A vantagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o presidente Jair Bolsonaro (PL) na corrida pela Presidência da República caiu para menos de cinco pontos percentuais, segundo levantamento feito entre os dias 19 e 23 de agosto pelo instituto Paraná Pesquisas e divulgado nesta quarta-feira, 24.
De acordo com o levantamento, o petista tem 41,7% das intenções de voto contra 37,0% do presidente – uma diferença de 4,7 pontos percentuais, o que quase configura empate técnico dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
A distância é a menor registrada pelo instituto na atual corrida eleitoral. Em abril deste ano, o placar era de 40,0% para o petista e 32,7% para o presidente (diferença de 7,3 pontos percentuais). Desde então, a diferença vem caindo gradativamente.
Logo abaixo dos favoritos aparecem Ciro Gomes (PDT), com 7,3%, e Simone Tebet (MDB), com 2,7%. Os demais candidatos não atingiram um ponto percentual. Entre os entrevistados, 6,0% afirmaram que irão votar em branco, nenhum ou nulo e 4,1% disseram que não sabem ou não responderam.
Aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmam nas redes sociais que os âncoras do Jornal Nacional tiveram um tratamento mais brando na entrevista com o candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, do que com o atual chefe do Executivo. Leia a transcrição da entrevista do pedetista ao JN.
O petetista compareceu à sabatina da emissora de TV Rede Globo nesta 3ª feira (23.ago.2022) e falou por 30 minutos. Bolsonaro foi entrevistado na 2ª feira (22.ago) e fez declarações por 24 minutos.
A TV Globo publicou a conversa com Ciro Gomes na íntegra no site do JN: aqui.
O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, disse que “não foi possível” a mesma condução com o presidente Jair Bolsonaro. Ele fez a publicação em seu perfil no Twitter.
“Parece que Bonner esqueceu a arrogância e o deboche, mas não esqueceu o Bolsonaro. Até nas perguntas ‘amistosas’ pro Ciro Gomes, ele aproveita para fazer propaganda negativa e falar inverdades do governo Bolsonaro sobre o auxílio”, publicou o ministro das Comunicações, Fábio Faria.
O candidato a deputado estadual Carmelo Neto (PL-CE) disse que os apresentadores estavam “contidos e respeitando o tempo de fala do ‘Coroné’”, segundo publicou no Twitter.
“Que diferença de tratamento entre o Ciro e o Bolsonaro, por parte da Globo, nada contra deixar o candidato falar, tudo contra a passionalidade, a preferência e falta de isonomia entre candidatos. Imagino o que acontecerá na quinta. Lamentável”, publicou o candidato ao Senado, Rogério Senador (PL).
“Que doçura do Wiliam Bonner com o Ciro Gomes, hein? Ontem foi cruel e hoje um carneirinho. Isso leva a imaginar na quinta feira o que fará? Um tapete vermelho seria bem coerente!”, publicou o apresentador Milton Neves.
O candidato estadual Alexandre Frota (PSDB) disse que sabatina de Ciro “falou de político”. Ele escreveu em seu perfil no Twitter.
Sequência de entrevistas
O telejornal de maior audiência do país começou a receber na 2ª feira (22.ago) os principais candidatos ao Palácio do Planalto. O 1º havia sido o presidente Jair Bolsonaro (PL). O Jornal Nacionalentrevistará o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na 5ª (25.ago) e a senadora Simone Tebet (MDB) na 6ª (26.ago).
Eis a relação das datas das entrevistas:
QUEM É CIRO
vice: Ana Paula Matos (PDT);
convenção: 20 de julho de 2022;
registro da candidatura: 9 de agosto de 2022.
Ciro Ferreira Gomes, 64 anos, é paulista de Pindamonhangaba. Nasceu em 6 de novembro de 1957. Mudou-se aos 4 anos para Sobral (CE), onde cresceu e construiu a carreira política. Filho de um defensor público e político e de uma professora, Ciro tem 4 irmãos.
