Nesta terça-feira (6), o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), eleito senador, questionou nas redes sociais decisões recentes do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e afirmou que não haverá anistia para o que chamou de “corrupto de toga”.
– Alexandre de Moraes ficou bonzinho de repente? Que curioso… só digo uma coisa: pra corrupto de toga, SEM ANISTIA! – declarou Van Hattem.
O parlamentar também citou uma decisão que permitiu à cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, passar a cumprir a pena em regime semiaberto. Ela havia sido condenada a 14 anos de prisão pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
– Quero ver se o Alexandre de Moraes agora vai também autorizar minha visita ao Filipe Martins, que ele proibiu antes das eleições. Bora, Alexandre de Moraes? Ah, quero saber também se o PGR vai cancelar a denúncia que fez contra mim ao STF por discurso na tribuna. Bora, Gonet? – acrescentou.
Na mesma data, Moraes arquivou um inquérito que investigava o senador Marcos do Val (Avante-ES) e os influenciadores Oswaldo Eustáquio, Allan dos Santos e Ed Raposo. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A investigação apurava uma suposta campanha de exposição e intimidação virtual contra delegados da Polícia Federal envolvidos em apurações sob relatoria de Moraes. A PF havia pedido o indiciamento dos investigados.
Em parecer, a PGR afirmou que houve ataques à atuação dos policiais, mas avaliou que as provas não eram suficientes para caracterizar os crimes investigados.
– Embora a PF tenha optado pelos indiciamentos por embaraço à investigação de organização criminosa e incitação ao crime, não há substrato probatório suficiente para inserir os fatos apurados sob as molduras destes tipos penais – opinou a PGR.
No caso de Débora, Moraes considerou o tempo de trabalho e os estudos realizados por ela para calcular a redução da pena. Foram 108 dias pelo trabalho, 100 dias pela aprovação no Enem e mais quatro dias pela leitura de um livro.
A mudança de regime ocorreu após manifestação favorável da PGR. Débora estava em prisão domiciliar desde março de 2025 e havia sido condenada por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro.
As decisões recentes também ocorrem após a eleição de uma bancada de direita no Senado com número suficiente para alterar a correlação de forças na Casa. O resultado pode favorecer a tramitação de pedidos de impeachment contra ministros do STF, incluindo Moraes, caso haja apoio político para isso.
*Pleno.News Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
O credenciamento de profissionais e veículos de imprensa para a cobertura oficial da Micareta de Feira 2026 segue aberto até o próximo dia 15 de outubro. O cadastro é realizado pela Secretaria Municipal de Comunicação Social (Secom) e é destinado aos profissionais e veículos que pretendem atuar na cobertura jornalística e audiovisual da festa.
Durante o preenchimento, são solicitadas informações pessoais e profissionais, como CPF, RG, telefone, e-mail, registro profissional, veículo de comunicação, função desempenhada e fotografia para identificação.
Todos os pedidos passarão por análise e aprovação da Secom. Os profissionais cujas solicitações não forem aprovadas serão comunicados por e-mail.
Micareta acontece em novembro
A Micareta de Feira 2026 será realizada de 19 a 22 de novembro. Este ano, a festa terá uma característica inédita em sua trajetória: pela primeira vez, o evento será realizado no segundo semestre, fora do tradicional período do primeiro quadrimestre.
O credenciamento é exclusivo para profissionais e veículos de mídia especializada interessados em realizar a cobertura oficial da programação da Micareta.
A Secom informa que as datas e o local para retirada das credenciais serão divulgados posteriormente pelos canais oficiais da Prefeitura de Feira de Santana.
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quarta-feira (7), a Operação Leakage, contra uma organização suspeita de atuar no transporte, armazenamento e distribuição de grandes quantidades de drogas entre a Bahia e o Paraná. A ação cumpre mandados judiciais em Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana, além de Cascavel, no Paraná.
Segundo as investigações, os entorpecentes eram adquiridos em grandes volumes no Paraguai e encaminhados ao Paraná. A partir de lá, a droga seria transferida para Salvador e outras cidades do interior baiano, onde ocorreria a distribuição.
As apurações também identificaram indícios de participação de integrantes do grupo no comércio ilegal de armas de fogo.
