Empresas americanas acusam ministro de impor censura ilegal e exigem responsabilização em tribunal da Flórida

FACHIN E MORAES
Ministro Alexandre de Moraes e Ministro Edson Fachin em sessão plenária do STF (19/11/2025) | Foto: Antonio Augusto/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, autorizou a Advocacia-Geral da União (AGU) a defender o Brasil em processos nos Estados Unidos. As ações foram movidas pelo grupo Trump Media e pela plataforma Rumble contra o ministro Alexandre de Moraes.

De acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo, o aval atende a uma consulta do chefe da AGU, Jorge Messias.

Fachin alega ameaça à soberania nacional

Em ofício enviado na última terça-feira, 2, Fachin afirmou que o caso vai além da figura pessoal de Alexandre de Moraes. Para o presidente do STF, os processos americanos ameaçam a independência do Judiciário e a própria soberania nacional brasileira.

“Considero oportuno e necessário que a Advocacia-Geral da União tome as medidas cabíveis para a defesa do Estado brasileiro”, determinou o magistrado.

A corte discute saídas jurídicas em conjunto com a AGU e o Ministério da Justiça para blindar as prerrogativas do tribunal. A avaliação inicial do governo é que um juiz brasileiro não pode responder pessoalmente por decisões tomadas no cargo.

Os detalhes das ações judiciais nos EUA

Os processos tramitam no Tribunal do Distrito da Flórida. As empresas acusam Moraes de impor censura e ordens de silêncio contra cidadãos americanos.

A Justiça dos Estados Unidos autorizou a citação do ministro por e-mail em 22 de maio. A medida ocorreu devido as tentativas de notificação formal por meio de acordos de cooperação internacional.

Agora, corre um prazo de 21 dias para a apresentação da resposta jurídica. A falta de manifestação pode resultar em um julgamento à revelia.

O bloqueio da plataforma Rumble no Brasil

O processo movido pelo Rumble envolve uma ordem de Moraes para derrubar o perfil do jornalista Allan dos Santos. O ministro determinou o encerramento permanente da conta e proibiu a criação de novos perfis vinculados ao comunicador.

Como a empresa não cumpriu a ordem, Moraes mandou suspender o funcionamento do Rumble em todo o território nacional em 2025. A plataforma alega que o ministro agiu de forma ilegal e sem nenhuma base jurídica concreta.

Informações Revista Oeste


Nesta terça-feira (2), o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), destacou que irá apresentar uma representação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ação ocorre porque mais cedo o petista chamou o parlamentar de “traidor” e citou a morte de Tiradentes.

O parlamentar alega ameaça e incitação ao crime.

– Flávio Bolsonaro irá denunciar ainda hoje ao Supremo Tribunal Federal crimes praticados por Lula. Em 02.06.26, Lula afirmou que o senador deveria ter o mesmo destino que Tiradentes e ser morto por enforcamento. De acordo com Flávio Bolsonaro, a fala do presidente configura crime de ameaça e de incitação ao crime – informou a assessoria do senador.

Mais cedo, nesta terça, durante um evento em Catalão (GO), Lula criticou a proposta do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Ao comentar a medida, o petista atribuiu a responsabilidade ao clã Bolsonaro e mencionou o encontro do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado na última terça (26).

Durante o discurso, o petista comparou integrantes da família Bolsonaro a Tiradentes que morreu enforcado.

– São traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado (sic) – declarou.

A afirmação, porém, contém um erro histórico. Quem foi executado em 1792 foi Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como Tiradentes.

Na sequência, Lula acusou Flávio e Eduardo Bolsonaro de tentarem buscar a interferência de um país estrangeiro em assuntos internos do Brasil. Segundo o presidente, essas pessoas devem ser chamadas de “traidores” e “vendilhões da pátria”.

*Pleno.News
Foto: FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL/ARQUIVO


Senador afirma que sobretaxas prejudicariam a população brasileira e cita cenário de endividamento e dificuldades econômicas

Secretário de Estado dos EUA recebeu Flávio Bolsonaro na Casa Branca | Foto: Reprodução/Instagram
Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio recebeu Flávio Bolsonaro na Casa Branca | Foto: Reprodução/Instagram

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), divulgou nesta terça-feira, 2, a carta enviada ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. No documento, o parlamentar que pede ao governo norte-americano que não imponha tarifas comerciais ao Brasil.

