O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), pode ser eleito governador neste domingo (4), no primeiro turno das eleições 2026. É a projeção feita pelo Instituto Paraná Pesquisas, em parceira com o Bahia Notícias, que aponta 50,3% dos votos válidos direcionados ao ex-gestor da capital baiana. No cenário estimulado, de primeiro turno, o atual governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT) marca 48,4% dos votos válidos.

Quando considerados os votos brancos e nulos, os números mostram empate técnico entre os dois candidatos, com ACM Neto com 1,8% de frente com relação a Jerônimo – a margem de erro é de 2,7 pontos percentuais. O ex-prefeito tem 46,4% e o governador 44,6%. Os demais candidatos somam 1,1%, brancos e nulos 4,5% e não souberam ou não opinaram 3,4%.

A distância entre os dois principais candidatos é semelhante no cenário espontâneo, quando não são apresentados os nomes dos candidatos. Nesse caso, ACM Neto é citado por 38,6% e Jerônimo por 36,4%. O índice de não sabem ou que optaram por não responder chega a 19,8% e apenas 5,1% sugerem votar em branco ou nulo.

SEGUNDO TURNO
Mesmo com uma chance remota de uma disputa em dois turnos, o levantamento testou o embate direto entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues. Os percentuais são ligeiramente semelhantes, com o ex-prefeito marcando 50,8% contra 49,2% do governador – os demais candidatos são ligados à esquerda, o que explica a migração maior para o petista.

A pesquisa ouviu 1.400 eleitores em 63 municípios baianos entre os dias 29 de setembro e 2 de outubro de 2026. Possui margem de erro de 2,7 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob n? BA-03273/2026.

Veja a evolução dos votos nos levantamentos estimulados realizados pelo Instituto Paraná Pesquisas ao longo da corrida eleitoral de 2026:

*Bahia Notícias
Foto: Divulgação


O chefe do cartório da 156 zona eleitoral de Feira de Santana, Danilo Pereira, reforçou, na última quarta-feira (20), a importância de os eleitores utilizarem a ferramenta Pardal Web, a fim de denunciarem qualquer tipo de propaganda eleitoral irregular, que porventura venha a acontecer no município durante o período da campanha até as eleições gerais.

O pleito para escolha dos candidatos à presidência da República, governadores, senadores e deputados federais está marcado para o dia 4 de outubro, primeiro domingo do mês.

“O Pardal é um aplicativo desenvolvido pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que as pessoas podem baixar no seu celular ou usar pela web também, para fazer a denúncia, a comunicação de algum fato que no entendimento das pessoas pareça ser uma propaganda irregular, um crime eleitoral e para a gente ter conhecimento dessa irregularidade para que a gente possa atuar”, destacou.

Segundo ele, em Feira de Santana a zona eleitoral responsável pelo acolhimento das denúncias locais é a 155ª, que irá apurar ocorrências de propaganda irregular em mídias como outdoor, panfletos, carro de som, entre outros. Muitas denúncias são encaminhadas diretamente para o TRE, em Salvador, a exemplo da propaganda irregular feita na internet.

“O juiz responsável pela propaganda e pelos crimes eleitorais atuarão para coibir essa prática se for de fato irregular, porque às vezes a pessoa vê uma propaganda na rua e pensa que é irregular, mas não é. Aí vem para avaliação do juiz eleitoral e depois é feita a remoção, se for o caso, ou determinação de retirada”, explicou.

O chefe da 156ª enfatizou o Pardal Web já está ativo desde quando começou o período da propaganda eleitoral. Após baixar o aplicativo, o eleitor deverá cadastrar seus dados pessoais, antes de realizar a denúncia.

“Não é aceita a denúncia anônima e é preciso que ela venha com elementos mínimos, de local, a descrição do que estava acontecendo, a foto da propaganda irregular ou o vídeo dessa propaganda irregular também, para que a análise aqui seja feita com base nessas evidências. A pessoa precisa se identificar, mas a denúncia é mantida sob sigilo, esse dado é guardado pela Justiça Eleitoral, não é divulgado para o candidato ou para quem quer que seja.”

