Segundo a assessoria de imprensa da ministra, quadro não é grave. Hospital informou que trata-se de infecção respiratória por coronavírus, com quadro pulmonar simples e sem pneumonia viral.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em foto de fevereiro de 2023 — Foto: Adriano Machado/Reuters
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi internada na manhã deste sábado (6) no Instituto do Coração (InCor) em São Paulo.
Segundo a assessoria de imprensa da ministra, ela fez um teste que deu positivo para Covid-19. Por orientação médica, foi encaminhada ao hospital para fazer exames, mas o quadro não é grave e deve ter alta ainda hoje.
O InCor informou que trata-se de infecção respiratória por coronavírus, com quadro pulmonar simples e sem pneumonia viral. O estado de saúde é estável.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve receber em Brasília, na última semana do mês de maio, o presidente da Venezuela, o ditador Nicolás Maduro.
Segundo fontes do Palácio do Planalto e do Itamaraty, a previsão é de que Maduro seja recebido por Lula em um encontro bilateral para marcar o “relançamento” das relações diplomáticas entre Brasil e Venezuela.
A relação entre os dois países foi rompida durante o governo Bolsonaro e retomada logo no início do mandato de Lula. Um dos marcos da reaproximação foi a reabertura a embaixada do Brasil em Caracas.
A expectativa é de que a reunião bilateral entre Lula e Maduro aconteça em 29 ou 31 de maio. No dia 30, os dois participarão juntos em Brasília de uma reunião com outros presidentes da América do Sul.
O encontro foi convocado por Lula para “discutir perspectivas para a região e reativar a agenda de cooperação sul-americana” em áreas como saúde, mudança do clima, defesa, infraestrutura, energia, entre outros.
Primeiro encontro
Se Maduro não cancelar a viagem na véspera, será o primeiro encontro presencial entre o ditador e Lula desde que o petista tomou posse em seu terceiro mandato à frente do Planalto.
Maduro cogitou prestigiar a posse de Lula em janeiro, mas desistiu de última hora, mesmo após o governo brasileiro revogar uma portaria que proibia o ingresso do líder venezuelano no país.
Os dois também chegaram a marcar uma reunião durante a cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), em janeiro, na Argentina. Maduro, porém, acabou cancelando sua ida ao evento.
Nesta sexta-feira (5), Felipe Neto usou as redes sociais para cobrar explicações do Google após o algoritmo do site de pesquisa sugerir “corrupção” no lugar de “coroação”, em uma busca sobre o presidente Lula (PT). O youtuber quis saber se a empresa dará explicações.
Lula cumpre agenda na Inglaterra. Felipe Neto disse que soube do erro após ter sido avisado pelo deputado federal André Janones (Avante-MG).
Lula e Janja da Silva, foram no início da noite desta sexta-feira (5), no horário local, a um jantar no Palácio de Buckingham, em Londres. O jantar foi oferecido pelo rei Charles III às delegações estrangeiras.
O palácio é a residência oficial da coroa britânica e principal local de trabalho do monarca. Lula e Janja assistem neste sábado (6) à coroação do rei.
Janja optou por usar um vestido com capa todo na cor laranja e os internautas não perdoaram nos comentários e nos memes, confira abaixo:
Preso numa unidade militar de Brasília desde quarta-feira, o coronel Mauro Cid enviou uma mensagem para Bolsonaro abaixo da linha d’água. Valendo-se de intermediários, mandou dizer que não cogita incriminá-lo no caso da falsificação de cartões de vacina. Cercado pelas evidências recolhidas pela Polícia Federal, o ex-ajudante de ordens pretende assumir sozinho a responsabilidade por tudo o que as provas colecionadas pela Polícia Federal tornarem irrefutável.
A lealdade de Mauro Cid orna com o enredo construído pela vice-procuradora-geral da República Lindôra Araújo. Mas destoa da percepção do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Braço direito de Augusto Aras, Lindôra sustentou em manifestação ao Supremo que, de acordo com o que viu no processo, Mauro Cid teria “arquitetado e capitaneado toda a ação criminosa, à revelia, sem o conhecimento e sem a anuência” de Bolsonaro.
Ao deferir o pedido da Polícia Federal para realizar uma batida de busca e apreensão na casa de Bolsonaro, Alexandre de Moraes anotou que “não é crível” a versão segundo a qual o ajudante de ordens pudesse ter comandado operação criminosa destinada a beneficiar Bolsonaro e a filha dele sem “no mínimo conhecimento e aquiescência” do chefe. Os cartões falsos foram baixados em endereços IP do Planalto.
Diante da disposição de Mauro Cid de matar a encrenca no peito, ganha especial relevância o conjunto de evidências que a PF será capaz de reunir em relação à participação de Bolsonaro. De resto, consolida-se a impressão de que a expressão “eu não sabia” passará à história como uma frase-lema do Brasil pós-ditadura. Será lembrada quando, no futuro, quiserem recordar a época em que o país era regido pelo cinismo.
