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Jovem é obrigado a entrar na própria cova e morre após ser torturado e esfaqueado

Foto: Divulgação/Polícia Civil.

Um crime registrado em Paraíso do Tocantins impressionou pela crueldade. Wriel Hélio Rodrigues Oliveira, de 26 anos, foi torturado dentro de uma boca de fumo, local usado para venda de drogas. Em seguida, foi levado para as margens de um córrego e obrigado a entrar na própria cova. A vítima levou pelo menos 20 facadas e acabou morrendo. 

As informações são da Polícia Civil, que desvendou o crime neste sábado (11), dia em que o corpo foi encontrado às margens de um córrego, perto do setor Vila Regina. Um adolescente de 17 anos foi apreendido e contou os detalhes de como o assassinato aconteceu. Um homem suspeito de envolvimento no homicídio está foragido. 

As investigações apontaram que a motivação para o crime seria uma desconfiança dos suspeitos em relação à vítima. “Os autores suspeitavam que a vítima estaria delatando traficantes para a polícia, o que para eles é algo inaceitável. O próprio adolescente declarou ser simpatizante de uma facção criminosa e que já teria cometido pelo menos outros dois homicídios”, destacou o delegado Antonio Onofre de Oliveira Filho. 

Conforme o delegado, inicialmente o caso era tratado como desaparecimento, no entanto, durante as investigações surgiu a suspeita de que Wriel pudesse ter sido vítima de homicídio cometido por integrantes de uma facção criminosa. 

“Conseguimos elementos que apontaram que o adolescente e um comparsa adulto foram os autores. Ao verificarmos que esse adolescente tinha um mandado de busca e apreensão em aberto, demos cumprimento ao mandado e, consequentemente, ele confessou o crime e disse onde teria enterrado o cadáver da vítima que era apenas usuária de drogas”, informou Antonio Onofre. 

O menor relatou que Wriel foi capturado na boca de fumo e severamente torturado. 

“Em seguida, eles levaram a vítima toda machucada até as proximidades de um córrego no mesmo setor. Lá cavaram uma cova rasa, mandaram a vítima entrar dentro da cova, e depois desferiram diversos golpes de faca, abrindo o corpo da vítima, cortando a vítima toda. Foram para mais de 20 perfurações com golpes de faca, segundo relatos do autor”, informou o delegado. 

O adolescente foi encaminhado para a sede da 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC) e autuado em flagrante por ato infracional análogo ao crime de ocultação de cadáver, e ainda responderá pelos homicídios praticados. Após os procedimentos legais, será encaminhado para uma unidade do sistema socioeducativo. 

O corpo da vítima foi recolhido pelo Núcleo de Medicina Legal de Paraíso, onde passará por exames de necropsia e antropologia forense. Devido ao avançado estado de putrefação, o cadáver ainda passará por exame de DNA para confirmação de identificação genética, para então ser liberado aos familiares. 

Fonte: G1.


Extra TBN: preso dá detalhes de como funciona o recrutamento de brasileiros pelo Hezbollah e revela quanto receberia como pagamento

Foto: Reprodução/Twitter/X.

Preso em Goiânia (GO), pela Polícia Federal (PF), por tentar matar judeus, um homem recrutado pelo Hezbollah revelou aos agentes como o grupo terrorista recruta brasileiros. 

Em fevereiro, ele chegou a Beirute, onde terroristas o levaram a um hotel, com a finalidade de se encontrar com uma liderança do ajuntamento radical. 

Encontro do investigado com o Hezbollah

De acordo com o homem, cuja identidade não foi revelada pela PF, o chefe do grupo o interpelou sobre sua capacidade para matar pessoas. Isso porque o trabalho envolveria assassinar “desafetos do grupo”. 

Após responder, ouviu que tinha o perfil adequado. Pelo trabalho, receberia US$ 200 mil (quase de R$ 1 milhão) de sinal, além de um prêmio futuro de US$ 500 mil (R$ 2,5 milhões). 

Conforme documentos obtidos pela TV Globo, a PF mostrou o símbolo do Hezbollah ao homem, que confirmou a presença da insígnia em trajes dos terroristas. 

Depois do depoimento, na sexta-feira 10, a PF liberou o interrogado. Preso três vezes no Brasil, ele responde a dois processos, por receptação e sequestro. 

Semelhança entre depoimentos

O roteiro da viagem descrito no depoimento chamou a atenção da PF, por ser semelhante ao relato de outro interrogado, na quarta-feira 8. 