*com informações do site Acorda Cidade
Foto: TSE


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa na noite desta quinta-feira (1º) do Flow Podcast, no mesmo período em que estava previsto o debate presidencial da TV Globo, que foi cancelado. Durante a entrevista, Lula afirmou que há algum tempo critica o modelo adotado nos debates da Globo e declarou gostar do debate do segundo turno.

“Tem tempo que eu tenho questionado os debates da Globo. Eu fui em todos”, disse Lula. Ao ser questionado pelo apresentador Igor Coelho sobre a decisão de não comparecer ao encontro da emissora e participar do podcast, o petista respondeu em tom descontraído: “Porque eu gosto mais de você do que da Globo”.

Lula disse que prefere o debate do segundo turno. “O debate bom é o do segundo turno que é o candidato tete a tete, cada um falando o que quer, um para o outro. Quando você tem 5 ou 6 candidatos que você fica um, você fala um minuto e espera 10 minutos. Você fala dois minutos, espera 10 minutos, não tem sequência”, afirmou.

Lula questiona formato dos debates
O presidente disse que o formato com vários candidatos reduz o tempo dos candidatos e que por isso prefere o do segundo turno. Lula comparou a dinâmica dos debates com o ritmo de uma partida de futebol. Segundo ele, os intervalos entre as participações dos candidatos prejudicam a continuidade das discussões.

“É como se o jogador desse um pique e voltasse para descansar, desse um pique e voltasse para descansar. Não. O cara tem que jogar o jogo. Então, sinceramente, eu acho que esses debates são infrutíferos, não produzem nada, não dá sequência”, declarou.

Lula relembra ausência em debate de 2006
Durante a entrevista, o presidente também mencionou sua ausência no debate da Globo em 2006, quando disputava a reeleição. Lula afirmou que decidiu não comparecer para evitar um confronto com outros candidatos, entre eles Geraldo Alckmin.

Ao recordar o episódio, disse: “Quando foi em 2006, eu não fui no debate, porque tinha o Alckmin, que era meu adversário, que hoje é meu vice, e tinha 3 candidatos do PT. Eu fiquei pensando, eu vou no debate para ficar brigando com meu vez, companheiro do PT? Eu não vou. Eu não fui no debate”, explicou e então citou uma decisão do TSE.

Na época a emissora colocou uma cadeira vazia e faria nesta quinta-feira novamente com a ausência do presidente, mas a coligação de Lula recorreu ao TSE para que isso fosse suspenso.

“O que a Globo fez comigo? Colocou uma cadeira vazia. Colocou. Hoje teve uma decisão para não ter”, disse criticando a postura da emissora. Lula comparou o episódio de 2006 com a participação de Fernando Henrique Cardoso em debates e afirmou que considera ter recebido tratamento diferente da emissora.

“[A Globo] não colocou Fernando Henrique Cardoso, colocou Lulinha, porque com Lulinha pode tudo. Preconceito é muito grande. Então eu estava decidindo, eu não vou no debate, o pessoal já me conhece demais, já me conhece demais, eu já sou uma figura muito conhecida”, afirmou.

*bahia.ba
Foto: Reprodução/Youtube


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1º) que está acompanhando “muito de perto” as eleições brasileiras. Em declaração a jornalistas na Casa Branca, ele também classificou o pleito como “muito importante”.

“O Brasil é um país muito importante. É um ótimo país. As pessoas do Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante”, declarou Trump.

O presidente norte-americano não informou se apoia algum dos candidatos que disputam a Presidência do Brasil. A declaração ocorre poucos dias antes do primeiro turno, marcado para domingo (4).

A manifestação de Trump acontece em meio às discussões sobre uma possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras. Nos últimos dias, parlamentares dos Estados Unidos enviaram cartas ao secretário de Estado, Marco Rubio, cobrando garantias de que o governo norte-americano respeitará o resultado das urnas.

