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Setor produtivo rebate as declarações de Rui Costa: “Preconceito e desconhecimento”

Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil.

Entidades do setor produtivo do Distrito Federal também reagiram de forma contundente às declarações ofensivas do chefe da Casa Civil, ministro Rui Costa, à Brasília. Rebatem o desprezo do político baiano com a capital federal, apontando o peso social e econômico da região.

“A fala do ministro denota, no mínimo, preconceito e desconhecimento. Brasília abriga, hoje, mais de 3 milhões de brasileiros com origem em todas as regiões do país. Desses, quase 60% são brasilienses natos. A capital é a oitava maior economia do país, produz para o Brasil um PIB de R$ 337 bilhões, fruto do trabalho incansável destes brasileiros”, destaca nota de repúdio, assinada por várias entidades do segmento econômico local. Entre elas, o Sindicato das Empresas da Construção Civil (Sinduscon/DF), o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Sustentável do DF (Codese), Ademi e Asbraco.

“Se o ministro andasse pela Brasília real, muito maior que a Brasília da esplanada dos ministérios, conheceria de perto uma cidade viva, pujante, com riquezas e pobrezas, virtudes e defeitos, como qualquer cidade brasileira, e teria se abstido de fala tão ofensiva à nossa população”, destacam as entidades.

Rui Costa afirmou, na semana passada, em evento recente na Bahia que Brasília seria uma “ilha da fantasia”. Disse ainda que melhor seria se a capital tivesse ficado no Rio de Janeiro, ido pra São Paulo, Minas ou mesmo à Bahia. O ministro foi além e declarou que Brasília “faz muito mal ao Brasil”.

Créditos: Correio Braziliense/Samanta Sallum


Outro ministro de Lula está prestes a cair

Foto: Reprodução.

Quando se deu conta de que três importantes medidas provisórias caducariam nesta sexta-feira (2), e sem resistência de deputados que o apoiam, inclusive petistas, o presidente Lula (PT) deixou cair a ficha. Passou a dar ouvidos a velhos companheiros que recomendam freio de arrumação. Começando pela retirada Alexandre Padilha, da articulação que virou desarticulação, substituindo-o por alguém mais experiente e que, leal a Lula, tenha a simpatia dos presidentes da Câmara e Senado.

O problema não é Padilha nem de qualquer outro ministro, como observam políticos experientes, e sim o próprio Lula, cansado de guerra.

Como Lula tem dificuldade de demitir quem ele gosta, a torcida petista é para Padilha pedir o boné e poupar o presidente de constrangimento.

Se for consumado seu afastamento, o mais provável é que Alexandre Padilha fique no governo como titular ministro da Secretaria-Geral.

Queixam-se os deputados também da falta de orientação para que os ministros comuniquem previamente as visitas que fazem a seus estados.

Créditos: Diário do Poder.


Há uma década, um movimento iniciado por um grupo de jovens insatisfeitos com o aumento da passagem de ônibus fez o Brasil explodir em protestos. A insatisfação deixou cicatrizes e ainda causa consequências na política nacional.

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Foto: arte g1 

Junho de 2013: veja as imagens que marcaram os protestos

Junho de 2013: veja as imagens que marcaram os protestos 

Começou com um protesto de jovens em São Paulo contra o aumento de R$ 0,20 na passagem de ônibus, que entrou em vigor em 2 de junho de 2013. O movimento cresceu, ganhou adesão e repressão, repercutiu no estado e no Brasil. Pressionados, governadores e prefeitos reduziram as tarifas, mas elas já não eram a única pauta: a insatisfação se virou para os gastos com a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, as denúncias de corrupção na política e o governo de Dilma Rousseff (PT). 

CRONOLOGIA – Veja os principais acontecimentos de junho de 2013:

O mês de junho de 2013 — e o que aconteceu a partir de então — mudou o país para sempre: vieram, ano após ano, um descontentamento generalizado com a classe política, a Operação Lava Jato, o impeachment de Dilma, a projeção nacional de Jair Bolsonaro (e do bolsonarismo como movimento político), a polarização e o fortalecimento da extrema direita no Brasil, entre outros aspectos.

g1 ouviu especialistas, colunistas políticos — além de protagonistas daquele período — para analisar as consequências de junho de 2013 para o Brasil de 2023. O resultado você pode acompanhar em uma série de reportagens que serão publicadas a partir deste domingo (4). Entre elas: 

“Junho de 2013 despertou uma inquietação social que ainda não acalmou, que ainda não se assentou”, diz Pablo Ortellado, coordenador do monitor do debate político digital, professor da Universidade de São Paulo (USP) e colunista do jornal “O Globo”. 