Disputou sua 1ª eleição em 1982. Foi eleito e reeleito deputado federal pelo PMDB (atual MDB), em 1986. Interrompeu o 2º mandato em 1988 para vencer a disputa à prefeitura de Fortaleza.
Foi governador do Ceará (1991-1994), ministro da Fazenda (1994-1995) e ministro da Integração Nacional (2003-2006). Disputou as eleições presidenciais de 1998 e 2002 pelo PPS (atual Cidadania) e de 2018 pelo PDT. Ficou em 3º lugar nesta última, com 12,47% dos votos.
Bolsonaro lidera pesquisa de intenções de voto em São Paulo(foto: Clauber Cleber Caetano/PR/Claudio Kbene/Flickr)
Novo levantamento divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas, nesta terça-feira (23/8), aponta que o presidente Jair Bolsonaro (PL) está na frente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Paulo. O levantamento indica que Bolsonaro tem 40,3% das intenções de voto entre os paulistas, enquanto Lula, 35,5%. O terceiro lugar é de Ciro Gomes (PDT), com 7,6%. Em seguida, Simone Tebet (MDB), com 3,6%. Pablo Marçal (Pros) aparece com 0,6%. Felipe d’Avila (Novo) e Vera (PSTU) pontuaram 0,3%. Leonardo Péricles (UP) e Soraya Thronicke (União), 0,1%. Eymael (PDC), Roberto Jefferson (PTB) e Sofia Manzano (PCB) não pontuaram na pesquisa. Votos brancos e nulos chegam a 7%; indecisos, 4,7%.
Pesquisa estimulada de intenções de voto no 1º turno
Jair Bolsonaro (PL): 40,3%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 35,5%
Ciro Gomes (PDT): 7,6%
Simone Tebet (MDB): 3,6%
Pablo Marçal (Pros): 0,6%
Felipe d’Avila (Novo): 0,3%
Vera (PSTU): 0,3%
Leonardo Péricles (UP): 0,1%
Soraya Thronicke (União): 0,1%
Eymael (PDC): 0%
Roberto Jefferson (PTB): 0%
Sofia Manzano (PCB): 0%
O levantamento foi realizado entre os dias 18 e 22 de agosto e contou com 1.880 entrevistados com 16 anos ou mais. O nível de confiabilidade é de 95% e a margem de erro estimada é de 2.3 pontos percentuais.
A pesquisa foi registrada no TSE com o número BR-03203/2022.
Os números correspondem a um cenário estimulado, quando é apresentada aos eleitores uma lista com opções de candidatos. Nesta situação, Ciro Gomes (PDT) aparece em terceiro lugar, com 6,5% das intenções de voto dos mineiros. Simone Tebet (MDB) ficou com 1,9%.
Outros candidatos, como Vera Lúcia, Pablo Marçal, Leonardo Péricles, Felipe D’Ávila, Sofia Manzano, Roberto Jefferson, Soraya Thronicke e Eymael, tiveram pontuação menor que 1%.
Além disso, 3,7% dos eleitores afirmaram que votariam branco ou nulo. Outros 4,6% não sabem, não responderam ou estão indecisos.
Outros cenários
A pesquisa também montou outro cenário estimulado sem a participação de candidatos com baixa pontuação nos principais estudos eleitorais. Nesta situação, Bolsonaro lidera as intenções de voto dos mineiros, com 45,5%. Lula aparece em seguida, com 37,1%.
Ciro Gomes ficou com 8,4% e Simone Tebet, 2,4%. Além disso, 3,7% dos eleitores afirmaram que votariam branco ou nulo, e 2,9% estão indecisos, não sabem ou não responderam.1/13
No cenário espontâneo, quando não são apresentadas opções de candidatos ao eleitor, Bolsonaro também lidera as intenções de voto, com 44,1%. Lula vem em seguida, com 34,2%. Ciro Gomes pontuou 2,5% e Simone Tebet, 1,1%.
A pesquisa ouviu 1.200 eleitores de 323 municípios de Minas Gerais, entre os dias 16 e 19 de agosto. A margem de erro é de 2,9 pontos percentuais para mais ou menos, e o índice de confiança é de 95%. O estudo tem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob protocolo MG-09198/2022.