A manifestação ocorre um dia depois de o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos apresentar uma proposta de 73 páginas no âmbito da investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Segundo o órgão, práticas adotadas pelo governo brasileiro seriam “irrazoáveis” e restringiriam o comércio norte-americano.

No documento, escrito originalmente em inglês, Flávio afirma que o Brasil enfrenta um cenário de deterioração fiscal e econômica. O congressista cita o crescimento da dívida pública, o aumento da inadimplência entre famílias e empresas e sustenta que eventuais barreiras comerciais poderiam agravar a situação econômica do país.

Flávio recorre a Rubio para barrar tarifaço ao Brasil

O senador também agradece a decisão dos EUA de incluir o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho na lista de organizações terroristas. Segundo ele, as duas facções mantêm redes criminosas que ultrapassam as fronteiras brasileiras.

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Versão traduzida da carta de Flávio a Marco Rubio | Foto: Reprodução/Redes Sociais/Instagram/@flaviobolsonaro

Ao longo da carta, Flávio afirma que novas tarifas atingiriam diretamente a população brasileira e reitera o pedido para que Washington não adote a medida. O pré-candidato também diz acreditar que será eleito presidente e afirma estar disposto a negociar um acordo de comércio e investimentos entre os dois países.

Leia a carta na íntegra

Prezado Secretário Rubio,

Escrevo, antes de tudo, para agradecer a cordialidade com que fui recebido durante minha recente visita a Washington. Nossa conversa reforçou minha convicção de que a amizade entre nossas duas nações se baseia em valores compartilhados e em uma visão comum para a segurança e a prosperidade do Hemisfério Ocidental.

Sou especialmente grato por sua decisão de designar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas. Essas duas facções estão entre os empreendimentos criminosos mais violentos do Brasil, e suas redes de drogas, armas e dinheiro se estendem muito além de nossas fronteiras — alcançando também o seu país. A esmagadora maioria do povo brasileiro celebrou essa medida, ainda que ela não tenha agradado ao nosso governo atual. Trata-se de um passo decisivo para proteger os cidadãos honestos em todo o nosso hemisfério compartilhado.

Escrevo também, contudo, para manifestar minha preocupação com a recente determinação da Seção 301 anunciada pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos. Embora eu compreenda que nenhuma tarifa tenha sido imposta até o momento — a determinação apenas inicia um processo de consulta pública e etapas técnicas que culminarão em um prazo legal em julho — considero meu dever compartilhar com o senhor as reais condições econômicas enfrentadas pelo povo brasileiro neste momento.

O Brasil vive um grave processo de deterioração fiscal e econômica. Nossa dívida bruta do governo geral ultrapassou agora 80% do PIB pela primeira vez desde a pandemia, alcançando R$ 10,4 trilhões em abril — e as projeções de mercado apontam para um recorde de 83,7% até o fim do ano. As contas públicas continuam registrando déficit primário, enquanto os pagamentos de juros da dívida atingiram níveis recordes. O peso sobre as famílias comuns é ainda mais alarmante: um recorde de 81,7 milhões de brasileiros está atualmente inadimplentes — quase metade da população adulta —, com os compromissos financeiros consumindo uma parcela sem precedentes da renda familiar. No setor empresarial, as recuperações judiciais — equivalentes brasileiras ao Chapter 11 dos Estados Unidos — dispararam para um recorde histórico de 2.466 empresas em 2025, enquanto 8,7 milhões de contribuintes empresariais estavam inadimplentes no início de 2026. Cada um desses números representa um recorde histórico.

Nesse contexto, a imposição de novas tarifas causaria sérios danos ao povo brasileiro — justamente os cidadãos que veem os Estados Unidos como um parceiro e amigo. Por isso, escrevo para reiterar formalmente o pedido que lhe fiz pessoalmente: que os Estados Unidos não imponham tarifas ao Brasil.

Como já afirmei, estou confiante de que serei eleito Presidente do Brasil neste mês de outubro. Caso essa seja a vontade do meu povo, estou preparado para colocar minha equipe de transição imediatamente à sua disposição, para que possamos concluir, o mais rapidamente possível, um amplo acordo de comércio e investimentos benéfico para ambas as nossas nações — construído sobre os princípios dos mercados livres, do respeito mútuo e da aliança estratégica que nossos povos merecem.

