Apoiadores do presidente recém-empossado jogaram todo tipo de material no chão
A cerimônia de posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, deixou muita sujeira na Praça dos Três Poderes. Os apoiadores do petista não recolheram o lixo do local.
O público estimado, apenas na Praça dos Três Poderes, para acompanhar a posse de Lula, foi de 40 mil pessoas. Não houve planejamento para receber os apoiadores e até cano de água foi furado para que as pessoas pudessem tomar água, conforme noticiou a Oeste.
Por causa da aglomeração e da alta temperatura, mais de 90 pessoas tiveram que ser socorridas e retiradas do local, segundo o Corpo de Bombeiros. A organização do evento disponibilizou apenas três pontos de água para atender os petistas.
Neste domingo (01), o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), se reuniu com apoiadores em Orlando, onde está hospedado numa residência que pertence ao lutador de MMA José Aldo.
Mais um dia que curiosos e apoiadores se acotovelam para ver o ex-presidente Bolsonaro em Orlando pic.twitter.com/LwsaVbOqB6
Em seu discurso de posse no plenário da Câmara, Lula (foto) chamou o teto de gastos de “estupidez” e disse que a medida será revogada. Afirmou ainda que o BNDES e a Petrobras terão “papel fundamental” em seu governo.
“Os bancos públicos, especialmente o BNDES, e as empresas indutoras do crescimento e inovação, como a Petrobras, terão papel fundamental neste novo ciclo”, afirmou.
“Ao mesmo tempo, vamos impulsionar as pequenas e médias empresas, potencialmente as maiores geradoras de emprego e renda, o empreendedorismo, o cooperativismo e a economia criativa.”
Em relação ao teto de gastos, Lula afirmou que as regras fiscais prejudicaram o SUS,“provavelmente a mais democrática das instituições criadas pela Constituição de 1988”, disse. “Certamente por isso foi a mais perseguida desde então, e foi, também, a mais prejudicada por uma estupidez chamada Teto de Gastos, que haveremos de revogar.”
A posse de Lula foi formalizada agora há pouco no plenário da Câmara dos Deputados, em sessão solene comandada pelo presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco.
Políticos da base de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estão usando as redes sociais neste domingo (1º/1) para criticar a posse presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e criticar a militância de esquerda está Esplanada dos Ministérios.
A maior parte das críticas se concentra no fato de o vermelho ser a cor predominante nas roupas e bandeiras dos militantes que estão em Brasília para o evento. A deputada federal reeleita Bia Kicis (PL-DF), por exemplo, escreveu achar “repulsivo” ver a Esplanada “pintada de vermelho” e disse que sente “vergonha, tristeza e decepção” com a posse de Lula. Veja:
Preciso focar minha atenção no DF hoje porque quanto à posse do Lula só sinto vergonha, tristeza e decepção. É repulsivo ver a Esplanada, antes verde e amarela, pintada de vermelho. Esse povo ama o partido, não ama a Pátria. Grande retrocesso!
O tom usado pelo deputado federal mais votado do Brasil nas últimas eleições, Nikolas Ferreira (PL-MG) foi parecido. Para o jovem parlamentar eleito, o país vive uma ameaça comunista.
O deputado federal reeleito Coronel Tadeu pescou nas redes críticas à organização da posse:
Falta água, banheiros mas também falta o principal, o patriotismo. O verde e amarelo da nossa bandeira, tão presente em 01JAN2019, não foi convidado dessa vez. A festa é do socialismo e não do Brasil nem tampouco da democracia. O pior é saber que quem está no DF não sabe disso. pic.twitter.com/Wu3Ehpt1wP
Tarcísio Gomes de Freitas foi empossado como governador de São Paulo na manhã deste domingo (1º), em cerimônia na Assembleia Legislativa de São Paulo. O ex-ministro da Infraestrutura de Jair Bolsonaro assume o primeiro cargo político em sua carreira.
O primeiro agradecido em seu discurso foi Jair Bolsonaro, “quem me lançou esse desafio e que enxergou o que ninguém havia enxergado naquele momento”. Ele lembrou de sua passagem como ministro para argumentar que, assim como seu mentor político, iria escolher técnicos desvinculados de afiliações políticas para seu governo.
Ele também agradeceu ao seu secretário da Casa Civil, Gilberto Kassab. O presidente nacional do PSD, partido do vice-governador, Felício Ramuth (PSD), atuará como “para-raios político” do novo governador. Ele agradeceu ainda ao senador eleito Marcos Pontes (PL-SP), e a Roberto Campos Neto, o presidente do Banco Central e que foi à posse.