Em uma das cartas, parlamentares democratas afirmaram estar preocupados com ações do governo Trump que, segundo eles, poderiam ameaçar a relação entre os dois países e interferir no processo eleitoral brasileiro. Entre os pontos citados estão a nomeação de Darren Beattie para uma função relacionada ao Brasil no Departamento de Estado e medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.

O Departamento de Estado dos EUA já declarou que respeitará “qualquer governo” eleito no Brasil em outubro e negou ter um plano para impedir uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A possibilidade de interferência estrangeira também foi mencionada em informações atribuídas à Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Segundo reportagem da Reuters, autoridades brasileiras teriam informado representantes europeus sobre supostas tentativas de interferência dos Estados Unidos e da Rússia no processo eleitoral brasileiro. A agência afirmou ter tido acesso a documentos relacionados aos encontros.

O tema ganhou espaço durante a reta final da campanha, em um cenário de tensão diplomática entre Brasília e Washington. A relação entre os dois governos foi marcada nos últimos meses por disputas comerciais e divergências políticas. A Reuters também registrou que Lula tem alertado sobre interferência estrangeira no processo eleitoral.

Apesar das declarações de Trump sobre a importância do pleito, ele não anunciou apoio público a nenhum candidato brasileiro nesta quinta-feira.

*Metro1
Foto: The White House/Gallery


Pacientes acamados, domiciliados ou idosos residentes no distrito de Maria Quitéria já não precisam mais se deslocar de suas casas até a unidade de saúde para receber os medicamentos de uso contínuo. Desde a manhã desta quinta-feira (1º), a Prefeitura de Feira de Santana, através da Secretaria Municipal de Saúde, já está fazendo a entrega nas próprias residências, através do programa Remédio em Casa.

O início do programa no distrito de Maria Quitéria foi acompanhado pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho e o secretário de Saúde, Rodrigo Matos, além de técnicos de saúde da Prefeitura. A equipe percorreu vários povoados e visitou pacientes, informando sobre a ampliação do programa, que passa a contemplar também as suas comunidades.

Ao visitar os pacientes, o prefeito José Ronaldo informou que a distribuição dos medicamentos nas próprias residências passa a ser bimensal, com volumes suficientes para atender à demanda do período. “Antes dos medicamentos acabarem, as equipes da Secretaria da Saúde estarão aqui abastecendo novamente. Desta forma, os pacientes não precisam mais se deslocar para ir buscar os remédios”, assegurou.

Aos 80 anos, dona Kikita, como é mais conhecida a anciã viúva Augusta Oliveira da Silva, residente no povoado de Olhos d’Água da Formiga, comemorou ao saber que, a partir de agora, passa a receber remédios de uso contínuo em casa, juntamente com um filho que também faz uso de medicamentos que não podem ser interrompidos. “Estou muito feliz porque agora já não me preocupo mais em ter alguém para ir buscar os remédios”, frisou.

A iniciativa também foi comemorada por dona Iaiá, como é mais conhecida dona Júlia Gonçalves, moradora do povoado de Lagoa da Camisa. Buscar os remédios de uso contínuo em uma unidade de saúde para o marido, Geraldo Gonçalves, 71 anos, dos quais três deles em cima de uma cama, depois que sofreu AVC, sempre foi, conforme explica, motivo de muita preocupação. “Eu passo o dia todo tomando conta de meu marido. Hoje ele é como uma criança e, todas as vezes que dou a comida para ele ou os remédios, eu lhe digo o quanto eu o amo, lhe dou um abraço e um beijo. Eu não posso deixá-lo só. E este programa veio para trazer um alívio. Estou muito feliz com esta iniciativa”, afirmou.

Atenta à propaganda da Prefeitura de Feira na TV informando sobre o programa Remédio em Casa, a idosa Dilene Ribeiro da Silva, 68 anos, residente no povoado de Água Grande, ficou feliz com a chegada do programa e abriu as portas de sua casa para receber o prefeito José Ronaldo e o secretário Rodrigo Matos, com os quais conversou durante um longo período e falou sobre a expectativa com a entrega dos remédios de uso contínuo em sua residência. “Estou muito feliz porque muitas pessoas não têm condições de se deslocar até um posto de saúde para ir buscar os remédios. Agora a realidade é outra, os remédios estão vindo para minha casa”, afirmou, sorrindo.