Permaneço inteiramente à sua disposição e espero aprofundar ainda mais a amizade entre o Brasil e os Estados Unidos.

Que Deus abençoe os Estados Unidos, e que Deus abençoe o Brasil.

Respeitosamente,

Flávio Bolsonaro

Senador da República Federativa do Brasil.


Um momento inusitado marcou a cerimônia de entrega de títulos de posse para moradores da Lagoa Grande, em Feira de Santana, na manhã desta terça-feira (2). Durante o discurso do prefeito José Ronaldo (União Brasil), uma atitude do deputado federal Zé Neto (PT) acabou chamando a atenção do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e dos presentes.

Enquanto o prefeito falava, Zé Neto manuseava uma garrafa de água no palco. Em determinado momento, Jerônimo se aproximou e retirou o objeto das mãos do parlamentar, em uma cena registrada em vídeo e amplamente compartilhada nas redes sociais.

O episódio rapidamente gerou comentários entre internautas, que passaram a especular sobre a intenção do gesto e o contexto da situação.

A cerimônia reuniu autoridades estaduais e municipais para a entrega de títulos de posse a famílias da região da Lagoa Grande. Horas antes do evento, José Ronaldo havia destacado, em entrevista, que mantém uma relação de respeito institucional com o governador, apesar das diferenças políticas entre ambos.

VÍDEO


A deputada federal Carol de Toni (PL-SC), ao lado de parlamentares da oposição, protocolou uma nova ofensiva contra ministros do governo Lula (PT), apelidada de “Impeachmaço 2.0”. A medida ocorre após o arquivamento de pedidos anteriores pela Procuradoria-Geral da República (PGR), decisão que gerou forte reação entre os parlamentares.

Em fevereiro, a oposição havia protocolado pedidos de impeachment contra 16 ministros do governo por descumprimento do prazo constitucional para responder requerimentos de informação enviados pelo Congresso Nacional. A Constituição Federal estabelece prazo de 30 dias para resposta e prevê crime de responsabilidade em caso de não atendimento.

No entanto, a PGR arquivou os pedidos adotando uma interpretação considerada inédita pela oposição. Na prática, o órgão entendeu que o atraso, por si só, não seria suficiente para caracterizar crime de responsabilidade. —

Segundo a decisão, seriam necessários três elementos simultâneos:
— que o requerimento tivesse sido regularmente encaminhado pela Mesa da Câmara, Senado ou comissão;
— que houvesse atraso injustificado;
— e que existissem indícios de conduta dolosa, ou seja, intenção deliberada de ocultar informações.

Além disso, a decisão considerou que uma resposta enviada fora do prazo constitucional poderia afastar a configuração do crime.

Para Carol de Toni, a interpretação esvazia a função fiscalizatória do Congresso.

– Estamos diante de uma situação muito grave. A Constituição fala em 30 dias. Não fala em 300 dias, nem em mil dias, muito menos em vários anos. Se o governo pode responder quando quiser e ainda assim não acontecer nada, então o instrumento de fiscalização do Parlamento perde completamente a eficácia – afirmou.

Diferentemente dos pedidos anteriores, a nova iniciativa foi estruturada justamente com base nos parâmetros utilizados pela própria PGR.

MARGARETH MENEZES
Um dos casos envolve a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Segundo os parlamentares, diversos requerimentos aprovados regularmente pela Câmara permanecem sem resposta até hoje. Somados, os atrasos ultrapassariam 3.688 dias acumulados sem qualquer justificativa formal apresentada, envolvendo questionamentos sobre execução de emendas, recursos da Lei Rouanet e programas públicos ligados à cultura.

Situações semelhantes teriam ocorrido em outras pastas do governo federal. De acordo com o levantamento apresentado pela oposição, a soma de atraso de alguns requerimentos da ministra Anielle Franco totalizam 1.514 dias de atraso em respostas; de Luiz Marinho, 1.129 dias; de Margaret Menezes, 3.688 dias; de Sidônio Palmeira, 488 dias; e de Vinícius Carvalho, 795 dias.

Para a oposição, a reiteração das omissões e o longo período de silêncio afastariam a tese de mero atraso burocrático. Carol ainda relembrou que o cidadão comum está sujeito a multas, juros e sanções por atrasos em obrigações legais e tributárias, sem margem para descumprimentos prolongados, autoridades públicas estariam acumulando meses e até anos de atraso sem consequências proporcionais.

