Nesta sexta-feira (6), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) e pediu que seja analisada a possibilidade de prisão preventiva do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
No ofício encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, Nikolas diz que há indícios de uma “eventual relação” entre o magistrado e o banqueiro Daniel Vorcaro.
O parlamentar quer que a PGR adote “as medidas investigativas cabíveis” caso surjam indícios de crimes, de obstrução de Justiça ou de interferência indevida em investigações.
De acordo com Nikolas, informações divulgadas pela imprensa sobre mensagens trocadas entre o ministro e o banqueiro “sugerem a existência de possíveis interações e circunstâncias que merecem esclarecimento institucional”, com o objetivo de preservar a confiança pública nas instituições. As informações são da coluna de Paulo Cappelli, do Metrópoles.
*Pleno.News Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou o cenário de subida e empatou tecnicamente no 2º turno com o presidente Lula (PT) na pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (7). Segundo o levantamento, o petista tem 46% das intenções de voto, contra 43% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Eles empatam na margem de erro, que é de dois pontos para mais ou para menos.
O levantamento é o primeiro divulgado pelo instituto após Flávio confirmar que é pré-candidato à Presidência com o apoio de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), que está preso na Polícia Federal em Brasília após ser condenado por tentativa de golpe de Estado.
A pesquisa identifica que Flávio Bolsonaro se firmou como principal opositor de Lula. Quando o eleitor é perguntado em quem pretende votar, sem ser apresentado a nomes, o senador fluminense surge com 12% das intenções de voto – ele não era mencionado no levantamento anterior, de dezembro.
O congressista vem se consolidando e já estava empatado com Lula em cenários de 2º turno nos últimos levantamentos da Paraná Pesquisas e da Real Time Big Data, ambas divulgadas no final de fevereiro. A Genial/Quest vai publicar uma nova pesquisa nesta semana.
O Datafolha entrevistou 2.004 eleitores em 137 municípios de 3 a 5 de março. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-03715/2026. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.
O Datafolha ainda analisou também um cenário com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como o candidato do PT. Ele marca 21% ante 33% de Flávio. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), também foi testado, e ficou com 21% das intenções de voto.
1º turno Na pesquisa estimulada Lula tem 36% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio, 25%.
Entre os demais pré-candidatos e o governadores de Estado, o do Paraná, Ratinho Jr. (PSD) marca 7%, seguido pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 5%. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), tem 3%, mesmo patamar que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD).
*Jovem Pan com informações do Estadão Conteúdo Foto: PR e Agência Senado
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, afirmou nesta sexta-feira (6) que o produtor rural enfrenta “preconceito” por parte do Partido dos Trabalhadores (PT) e defendeu mudanças na condução das políticas voltadas ao setor agrícola na Bahia. A declaração foi feita durante evento realizado em Ipiaú para discutir a crise que atinge a produção de cacau no estado.
O encontro reuniu lideranças políticas e representantes de 40 municípios da Bahia, entre eles Itacaré, Mirante, Caetanos, Itamari, Apuarema, Jaguaquara, Itiruçu, Maracás, Jitaúna, Jequié, Ilhéus, Itabuna, Ibirataia, Gandu, Barra do Rocha, Wenceslau Guimarães, Itagibá, Dário Meira, Itagi, Aiquara, Lafaiete Coutinho, Iramaia, Itaeté, Itapetinga, Boa Nova, Itapé, Ubaitaba, Lajedo do Tabocal, Brejões, Jussari, Maraú e Buerarema.
Além disso, o encontro conta com a presença dos prefeitos de Ilhéus, Valderico Júnior (União Brasil), e de Itaeté, Zenildo Matos. Também participam o presidente do PL na Bahia, João Roma, os deputados estaduais Pedro Tavares, Robinho e Sandro Regis, o deputado federal Leur Lomanto Jr, além de ex-prefeitos, vereadores e representantes da sociedade.
A reunião foi marcada pela presença de produtores rurais, representantes do setor agrícola e lideranças regionais preocupadas com os impactos da crise sobre a economia da região cacaueira.
Durante seu discurso, ACM Neto afirmou que os produtores enfrentam uma série de obstáculos estruturais no Brasil e criticou as condições impostas ao setor ao longo das últimas décadas. “As razões da queda abrupta e descontrolada do preço do cacau não são recentes. Elas são estruturais, porque nessas últimas duas décadas o Brasil foi predominantemente governado pelo PT. Quando a gente compara as condições de produção no Brasil com outros lugares do mundo, a gente só pode chegar à conclusão que o produtor aqui é um herói”, disse.
