O prazo da prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro termina na próxima quinta-feira (25), e caberá ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidir se o benefício será prorrogado. A medida foi concedida em março por 90 dias, com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), em razão do estado de saúde do ex-presidente.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por ter sido condenado como líder de uma organização criminosa que tentou impedir a posse do presidente eleito em 2022. Antes da prisão domiciliar, ele estava detido em uma sala de Estado-Maior no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Saúde será um dos fatores analisados
A defesa pediu autorização para uma nova bateria de exames, incluindo tomografia do tórax e do abdômen, endoscopia digestiva e pHmetria esofágica. Os advogados argumentam que os procedimentos são necessários para acompanhar o quadro de pneumonia broncoaspirativa e investigar problemas como esofagite erosiva, gastrite crônica e refluxo gastroesofágico.
Segundo relatório médico apresentado ao STF, Bolsonaro apresentou agravamento das crises de soluço durante a prisão domiciliar, exigindo doses adicionais de medicamentos. O documento também aponta que o ex-presidente mantém queixas de cansaço, fadiga e alterações no equilíbrio, embora permaneça estável do ponto de vista cardiológico.
Apreensão de arma pode influenciar decisão
Outro ponto que deverá ser considerado por Moraes é a apreensão de uma pistola Glock 9 mm atribuída a Bolsonaro. A arma foi encontrada em um veículo conduzido por um militar responsável pela segurança do ex-presidente durante uma blitz da Polícia Militar no Distrito Federal.
Após o episódio, Moraes determinou que a defesa apresentasse esclarecimentos. Os advogados afirmaram que a própria equipe de segurança retirou o percussor da arma, tornando-a inoperante, em razão dos efeitos das medicações psiquiátricas utilizadas por Bolsonaro.
Restrições seguem em vigor
Durante a prisão domiciliar, Bolsonaro é monitorado por tornozeleira eletrônica e está sujeito a restrições, como proibição de celulares, redes sociais e gravação de vídeos ou áudios. Ele pode receber familiares, médicos e advogados, mas visitas de políticos permanecem suspensas.
Especialistas avaliam que, apesar de a apreensão da arma poder ser considerada uma falta grave, a idade do ex-presidente, de 71 anos, e o quadro de saúde fragilizado podem levar à manutenção da prisão domiciliar, eventualmente com novas condições impostas pelo STF.
O presidente chamou o senador para Brasília para avaliar o tamanho do desgaste político depois da operação
À esq., o ex-presidente Lula (PT); à dir., o senador Jaques Wagner (PT-BA) | Foto: Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou uma reunião de emergência com o senador Jaques Wagner para os próximos dias. O encontro vai selar o futuro do parlamentar no posto de líder do governo no Senado. A permanência do petista no cargo ficou no ar depois que a Polícia Federal (PF)deflagrou uma operação que o colocou como alvo central de desvios ligados ao Banco Master.
Segundo a CNN, Lula ordenou o retorno imediato do correligionário a Brasília para traçar uma resposta institucional ao escândalo. O senador estava na Bahia quando os agentes federais cumpriram os mandados de busca. A conversa oficial depende agora do cumprimento de viagens do chefe do Executivo, que cumpre agendas no Rio de Janeiro e em São Paulo no início desta semana.
Senador se recusa a entregar o cargo e conta com amizade de Lula
Jaques Wagner avisou a interlocutores que não pedirá demissão do posto. O parlamentar declarou que Lula não sugeriu o afastamento durante o primeiro telefonema feito horas depois da investida policial. O presidente preferiu silenciar em público e fez apenas um gesto de “joia” com a mão ao ser questionado por repórteres em Belo Horizonte sobre a manutenção do aliado.
Segundo a CNN, o Palácio do Planalto estava preparado para para rebater suspeitas gerais contra o PT baiano, mas não esperava uma ação direta contra o líder do Senado. A favor de Wagner pesam a amizade de longa data e a confiança de Lula, que já o nomeou para chefiar os ministérios do Trabalho, Defesa, Relações Institucionais e a Casa Civil.