– A própria PGR disse que seria necessária demora injustificada e indícios de intenção deliberada. Então a pergunta é simples: milhares de dias sem resposta, sem justificativa e de forma reiterada podem ser tratados como mera burocracia? – questionou Carol.

Os parlamentares sustentam que não se trata apenas de uma disputa jurídica, mas de uma discussão institucional sobre os limites da relação entre Executivo e Legislativo.

– Quando o Congresso pergunta, não pergunta por curiosidade. Pergunta em nome da população. Ignorar esses instrumentos significa enfraquecer um dos principais mecanismos de controle previstos na Constituição – concluiu.

A expectativa dos deputados é que os novos pedidos obriguem a PGR a esclarecer se os critérios criados no arquivamento anterior serão aplicados de maneira uniforme ou se haverá novo entendimento sobre o tema.

*Pleno.News
Foto: Pedro Teixeira/ Ascom PL


O relatório, que mostra práticas ‘irrazoáveis’ do governo brasileiro, foi divulgado com uma lista de exceções e segue agora para uma fase de consulta pública

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Um novo capítulo nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos se desenha depois de o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) concluir, nesta segunda-feira, 1º, uma investigação que resultou na proposta de tarifa de 25% para quase todos os produtos brasileiros. O relatório, que mostra práticas “irrazoáveis” do governo brasileiro, foi divulgado com uma lista de exceções e segue agora para uma fase de consulta pública, conforme determina a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

A investigação foi aberta em 15 de julho de 2025, por determinação do presidente Donald Trump, e tem prazo legal para tomada de medidas até 15 de julho de 2026. O representante comercial Jamieson Greer afirmou que, apesar de encontros frequentes entre os dois governos, restam “divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”.

Negociações e impasse entre Brasil e EUA

O grupo de trabalho criado para discutir as disputas comerciais foi estabelecido depois da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Casa Branca, em 7 de maio. Embora as negociações devessem encerrar na sexta-feira 5, integrantes reconheceram falta de avanços suficientes, prolongando o impasse. Nas redes sociais, o USTR elogiou o “engajamento construtivo” do Brasil no debate, mas reforçou a expectativa de novas conversas.

A proposta de tarifa de 25% atinge quase todas as mercadorias brasileiras, mas o documento divulgado pelo USTR detalha isenções, como materiais informativos, doações, carnes selecionadas, frutas, minerais, café, chá, especiarias, cereais, sementes, plantas industriais e medicinais, palhas, forragens, além de aeronaves, peças, terras raras, produtos farmacêuticos, químicos orgânicos e fertilizantes.

Pontos de atrito e críticas dos EUA

Entre os principais pontos criticados pelos EUA estão decisões judiciais brasileiras que exigiram a remoção de conteúdos de redes sociais norte-americanas e o bloqueio de perfis, inclusive de residentes nos EUA. O órgão também cita restrições bancárias, multas severas, bloqueio de ativos e o suposto favorecimento do sistema Pix pelo Banco Central, que atuaria como regulador e proprietário, dificultando a entrada de concorrentes norte-americanos.

Os EUA também contestam acordos do Brasil com México e Índia, considerados tarifas preferenciais desleais. Outro item da lista é o combate ao desmatamento ilegal, que, segundo o relatório, carece de aplicação efetiva apesar das leis existentes. O acesso ao mercado de etanol e a aplicação de leis de propriedade intelectual, com lentidão no exame de patentes e falhas no combate à pirataria, também foram destacados. Por fim, o relatório cita deficiências no combate à corrupção, mencionando a anulação de processos da Lava Jato pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2023 e a redução da transparência em acordos de leniência.

Próximos passos e histórico do mecanismo

O cronograma do governo norte-americano prevê audiências e consultas públicas antes da adoção definitiva das tarifas. Até 22 de junho de 2026, interessados podem solicitar participação em audiências; até 1º de julho de 2026, será possível enviar comentários escritos; em 6 de julho de 2026 ocorre a audiência oficial, com prazo final para definição das medidas em 15 de julho de 2026.