Segundo ele, os agricultores convivem com custos elevados e dificuldades burocráticas que prejudicam a competitividade do setor. “O produtor enfrenta todo custo da mão de obra, enfrenta uma carga tributária que prejudica a nossa economia pelo peso dos impostos, enfrenta a insegurança jurídica de regras que mudam a cada instante, enfrenta a burocracia a nível estadual e federal. A gente sabe qual é a dificuldade para conseguir uma licença nesse estado da Bahia”, afirmou.
O ex-prefeito também disse que existe, na sua avaliação, uma visão negativa sobre o agronegócio por parte do PT. “O produtor enfrenta o preconceito de uma visão equivocada, enviesada do PT, e eu não tenho nenhum receio de apontar isso”, declarou.
Durante o evento, ACM Neto também falou sobre como pretende conduzir a política agrícola do estado caso chegue ao governo. Ele afirmou que a Secretaria da Agricultura não será utilizada como instrumento de negociação política, ao criticar a condução da pasta pelo PT.
“A Seagri não vai ser colocada numa bandeja de negociação política com nenhum partido. Nós vamos conversar, e esse é um dos compromissos que eu assumo, com os pequenos, os médios e os grandes produtores. Vamos conversar com os sindicatos e com a Federação da Agricultura para abrir as portas e ter um canal fluido e permanente”, afirmou.
O encontro em Ipiaú ocorreu em meio à preocupação crescente entre produtores da região sul da Bahia com a crise enfrentada pela cacauicultura, marcada por oscilações de preços, aumento de custos e dificuldades estruturais na produção. Lideranças presentes defenderam a construção de políticas públicas e ações emergenciais para garantir sustentabilidade econômica ao setor, que historicamente tem papel central na economia regional.
A crise tem gerado preocupação entre agricultores e cooperativas da região cacaueira, tradicionalmente uma das mais importantes do estado. Segundo relatos apresentados na reunião, muitos produtores afirmam se sentir abandonados pelo governo estadual, diante da ausência de medidas mais efetivas para enfrentar os desafios da produção.
Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, apreendido pela Polícia Federal (PF), indicam que o dono do Banco Master manteve contato frequente com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia em que foi preso pela primeira vez: 17 de novembro de 2025. As informações foram divulgadas pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.
De acordo com registros obtidos a partir do aparelho do banqueiro, os dois trocaram comunicações ao longo de todo o dia por WhatsApp, quando Vorcaro tratou de temas como a negociação para a venda do banco e a situação de um inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília, que acabou resultando na prisão dele.
A conversa começou pela manhã, às 7h19, quando Vorcaro informou ao ministro que tentava antecipar uma negociação envolvendo o Banco Master, que estava em tratativas com o grupo Fictor. O executivo explicou que buscava “assinar e anunciar” ainda naquele dia uma parte do negócio, o que poderia levá-lo a “ir pra lá tentar assinatura dos demais investidores estrangeiros”, uma referência a uma possível viagem.
Na mesma mensagem, ele mencionou que informações relacionadas a um caso sensível começavam a vazar, embora sem detalhes, e afirmou ter sido avisado por interlocutores de que jornalistas já buscavam informações.
Em tom de preocupação, o empresário disse que a divulgação antecipada seria negativa, mas poderia servir como “gancho para entrar no circuito do processo”, informação que, segundo Malu Gaspar, parecia ser uma referência ao inquérito sigiloso contra ele na 10ª Vara Federal de Brasília.
– De um lado, acho que o tema de que falamos começou a dar uma vazada, obviamente sem qualquer detalhe. Mas a turma do BRB me disse que tá tendo um movimento de sacanagem do caso. E que a mesma jornalista de antes estava fazendo perguntas lá – disse Vorcaro.
Segundo os dados extraídos do celular, Moraes respondeu cerca de uma hora depois, às 8h16, utilizando o mesmo método de comunicação adotado por Vorcaro: mensagens escritas no bloco de notas do celular, fotografadas e enviadas como imagens de visualização única, que desaparecem após serem abertas. Por causa desse formato, apenas as mensagens produzidas pelo banqueiro permaneceram armazenadas.
Horas mais tarde, por volta das 17h22, Vorcaro voltou a procurar o ministro. Ele relatou ter feito uma “correria” para tentar salvar a operação de venda do banco, afirmando que anunciaria apenas parte da transação. Pouco depois, perguntou diretamente se havia alguma novidade e se o ministro teria conseguido “bloquear” alguma medida, sem especificar qual.
– Fiz uma correria aqui pra tentar salvar. Fiz o que deu, vou anunciar parte da transação – diz o banqueiro.
– Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear? – pergunta Vorcaro a Moraes em seguida.
Moraes respondeu a mensagem alguns minutos depois, novamente por meio de mensagens temporárias. No início da noite, às 20h04, o banqueiro voltou a pedir atualizações. O ministro respondeu com duas mensagens de visualização única, tendo o último contato sido registrado às 20h48, pouco mais de uma hora antes da prisão.
Na mensagem final, Vorcaro comentou que o anúncio do negócio com investidores havia sido antecipado em relação ao planejamento inicial e sugeriu que a divulgação poderia “inibir” algum movimento, sem esclarecer qual. Também disse que viajaria para se reunir com investidores estrangeiros, o que acabou não acontecendo, já que ele foi preso enquanto se preparava para viajar.
– Foi. Seria melhor na sexta junto com os gringos mas foi o que deu pra fazer dentro da situação – escreveu.
– Acho que pode inibir – prosseguiu Vorcaro.
– Amanhã começam as batidas do [André] Esteves [dono do BTG Pactual]. Tô indo assinar com os investidores de fora e estou online – finalizou.
De acordo com os registros, Moraes não respondeu com nova mensagem, mas reagiu com um emoji de polegar levantado. Naquela noite, por volta das 22h, Daniel Vorcaro foi abordado pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A prisão ocorreu em investigação sobre um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
As conversas recuperadas do celular também revelaram outro contato entre os dois um mês antes, em 1° de outubro de 2025, além de registros de telefonemas, embora sem conteúdo preservado. Procurado, Alexandre de Moraes afirmou em nota que não recebeu as mensagens citadas e classificou a informação como uma tentativa de atacar o STF. Já a defesa de Daniel Vorcaro disse que não comentaria.
*Pleno.News Fotos: Reprodução/YouTube Esfera Brasil // Luiz Silveira/STF
Mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro indicaram críticas feitas por ele ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após uma publicação do líder conservador nas redes sociais sobre o Banco Master. O conteúdo foi obtido a partir das investigações contra Vorcaro e divulgado por diversos veículos de imprensa.
Em uma conversa com sua namorada, Martha Graeff, Vorcaro reclamou da repercussão provocada por uma postagem de Bolsonaro relacionada a uma reportagem sobre operações financeiras do banco. No diálogo, o empresário afirmou ter recebido mais de mil mensagens no Instagram depois da publicação e chamou o ex-presidente de “beócio”, termo usado para se referir a alguém considerado ignorante.
– O pior de ontem foi ter o Bolsonaro postado – escreveu o banqueiro.
– Postou aonde? – perguntou Martha.
– No Twitter dele. Idiota – respondeu Vorcaro.
A postagem mencionada por Vorcaro, feita por Bolsonaro, fazia referência a uma reportagem do jornal O Globo que relatava a demissão de gerentes da Caixa Econômica Federal após eles barrarem uma operação de aproximadamente R$ 500 milhões envolvendo compra de títulos ligados ao Banco Master. Segundo a matéria, a transação foi classificada internamente como atípica e arriscada.
– Os senhores não leram errado. Impediram de acontecer e foram demitidos. Não é mais questão de todo dia, mas sim a cada hora. Por isso o sistema está agindo com tanto afinco em suas ações – escreveu o ex-presidente na postagem, feita em 12 de julho de 2024.
Nas mensagens trocadas com Martha, Vorcaro comenta que, após a repercussão, recebeu ligações de aliados políticos, entre eles o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Ele também afirmou que não havia como retirar a reportagem do ar e sugeriu que Bolsonaro teria feito a postagem por acreditar que o assunto envolvia interesses do PT. Em resposta, Martha comentou que o Twitter seria um ambiente sem controle.
– Mas não tinha como tirar. Cara é um beócio. Alguém falou que era coisa [do] PT [e] ele postou – declarou Vorcaro.
– Ah, entendi. Twitter é terra de ninguém – respondeu Martha.
Outros trechos de conversas com Martha também mencionaram Bolsonaro. Em uma troca de mensagens de agosto de 2024, Vorcaro relata que seu cunhado, Fabiano Zettel, decidiu fechar os comentários do próprio perfil no Instagram por causa de discussões relacionadas ao ex-presidente.
*Pleno.News Fotos: Reprodução/YouTube Esfera Brasil e EFE/Andre Borges
Paulo Gonet afirma que a falta de uma lei clara sobre a propriedade de presentes impede a denúncia por suposto peculato
O ex-presidente Jair Bolsonaro está preso desde novembro de 2025 I Foto: Carlos Moura/Agência Senado
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, 4, defendendo o arquivamento do inquérito que investigava o suposto desvio de joias recebidas por Jair Bolsonaro durante seu mandato. Segundo informações da revista Veja, o chefe da PGR argumenta que a inexistência de uma norma legal formal sobre a destinação desses bens inviabiliza a caracterização de crime.
