MRE alega pedido ‘desarrazoado’ via LAI; gastos no exterior somam ao menos R$ 240 milhões em 2025

Lula e a primeira-dama Janja em viagem internacional
Lula e a primeira-dama Janja em viagem internacional | Foto: Ricardo Stuckert/ PR

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) negou-se a fornecer, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), a lista de hóspedes que passaram por residências oficiais brasileiras no exterior durante o governo Lula. Esses imóveis já receberam, entre outros, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e o ator Fábio Porchat. 

Em 2025, a manutenção de embaixadas e residências oficiais do Brasil no exterior custou ao menos R$ 240,5 milhões.

O portal Metrópoles solicitou, no começo de fevereiro, acesso via LAI à relação de hóspedes de 24 residências oficiais em cidades como Buenos Aires, Roma e Washington — um recorte do total de 133 representações brasileiras no exterior.

Palácio do Alvorada - móveis - Lula
Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente | Foto: Isac Nóbrega/PR

O Itamaraty rejeitou o pedido sob a justificativa de que ele seria “desproporcional” e “desarrazoado”, exigindo esforço capaz de sobrecarregar o órgão e prejudicar suas atividades. Na prática, trata-se de informações já existentes nos postos, o que dispensaria trabalho adicional.

O Itamaraty informou apenas que os pedidos foram negados com base no artigo 13, inciso II, do Decreto nº 7.724/2012, que trata de solicitações consideradas “desarrazoadas”. A negativa foi contestada nas três instâncias previstas pela LAI, e o caso agora está sob análise da Controladoria-Geral da União (CGU).

Itamaraty hospedou Fábio Porchat na Itália

É comum que residências oficiais brasileiras em países estratégicos hospedem autoridades, artistas e outras personalidades. Em abril de 2025, por exemplo, Lula e Janja ficaram na residência oficial do Brasil em Roma, o Palácio Pamphilij, na Praça Navona, durante viagem para acompanhar o funeral do papa Francisco.

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Janja ao lado de Lula durante o velório de Francisco | Foto: Reprodução/Facebook/@josemedeirosMT

No fim do mesmo ano, o local recebeu o humorista Fábio Porchat, a convite do embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca de Souza.

Depois de gravar um vídeo que gerou repercussão na embaixada, Porchat pediu moderação nas redes sociais. “Feliz Natal! Sejam leves, sejam felizes, transem, comam, riam e parem de viver para a política”, escreveu. “Isso só corrói a vida de vocês e não muda nada a vida de 90% desses safados que estão no poder!”

Para manter a estrutura no exterior, o MRE empenhou ao menos R$ 240,5 milhões no ano passado. O montante inclui salários de funcionários locais, aluguéis, obras e serviços de manutenção, segundo dados do Sistema integrado de Administração Financeira obtidos via Siga Brasil.

Sede do Itamaraty, em Brasília, Brasil. Israel, Irã, EUA, Estados Unidos
Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, em Brasília | Foto: Reprodução/ Redes sociais

Algumas notas de empenho detalham despesas relacionadas às estadias de Lula e Janja. Em outubro, por exemplo, a embaixada em Roma reservou R$ 10,1 mil para a compra de insumos durante visita oficial do presidente e da primeira-dama ao Fórum Mundial da Alimentação.

Na mesma ocasião, foram destinados R$ 2,5 mil para a aquisição de velas para candelabros da ala de representação da residência oficial.

Já em Nova York, a representação brasileira gastou R$ 9,6 mil com garçons para atender o presidente e a primeira-dama durante a estadia na residência oficial, por ocasião da 80ª Assembleia Geral da ONU.

Informações Revista Oeste


Deputado aponta potencial autoritário da nova lei e enumera medidas do governo Lula que prejudicaram mulheres

Deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu a um vídeo acusatório da primeira-dama Janja e criticou o projeto conhecido como PL da Misoginia. Em vídeo publicado no X neste domingo, 29, o parlamentar afirmou que a proposta “não tem nada a ver com violência contra a mulher” e a classificou como uma tentativa de controle de opinião.

“Esse projeto é literalmente uma forma de controlar o que pode ou não pode ser dito”, disse Nikolas, em resposta às acusações de Janja contra ele. A iniciativa estaria sendo usada para “calar qualquer um que discorde”.

Janja acusou Nikolas de disseminar “discurso de ódio” e desinformação. “Não adianta vir com essa cara de sonsa querer enganar alguém”, afirmou. “As pessoas compreenderam que esse projeto não tem nada a ver com agressão contra a mulher.”

