O prefeito de Jequié, Zé Cocá, afirmou nesta quinta-feira (26) que aceitou o convite para ser pré-candidato a vice-governador da Bahia na chapa liderada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. O convite foi feito durante agenda em Jequié.
Ao comentar a decisão, o gestor destacou a confiança no projeto político apresentado por Neto e disse acreditar na possibilidade de mudança no estado.
“Com projeto de governo, não de poder, é o que Neto sonha aqui. Com certeza a Bahia será transformada, melhorará, e quando vi nos olhos de Neto, senti que podemos ajudar, melhorar e fazer com que a Bahia melhore”, afirmou.
Zé Cocá também ressaltou a relação de confiança pessoal ao justificar a aceitação do convite.
“Meu pai me dizia que o homem a gente conhece no olhar e palavra de homem vale mais do que qualquer coisa. Acredito no fio do bigode. Quando Neto me convidou, eu senti em Neto a palavra do fio do bigode. Meu pai dizia: homem pela palavra e boi pela venta”, completou.
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), revelou nesta quinta-feira (26) que pretende ser reunir com o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), para convidá-lo para ser candidato a vice-governador na chapa da oposição que vai disputar o governo da Bahia nas eleições em 2026. A declaração foi dada em entrevista à rádio Metrópole.
“Vou para Jequié logo mais e vou me reunir com Zé Cocá, Flavinho e os vereadores. Vou fazer o convite formal para que Zé Cocá renuncie à Prefeitura de Jequié e aceite esse desafio. Ele tem o conhecimento do interior, reúne todas as melhores condições e tem articulação política comprovada. É o nome ideal”, disse ACM Neto.
ACM Neto disse ainda que a deve ser anunciada oficialmente ainda em março. Além do ex-prefeito de Salvador e de Zé Cocá, a majoritária da oposição deve contar com Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) disputando o Senado.
O pré-candidato ao governo da Bahia disse ainda que antecipou as articulações políticas para montar uma composição “não apenas competitiva, mas vitoriosa”.
Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (25) mostra que a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou negativamente para 45,9%, enquanto a desaprovação subiu para 53,5%.
Na comparação com fevereiro, o petista registrava 46,6% de aprovação e 51,5% de desaprovação, indicando avanço do desgaste ao longo do período.
A desaprovação é maior entre os homens (63,1%) do que entre as mulheres (45,9%). Além disso, alcança 72,7% na faixa dos mais jovens, entre 16 e 24 anos, e é menor na faixa de 45 a 59 anos, na qual é de 43,7%. Entre os evangélicos, com os quais o governo enfrentou uma nova crise após a polêmica com uma ala no desfile da escola de samba que homenageou o presidente no carnaval, a desaprovação, segundo a pesquisa Atlas, é de 85,5%.
Quanto às regiões, o pior resultado se dá no Centro-Oeste, na qual a desaprovação chega a 65,9%. Os índices são melhores no Nordeste, única região em que a aprovação (55,6%) supera a desaprovação (43,9%).
A avaliação do governo Lula também piorou. O porcentual de eleitores que considera a gestão ótima ou boa caiu de 42,7% no mês passado para 40,6%. Já a parcela que avalia o governo como ruim ou péssimo subiu de 48,4% para 49,8%, enquanto a avaliação regular passou de 8,9% para 9,6%.
A pesquisa Atlas/Bloomberg foi respondida pela internet por 5.028 brasileiros com 16 anos ou mais. Eles foram selecionados pela metodologia de recrutamento digital aleatório utilizada pelo instituto.
A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos e o nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04227/2026.
Influenciadora relata mobilização da primeira-dama em caso que envolve empresário brasileiro na França
Hariany informou que o namorado ficou detido na área de imigração do país depois de perder o passaporte | Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
A influenciadora Hariany Almeida afirmou que a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, atuou para viabilizar a emissão de um novo passaporte para o namorado, o empresário Renan Machado, irmão da cantora Anitta. O caso envolve furto de documento durante a passagem pelo Aeroporto de Paris, na França.
Hariany informou que Machado ficou detido na área de imigração do país depois de perder o passaporte. Segundo ela, a intervenção de Janja teria permitido a liberação de um novo documento no mesmo dia. A influenciadora publicou a informação em suas redes sociais, mas apagou o conteúdo.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência não se manifestou até o momento. O Ministério das Relações Exteriores também não confirmou a participação da primeira-dama no episódio.
A própria Hariany relatou que se dirigia ao consulado brasileiro para retirar o novo passaporte. “Janja ajudou a liberar um passaporte novo para ele ainda hoje, estou indo no consulado pegar para tirar ele de lá”, escreveu.
Anitta também comentou o caso. “Alguém mora em Paris, alguém conhece alguém?”, indagou. “Estamos aqui ligando para Deus e o mundo. Ele não pode nem usar o telefone. Nunca passei por isso, estou tensa. Se alguém souber de alguém que possa ajudar.”
Passaporte de Machado desapareceu durante inspeção
Machado viajava para encontrar a irmã em outro destino, onde a família celebraria o aniversário da cantora. Ele e Hariany embarcaram em voos diferentes, e o empresário fez conexão na capital francesa.