Ministro autorizou oitiva da Polícia Civil do DF sobre a apreensão de uma pistola registrada em nome do ex-presidente e marcou depoimento para 23 de junho
O ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue em prisão domiciliar em Brasília | Foto: Reprodução/X
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) a ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que investiga a apreensão de uma pistola registrada em seu nome.
A corporação havia solicitado autorização para realizar o depoimento por videoconferência, por meio da plataforma Zoom, em 24 de junho, às 15 horas. Moraes aceitou a oitiva, mas rejeitou que seja à distância.
Além de mudar o formato da audiência, Alexandre de Moraes antecipou o depoimento para 23 de junho, às 15 horas | Foto: Luiz Silveira/STF
Segundo o ministro, Bolsonaro está submetido a restrições relacionadas ao uso de comunicações eletrônicas em razão das condições impostas na prisão domiciliar. Por esse motivo, determinou que o depoimento aconteça presencialmente no endereço onde o ex-presidente cumpre a medida cautelar.
Além de mudar o formato da audiência, Moraes antecipou o depoimento para 23 de junho, às 15 horas.
Inquérito apura apreensão de arma registrada em nome de Bolsonaro
A investigação da Polícia Civil do Distrito Federalbusca esclarecer as circunstâncias da apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros registrada em nome de Bolsonaro.
A arma estava com um dos seguranças do ex-presidente e foi apreendida durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal.
No pedido encaminhado ao STF, a PCDF informou que instaurou o Inquérito Policial nº 672/2026 para apurar os fatos relacionados ao caso.
Na mesma decisão, Moraes também determinou que a defesa de Bolsonaro informe, em até 48 horas, se contratou profissional de saúde para acompanhá-lo durante o período noturno. O ministro ainda solicitou esclarecimentos sobre a rotina dos agentes de segurança cedidos ao ex-presidente em razão de sua condição de ex-chefe do Executivo federal.
Nesta sexta-feira (19), o presidente Lula (PT) criticou o jogador de futebol Neymar. Ele deu declarações em um evento sobre investimentos em oncologia no SUS em Belo Horizonte (MG).
O petista chamou Neymar de “jogador de home office”. A fala ocorreu durante resposta de Lula a uma criança.
Lula falava sobre igualdade de gênero e elogiou a jogadora Marta. Ele perguntou à criança se já tinha visto Marta.
– Então você, cara, você se cuide. Porque as mulheres… Você viu a Marta jogar bola? Você viu a Marta jogar? A melhor jogadora do mundo durante seis vezes seguidas? Seis vezes ganhou a bola de melhor jogadora do mundo – falou o petista.
A criança indicou que não sabia. Lula, então, perguntou quem seria bom na Seleção.
– Neymar – respondeu o menino.
O presidente respondeu que Neymar “não está nem jogando”.
– O Neymar não tá nem jogando, cara. Não tá nem jogando. Gente, eu vi uma coisa ontem, que o Neymar é o primeiro convocado home office do mundo – falou.
Departamento de Estado critica decisão do STF que condenou o ex-deputado a mais de quatro anos de prisão por coação no curso do processo
O governo dos Estados Unidos criticou a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em declaração divulgada nesta semana, um porta-voz do Departamento de Estado classificou a decisão como “perseguição e manipulação jurídica” e afirmou que disputas políticas devem ser resolvidas nas urnas.
“Este é o mais recente exemplo de perseguição e manipulação jurídica por parte dos tribunais brasileiros contra a oposição política. Os debates políticos devem ser resolvidos por eleições democráticas, não por condenações”, declarou o representante do órgão.
Na terça-feira (16), a Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto. Por unanimidade, os ministros entenderam que o ex-deputado tentou constranger magistrados e articulou sanções dos Estados Unidos contra o Brasil para interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Declaração de Trump
Um dia depois da condenação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou o caso ao ser questionado pela jornalista Bianca Rothier, da TV Globo, durante a cúpula de Évian, na França. Na resposta, ele aparentou confundir Eduardo Bolsonaro com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“Ouvi dizer que prenderam alguém que está concorrendo a um cargo hoje. Fiquei sabendo disso depois que saímos. Eu tinha acabado de me despedir dele [Lula] e ouvi dizer que prenderam o Bolsonaro Jr. Ele estava indo bem nas pesquisas, e o prenderam porque ele deu uma declaração no Texas. Prenderam ele, ou querem prender ele.”