Durante o início da distribuição dos medicamentos nos povoados do distrito de Maria Quitéria, também esteve presente o secretário de Comunicação, Joilton Freitas.

O programa já está contemplando os distritos de Bonfim de Feira, Ipuaçu, Matinha, Jaguara, Jaíba e agora também Maria Quitéria. Em novembro, chega a Humildes e, por fim, em dezembro, estará atendendo também em Tiquaruçu.

*Secom


Pesquisa Vox Brasil divulgada nesta sexta-feira (2) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 48,2% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que registra 45,2%.

A diferença entre os dois é de três pontos percentuais. Portanto, Flávio e Lula aparecem tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Os entrevistados que afirmaram votar em branco, anular ou não escolher nenhum dos dois representam 2,5%. Outros 4,1% não souberam ou não opinaram.

O levantamento também simulou confrontos de Lula contra Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).

Em uma disputa com Caiado, Lula aparece numericamente à frente, com 46,3%, contra 42,1% do candidato do PSD (Partido Social Democrático). Brancos, nulos e eleitores que não escolheriam nenhum deles somam 9,6%, enquanto 2% não souberam responder.

Contra Cury, Lula tem 46,8% das intenções de voto. O candidato do Avante registra 33,1%. Outros 12,3% votariam em branco, anulariam ou não escolheriam nenhum dos dois, e 7,8% não souberam opinar.

No cenário de primeiro turno, Flávio tem 41,2%, e Lula, 40,4%. Os dois também estão tecnicamente empatados.

Ronaldo Caiado aparece na terceira posição, com 3,3%. Renan Santos (Missão) tem 2,2%, seguido por Romeu Zema (Novo), com 1,3%, e Augusto Cury, com 1,2%. Edmilson Costa (PCB), assinala 0,2%.

Outros candidatos não pontuaram, sendo eles Samara Martins (UP), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), que deixou a disputa na quarta-feira (30), Rui Costa Pimenta (PCO), Wilson Grassi (Democrata) e Clariana Barão (DC).

Brancos e nulos somaram 3,2%, enquanto indecisos foram 7%.

A Vox Brasil entrevistou presencialmente 2.100 eleitores em todo o país entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi realizado com recursos próprios e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-00148/2026.

*CNN
Fotos: Agência Senado e Palácio do Planalto


A TV Globo anunciou nesta quinta-feira (1º) o cancelamento do debate presidencial que seria realizado com os candidatos à Presidência da República. O anúncio foi feito pela própria emissora e pela GloboNews, canal de notícias ligado à TV.
O cancelamento coincide com a decisão do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), de anunciar que não participaria do encontro. Na prática, o debate seria o último confronto entre os presidenciáveis antes do primeiro turno, marcado para domingo (4).
Mais cedo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes também determinou que a emissora incluísse Renan Santos (Missão) no debate presidencial, o que acabou configurando como intervenção da Justiça nas regras estabelecidas previamente.

Inicialmente, a Globo havia convidado somente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo).
Lula anunciou que não participaria do debate e que concederia uma entrevista ao podcast Flow no mesmo horário. Os demais candidatos haviam confirmado presença.

*SBT News


Mais de 20 municípios do interior da Bahia terão restrições à venda e ao consumo de bebidas alcoólicas durante o primeiro turno das eleições de 2026, marcado para domingo (4). As medidas foram estabelecidas por meio de portarias de juízes do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) e têm como objetivo preservar a ordem pública e evitar conflitos durante a votação.

As regras não são uniformes em todo o estado. Cada zona eleitoral definiu as restrições aplicáveis aos municípios sob sua jurisdição, incluindo os horários de proibição e os tipos de estabelecimentos abrangidos.

De acordo com levantamento publicado pelo portal A TARDE, as determinações alcançam bares, restaurantes, distribuidoras, supermercados, quiosques, feiras, vendedores ambulantes e outros pontos comerciais, além de espaços públicos de convivência.