Os depoimentos fazem parte de uma investigação que apura a cooptação de brasileiros para atos terroristas contra judeus no país. Desde a quarta-feira 8, a PF cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal. 

Fote: Revista Oeste.


Facção criminosa loteia ruas e vende 'franquias' de tráfico de drogas no Brasil; Entenda

Foto: Danilo Verpa/Folhapress.

As notícias vindas do Morro do Índio, em Cubatão (SP), deixaram Reinaldo Bock Coutinho, o Chuck, enfurecido. Um traficante apelidado de Pivete reivindicava a posse de um ponto de drogas pertencente ao território de Chuck, a Adega. Além disso, Ratinho, outro criminoso conhecido, insistia em abrir uma “boca” no beco da Farinha —iniciativa já vetada anteriormente por Príncipe, “disciplina” da região (como é chamado quem impõe ordens do crime organizado). 

Não podendo resolver a questão pessoalmente, já que à época estava preso em uma penitenciária de Mirandópolis (SP), Chuck mandou avisar os parentes e os outros envolvidos na história que os chefes do PCC tinham sido acionados para solucionar o impasse, e seriam eles quem arbitrariam sobre o tamanho exato da “loja” de cada um e, ainda, sobre o que fazer com Ratinho. 

Mais do que uma disputa de um morro do litoral paulista, os diálogos e documentos interceptados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo são uma demostração do papel da facção criminosa PCC no controle dos territórios de venda de drogas no estado, incluindo o poder de decisão de quem pode ou não pode vender drogas nas ruas. 

Essa situação, segundo a polícia e promotores ouvidos pela reportagem, ocorre em praticamente todo o território paulista e se estende a cidades de outros estados, como parte do Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais. 

“A pessoa não escolhe se vai abrir ou não, onde vai abrir, qual é a área dela. Isso é o PCC que determina”, diz o promotor Silvio de Cillo Leite Loubeh, do Gaeco (grupo da Promotoria especializado no combate ao crime organizado) de Santos (SP), responsável pela investigação de Chuck. 

“Você não pode dizer: ‘vou começar a vender maconha e cocaína aqui nesta esquina’. Não existe isso. Você só vai vender ali se for autorizado pelo partido [PCC] a vender. Ou vai ter que comprar o ponto de outro traficante, e mesmo isso passa por uma autorização. Em todo o lugar do estado é assim, a não ser um local aí perdido, mas acho difícil”, explica. 

Os documentos apreendidos pelas polícias e Promotoria mostram que esse domínio foi se consolidando ao longo dos anos. Atualmente, no estado de São Paulo, ainda que o traficante não pertença ao grupo, só pode comercializar drogas fornecidas por integrantes do PCC. 

Na prática, isso significa que todos os territórios de venda de entorpecentes, as chamadas lojas, são do PCC. Esses pontos, por serem considerados da “Família”, são vendidos ou arrendados para criminosos parceiros como uma espécie de franquia, a exemplo do que ocorre em redes de restaurantes fast food —comparação usada por delegados e promotores. 

Esse domínio limita a concorrência entre os traficantes ligados à facção e afasta “autônomos”. 

Para o procurador Marcio Sergio Christino, especialista em crime organizado, essa estrutura empresarial do PCC extinguiu a figura do pequeno traficante. Para ele, quem vende drogas nas “biqueiras” é como um funcionário de uma loja de departamentos. 

“Dá para afirmar, com toda certeza, que hoje em dia não existem traficantes independentes, não existem pequenos traficantes. São todos empregados de uma empresa chamada PCC”, diz o autor do livro “Laços de Sangue”, sobre o PCC, publicado pela editora Matrix. 

Ainda conforme o procurador, esse monopólio no estado de São Paulo, em especial para a cocaína, começa já na Bolívia, onde o PCC tornou-se o único comprador oficial, após acordo com os produtores locais. 

“Não é que vão falar: ‘você não pode vender [em SP o que comprou na Bolívia]’. Vão dar duas escolhas: ou você vende nos termos deles ou vai para o ‘saco'”, conta. 

Christino afirma ainda que o crime mapeia vendedores autônomos por meio do comportamento dos usuários. “Quem acaba mostrando isso são os viciados. Eles mesmos falam: ‘olha, você está me vendendo aqui, mas estou comprando do outro mais barato’.” 

Também para o diretor do Denarc (Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico), Ronaldo Sayeg, um traficante autônomo se tornou algo raro em São Paulo. 