“É um terremoto político, mas despertou uma inquietação tão grande que foi se repetindo, a gente teve mobilizações muito grandes a partir de junho que não conseguimos imaginar possíveis antes”. 

Primeira página do g1 em 6 de junho de 2013 — Foto: Reprodução

Primeira página do g1 em 6 de junho de 2013 — Foto: Reprodução 

O bolsonarismo, por Andréia Sadi

Andréia Sadi: '2013 mostrou que política é da conta de todo mundo'

Andréia Sadi: ‘2013 mostrou que política é da conta de todo mundo’ 

“Foi o começo de uma série de inquietações que de fato não eram só pelos 20 centavos, era em relação à saúde, educação, à corrupção. Acabou desaguando em outras indignações e cobranças que a gente viu depois nas eleições, de movimentos contra o sistema de política, contra ‘tudo isso que estava aí’.” 

“E o candidato que melhor soube aproveitar aquele momento surfou naquela onda que foi Bolsonaro, acho que acabou desaguando em Bolsonaro, que era um político com 30 anos de Câmara [dos Deputados].” 

A volta das pessoas às ruas, por Julia Duailibi

Julia Duailibi: '2013 contribuiu para o que foi 8 de janeiro'

Julia Duailibi: ‘2013 contribuiu para o que foi 8 de janeiro’ 

“2013 é marcado pela volta das pessoas às ruas. As pessoas passam a fazer manifestações, algo que não se via desde talvez as Diretas Já. Tinha um elemento único, que era um elemento de insatisfação, que unia tudo: insatisfação com a política, com a economia, com o Estado —inclusive internacional, não só no Brasil.” 

“É claro que 2013 foi um elemento fundamental também para a queda de Dilma, para o impeachment. Ela representava o governo de ocasião, então grande parte das críticas se volta a ela. O governo passava por uma crise política, uma crise econômica, tinha Lava Jato ainda como um elemento importante.” 

“Então as ruas, as manifestações contribuem para a queda de Dilma. E mais, 2013 contribui para o que foi 8 de janeiro. Talvez se não tivesse acontecido junho de 2013, não tivesse acontecido a tentativa.” 

Cambalhotas na política, por Natuza Nery

Natuza Nery: ‘Política brasileira se tornou imprevisível a partir de 2013’ 

“A partir das manifestações de junho de 2013 a política brasileira daria cambalhotas – tantas – que passaria a se tornar algo muito imprevisível. A análise política, no Brasil, era de uma forma antes das manifestações de junho de 2013 e ela virou uma outra coisa. Ali havia ventos de mudança muito contundentes.” 

“Uma parte da política conseguiu ler aqueles ventos de mudanças, a esquerda não tinha mais a primazia das ruas, a direita tomava conta dessas ruas, criava-se ali um ambiente muito, muito contrário à política tradicional.” 

“A Lava Jato transformaria a cara da política eleitoral brasileira. Uma presidente da República sofreria um processo de impeachment, como aconteceu com Dilma Rousseff. Uma ascensão da extrema-direita com o bolsonarismo, que acaba se beneficiado de um sopro lavajatista na sociedade brasileira. Então, junho de 2013 foi um marco na história do Brasil e um marco na política brasileira.”


Informações G1

CPI do MST deve fazer estrago gigante no governo Lula; Entenda

Foto: Reprodução/Diário do Poder

Entre convites para participação de audiência e requerimentos de convocação, a CPI do MST tem 135 pedidos para ouvir pessoas como ministros, líderes do MST, parlamentares, pecuaristas, policiais e até suposta testemunha de extorsão de membros dos sem-terra. Quem mais acumula pedidos é César Fernando Schiavon Aldrich, atual presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, o Incra.

Topo do interesse

Só para convocar o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, há seis requerimentos e outros cinco para o chefão João Pedro Stédile.

Fatia ministerial

A fila de oitiva da CPI tem sete ministros, incluindo os titulares de Povos Indígenas, Justiça, Agricultura, Trabalho, Educação e Casa Civil.

