Ex-presidente está em uma ala separada do presídio comum, com estrutura e rotina diferentes da maioria das celas do sistema prisional
Moraes determinou o envio de Bolsonaro para a Papudinha nesta quinta-feira, 15 | Foto: Reprodução/Instagram/Jair Bolsonaro
Em decisão proferida nesta quinta-feira, 15, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para uma Sala de Estado-Maior localizada no Complexo Penitenciário da Papuda. O despacho, que manteve o regime fechado, detalha minuciosamente as condições do local conhecido informalmente como “Papudinha” — uma ala separada do presídio comum, com estrutura e rotina diferentes da maioria das celas do sistema prisional brasileiro.
O que é a Papudinha
A Papudinha não é um pavilhão coletivo nem uma cela convencional. Trata-se de uma Sala de Estado-Maior instalada no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, dentro do complexo da Papuda, destinada a custódias excepcionais. O espaço é isolado dos demais presos, com controle próprio e regras específicas.
Estrutura e espaço
Segundo a decisão judicial, a unidade tem 64,83 m² de área total, sendo 54,76 m² cobertos e 10,07 m² de área externa. A configuração inclui quarto, sala, banheiro, cozinha, lavanderia e área ao ar livre. O ambiente conta com cama de casal, armários, geladeira e televisão, além de banheiro privativo com água quente.
Alimentação e rotina
O local oferece cinco refeições diárias — café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia — preparadas pela unidade custodiante. Há ainda possibilidade de preparo e armazenamento de alimentos na própria cozinha do espaço, algo inexistente no regime fechado comum.
Banho de sol e exercícios
Um dos pontos centrais destacados no despacho é o banho de sol em área externa privativa, sem limitação rígida de horário. O espaço permite a instalação de equipamentos de exercício, como esteira e bicicleta, para atividades físicas e fisioterapia, conforme recomendação médica.
Visitas ampliadas
As visitas ocorrem em ambiente amplo, podendo ser realizadas tanto na área coberta quanto na externa. O regime prevê janelas mais extensas de visitação, em até três horários diferentes, durante dois dias da semana, com possibilidade de visitas simultâneas — padrão acima do permitido a presos do regime fechado tradicional.
Atendimento médico
A Papudinha dispõe de posto de saúde próprio, com equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, dentistas, psicólogos, fisioterapeuta, psiquiatra, farmacêutico e assistente social. O atendimento é exclusivo para os custodiados do local, além da autorização para acompanhamento por médicos particulares.
“Benefícios” de Bolsonaro na Papudinha
Alexandre de Moraes, ministro do STF – 17/12/2025 | Foto: Rosinei Coutinho/STF
No dispositivo, Moraes determina autoriza “assistência integral, nas 24 horas, dos médicos particulares anteriormente cadastrados” e “o deslocamento imediato para os hospitais em caso de urgência”, com comunicação em até 24 horas.
O ministro também autoriza “a realização das sessões de fisioterapia nos horários e dias da semana indicados pelos médicos” e “a entrega diária de alimentação especial”.
O despacho mantém “a visitação semanal permanente” da mulher, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e familiares próximos, dentro das faixas de horário previstas, e determina que “as demais visitas deverão observar as normas” do sistema penitenciário do DF, com cadastro prévio e autorização da Corte.
A decisão autoriza ainda “assistência religiosa (…) uma vez por semana” e “a participação do sentenciado no programa de remição de pena pela leitura”.
Também prevê a instalação de “grades de proteção e barras de apoio” e de aparelhos para fisioterapia “tais como esteira e bicicleta”, ambos “a critério da Defesa”.
Moraes declara prejudicados pedidos de vistoria e de ajustes no ar-condicionado da PF e reafirma: “Indefiro o pedido de autorização para acesso a aparelho de televisão do tipo Smart TV”.
Por fim, determina: “O réu Jair Messias Bolsonaro seja submetido imediatamente à junta médica oficial”, com laudo em até 10 dias. Depois da transferência, o ministro autoriza, “excepcionalmente, a visita” da esposa e familiares “por 3 (três) horas”, dividida entre os visitantes.
Com a decisão, Bolsonaro passa a cumprir pena no Complexo da Papuda sob regras do próprio estabelecimento, e Moraes determina comunicação imediata às autoridades responsáveis: “Comunique-se, imediatamente, à Polícia Federal e ao 19º Batalhão da Polícia Militar – PMDF”.