O furto do passaporte ocorreu durante o procedimento de inspeção no aeroporto. Segundo o relato, o documento desapareceu no momento em que ele passava pelo raio-X.
Familiares procuraram agentes de segurança para tentar localizar o passaporte, mas não obtiveram resultado. “Ninguém achou nada, nem nas câmeras”, afirmou Anitta.
Segundo levantamento, senador reúne 47,6% das intenções de voto, enquanto atual presidente soma 46,6%, empatados na margem de erro
À esquerda, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; à direita, o senador Flávio Bolsonaro | Fotos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil e Jefferson Rudy/Agência Senado
Uma nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira, 25, mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão tecnicamente empatados em um possível cenário de segundo turno para a Presidência da República nas eleições de 2026.
Segundo o levantamento, Flávio reúne 47,6% das intenções de voto, enquanto Lula soma 46,6%. A pesquisa também analisou outros sete cenários de segundo turno, considerando Lula em disputa com diferentes representantes da direita. Confira o gráfico abaixo.
Cenários diferentes de 2º turno | Foto: Reprodução/Atlas/Bloomberg
Aprovação e rejeição do governo Lula
Ainda na pesquisa, os entrevistados responderam se aprovam ou desaprovam o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do Palácio do Planalto. Ao todo, a desaprovação é de 53,5%, seguida de 45,9% de aprovação, além de outro 0,6% que não sabe.
Na avaliação do governo Lula, 49,8% dizem que ele é ruim ou péssimo. Outros 40,6% acreditam que a gestão é ótima ou boa, enquanto 9,6% a classificam como regular.
O estudo ouviu 5.028 pessoas entre os dias 18 e 23 de março e utilizou metodologia de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi financiado pelo próprio instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04227/2026, segundo informações da AtlasIntel/Bloomberg.
Ao conceder a prisão domiciliar, o ministro proibiu visitas de aliados e políticos durante um período importante de campanha
O ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais
Restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impactam o início das movimentações políticas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para as eleições deste ano. Ao conceder a prisão domiciliar, o juiz proibiu visitas de aliados e políticos durante um período.
Com a decisão, Bolsonaro deve cumprir prisão domiciliar e só poderá receber familiares, advogados e médicos por 90 dias. Moraes justificou a medida com base em recomendações médicas para idosos que se recuperam de pneumonia nos dois pulmões e ressaltou a necessidade de ambiente controlado para evitar infecções.
Consequências políticas da restrição de Moraes a Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro é pré-candidato à Presidência da República por indicação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução/Redes sociais
Esse intervalo, que coincide com a janela partidária e o processo de desincompatibilização de pré-candidatos, impede que o ex-presidente faça articulações diretas em momento comum de definições de candidaturas e de filiações partidárias.
O isolamento de Bolsonaro ocorre depois da reabertura, no final de 2025, de investigação contra Valdemar Costa Neto por suposto envolvimento em plano de golpe de Estado. O ex-presidente foi condenado a mais de 27 anos de prisão pela mesma razão.
Antes de ser submetido à prisão domiciliar, Bolsonaro recebeu, na Superintendência da Polícia Federal (PF) e na Papudinha, diversas lideranças políticas. Ele organizou candidaturas e consolidando o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu indicado à Presidência da República.
Durante os próximos meses, a interlocução do ex-presidente com o meio político ocorrerá por intermédio dos filhos Flávio e Carlos Bolsonaro, além de Jair Renan. Eles têm autorização para visitá-lo duas vezes por semana, por até duas horas cada um.
Encontro contou com lideranças de Feira de Santana e destacou parceria com o senador
O vereador licenciado e pré-candidato a deputado estadual, Jurandy Carvalho, visitou o senador Angelo Coronel, nesta segunda-feira (23). Ele esteve acompanhado do vice-prefeito de Feira de Santana e secretário de Educação, Pablo Roberto, que também é pré-candidato a deputado federal, além do vereador Albino Brandão.
Durante o encontro, o grupo colocou o mandato à disposição do senador para colaborar com ações e projetos.
“Nós nos colocamos à disposição do senador Angelo Coronel. Estive ao lado de Pablo Roberto para oferecer nosso apoio no que for necessário”, afirmou Jurandy.
Na ocasião, Pablo Roberto também reafirmou apoio à “dobradinha” com Jurandy Carvalho, fortalecendo a parceria política entre os dois pré-candidatos.
A visita reforça a articulação política e a união entre as lideranças.
A pesquisa Real Time Big Data realizada com eleitores do estado de Mato Grosso, sobre a disputa presidencial de outubro deste ano, mostrou uma liderança folgada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 46% das intenções de voto, contra 30% do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A análise, divulgada nesta terça-feira (24), incluiu o nome do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), que pontuou 3%, e nesta segunda (23) anunciou a desistência da pré-candidatura ao Palácio do Planalto. Na mostra, Romeu Zema (Novo) tem 2%, Aldo Rebelo (DC) 1%, brancos e nulos somam 8% e não sabem ou não responderam 10%.