Ele cobrou diálogo com a oposição no estado e uma maior voz do estado no cenário nacional. “Não somos donos da verdade. Não hesitaremos em dar passos atrás quando necessário, mas estamos extremamente cientes da nossa responsabilidade e comprometidos com o acerto”, disse.
“Desde a década de 30 do século passado há um desbalanceamento entre o peso econômico de São Paulo e o peso político de São Paulo. São Paulo precisa ter mais voz”, concluiu o governador.
Em sessão solene na manhã deste domingo (1) na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Jerônimo Rodrigues (PT) e Geraldo Júnior (MDB) foram empossados como governador e vice-governador, respectivamente, para os próximos quatro anos. Jerônimo chegou à Casa acompanhado da esposa Tatiana Velloso, e foi recebido pelo presidente do Legislativo estadual, Adolfo Menezes (PSD).
Realizada no plenário da Alba, a solenidade contou com a presença de autoridades do Judiciário baiano, deputados e secretários de estado. Os novos gestores baianos foram conduzidos ao local por uma comissão de deputados.
Após a execução do Hino Nacional pela banda de música Maestro Wanderley, da Polícia Militar, Jerônimo e Geraldo, nesta ordem, foram convidados pelo presidente da Casa para a leitura do Compromisso Constitucional (juramento). Na sequência, assinaram o Termo de Posse. A relação de bens declarados pelos políticos também foi lida na solenidade, como prevê o rito.
“A palavra inicial é de muito obrigado. Um muito obrigado compartilhado com todos os baianos e baianas. Com muita honra, assumo hoje o governo do Estado da Bahia, com o compromisso de trabalhar incansavelmente pelo desenvolvimento dos 15 milhões de baianos”, disse Jerônimo em sua primeira manifestação após a oficialização no cargo.
Em seu discurso, Jerônimo relembrou sua origem humilde na cidade de Aiquara, mas também acenou aos partidos da base e prometeu um trabalho coletivo. Reafirmou que terá como compromissos a inclusão social e o combate à fome, assim como o desenvolvimentos de todas as regiões baianas.
Os secretários e secretárias da próxima gestão estadual serão empossados na próxima terça-feira (3), também na Assembleia Legislativa. A mudança na data ocorre em função do deslocamento da cúpula do novo governo baiano a Brasília para a posse do novo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Carlos Bolsonaro faz critica velada a Hamilton Mourão Imagem: Arte BOL: Sergio Lima/AFP e Taís Vilela/UOL
Sem citar o general Hamilton Mourão, o vereador do Rio e filho 02 de Jair Bolsonaro escreveu em uma rede social logo depois do pronunciamento do então presidente em exercício na TV.
Nenhuma novidade vinda desse que sempre disse que era um Bosta!
As Forças Armadas teriam pago a conta em crítica velada a Bolsonaro.
Criticou o “silêncio ou protagonismo inoportuno” de integrantes dos três Poderes.
Disse que o Brasil trocará de governo, mas não de regime.
Pediu a apoiadores que “retornem aos seus afazeres”, sem citar bolsonaristas em frente aos quartéis.
Lideranças que deveriam tranquilizar e unir a nação em torno de um projeto de país deixaram com que o silêncio ou o protagonismo inoportuno e deletério criasse um clima de caos e de desagregação social e de forma irresponsável deixaram que as Forças Armadas de todos os brasileiros pagassem a conta, para alguns por inação e para outros por fomentar um pretenso golpe Hamilton Mourão
Repercussão nas redes
Embora Carlos Bolsonaro não tenha citado Mourão em sua frase, seus apoiadores entenderam o recado ao comentar a publicação:
“O que ele fez com o PR [presidente] foi muita canalhice”, disse um deles. “Uma pena que em 2018 sabotaram o General Heleno para ser o nosso vice.”
“Lembra que quando o PR estava dentro da UTI , esse b@$t4 TRAIDOR tentou tirar o PR para ele participar dos debates?”, questionou outro seguidor.
Outro comentário ironizou a crítica: “Vcs já estão queimando um senador, como vcs farão a oposição [ao governo Lula]?”
Briga antiga
Mourão e o clã Bolsonaro nunca se deram muito bem desde que chegaram ao Planalto. O general chegou a criticar diversas decisões do presidente, como os decretos que facilitaram a posse de armas.
Metafisicamente, o inferno pode ser uma abstração da mente de Dante Alighiri, ‘A Divina Comédia’, ou uma falsa crença criada por uma religião. Mas no mundo real, no mundo dos vivos e que todos podem ver e sentir, ele é muito verdadeiro.
