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Nesta terça-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e não se furtou em comentar sobre a recente condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

– Há poucos dias, e pela primeira vez em 525 anos de nossa história, um ex-chefe de Estado foi condenado por atentar contra o Estado Democrático de Direito. Foi investigado, indiciado e julgado, e responsabilizado pelos seus atos em um processo minucioso. Teve amplo direito de defesa, prerrogativa que as ditaduras negam a suas vítimas – disse.

O petista também citou “falsos patriotas que promovem ações publicamente contra o Brasil”, em clara referência ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano.

– Falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade.

E seguiu:

– Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu um recado a todos os candidatos a autocratas e aqueles que os apoiam. Nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis. Seguiremos como nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela.

Lula foi o primeiro a discursar na 80ª edição da Assembleia Geral da ONU, pois o Brasil sempre tem essa responsabilidade a cada ano.

Como se trata mais de uma tradição do que de uma regra escrita, não há registros formais das razões. A primeira sugere que o Brasil se voluntariou nos primeiros encontros para falar. Durante os primeiros anos da ONU, criada em 1945, nenhum país queria ser o primeiro a falar na assembleia. O Brasil, então, se voluntariava; tendo sido o primeiro orador em 1949, 1950 e 1951.

*Pleno.News
Foto: EFE/EPA/SARAH YENESEL


O ex-presidente transferiu R$ 2 milhões por Pix para Eduardo, que atualmente mora nos Estados Unidos

Paulo Gonet, procurador-geral da República (PGR) | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Paulo Gonet, procurador-geral da República (PGR) | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, optou por não incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na denúncia de coação à Justiça apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF). A justificativa, relatada a interlocutores, é que ele não identificou crime no envio de auxílio financeiro de um pai ao filho residente no exterior.

Jair Bolsonaro transferiu R$ 2 milhões por Pix para Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atualmente mora nos Estados Unidos. O deputado se estabeleceu no país para buscar apoio a sanções contra o Brasil e contra ministros do STF, em articulações com autoridades do governo de Donald Trump. O próprio Paulo Gonet teve seu visto norte-americano revogado.

Entendimento de Paulo Gonet contrasta com opinião da Polícia Federal

A Polícia Federal, que havia indiciado o ex-presidente, sustentou que Bolsonaro facilitava supostos crimes do filho ao enviar recursos para sustentar sua permanência nos Estados Unidos e sua atuação em busca de retaliações ao Brasil.

No entanto, Paulo Gonet descartou os argumentos apresentados pela Polícia Federal. Ao se manifestar ao STF, afirmou que a exclusão de Bolsonaro da denúncia não significa o fim das investigações. “Nem impede que, à vista de novas descobertas investigativas, inclusive durante a instrução de causa, e da escalada delitiva, sejam produzidos outros elementos de ordem persecutória”, declarou Paulo Gonet.

Informações Revista Oeste


Governo Trump impôs uma série de restrições ao ministro

Alexandre Padilha é o novo ministro da Saúde do governo Lula | Foto: Jose Cruz/Agência Brasil | Foto: Jose Cruz/Agência Brasil
Alexandre Padilha é o novo ministro da Saúde do governo Lula | Foto: Jose Cruz/Agência Brasil | Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta sexta-feira, 19, que não participará da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York. A decisão ocorreu depois de os Estados Unidos imporem restrições à sua circulação no país, válidas também para sua mulher e filha.

Em agosto, o governo Trump havia revogado o visto do ministro e de seus familiares. O motivo alegado foi a participação de Padilha na criação do programa Mais Médicos, no governo Dilma Rousseff, considerado por Washington como um mecanismo de exportação de mão de obra controlado por Cuba.

Depois das pressões diplomáticas, o Brasil obteve uma permissão temporária para que o ministro pudesse ingressar em território norte-americano, mas com limitações. De acordo com a comunicação feita ao Itamaraty, Padilha poderia circular apenas em um perímetro de até cinco quarteirões em torno do hotel onde ficaria hospedado, além dos trajetos até a sede da ONU e à residência oficial do representante brasileiro na organização.

Em entrevista à GloboNews, Padilha disse que as condições impostas impedem sua participação. “As restrições inviabilizam a presença do ministro da Saúde do Brasil para as atividades que ele precisa fazer parte, inclusive impedem que vá para Washington, que é a Assembleia Geral da Opas”, afirmou, em referência à Organização Pan-Americana da Saúde.

