Parlamentares também autorizaram envio de recursos a municípios inadimplentes e obras em rodovias e hidrovias fora da competência da União

Congresso derruba veto de Lula e libera repasses de benefícios em período eleitoral

O Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (21), um veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que barrava a possibilidade de doação de bens, valores e benefícios durante o período eleitoral. Os dispositivos seguem agora para sanção presidencial.

A regra havia sido aprovada no fim de 2025 dentro da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e permitia que o poder público mantivesse repasses de dinheiro, bens ou benefícios mesmo nos três meses anteriores às eleições, desde que o beneficiário tivesse alguma contrapartida prevista.

Exceção à Lei Eleitoral

Pela legislação eleitoral, esse tipo de transferência é proibido no período que antecede as eleições para evitar o uso da máquina pública em favor de candidatos.

O trecho aprovado pelo Congresso criava uma exceção à regra. Na prática, permitiria que governos continuassem realizando transferências de benefícios durante o período eleitoral em determinadas situações.

O governo federal vetou o dispositivo sob argumento de inconstitucionalidade e por considerar que a medida contrariava o interesse público.

Segundo o Executivo, a LDO, por ser uma norma temporária e ordinária, não poderia alterar regras previstas na Lei Eleitoral, que possui caráter permanente.

“É bom lembrar que o governo Lula supriu os rombos feitos pelo governo Bolsonaro aos municípios. A nossa intenção é manter o veto que impede o repasse de recursos em período eleitoral. Queremos fazer com que os municípios se valorizem. Não queremos estados financiando bancos falidos, como aqui em Brasília”, disse a deputada Erika Kokay (PT-DF).

Já a deputada Bia Kicis (PL-DF) afirmou: “O governo quer manter o povo na pobreza, dependente de Bolsa Família. Derrubar os vetos é essencial”.

Recursos para municípios inadimplentes

Outro veto derrubado pelo Congresso tratava da transferência de recursos e assinatura de convênios com municípios inadimplentes de até 65 mil habitantes.

O governo argumentava que a medida contrariava a Lei de Responsabilidade Fiscal, que exige regularidade fiscal para repasses desse tipo.

Durante a votação, o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) criticou a derrubada do veto relacionado ao período eleitoral.

“Entendemos que há municípios inadimplentes, mas vamos votar pela derrubada do item 25. O 23, em questão, se soma a uma aberração de permissividade para a compra de votos e ilegalidade em período eleitoral. Isso é inaceitável, uma vergonha”, afirmou.

Verbas para rodovias e hidrovias

Os parlamentares também derrubaram dois vetos ligados à infraestrutura de transporte. Os dispositivos autorizam a União a destinar recursos para construção e manutenção de rodovias estaduais e municipais voltadas à integração logística e ao escoamento da produção. Outro trecho amplia a possibilidade de investimento federal na malha hidroviária brasileira.

O Executivo havia vetado os dispositivos sob argumento de que as medidas ampliariam excessivamente a atuação da União e poderiam desvirtuar programas orçamentários federais.

Com a derrubada dos vetos, o governo federal poderá repassar recursos para obras em rodovias e hidrovias fora de sua competência direta, medida defendida por parlamentares como estratégica para o transporte e o setor agropecuário.

Informações Bahia.ba


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, pediu nesta quinta-feira (21) ao presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a leitura do requerimento de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as irregularidades do Banco Master.

Em discurso durante a sessão que analisa vetos presidenciais, Flávio afirmou que “mais do que nunca é necessária” a instalação do colegiado e disse querer a convocação do dono da instituição financeira, o banqueiro Daniel Vorcaro.

– Eu quero Daniel Vorcaro e Augusto Lima sentados naquela CPMI, falando qual é a relação que eles tinham com Flávio Bolsonaro, e também qual é a relação que eles tinham com o Lula, qual é a relação que eles tinham com Alexandre de Moraes. Porque eu não tenho nada a temer. Eu não tenho nada a esconder – declarou o senador.