Lula recorreu ao “eu não sabia” no escândalo do mensalão do PT. O tucano Eduardo Azeredo repetiu a frase no processo do mensalão do PSDB. Agora, Bolsonaro recorre ao mesmo subterfúgio. Usada assim, tão desavergonhadamente, a expressão já virou uma espécie de código. Quando ela aparece, já se sabe que o país está diante de mais um desses escândalos que, de tão escancarados, intimam o brasileiro a reagir, nem que seja com uma cara de nojo. Mas há sempre quem se disponha a conceder aos encrencados um deixa-pra-lá preventivo que transforma culpados e cúmplices notórios em cegos atoleimados.
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Presto desde o dia 14 de janeiro em um batalhão da PM, o ex-ministro Anderson Torres está tomando oito comprimidos por dia para conter crises de ansiedade, segundo relatório médico obtido pelo UOL.
O que aconteceu?
O novo tratamento foi receitado a Torres em consulta psiquiátrica na última segunda-feira (1º). Segundo o relatório médico feito após essa consulta, os remédios que o ex-ministro passou a tomar foram Zyprexa (dois por dia), Remeron (dois à noite), Risperidona (um à noite) e Frontal (três por dia).
Três dos medicamentos indicados para o ex-ministro servem para tratar quadros de transtornos mentais, segundo a bula deles. O Remeron, por sua vez, é um antidepressivo.
A médica que examinou Torres disse ainda que ele “vem se mantendo em fortes crises ansiosas”. “Ao exame é notado a intenção do mesmo de reagir para contenção das crises (de angústia dos choros), porém ocorre de forma inconsistente e frusta, logo reaparecendo seguidos episódios com intensa tristeza e desespero”, afirmou Elaine Bida.
Ainda segundo a avaliação médica, o ex-ministro não apresentou “resultados satisfatórios” para o tratamento anterior.“Persistem as condições graves já citadas em relatórios anteriores, levando dessa forma a intensificar tanto a frequência das consultas psiquiátricas quanto a posologia medicamentosa.”
Torres está preso no Bavop (Batalhão de Aviação Operacional) desde 14 de janeiro por suspeita de omissão nos atos golpistas de 8 de janeiro. Ele era secretário de Segurança do Distrito Federal na ocasião.
A defesa dele quer a libertação ou, ao menos, a prisão domiciliar do ex-ministro. “Não se pode admitir como natural o cumprimento antecipado de pena, tampouco a utilização de prisão cautelar como instrumento de tortura física ou psicológica”, disseram os advogados na terça-feira (2) em pedido ao STF.
— Terra Brasil Noticias (@juniormelorn_) May 5, 2023
O presidente Lula (PT) chegou ao Reino Unido acompanhado da primeira-dama, Janja, para o evento de coroação do rei Charles III, que acontece neste sábado (6).
O deputado estadual Binho Galinha (Patriota), que entre as suas bandeiras de campanha está a luta pela melhoria dos salários dos policiais militares e civis da Bahia, encaminhou na tarde de ontem ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), indicação pedindo melhoria para os agentes [policiais militares, civis e bombeiros] da Segurança Pública da Bahia. “Temos certeza que em muito contribuirá para a valorização destas categorias, que honram e orgulham o nosso povo”, justificou Binho.
_Deputada federal fala sobre retrocesso sem precedentes caso o PL da censura seja aprovado_
O Projeto de Lei 2630, que tem por objetivo combater as notícias falsas em redes sociais e aplicativos de mensagens, que está para ser votado no Congresso Nacional tem dividido opiniões em todo o país.
No último dia 25 de abril, a Câmara dos Deputados aprovou, por 238 votos a 192, o requerimento de urgência para o PL 2630, que cria a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, e, ainda na primeira semana deste mês, há previsão de que o projeto entre na pauta para votação.
Há aproximadamente três anos, os autores do projeto vêm tentando aprová-lo junto à Câmara e ao Senado. De acordo com a deputada federal Roberta Roma (PL/BA), “ainda é preciso aprofundar os debates em torno do tema para que não tenhamos um retrocesso sem precedentes ao ferir um direito constitucionalmente garantido que é a liberdade de expressão”.
“Não chegamos ainda a um consenso sobre o tema. Há, por exemplo, no projeto, um ponto polêmico, com o qual não concordamos, que é a criação de uma autarquia federal para fiscalização das redes sociais, ora, estamos vivendo uma crise econômica no nosso país, e vamos onerar ainda mais os cofres públicos?”, questionou a deputada federal.