A deputada Dayane Pimentel já embolsou uma pequena fortuna de Fundo Eleitoral
O generoso Fundo Eleitoral, destinado aos partidos políticos para as eleições 2022, já começou a cair na conta dos candidatos de Feira de Santana. Um levantamento feito pelo Blog do Velame, nesta segunda-feira (22), aponta que Dayane Pimentel, do União Brasil, candidata à Câmara Federal, já prestou contas parciais à Justiça Eleitoral dos valores recebidos.
Dayane recebeu nada menos que R$ 725 mil do diretório nacional do União Brasil. Deste valor, 90,39%, cerca de R$ 658 mil, já foi gasto com “publicidade por materiais impressos” na empresa Juliano Gomide D Andrade LTDA. Outra parte, R$ 70 mil foi pago para uma agência de publicidade.
Nada menos que 57 municípios de todas as regiões do estado da Bahia estiveram representados, em Feira de Santana, no lançamento da candidatura à reeleição do deputado estadual Angelo Almeida (PSB), para a Assembleia Legislativa.
Prefeitos de sete municípios, vices, ex-prefeitos, deputados, vereadores e lideranças lotaram o teatro da Câmara de Dirigentes Lojistas(CDL), confirmando a força do candidato que também já foi vereador do município.
O lançamento teve a presença da ex-prefeita de Salvador, presidente do PSB na Bahia e deputada federal, Lídice da Mata, que também disputa a reeleição. A parlamentar lamentou a situação que o Brasil atravessa hoje, defendeu a eleição de Lula e Jerônimo e teceu elogios ao correligionário. “É um irmão, uma pessoa da nossa confiança, que mora no nosso coração e a gente pode contar com ele. Coragem, lealdade e disposição são suas características centrais”, disse acerca de Angelo.
O irmão do deputado, o médico cardiologista André Almeida, ressaltou que o senso de justiça e a capacidade de agregar e brigar pelos mais pobres são suas marcas desde a infância. Mas, admitiu que ficou surpreso quando Angelo anunciou que deixaria o consultório de dentista para iniciar na política. “Ele disse: a quantidade de pessoas que eu consigo ajudar aqui é muito pequena. Tenho que ir é para a política, que lá eu consigo ajudar muito mais gente”, lembrou.
Angelo se emocionou com a presença maciça de apoiadores e os depoimentos dos políticos e amigos presentes. “Gratidão se paga em dobro. Mas não adianta só agradecer. Eu vou agradecer em dobro e trabalhar em dobro. Nós vamos vencer essa eleição junto com Lula, Jerônimo e Otto, no dia 2 de outubro, e vamos fazer muito mais por nossa Bahia”, garantiu.
Após o evento na CDL, os participantes saíram em caminhada e carreata pelo centro da cidade até a sede do comitê, inaugurado no antigo Ponto do Zequinha. O deputado federal e candidato à reeleição, Zé Neto (PT), participou do ato e ressaltou a simbologia do lugar. “Eu me emocionei quando entrei aqui. Esse sempre foi um espaço importante para Feira de Santana, um espaço de diálogo, de encontros, Zequinha ali sempre presente”. E acrescentou: “Angelo, pode contar comigo no que estiver ao meu alcance. O nosso campo é conciliação, trabalho e harmonia”, finalizou.
O Podemos tem novo presidente em Feira de Santana. Léo Amorim assume o partido com o objetivo de ampliar as ações da sigla no interior da Bahia, assim como fortalecer o Podemos para as próximas eleições.
Em Feira de Santana, o Podemos conta com a candidatura do pastor Josué Brandão à Câmara de Deputados. Léo Amorim faz parte da coordenação da campanha e atua como principal articulador político.
“Assumi o partido com um objetivo muito claro: fortalecer a nossa sigla na principal cidade do interior da Bahia e agregar em torno de nosso projeto agentes políticos que possam somar com Feira de Santana”, disse Léo Amorim.