No documento de 16 páginas encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, Gonet ressalta que não existe normatização, por via de lei em sentido formal, sobre a destinação e a dominialidade de presentes recebidos pelo presidente da República de autoridades estrangeiras.
O procurador enfatiza que a segurança jurídica exige uma lei clara para definir se os itens pertencem à União ou ao acervo privado do mandatário, algo que o ordenamento extrapenal brasileiro ainda não estabeleceu.
Gonet vê falta de base jurídica para acusação contra Bolsonaro
A investigação da Polícia Federal (PF) apurou o destino de itens de alto valor, como o “kit ouro rosé” da marca Chopard, um relógio Rolex de ouro branco e esculturas douradas entregues em viagens à Arábia Saudita e ao Bahrein. Embora tenha classificado o trabalho da PF como “inteligente e diligente”, Gonet concluiu que os esforços dos indiciados para vender os bens a terceiros não configuram o cometimento do crime de peculato.
A defesa do coronel Marcelo Câmara e do comandante Marcelo Vieira, ambos representados por Eduardo Kuntz e envolvidos no caso, comemorou o posicionamento e afirmou estar segura de que o STF seguirá a recomendação da PGR. Para Kuntz, este procedimento, assim como o episódio que investigou a interação com uma baleia, nunca deveria ter recebido autorização para ser instaurado.
Diálogos extraídos de celular do empresário expõem relações com autoridades e articulações em torno do Banco Master
Daniel Vorcaro era o dono do Banco Master, instituição financeira que foi liquidada judicialmente pelo Banco Central | Foto: Reprodução/YouTube/@JornaldaRecord
Enquanto descreveu como “ótima” uma reunião com o presidente Lula, Daniel Vorcaro reservou a Jair Bolsonaro os adjetivos “beócio” e “idiota” em conversas com a influenciadora Martha Graeff, sua namorada.
Desde a última quarta-feira, 4, data da prisão de Vorcaro e outros envolvidos nas fraudes do Banco Master, a imprensa tem revelado mensagens que registram encontros do banqueiro com autoridades políticas e até uma tentativa de negociação para suprimir reportagens que pudessem descredibilizar sua imagem.
Encontro com Lula
A Polícia Federal (PF) encontrou parte dessas conversas no celular de Vorcaro. Em uma delas, o dono do Banco Master classificou como “ótima” uma reunião com Lula e ministros do governo no Palácio do Planalto. O diálogo ocorreu em dezembro de 2024 e envolveu troca de mensagens entre o banqueiro e Graeff, que na época mantinha um relacionamento com ele.
Os registros também indicam outros contatos de Vorcaro com autoridades. Em conversa com a influenciadora, o empresário relatou que participou de um jantar com Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, logo depois da eleição do parlamentar para o cargo, em 26 de fevereiro de 2025.
Em outra troca de mensagens, datada de abril de 2025, Vorcaro mencionou encontros com alguém identificado como “Alexandre Moraes”. Segundo o portal Metrópoles, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), esteve pelo menos duas vezes na residência do banqueiro em Brasília.
As mensagens extraídas pela PF também revelam interlocução entre Vorcaro e o ex-governador de São Paulo João Doria. Em um dos diálogos, Doria demonstrou preocupação com a situação do banqueiro e aconselhou Vorcaro a reagir a informações que circulavam sobre ele e o Master.
“Estou preocupado com você”, afirmou Doria. “Tenho escutado coisas que vão precisar de reação sua. Sempre com equilíbrio e ponderação. Mas jamais com o silêncio.”
Mensagens revelam ofensas a Bolsonaro e proximidade com Ciro Nogueira
Enquanto se manifestou de forma elogiosa sobre o encontro com o presidente petista e manteve contato com autoridades de Brasília, Vorcaro reagiu, em diálogo com Graeff datado de julho de 2024, a uma publicação de Jair Bolsonaro nas redes sociais.
Na ocasião, o ex-presidente havia compartilhado uma reportagem do jornal O Globo. A matéria relatava que gerentes da Caixa Econômica Federal perderam o emprego depois de barrar uma operação no valor de R$ 500 milhões. A transação envolvia a compra de títulos do Master.
Vorcaro respondeu à postagem com ofensas diretas a Bolsonaro. “Idiota”, escreveu na mensagem enviada à influenciadora. “Cara é um beócio. Alguém falou que era coisa do PT ele postou.”
