Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (06), a incorporação de cinco novos medicamentos no programa para distribuição gratuita à população. Os fármacos são para controle de hipertensão arterial e diabetes e chegam em momento que 62,5% das cidades brasileiras enfrentam falta crônica de remédios ofertados à população.
O dado consta em pesquisa divulgada em setembro pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Conforme o Ministério, serão incluídos na lista de medicamentos: Besilato de Anlodipino 5 mg, Succinato de Metoprolol 25 mg, Espironolactona 25 mg e Furosemida 40 mg – todos voltados ao controle de pressão. Já o Dapagliflozina 10 mg será oferecido, conforme a pasta, em “modalidade copagamento” para controle de diabete tipo 2 associada às doenças cardiovasculares.
A previsão é que os fármacos já estejam disponíveis até o final de outubro, assegurou o Ministério, que projeta 2,7 milhões beneficiadas com a disponibilização dos novos remédios. Em Belo Horizonte, a unidade de distribuição do Farmácia Popular está localizada na avenida Nossa Senhora de Fátima, nº 2.777, ao lado da estação Carlos Prates, na região Noroeste.
Na tarde de hoje, Bolsonaro e Zema devem participar de um evento da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg)
O governador reeleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), decidiu emprestar ao presidente da República e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), seu capital político para ajudá-lo no segundo turno.
O governador convidou prefeitos dos 853 municípios do Estado a ajudar na campanha eleitoral do presidente. Até agora, a adesão está em aproximadamente 600 prefeitos, disse Marcos Vinicius Bizarro (PSDB), prefeito de Coronel Fabriciano (MG) e presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM).
“Os prefeitos de forma individual vão apresentar apoio irrestrito ao governador em relação às políticas que o Zema adotar. Eu sou um deles. Acho que o Estado vive uma recuperação dos estragos feitos pelo governo do Fernando Pimentel (PT), de 2015 a 2018, e não podemos perder o risco de perder tudo isso”, afirmou o prefeito.
Os prefeitos já começaram a divulgar vídeos nas redes sociais defendendo a continuidade das políticas adotadas. “Hoje os prefeitos gozam de credibilidade que foi dada pelo governador quando passou a pagar em dia. Temos credibilidade com a população”, observou Bizarro.
Na tarde de hoje (6), Bolsonaro e Zema devem participar de um evento da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), para o setor industrial entregar ao candidato à Presidência propostas para o desenvolvimento da indústria no Estado. A expectativa é que outros governadores que anunciaram apoio a Bolsonaro também participem do evento.
Durante o evento, previsto para começar às 16h30, Zema deve convidar Bolsonaro a participar de um evento em Belo Horizonte com os prefeitos apoiadores no dia 14. O candidato deve vir ao Estado pelo menos três vezes antes do dia 30, quando ocorre o segundo turno.
Em Minas, o candidato à reeleição também conta com o apoio do senador Carlos Viana (PL), do senador eleito Cleitinho Azevedo (PSC) e do deputado federal eleito Nikolas Ferreira (PL) para fazer campanha, principalmente no interior do Estado, especialmente na região Norte, onde Lula liderou em votos no primeiro turno.
Presidente afirmou que precisa cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal
Nesta quinta-feira (6), o presidente Jair Bolsonaro falou sobre o contingenciamento de verbas de órgãos vinculados ao Ministério da Educação (MEC) e explicou o motivo de a medida ter sido adotada. De acordo com ele, é necessário que o governo siga a Lei de Responsabilidade Fiscal.
A declaração foi feita durante conversa com jornalistas em Minas Gerais.
– Chama-se contingenciamento. Eu tenho que seguir a Lei de Responsabilidade Fiscal. O repasse de recursos é em função da entrada de receita. Então, o que foi adiado até dezembro é uma pequena parcela. Deixo bem claro, o orçamento para a educação, para o ensino superior no corrente ano, é quase R$ 1 bilhão superior ao ano passado. Apenas contingenciamento que todos os governos fizeram, não por maldade, vontade própria, mas para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal – ressaltou.
O ato foi publicado pelo governo federal na última sexta-feira (30). Com a medida, universidades, institutos federais e outros órgãos vinculados ao MEC não poderão realizar novos gastos. A previsão é que a liberação ocorra em novembro.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (6) que a Caixa Econômica Federal lançará um programa de renegociação de dívidas chamado de “Vá para o Azul”. O anúncio oficial do programa vai ser feito ainda nesta quinta pela presidente do banco, Daniella Marques.