Na resposta, Nikolas expôs o crescimento dos números de violência contra a mulher nos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Não fui eu que fui presidente da República, foi o seu marido. E aumentou a morte de mulheres em quase 10%”, declarou, em referência a números de 2003 a 2013. Ele também citou dados sobre crescimento de casos no início do atual mandato.

Nikolas acusa governo Lula de promover verdadeira misoginia

O parlamentar acusou a primeira-dama de “silêncio seletivo” diante de episódios relativos a aliados do governo, como a agressão do filho de Lula à ex-mulher e os casos de assédio do ex-ministro Silvio Almeida. “Isso não é defender as mulheres. Isso é defender as mulheres que te convêm e se silenciar quando não te convém”, declarou.

“Você não lembra das três mulheres que o Lula demitiu para poder abarcar homens do centrão?”, questionou o deputado. Ana Moser, ex-ministra do Esporte, foi substituída por André Fufuca (PP-MA); Daniela Carneiro, ex-ministra do Turismo, foi trocada por Celso Sabino (União Brasil-PA); além delas, Nísia Trindade foi substituída na Saúde por Alexandre Padilha (PT-SP).

Nikolas expandiu a crítica à atuação da esquerda no Congresso. “Quando eu voto para aumentar a pena para crimes hediondos [], eu estou protegendo as mulheres. Enquanto isso, seu partido, o partido do seu marido, o PT, e também o Psol votaram contra essa proposta.”

O deputado enquadrou nas críticas ao governo federal a postura diplomática do governo Lula, aliada de grupos terroristas e países que autorizam por lei a violência contra a mulher. 

“As filhas, irmãs, mães que estão sendo violentadas e mortas, Janja, são as jovens que estão sendo mortas nas manifestações no Irã. As vítimas do Hezbollah que são estupradas”, afirmou. “As vítimas dos verdadeiros extremistas islamistas que estão sentados ao lado do vice-presidente do seu marido.”

Informações Revista Oeste


Presidente dos EUA fez novas ameaças ao país

Presidente Donald Trump Foto: EFE/EPA/JIM LO SCALZO

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu nesta segunda-feira (30) que seu país “está em conversas sérias com um regime novo e mais razoável” no Irã, mas reiterou suas ameaças contra as instalações elétricas e petrolíferas do país “se um acordo não for alcançado em breve”.

Em mensagem em sua rede social própria, a Truth Social, Trump afirmou ainda que “grandes avanços foram feitos” na negociação com esse novo regime iraniano “para pôr fim às nossas operações militares no Irã”, mas não entrou em detalhes.

– Mas se, por qualquer motivo, não se chegar logo a um acordo, o que provavelmente conseguiremos, e se o Estreito de Ormuz não for aberto ao tráfego imediatamente, concluiremos nossa encantadora “estadia” no Irã explodindo e arrasando completamente todas as suas centrais elétricas, poços de petróleo e a ilha de Kharg (e possivelmente todas as usinas de dessalinização!), que ainda não tocamos, propositalmente – acrescentou.

O republicano assegurou que essa vingança seria executada “em retaliação pelos nossos numerosos soldados, e outras pessoas, que o Irã massacrou e assassinou durante os 47 anos de ‘reinado de terror’ do antigo regime”.

O presidente dos EUA adiou até o dia 6 de abril seu ultimato a Teerã para desbloquear o Estreito de Ormuz, visando dar espaço a negociações que o Irã nega existirem: o país apenas reconhece a troca de mensagens por meio de intermediários, como o Paquistão.

Paralelamente, os EUA estão aumentando sua presença militar no Oriente Médio, com o destacamento de cerca de 50.000 efetivos e com supostos planos do Pentágono para uma incursão terrestre no Irã.

Trump deixou aberta a possibilidade de se apoderar da ilha de Kharg, que concentra a maior parte das exportações de óleo bruto do Irã, e também cogita uma operação militar para extrair o urânio enriquecido do país, segundo o jornal The Wall Street Journal.

*EFE


A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, recebeu valores até 645 vezes maiores que outros profissionais por trabalhos de compliance no Banco Master. O contrato do escritório da família com a instituição previa até R$ 129 milhões para produzir e revisar políticas internas do banco.

O escritório Barci de Moraes Advogados foi contratado para elaborar e revisar documentos de compliance, como código de ética e políticas internas. Segundo nota divulgada pela banca, uma equipe de 15 pessoas atuou na criação, revisão e implementação dessas normas dentro do banco.