O novo presidente do Podemos também aproveita para ressaltar a participação ativa do partido nos destinos da cidade. “Após as eleições de outubro, vamos continuar buscando novos nomes para compor os quadros do partido. Nossa intenção é participar das discussões em torno dos destinos de Feira de Santana”, revelou.
Léo Amorim é administrador e estudante de Direito.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou, à Procuradoria-Geral da República (PGR), um pedido da Polícia Federal (PF) pedindo o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por “incitação ao crime”. O relatório trata da investigação sobre uma fala de Bolsonaro em que associou a vacina contra a Covid-19 ao risco de se desenvolver Aids.
O despacho do ministro foi emitido na quarta-feira (17) e incluído no sistema do STF nesta sexta (19).
Bolsonaro fez o comentário durante uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, em outubro do ano passado. Na ocasião, ele citou uma reportagem que falava especificamente sobre um estudo feito no Reino Unido. Bolsonaro disse que não leria a íntegra da notícia para não sofrer sanções das redes sociais.
No documento enviado ao STF, a Polícia Federal (PF) apontou que a conduta do presidente teria levado seus espectadores a descumprir normas sanitárias definidas pelo próprio governo.
O relatório foi assinado pela delegada Lorena Lima, que apontou que Bolsonaro, “de forma livre, voluntária e consciente, propagou as informações inverídicas produzidas por Mauro Cid, disseminando discurso capaz de provocar alarma aos seus expectadores, além de promover o desestímulo ao uso obrigatório de máscaras”.
Levantamento inédito sobre o apoio declarado dos prefeitos baianos a um dos dois principais candidatos ao governo mostra que dos 417 gestores municipais, 272 (65%) apoiam o candidato petista Jerônimo Rodrigues e 114 (27%) estão com ACM Neto (União Brasil). O candidato João Roma (PL) recebe o apoio de 8 prefeitos (2%) e 23 gestores (6%) estão indefinidos. Os candidatos Giovani Damico (PCB) e Kleber Rosa (PSOL) não têm apoio declarados. Apesar do apoio, quem ainda aparece na frente nas pesquisas, com possibilidade de vencer ainda no primeiro turno, é o candidato do União Brasil.
No entanto, para o professor doutor Cláudio André de Souza, responsável pela pesquisa juntamente com a professora Raquel Carvalho, os números sinalizam que, se depender do apoio dos prefeitos, o cenário ainda está aberto na Bahia. Eles são pesquisadores na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) e Universidade Católica de Salvador (UCSal), respectivamente.
A pesquisa, obtida com exclusividade pelo Estadão, leva o nome de A Batalha dos 300: O apoio dos prefeitos nas eleições da Bahia (2022) – que apesar de fazer alusão aos 300 resistentes soldados espartanos da história da Grécia Antiga, está relacionado ao que reza a lenda no meio político baiano: de que é preciso o apoio de 300 prefeitos para se vencer a eleição no Estado. Nesse cenário, os 23 indecisos são disputados palmo a palmo.
O levantamento mostra ainda que entre os prefeitos filiados aos partidos com maior musculatura eleitoral no Estado, o PSD e o PP, a maioria também está com Jerônimo. Em 2020, o PSD fez 108 gestores e o PP, 92. Entre os atuais administradores pepistas, 55 já disseram apoiar Jerônimo e outros 29 decidiram por ACM Neto. Já entre os filiados ao PSD, 88 estão com o PT e 15 com Neto.
Para chegar a esses números, os pesquisadores analisaram o conteúdo das redes sociais dos prefeitos e das prefeituras (Instagram e Facebook) e usaram ferramentas de busca para verificar as declarações dos gestores em matérias de jornais, sites e blogs da imprensa baiana. A coleta encerrou no dia 5 deste mês, quando ocorreu a última convenção, do candidato ACM Neto.
O prefeito é filiado ao PSD, principal partido de apoio do PT, do candidato Jerônimo Rodrigues, cujo principal cabo eleitoral é o ex-presidente Lula.