Além disso, conversas indicam proximidade entre Vorcaro e o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Em diálogos registrados em 2024, o banqueiro descreve o parlamentar como “um dos meus grandes amigos de vida”.
Ele também comemora a apresentação de uma emenda que, segundo ele, favorecia instituições financeiras de médio porte, entre elas o próprio Master.
Investigação registra conversas em que Vorcaro discute pagamentos e retirada de reportagens
Outro conjunto de mensagens analisado na investigação indica que Vorcaro manteve conversas com o jornalista Diego Escosteguy a respeito de pagamentos ligados ao site O Bastidor e de uma possível negociação para retirar do ar reportagens críticas publicadas pelo Diário do Centro do Mundo.
O material integra o relatório da apuração e indica que Escosteguy, responsável pelo portal, recebia valores do banqueiro destinados à divulgação de conteúdos na plataforma.
De acordo com a PF, capturas de tela das conversas registram o momento em que o jornalista envia seus dados bancários ao empresário e discute depósitos. Planilhas mencionadas no relatório também fazem referência a um repasse de R$ 2 milhões vinculado ao nome de Escosteguy.
O ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, lidera a corrida eleitoral pelo governo da Bahia em 2026, de acordo com a pesquisa realizada pela Séculus Análise e Pesquisa, encomendada pelo Bahia Notícias. Neto aparece com 48,28% das intenções voto, frente a 31,15% do atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Esse é o primeiro levantamento da Séculus neste ano sobre a disputa estadual. Ao todo, a pesquisa ouviu 1.535 entrevistados em 72 municípios baianos.
José Carlos Aleluia (Novo) aparece com 0,65% das intenções de voto, seguido de Ronaldo Mansul (PSol), com 0,52%. Não souberam ou não opinaram 9,93% dos eleitores, enquanto 9,47% indicaram votar branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados.
A pesquisa da Séculus está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob nº BA-09740/2026 e possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%.
Após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) manter a quebra do sigilo bancário de Fábio Luis da Silva, o Lulinha, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão aprovada pela CPMI do INSS.
Além do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a decisão também atinge a lobista Roberta Luchsinger, que ingressou com um mandado de segurança no Supremo pedindo a suspensão da medida.
Roberta é investigada pela Operação Sem Desconto. A Polícia Federal (PF) apontou que ela teve envolvimento com os negócios ilícitos de Antônio Carlos Camilo Antunes, que ficou conhecido como Careca do INSS, com uso de empresas de fachada e tentativa de ocultação de provas.
– Ante o exposto, concedo em parte a medida liminar para suspender os efeitos do ato impugnado e o cumprimento dos ofícios respectivos ou, subsidiariamente, caso já tenham sido encaminhadas informações, determino o sobrestamento e a preservação sob sigilo pela Presidência do Senado Federal. Não há obstáculo a eventual novo procedimento no âmbito da CPMI, desta feita com análise, debate, motivação e deliberação de modo fundamentado e individualizado. A adoção desses passos e ritos deve ser devidamente registrada em ata, como atendimento do dever constitucional de motivação – escreveu Dino.
A decisão agora será analisada pelo plenário do STF.
De acordo com a ministra, afirmação é feita por quem não conhece a realidade do país
Simone Tebet, ministra do Planejamento Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, defendeu nesta terça-feira (3), o fim da escala 6×1, a principal bandeira eleitoral do governo no Congresso, na sessão solene de abertura da 2ª Conferência Nacional do Trabalho (CNT), em São Paulo.
– Dizer que um país como este não suporta e vai quebrar com o fim da escala 6×1 é não conhecer a realidade do Brasil – disse a ministra.
E completou.
– Dizer que o Brasil não suporta o fim da escala 6×1 é desobedecer a Constituição Federal. A Constituição diz que todos são iguais perante a lei e diz quais são os direitos sociais afirmou.
Tebet também defendeu o fim da escala sem redução de remuneração, argumentando que a medida é possível e justa. Ela acrescentou que, apesar de o Brasil ser um país muito rico, grande parte da população ainda vive em condições de pobreza.
Com foco nas “mulheres trabalhadoras” em seu discurso, Tebet salientou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpriu a promessa de campanha ao garantir a igualdade salarial entre homens e mulheres. Segundo ela, se mulheres e homens têm a mesma produtividade no trabalho, devem receber o mesmo salário.
Tebet é considerada pré-candidata ao Senado por São Paulo. Nos bastidores, também cogitam o seu nome ao governo estadual.
Também compareceram ao evento o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Márcio França (Empreendedorismo) e Luiz Marinho (Trabalho).