“É um programa que, vou adiantar, vou trair a Dani aqui, ela autorizou, é um programa que vai mexer com a vida de 4 milhões de pessoas que têm dívida na Caixa Econômica e 400 mil empresas que têm dívida na Caixa Econômica. O programa dela é o seguinte: quem tem dívida vai para a renegociação, pode ser perdoado até 90%”, disse Bolsonaro durante encontro com políticos aliados no Palácio da Alvorada.
O programa a que Bolsonaro se referiu, no entanto, é chamado de ‘Você no Azul’ e foi lançado em 2019, primeiro ano de gestão do atual presidente. Agora, em 2022, terá algumas atualizações no projeto, segundo o banco público. Os novos detalhes, no entanto, não foram divulgados.
A medida, que permitirá a brasileiros endividados negociar contas em atraso, será lançada na tarde desta quinta-feira (6) pela presidente Daniella Marques, que assumiu em julho último o comando do banco após a saída de Pedro Guimarães.
Basicamente o programa oferece condições especiais a clientes do banco para pagamento de dívidas em atraso e beneficia pessoas físicas e empresas. Em 2020, por exemplo, o projeto atendeu 3 milhões de pessoas físicas e 359 mil empresas — mais da metade dos clientes têm dívidas de até R$ 3.000.
Pesquisa PoderData realizada de 3 a 5 de outubro de 2022 mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 52% das intenções de voto contra 48% de Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno das eleições. O placar é referente aos votos válidos –os atribuídos a algum dos candidatos, excluindo-se brancos e nulos.
A diferença numérica é a menor já captada pelo PoderData em um confronto direto entre os 2 candidatos.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, com recursos do Poder360, por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram 3.500 entrevistas em 301 municípios nas 27 unidades da Federação de 3 a 5 de outubro de 2022. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para um intervalo de confiança de 95%. Registro no TSE: BR-08253/2022.
Apoiador do PT atingiu eleitor do presidente com faca após luta corporal; autor foi preso em flagrante por homicídio doloso
Um eleitor do ex-presidente e candidato do PT ao Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, acertou diversas facadas em um apoiador do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, na tarde da última terça-feira (4), em Itanhaém, litoral de São Paulo, causando sua morte.
O caso veio à tona nesta quarta-feira (5), e o suspeito do crime foi preso por homicídio doloso. O motivo do assassinato, de acordo com testemunhas ouvidas pela polícia e pelo próprio suspeito do crime, foi uma discussão política.
A investigação revela que o indiciado é Luiz Antônio Ferreira da Silva Santos, apoiador do PT, e a vítima é José Roberto Gomes Mendes, que foi esfaqueado e não resistiu aos ferimentos. O R7 tenta localizar a defesa de Luiz Antônio Ferreira da Silva Santos. Assim que ela se manifestar, o conteúdo será adicionado à reportagem.
De acordo com a Polícia Civil de Itanhaém, houve uma discussão dentro de casa entre os dois. Após entrarem em luta corporal, a vítima recebeu vários golpes de arma branca, no caso, uma faca, e não resistiu. A morte foi constatada pelos médicos do Samu que estiveram no local.
A Polícia Militar confirmou as informações. Em nota, a corporação disse que os agentes de segurança foram acionados para atender “a uma ocorrência de agressão por meio da utilização de uma arma branca [faca]”.
Ao chegarem ao local, os policiais depararam com um homem de 52 anos caído no chão e com vários ferimentos no rosto, costas e pescoço, provocados por um objeto perfurocortante.
Em seguida, os policiais conseguiram prender um homem de 42 anos, que disse ser amigo da vítima e que eles moravam juntos. Segundo o agressor, o amigo estava com a faca e, na hora da confusão, ele próprio caiu sobre a arma.
Pesquisa foi feita entre segunda-feira (3) e quarta-feira (5) e tem margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Nos votos válidos, o resultado foi 55% para Lula e 45% para Bolsonaro.
Pesquisa do Ipec divulgada nesta quarta-feira (5), encomendada pela Globo, aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 51% de intenção de votos no segundo turno e que o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 43%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Lula (PT): 51%
Bolsonaro (PL): 43%
Branco e nulo: 4%
Não sabe/não respondeu: 2%
Nos votos válidos, o levantamento apontou que Lula tem 55%, e Bolsonaro, 45% (veja infográfico abaixo). Para calcular os votos válidos, são excluídos os brancos, os nulos e os de eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrou mais um pedido de pronunciamento em cadeia nacional de rádio de televisão do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para tentar alavancar a campanha de vacinação contra a poliomielite. Já é a 3ª negativa para o discurso.
A informação é da Jovem Pan e do O Globo. Na segunda-feira (03), o Ministério da Saúde informou que o percentual de vacinação de crianças contra a pólio segue com baixa cobertura.