“A gente tem um cenário no qual a base governista ainda tem um candidato (Jerônimo) desconhecido que talvez só consiga ganhar mais projeção, de fato, com o início da propaganda eleitoral, sobretudo na TV nas rádios e nas redes sociais. E o que os dados que a gente conseguiu mapear oferecem, sobretudo, é que há um equilíbrio político dentro dessa disputa, com base nos prefeitos”, analisa o professor Cláudio André.
Desafio de petista é se tornar conhecido do eleitorado baiano
Apesar dos números favoráveis ao candidato Jerônimo Rodrigues, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, segue liderando as pesquisas de intenção de voto com ampla margem de vantagem. Na última pesquisa Quaest, de 15/07/2022, ACM Neto aparece com 61% no cenário estimulado, enquanto Jerônimo pontua 11%.
Se Jerônimo é desconhecido, mas tem o apoio da maioria dos prefeitos, por sua vez ACM Neto é muito popular, mas precisa consolidar os votos mostrados nas pesquisas, com menos gestores ao seu lado. Ou tentar seduzir alguns para mudarem de lado. O Estadão já mostrou que os candidatos baianos estão disputando gestores de partidos que apoiam o seu principal adversário a fim de alterar a soma de prefeitos. Em junho e julho foram aproximadamente 40 prefeitos vira-casacas.
“O dado (da pesquisa) mostra um equilíbrio político porque, se nesse momento a base aliada governista tem muitos prefeitos, o maior desafio, portanto, é fazer com que essa máquina funcione, os prefeitos se engajem na campanha de Jerônimo. Eu vejo que esse é um fator preponderante. E, por outro lado, o grande desafio de ACM Neto é consolidar sua intenção de voto, é consolidar a preferência de voto nesse momento a partir de uma perspectiva que seja despolarizada, como ele tem feito”, analisa o professor.
Objetivo é criar ‘ranking de sucesso eleitoral’ após as eleições
Até que ponto o apoio de prefeitos a um candidato ao governo pode se transformar em votos nas urnas? É justamente a resposta para esta pergunta que os pesquisadores querem ter. O objetivo da pesquisa é o de, após as eleições, criar um “ranking de sucesso eleitoral dos prefeitos”, analisando a consequência do apoio dos prefeitos e dos partidos em transferir votos para os candidatos apoiados.
“Sobretudo, isso envolve o volume de campanha. Isso envolve o fato que os prefeitos exercem uma liderança política local muito forte. Sobretudo porque como as economias locais são frágeis, acaba que a Prefeitura organiza a economia do município, induz o desenvolvimento, é o principal polo de atividades econômicas. Então, de alguma maneira a Prefeitura exerce esse poder e as relações locais são mais próximas, são mais palpáveis”, diz Cláudio André.
Na contramão, se o prefeito não vai bem, “a tendência, de fato, é que isso respingue na construção das estratégias eleitorais na eleição para o governo”.
Um dos momentos que mais chamou a atenção das redes sociais na noite desta terça-feira (16), durante a posse do ministro Alexandre de Moraes como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram os cochichos e risadas protagonizados por Moraes e pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que sentaram lado a lado durante a cerimônia.
Foto: Isac Nóbrega
Um desses momentos aconteceu logo após o novo presidente do TSE assinar o termo de posse, o que o fez trocar de lugar na mesa das autoridades e sentar ao lado de Bolsonaro. Vídeos da transmissão do evento mostraram Moraes fazendo um comentário ao pé do ouvido de Bolsonaro, que respondeu ao ministro e os dois sorriram. Mais cedo, também na terça, Bolsonaro comentou pela primeira vez o encontro que teve, na semana passada, com Moraes. Na ocasião, o novo presidente do TSE foi ao Palácio do Planalto para entregar pessoalmente o convite da posse na Corte Eleitoral ao chefe do Executivo.
– Conversei na semana passada com o ministro Alexandre de Moraes. A conversa durou uma hora e foi uma conversa boa e tranquila. Eu disse a ele que defendemos transparência ao processo eleitoral – afirmou Bolsonaro à CNN Brasil.