Acusação da PGR
Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes considerou que as provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) demonstram a prática do crime de coação no curso do processo.
Segundo a acusação, Eduardo Bolsonaro atuou junto ao governo Trump para fomentar um ambiente de instabilidade e pressionar o Judiciário brasileiro, por meio de ameaças e da possibilidade de retaliações internacionais contra ministros do STF e o país.
A PGR sustentou ainda que o objetivo das articulações era impedir uma eventual condenação de Jair Bolsonaro no processo sobre a trama golpista. De acordo com a Procuradoria, mensagens trocadas entre pai e filho, além de entrevistas e publicações em redes sociais, evidenciaram as movimentações realizadas nos Estados Unidos.
Sem constituir defesa particular, Eduardo foi representado pelo defensor público Esdras dos Santos Carvalho, que pediu a absolvição do ex-deputado por falta de provas. A Defensoria Pública da União também alegou a existência de falhas processuais e defendeu a anulação da ação, citando, entre outros pontos, a participação de Alexandre de Moraes no julgamento.
Interlocutores falaram em “altura do vão é de 2,5m” para apartamento que custava R$ 2,5 milhões
Jaques Wagner Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Detalhes da investigação da Polícia Federal sobre o senador Jaques Wagner (PT-BA) revelaram que uma mensagem considerada comum pelos interlocutores pode ter sido usada para tratar da negociação de um apartamento de luxo em Salvador. A suspeita faz parte das apurações da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes ligadas ao Banco Master.
De acordo com a PF, a conversa ocorreu entre Daniel Lopes Monteiro e Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como Tio Guiga. Os investigadores apontam que ambos atuavam em funções relevantes nas tratativas envolvendo o imóvel localizado no condomínio Poème Horto.
Em uma das mensagens analisadas, Daniel escreveu:
– A altura do vão é 2,45m.
A resposta foi imediata:
– Perfeito.
Para a Polícia Federal, a medida citada não se encaixava em uma discussão técnica. A suspeita é que o número fosse uma referência ao valor do imóvel, estimado em R$ 2,45 milhões.
Segundo a investigação, os envolvidos evitavam registrar informações consideradas sensíveis por escrito. A PF afirma que eles priorizavam contatos por telefone, reuniões presenciais e outros meios de comunicação mais difíceis de serem monitorados.
As apurações indicam que o apartamento passou a fazer parte das negociações após Jaques Wagner encaminhar a Augusto Ferreira Lima informações sobre o empreendimento, incluindo dados do corretor responsável e da unidade 1702.
Na sequência, Augusto Ferreira Lima teria acionado Valério Marega Júnior, conhecido como Valério Fundos, para viabilizar a compra do imóvel. Os investigadores afirmam que os irmãos Daniel e David Lopes Monteiro também participaram da operacionalização da aquisição.
De acordo com documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a compra foi formalizada pela empresa Epítome S.A., representada por Luiz Antônio Lombardi, com recursos oriundos de estruturas de fundos ligadas ao grupo econômico investigado.
Para a PF, a forma como a operação foi conduzida pode indicar uma tentativa de ocultar o verdadeiro beneficiário do imóvel. Essa é uma das principais linhas de investigação do caso.
A decisão do ministro André Mendonça destaca ainda que as movimentações envolvendo o apartamento continuaram mesmo após a primeira fase da Operação Compliance Zero, com reuniões presenciais, chamadas de voz, videoconferências e trocas de documentos relacionados à situação jurídica da propriedade.
Os investigadores atribuem a Daniel Lopes Monteiro a elaboração de documentos e o suporte jurídico da operação. Já Guilherme Sodré teria atuado como intermediário entre pessoas próximas ao senador e representantes do grupo empresarial investigado.
PF apura se senador recebeu vantagens para defender interesses do Banco Master no Congresso
O senador passou a morar no 14º andar do edifício Mansão Victory Tower em Salvador (BA) | Foto: Divulgação/PT
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner(PT-BA), se mudou, no mês passado, para um apartamento avaliado em cerca de R$ 10 milhões em Salvador. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo e confirmada pela Revista Oeste.