A parlamentar baiana também questionou: “além disso, como o Congresso vai colocar no governo o poder de decisão sobre o que deve ou não ser postado? Há um perigo imenso de censura e cerceamento da liberdade de expressão, direcionando, ainda, as pessoas a seguirem um viés ideológico de pensamento e, portanto, isso seria uma manobra para tolher a liberdade do cidadão e exercer domínio sobre a opinião pública”, frisou.
Há também a expectativa de que o tema seja retirado da pauta de votação sem previsão de uma nova data para retorno.
“Não há dúvidas de que a decisão mais sensata é retirar o tema da pauta e discuti-lo com mais profundidade. Sou totalmente contra a censura que o texto está imprimindo ao cidadão. E é trazendo a verdade sobre os perigos desse PL, e com muita coragem para peitar os absurdos que vêm acontecendo no nosso país, que vou seguir trabalhando no meu mandato”, finalizou Roberta.
O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria (6 votos a 2) para derrubar o decreto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que concedeu indulto ao ex-deputado Daniel Silveira (PTB), condenado no ano passado a 8 anos e 9 meses de prisão. O julgamento seguirá na próxima quarta-feira (9) — faltam os votos dos ministros Luiz Fux e Gilmar Mendes.
O que aconteceu
O STF julga desde a semana passada o indulto concedido por Bolsonaro para perdoar a pena de Silveira; o decreto foi assinado um dia depois de o então parlamentar ser condenado pelo STF por ataques a ministros da Corte. Até o momento, seis ministros foram favoráveis à derrubada do indulto: Rosa Weber, Alexandre de Moraes, Roberto Barroso, Edson Fachin, Dias Toffoli e Cármen Lúcia. Somente André Mendonça e Nunes Marques, indicados por Bolsonaro, votaram para manter o decreto do ex-presidente.
Daniel Silveira está preso em Bangu 8, no Rio de Janeiro, desde fevereiro, quando foi detido pela PF por descumprir medidas impostas pelo Supremo. Em 2022, ele teve a candidatura ao Senado cassada.
Em nota, a defesa de Silveira classificou o julgamento do STF como “pão e circo”.
Moraes viu ataque de Bolsonaro ao STF
O ministro relembrou em seu voto que Bolsonaro convocou uma cerimônia para entregar, pessoalmente, uma cópia do indulto a Daniel Silveira logo após assinar o decreto. Para Moraes, a atitude demonstrou desvio de finalidade na medida, além de uma tentativa de atacar o Judiciário e criar uma zona de impunidade para aliados do Planalto. Ele citou ainda que o texto do decreto tinha justificativas como “comoção da sociedade”; “Talvez uma outra sociedade paralela, nas redes sociais”, disse.
Houve a confissão expressa do desvio de finalidade no chamado ‘Ato em Prol da Liberdade de Expressão’, marcado logo após a concessão do indulto e na qual o Presidente da República entregou ao deputado Daniel Silveira cópia do indulto” Alexandre de Moraes
Como votaram os ministros para derrubar o indulto
Para Barroso, Bolsonaro assinou o decreto antes mesmo da decisão do STF ser publicada, quando ainda era possível recursos da defesa de Daniel Silveira; O ministro diz ainda que, ao tentar perdoar a condenação do aliado, Bolsonaro quis “se arvorar na condição de juiz dos juízes” e contornar uma decisão do Supremo.
É o prenúncio do golpe, do espetáculo de selvageria. É o embrião do que estava para vir.” Roberto Barroso
Em voto, Toffoli defendeu que atos que atentem contra a democracia e a separação entre os Poderes não devem ser objeto de indulto, como seria o caso dos denunciados do 8 de janeiro; A ministra Cármen Lúcia, por sua vez, afirmou que “indulto não é pena ao criminoso”.
O indulto tem uma finalidade para se cumprir o interesse público e da sociedade, e não para encarecer e resultar em uma mensagem a eventuais detratores da democracia que eles pudessem a praticar os crimes porque havia esse instrumento que estaria nas mãos, não da forma discricionária, mas de forma arbitrária” Cármen Lúcia
Na semana passada, Rosa foi a primeira a votar para derrubar o indulto; para a presidente do STF, Bolsonaro usou a medida para beneficiar aliado, violando princípios da administração pública
Tal proceder, na realidade, revela uma faceta autoritária e descumpridora da Constituição federal, pois faz prevalecer os interesses políticos pessoais dos envolvidos em contraposição ao interesse público norteador do interesse estatal.” Rosa Weber
Indicados de Bolsonaro ao STF defendem perdão
Mendonça e Nunes Marques afirmaram que o indulto é uma prerrogativa do presidente a qual não cabe interferência do Supremo. Mendonça relembrou que após o julgamento do STF, “vozes da sociedade” apontaram que a pena imposta a Silveira era “exagerada”. No julgamento do deputado, o ministro votou para condená-lo, mas a uma pena menor.
Após o julgamento do Supremo surgiram vozes na sociedade dizendo que a pena tinha sido excessiva” André Mendonça