A segunda fase da operação Cangalha – coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) – resultou na prisão de 1.187 integrantes de organizações criminosas nos últimos 30 dias.
O cumprimento dos mandados de prisão que fazem parte da operação Cangalha aconteceu nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Segundo a polícia, foram cumpridos 869 mandados judiciais na segunda fase da operação. Entre as apreensões, estão 245 armas, 100 veículos, 312 celulares e R$ 524 mil, no período de 15 de agosto a 14 de setembro de 2022
Uma quantia de R$ 21 milhões foi bloqueada de contas ligadas aos indivíduos que foram presos.
A operação também fiscalizou 42 unidades prisionais espalhadas pelo Nordeste, que resultou na apreensão de 312 celulares e 228 armas brancas artesanais. Ao todo, 7,6 toneladas foram apreendidas, além de 271.240 pés de maconha destruídos.
A ação foi Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com participação da Polícia Federal, secretarias de Segurança Pública estaduais, Departamento Penitenciário Nacional e das Forças-Tarefas de Combate ao Crime Organizado em Fortaleza (CE), Mossoró (RN), Natal (RN), João Pessoa (PB) e no estado do Piauí.
Ex-presidente discorria sobre ‘avanços tecnológicos’
O ex-presidente Lula (PT) disse não saber como criar novos empregos em uma eventual novo mandato presidencial. A afirmação foi proferida em um evento com lideranças do Movimento Sem-Terra (MST), na quarta-feira 14, em São Paulo.
“Os avanços tecnológicos não estão criando novos empregos”, disse o petista. “Eles criam mais produtividade, mais riqueza e mais condições de ganhar dinheiro, mas vão diminuindo a quantidade de pessoas que fazem trabalhos manuais. Como não podemos brigar com os avanços tecnológicos, porque, ainda que eles tirem os empregos, são responsáveis por criar inúmeras facilidades, nós temos que discutir como criar trabalho para o povo brasileiro. Como vamos criar novos empregos? Eu não sei como fazer.”
“A única coisa que eu sei é que estou voltando a concorrer a uma eleição presidencial porque precisamos fazer esse país voltar a ser feliz”, completou. “Todos sabem que eu vou criar um Ministério do Desenvolvimento Agrário, nós vamos ter o Ministério das Pequenas Empresa.”
Criação de ministérios
Em entrevista ao UOL em julho deste ano, além dos possíveis novos órgãos voltados ao desenvolvimento agrário e pequenas empresas, Lula disse que pretende criar o Ministério de Causas Indígenas, do Planejamento, da Igualdade Social, entre outras pastas em um eventual novo mandato.
“Vou recriar o Ministério da Pesca e criar o de Causas Indígenas, que terá que ter um índio no ministério”, reafirmou. “Não precisa ser um branco de terno e gravata. Vou recriar ministérios que existiam no meu governo. Um país do tamanho do Brasil não pode deixar de ter um Ministério do Planejamento. Esse país tem que ser planejado de curto, médio e longo prazo. Esse país tem que ter uma prateleira de projetos feitos pelo Ministério do Planejamento.”
“Vamos criar ministérios necessários, porque, quando coloca uma coisa importante, como cultura, no lugar secundário, você não está dando importância”, afirmou. “Cultura vai ser muito importante. Vamos criar comitês estaduais para ver se consegue nacionalizar cultura.”
José Dumont é investigado por estupro de vulnerável e pedofilia
José Dumont Foto: Reprodução/YouTube Janela Indiscreta
Alvo de investigação por estupro de vulnerável e pedofilia, o ator José Dumont, de 72 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Rio de Janeiro com material de pornografia infanto-juvenil, nesta quinta-feira (15).
As informações iniciais são do site Notícias da TV, que conversou com a polícia. O jornalista Luiz Bacci, da Record, também deu a notícia nesta tarde, por meio dos stories em seu perfil no Instagram.
– Um dos maiores nomes das novelas, José Dumont, acaba de ser preso suspeito de pedofilia no Rio de Janeiro. Informações em instantes no Cidade Alerta – anunciou, sem fornecer mais detalhes, mas exibindo a imagem do ator na delegacia da Polícia Civil.
Storie de Luiz Bacci Foto: Reprodução/Instagram
A prisão foi realizada sob comando do delegado Marcelo Braga Maia. O ator já era alvo de investigação por supostamente manter relações com um menino de 12 anos, em troca de ajuda financeira.
Câmeras de segurança teriam registrado imagens do ator trocando beijos e carícias com a criança, o que desencadeou a investigação, com mandado de busca e apreensão, na casa de Dumont.
Veterano na TV, o ator fez, recentemente, o coronel Eduardo em Nos Tempos do Imperador, da TV Globo, e está no elenco de Todas as Flores, que estreia em breve no Globoplay.