STF na CPI

A especulada ida à comissão de Ricardo Lewandowski, aposentado do STF, com pedido de convocação, é improvável. Nem convite.

Raio-X

A comissão tem 37 convites, quando a pessoa não é obrigada a comparecer, e 98 convocações, quando não há escolha, tem que ir.

Créditos: Diário do Poder.


URGENTE: Roberto Jefferson desmaia na cela e tem traumatismo craniano

Foto: Reprodução.

O ex-deputado Roberto Jefferson (foto) sofreu uma queda após desmaiar na cela em que está preso e aguarda autorização judicial para fazer exames fora da prisão, diz O Globo. Segundo laudo médico enviado pela Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro ao Supremo Tribunal Federal, a orientação é que ele passe por avaliação tomográfica no crânio, devido a possível traumatismo craniano.

Ainda de acordo com o laudo, Jefferson apresenta quadro depressivo e perdeu 16,5 kg em seis meses na cadeia.

O laudo foi enviado por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. 

Na sexta, a defesa de Jefferson pediu transferência para um hospital particular para realizar tratamentos em decorrência da gravidade do seu estado de saúde.

O ex-deputado está preso desde outubro de 2022 depois de atirar em agentes da PF que tentavam cumprir ordem de prisão contra ele.

Créditos: O Antagonista.


EUA criticam Lula por apoio a Maduro

Foto: Governo da Guatemala, Twitter.

As declarações do presidente Lula sobre “narrativas” contra a Venezuela continuam a repercutir no mundo.

O diretor sênior de Hemisfério Ocidental do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Juan Gonzalez, um dos principais conselheiros do presidente Joe Biden, enalteceu a “coragem” dos presidentes do Uruguai, Luis Lacalle Pou, e do Chile, Gabriel Boric, por refutarem a defesa do petista ao ditador Nicolás Maduro.

“Nós não podemos ver esses temas como relativos ou dignos de narrativas, são absolutos. Vamos ter um debate sobre políticas e sanções, sobre como prover diálogo, mas temos que identificar as coisas como são”, disse Gonzalez.

As declarações de Lula foram feitas na última segunda-feira. No dia seguinte, Boric e Lacalle Pou criticaram o apoio ao regime de Maduro. O presidente chileno disse que a violação aos direitos humanos é uma realidade naquele país.

Créditos: O Antagonista.


17.abr.2023 - O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, sai após uma reunião com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira - 17.abr.2023 - Ueslei Marcelino/Reuters
17.abr.2023 – O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, sai após uma reunião com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira Imagem: 17.abr.2023 – Ueslei Marcelino/Reuters

O governo da Rússia quer examinar com o Brasil meios de reduzir as transações em dólares e a adoção de moedas locais para o comércio bilateral. O interesse do Kremlin ficou claro quando o chanceler russo, Sergey Lavrov, se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, às margens da reunião dos Brics, na África do Sul na sexta-feira.

Entre janeiro e maio de 2023, a Rússia foi o quinto maior exportador de produtos ao Brasil, superando tradicionais parceiros como Itália, França ou Japão.

Segundo fontes do Itamaraty, as conversas são apenas “exploratórias”. Mas, para os brasileiros, ficou evidenciado o interesse russo em buscar formas de reduzir a dependência em relação à moeda americana.

Sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil fechou um acordo com a China para realizar o comércio em moedas locais, enquanto o presidente brasileiro tem usado diferentes discursos para defender uma menor dependência ao dólar. Para observadores, trata-se de uma decisão geopolítica e parte da redefinição do cenário internacional.

Já os russos têm realizado o mesmo movimento com outros países. Com a China, por exemplo, um acordo para o uso do rublo e do yuan foi estabelecido. Em fevereiro de 2023, pela primeira vez, o comércio nessas moedas locais já superou o uso do dólar. Para o Kremlin, a meta é a de abandonar moedas “tóxicas” para moedas “amistosas”.

O governo russo ainda indicou em abril que mais de 70% do comércio entre os dois países já ocorrem nas respectivas moedas locais. Em 2022, o fluxo atingiu US$ 190 bilhões, um aumento de 30% em comparação ao ano de 2021.

Nos EUA, não por acaso, a movimentação dos emergentes em busca de uma menor dependência ao dólar tem sido alvo de debates. Um dos temores é de que, se implementado um mecanismo paralelo à moeda americana, países conseguiriam reduzir o impacto de sanções financeiras.