Cidades com restrições

As portarias identificadas abrangem os seguintes municípios:

59ª Zona Eleitoral: Boa Nova, Bom Jesus da Serra, Mirante e Poções;
36ª Zona Eleitoral: Amargosa, Brejões, Nova Itarana e São Miguel das Matas;
60ª Zona Eleitoral: Condeúba, Cordeiros e Presidente Jânio Quadros;
76ª Zona Eleitoral: Irajuba, Itaquara e Jaguaquara;
103ª Zona Eleitoral: Miguel Calmon e Várzea do Poço;
112ª Zona Eleitoral: Alcobaça, Caravelas e Prado;
160ª Zona Eleitoral: Lamarão, Santa Bárbara e Tanquinho;
129ª Zona Eleitoral: Catu;
104ª Zona Eleitoral: Lapão.
Horários e regras específicas

Em Condeúba, Cordeiros e Presidente Jânio Quadros, os estabelecimentos do setor alimentício poderão funcionar entre 0h e 18h do domingo (4), exclusivamente para fornecer refeições e bebidas sem álcool.

Já em Boa Nova, Bom Jesus da Serra, Mirante e Poções, a proibição da comercialização e do consumo de bebidas alcoólicas em vias e recintos públicos será válida das 0h às 19h do dia da eleição.

As regras variam de acordo com cada portaria, por isso os comerciantes e eleitores devem observar as determinações específicas de seus municípios.

Jaguaquara, Itaquara e Irajuba exigem autorização

Nos municípios de Jaguaquara, Itaquara e Irajuba, integrantes da 76ª Zona Eleitoral, o funcionamento de estabelecimentos comerciais durante o período de restrição dependerá de autorização especial do cartório eleitoral. A determinação foi publicada pela juíza eleitoral Andréa Padilha Sodré Leal Palmarella.

Conforme a portaria, padarias, restaurantes, lanchonetes, bares e estabelecimentos semelhantes não poderão funcionar entre 0h e 18h do domingo (4), salvo mediante autorização judicial.

Os comerciantes interessados em abrir excepcionalmente deverão comparecer ao cartório eleitoral para apresentar o pedido, que será analisado individualmente. Caso a autorização seja concedida, o responsável pelo estabelecimento terá de assinar um termo formal de compromisso.

A determinação também proíbe a exposição de bebidas alcoólicas em prateleiras e balcões durante o período de restrição. O descumprimento das regras poderá resultar em responsabilização por desobediência.

Segundo a justificativa apresentada na portaria, o acirramento político e a importância do pleito exigem medidas preventivas para evitar tumultos e preservar a segurança pública durante a votação.

Tucano terá proibição entre sábado e domingo

Em Tucano, na região sisaleira da Bahia, a proibição da comercialização, distribuição e consumo de bebidas alcoólicas terá horário específico. A medida foi determinada pelo juiz eleitoral José de Souza Brandão Netto, titular da 80ª Zona Eleitoral.

No primeiro turno, a restrição começará às 22h de sábado (3) e seguirá até as 19h de domingo (4). Caso haja segundo turno, a proibição será aplicada novamente das 22h de 24 de outubro até as 19h do dia 25.

A norma abrange estabelecimentos formais e informais, como bares, restaurantes, lanchonetes, supermercados, postos de combustíveis e lojas de conveniência. A distribuição gratuita de bebidas alcoólicas também está incluída na restrição.

O consumo será proibido em vias públicas, calçadas, praças e áreas externas de residências, conforme os termos da portaria.

Fiscalização e penalidades

A fiscalização será realizada pelas forças de segurança estaduais e municipais. As medidas previstas nas portarias incluem apreensão de mercadorias e identificação dos responsáveis por infrações.

Em caso de reincidência, os estabelecimentos poderão ser interditados. Situações de resistência ou descumprimento continuado também poderão levar à condução dos envolvidos à delegacia para apuração de possível crime de desobediência.

Consumo dentro de casa

As restrições descritas nas portarias variam conforme a localidade e abrangem estabelecimentos e espaços públicos ou abertos ao público. Segundo as informações divulgadas, o consumo dentro de residências particulares permanece permitido, desde que respeitadas as condições estabelecidas nas normas locais.