Polícia pede bloqueio de até R$ 25 milhões Durante a investigação, a Polícia Civil solicitou à Justiça o bloqueio de até R$ 25 milhões em valores pertencentes aos investigados. Também foi requerido o bloqueio de 11 veículos que, conforme as apurações, seriam utilizados no transporte e na distribuição dos entorpecentes.
Operação mobiliza cerca de 130 policiais A Operação Leakage é coordenada pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), por meio da 3ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (3ª DTE/BTS).
Cerca de 130 policiais civis participam da operação. A ação conta ainda com equipes dos departamentos Especializado de Investigações Criminais (Deic); de Polícia Metropolitana (Depom); de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco); de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV); de Inteligência Policial (DIP); e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core).
Também participam da operação equipes das polícias Civil e Militar do Paraná.
As investigações buscam esclarecer a extensão da atuação da organização criminosa e a participação individual dos suspeitos nos crimes apurados.
O resultado das eleições de 2026 abriu caminho para uma possível dança das cadeiras partidárias na Bahia. Ao todo, 15 deputados eleitos pelo estado — quatro federais e 11 estaduais — pertencem a partidos ou a uma federação que não conseguiram superar a cláusula de desempenho nacional e, por isso, podem mudar de legenda sem perder o mandato.
A regra, na prática, dá maior liberdade partidária aos parlamentares eleitos por essas legendas. Diferentemente dos deputados vinculados a partidos que superaram a cláusula de desempenho, eles poderão buscar uma nova sigla sem depender da janela partidária ou de outra hipótese de justa causa para preservar o mandato. A mudança pode provocar uma reacomodação das bancadas tanto na Câmara dos Deputados quanto na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) a partir de 2027.
A possibilidade está prevista na Constituição Federal. Quando um partido não alcança os requisitos da cláusula de desempenho, fica assegurado ao candidato eleito o mandato e é facultada sua filiação, sem perda da cadeira, a outro partido que tenha atingido os critérios estabelecidos pela Constituição. Entre os deputados federais baianos, a situação alcança Pastor Sargento Isidório, Neto Carletto e Elmo Vaz, todos do Avante, e Félix Mendonça Júnior, do PDT. Avante e PDT estão entre as legendas que não atingiram a cláusula de desempenho nas eleições deste ano.
O Avante conseguiu eleger três dos 39 representantes da Bahia na Câmara dos Deputados. Isidório foi, inclusive, o candidato a federal mais votado do estado, com 248.147 votos. Neto Carletto ficou entre os primeiros colocados, com 197.240 votos, enquanto Elmo Vaz também garantiu uma cadeira. Pelo PDT, Félix Mendonça Júnior conquistou a reeleição.
O efeito é ainda maior na Assembleia Legislativa da Bahia. Somente Avante e PDT elegeram dez deputados estaduais, cinco de cada partido. Pelo Avante, foram eleitos Tancredo Isidório, com 82.883 votos; Léo de Neco, com 81.903; Vitor Azevedo, com 68.806; Silva Neto, com 66.967; e João de Furão, com 58.510 votos. Vitor foi o único reeleito.
No PDT, as cinco cadeiras ficaram com Luciano Pinheiro, que recebeu 92.339 votos; Marcinho Oliveira, com 83.074; Neto Coelho, com 54.429; Josafá Marinho, com 47.464; e Cacau da Mata, com 47.216 votos. Marcinho foi reeleito. Há ainda Kleber Rosa (PSOL), eleito deputado estadual com 68.921 votos. O PSOL disputou a eleição integrado à Federação PSOL/Rede, que também não conseguiu cumprir os requisitos nacionais da cláusula de desempenho.
Com isso, são 11 deputados estaduais eleitos na Bahia vinculados a partidos ou federação que ficaram abaixo da cláusula: cinco do Avante, cinco do PDT e um do PSOL/Rede.
A cláusula de desempenho ficou mais rigorosa em 2026. Para superar a barreira, partidos ou federações precisavam obter pelo menos 2,5% dos votos válidos para deputado federal no país, distribuídos em pelo menos nove estados, com um mínimo de 1,5% em cada um deles, ou eleger pelo menos 13 deputados federais distribuídos em nove estados.
