27.nov.2022 – Ciro Gomes foi vítima de provocação em aeroporto de Miami Imagem: Reprodução Twitter
O ex-candidato à presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, foi hostilizado no aeroporto de Miami, Estados Unidos.
Uma mulher que também estava no local fez provocações, citando o apoio de Ciro Gomes a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. A cena foi gravada pela própria mulher. O vídeo viralizou no Twitter neste domingo (27).
Ciro estava em uma fila acompanhado da esposa, Giselle Bezerra, e não respondeu às provocações. No vídeo, ele aparece sorrindo.
Na publicação de 20 segundos, a mulher, que não foi identificada, diz: “Olha aqui, gente, quem tá aqui em Miami. Se aliou ao bandido do PT, Ciro Gomes, na fila aqui de Miami. O traidor. Falou um monte de bosta do Lula e se aliou a ele. Tá aqui, passeando em Miami enquanto vocês estão aí tudo passando dificuldade”.
O ex-presidenciável ainda não se pronunciou sobre o caso. O UOL não conseguiu contato com a assessoria de imprensa do pedetista. Assim que houver resposta, a matéria será atualizada.
Após o primeiro turno, Ciro Gomes declarou que ia seguir a orientação do seu partido, PDT, sobre apoio no segundo turno. Não citou nominalmente Lula. Já o PDT apoiou o petista.
Neste final de semana, também viralizou nas redes sociais vídeo do cantor Gilberto Gil, de 80 anos, sendo perseguido e hostilizado por bolsonaristas no Qatar ao lado da esposa, Flora Gil.
O cantor se posicionou em sua página oficial no Instagram sobre a agressão verbal que sofreu. “Nossos agradecimentos, meus, da Flora, por essa solidariedade, essa corrente solidária, diante dessa agressão, essa coisa estúpida. É o terceiro turno na verdade, né, os inconformados querendo manter essa coisa do ódio, da agressividade, e amanhã Brasil de novo”, disse.
Vice-presidente eleito ainda disse que o imposto sindical ‘não vai voltar’
Contrariando o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente eleito, Geraldo Akcmin (PSB), garantiu que nenhuma reforma feita nos últimos anos será desfeita pela nova gestão. A fala aconteceu num evento do Grupo Esfera, realizado no Guarujá, litoral de São Paulo (SP).
Alckmin citou como exemplo a reforma trabalhista — criticada por Lula há poucas semanas. Além disso, o ex-governador de SP afirmou que o imposto sindical não voltará.
“Não tem reformas a serem desfeitas”, declarou o vice-presidente eleito. “A reforma trabalhista é importante. Não vai voltar imposto sindical nem legislado sobre o acordado.”
Conforme noticiou a revista Veja, a equipe de transição de Lula estuda criar uma “taxa negocial” para substituir o imposto sindical. O sindicato quem decidiria o valor a ser descontado da folha de pagamento do trabalhador.
Lula critica reformas
Em abril deste ano, Lula comparou a Reforma da Previdência à bomba de Hiroshima. “Reforma pressupõe uma coisa boa”, afirmou o petista. “Quando você diz que vai reformar sua casa, seu carro, é para melhorar. Mas o que está sendo feito não é uma reforma; eles estão destruindo o que já têm. Isso tá mais para bomba de Hiroshima do que para reforma.”
Além disso, o presidente eleito critica veementemente a política do teto de gastos, garantindo que seu governo vai trabalhar com responsabilidade social. Conforme disse Lula, o teto serve a “banqueiros gananciosos”.
Durante o evento desta tarde, Alckmin declarou ser preciso rever algumas regras para as pessoas que trabalham nas plataformas digitais de entrega. “Estamos frente às plataformas digitais que precisam ser verificadas”, observou. “Um menino que entrega lanche, não tem aposentadoria, não tem nada.”
Segundo o vice-presidente eleito, Lula deseja que o Brasil “cresça” para “atrair investimento, ter renda e melhorar a vida das pessoas”. Além disso, afirmou que o petista tem sim preocupação fiscal. “Quem apostar em irresponsabilidade fiscal vai se decepcionar e errar”, disse.
