O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou ontem (9) que não vai interferir – “de jeito nenhum” – no mercado devido à alta no preço dos alimentos da cesta básica, como arroz e óleo de soja. Mas, em conversa com apoiadores ao chegar ao Palácio da Alavorada, ele disse que tinha uma “boa notícia”.
“A boa notícia é que conversei com duas autoridades dos supermercados e na ponta da linha o preço chega pra eles…. e eles estão se empenhando pra reduzir o preço da cesta básica, que, dado o auxilio emergencial, houve um pequeno aumento do consumo”, ressaltou o presidente.
“Houve mais exportação por causa do dólar e sabemos disso aí. Os rizicultores, os plantadores de arroz, estavam com prejuízo há mais de dez anos, mas tá sendo normalizado isso aí. Não vamos interferir no mercado de jeito nenhum, não existe canetaço para resolver a questão da economia”, reiterou Bolsonaro aos apoiadores.
De acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação oficial do país em agosto teve uma alta de 0,24%, puxada pelo preço dos alimentos.
O Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA) subiu 2,44% em 12 meses, enquanto a inflação dos alimentos subiu 8,83% no período.
O mercado de direitos de transmissão de futebol está em polvorosa. Com o SBT e a Conmebol fechando parceria para a exibição da Copa Libertadores, agora é a vez da CNN Brasil negociar com a Turner a compra dos jogos do Campeonato Brasileiro. A informação é da coluna de Daniel Castro, do Notícias da TV.
A CNN Brasil começou as tratativas depois que a Globo acionou a Justiça para acusar a gigante norte-americana de desrespeitar a Lei da TV Paga do Brasil. Isto porque a Turner não poderia exibir a competição por causa de sua ligação com a Sky. As duas empresas são controladas pela AT&T. De acordo com a Lei de Acesso Condicionado, um mesmo grupo não pode produzir conteúdo e controlar operadoras de TV ou telefonia ao mesmo tempo.
O caso Globo x Turner ainda será analisado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e pela Ancine (Agência Nacional do Cinema). A Turner teme que uma decisão judicial interrompa o acordo que o grupo fez com oito clubes brasileiros (Athletico-PR, Bahia, Ceará, Coritiba, Fortaleza, Internacional, Palmeiras e Santos) da Série A até 2024.
O trunfo da CNN Brasil neste caso é o bom relacionamento do CEO da emissora, Douglas Tavolaro, com a divisão de esportes da Warner Media USA, conglomerado que gere, entre outras empresas, a Turner.
Por ser 100% brasileira e licenciada da sede norte-americana, a CNN Brasil é uma brecha estratégica para que os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro continue sob controle da AT&T sem que as leis brasileiras sejam violadas.
Para este caso, a CNN Brasil trabalha com duas possibilidades: a transmissão da competição na própria CNN Brasil, solução a curto prazo, ou a criação do CNN Esportes, possibilidade a médio prazo.
Caso se concretize, este seria mais um duro golpe no núcleo esportivo da TV Globo, que já abriu mão da Fórmula 1 e da Copa Libertadores.
A Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério da Economia, decidiu nesta quarta-feira (9) reduzir a zero — até 31 de dezembro deste ano — a alíquota do imposto de importação para o arroz em casca e beneficiado.
O Comitê-Executivo de Gestão da Camex estabeleceu que a redução está restrita a uma cota de 400 mil toneladas de arroz com casca não parboilizado e arroz semibranqueado e branqueado, não parboilizado.
O objetivo da Camex é reduzir o custo do arroz importado para aumentar a oferta e conter a alta de preços do produto no mercado interno.
Atualmente, a alíquota de importação do produto adquirido de países fora do Mercosul é de 10% para arroz em casca e de 12% para o arroz beneficiado. Para países que integram o Mercosul (Argentina, Uruguai, Paraguai), a tarifa já é zero, segundo informações do Ministério da Economia.
De acordo com o ministério, de janeiro a agosto, o Brasil importou 1,153 milhão de toneladas de arroz com casca, paddy ou em bruto e arroz sem casca ou semi elaborado, polido, glaceado, quebrado, parboilizado ou convertido.
A importação representa cerca de 10% do consumo de arroz no país — 11,6 milhões de toneladas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com a companhia, durante a pandemia, o consumo cresceu, puxado principalmente pelos recursos do auxílio emergencial pago pelo governo.