Pedetista disse que ex-presidente “avacalhou na frente de toda a nação” ao ser questionado sobre corrupção
Candidatos Lula e Ciro Gomes no debate da TV Band Foto: Reprodução/Print de vídeo publicado nas redes sociais
O candidato do Partido Democrático Trabalhista (PDT) à Presidência, Ciro Gomes, teceu críticas à moral do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante comício na Casa 12, em Recife, Pernambuco, ele afirmou que o petista “avacalhou na frente de toda a nação” ao ser questionado sobre corrupção pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) no debate realizado na Band, em agosto.
– Vai para um debate na televisão, o Bolsonaro picareta com toda a família envolvida em falcatrua. Vai para cima do Lula, denuncia a corrupção do Lula, e o Lula avacalha na frente de toda a nação brasileira, porque não tem moral para encarar o Bolsonaro, para discutir isso – declarou o pedetista.
Ciro também pediu que os brasileiros lhe deem “uma chance”, pois seus principais rivais no pleito deste ano já “tiveram oportunidade” de serem presidentes.
Ele ainda afirmou que acredita em uma virada de votos que o leve ao segundo turno. Ele se encontra como terceiro colocado nas pesquisas de intenção de votos.
– Acho que a gente pode virar honesta e friamente – avaliou.
No dia anterior, contudo, o pedetista declarou que, caso não vença este ano, não planeja voltar a disputar as eleições.
– Se eu não for eleito, chega para mim. Estou inteirando 65 anos. Devotei minha vida inteira a este país. Não tenho fortuna, não tenho empresas, abri mão de três aposentadorias, nunca fui processado e, às vezes, me pergunto: vale a pena? [Ver] a população brasileira votando em corruptos porque o sistema está produzindo isso na cabeça do nosso povo… Vale a pena? – questionou, em entrevista à rádio Metrópole.
O banco Itaú Unibanco ordenou que fosse leiloado um apartamento duplex do comentarista Caio Ribeiro, da TV Globo, por uma dívida de R$ 2 milhões do ex-atleta e de alguns dos seus familiares. Após duas tentativas fracassadas de venda, o banco acabou ficando com o imóvel e dando por quitada a dívida do comentarista.
De acordo com informações da escritura, Caio Ribeiro adquiriu o apartamento de parentes por R$ 2,4 milhões em 2016, sendo que cerca de R$ 1,4 milhão foi através de um financiamento.
No ato da compra, o ex-jogador de futebol concedeu o imóvel em alienação fiduciária ao Itaú Unibanco. Isso significa repassar o imóvel a uma instituição financeira, mas mantendo a sua posse, como espécie de garantia até que se pague uma dívida.
O duplex foi avaliado em R$ 2.083.000, valor da dívida cobrada pelo Itaú, segundo informação registrada na matrícula do imóvel em abril deste ano. Como o comentarista não quitou a dívida, a propriedade do imóvel passou em definitivo para o credor.
Uma nova pesquisa da Brasmarket, divulgada nesta quinta-feira (15), em primeira mão pelo Terra Brasil Notícias, mostra uma vitória no primeiro turno do presidente Jair Bolsonaro (PL).
No levantamento espontâneo, Bolsonaro lidera com 40,2%, enquanto Lula aparece com 28,4%. Na soma dos votos válidos, contando com os demais candidatos, o executivo federal ainda é a maioria e consegue se eleger já no próximo dia 2 de outubro.
Confira os números:
A pesquisa foi feita entre os dias 10 e 14 de setembro, com a confiabilidade de 95%. O método de coleta das informações foi o contato telefônico. Foram feitas 2.400 entrevistas em 504 cidades do Brasil. A margem de erro é de 2%.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número: BR-01527/2022.
Após o presidente Bolsonaro avaliar ação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Sérgio Moro “desproporcional”, o ex-ministro demonstra vontade de estar junto com Bolsonaro novamente. Nas falas recentes, Moro já começa a citar o “inimigo” em comum, no caso o ex-presidiário Lula (PT).
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abriu nesta quarta-feira (14) inscrições para um novo processo seletivo para o Censo 2022. Estão sendo oferecidas 7.795 vagas para recenseador e 435 para agentes censitários municipais ou supervisores. O prazo vai até sexta-feira (16).
A previsão é que o contrato de trabalho para recenseador dure três meses e a remuneração é variável, dependendo da produtividade do trabalhador. Já o contrato para os agentes censitários deverá durar cinco meses, com vencimentos de R$ 1.700 para supervisor e R$ 2.100 para municipal.
A inscrição é gratuita. Outras informações serão divulgados no site do IBGE.