O senador passou a morar no 14º andar do Edifício Mansão Victory Tower, localizado no Corredor da Vitória, na Avenida Sete de Setembro, um dos endereços mais valorizados da capital baiana.
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Além do alto valor do imóvel, Oeste apurou que o condomínio do apartamento custa R$ 5, 5 mil. O valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) é estimado em R$ 19 mil.
O imóvel é de alto padrão, conta com estrutura de lazer, píer privativo e teleférico com acesso direto à praia da Baía de Todos-os-Santos. O apartamento fica um andar acima daquele em que Wagner morava desde 2011. Segundo apurou Oeste, o senador vendeu o imóvel antigo.
A mudança, no entanto, não ocorreu para o apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões no bairro do Horto Florestal que, segundo a investigação da Polícia Federal (PF), teria sido recebido pelo senador como vantagem indevida do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master.
Imagem de prédio em que Jaques Wagner mora | Foto: Divulgação
Investigação mira relação de Wagner com o Banco Master
Jaques Wagner é investigado na 9ª fase da Operação Compliance Zero, da PF, que também teve como alvo o empresário Augusto Lima. É a primeira vez que a investigação alcança um integrante do núcleo político mais próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Wagner é o líder do governo no Senado.
Segundo a PF, há indícios de que o senador recebeu vantagens para atuar em favor dos interesses do Master no Congresso Nacional.
Entre os elementos investigados estão, além do apartamento em Salvador, pagamentos realizados por meio de uma empresa ligada à mulher de seu enteado e viagens frequentes em aeronaves utilizadas por Vorcaro.
Em reportagem publicada em 10 de abril, Oeste revelou que a investigação já apontava a proximidade entre Augusto Lima e importantes lideranças políticas da Bahia, incluindo Jaques Wagner e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa. Os dois são ex-governadores.
De acordo com informações divulgadas por O Globo, investigadores encontraram mensagens trocadas entre Wagner e Augusto Lima, além de documentos sobre pagamentos de cerca de R$ 11 milhões feitos pelo Banco Master à empresária Bonnie Bonilha, mulher do enteado do senador, por meio de contratos de consultoria.
A PF também apura se Wagner atuou junto ao governo federal para favorecer a compra do Master pelo BRB e para apoiar a chamada “emenda Master”, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), que ampliava os limites de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos para determinados investimentos.
Augusto Lima já havia sido alvo da primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro do ano passado. Nesta nova etapa, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao empresário em Brasília, em São Paulo e na Bahia.
Mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF) mostram que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a liberação de um empréstimo no valor de R$ 22 milhões para a empresa de sua cunhada, Bianca Medeiros, em março de 2024. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Indagado cinco vezes sobre o caso pelo periódico, o congressista se recusou a confirmar se intermediou a concessão do valor, limitando-se a dizer que não houve ilegalidade no processo. Ele também frisou que a empresa de sua cunhada está realizando os pagamentos referentes ao empréstimo.
– Quando você precisa de um empréstimo, você procura quem? O banco, não é? E a minha cunhada, que representa os negócios do meu sogro, procurou um banco. O banco estava legal à época? Podia operar? Ela tinha um crédito para poder fazer? Então foi uma operação legal. Não tem ilegalidade de nada. O empréstimo é legal. O empréstimo é legal feito por uma empresa que tem lastro. E ele tinha uma instituição que estava funcionando dentro das regras. (…) Você não vai conseguir arrancar de mim uma declaração que eu pedi, que eu não pedi. Se você tem a apuração, você publica a apuração. Eu não vou confirmar a informação. Eu não tenho obrigação de confirmar isso – declarou o parlamentar durante entrevista ao veículo de imprensa.
VIAGEM A LISBOA A informação sobre o empréstimo vem a público junto de outras mensagens sobre Hugo Motta encontradas no celular de Vorcaro. O diálogo trata de uma viagem do deputado a Lisboa em 2024, custeada por Vorcaro.