Tarifas adicionais e decisões judiciais recentes

Em 20 de fevereiro deste ano, a Suprema Corte dos EUA decidiu que o presidente não pode instituir tarifas com uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (Ieepa). Depois da decisão, Trump anunciou uma tarifa global de 10%, com exceções, em vigor até 24 de julho, além de uma sobretaxa de 40% sobre itens brasileiros, comunicada a Lula em julho de 2025. “Para a maioria dos produtos, permanece a tarifa normal do item [ou seja, as taxas já em vigor antes do tarifaço], acrescida do novo adicional temporário global de 10%”, afirmou o documento, lembrando que aço e alumínio seguem com alíquota de 50% somada aos 10% recentes.

Informações Revista Oeste


A frase do usuário, “Por que isso não aconteceu com o Lula?”, levantou suspeita de possível incitação a crime

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Depois de analisar um comentário feito em uma rede social que questionava por que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), não havia sido alvo de um atentado durante as eleições de 2022, o Ministério Público Federal (MPF) decidiu arquivar o inquérito sobre o caso.

A publicação foi ao ar na rede social Instagram, em meados do ano passado. Ela ocorreu logo depois do assassinato de Miguel Uribe, que tinha 39 anos e era pré-candidato à Presidência da Colômbia. A frase do usuário, “Por que isso não aconteceu com o Lula?”, levantou suspeita de possível incitação a crime.

Entendimento do MPF no caso sobre Lula da Silva

MP defende que o mandato de Baigorri deve ser cumprido até o final, em 2026 | Foto: Divulgação/MPF
Fachada do prédio do MPF, instituição pública autônoma e independente encarregada de defender a ordem jurídica | Foto: Divulgação/MPF

O MPF avaliou que não houve estímulo claro para a prática do crime. “Para a configuração do crime de incitação, é imprescindível que o agente estimulante faça alusão a uma conduta clara, precisa e determinada com o objetivo de encorajar terceiros a cometerem o crime”, explicou o órgão, que na sequência concluiu: 

“Nesse sentido, estímulos genéricos não tipificam a conduta”.

Informações Revista Oeste


Decisão confirma cobrança de imposto e multa por propina após Operação Lava Jato

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu manter a cobrança de imposto e multa aplicada ao senador Ciro Nogueira (PP) em um processo relacionado a propina investigados durante a Operação Lava Jato. A decisão foi tomada por unanimidade pelos conselheiros do órgão, que analisaram recurso apresentado pela defesa do parlamentar contra uma autuação da Receita Federal. 

Em nota, Ciro Nogueira negou as acusações e informou que pretende recorrer da decisão tanto no próprio conselho quanto na Justiça. A defesa sustenta que as acusações já foram analisadas em investigações criminais que acabaram arquivadas e afirma que não há provas que comprovem irregularidades.

O senador também é investigado por outra operação, a Compliance Zero, que investiga valores ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A Receita Federal concluiu que o senador teria recebido valores provenientes de esquemas investigados envolvendo contratos da Petrobras e repasses ligados ao grupo J&F. A Carf entendeu que havia elementos suficientes para manter a penalidade, destacando que a apuração administrativa possui autonomia em relação aos processos da esfera criminal.

Informações Bahia.ba


Jason Miller reagiu às declarações do presidente brasileiro sobre a decisão dos Estados Unidos

Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/Shutterstock

Jason Miller, um dos principais aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ironizou as críticas feitas pelo presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, à decisão do governo norte-americano de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Em publicação nas redes sociais, Miller respondeu às declarações do petista com uma frase curta: “Chora mais”. O ex-conselheiro da Casa Branca também utilizou a expressão “womp womp”, termo popular na internet empregado para debochar de reclamações ou demonstrar indiferença diante da frustração de alguém.

A manifestação ocorreu um dia depois de Lula criticar publicamente a decisão dos Estados Unidos e o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro(PL-RJ), que esteve nesta semana em Washington para reuniões com autoridades norte-americanas.

Durante agenda em Sergipe, na última sexta-feira, 29, o presidente brasileiro classificou o parlamentar como “traidor”. O petista afirmou que Flávio teria buscado apoio externo para interferir em assuntos internos do Brasil.

“Não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria e ir para os Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”, declarou Lula. “Não brinquem com a soberania desse país, não brinquem com a nossa democracia, não duvidem das coisas que nós fazemos nesse país. Se quiser combater o crime organizado, aprove a PEC da Segurança Pública que está no Senado.”