O Supremo Tribunal Federal (STF) informou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi transferido nesta quinta-feira (15) da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar – PMDF, conhecido como Papudinha. A transferência foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que cuida da execução da pena do ex-presidente. O batalhão fica localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, também o Distrito Federal. Bolsonaro deverá ser alocado em uma sala de Estado-maior no local. Segundo o STF, a cela ocupada por Bolsonaro é igual a que Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, cumprem pena. O espaço comporta 4 pessoas, mas será usada exclusivamente para o ex-presidente. Anderson Torres e Silvinei Vasques dividem outra unidade semelhante a que o ex-presidente está custodiado. Moraes também determinou que Bolsonaro tenha “assistência integral, nas 24 (vinte e quatro) horas, dos médicos particulares anteriormente cadastrados, sem necessidade de comunicação prévia”. O ministro também autorizou que o deslocamento imediato de Bolsonaro para os hospitais em caso de urgência, com a obrigação de comunicação ao STF no prazo máximo de 24 (vinte quatro) horas da ocorrência.
Bolsonaro também poderá realizar sessões de fisioterapia nos horários e dias da semana indicados pelos médicos, com prévio cadastramento do fisioterapeuta e comunicação ao STF. O ex-presidente receberá diariamente alimentação especial, devendo a defesa indicar o nome da pessoa que ficará responsável pela entrega das refeições. Além disso, Moraes também autorizou: atendimento médico em tempo integral pelo sistema penitenciário, em regime de plantão, 24h por dia; visitas semanais da esposa e filhos; assistência religiosa de bispo Rodovalho e pastor Thiago Manzoni; autorização para leitura; grades de proteção e barras de apoio na cama; instalação de aparelhos de fisioterapia, como esteira e bicicleta.
Bolsonaro também deve ser submetido à junta médica oficial, composta por médicos da própria PF, para avaliação de seu quadro clínico. O ministro também rejeitou o pedido da defesa de Bolsonaro de acesso à smart TV. Como é a Papudinha? O edifício fica a poucos metros das unidades da Papuda para presos comuns, no Jardim Botânico, e tem capacidade para 60 presos. Até o começo de novembro, 52 pessoas cumpriam pena no 19º BPM. O batalhão tem oito celas, todas no formato de alojamentos coletivos, compostos por banheiro com box, chuveiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala.
Segundo a Polícia Militar, todas essas instalações foram reformadas em 2020.
Todos os presos podem receber itens de higiene, limpeza, enxoval e roupas definidos pela administração penitenciária, de forma igual para todos.
Também é permitido acesso a televisores e equipamento de ventilação mecânica, de acordo com o regramento da unidade prisional.
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), afirmou que não pretende repetir a postura de neutralidade adotada nas eleições de 2022 e defendeu a construção de um projeto nacional de oposição, além de comentar sua as chances de apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) para a presidência. A declaração foi dada em entrevista nesta quinta-feira (15), durante o cortejo da Lavagem do Bonfim.
“A ideia é ter candidato a presidente da República. Nós pretendemos ter candidato. Em 2022 eu não tinha alternativa, e aquela foi a única alternativa que eu tive diante de mim. Mas a minha ideia é ter candidato a presidente. Vamos fazer um enfrentamento ao PT. Vamos trabalhar um projeto de oposição. E vamos mostrar que a Bahia e o Brasil precisam e podem ter mudança”, disse.
Ao abordar alianças e possíveis apoios, ACM Neto destacou que o União Brasil já possui um nome colocado no cenário nacional e evitou antecipar posicionamentos. Segundo ele, o momento é de diálogo com diferentes correntes políticas, respeitando as pré-candidaturas existentes e buscando convergência em torno de um projeto comum.
“Olha, a União Brasil hoje tem um pré-candidato, que é Ronaldo Caiado. Então, eu acho que nesse momento a gente não pode especular. Temos que conversar com todo mundo. Eu pessoalmente tenho uma boa relação com o senador Flávio Bolsonaro. Respeito a candidatura dele, a pré-candidatura dele pelo PL, assim como nós temos a nossa pré-candidatura pela União Brasil”, acrescentou.