A manifestação foi feita após o The Intercept Brasil revelar que Flávio enviou mensagens a Vorcaro em que pedia dinheiro para o financiamento do filme Dark Horse, produção que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O pré-candidato também afirmou que parlamentares de esquerda “têm medo dessa CPMI” e comparou o escândalo do Master ao Mensalão e à Operação Lava Jato.

– Nenhum de vocês assinou. Eu assinei todas, porque não tenho nada a esconder. Porque tem uma grande diferença. Vocês entendem muito de corrupção – disse.

*Pleno.News
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do Partido Republicano, convidou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, para uma visita à Casa Branca na próxima semana. A informação foi divulgada pelo site Cláudio Dantas e confirmada pelo Poder360.

Segundo a equipe de pré-campanha, o convite partiu do próprio Trump. O gesto ocorre semanas após o encontro do republicano com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em território norte-americano, movimento visto como relevante no cenário diplomático.

Aliados avaliam que a reunião pode reforçar a imagem de aproximação internacional do pré-candidato, em meio à repercussão da visita de Lula, considerada positiva pelo governo brasileiro.

As tratativas acontecem após a divulgação de um áudio pelo Intercept Brasil, no qual Flávio Bolsonaro pede recursos a Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.

*Metro1
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado


“Estão tentando colocar no nosso colo uma proposta que não é nossa. O que defendemos é responsabilidade”, afirmou o político

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Em pronunciamento publicado nas redes sociais, o deputado federal Paulo Azi (União Brasil) se posicionou sobre a assinatura na emenda que pode adiar em até dez anos o fim da escala 6×1. O parlamentar está entre os nove deputados baianos que apoiaram a proposta, alvo de críticas e cobranças de eleitores nas redes sociais.

Azi negou ter defendido o adiamento da medida e atribuiu ao PT da Bahia a disseminação da informação, classificada por ele como “mentira”. “Estão tentando colocar no nosso colo uma proposta que não é nossa. O que defendemos é responsabilidade”, afirmou.

O deputado argumentou ainda que setores considerados essenciais precisam de regras específicas durante uma eventual transição na jornada de trabalho. “Serviços essenciais como saúde, segurança pública e transporte coletivo precisam de regras claras, tratamento específico e transição possível”, declarou.

Paulo Azi também afirmou que o prazo de dez anos previsto na proposta teria sido incluído pelo autor da PEC, ligado ao PT. Segundo ele, sua posição é contrária ao período prolongado de adaptação. “Eu já me posicionei contra esse prazo longo. Defendo um tempo mínimo de transição para que trabalhadores, empresas e serviços essenciais possam se adaptar sem prejudicar a população”, disse.

Ao final da publicação, o parlamentar criticou a repercussão do caso e acusou adversários políticos de espalharem desinformação. “A Bahia merece debate sério e não fake news para desgastar quem trabalha com responsabilidade”, concluiu.

Paulo Azi foi o relator da proposta na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), que aprovou o parecer do deputado Paulo Azi (BA) favorável ao avanço da PEC 221/2019. Após esse processo, a matéria passará a ser discutida em uma comissão especial e depois o texto seguir para análise no Plenário da Câmara.

Informações Bahia.ba


Equipe de Paulo Gonet assume negociações com banqueiro do Banco Master

Daniel Vorcaro durante depoimento à Polícia Federa - 28/12/2025 | Foto: Reprodução/YouTube
Daniel Vorcaro durante depoimento à Polícia Federal – 28/12/2025 | Foto: Reprodução/YouTube

Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu assumir sozinha as negociações para fechar o acordo de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os procuradores decidiram dar uma nova chance aos advogados do empresário uma vez que a Polícia Federal (PF) abandonou a mesa de tratativas, por considerar os relatos fracos. A apuração sobre os bastidores do caso é do jornal O Estado de S. Paulo.

A equipe do procurador-geral Paulo Gonet avisou os defensores do banqueiro que o texto atual é insuficiente. Os investigadores encontraram buracos e contradições nos depoimentos entregues. A PGR deu um prazo para a defesa corrigir os erros e trazer provas complementares, pois entende que romper o diálogo de forma abrupta neste momento demonstraria má-fé.