De fato, a busca por um comércio com moedas locais foi intensificado pelos russos depois que Moscou passou a ser alvo de um pesado regime de sanções econômicas e financeiras por parte do Ocidente.

O Brasil não aplica sanções e critica o mecanismo. Mas as transações passaram a ser encarecidas diante da pressão do sistema financeiro internacional contra os russos.

Em 2022, apesar do regime de sanções e embargos, o Brasil e Rússia bateram recorde em seu comércio bilateral. O fluxo superou a marca de US$ 9,8 bilhões, 34% superior aos dados de 2021.

As exportações russas somaram US$ 7,8 bilhões, um aumento de quase 40% em comparação ao volume vendido em 2021.

No primeiro trimestre de 2023, as exportações russas continuaram aumentando, com expansão de 12% em comparação ao mesmo período de 2022.

“Um quarto dos fertilizantes utilizados no Brasil são de produção russa”, disse o chanceler Mauro Vieira, em abril durante a visita de Lavrov ao país. “Tratamos de um acordo para garantir o fluxo deste insumo de vital importância para nossa agricultura. Também tratamos para que estabelecimentos brasileiros possam exportar produtos de origem animal para a Rússia”, disse o ministro brasileiro.

Desde o início da guerra na Ucrânia, governos europeus e dos EUA têm pressionado parceiros comerciais a reduzir suas relações com Moscou, na esperança de asfixiar a capacidade do Kremlin de financiar sua guerra.

Informações UOL


Lira vai dar o troco no governo, diz jornalista: ”Espumando de raiva”

Foto: CNN

Arthur Lira, na definição de um aliado, passou o dia de ontem “espumando de raiva” com a operação da PF que teve como alvo Luciano Ferreira, seu ex-assessor. Lira não admitiu em público o golpe (“Nada tenho a ver com essa operação”, disse), mas o seu entorno não tem a menor dúvida de que o troco virá.

E será da forma em que ele sabe operar: nas votações na Câmara. Diz um aliado: 

— Fora a reforma tributária, que interessa ao governo e ao Arthur, nenhum projeto do governo vai ter vida fácil na Câmara. 

Os primeiros alvos de Lira serão as MPs que alteraram as regras do Carf e a que recriou o Minha Casa Minha Vida. O presidente da Câmara pode deixá-las perder a validade. Novos enfrentamentos, portanto, virão.

O Globo – Lauro Jardim


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O A319 (Santos Dumont) serve à PresidênciaImagem: Reprodução / Força Aérea Brasileira (FAB) / Agência Força Aérea / Ten Enilton

É o principal avião da frota presidencial, usado para viagens de longa distância. O modelo traz uma série de modificações e não pode ser comparado com os demais modelos comerciais. “É uma aeronave militar designada especialmente para cumprir a missão de transportar com segurança o Presidente da República para diversas localidades do Brasil e do exterior”, segundo o site da Força Aérea Brasileira.

Foi comprado no primeiro mandato de Lula e substituiu um Boeing 707, apelidado de “sucatão”. O A319 foi batizado de Santos-Dumont e ganhou o apelido de “Aerolula”. 

Possui suíte presidencial e espaços especiais para o presidente se reunir com sua equipe. No geral, a aeronave é dividida em três partes: na frente ficam cerca de dez poltronas, enquanto no meio há uma sala com uma mesa no centro e na parte de trás ficam outros assentos.

Tem aproximadamente 34 metros de comprimento e de envergadura, e cerca de 12 metros de altura. Pode atingir até 830 km/h na velocidade máxima de cruzeiro e tem cerca de 8.500 km de autonomia.

Pode operar em pistas mais curtas e estreitas, além de realizar voos de longa duração.

A330, da FAB

- - Reprodução / Força Aérea Brasileira (FAB) - Reprodução / Força Aérea Brasileira (FAB)
Airbus A330, o KC-30, da Força Aérea Brasileira (FAB)Imagem: Reprodução / Força Aérea Brasileira (FAB)

Não pertence à frota presidencial, mas foi usado por Lula em viagem aos Estados Unidos para encontrar Joe Biden, em fevereiro. Está nos planos do presidente para ser usado em seus deslocamentos. O presidente pediu estudos sobre a reconfiguração do A330, de forma a ampliar o quarto do casal e criar para ele um pequeno escritório.