Ele destacou que a limitação atingiria reuniões com outros ministros de saúde dos Brics, do G20 e do Mercosul, além de encontros externos à estrutura da ONU. Também mencionou compromissos com hospitais, laboratórios e instituições de pesquisa norte-americanas. “Na prática, impede a participação ativa do Ministro da Saúde do Brasil em atividades para as quais somos convidados, para fazer parcerias, inclusive para trazer investimentos e medicamentos”, disse.

Padilha envia carta aos ministros da Opas

Momentos depois do anúncio de sua desistência, Padilha enviou uma carta aos ministros da Saúde dos países-membros da Opas. O documento reforçou que as restrições “impedem a plena participação do Brasil em órgãos das Nações Unidas sediados nos Estados Unidos”.

Padilha afirmou que o Brasil planejava anunciar novas contribuições ao Fundo Rotatório e ao Fundo Estratégico da Opas, voltados à compra de vacinas e medicamentos oncológicos “mais baratos para toda a América”.

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A ex-presidente Dilma Rousseff entre médicos cubanos do programa Mais Médicos | Foto: Roberto Stuckert Filho

Na carta, ele classificou a medida norte-americana como “decisão arbitrária e autoritária, que afronta o direito internacional e prejudica a cooperação harmônica entre países soberanos”. Também afirmou que a restrição compromete negociações em andamento com instituições internacionais de saúde.

Padilha ressaltou ainda o impacto da medida sobre a imagem da diplomacia brasileira: “O efeito imediato das restrições que me foram impostas é impedir a plena participação do Brasil em órgãos das Nações Unidas sediados nos Estados Unidos, enquanto exercemos a presidência pro-tempore do Mercosul e dos BRICS e presidimos a Coalizão do G20 na Saúde”.

Informações Revista Oeste


O deputado federal Sanderson (PL-RS) visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (18) e ficou preocupado com o estado de saúde do líder político da direita. Segundo ele, que é vice-líder da oposição na Câmara, há risco iminente de morte.

– O risco de morte é iminente. Pelo que eu vi aqui, um homem de 70 anos, está totalmente debilitado física e mentalmente – disse o deputado.

Sanderson declarou que não sabia que o político estava nessas condições.

– Eu estive ali por duas horas e ele vomitou duas vezes. Essa questão do câncer de pele abalou bastante ele – completou.

O deputado declarou ainda que o líder da direita vai passar por novos exames e fará mais uma biópsia.

– Eu saio daqui agora bastante preocupado.

Bolsonaro foi hospitalizado nesta terça-feira (16) com quadro de vômitos, tontura, queda de pressão arterial e pré-síncope. Ele foi atendido no Hospital DF Star, em Brasília, onde apresentou melhora após hidratação e medicação endovenosa.

O boletim médico desta quarta (17), dia da alta hospitalar, informou também que exames apontaram carcinoma de células escamosas “in situ” em duas das oito lesões cutâneas já retiradas, o que exige acompanhamento clínico e reavaliação periódica.

*Pleno.News
Foto:EFE/ André Borges ARQUIVO


A Executiva Nacional do União Brasil afirmou que, caso o ministro do Turismo, Celso Sabino (PA), opte por permanecer no governo Lula, será expulso da legenda. As informações são do blog de Isabel Mega, na CNN.

A cúpula do partido descarta qualquer possibilidade de licença temporária do dirigente, mesmo com o peso político que o cargo traz, especialmente com o engajamento na organização da COP-30, no Pará. Internamente, avalia-se que Sabino tenta ganhar tempo e já demonstra alinhamento ao presidente Lula, inclusive participando de eventos oficiais como o 7 de Setembro com símbolos do governo.

A tensão entre o União Brasil e o Palácio do Planalto se agravou após o surgimento de uma investigação da Polícia Federal que liga o presidente nacional da sigla, Antônio Rueda, ao transporte de membros do PCC em jatos executivos. O partido reagiu rapidamente, demonstrando apoio público a Rueda e antecipando o desembarque da base governista, enxergando suposta influência do governo na veiculação da denúncia.

Em resposta, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), repudiou as acusações feitas pelo União Brasil, classificando-as como “infundadas e levianas”. Ela afirmou que o governo não tem qualquer relação com as investigações da PF ou com a publicação das informações e defendeu o direito do partido de decidir sobre seus quadros, mas criticou a tentativa de atribuir responsabilidade ao Planalto.

*Metro1
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil


A cantora Jojo Todynho gravou um vídeo nesta quinta-feira (18), ao lado de seus advogados, para explicar o resultado da audiência de conciliação com o Partido dos Trabalhadores (PT). O processo foi movido após ela afirmar, em entrevista ao podcast Conversa Paralela, da Brasil Paralelo, em novembro de 2024, que teria recebido a oferta de R$ 1,5 milhão para apoiar a campanha do então candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.