Reportagem do O Estado de S. Paulo analisou documentos e ouviu ex-funcionários do Master. Um dos profissionais que atuou anteriormente nessa área afirmou ter recebido cerca de R$ 200 mil para elaborar políticas de compliance — uma delas revisada depois pelo escritório da família de Moraes.

Segundo os relatos, parte do trabalho apontado como realizado pela equipe de Viviane já havia sido feito anos antes por outros advogados contratados pelo banco. Ainda assim, o contrato com o escritório da família previa pagamentos mensais de cerca de R$ 3,6 milhões.

Durante o período de fevereiro de 2024 a novembro de 2025, o escritório recebeu R$ 75,6 milhões. O valor total previsto seria alcançado em três anos, mas o banco acabou liquidado pelo Banco Central antes do fim do contrato.

Especialistas ouvidos pela reportagem disseram que serviços desse tipo costumam custar bem menos no mercado. Em alguns casos, estimativas apontam que trabalhos semelhantes poderiam chegar a cerca de R$ 7,8 milhões, valor muito inferior ao previsto no contrato firmado com o banco.

*Pleno.News
Foto: Evaristo Sa / AFP


Apenas 12% dos entrevistados afirmaram concordar com a escolha

Erika Hilton Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Uma pesquisa do instituto PoderData, divulgada neste sábado (28), aponta que 74% dos brasileiros reprovam a escolha da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.

Segundo o levantamento, 12% dos entrevistados afirmaram concordar com a escolha da parlamentar para o cargo. Outros 14% disseram que preferiram não responder à pergunta.

O levantamento do PoderData ouviu 2.500 pessoas em todo o país entre os dias 21 e 23 de março. As entrevistas foram feitas por telefone, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

A deputada foi eleita presidente da Comissão no dia 11 de março. Ela se tornou a primeira mulher transsexual a ocupar a presidência do colegiado responsável por debater políticas voltadas às mulheres.

– Queira ou não queira, mulheres e trans e travestis não serão abandonadas nessa discussão e não me importa a vontade de quem quer que seja – disse a psolista em seu discurso de posse.

Informações Pleno News


Governador é citado em apurações sobre o caso Master

ibaneis rocha
O governador do Distrito Federal, Ibanes Rocha, durante um evento no Palácio do Buriti | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, assinou neste sábado, 28, o ato de renúncia ao cargo durante evento em Ceilândia, o que encerra sua gestão à frente do Governo do DF. A formalização ocorreu durante uma programação de aniversário de 55 anos da região administrativa.

O encerramento da gestão também foi marcado por cerimônias oficiais no Palácio do Buriti, incluindo uma missa em ação de graças e o descerramento da fotografia do governador na Galeria dos Governadores do Distrito Federal.

Durante a solenidade, Ibaneis destacou ações realizadas ao longo do mandato e agradeceu à equipe de governo e à população. Na mesma ocasião, ele desejou sucesso à vice-governadora Celina Leão, que assume o comando do Executivo local.

Paralelamente ao ato público, Ibaneis formalizou a saída do cargo por meio de mensagem encaminhada à Câmara Legislativa do Distrito Federal, conforme previsto na legislação. No documento, o governador agradece à população e aos parlamentares pela atuação conjunta durante o mandato.

Renúncia ocorre sob sombra da crise do caso Master

A saída de Ibaneis ocorre em meio ao avanço da crise que envolve o Banco Regional de Brasília (BRB) e o Banco Master. A operação de compra entre as duas instituições, anunciada em 2025, foi rejeitada pelo Banco Central e o Master acabou liquidado meses depois.

Auditoria técnica do Tribunal de Contas da União identificou “eventuais irregularidades” e possíveis “danos ao erário distrital”. Segundo os técnicos, o governo tentou usar o tribunal como “instância recursal” para reverter a decisão do Banco Central e pressionar o órgão regulador.

Autoridades suspeitam que Master e BRB usaram suposta fraude para movimentações recorrentes | Montagem sobre fotos: Rovena Rosa/Joédson Alves/Agência Brasil
BRB já registrou perdas de R$ 2,6 bilhões com carteiras adquiridas do Master | Montagem sobre fotos: Rovena Rosa/Joédson Alves/Agência Brasil

O relatório também cita “graves irregularidades”, como negociação de ativos sem comprovação de existência e exposição do BRB a riscos elevados. O governo do DF negou irregularidades e afirmou que agiu “no estrito e legítimo exercício do direito de petição do Estado”. Ibaneis, por sua vez, negou responsabilidade direta pela operação e disse que “não tinha capacidade técnica de avaliar” o negócio.