A alta no preço de alimentos da cesta básica tem preocupado o governo. O presidente Jair Bolsonaro se reuniu nesta quarta-feira com o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Sanzovo Neto, para discutir o assunto. Segundo Sanzovo Neto, os supermercados não são “vilões” em relação à alta dos preços.
Na terça (8), Bolsonaro afirmou que fez um “apelo” a donos de supermercados para conter a alta do preço do arroz.
Nesta quarta, o Ministério da Justiça notificou representantes de supermercados e produtores de alimentos para que em cinco dias expliquem o aumento no preço dos alimentos da cesta básica.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje (9) que a reforma administrativa deve gerar cerca de R$ 300 bilhões de cortes de gastos, em 10 anos. Ele participou de evento virtual promovido pelo Instituto de Direito Público (IDP) sobre a reforma administrativa.
“Nossos cálculos iniciais é que essa reforma na formatação que enviamos vai cortar [cerca de] R$ 300 bilhões, ao longo de 10 anos”, disse.
De acordo com o ministro, essa estimativa considera a reforma como foi enviada ao Congresso Nacional, ainda sem alterações que poderão ser feitas pelos parlamentares. Também foi considerada a taxa de reposição de servidores que se aposentam de 60% ou 70% e a redução de salário de entrada no serviço público.
Guedes defendeu que o teto de salário de carreiras seja elevado, para reter talentos considerando a meritocracia e graus de responsabilidade. Ele disse que atualmente os salários não refletem o desempenho dos servidores e é “uma distribuição quase socialista”.
O ministro destacou ainda que a proposta prevê aumento de produtividade e considera a digitalização dos serviços públicos. “Vamos digitalizar todo o serviço público”, disse.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) estuda zerar o imposto de importação dos produtos da cesta básica, que sofreram grande alta recentemente.
Pessoas que participaram das discussões com o presidente afirmam que a ideia é, inicialmente, propor à Camex (Câmara de Comércio e Exterior), um comitê vinculado ao Ministério da Economia, zerar a alíquota de importação do arroz vindo de países fora do Mercosul.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou ontem (8) que o governo estuda medidas, por meios dos ministério da Economia e da Agricultura, para dar uma resposta à disparada nos preços de alimentos nos mercados, mas descartou qualquer tipo de tabelamento e reiterou que tem feito um apelo aos empresários do setor para que diminuam a margem de lucro.
“Tenho apelado para eles (donos de supermercados), ninguém vai usar caneta Bic para tabelar nada, não existe tabelamento, mas estou pedindo a eles que o lucro desses produtos essenciais no supermercado seja próximo de zero”, disse Bolsonaro em evento no Planalto transmitido pelas redes sociais do presidente.
Relacionadas
Bolsonaro citou especificamente altas no preço do arroz e do óleo de soja, e disse esperar uma normalização a partir da colheita da próxima safra, em janeiro e dezembro.
Enquanto isso, afirmou, o governo está estudando medidas. “Sei que outras medidas estão sendo tomadas pelo ministro da Economia, bem como pela ministra Teresa Cristina (da Agricultura) para nós embasarmos então a resposta a esses preços que dispararam nos supermercados”, afirmou, sem dar detalhes.
O presidente Jair Bolsonaro admitiu neste sábado, durante visita a obras da pista do aeroporto de Congonhas , em São Paulo , que a recuperação econômica do Brasil não será rápida.
“Esperamos que a volta do país à normalidade seja não digo mais rápido, que não tem como ser rápido, mas não tão demorada também”, afirmou ele, que estava ao lado dos ministros da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e da Justiça, André Mendonça, além do secretário Nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzmann, e o presidente da Infraero, Brigadeiro Paes de Barros.
Na oportunidade, o presidente aproveitou para criticar aqueles que, segundo ele, não priorizaram a economia. “Aquele pessoal que dizia no passado,, ‘a economia recupera depois’, está na hora de botar a cabeça pra fora e dizer como é que se recupera rapidamente a economia. Sempre falei que era vida e economia. Fui muito criticado. Mas não posso pensar de forma imediata, tenho que pensar lá na frente”, afirmou.
Vale lembrar que, nesta semana, a economia registrou retração inédita de 9,7% no segundo trimestre de 2020 na comparação com os três meses anteriores, segundo dados divulgados pelo IBGE.
O Papa Francisco disse nesta sexta-feira (4) que a pandemia do novo coronavírus “derrubou os pilares instáveis” de um modelo econômico mundial construído sobre a idolatria do dinheiro e da dominação dos ricos e poderosos.