Polícia Federal vê repetição de provas

A PF optou por romper com o banqueiro porque os delegados consideram a proposta uma perda de tempo. Os policiais civis avaliaram que o documento traz apenas dados velhos e repete fatos que a corporação já descobriu. A PF extraiu as principais provas de corrupção diretamente das mensagens gravadas no primeiro aparelho celular apreendido com o próprio Vorcaro.

A saída da PF não anula o processo. A lei brasileira permite que o Ministério Público Federal feche acordos de colaboração de forma unilateral, sem o apoio dos policiais. A defesa de Vorcaro levou 45 dias para escrever o documento inicial, entregue no começo deste mês. O empresário cumpre prisão preventiva desde março, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Relator no STF fecha as portas para advogados

O maior obstáculo para a liberdade do banqueiro agora atende pelo nome de André Mendonça. O ministro do STF é o relator do inquérito e mandou um recado claro aos advogados: não vai homologar nenhuma delação que esconda nomes ou apresente lacunas. O aviso gerou uma briga nos bastidores com o advogado José Luís Oliveira Lima, que ameaçou recorrer ao plenário da Suprema Corte caso o ministro cumpra a promessa.

O clima entre o gabinete do STF e os defensores azedou por completo depois do bate-boca. O ministro André Mendonça avisou interlocutores que cortou relações e não vai mais receber nenhum advogado de Vorcaro em audiências particulares. Mesmo que a PGR assine o acordo, o documento só ganha validade jurídica e garante a soltura do banqueiro com a assinatura do magistrado do Supremo.

Informações Revista Oeste


Deputada afirma que emissora ignorou pedido formal enquanto apresentador manteve manifestações públicas sobre o caso

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Ratinho recebeu críticas de seu empregador, o SBT, por lembrar o fato de que Erika Hilton é biologicamente um homem | Foto: Montagem da Revista Oeste, Lourival Ribeiro/SBT, Divulgação/SBT e Mário Agra/Agência Câmara

A deputada federal Erika Hilton (Psol) acionou a Justiça para cobrar direito de resposta contra o apresentador Ratinho e o SBT. A parlamentar afirma que a emissora não abriu espaço para resposta às declarações do comunicador.

Segundo a ação apresentada pela defesa, o SBT divulgou apenas uma manifestação genérica sobre o episódio e tentou se desvincular das falas de Ratinho. O advogado de Erika Hilton sustenta que a emissora não tomou medidas para conter os efeitos das declarações atribuídas ao apresentador.

No final de abril, o apresentador Ratinho processou a deputada federal Erika Hilton (Psol) por injúria depois de críticas públicas| Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O processo também afirma que Ratinho continuou a comentar o caso em entrevistas, redes sociais e outras manifestações públicas. A defesa cita publicações do comunicador e uma ação por dano moral movida por ele na Justiça do Distrito Federal, revelada no fim de abril.

Defesa pede resposta com mesmo alcance

A ação usa como base a legislação que regula o direito de resposta em veículos de comunicação. Segundo o pedido enviado à Justiça, Erika Hilton pretende gravar um vídeo com texto aprovado judicialmente e duração equivalente ao tempo usado por Ratinho nas declarações contestadas.

Em um trecho anexado ao processo, a deputada afirma que o apresentador questionou sua identidade de gênero em rede nacional e tentou deslegitimar sua atuação política. A ação também sustenta que manifestações desse tipo extrapolam os limites da liberdade de expressão.

O pedido ainda menciona o entendimento do Supremo Tribunal Federal que equiparou a transfobia ao crime de racismo no Brasil.

Informações Revista Oeste


O pré-candidato à Presidência afirma que o contato com o banqueiro ocorreu exclusivamente por causa da produção de um filme sobre Bolsonaro

Flávio Bolsonaro pré-candidato Presidência Brasil
Flávio vai devolver investimento de Vorcaro no filme sobre Bolsonaro | Foto: | Foto: Reprodução/TV Senado 

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro(PL-RJ) confirmou nesta terça-feira ter ido à casa de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, depois que o empresário passou para a prisão domiciliar. O senador disse que o encontro ocorreu em São Paulo, com o objetivo de encerrar as tratativas relacionadas ao investimento do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu estive com ele depois desse evento, quando passou a usar monitoramento eletrônico e não podia sair da cidade de São Paulo”, explicou. “Fui ao encontro dele para colocar um ponto final nessa história e dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era tão grave, eu teria ido atrás de outro investidor muito antes e o filme não correria risco.”