Aliado de Trump declara apoio a Flávio Bolsonaro: 'próximo presidente'
Miller atuou como conselheiro sênior nas campanhas presidenciais de Trump em 2016, 2020 e 2024 | Foto: Reprodução/X

Encontro de Flávio e Trump

A reação de Miller ocorreu poucos dias depois de Flávio se reunir com Trump na Casa Branca. Ao sair do encontro, o senador confirmou ter solicitado ao presidente norte-americano que classificasse o PCC e o CV como organizações terroristas.

Na quinta-feira 28, o governo dos EUA anunciou a inclusão das duas facções brasileiras na lista de organizações terroristas, decisão que passou a ser criticada por integrantes do governo Lula.

Flávio Bolsonaro se reuniu com Donald Trump nesta terça-feira - 27/05/2026 | Foto: Reprodução/X/@FlavioBolsonaro
Flávio Bolsonaro se reuniu com Donald Trump na última semana | Foto: Reprodução/X/@FlavioBolsonaro

O Palácio do Planalto avaliou que a medida pode abrir espaço para ações unilaterais dos Estados Unidos em temas relacionados à segurança pública e ao combate ao crime organizado no Brasil, argumento rejeitado por aliados de Flávio.

Informações Revista Oeste


O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), participou, nesta sexta-feira (29), das comemorações pelos 146 anos de emancipação política de Santo Antônio de Jesus e de São Felipe, ambos os municípios no Recôncavo baiano. A visita às duas cidades marcou o início de uma extensa agenda pelo interior do estado que será cumprida ao longo deste final de semana.

Em Santo Antônio de Jesus, Neto foi recebido pelo prefeito Genival Deolino (PSDB), por integrantes do grupo político local e apoiadores. Durante a passagem pelo município, Neto destacou a relação construída com a cidade ao longo de quase três décadas. Ele foi acompanhado do pré-candidato a vice-governador Zé Cocá (PP) e do presidente estadual do PL e pré-candidato a senador João Roma.

“É muito importante, e desses 146 anos eu já tenho por aqui 28 anos dos 146. Eu fico super feliz de ver a cidade fazer aniversário e poder comemorar, porque às vezes você faz aniversário e não pode comemorar. Aqui, graças a Deus, a gente pode comemorar, sobretudo pelo trabalho que é feito pelo prefeito Genival, por esse grupo político tão importante que a gente tem aqui em Santo Antônio de Jesus. Eu estou muito feliz, fiz questão de hoje vir ao Recôncavo para trazer o meu abraço pessoal”, disse.

Em seguida, a comitiva foi para São Felipe, onde foi recepcionada por diversas lideranças locais. A agenda teve ainda a presença dos prefeitos de Santo Amaro, Flaviano Bomfim, e de Dom Macedo Costa, Tote Fróes.

“São Felipe é uma cidade que mora em meu coração. Temos uma história que vem lá do tempo de ACM, depois quando comecei minha vida pública para o deputado federal. Nesse período, na minha trajetória, sempre tive fortes amizades na cidade. Estou muito feliz de estar aqui nesse dia de festa, de celebração da vida do povo de São Felipe, para trazer aqui, pessoalmente, o meu abraço e, é claro, renovar o nosso compromisso com o futuro de São Felipe e da Bahia”, afirmou.

Na cidade, Neto conversou com as pessoas que curtiam a festa de aniversário do município. Ao longo da caminhada pelo centro da cidade, Neto foi parado por diversas pessoas, que deram palavras de apoio e aproveitaram para tirar fotos com o ex-prefeito de Salvador. Ele ainda ouviu sugestões e demandas da população local.

Agenda
A presença nas cidades de Santo Antônio de Jesus e São Felipe abriu a maratona de compromissos de ACM Neto pelo interior baiano. No sábado (30), o ex-prefeito segue para o oeste da Bahia. Em Formosa do Rio Preto, Neto participa da 40ª Vaquejada do município, evento tradicional da região.

A agenda será encerrada no domingo (31), com compromissos em duas cidades. Pela manhã, em Feira de Santana, ACM Neto participa do lançamento da pré-candidatura do vereador Lulinha a deputado estadual. À noite, às 19h, o ex-prefeito visita Riachão do Jacuípe, onde participa da inauguração da Praça da Barra ao lado do prefeito Carlinhos Matos (União Brasil), parlamentares e lideranças locais.