O ex-prefeito de Salvador também comentou que tem uma amizade de longa data com Caiado. “Então, Caiado, dentro desse processo eleitoral, todo mundo sabe qual é a minha posição, não pode ser outra. E aí a gente vai conversar e dialogar com todas as correntes que vão do centro até a direita, num propósito maior de garantir essa mudança que a gente deseja para a Bahia e para o Brasil”, concluiu.
Documento obtido pela coluna fala em risco de vida do ex-presidente
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Nesta quinta-feira, 15, advogados e parlamentares acionaram a Organização dos Estados Americanos (OEA), por meio da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), com um pedido de concessão de medidas cautelares em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro. A solicitação requer a substituição da prisão por regime domiciliar de caráter humanitário, com a justificativa de garantir tratamento de saúde adequado e evitar risco de morte sob custódia do Estado.
Bolsonaro se encontra na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena de quase 30 anos por suposta tentativa de golpe.
De acordo com os signatários, o ex-presidente é idoso, possui comorbidades e enfrenta quadro clínico incompatível com a permanência no cárcere. No pedido encaminhado à CIDH-OEA, o grupo sustenta que a manutenção da prisão representa risco concreto à vida do ex-presidente e pode resultar em dano irreparável. Segundo a petição, trata-se de uma situação “atual, progressiva e potencialmente irreversível”, na qual “a morte ou o agravamento irreversível da saúde não podem ser reparados posteriormente”.
“O pedido inclui, por exemplo, a concessão de prisão domiciliar para tratamento de saúde, de forma a impedir que ele faleça no cárcere”, afirmam os signatários. No documento, os autores fazem referência ao caso de Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, que morreu enquanto estava preso, apontando o episódio como precedente que demonstraria a gravidade da situação.
A petição sustenta que esse histórico “constitui parâmetro concreto de advertência acerca dos riscos associados à manutenção da custódia de pessoas clinicamente vulneráveis diante de alertas médicos reiterados”.
Petição pede ação imediata para preservar Bolsonaro
A petição foi protocolada pelos advogados Maíra Miranda, Bianca Rosiere e Ezequiel Silveira. O requerimento também conta com a subscrição do senador Izalci Lucas (PL-DF) e dos deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO), Bia Kicis (PL-DF), Hélio Lopes (PL-RJ) e Paulo Bilynskyj (PL-SP). O pedido foi apresentado com base no artigo 25 do regulamento da CIDH, dispositivo que autoriza a concessão de medidas cautelares em casos de gravidade, urgência e risco de dano irreparável.
No texto enviado à OEA, os peticionários solicitam que a CIDH recomende ao Estado brasileiro a adoção imediata de providências para preservar a vida e a integridade física de Bolsonaro. Entre as medidas sugeridas, está a substituição da prisão por regime domiciliar humanitário, com possibilidade de monitoramento, caso a Comissão considere necessário. A petição afirma que a prisão domiciliar “apresenta-se como instrumento cautelar idôneo e proporcional para cessar a exposição indevida ao risco e assegurar a efetividade mínima dos direitos à vida, à integridade pessoal e à saúde”.
A CIDH é um órgão autônomo da OEA responsável por analisar denúncias de violações de direitos humanos cometidas por Estados que integram o sistema interamericano. A eventual concessão de medidas cautelares não implica julgamento de mérito, mas pode resultar em recomendações formais ao país para prevenir danos considerados irreversíveis. Segundo os peticionários, “cada dia de manutenção da custódia amplifica o risco e aprofunda a responsabilidade internacional do Estado”.
Gerador central ficará desligado entre 19h30 e 7h30
Jair Messias Bolsonaro ao lado de seu advogado, o dr. Celso Sanchez Vilardi
A Polícia Federal (PF) decidiu desligar durante a noite o ar-condicionado que fica ao lado da sala em que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão na Superintendência da PF, em Brasília, após repetidas queixas da defesa e de familiares sobre o ruído persistente.
A solução surge após a PF ter informado, anteriormente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que não seria possível reduzir o barulho sem reformas estruturais, o que poderia prejudicar o funcionamento do prédio.
De acordo com informações da CNN, o gerador central ficará desligado entre 19h30 e 7h30, garantindo noites de sono mais tranquilas ao ex-presidente.
Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado e permanece em uma sala privada na Superintendência da PF.