Durante conversa com jornalistas depois de reunião com parlamentares do PL, Flávio afirmou que o vínculo com Vorcaro ocorreu exclusivamente em razão da produção cinematográfica sobre o pai. 

Aproximação de Flávio e Vorcaro

Segundo Flávio, a aproximação com Vorcaro começou ainda no fim de 2024, quando buscava investidores para viabilizar o filme Dark Horse, produzido nos Estados Unidos.

“Ainda no fim de 2024, em um jantar com um amigo, eu comentava sobre a dificuldade de conseguir investidores aqui no Brasil”, explicou. “As pessoas tinham medo de colocar o CPF, de colocar a empresa em um simples empreendimento cultural, que é um filme em homenagem ao melhor presidente da República que este país já teve. Foi por essa razão que optamos por fazer esse filme fora do Brasil. É um filme americano.”

Flávio afirmou que Vorcaro foi apresentado por um conhecido e que, naquele momento, o empresário transitava em diferentes círculos de poder em Brasília.

“Esse amigo me apresentou esse investidor, que é o Vorcaro”, disse. “Na época, ele era uma pessoa que circulava em todas as rodas aqui em Brasília, ia a eventos com ministros do Supremo, alta roda de empresários, patrocinava eventos de várias emissoras de televisão. Portanto, era alguém acima de qualquer suspeita”, disse.”

O senador relatou, no entanto, que os pagamentos ligados ao investimento teriam deixado de ser feitos meses depois. Segundo ele, a última parcela foi paga em maio de 2025: “Foi a última vez que ele honrou os pagamentos”.

De acordo com Flávio, houve tentativas de cobrança e busca de uma definição sobre a continuidade do aporte financeiro para evitar a paralisação do projeto.

“Como as pessoas envolvidas na produção do filme não conseguiam retorno, eu tentava cobrá-lo para obter alguma posição”, relatou. “No fim de 2025, foi aquele áudio que todos ouviram, em que eu peço uma palavra final sobre o que iria acontecer, porque o filme já estava em grande risco.”

O pré-candidato à Presidência ainda explicou que sua ida à casa de Vorcaro ocorreu para “botar um ponto final”.

Informações Revista Oeste


Filme sobre a vida de Jair Bolsonaro tem lançamento previsto para setembro

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Caso será distribuído e analisado pelo tribunal | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O grupo Prerrogativas, formado por advogados aliados do presidente Lula, e o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) protocolaram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira, 19, um pedido de investigação de repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação é do jornal O Globo.

Eles também querem que a Corte impeça a exibição do filme antes das eleições para supostamente não impactar o pleito no qual Lula deve disputar a reeleição e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o principal opositor. Para embasar o pedido, eles citam uma decisão do próprio TSE, de 2022, quando os ministros censuraram previamente um documentário da Brasil Paralelo sobre a facada em Bolsonaro.

O longa-metragem, que recebeu R$ 61 milhões do Master, tem lançamento previsto para setembro, um mês antes das eleições presidenciais. Para os aliados de Lula, o filme poderia funcionar como “peça de comunicação política de enorme impacto”, além de representar suposta propaganda eleitoral velada, custeada por “recursos milionários cuja origem é considerada suspeita”.

Segundo a petição, “o conjunto de fatos revela possível engrenagem de financiamento político paralelo: agentes políticos, banqueiro investigado, estrutura empresarial estrangeira, fundo no exterior, contratos privados, valores milionários, obra de exaltação política e lançamento estratégico no período eleitoral”, afirma o documento, conforme O Globo.

A petição também solicita que o caso seja comunicado à Polícia Federal, ao Banco Central, à Receita Federal, ao Ministério da Justiça e ao Coaf para apuração de supostos crimes. Eles citam lavagem de dinheiro, evasão de divisas, ocultação de beneficiário final, fraude cambial, falsidade documental, crimes financeiros e organização criminosa.