Em 17 de novembro, ao participar da COP27, Lula declarou que “não adianta pensar só em responsabilidade fiscal”. “Vai aumentar o dólar, cair a Bolsa? Paciência”, explicou. O presidente eleito criticou novamente o teto de gastos e disse preferir a “responsabilidade social” do que a “responsabilidade fiscal”.
“Quando colocamos uma coisa chamada teto de gastos, tudo o que acontece é que tira dinheiro da saúde, da educação, da cultura”, disse Lula. “Você tenta desmontar tudo aquilo que faz parte do social e você não tira um centavo do sistema financeiro. Se eu falar isso, vai cair a bolsa, o dólar vai aumentar, paciência.”
No sábado 19, magnata reativou a contra do ex-presidente na plataforma
Elon Musk, dono do Twitter, disse em seu perfil oficial que a suspensão da conta do ex-presidente dos EUA Donald Trump foi “um erro grave”. Trump foi banido do Twitter depois que seus apoiadores invadiram o Congresso dos EUA durante a sessão que certificaria a vitória de Joe Biden nas eleições.
“Estou bem com Trump não twittando”, escreveu Musk ao se referir às publicações no Twitter. “O importante é que o Twitter corrija um grave erro ao banir sua conta, apesar de não ter violado a lei ou os termos de serviço. Tirar da plataforma um presidente em exercício minou a confiança do público no Twitter para metade dos EUA.”
O magnata ainda destacou que, em 2020, votou em Biden “relutantemente”. No entanto, que a liberdade de expressão é a base de uma “democracia forte e deve ter precedência”.
“Minha preferência para a presidência de 2024 é alguém sensato e centrista”, disse. Musk ainda revelou que se “desapontou” com o governo Biden.
I’m fine with Trump not tweeting. The important thing is that Twitter correct a grave mistake in banning his account, despite no violation of the law or terms of service.
Deplatforming a sitting President undermined public trust in Twitter for half of America.
No sábado 19, Musk reativou a contra de Trump no Twitter. “O povo falou. Trump será reintegrado”, escreveu o magnata, depois de saber o resultado de uma pesquisa que fez com seus seguidores, na qual perguntava se o ex-presidente deveria voltar à rede social.
Pouco mais de 50%, cerca de 15 milhões, de votos foram a favor do retorno de Trump à plataforma. “A voz do povo, voz de Deus”, redigiu Musk, em latim. No entanto, o ex-presidente ainda não fez nenhuma publicação no Twitter até o momento.
Cancelamento de Trump
Trump foi banido permanentemente do Twitter em 8 de janeiro de 2021, dois dias depois que apoiadores do Partido Republicano invadiram o Congresso dos EUA. A plataforma justificou o banimento afirmando que houve análise criteriosa dos tuítes de Trump e que constatou “risco de mais incitações à violência”. O ex-presidente, que apontou a existência de fraude nas eleições norte-americanas em favor de Biden, também teve as contas suspensas em outras redes sociais.
Aliados ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e integrantes da equipe de transição afirmam que até 10 de dezembro o petista deve anunciar os nomes dos seus ministros de governo. As informações são da CNN Brasil.
A necessidade de definição dos nomes por Lula vem em meio aos desafios de articulação política para conseguir avançar com a PEC apresentada pelo novo governo no Congresso Nacional para abrir espaço no orçamento além do teto de gastos e, também, com o andamento dos trabalhos dos grupos técnicos da equipe de transição.
Os grupos têm até 30 de novembro para apresentar o relatório preliminar dos seus temas, com diagnóstico do setor. E o prazo para entregar o relatório final se esgotar em 11 de dezembro. Enquanto os nomes não são anunciados oficialmente, nos bastidores alguns ganham maior protagonismo.
Um dos cotados para chefiar o Ministério do Planejamento é Pérsio Arida, ex-presidente do Banco Central e um dos pais do Plano Real. Para a pasta da Economia, o nome mais forte neste momento é o de Fernando Haddad.
A legenda avalia um recurso ao Tribunal Superior Eleitoral
O Partido Liberal (PL) acionou a assessoria jurídica para avaliar a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, que indeferiu o pedido da legenda que questionou os votos de 279 mil urnas usadas no segundo turno das eleições.