Aeronave foi incorporada à Força Aérea Brasileira em julho de 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Foi o primeiro Airbus A330 a ser convertido em avião-tanque sob o programa KC-30 da Força Aérea Brasileira.

Modelo não é adaptado como avião presidencial, tendo 30 assentos-cama na classe executiva e 222 poltronas na econômica.

É o maior avião da história da Força Aérea Brasileira, com 59 metros de comprimento.Em seu site, a FAB afirmou que sua aquisição “aumenta sua capacidade em ações estratégicas, como reabastecimento em voo, apoio logístico, ações humanitárias e evacuação aeromédica, sejam elas nacionais ou internacionais.”

Pode voar mais de 15 horas — autonomia maior que o A319 — e fazer o reabastecimento em voo. Além disso, pode transportar até 238 passageiros e 45 toneladas de cargas.

Informações UOL


27.nov.2019 - O advogado Cristiano Zanin Martins, indicado ao STF - Raul Pereira/Fotoarena/Estadão Conteúdo
27.nov.2019 – O advogado Cristiano Zanin Martins, indicado ao STF Imagem: Raul Pereira/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Após a indicação do advogado Cristiano Zanin ao STF, a oposição já se prepara para a sabatina do criminalista no Senado. Serão explorados pelos parlamentares o processo de prisão do presidente Lula (PT) e a atuação do advogado na Lava Jato, na tentativa de desgastar o petista.

O que aconteceu

Lula indicou Zanin ontem para a vaga no Supremo Tribunal Federal e disse que ele “se transformará em um grande ministro” da Corte, onde poderá atuar até 2050. “Conheço suas qualidades, formação, trajetória e competência. E acho que o Brasil irá se orgulhar”, afirmou.

O advogado será sabatinado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), onde o nome dele será submetido ao colegiado e, posteriormente, ao plenário do Senado. São necessários ao menos 41 votos dos 81 senadores para sua aprovação.

A oposição não concorda com a indicação de Zanin porque vê um “conflito de interesses” na escolha, já que ele foi advogado de Lula durante a Lava Jato. No entanto, há um certo “constrangimento” de ir contra um eventual ministro do Supremo.

A atuação do ministro do STF Alexandre de Moraes é citada nos bastidores como exemplo. Senadores contrários ao governo Lulaavaliam que seja melhor evitar conflitos imediatos com Zanin.

O líder do PL no Senado, Jorge Seif (SC), reconhece a trajetória profissional do advogado e seu conhecimento jurídico, mas critica a relação pessoal com Lula. O senador afirmou que, apesar disso, não pode “sabotar o Brasil” com a rejeição ao nome do advogado.

A oposição ainda vai se reunir para traçar a melhor estratégia para confrontar Zanin, mas já se esperado foco em: Lava Jato, prisão em segunda instância, foro privilegiado e questões ideológicas em discussão na Corte, como a descriminalização das drogas e aborto.

Como governistas vão atuar na sabatina

Senadores da base aliada do governo, por outro lado, pretendem utilizar a sabatina para combater a narrativa de “ativismo” no Judiciário. A estratégia seria uma forma de blindar o discurso dos opositores de que com Zanin no STF haveria uma parcialidade em relação a possíveis ações a favor do PT e do presidente Lula.

A tropa de choque do governo deve dar a Zanin espaço para defender que o Supremo tem a incumbência de avaliar se os processos são constitucionais, sem legislar em assuntos políticos.

Ainda serão escolhidos os senadores que acompanharão o indicado na peregrinação entre os gabinetes pedindo voto. Isso deve ocorrer nos próximos dias. Parlamentares de oposição, inclusive, se mostraram abertos a ouvir os argumentos de Zanin.

Como funciona a aprovação de um indicado ao STF

O escolhido por Lula passará por uma sabatina na CCJ. A audiência será agendada pelo presidente do colegiado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após receber o comunicado da indicação.

Zanin vai ser questionado sobre diversos temas para que os senadores avaliem se ele tem o notório saber necessário para estar apto para o cargo.

Se for aprovado na CCJ, os senadores produzem um relatório que será encaminhado para análise do plenário, onde Zanin precisará de uma maioria favorável.

Por isso, o advogado deve começar uma série de visitas aos parlamentares em busca de apoio.

Informações UOL

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