A recomendação é que os eleitores e comerciantes consultem as determinações oficiais da zona eleitoral responsável por seu município para verificar os horários e as regras aplicáveis no dia da votação.

*Metro1
Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF


O senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, decidiu não participar do debate presidencial promovido pela TV Globo nesta quinta-feira (1º), o último confronto entre os candidatos antes do primeiro turno, marcado para domingo (4). O anúncio foi feito nas redes sociais do candidato.

“Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE”, escreveu. A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas.”

A campanha de Flávio reavaliava se o senador participaria do debate, após uma decisão da ministra Stella Aranha que proibiu a presença de uma cadeira vazia no estúdio para representar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lula já havia informado que não participaria do debate.
A equipe de Flávio classificou a medida como “censura”. Durante a preparação para o debate, o candidato pretendia usar a cadeira vazia para criticar Lula, seu principal adversário, segundo apurou o SBT News.

A possibilidade de Flávio não comparecer não era consenso entre integrantes da campanha. Parte da equipe avaliava que a ausência, após a confirmação de presença, poderia ser malvista por eleitores e prejudicar o candidato nos últimos dias antes do primeiro turno, marcado para domingo (4).

*SBT News
Foto: Divulgação/Charles Vieira.


O candidato a deputado federal Zé Chico defendeu a implantação de uma operação de cargas no Aeroporto Governador João Durval Carneiro, em Feira de Santana, como uma das estratégias para ampliar a capacidade logística do município e estimular a chegada de novos investimentos.

Zé Chico destacou a localização estratégica de Feira de Santana e afirmou que o aeroporto precisa ser aproveitado para além do transporte de passageiros.

“Feira de Santana é um dos maiores entroncamentos logísticos da Bahia. Nós temos uma localização privilegiada e precisamos transformar essa posição estratégica em desenvolvimento, em emprego e em renda para a nossa população. Um aeroporto de cargas pode ser uma peça importante nessa engrenagem”, afirmou.

Para Zé Chico, uma estrutura voltada ao transporte aéreo de mercadorias poderia beneficiar empresas instaladas no município e na região, especialmente aquelas que dependem de agilidade para receber ou distribuir produtos. O transporte aéreo também pode ser utilizado para mercadorias de maior valor agregado e produtos que exigem rapidez na entrega.

“Quando uma empresa escolhe onde vai investir, ela olha infraestrutura, logística e capacidade de distribuição. Se Feira oferecer diferentes caminhos para transportar mercadorias, vamos aumentar nossa capacidade de atrair empresas e gerar oportunidades”, declarou.

A discussão ganha relevância diante da posição de Feira como importante polo logístico da Bahia. Dados do Plano Diretor de Logística de Transporte do Estado apontam que mais de 70% das cargas passam pelo município pelo modal rodoviário e destacam o potencial da cidade para abrigar plataformas logísticas com integração entre diferentes meios de transporte.

Zé Chico também defendeu a ampliação da oferta de voos comerciais e a conexão de Feira de Santana com novos destinos. Segundo ele, melhorar a infraestrutura aeroportuária pode beneficiar não apenas os passageiros, mas também o setor produtivo.

“Não podemos olhar para o aeroporto apenas como um lugar de embarque e desembarque. Precisamos enxergar o que ele pode representar para a economia de Feira. Mais voos, mais conectividade e uma estrutura para cargas significam novas possibilidades para quem produz, para quem empreende e para quem quer investir na cidade”, disse.

Para o candidato, o debate sobre o futuro do aeroporto deve estar conectado a um projeto mais amplo de desenvolvimento econômico para Feira de Santana e para o Portal do Sertão.

“Feira já tem empresas, comércio forte, indústria e uma localização que nos coloca em uma posição diferenciada. O que precisamos é criar as condições para que essa estrutura gere ainda mais oportunidades. O aeroporto de cargas pode ajudar Feira a dar um novo passo e ocupar cada vez mais espaço como centro de distribuição e negócios”, concluiu.