentar novos elementos termina nesta semana, em uma tentativa de convencer a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) de que o ex-banqueiro pode oferecer informações relevantes para o avanço das apurações.
A palavra final caberá ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. Nos últimos dias, o magistrado manteve reuniões com representantes de Vorcaro e acompanha pessoalmente as negociações envolvendo o acordo.
Perícia reforça resistência ao acordo de delação de Vorcaro
Fontes ligadas à investigação relatam que a preparação da colaboração mobilizou intensamente a equipe jurídica do ex-banqueiro. Nas últimas semanas, advogados realizaram encontros frequentes com o empresário para revisar documentos e definir a estratégia adotada nas conversas com as autoridades.
O ambiente de desconfiança, contudo, permanece. Investigadores sustentam que Vorcaro ainda não apresentou fatos considerados decisivos e mantêm a avaliação de que parte do conteúdo entregue busca resguardar pessoas ligadas ao caso.
Essa percepção já havia motivado a rejeição de uma versão anterior da delação. Desde então, as negociações passaram a envolver simultaneamente a PF e PGR, que analisam em conjunto a viabilidade do acordo.
Presidente suspendeu levantamento por indícios de manipulação
Flávio Bolsonaro durante evento na Assembleia Legislativa de São Paulo – 27/2/2026 | Foto: Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, barrou a divulgação da pesquisa do instituto AtlasIntel que associava o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
O levantamento indicava queda forçada nas intenções de voto de Flávio na corrida pelo Palácio do Planalto.
Nunes Marques concedeu uma liminar de urgência, depois de identificar indícios de manipulação para prejudicar o pré-candidato da oposição.
A decisão atende a um pedido formal apresentado pela cúpula do PL.
Os advogados do partido argumentaram que a empresa de estatística estruturou as perguntas com o objetivo de gerar uma imagem negativa do parlamentar, fugindo da apuração regular da opinião pública.
A direção do instituto incluiu áudios vazados de investigações policiais envolvendo a conversa de Flávio com o banqueiro dentro do questionário para “contaminar” as respostas dos eleitores, segundo o presidente do TSE.
Presidente do TSE aponta “contaminação”
O ministro destacou a gravidade da manobra em seu despacho.
Em análise preliminar, o magistrado afirmou que os dados coletados revelam uma clara distorção provocada pelo método de abordagem.
“Os elementos trazidos aos autos reforçam os indícios relevantes de comprometimento da metodologia da pesquisa impugnada”, argumentou o presidente do TSE, ao acolher os argumentos dos advogados de Flávio a respeito dos danos provocados pela inclusão do arquivo de áudio na entrevista.
Para o presidente do tribunal, o questionário foi desvirtuado e deixou de funcionar como um termômetro legítimo das tendências políticas do eleitorado nacional.
Ele criticou a mudança drástica na conduta do instituto na condução das amostragens. “Há indicativos de que a pesquisa possa ter extrapolado os limites da regular aferição estatística”, observou o presidente do TSE.
Instituto mudou perguntas para prejudicar Flávio Bolsonaro
Nunes Marques analisou o histórico da empresa e descobriu que outras 27 pesquisas registradas pela AtlasIntel não usaram arquivos de som nem perguntas parecidas.
O ministro do TSE concluiu que a metodologia estatística foi corrompida para induzir o cidadão.
O magistrado determinou que os responsáveis entreguem os relatórios técnicos complementares e deu 24 horas para o Ministério Público Eleitoral se manifestar acerca de eventual fraude.
A sondagem sob suspeita veio a público no dia 19 de maio, logo depois de vazarem as conversas sobre o financiamento do filme Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Números forçados mostravam tombo de seis pontos
O relatório sob suspeita exibia uma reviravolta no cenário eleitoral em menos de um mês. Os dados da AtlasIntel mostravam Lula com 48,9% das intenções de voto, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro despencava para 41,8%.
No levantamento anterior, feito em abril, o senador liderava a disputa de segundo turno contra o presidente Lula pelo placar de 47,8% a 47,5%. Desta forma, a variação representava uma perda de seis pontos porcentuais para o pré-candidato da oposição.
O PL sustentou na ação judicial que a sequência dos temas e a associação direta do nome do senador ao banqueiro investigado destruíram a integridade do resultado final.
A liminar de Nunes Marques proíbe que o instituto replique os dados em qualquer meio oficial de divulgação.
Ex-ministros do TSE endossam Nunes Marques
A Oeste, dois ex-ministros do TSE viram substância na decisão do presidente do tribunal.
De acordo com um deles, o magistrado impediu que ocorre “desequilíbrio no pleito eleitoral”.
“A Justiça Eleitoral não exige apenas rigor estatístico, mas também que o questionário não funcione como instrumento de persuasão”, acrescentou outro ex-integrante da Corte.