Pesquisa mostra gestão com 49% de rejeição e 47% de aprovação; margem de erro é de dois pontos percentuais
A mesma pesquisa mostrou que 56% dos entrevistados não consideram Lula merecedor de mais quatro anos de governo | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Levantamento do Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira, 14, mostra que o governo Lula manteve os mesmos patamares de aprovação e desaprovação em relação ao mês anterior. Os números variam dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
De acordo com a pesquisa, 47% dos entrevistados disseram aprovar a gestão petista, ante 48% em dezembro. Já o índice de desaprovação permaneceu em 49%. O percentual de entrevistados que não souberam ou não quiseram responder subiu de 3% para 4%.
O levantamento também mediu a avaliação direta do desempenho do presidente. O índice de respostas positivas caiu de 34% para 32%. Já a avaliação negativa oscilou para cima e chegou a 39%, contra 38% no mês anterior. Outros 27% consideraram a gestão regular, e 2% não responderam.
O Genial/Quaest realizou o estudo entre os dias 8 e 11 de janeiro, com entrevistas presenciais em 120 municípios de todo o país. Ao todo, 2.004 pessoas participaram da pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00835/2026.
Maioria rejeita novo mandato para Lula
A mesma pesquisa mostrou que 56% dos entrevistados não consideram Lula merecedor de mais quatro anos de governo. Apenas 40% apoiam a possibilidade de reeleição, enquanto 4% não souberam ou preferiram não se posicionar.
O resultado reforça a percepção de que a popularidade do petista permanece estagnada. Em dezembro de 2024, Lula registrava 52% de aprovação popular. Desde então, o governo não conseguiu recuperar o terreno perdido. Em maio de 2025, a desaprovação atingiu o pico de
Ministro afirma que agravo foi protocolado quando condenação já havia transitado em julgado
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por suposta tentativa de golpe | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o novo recurso apresentado por Jair Bolsonaro contra a condenação no processo da suposta trama golpista. A decisão foi assinada nesta terça-feira, 13, e mantém a execução da pena de 27 anos e três meses de prisão.
Moraes avaliou que o agravo regimental não poderia ser analisado. Segundo ele, o pedido foi protocolado quando o processo já havia transitado em julgado e o cumprimento da pena estava em curso. Por isso, o ministro julgou o recurso “juridicamente incabível”.
A defesa havia apresentado o agravo nesta segunda-feira, 12, com o objetivo de reverter a decisão que havia barrado a admissibilidade de embargos infringentes. O instrumento buscava reabrir a discussão sobre a condenação imposta pela Primeira Turma do STF.
Trânsito em julgado e início da pena de Bolsonaro
Na decisão, Moraes lembrou que a Corte declarou o trânsito em julgado em 25 de novembro de 2025. À época, o ministro destacou que não havia previsão legal para novos recursos, já que não existiam votos absolutórios suficientes para autorizar embargos infringentes.
O ministro também ressaltou que a execução da pena teve início logo depois da confirmação do trânsito em julgado. Bolsonaro passou a cumprir a condenação em regime inicial fechado, conforme determina o acórdão da Primeira Turma, referendado por unanimidade.
Ao julgar o agravo, Moraes citou o Regimento Interno do Supremo e afirmou que recursos apresentados após o encerramento definitivo da ação penal não produzem efeito jurídico. Com isso, a condenação permanece inalterada, assim como a execução da pena.
A decisão determinou a intimação dos advogados constituídos e a ciência à Procuradoria-Geral da República.
Investigação cita suspeita de “sócio oculto”, mas policiais dizem não haver prova de participação direta
Foto: Divulgação/PT
O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, deve voltar a morar em Madri, na Espanha, nos próximos dias. Ele passou o fim de ano no Brasil para participar de festas de fim de ano, mas sem qualquer registro de encontro com o pai. A informação é da coluna Andreza Matais, do Metrópoles.
A volta de Lulinha à Europa acontece no momento em que a Polícia Federal (PF) teria comunicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre uma investigação contra o filho do presidente da República.
Segundo a PF, existe a suspeita de que Lulinha seria “sócio oculto” do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como líder de um esquema criminoso responsável por desvios bilionários de aposentados por meio de descontos associativos.
De acordo com o jornal Estado de S.Paulo, a PF identificou citações a Lulinha em diálogos de WhatsApp, passagens aéreas, anotações e o depoimento de uma testemunha. O filho do presidente é acusado de ter recebido R$ 25 milhões do Careca do INSS e uma “mesada” de cerca de R$ 300 mil.