PDT, Avante, Federação PSOL/Rede e Federação PRD/Solidariedade estão entre os que não alcançaram os critérios. No caso do PDT, por exemplo, o partido ficou com cerca de 1,6% dos votos nacionais e elegeu apenas seis deputados federais. A PSOL/Rede chegou a eleger 15 deputados, mas não alcançou a distribuição por estados exigida pela regra.
O ex-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) declarou, nesta terça-feira (6), apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2026. O anúncio ocorreu durante um encontro em Goiânia, que também reuniu o governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), e o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Caiado justificou o apoio como uma questão de coerência com sua trajetória política e de oposição ao PT. “Eu estou aqui para fazer o que é a coerência da minha vida, que é poder derrotar o PT em uma eleição e tem 40 anos que faço isso”, declarou. Antes de anunciar a decisão, ele também relembrou sua relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que o apoio a Flávio seria o desejo do ex-presidente.
A manifestação de Caiado ocorreu depois do apoio declarado por Tarcísio. Também participaram do encontro o senador eleito Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União Brasil), senadora eleita. Gracinha também declarou apoio a Flávio e afirmou: “Vemos no primeiro turno que cada um defendeu o que acreditava. Agora estamos no segundo turno, onde nossas diferenças são bem menores do que o que nos une”.
Após a votação do primeiro turno, Caiado havia afirmado que discutiria seu posicionamento com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Os votos válidos obtidos pelo ex-candidato ficaram próximos da diferença registrada entre Flávio Bolsonaro e Lula no primeiro turno, de cerca de 2,3 milhões de votos.
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), fechou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) para a presidência da República no segundo turno das eleições. A aliança foi decidida nesta terça-feira (6), em Brasília, em uma reunião que contou com a participação de lideranças da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP.
No primeiro turno, Neto declarou apoio à candidatura do amigo Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás. A ideia do então candidato ao governo da Bahia era se afastar de Flávio, para garantir votos de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Após ver sua estratégia ser derrotada nas urnas, Neto sinalizou, na noite de domingo (4), que sua próxima missão seria ajudar a derrotar Lula no segundo turno. “Temos a convicção de que, para mudar a Bahia, vai ser preciso primeiro mudar o Brasil”, declarou naquela oportunidade.
Agora, ACM Neto deve oferecer sua estrutura partidária e econômica para realizar a campanha de Flávio Bolsonaro na Bahia. O grupo já trabalha, inclusive, para receber o candidato do PL para um ato eleitoral em Salvador.
Primeiro turno mostrou força do PT na Bahia No último domingo, o resultado eleitoral da Bahia mostrou a força do PT entre os baianos. Além da vitória do governador Jerônimo Rodrigues (PT) no primeiro turno, com 55,8% dos votos válidos, o partido também emplacou a eleição dos senadores Rui Costa (30,07%) e Jaques Wagner (27,65%), e garantiu 66,17% dos votos válidos para Lula.
Na disputa proporcional, o PT também se destacou como a maior legenda do estado, elegendo 7 integrantes para a Câmara dos Deputados e 14 para a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Considerando a Federação Brasil da Esperança, que os petistas formam ao lado de PCdoB e PV, o número sobe para 10 deputados federais e 20 deputados estaduais.
O União Brasil de ACM Neto, por sua vez, elegeu 6 para a Câmara e 5 para a ALBA, enquanto o PL ficou com 4 deputados federais e 7 deputados estaduais.
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta segunda-feira (5) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorize uma visita de Flávio Bolsonaro (PL) ao pai antes do encerramento da restrição atualmente em vigor.
O pedido ocorre após Flávio Bolsonaro conquistar uma vaga no segundo turno da eleição para a Presidência da República. O senador enfrentará Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na próxima etapa da disputa.
Os advogados também solicitaram a revogação da medida que suspendeu as visitas de Flávio ao ex-presidente. Segundo a defesa, o período determinado para a restrição já está próximo do fim e não teriam surgido novos fatos que justificassem a continuidade da proibição.
Medida foi estabelecida por 90 dias A suspensão das visitas foi determinada por Moraes em julho e tem duração prevista de 90 dias, com término marcado para 11 de outubro.