Nas conversas, Vorcaro pede ao seu auxiliar, Léo Serrano, para reservar dois quartos no hotel cinco estrelas Four Seasons para “Ciro e Hugo”. De acordo com apuração da PF, tratam-se do senador Ciro Nogueira (PP-PI) e de Hugo Motta. Na ocasião, o banqueiro também pediu que Léo Serrano cuidasse para que o local à frente do hotel fosse reservado a fim de que a reunião entre eles não fosse vista.
– Léo, preciso muito que você dê uma atenção na questão de segurança. Cidade está lotada, eu tive lá no lugar agora. Tive uma reunião lá no clube. Tem que ter certeza que o lugar em frente ao restaurante também esteja privatizado porque senão dá pra ver tudo lá dentro. Tem que ter alguém lá embaixo, quando você sai do elevador já dá para ver tudo, quem tá, o que está acontecendo – declarou Vorcaro, à época.
Ao cruzar as informações das mensagens com documentos nos e-mails do banqueiro, a PF identificou que as diárias custaram 3,2 mil euros, o equivalente a R$ 18,2 mil conforme a cotação da época. O relatório ainda dá conta de que foram cinco dias de hospedagem.
Questionado, Motta admitiu ter viajado para Portugal em um jato de Vorcaro e que o banqueiro pagou suas diárias. Entretanto, ele negou irregularidades e disse ter permanecido no local por dois dias. Ele ainda defendeu uma investigação “isenta e imparcial” sobre o caso.
– Não vejo também problema nenhum. Ele [Vorcaro] não me pediu nada em troca. Realmente é uma carona de quem decidiu ir de última hora para o evento, já que o evento era realizado no final do mês de junho e é o período das festas juninas nossas. Era por isso que eu não ia – declarou ele à CNN.
A defesa de Bianca, cunhada de Motta, não se manifestou até o momento, tampouco a de Ciro Nogueira.
As informações vêm a público após o ministro relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, derrubar o sigilo de documentos enviados pela Polícia Federal (PF).
*Pleno.News Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Pré-candidato do PL defende endurecimento da legislação penal e medidas voltadas à proteção das mulheres
Flávio Bolsonaro apresentou propostas de segurança pública nesta quinta-feira, 18 | Foto: Reprodução/ Youtube
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), lançou o programa de segurança pública “Brasil sem Medo” nesta quinta-feira, 18. O plano reúne 12 propostas para um eventual governo. Entre as medidas, está a castração química de estupradores.
O evento de apresentação ocorreu nesta manhã em São Paulo. O senador Sergio Moro (PL-PR) e o deputado federal Guilherme Derrite (PL-SP) participaram do lançamento. Flávio afirmou que as medidas são “prioritárias” e integrarão seu plano de governo. Na ocasião, ele também criticou a atual política de segurança do governo de Luiz Inácio Lula de Silva.
Os organizadores citaram pesquisas que mostram a segurança pública como uma das maiores preocupações dos brasileiros. Dados do Ipsos revelam que 43% da população teme a criminalidade. Já um levantamento do Datafolha coloca o tema entre os principais desafios apontados pelo eleitorado.
Propostas de Flávio priorizam combate à violência contra a mulher
Um dos principais focos do plano é a segurança da mulher. Por isso, além da defesa de castração química para condenados por crimes de violência sexual, ele também propõe outras medidas. “Criminoso que destrói a vida de mulheres e crianças não merece complacência do Estado”, disse.
O senador afirmou que faltou apoio do governo federal para aprovar projetos sobre o tema. “Esse tipo de criminosos tem que entender que só vai sair da cadeia se tiver esse tipo de procedimento que tira sua libido”, continuou. “Eu tenho duas filhas, eu não consigo imaginar a dor de um pai, de uma mãe, ou de uma menina como essa que sofre com essa violência. Tem vagabundo desse perfil que chega a violentar até bebês, esse tipo de pessoa não pode continuar circulando livremente entre nós.”
O pré-candidato também propôs o uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores com medidas protetivas. Além disso, o plano prevê o cumprimento integral da pena em regime fechado para condenados por assassinato e violência contra mulheres.
“Vamos obrigar assassinos e agressores de mulheres a cumprirem integralmente suas penas em regime fechado, porque hoje o sistema liberta criminosos depois que cumprem 55% da pena”, disse. “A gente sabe que, para isso, é necessário fazer alteração legal e na Constituição. Uma mulher é assassinada a quatro dias no Brasil, durante o governo Lula esse número não para de bater recordes.”