Em nota, o partido de Valdemar Costa Neto informou que “apenas seguiu o que prevê a Lei Eleitoral” com as indagações protocoladas no Tribunal.
“O PL já acionou a assessoria jurídica, que vai analisar a decisão do TSE. O partido reitera que apenas seguiu o que prevê a Lei Eleitoral, que obriga as legendas a realizarem uma fiscalização do processo eleitoral”, comunicou.
Os integrantes do partido já esperavam uma decisão negativa por parte do presidente do TSE e, por isso, já havia a previsão de recorrer.
Na terça-feira 22, Alexandre de Moraes negou o pedido do PL e ainda determinou uma multa de R$ 22,9 milhões contra os partidos PL, PP e Republicanos. Além disso, o ministro bloqueou os recursos do fundo partidário até que a multa seja quitada.
PP e Republicanos questionam decisão
Os dois partidos que compõem a coligação para a reeleição do presidente Jair Bolsonaro protocolaram um pedido no TSE para que sejam excluídos da condenação. No recurso, as legendas alegam que não foram consultadas sobre a ação promovida pelo PL de revisão extraordinárias das urnas eletrônicas.
“Os partidos PP e Republicanos, apesar de coligados com o PL, jamais foram consultados sobre o ajuizamento da presente representação”, informaram.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) nomeou dois novos ministros para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ): Paulo Sérgio Domingues e Messod Azulay Neto. A decisão foi publicada na quinta-feira (24) em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).
Os nomes foram indicados por Bolsonaro em agosto e aprovados pelo Senado na terça-feira (22).
Azulay Neto e Sérgio Domingues passam a ocupar as vagas de Napoleão Nunes Maia Filho e Nefi Cordeiro.
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a chapa do presidente e vice-presidente eleitos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), esclareçam “falhas” encontradas em contas de campanha referentes às Eleições 2022.
As irregularidades identificadas fazem referência a itens como nota fiscal, impulsionamento de conteúdo, passagens aéreas e hospedagens. Somados, os valores chegam a R$ 620 mil.
O magistrado deu um prazo de três dias para que as explicações sejam dadas.
No despacho, Lewandowski escreveu que “a Assessoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias – Asepa, ao realizar o exame das contas dos candidatos eleitos, identificou falhas na prestação de contas e sugere a adoção de diligências aos prestadores de contas”.
A divisão de ministérios no futuro governo Lula já começa a causar atritos, nos bastidores, entre o PT do presidente eleito e o PSB do vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin.
Nos últimos dias, pessebistas passaram a defender que a indicação do senador eleito Flávio Dino (PSB-MA) para o Ministério da Justiça seja considerada como “cota pessoal” de Lula, e não do partido.
O discurso faz parte de uma ofensiva do PSB para conseguir outros dois ministérios. Os alvos seriam as pastas do Turismo e das Cidades, para a qual seria indicado o ex-governador paulista Márcio França.
A estratégia do PSB, porém, vem irritando petistas e outras siglas aliadas de Lula. A crítica é de que o PSB tem um apetite por cargos maior do que permite a bancada de 14 deputados federais eleita pelo partido.
Além de Dino e França, desejam ser ministros pelo PSB nomes como o deputado federal Marcelo Freixo (RJ) e o governador de Pernambuco, Paulo Câmara. Ambos ficarão sem cargo público a partir de janeiro.
Estabilidade
Lideranças do PSB, por sua vez, rebatem as críticas. O argumento é de que, apesar da bancada pequena, a sigla merece ser bem contemplada por ser a legenda de Alckmin, considerado “peça-chave” para a estabilidade do governo Lula.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, seja incluído no inquérito das milícias digitais, assim como o advogado Carlos César Moretzsohn Rocha. O ministro também pediu a instauração de um procedimento administrativo por parte da Corregedoria-Geral Eleitoral.
“DETERMINO, por fim, a extração integral de cópias e sua imediata remessa para o Inquérito n. 4.874/DF, em curso no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, para investigação de VALDEMAR DA COSTA NETO e CARLOS CÉSAR MORETZSOHN ROCHA.”, publicou.