Na decisão que estabeleceu a medida, o ministro apontou que Flávio teria sido utilizado para divulgar uma manifestação de Bolsonaro com conteúdo relacionado à política e às eleições.
Agora, a defesa argumenta que o cenário que levou à restrição deve ser reavaliado. O pedido principal é pelo fim antecipado da suspensão, permitindo que as visitas voltem a seguir as regras que estavam valendo anteriormente.
Defesa apresenta alternativa caso pedido seja negado Os advogados também incluíram uma segunda possibilidade no pedido encaminhado ao STF. Caso Moraes não autorize a retomada das visitas de imediato, a defesa quer que seja permitido ao menos um encontro entre Flávio e Bolsonaro antes de 11 de outubro.
A intenção, segundo os advogados, seria realizar uma visita de caráter exclusivamente familiar. O encontro seria previamente combinado com o local onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, incluindo a definição de data e horário.
O presidente estadual do PL na Bahia, João Roma, afirmou nesta segunda-feira (5) que o desempenho do partido nas eleições de 2026 representa uma ampliação da força da legenda no estado. Segundo ele, o resultado nas disputas proporcionais cria uma estrutura política mais ampla para os próximos anos.
Roma destacou principalmente o crescimento da bancada do PL na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e as votações obtidas pelos candidatos da legenda.
“O PL mais do que dobra o resultado da última eleição na Assembleia Legislativa. É uma marca grandiosa e mostra que existe um movimento político crescendo no nosso estado”, afirmou.
João Roma destaca quadros do partido O dirigente partidário também ressaltou a eleição de mulheres e a votação de candidatos que, segundo ele, conseguiram ampliar a presença do PL entre diferentes segmentos do eleitorado baiano.
Para Roma, o resultado não se limita à composição da próxima legislatura, mas demonstra a consolidação de uma estrutura partidária construída durante os últimos anos.
“São deputados que fizeram um grande trabalho, colocaram seus posicionamentos nas ruas e conseguiram estabelecer conexão com os nossos eleitores. Estamos construindo uma grande bancada”, declarou.
PL mira expansão no estado Além do desempenho na Bahia, Roma relacionou o resultado estadual ao crescimento do partido em outras regiões do país. O ex-ministro afirmou que a legenda chega fortalecida à segunda etapa da disputa presidencial.
“O resultado das eleições foi muito positivo para o PL em todo o Brasil, inclusive aqui na Bahia. O partido continua sendo uma das grandes forças políticas do país e chega ao segundo turno com a expectativa de eleger o próximo presidente”, afirmou.
Após a eleição, o presidente estadual do PL disse que a prioridade será manter a organização da legenda e ampliar a interlocução com municípios e lideranças políticas.
A estratégia inclui a formação de novas alianças e a preparação do partido para os próximos ciclos eleitorais, além da atuação dos deputados eleitos na Assembleia.
“A política vai muito além de uma eleição. Temos um trabalho construído, pessoas que acreditam nas nossas ideias e uma responsabilidade ainda maior a partir de agora. Vamos continuar trabalhando”, concluiu.
Os senadores eleitos Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) registraram vantagem sobre os demais candidatos em algumas das principais cidades da Bahia nas eleições de 2026. Apesar da predominância da dupla petista em municípios importantes, João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos) também conquistaram resultados expressivos em algumas das maiores cidades do estado.
O site Bahia Notícias, que realizou um levantamento com os resultados da disputa pelo Senado em alguns dos principais municípios baianos para identificar onde os candidatos foram mais votados e onde acabaram superados pelos adversários.
Em Salvador, maior colégio eleitoral do estado, Rui Costa liderou a votação. O petista recebeu 639.827 votos válidos, correspondentes a 26,9% do total. Jaques Wagner apareceu na sequência, com 572.163 votos (24,1%). João Roma ficou em terceiro lugar na capital baiana, com 531.955 votos (22,4%), enquanto Angelo Coronel registrou 501.636 votos (21,1%).
O cenário foi diferente em Feira de Santana. Na segunda maior cidade da Bahia, João Roma e Angelo Coronel superaram os dois candidatos petistas. Roma recebeu 149.681 votos (26%), enquanto Coronel teve 142.308 (24,7%). Rui Costa ficou com 137.932 votos (24%), seguido por Jaques Wagner, com 127.109 (22,1%).