Segundo a defesa, a fala de Jojo não indicou quem teria feito a suposta proposta e, por isso, a acusação seria “inepta”.

Na audiência, o PT sugeriu que a artista gravasse um vídeo de retratação, reconhecendo que sua declaração foi falsa ou equivocada. O material deveria ser publicado em suas redes sociais em até 30 dias, como forma de reparar os danos.

A proposta, no entanto, foi recusada pela equipe jurídica da cantora. O Ministério Público pediu vista dos autos, e agora a defesa terá novo prazo para apresentar suas alegações formais.

Com isso, o processo seguirá para outras fases, que podem incluir coleta de provas, oitivas de testemunhas e eventual julgamento do mérito.

*Pleno.News
Foto: Reprodução Instagram


Escolhido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para a relatoria do projeto de lei que trata da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) é conhecido por ter uma relação próxima com o ministro Alexandre de Moraes e outros integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Paulinho e Moraes se conhecem desde os tempos em que o ministro ainda advogava em São Paulo, mas a relação teria se estreitado após a atuação conjunta deles para barrar o avanço da proposta que previa a instituição do voto impresso auditável no Brasil, medida que foi defendida com veemência pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na época em que Moraes presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Vale ressaltar que Paulinho, por sinal, não foi reeleito nas eleições de 2022. Ele só assumiu o mandato após o TSE, ainda sob o comando de Moraes, cassar Marcelo Lima, então deputado federal, sob acusação de desfiliação do partido sem justa causa.

Por ser o primeiro suplente de sua sigla, Paulinho assumiu o cargo. A cassação teve 5 votos a favor e 2 contrários na Corte Eleitoral, sendo Moraes um dos favoráveis.

PAULINHO CHAMA MORAES DE “GUARDIÃO DA DEMOCRACIA”
A relação “amigável” de Moraes e Paulinho também ficou evidente em agosto do ano passado, quando o parlamentar manifestou apoio ao ministro do STF ao chamá-lo de “guardião da democracia” e dizer que ele exercia um trabalho que incomodava “muita gente”.

– Nosso apoio ao guardião da democracia. O trabalho do ministro Alexandre na defesa da democracia e no combate às fake news tem incomodado muita gente. Um trabalho feito com muita coragem e acima de tudo: respeito ao devido processo legal. O ministro Alexandre de Moraes tem nosso apoio incontestável e merece toda nossa solidariedade – disse o deputado.

STF CONDENA PAULINHO E VOLTA ATRÁS COM MORAES PELA ABSOLVIÇÃO
Os caminhos do parlamentar e Moraes também se cruzaram na Ação Penal 965, que, em 2020, foi julgada procedente na Primeira Turma do STF, por 3 votos a 2, para condenar Paulinho da Força a 10 anos e dois meses de prisão por suposta participação em desvios no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Moraes, que era o relator do caso, votou para absolver Paulinho, mas foi derrotado.

Em 2024, no entanto, após idas e vindas da ação no STF, até mesmo no Plenário, o julgamento do recurso derradeiro do caso foi concluído na Primeira Turma da Suprema Corte, que dessa vez deu vitória ao deputado e o absolveu por 4 votos a 1. Paulinho contou novamente com o apoio de Moraes, que foi seguido por Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.

A ESCOLHA DE PAULINHO E A ANISTIA
Nos bastidores, as informações dão conta de que a escolha do deputado se daria justamente pela capacidade de interlocução dele com o STF. No entanto, a posição que é defendida por Paulinho está bem distante daquela que é publicamente a bandeira da direita: uma anistia ampla e irrestrita. O próprio parlamentar, por sinal, afirmou a jornalistas nesta quinta (18) que a ideia é de um projeto “meio-termo”.

Na prática, a proposta discutida deve promover a redução da pena do crime de abolição violenta do Estado democrático de Direito, que é de 4 a 8 anos, para 2 a 6 anos; a diminuição da pena do crime de golpe de Estado, de 4 a 12 anos, para 2 a 8 anos; a unificação das punições, excluindo a conduta mais grave; e a exigência de que os acusados atuaram combinados com os articuladores do golpe para condená-los.

Se aprovado nesses termos, o projeto permitiria, por exemplo, uma redução significativa da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão, e abriria caminho para que ele pudesse, por exemplo, cumprir pena em regime domiciliar.