De desvario em desvario, transformaram a campanha eleitoral de 2022 numa eleição de ditadura
(Artigo de J. R. Guzzo publicado no jornal Gazeta do Povo em 12 de setembro de 2022)
A justiça eleitoral brasileira se transformou num monstro. Deveria ser uma repartição pública que cuida da organização das eleições e garante a honestidade das apurações, unicamente isso — como em qualquer democracia séria do mundo. Aqui, por força da invasão da vida política por parte do STF, e da vassalagem que o judiciário impôs aos dois outros poderes, passou a mandar na eleição. É uma deformação — os brasileiros foram expulsos do processo eleitoral. Quem decide tudo, hoje, são o TSE, os 27 TREs e o resto do brontossauro burocrático que passou a dar ordens aos partidos, aos candidatos e aos eleitores. De desvario em desvario, transformaram a campanha eleitoral de 2022 numa eleição de ditadura. Seu golpe mais recente foi proibir que o presidente da República mostre em seu programa de televisão as imagens das manifestações-gigante do dia Sete de Setembro em que foram comemorados os 200 anos de independência do Brasil — e nas quais possivelmente mais de 1 milhão de pessoas, em todo o país, foram às ruas prestar apoio à sua candidatura à reeleição.
É a pior agressão imposta até agora pelo TSE à liberdade, à igualdade e à limpeza das eleições de outubro; não há sinais de que seja a última. Os novos comissários-gerais da ordem política brasileira, simplesmente, decidiram que o presidente não tem o direito de mostrar, nos programas do horário político, os vídeos de manifestações públicas feitas em seu próprio favor — em atenção, mais uma vez, às exigências feitas pelo candidato adversário. A alegação é demente: a população foi para a praça pública festejar a independência do Brasil, e as imagens de sua maciça presença nas ruas não podem ser usadas para se fazer “propaganda eleitoral”. Mas as pessoas que saíram de casa no Sete de Setembro, com bandeiras do Brasil e vestidas de verde-amarelo, foram às comemorações com a expressa e óbvia intenção de dizer que vão votar em Jair Bolsonaro para um novo mandato. Como, agora, proibir que se mostre isso — algo perfeitamente legal e já visto por milhões de pessoas? É direito constitucional dos cidadãos brasileiros votarem em quem quiserem e expressarem publicamente a sua preferência — por que, então, o TSE proíbe a exibição de imagens que comprovam a existência de multidões dispostas a votar no presidente?
A mesma justiça eleitoral, no tempo do regime militar, não deixava os candidatos dizerem nada no programa político da televisão; só podiam mostrar um retratinho de si próprios, dentro dos exatos centímetros e milímetros fixados pelas autoridades, mais o seu número e partido, e fim de conversa. O povo não tinha nada de ficar sabendo o que o candidato tinha a dizer — como TSE de hoje acha que o povo não tem nada de ficar olhando para imagens que os comissários não gostam. No regime militar, ao menos, havia mais igualdade — o retratinho era igual para todo mundo. Hoje só o presidente é proibido de fazer isso e aquilo, e mais isso e mais aquilo; a cada cinco minutos os advogados do seu principal, ou único competidor, exigem que Bolsonaro se cale, enquanto ele próprio continua dizendo e mostrando tudo o que quer, com a plena aprovação do TSE. Neste último episódio, lembram os métodos da antiga ditadura comunista da Rússia, que mandava apagar todas as imagens que não aprovava – apagar fisicamente, raspando fotografias e filmes. Agora, estão apagando imagens que todo mundo já viu.
O ex-presidente Lula, num dos mais rancorosos insultos que já dirigiu à toda a população brasileira que não vota nele, disse que as manifestações do Sete de Setembro pareciam uma reunião da Ku Klux Klan, a sociedade secreta que se tornou símbolo mundial do racismo. O ministro Luís Roberto Barroso, por sua vez, disse que a presença do povo na rua serviria para se calcular quantos fascistas existem no Brasil; o apoio ao presidente, para ele, é um crime político. Das ofensas, agora, passa-se à pior das hipocrisias. Se tudo não passou de uma reunião racista de fascistas da KKK, porque toda a ânsia enraivecida, então, em proibir que esse fracasso da candidatura Bolsonaro apareça no programa eleitoral? Porque esconder algo que, segundo a candidatura Lula, deu errado para o adversário? Se deu errado, e é coisa do mal, a manifestação em seu favor teria de ser exibida ao máximo, não é mesmo? É claro que não se trata de nada disso. Lula, que não consegue juntar ninguém a seu favor para uma demonstração de massas, quer esconder o sucesso do presidente no Sete de Setembro — e o TSE, ao aceitar essa nova imposição, parece fazer mais um esforço para dar a impressão de que não vai agir com limpeza na eleição de outubro.