Apenas 52,3% se vacinaram, o que ainda está longe da meta de 95%, de acordo com a pasta da saúde.
Na semana passada, a Organização Panamericana da Saúde pediu ao Governo Federal que fizesse um alerta imediato à população sobre a importância da vacina.
O presidente do TSE Alexandre de Moraes alegou, na decisão, que o pronunciamento de Queiroga fere o princípio da impessoalidade em função do que chamou de “indevida personificação no período eleitoral de ações relacionadas à administração pública”.
O petista conta com 13 siglas, enquanto Bolsonaro soma 4; Entre governadores eleitos, 7 de 15 estão com o presidente
Nesta semana, os partidos começam a definir seus apoios aos candidatos na disputa pelo Planalto no 2º turno. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) conta com o apoio declarado de 13 siglas até esta 4ª feira (5.out.2022), enquanto o chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL), com 4. Já entre os governadores eleitos em 1º turno no domingo (2.out.), 7 se alinharam ao atual presidente e 5, ao petista.
A maior parte dos apoios de cada candidato vem de suas respectivas coligações. Com o PT, estão o PC do B, o PV, o Solidariedade, o Psol, a Rede, o PSB, o Agir, o Avante e o Pros. A federação Rede-Psol oficializou seu apoio ao ex-presidente desde a pré-campanha do 1º turno. A coligação de Bolsonaro é composta pelo seu partido, o Progressistas e o Republicanos.
Leia aqui os resultados do 1º turno na plataforma de apuração do Poder360
O PSDB, o PSD, o Novo e o DC ficaram neutros e liberaram seus filiados. Alguns deles já se manifestaram publicamente, como o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), que vai apoiarBolsonaro, assim como o governador eleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
Entre os candidatos à presidência derrotados, Ciro Gomes (PDT) afirmou, sem citar nomes, que vai acompanhar o partido, que se alinhou a Lula. Sofia Manzano (PCB) fez o mesmo.
Simone Tebet (MDB), que ficou em 3º lugar, ainda não se manifestou, mas seu partido liberou diretórios estaduais a apoiarem Lula ou Bolsonaro. A senadora deve apoiar Lula. Já Soraya Thronicke(União Brasil) não apoiará ninguém. Seu partido ainda não definiu.
GOVERNADORES
No cenário dos Estados, Bolsonaro tem ao seu lado os governadores dos 3 principais colégios eleitorais do país: Cláudio Castro (PL) e Zema, reeleitos no 1º turno no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, respectivamente, e Rodrigo Garcia (PSDB), em São Paulo.
O atual presidente tem apoio declarado de 7 dos 15 governadores eleitos no domingo. Além de outros 4 que já estão no cargo atualmente e disputam o 2º turno. Lula, nesse cenário, tem 5 eleitos e 4 governadores atuais.
Lula tem apoio de 3 governadores do seu partido: Fátima Bezerra, no Rio Grande do Norte; Rafael Fonteles, do Piauí; e Elmano, do Ceará. Além deles, Carlos Brandão (PSB) apoia o petista no Maranhão.
Operação Euterpe cumpre mandados em cidades paraenses
A Polícia Federal cumpriu 22 mandados de busca e apreensão nas cidades paraenses de Ananindeua, Marituba, Barcarena e na capital do estado Belém, nesta quarta-feira, (5). A Operação batizada de Euterpe, teve a participação da Polícia Judiciária de Portugal e o Serviço Europeu de Polícia (Europol), e apoio da Receita Federal do Brasil.
A ação faz parte do inquérito policial que apura a exportação de 320 quilos de cocaína apreendidos no país europeu, no fim de junho. Na ocasião, a Operação Norte Tropical prendeu três brasileiros em flagrante por tráfico internacional de drogas.
“Os mandados de busca e apreensão desta manhã ocorreram em residências e empresas com suspeita de fazer parte de grupo criminoso que leva grandes quantidades de cocaína à Europa. Foram apreendidos aparelhos eletrônicos e documentos que possam reforçar a investigação e indicar a possível participação de outras pessoas nos crimes”, informou a PF em nota.
Os três presos na Operação Norte Tropical permanecem em um presídio de Portugal. A partir daí, o Europol entrou em cooperação com a Polícia Federal e a Polícia Judiciária de Portugal para continuar as investigações e desmantelar o grupo criminoso que leva droga da América do Sul à Europa.
Sobre o nome da operação, a PF explica que Euterpe tem a ver com o nome científico do açaí, frequente na região Norte. A cocaína levada para Portugal estava escondida em uma grande carga de açaí, embarcada no porto de Vila do Conde, em Barcarena.