Portanto, o inferno aqui na terra é construído por pessoas, e não por um ser com chifres, pé de bode e que cheira a enxofre. Normalmente os diabos que habitam esse planeta, podem ter boa aparência e até usar perfume importado, no que facilita o convencimento dos incautos.
Mas como no inferno de Dante, esse planeta tem vários infernos, mais precisamente, países. O mundo é dividido por continentes, que formam fronteiras, países e culturas. Isso facilita a ação de seres tenebrosos e uma forma de estabelecer regras, as regras macabras
Se o inferno e o diabo são construções de mentes e crenças, para os que têm o dom da fé, e isso é um dom, a força de um ser criador, de bondade, de amor, de compreensão e que nos concedeu: inteligência e livre árbitro. A existência de Deus é uma certeza.
Dentro dessas concessões feitas pelo criador, a liberdade é para mim uma das mais importantes concedida por ele. Deus sabia que teria que dar liberdade para a sua criatura, sem o espírito da liberdade não seria seu filho, mas apenas uma marionete.
Mas se Deus nos deu tudo isso, por que a maior parte do planeta é um inferno? Porque existem mentes doentes. Pessoas que durante a gestação, infância e adolescência passam por traumas, e na vida adulta se entregam ao lado tenebroso de sua existência humana.
Durante esse período de criação da mente doente, esse ser aprende a manipular, mentir, se corromper, corromper, violência e principalmente suprimir a liberdade e opinião. Liberdade e opinião, para esse tipo de gente, é como hóstia e água benta para o diabo. Eles odeiam quem pensa diferente e quem tem a mania de expor sua opinião.
O Brasil é um dos muitos países onde o reino do inferno teve vários períodos, mas de curta duração. Normalmente em boa parte do tempo isso aqui é um purgatório. Até que o STF achou que era hora de mudar.
A Suprema Corte, como na fábula do burro, resolveu soltar um ser que sempre viveu nas trevas: Lula! Mas tirá-lo só da cadeia não seria o suficiente. Ele precisava ficar livre para fazer o que mais aprendeu: enganar incautos e avarentos. Portanto, tudo seria providenciado.
Foi aí que às forças do mau formaram uma coalizão: STF, TSE, a velha mídia, banqueiros, narcotraficantes e partidos de esquerda, para fazer dele mais uma vez presidente. E conseguiram!
Das forças de coalizão, o STF, sob o comando de Alexandre de Moraes, foi, é, e continuará sendo a mais atuante. A Corte não só deixou Lula em condições de ser candidato. Ela atuou diretamente na sua eleição. A perseguição ao seu principal adversário nunca foi vista na história da nação. Os conservadores que ousaram emitir opinião, foram presos, processados e calados. Se a situação já é de uma ditadura, antes do filho das trevas assumir, imagine a partir do dia primeiro!
É preciso que às pessoas que acreditam em Deus, honestas e de espírito livre, não desistam. Porque sabem que é na dor que o espírito cresce e se fortalece. Que é na tempestade que se conhece o cipreste. Mas, você pode me perguntar: e no futuro, o que vai acontecer com os que seguiram o caminho das trevas? Aí, só Deus e o diabo é quem sabem. Quando morrerem pagarão pelo mau que fizeram a essa nação.
Quem sabe talvez o inferno realmente exista. Serão recebidos pelo capeta que dirá: bem vindos ao inferno!
“Orgulho nacional e internacional”, elogiou deputado Carlos Jordy
Nos EUA, Bolsonaro é aplaudido por apoiadores e posa para fotos Foto: Reprodução / Redes Sociais
Durante sua viagem à Flórida, o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem recebido o carinho de apoiadores que residem nos Estados Unidos. Em vídeo que circula nas redes sociais, o chefe do Executivo aparece sendo aplaudido e interagindo com moradores de um condomínio em Orlando.
Nas cenas, o chefe do Executivo posa para fotos com admiradores, acena para eles e autografa camisas, sendo ainda chamado de “mito”.
Ao fundo, é possível ouvir um dos presentes expressar gratidão a Bolsonaro e pedir a Deus que o abençoe.
– Esse é o nosso presidente. Deus abençoe o senhor, nosso presidente. Nosso condomínio aqui nos EUA. Obrigado presidente por tudo, hein. As orações continuam – diz o apoiador.
O deputado federal reeleito Carlos Jordy (PL-RJ) compartilhou o vídeo neste sábado (31), afirmando que o líder do Planalto é motivo de “orgulho nacional e internacional!”.