Precedentes do TSE: censura a documentário sobre Bolsonaro

Os petistas fundamentaram o pedido em uma decisão do próprio TSE de 2022, quando o tribunal suspendeu o lançamento do documentário Quem Mandou Matar Jair Bolsonaro?, da produtora Brasil Paralelo, durante o período eleitoral.

A obra em questão seria exibida em 24 de outubro de 2022, seis dias antes do segundo turno, mas teve a divulgação interrompida e só foi ao ar depois da vitória de Lula. Segundo TSE, a censura prévia era justificada pela suposta ameaça ao pleito.

“A aplicação do precedente ao caso ‘Dark Horse’ é direta. A obra também envolve Jair Bolsonaro, também possui conteúdo de alta relevância política, também se projeta sobre eleição presidencial e também pode ser lançada em momento sensível do calendário eleitoral”, afirmaram os petistas, segundo O Globo.

Os detalhes do roteiro e da pós-produção de Dark Horse não foram integralmente divulgados, mas o filme vai destacar o atentado sofrido por Bolsonaro em 2018, com cenas já gravadas em São Paulo e o ator Jim Caviezel a encenar o episódio.

Lula, durante desfile da Acadêmicos de Niterói - 15/02/2026 | Foto: Reprodução/TV Globo/X
Lula, durante desfile da Acadêmicos de Niterói – 15/2/2026 | Foto: Reprodução/TV Globo/X

A ação será distribuída para um dos ministros do TSE, atualmente presidido por Nunes Marques. Em fevereiro, o TSE negou liminares dos partidos Novo e Missão para impedir o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula, classificado como propaganda antecipada pela oposição. O desfile exaltou o presidente. A escola ficou em último lugar e foi rebaixada. O samba-enredo fazia referência a um jingle de campanha de Lula, e componentes usaram fantasia com estrela vermelha, marca do PT. O PL pediu investigação do financiamento do desfile, mas o caso foi arquivado.

Informações Revista Oeste


MP 1334/26 prevê aumento de 5,4% e eleva valor para R$ 5.130,63 na jornada de 40 horas

Foto: Elaine Menke/Câmara dos Deputados

O Congresso Nacional analisa nesta terça-feira (19) a Medida Provisória (MP) 1334/26, que trata sobre o reajuste do piso salarial dos professores da educação básica em todo o Brasil. A proposta está em discussão na comissão mista responsável pela matéria.

A MP prevê um reajuste de 5,4% no piso nacional dos professores. Com isso, o salário passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, levando em conta uma jornada de 40 horas semanais.

O texto prevê uma atualização anual do piso salarial dos professores da educação básica, levando em conta a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e a variação das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A MP também estabelece que o reajuste não pode ser inferior à inflação do período.

A discussão e votação da matéria estão previstas para quarta-feira (20). A medida provisória perde a validade em 1º de junho caso não seja aprovada pelo Congresso Nacional.

Informações Bahia.ba


Pesquisa Datafolha mostra que 70% dos brasileiros enxergam mais confronto do que colaboração na relação entre o governo Luiz Inácio Lula da Silva e o Congresso. Levantamento também aponta alta rejeição ao desempenho de deputados e senadores

 Foto: Getty

A relação entre o governo Lula (PT) e o Congresso Nacional é vista por 70% da população como de mais confronto do que colaboração, segundo nova pesquisa Datafolha.

Outros 20% veem mais cooperação do que embate, enquanto 2% afirmam não ver nem um, nem outro, e 8%, que não sabem.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios de todo o país, na terça-feira (12) e quarta-feira (13), e foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-00290/2026.

A maioria das entrevistas foi feita antes da revelação de conversas em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pede dinheiro a Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master.

A opinião do eleitorado parece refletir a série de embates entre Executivo e Legislativo ocorridos no atual mandato de Lula. Eles chegaram ao ápice no fim de abril, com a histórica rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias a uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

Desde 2023, o Congresso impôs uma série de reveses ao governo. Naquele ano, por exemplo, retirou competências das pastas de Meio Ambiente e Povos Indígenas.