Em mensagem aos participantes do workshop anual European House-Ambrosetti, que reúne cerca de 200 executivos, economistas e políticos de todo o mundo, ele pediu novos modelos que sejam mais inclusivos e reduzam a desigualdade social.
O pontífice também pediu “uma reformulação ecológica” da economia para salvar o meio ambiente e reduzir o desperdício de consumo.
“A pandemia questionou a escala de valores que define o dinheiro e o poder sobre todo o resto”, disse ele.
“Isso derrubou os pilares instáveis que sustentavam um certo modelo de desenvolvimento”, explicou, acrescentando que as incertezas sociais e econômicas fizeram com que muitas pessoas abrissem os olhos para a desigualdade e a deterioração ambiental.
O papa afirmou que a economia deve ser a expressão de uma sociedade que “se recusa a sacrificar a dignidade humana aos ídolos das finanças e usa os recursos financeiros não para dominar, mas para servir”.
Acredita-se que Francisco, disse que qualquer eventual vacina para a covid-19 não deve ser acumulada pelos países ricos, e que esteja preparando uma encíclica – a forma mais elevada de escrita papal – sobre como acredita que o mundo deve ser pós-pandemia.
Pensando na preservação e retomada das atividades no ramo turístico que voltarão a ser uma realidade no pós pandemia, a Secretaria Municipal do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico (SETTDEC) orienta os empresários de bares, restaurantes, hotelaria e todo ramo turístico de Feira de Santana a se inscrever no Cadastur – Sistema Nacional de Cadastro dos Prestadores de Serviços Turísticos.
O cadastro pode trazer acesso a linhas de financiamento que estão sendo disponibilizadas na Bahia pela Caixa Econômica Federal e pelo Desenbahia, sujeito a análise cadastral e políticas de cada banco. As linhas de financiamento serão disponibilizadas apenas aos estabelecimentos que estiverem qualificados no Cadastur.
Além de gratuito, pode proporcionar diversos benefícios entre incentivo à participação em programas e projetos do Governo Federal, participação em programas de qualificação promovidos pelo Ministério do Turismo, visibilidade nacional e internacional nos sites do Cadastur e do programa Viaje Legal.
Para se cadastrar basta acessar o link: cadastur.turismo.gov.br, selecionar a opção “sou prestador” e incluir os dados do responsável pela empresa. É necessário também fazer a validação “não sou um robô”, cadastrar login e senha e preencher o formulário virtual. Ao concluir, um certificado digital será encaminhado ao email disponibilizado.
“Neste momento de pandemia ele é muito mais importante pois o Ministério do Turismo abriu uma linha de crédito com juros mais acessíveis para todo o trade como bares, restaurantes e hotelaria que foram altamente prejudicados. Para retomada eles precisam de capital e tem direito a essa linha de crédito apenas os que têm o Cadastur e estão dentro dos padrões de qualidade do Ministério do Turismo”, explica a diretora do Departamento de Turismo Graça Cordeiro.
Além destes benefícios, a empresa também poderá receber o selo de Turismo Responsável, que pode ser emitido online, e prevê o compromisso do estabelecimento em cumprir as determinações de boas práticas listadas pelo Ministério do Turismo, sendo um diferencial para atrair clientes.
“Os clientes estão cada vez mais exigentes e neste momento de pandemia as pessoas irão escolher os ambientes que possuem o selo do Turismo Responsável, pois seguem os protocolos do Ministério da Saúde quanto a higienização do ambiente para reduzir os riscos de contaminação da Covid-19 e também os parâmetros de segurança alimentar”, afirma Graça Cordeiro.
Ainda segundo ela não há prazo para realizar o registro e as pessoas que tiverem dúvidas podem comparecer ao Departamento de Turismo, localizado no Mercado de Arte Popular ou ligar através do número: (75) 3623-6977.
A reforma administrativa apresentada hoje (3) pelo governo federal prevê a criação de novos tipos de vínculos e maior tempo para efetivação no cargo. Secretários do Ministério da Economia concedem neste momento entrevista coletiva sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Nova Administração Pública.
A matéria prevê a criação de novos vínculos. O regime jurídico único dará lugar a vínculos distintos. No ingresso por concurso público, haverá estabilidade após três anos para cargo típico de estado e o cargo por prazo indeterminado.
No ingresso por seleção simplificada, haverá vínculo por prazo determinado, que substituirá a contratação temporária, e ainda cargos de liderança e assessoramento, em substituição a cargos comissionados e funções gratificadas.