De acordo com despacho no Diário Oficial da União (DOU), o atual chefe de Governo deve ficar ausente do Brasil até dia 30 de janeiro – o que significa que, de fato, ele não estará presente na cerimônia de posse a ser realizada no próximo domingo (1°) para transmitir a faixa presidencial a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Bolsonaro (PL), a primeira-dama Michelle Bolsonaro e a filha do casal, Laura, de 12 anos, chegaram aos EUA na noite desta sexta-feira (30). A família está hospedada em uma casa de férias que pertence ao ex-lutador de MMA José Aldo, na Flórida.
Presidente em exercício, Mourão fez pronunciamento de fim de ano neste sábado (31) — Foto: Reprodução
O presidente em exercício, Hamilton Mourão, criticou neste sábado (31) “lideranças” que, “com o silêncio”, deixaram crescer um clima de desagregação no país e levaram para as Forças Armadas a conta por “inação” ou por um “pretenso golpe”
Mourão fez um pronunciamento de fim de ano transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão.
“Lideranças que deveriam tranquilizar e unir a nação em torno de um projeto de país deixaram que o silêncio ou o protagonismo inoportuno e deletério criasse um clima de caos e de desasgregação social. E de forma irresponsável deixasse que as Forças Armadas de todos os brasileiros pagassem a conta. Para alguns, por inação, e para outros por fomentar um pretenso golpe “, afirmou Mourão.
Senador eleito, Mourão é o presidente em exercício porque, na sexta-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro viajou para a Flórida, nos Estados Unidos. Assim, Bolsonaro termina o mandato em solo estrangeiro. Neste domingo (1º), o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assumirá a Presidência.
Mourão não citou nomes em sua fala de pouco mais de 8 minutos. Ele fez referência aos pedidos de parte do eleitorado de Bolsonaro para que as Forças Armadas atuassem para reverter o resultado da eleição.
Nos dois meses que se seguiram ao resultado da votação, Bolsonaro se manteve recluso na residência do Palácio da Alvorada e praticamente não falou em público, enquanto seus apoiadores acampavam em frente a quartéis do Exército fazendo reivindicações antidemocráticas.
Sem falar diretamente dos acampamentos, Mourão disse que é “equivocada” a “canalização de aspirações e expectativas para outros atores públicos que, no regime vigente, carecem de lastro legal para o saneamento do desequilíbrio institucional em curso”.
Mourão afirmou também que a “alternância de poder em uma democracia é saudável e deve ser preservada” .
“Tranquilizemo-nos! Retornemos à normalidade da vida, aos nossos afazeres e ao concerto de nossos lares”, completou.
Bolsonaro viaja para os EUA no penúltimo dia do seu mandato
O presidente em exercício fez um balanço do governo que termina. Ele citou esforços para combater as consequências da pandemia de Covid-19 e destacou avanços na área econômica:
“O governo que ora termina, ao longo de quatro anos, fez entregas significativas na Economia, no avanço da digitalização da gestão pública, na regulamentação da tecnologia da informação, na privatização de estatais, tendo promovido uma eficaz e silenciosa reforma administrativa, não recompletando vagas disponibilizadas por aposentadoria, além da renovação de nosso modelo previdenciário”.
No pronunciamento, Mourão admitiu que “nem todas as empreitadas obtiveram o sucesso” esperado. Como exemplo, ele citou “percalços” na área ambiental:
“Na área ambiental, por exemplo, tivemos percalços, embora tenhamos alcançado reduções importantes no desmatamento da Amazônia”.
Ele afirmou que “a região ainda necessita de muito trabalho e de cuidados específicos, engajando as elites e as comunidades locais, cortejadas permanentemente pela sanha predatória oriunda dos tempos coloniais”.
Ele afirmou que a atual gestão vai entregar um país “equilibrado” para Lula.
Ao viajar para os Estados Unidos nesta sexta, Jair Bolsonaro abreviou o próprio mandato presidencial em dois dias. Na prática, ao deixar o país, o chefe do Executivo transmite o cargo para seu sucessor.
Bolsonaro não participará da cerimônia de posse de Lula – e, com isso, também não passará a faixa presidencial ao futuro presidente. A passagem da faixa é uma tradição que simboliza a alternância de poder e a força do sistema democrático.
Até a noite deste sábado, o cerimonial da posse ainda não tinha revelado quem passará a faixa a Lula. O gesto tem valor apenas simbólico, e mudanças nesse rito não têm qualquer impacto sobre a sucessão dos mandatos.