Em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano, João Roma também apareceu à frente, com 87.636 votos (25,4%). Rui Costa ficou em segundo, com 84.937 votos (24,6%). Angelo Coronel registrou 83.699 votos, enquanto Jaques Wagner teve 77.558 votos.
Já em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), Rui Costa e Jaques Wagner lideraram a disputa. Os petistas registraram 28,1% e 26,8% dos votos, respectivamente. João Roma ficou com 21,7%, seguido por Angelo Coronel, com 20,8%.
Em Juazeiro, no Norte do estado, Rui Costa também ficou à frente, com 68.714 votos, seguido por Jaques Wagner, com 65.578. Na cidade, os dois petistas superaram os demais candidatos. Em Lauro de Freitas, por outro lado, o resultado foi favorável a João Roma e Angelo Coronel. Roma recebeu 55.992 votos, enquanto Coronel registrou 50.195 votos válidos, superando Rui Costa e Jaques Wagner no município da RMS.
CIDADES ONDE OS CANDIDATOS FORAM MAIS FORTES E MAIS FRACOS Além do levantamento sobre as principais cidades, o Bahia Notícias também analisou os resultados registrados no Mapa Eleitoral para identificar os municípios onde os quatro principais candidatos tiveram seus maiores e menores percentuais de votação.
Entre os candidatos, Angelo Coronel apresentou seus melhores resultados em Acajutiba, com 42% dos votos, Ipecaetá, com 41,1%, e Formosa do Rio Preto, com 41%. Já os menores percentuais foram registrados em Itaguaçu, com 6%, além de Caetanos e Santa Brígida.
João Roma teve seu melhor desempenho em Luís Eduardo Magalhães, onde alcançou 36,5% dos votos. Itamaraju e Caldeirão Grande também aparecem entre os municípios onde o candidato apresentou percentuais mais altos. Por outro lado, Roma registrou resultados mais baixos em Itaguaçu (6,3%), Ribeira do Amparo (6,5%) e Andorinha (7,3%).
Rui Costa teve seus maiores percentuais em Itaguaçu, com 45%, Ribeira do Amparo, com 44%, e Mansidão, com 43,3%. Os menores resultados do petista foram registrados em Luís Eduardo Magalhães, com 13,3%, além de Presidente Jânio Quadros e Itamaraju.
Jaques Wagner, por sua vez, teve seu melhor desempenho em Itaguaçu, com 42,3%, seguido por Presidente Dutra, com 41,8%, e Caetanos, com 41,5%. Os menores percentuais foram registrados em Acajutiba (7,6%), Formosa do Rio Preto (8,2%) e Ipecaetá (8,3%).
A abstenção no 1º turno das eleições 2026 bateu recorde com 33,4 milhões de pessoas que não compareceram às urnas, representando 21,08% do total de eleitores. Em 2022, a abstenção foi 20,9%, o que representou 32,7 milhões de pessoas. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A abstenção desse domingo (4) foi semelhante à das eleições municipais de 2024, que costumam registrar uma ausência maior que as eleições nacionais. Há dois anos, 33,7 milhões de pessoas não foram votar no 1º turno para prefeito e vereador, chegando a 21,68% do eleitorado total.
O 1º turno da eleição de 2026 contava com 158,7 milhões de eleitores aptos a votar. Desses, 125,2 milhões compareceram aos colégios eleitorais. De cada dez eleitores, dois não foram às urnas. Considerando o primeiro turno das eleições gerais, a abstenção desse domingo só foi menor que a de 1998, quando 21,49% do eleitorado não compareceu aos colégios eleitorais.
Dos que compareceram às zonas eleitorais, 2,3 milhões votaram em branco para presidente, o que representou 1,84% do eleitorado, e 3,6 milhões anularam o voto presidencial, o que representou 2,93% do total de votos válidos. Os eleitores que não votaram no 1º turno, ainda podem votar no 2º turno, desde que estejam com o título regularizado.
*Agência Brasil Foto: Joédson Alves/Agência Brasil