Em 2024, os parlamentares derrubaram vetos às chamadas saidinhas de presos e ao “PL do Veneno”, sobre agrotóxicos. Em 2025, impediram mudanças nas alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), na primeira reversão de um decreto presidencial desde o governo Collor, e barraram também medida provisória que aumentava os impostos. O governo e o PT reagiram com críticas nas redes com o mote “Congresso Inimigo do Povo”.

Neste ano, além de barrar Messias, o Senado derrubou o veto de Lula à redução de penas a acusados por atos golpistas.

Por outro lado, Lula conseguiu ver aprovadas no Legislativo a reforma tributária e a isenção e Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 e fez acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para votar a proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1, considerada estratégica para a campanha do petista.

Entre quem acha que há mais confronto do que colaboração entre o governo e o Congresso, 89% dizem que isso é negativo para o Brasil, e 10% consideram positivo. No grupo minoritário, que vê colaboração, 58% dizem que a relação Lula-Congresso é positiva, e 38% descrevem a parceria como negativa para o país.

Neste momento, o petista mantém proximidade com Motta e tenta superar o desgaste com o chefe do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após o veto à indicação de Messias.

O objetivo de Lula é fazer avançar propostas como o fim da escala 6×1, que deve ser votada ainda neste mês na Câmara. No Senado, a ideia é aprovar a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública, parada no momento.

AVALIAÇÃO DO CONGRESSO

O levantamento também mostra o Legislativo em baixa perante a população. O desempenho de deputados federais e senadores é considerado ruim ou péssimo por 37% dos entrevistados, e bom ou ótimo por 15%. A maior parcela, 43%, diz que o Congresso é regular.

A situação é pior do que a medida em dezembro do ano passado, mas se manteve estável em relação ao último levantamento, no início de março. Naquele momento, 39% consideravam o Legislativo brasileiro ruim ou péssimo, 14% o viam como ótimo ou bom e 42% o classificavam como regular.

A insatisfação com a Câmara e o Senado não sofre mudança significativa a depender do olhar bolsonarista ou petista. Entre os que se classificam da primeira forma, 15% consideram o trabalho bom ou ótimo, 43% o veem como regular e 37% como ruim ou péssimo. A divisão entre os petistas é de 17%, 40% e 37%, respectivamente.

Brasileiros de renda intermediária e mais instruídos estão mais descontentes com o Congresso em comparação aos mais pobres e menos instruídos.

Considerando diferentes estratos sociais, a avaliação positiva do Congresso chega a 21% entre empresários e pessoas com ensino fundamental completo. A avaliação negativa varia para 47% entre funcionários públicos, 43% entre quem tem mais de 60 anos, 34% entre mulheres e 31% entre evangélicos.

O descontentamento do brasileiro com os deputados e senadores ganhou novos contornos com o acirramento da crise do Banco Master, cujos desdobramentos atingiram recentemente dois senadores -o presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro (RJ), e o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI).

Flávio admitiu ter mantido contato com Daniel Vorcaro, dono do banco, ao longo de 2025 para tratar do financiamento a um filme sobre Jair Bolsonaro (PL), enquanto Ciro é suspeito de ter recebido R$ 300 mil mensais do Master para defender interesses do banco, o que ele nega.

Apesar da dimensão do escândalo, Alcolumbre enterrou a proposta de criar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o Master no mês passado, em acordo com a oposição em troca de pautar a derrubada do veto de Lula à lei que reduz penas de condenados por golpismo. A instalação da comissão ainda é defendida, contudo, por petistas e bolsonaristas nas redes.

No fim de abril, o duplo revés de Lula com Messias e Dosimetria levou a esquerda a ressuscitar o slogan “Congresso inimigo do povo”.

O Datafolha também apontou que, aos três anos e quatro meses de mandato, 39% avaliam que o presidente Lula está fazendo um trabalho ruim ou péssimo, enquanto 30% consideram a gestão boa ou ótima, e 29% a classificam como regular.

Fonte: Notícias ao Minuto