*Pleno.News
Fotos: Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados // Antonio Augusto/STF


Placar foi de 311 votos a favor, 163 contrários e 7 abstenções

Plenário da Câmara dos Deputados - 17/09/2025 | Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Plenário da Câmara dos Deputados – 17/09/2025 | Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira, 17, o regime de urgência para a tramitação do Projeto de Lei n° 2.162/2023, conhecido como PL da Anistia, apresentado pelo deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ).

O placar foi de 311 votos a favor, 163 contrários e 7 abstenções. Com a urgência aprovada, a proposta pode ser votada diretamente em plenário, sem a necessidade de análise prévia nas comissões.

Agora, o próximo passo é a definição do relator, que ficará responsável por apresentar um parecer. Até o momento, os deputados Rodrigo Valadares (União-SE), Arthur Maia (União-BA) e Tião Medeiros (PP-PR) são mencionados como possíveis nomes para a função.

O texto determina anistia para todos que participaram de manifestações de motivação política ou eleitoral, ou que tenham prestado apoio por meio de doações, logística, serviços ou publicações em redes sociais, entre 30 de outubro de 2022 e a data de entrada em vigor da lei.

De acordo com o artigo 1º, “ficam anistiados todos os que participaram de manifestações com motivação política e/ou eleitoral, ou as apoiaram, por quaisquer meios, inclusive contribuições, doações, apoio logístico ou prestação de serviços e publicações em mídias sociais e plataformas, entre o dia 30 de outubro de 2022 e o dia de entrada em vigor desta Lei”.

Veja como cada deputado votou no PL da Anistia

Informações Revista Oeste


O Hospital DF Star, em Brasília, emitiu um boletim médico nesta quarta-feira (17) atualizando o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a unidade hospitalar, o paciente chegou à emergência nesta terça (16) desidratado, com elevação de frequência cardíaca, queda da pressão arterial, vômitos e sensação de desmaio.

– Foram realizados exames laboratoriais e de imagem para investigação diagnóstica. Os exames evidenciaram persistência da anemia e alteração da função renal, com elevação da creatinina. Realizou ressonância magnética do crânio para elucidação de quadro de tontura recorrente, que não mostrou alterações agudas – descreve o boletim.

O documento ainda afirma que houve “melhora parcial após hidratação e o tratamento medicamentoso” e que o quadro será reavaliado ao longo do dia, para definição da necessidade de permanência em ambiente hospitalar.

Por decisão da Primeira Turma do STF, o líder conservador foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa, golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

*Pleno.News
Foto: EFE/André Borges


Senador pediu “trégua” ao ministro Alexandre de Moraes e se referiu a ele como “terrorista”

Flávio Bolsonaro Foto: Reprodução/YouTube CNN Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou a ter falta de ar e “vômito à jato” antes de dar entrada no hospital DF Star, onde deve permanecer durante à noite sob observação.

Uma crise de soluços acomete o ex-presidente desde a última cirurgia pela qual passou em decorrência da facada de que foi vítima em 2018, durante campanha eleitoral. De acordo com o parlamentar, esse soluços aumentaram nos últimos dias e, na manhã desta terça-feira (16), provocaram o travamento do diafragma e falta de ar.

– Ele estava com soluços que iam ficando mais fortes progressivamente. Quando acontece isso, parece que trava o diafragma dele, ele fica com falta de ar. E hoje foi isso que aconteceu, ele ficou com falta de ar por quase 10 segundos – disse o senador.

Na saída do local, após visita ao pai, o parlamentar atribuiu o mal-estar a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou o ex-presidente a 27 anos de prisão, acusado de planejar um golpe de Estado.

Em seguida, pediu trégua ao ministro Alexandre de Moraes, a quem se referiu como “terrorista”.

– Queria fazer um pedido de público. Até terrorista dá trégua quando tem uma guerra. Então quero pedir para o terrorista aí dar uma pausa um pouco – disse o senador.

Flávio também relatou que o pai se queixa constantemente da condenação.

– É a reação de uma pessoa normal, que sabe que é inocente – disse.

O senador disse que Bolsonaro sofreu um linchamento na Suprema Corte.

– É uma tensão o tempo inteiro que fazem sobre ele. Esse linchamento que sofreu no STF – relatou.

Depois desse mal estar, Bolsonaro teria vomitado e então sido levado para o hospital.

– A reação dele foi expelir aquilo que estava obstruindo o aparelho digestivo dele, um vômito a jato, um vômito de dois metros para frente.

Bolsonaro deu entrada no hospital por volta das 17h30 junto com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que o socorreu em casa. Após chegar, o ex-presidente recebeu soro por via venosa, se alimentou e passou por alguns exames. A equipe médica também recomendou que ele não ingira nada sólido.

*AE

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