Em representação enviada ao ministro do STF, André Mendonça, relator do inquérito sobre os desvios de aposentadorias, os investigadores dizem que ainda não foi encontrado nada que aponte para uma participação direta de Lulinha nos fatos sob investigação. A defesa de Lulinha disse ao jornal que ele nunca foi sócio do Careca do INSS.
Oposição intensifica pressão no STF e diz ter apoio de 145 parlamentares, que pleiteiam medida alternativa de cumprimento de pena ao ex-presidente
O ex-presidente Jair Bolsonaro fez aparição no quintal da casa onde cumpria prisão domiciliar, em Brasília, em 9/9/2025 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Deputados da oposição articulam uma mobilização para solicitar prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo durante o recesso parlamentar. Com pena de 27 anos e três meses, o político permanece detido em regime fechado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, por crimes relacionados à suposta tentativa de golpe de Estado.
Parlamentares como Gustavo Gayer (PL-GO) e Mario Frias (PL-SP) afirmam já ter reunido 145 assinaturas até a noite desta segunda-feira, 12. Embora o abaixo-assinado não tenha efeito jurídico, o movimento busca pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF).
“Alcançamos, na Câmara dos Deputados, 145 assinaturas para o pedido de prisão domiciliar humanitária para o presidente Bolsonaro”, escreveu Gayer, no X. “É o mínimo, um ato de clamor para tentar trazer alguma dignidade ao nosso capitão. Bolsonaro está preso indevidamente, um idoso de mais de 70 anos, que precisa de cuidados médicos diariamente. Um homem inocente que está sendo torturado!”
Além dessa iniciativa, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) encaminhou ao STF, na sexta-feira 9, um pedido para que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar. Ela alegou motivos de saúde.
Pedidos de vistoria e atuação no STF no caso Bolsonaro
Fachada do STF | Foto: Reprodução/STF
Damares, que preside a Comissão de Direitos Humanos do Senado, também solicitou vistoria na Sala de Estado-Maior, onde o ex-presidente está custodiado. Conforme o texto, a medida é necessária para assegurar atendimento adequado.
O ministro Alexandre de Moraes ainda aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República antes de decidir sobre o pedido.
A defesa de Bolsonaro ingressou nesta segunda-feira, 12, com um novo recurso no STF, mesmo depois do encerramento do processo. Os advogados pedem absolvição e revisão da condenação em “juízo de retratação”. Caso o ministro responsável rejeite novamente o recurso, solicitam que o agravo regimental tenha análise do plenário do Supremo.
Jair Bolsonaro está preso há cerca de 50 dias e foi sentenciado por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de direito, organização criminosa armada, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de bem tombado.
Governo do petista também possui predominância da avaliação ruim/péssima
Luiz Inácio Lula da Silva Foto: EFE/ SEBASTIÃO MOREIRA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 50% dos eleitores e aprovado por 47%, segundo dados da pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta terça-feira (13). A diferença está dentro da margem de erro, de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Os que não souberam responder somaram 3%.
O levantamento também mediu a avaliação do governo e mostrou que o conceito negativo predomina. Ao serem questionados, 15% dos entrevistados responderam que o governo é ótimo; 20% disseram que é bom; 20,5% consideram a gestão regular; 18,6%, ruim; e 22,8%, péssimo. Não souberam responder somaram 3,2%. Na soma, ótimo/bom representam 35%, regular 20,5% e ruim/péssimo 41,4%.
Ao destrinchar a avaliação por áreas, a segurança pública é a que tem o pior resultado, com 25,6% de ótimo/bom, 22,4% de regular e 48,7% de ruim/péssimo. Não souberam responder somaram 3,4%. Já a gestão econômica do governo é considerada ótima ou boa por 32,2%, regular por 21,5% e ruim ou péssima por 43,4%. Não souberam somaram 3,1%.
Na saúde, o governo é visto como ótimo/bom por 32,1%, regular por 23,2% e ruim/péssimo por 41,5%. Não souberam 3,4%. A educação é avaliada como ótima ou boa por 37,9%; regular por 20,2%; e ruim ou péssima por 39,1%. Não souberam 3%.
A pesquisa ouviu 2 mil pessoas por meio de entrevistas por telefone entre os dias 8 e 12 de janeiro. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06731/2026.