A crise se ampliou com a necessidade de socorro financeiro ao BRB. Neste sexta-feira, 27, o governo pediu R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos e ofereceu imóveis e participações em estatais como garantia.

Ibaneis de olho nas eleições

A saída do cargo ocorre em um momento de movimentação política no Distrito Federal. Levantamento de outubro de 2025 do Instituto Paraná Pesquisas classifica Ibaneis como um dos favoritos na disputa pelo Senado, ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Nos cenários apresentados, ele aparece com cerca de 30% das intenções de voto, atrás apenas de Michelle, que registra aproximadamente 34%. O levantamento também mostra que a vice-governadora Celina Leão, que assume o governo, lidera a corrida pelo Executivo local em 2026. Além disso, a pesquisa destaca que a gestão de Ibaneis tinha aprovação de 60% dos eleitores e 36% de desaprovação.

Informações Revista Oeste


O prefeito José Ronaldo de Carvalho confirmou a realização de um encontro político na próxima segunda-feira (30), em Feira de Santana. O evento, chamado “União pela Bahia”, será às 18h, no Teatro CDL.

O anúncio foi feito nas redes sociais, onde o gestor destacou que a reunião representa um novo momento político no estado.

A expectativa é de que o encontro sirva para reforçar o apoio a ACM Neto, que é pré-candidato ao governo da Bahia. Recentemente, ele também convidou Zé Cocá para compor a chapa como vice.

Ainda não há detalhes sobre a programação nem confirmação de outras lideranças, mas aliados já tratam o evento como um passo importante na articulação política para as eleições.


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira (27) e tão logo chegou em sua residência, foi flagrado por imagens aéreas. O líder conservador foi visto interagindo com Michelle Bolsonaro, sua esposa, e brincando com cachorros.

Bolsonaro ficou internado por duas semanas no Hospital DF Star para tratar um quadro de pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração.

No momento da alta, Michelle usou as redes sociais para agradecer:

– Obrigada, Senhor, pelas misericórdias que se renovam a cada manhã. Obrigada porque hoje estamos indo para casa, meu marido e eu – escreveu.

Bolsonaro passa a cumprir prisão domiciliar, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) na última terça (24). O período inicial é de 90 dias, com eventual realização de perícia médica.

A medida foi adotada com base em parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que levou em consideração o estado de saúde do ex-presidente.

Condenado em setembro do ano passado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, o líder conservador cumpria pena em regime fechado antes da internação, que se deu em 13 de março.

*Pleno.News
Foto: Reprodução GloboNews


Articulação envolve Van Hattem e Dallagnol

Flávio Bolsonaro, durante evento na Assembleia Legislativa de São Paulo - 27/02/26 | Foto: Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo
Flávio Bolsonaro, durante evento na Assembleia Legislativa de São Paulo – 27/02/26 | Foto: Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo

Líderes do Novo intensificaram nas últimas semanas as articulações para que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, seja o candidato a vice-presidente em eventual chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em 2026.

A movimentação envolve nomes de peso da legenda. O deputado federal Marcel van Hattem e o ex-procurador da República Deltan Dallagnol, por exemplo, atuam nos bastidores para consolidar a aproximação com o PL e viabilizar a indicação de Zema.

O governador mineiro é apontado como o nome preferido de Jair Bolsonaro para compor como vice nas eleições. A avaliação no entorno do ex-presidente é que Zema reúne perfil técnico, discurso alinhado à pauta liberal e baixa rejeição, além de ampliar o alcance eleitoral em Minas Gerais — segundo maior colégio eleitoral do país.

A vantagem para o Novo

A negociação atende também a uma necessidade estratégica do Novo. O partido precisa superar a cláusula de barreira nas eleições de 2026 para manter acesso ao fundo partidário e ao tempo de rádio e televisão. Pelas regras aprovadas pelo Congresso, as siglas terão de alcançar 2,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, ou eleger ao menos 13 deputados federais também distribuídos em um terço dos Estados. Atualmente, o Novo reúne cinco deputados na Câmara: Adriana Ventura (SP), Gilson Marques (SC), Luiz Lima (RJ), Van Hattem (RS) e Ricardo Salles (SP).

Dirigentes do Novo avaliam que uma aliança formal com o PL pode facilitar esse objetivo. A expectativa é que, em troca da indicação de Zema como vice, o partido de Bolsonaro apoie candidatos do Novo à Câmara, de modo a aumentar as chances de atingir o desempenho exigido pela legislação eleitoral.