No cenário com Eduardo Leite (PSD), que aparece com 2% das intenções de voto, Flávio pontua 46%, Lula 31% e Romeu Zema 2%. Quando o candidato do PSD é Ronaldo Caiado, que aparece com 5% das intenções de voto, Flávio registra 45%, Lula 30% e Zema 2%.
No quesito rejeição, Lula lidera a mostra em Mato Grosso com 60%, Flávio tem 38%, Caiado 25%, Eduardo Leite 20%, Romeu Zema 18% e Aldo Rebelo 20%. O instituto perguntou aos eleitores de Mato Grosso sobre a avaliação do trabalho do presidente Lula: 67% desaprovam e 30% aprovam.
A pesquisa está registrada sob número BR-05763/2026, foram realizadas 1.600 entrevistas com eleitores do estado de Mato Grosso, entre os dias 21 a 23 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%.
*AE Fotos: Andressa Anholete/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR
Texto prevê penas de até 40 anos, restrições a benefícios e criação de cadastro nacional de organizações criminosas
O petista avalia sancionar o projeto com poucas alterações | Foto: Reprodução/Redes sociais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve decidir nesta terça-feira, 24, se sanciona o Projeto de Lei nº 5.582/2025, conhecido como PL Antifacção. O Congresso aprovou o texto em fevereiro e enviou a proposta para análise presidencial no início de março.
Lula reuniu ministros e auxiliares na véspera da decisão para definir os pontos finais da sanção. Segundo o portal Metrópoles, participaram do encontro integrantes da Casa Civil, Justiça, Direitos Humanos, Relações Institucionais, Comunicação Social e Advocacia-Geral da União, além da assessoria jurídica da Presidência.
O petista avalia sancionar o projeto, com poucas alterações. Um dos trechos que devem permanecer trata da proibição do voto de presos sem condenação definitiva.
No entanto, integrantes do governo defendem a manutenção do dispositivo para evitar desgaste com o Congresso. A equipe avalia que o tema pode avançar por meio de proposta de emenda à Constituição em discussão no Legislativo.
De modo geral, o PL Antifacção estabelece penas de 20 a 40 anos de reclusão para envolvidos com organizações criminosas e milícias privadas. A legislação também autoriza o compartilhamento de dados entre órgãos de segurança e permite a apreensão de bens de investigados.
Além disso, o texto cria o Banco Nacional de Facções Criminosas e inclui delitos ligados a essas organizações na lista de crimes hediondos. A medida endurece as regras de cumprimento de pena e restringe benefícios legais.
A legislação define agravantes para casos que envolvam participação de menores, atuação de agentes públicos, conexões internacionais, uso de armamento restrito ou explosivos, domínio territorial e ataques a agentes de segurança.
Governo aposta em impacto na segurança pública
O governo Lula avalia que a sanção do projeto pode melhorar a percepção da população sobre a segurança pública. Pesquisas internas do Partido dos Trabalhadores (PT) indicam aumento da preocupação dos brasileiros com o tema.
O texto foi elaborado no Ministério da Justiça durante a gestão de Ricardo Lewandowski. O Executivo enviou a proposta ao Congresso em outubro de 2025, em regime de urgência.
A sanção está prevista para as 15 horas, no Palácio do Planalto, com publicação em edição extra do Diário Oficial da União.
Após terminar o mandato, ele sairá da vida política para presidir as empresas do pai
Governador do Paraná, Ratinho Júnior Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Nesta segunda-feira (23), a assessoria do governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), emitiu uma nota informando que ele desistiu de participar do processo interno do partido para escolher um candidato à Presidência da República. Com a decisão, ele permanecerá no cargo até o fim do mandato, em dezembro.
O governador disputava a indicação do partido com os governadores Ronaldo Caiado, de Goiás, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. A expectativa era de que o nome do candidato do Partido Social Democrático (PSD) fosse definido ainda nesta semana.
De acordo com o comunicado, a decisão foi tomada na noite deste domingo (22), após conversa com familiares, e informada nesta segunda ao presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab.
– Ratinho está convicto que deve manter o compromisso selado com os paranaenses nas eleições de 2018 e não pode interromper o projeto que tem garantido o ciclo de crescimento econômico do Paraná.
Segundo a nota, como já foi reeleito, o governador não pode disputar novamente o cargo no estado. Para concorrer à Presidência da República, ele teria de renunciar ao governo até 4 de abril, prazo previsto na legislação eleitoral.
– Ratinho decidiu concluir seu mandato no Paraná até dezembro deste ano e deixa de participar da discussão interna do PSD.
O texto também afirma que o governador seguirá colaborando com o partido no debate político nacional.
– Continuará à disposição do PSD para ajudar o Brasil a virar a página do atraso, criar perspectivas mais otimistas para os jovens, ser destravado com menos burocracia, endurecimento de leis criminais e tenha o agronegócio brasileiro como trunfo na competição global entre nações.
A nota diz ainda que, após deixar o governo, Ratinho Junior pretende se afastar da vida pública e “voltar ao setor privado”, presidindo as empresas do grupo de comunicação criado pelo pai, o apresentador Ratinho.