Líder do governo do Senado foi alvo da Polícia Federal, em investigação relacionada ao escândalo do Banco Master
Senado Jaques Wagner foi alvo da operação da PF na manhã desta quinta-feira, 18 | Foto: | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
A oposição se posicionou em relação à nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que teve como um dos alvos o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). A corporação cumpriu, na manhã desta quinta-feira, 18, mandado de busca e apreensão contra o parlamentar.
A deputada Carol De Toni (PL-SC) afirmou que “não surpreende ver novamente um nome importante do PT aparecendo no centro de um escândalo dessa dimensão”.
“A história recente do Brasil mostra que, onde há corrupção, quase sempre existe um tentáculo do PT, de seus aliados ou do seu projeto de poder”, afirmou. “Foi assim no Mensalão, no Petrolão, na Lava Jato, nos esquemas envolvendo estatais, empreiteiras e contratos bilionários, e agora vemos mais um capítulo gravíssimo com o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, alvo de uma operação da Polícia Federal no caso Banco Master.”
A deputada federal Carol De Toni (PL-SC) | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados
A pré-candidata ao Senado destacou que o PT busca “vender ao povo brasileiro uma falsa imagem de reconstrução moral”, mas que na prática promove “aparelhamento, influência política, blindagem dos amigos do poder e escândalos bilionários que sempre acabam sobrando para o cidadão pagar”.
“O caso Banco Master precisa ser investigado até o fim, doa a quem doer. Ninguém está acima da lei”, disse. “O Brasil não aguenta mais ver poderosos se colocando como vítimas enquanto a verdadeira vítima é o povo brasileiro, que há décadas paga a conta de um dos maiores históricos de corrupção política do mundo.”
O líder da oposição, deputado Cabo Gilberto (PL-PB), falou que a operação evidencia que a “esquerda adora falar em desigualdade”, mas que, “quando a polícia bate na porta, o que aparece é jatinho, cobertura e contrato milionário”.
“Enquanto o PT desfila como ‘partido dos pobres’, olha o que a polícia foi encontrar no quintal deles”, disse. “Não é o povo que enriquece nesses esquemas. É sempre a mesma ‘turminha’ de Lula.”
Enquanto o PT desfila como “partido dos pobres”, olha o que a Polícia foi encontrar no quintal deles.
O líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, virou alvo de operação no caso Banco Master. Apartamento de luxo em Salvador, viagens nos jatos do dono do banco e milhões…— Gilberto Silva (@cabogilberto) June 18, 2026
Parlamentares pedem aprofundamento das apurações
O deputado Sanderson (PL-RS) chegou a dizer que o Senado Federal “não pode servir de refúgio de corruptos”: “Até quando a população brasileira vai ter que conviver com esse tipo de gente?”.
Segundo o deputado Rodrigo Valadares (PL-SE), “sempre” houve uma cobrança da oposição pelo “aprofundamento das investigações”. “Denunciei que havia muito mais por trás desse escândalo do que tentavam fazer parecer.”
“Agora, finalmente, a apuração começa a alcançar a origem do problema”, ressaltou. “Até que enfim chegaram ao embrião do caso Master: o PT da Bahia. A verdade demora, mas aparece. E a investigação precisa avançar sem blindagens, sem privilégios e sem proteção política para ninguém.”
A operação contra Jaques Wagner
A PF chegou a apreender US$ 49 mil em endereço ligado a Jaques Wagner | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
Segundo a PF, Jaques Wagner teria atuado no Congresso Nacional em favor de interesses do Banco Master e, em contrapartida, recebido benefícios indevidos. Entre eles, estariam um apartamento de alto padrão em Salvador, avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, além de repasses financeiros destinados a empresas ligadas a familiares do parlamentar.
A Operação Compliance Zero apura um suposto esquema bilionário que envolve fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça que teria sido estruturado a partir do Banco Master, instituição controlada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Além de Jaques Wagner, a nova fase da investigação também tem como alvo o banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro e proprietário do Banco Pleno, instituição que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em fevereiro deste ano.