Os acordos do PL

Esse movimento de aproximação já tem precedentes. Em Santa Catarina, por exemplo, o prefeito de Joinville, Adriano Silva, disputará o cargo de vice-governador na chapa liderada pelo governador do Estado, Jorginho Mello (PL).

No Paraná, a aproximação também avançou. Lideranças do PL e do Novo participaram das articulações para tirar o senador Sergio Moro do União e levá-lo ao partido de Bolsonaro. O ex-juiz deve concorrer ao governo do Paraná pelo PL, com apoio do Novo. As conversas incluíram alinhamentos eleitorais e divisão de espaços em uma estratégia semelhante à que agora começa a ser desenhada para a disputa presidencial.

Nas conversas, interlocutores do Novo também têm condicionado o avanço do acordo a compromissos programáticos. A legenda quer garantias de que um eventual plano de governo de Flávio Bolsonaro incorpore princípios liberais na economia e pautas conservadoras nos costumes, em linha com a identidade do partido.

O que falta para o acerto com Zema

Do lado do PL, a estratégia segue um modelo já aplicado em disputas regionais. A leitura da cúpula é que, para vencer uma eleição majoritária, será necessário ampliar a base de alianças, inclusive com siglas menores, mas com quadros qualificados e presença regional.

Nos bastidores, a negociação já é tratada como uma das principais apostas para consolidar uma frente de direita competitiva em 2026. Em entrevista ao programa Arena Oeste desta quinta-feira, 26, o vereador curitibano Guilherme Kilter confirmou que a vontade do Novo é ter Zema como candidato a vice de Flávio.

A definição da chapa, contudo, esbarra no calendário eleitoral. O PL trabalha com o prazo de descompatibilização, que exige que ocupantes de cargos executivos deixem suas funções seis meses antes da eleição. No caso de Zema, significa renunciar ao governo de Minas até 4 de abril de 2026, data-limite para quem pretende disputar o pleito.

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Pedido coletivo de deputados da sigla ocorreu logo depois da decisão de Alexandre de Moraes sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro

Mão do presidente Lula sobre a bandeira do PT
Mão do presidente Lula sobre a bandeira do PT | Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Deputados federais do Partido dos Trabalhadores (PT) apresentaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido coletivo de habeas corpusdestinado a presos com mais de 70 anos ou portadores de doenças graves. O intuito é garantir a essas pessoas a possibilidade de prisão domiciliar, especialmente por causa do risco de agravamento de quadros de saúde causado pelas más condições em alguns presídios.

O protocolo da ação ocorreu na quarta-feira 25, logo depois da decisão do ministro Alexandre de Moraes, que autorizou Jair Bolsonaro a cumprir prisão domiciliar humanitária por 90 dias. No documento, não há menção direta ao nome do ex-presidente, porém, os parlamentares fazem referência ao debate nacional sobre medidas humanitárias para pessoas acima dos 70 anos com relevância política.

Argumentação do PT no pedido ao STF

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, em alusão à matéria sobre os PMs que aguardam julgamento na Corte; Moraes
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília | Foto: Wallace Martins/STF

Na justificativa apresentada, o grupo do PT argumenta que “a proteção fundada em vulnerabilidade etária e em limites humanitários da custódia não pode operar como privilégio casuístico de réus poderosos”. 

“Se a ordem jurídica admite tutela especial para condenados maiores de 70 anos, essa proteção deve ser lida à luz da igualdade, alcançando de maneira impessoal e nacional todas as pessoas submetidas à mesma condição jurídica de supervulnerabilidade”, conforme trecho do pedido.

O deputado Rui Falcão (PT-SP) ressaltou a necessidade de garantir direitos humanos para todos. Segundo ele, “quando o preso é rico, influente e protegido por redes de poder, surgem com rapidez argumentos sobre dignidade, saúde e humanidade”. “Quando o preso é pobre, doente, idoso e anônimo, prevalecem o abandono, a indiferença e a lógica de que ele pode mofar na cadeia”, afirmou.

No processo, os parlamentares mencionam estudo do Conselho Nacional de Justiça que aponta as condições precárias dos presídios como fator para a propagação de doenças como tuberculose, sífilis e aids, além de mencionar expectativa média de vida de 548 dias para egressos que retornam à sociedade. O texto da ação afirma que a manutenção da custódia penal sem comprovação de tratamento adequado pode resultar em agravamento clínico, sofrimento desnecessário e morte precoce.

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