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PF atribui ação a cooperação com EUA; aliados dizem que caso envolve abordagem policial

Ramagem teria solicitado à liderança da comissão um espaço na diretoria | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Ramagem deixou o país em setembro de 2025 | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados 

Autoridades prenderam o ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), nesta segunda-feira, 13, na Flórida, nos Estados Unidos. O nome dele consta no sistema do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, em inglês) como “sob custódia”.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que “a prisão é fruto da cooperação internacional Brasil-Estados Unidos no combate ao crime organizado”. Ele completou “Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas.”

Ramagem
Segundo o sócio da Immigrex, Paulo Figueiredo, que está ajudando Ramagem, ele foi apenas detido devido uma infração de trânsito leve | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Versões divergem sobre a detenção

Ramagem deixou o Brasil em setembro de 2025 de forma clandestina, segundo autoridades, depois de condenação em processo que também envolveu o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A ex-juíza Ludmila Lins Grilo afirmou na rede X que a detenção ocorreu por infração de trânsito. “Nada a ver com questões migratórias ou perseguição pelo STF”. Ela também declarou que a empresa Immigrex presta assistência ao ex-deputado e que “esquerdistas podem voltar aos seus afazeres”.

O empresário Paulo Figueiredo e também sócio da Immigrex afirmou que “está prestando toda a assistência a Ramagem e sua família”.

Ele disse ainda que uma abordagem policial em Orlando deteve Ramagem por uma infração leve de trânsito e, na sequência, o encaminhou ao ICE, procedimento comum na Flórida.

Figueiredo afirmou também que “o status de Ramagem é LEGAL: ele possui um pedido de asilo pendente, protocolado há tempos e ainda sob análise”.

Segundo ele, a expectativa é de liberar Ramagem o mais rapidamente possível e, no momento, não há qualquer risco de deportação. O trâmite do ICE é burocrático e depende da formalização”.

Ele acrescentou que “o governo brasileiro não teve qualquer participação nesse episódio”.

Informações Revista Oeste

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