Moraes indeferiu nesta quarta-feira (23) o pedido do PL para anular urnas do segundo turno das eleições deste ano. Na decisão, o ministro condenou os partidos da coligação do presidente Jair Bolsonaro a pagarem uma multa de R$ 22,9 milhões. Além do PL, a coligação é composta por Progressistas e Republicanos.
“Assim, nos termos do art. 81, caput, do CPC, CONDENO A AUTORA POR LITIGÂNCIA DE MÁ- FÉ, À MULTA DE R$ 22.991.544,60 (vinte e dois milhões, novecentos e noventa e um mil, quinhentos e quarenta e quatro reais e sessenta centavos), correspondentes a 2% (dois por cento) do valor da causa aqui arbitrado”, afirmou.
O presidente do TSE ainda determinou o bloqueio imediato dos fundos partidários dos partidos da coligação requerente até o pagamento da multa.
“DETERMINO, ainda, à Secretaria Judiciária e à Coordenadoria de Execução Orçamentária e Financeira, ambas desse TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL, os IMEDIATOS BLOQUEIOS E SUSPENSÕES DOS FUNDOS PARTIDÁRIOS DOS PARTIDOS DA COLIGAÇÃO REQUERENTE até efetivo pagamento da multa imposta, com depósito dos respectivos valores em conta judicial.”
Na terça-feira 22, a legenda pediu a apuração de possíveis irregularidades em urnas eletrônicas antigas
O ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), indeferiu nesta quarta-feira, 23, o pedido do Partido Liberal (PL) sobre a verificação de urnas eletrônicas antigas. O magistrado ainda determinou a condenação da legenda ao pagamento de multa de R$ 22,9 milhões por “litigância de má-fé”.
Na decisão, Moraes determinou o bloqueio e a suspensão do Fundo Partidário da Coligação Pelo Bem do Brasil, do presidente Jair Bolsonaro (PL), até que a multa imposta ao PL seja paga. O magistrado também instaurou um procedimento administrativo sobre “eventual desvio de finalidade na utilização da estrutura partidária”, inclusive do Fundo Partidário, especialmente no que se refere às condutas do presidente da sigla, Valdemar Costa Nota, e Carlos Rocha, autor do estudo realizado pelo Instituto Voto Legal. Além disso, Valdemar e Rocha foram incluídos no inquérito dos “atos antidemocráticos”.
Mais cedo, em coletiva de imprensa, o presidente do PL afirmou que a ação da sigla entregue ao TSE sobre as urnas eletrônicas antigas “não trata de pedir uma nova eleição, mas de discutir a história do país”.
“Como vamos viver com o fantasma da eleição de 2022?”, perguntou Valdemar. “O TSE está aí para isso. Por esse motivo, recorremos.” A legenda pede à Corte uma “verificação extraordinária”, com base no artigo 51 da Lei Eleitoral.
O artigo mencionado diz que “as entidades fiscalizadoras poderão solicitar uma verificação extraordinária depois do pleito, desde que sejam relatados os fatos e apresentados indícios e circunstâncias que os justifiquem, sob pena de indeferimento liminar”.
“Já constatamos o erro no log das urnas. Ele existe”, disse o advogado do PL, Marcelo Luiz Ávila de Bessa. “Agora, o que se contesta são as consequências desse erro, se ele pode impedir a certificação do resultado das urnas. Nossa assessoria técnica ratificou que isso impede a certificação do resultado extraído das urnas.”
O partido contratou uma assessoria técnica do Instituto Voto Legal (IVL) para analisar as eleições no segundo turno. O IVL fez um relatório para o PL apontando “inconsistências” em cinco modelos de urnas: 2009, 2010, 2011, 2013 e 2015. A legenda só recebeu o documento na semana passada, conforme disse o advogado.
Protocolado na segunda-feira 21, o documento só foi divulgado na terça-feira 22. Os modelos em questão somam quase 280 mil equipamentos. “Foram constatadas evidências contundentes do mau funcionamento das urnas eletrônicas, por eventos registrados nos arquivos logs de urna”, informou o IVL.