“Não é impossível [vender sem ligação com o crime organizado], você até pode. Mas vai comprar de quem a mercadoria? Você vai fazer tudo sozinho? É um molde empresarial, do qual o crime acaba se aproveitando. Ele é o facilitador para quem quer ter uma boca de fumo”, afirma o delegado. 

Documentos apreendidos pela Polícia Civil mostram que, em 2016, a cidade de São Paulo era dividida em cinco grandes regiões e subdividida pela facção em 55 áreas, cada uma com várias “biqueiras”. Planilhas revelam que, no caso de “lojas” pertencentes ao PCC, os “gerentes” ficam com 5% do dinheiro desses pontos. Os demais “funcionários” dividem outros 15%, e o restante (80%) fica para a cúpula. 

Já nos pontos de venda de “franqueados”, segundo policiais e promotores, os salários de “funcionários” variam conforme a região. O dono precisa, porém, seguir regras e, se eventualmente descumpri-las, o PCC pode tomar o ponto e vendê-lo a outro. 

Investigações do Ministério Público indicam que os pontos são vendidos por valores que vão de R$ 50 mil a até R$ 3 milhões, dependendo da localização. 

Delegados do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) ouvidos pela Folha afirmam que, nas investigações dos chamados mega-assaltos, descobriu-se que parte dos criminosos compra “biqueiras” com os recursos obtidos nessas ações, uma forma considerada segura de lavar o dinheiro. 

O PCC foi fundado em 1993 e tinha, inicialmente, o propósito de ser uma espécie de associação de assistência aos presos e seus familiares contra a “opressão do Estado”. 

De acordo com a polícia e Promotoria, após Marco Willians Herbas Camacho assumir o comando da facção, entre o final de 2002 e o início de 2003, ela começou a se transformar em uma espécie de empresa de tráfico de drogas. O registro das primeiras negociações dos criminosos com produtores estrangeiros está em uma carta apreendida pela Rota (tropa de elite da PM) em 2008. 

De acordo com integrantes da Polícia Federal, os principais chefes da facção, que integram a chamada “sintonia final”, não estão diretamente ligados ao tráfico das “lojas”, mas, sim, ao internacional, que é muito mais rentável —um quilo da pasta-base da cocaína chega valer 40 mil euros na Europa. 

Independentemente do grau de hierarquia que ocupem na estrutura, porém, todos respondem pelo crime de tráfico de drogas, destaca Sayeg. “Transportar, guardar, ocultar, trazer consigo, vender… Tem 18 verbos no artigo 33 [da Lei 11.343/2006, sobre o tráfico de drogas]”, diz. 

“Pela lei, todos são [traficantes], porque só tem um crime de tráfico. O que poderia ter, por meio de uma alteração legislativa, seria uma gradação. Ou seja: diferenciar o cara que está vendendo do cara que está produzindo ou transportando. Eu acho que é muito mais nocivo e perigoso aquele cara que transporta uma tonelada do que aquele que está vendendo”, opina. 

Como funciona o tráfico de drogas em SP

‘Padaria’

Local de preparação da droga quando chega do exterior. 

‘Casa-bomba’

Local de armazenamento das drogas a serem enviadas para as “lojas”. 

‘Loja’

Ponto de venda, também chamado de “biqueira”. 

Tipos de ‘lojas’

Podem ser próprias da facção ou de parceiros (como franquias). Nas próprias, 80% do dinheiro fica com o PCC, 15% com os “funcionários” e 5% com o “gerente”. Nas de parceiros, os valores pagos a “funcionários” e “gerentes” variam conforme a região, com regras impostas pelo PCC. 

Quando custa uma ‘loja’? 

De R$ 50 mil a R$ 3 milhões. 

Qualquer pessoa pode comprar uma ‘loja’? 

Não, o crime organizado precisa autorizar a compra. 

Fonte: Folha de São Paulo.


Estadão: OAB denuncia violações da lei pelo STF após anos de silêncio

Foto: Reprodução/Poder 360.

A Ordem dos Advogados do Brasil, após anos de silêncio diante das seguidas violações da lei por parte do STF, resolveu, enfim, dizer alguma coisa. Como tantas outras entidades que se apresentam como porta-vozes da “sociedade civil”, a OAB perdeu a voz ao contrair a doença moral mais contagiosa, e menos percebida, do Brasil de hoje – a ideia de que é lícito, desejável e necessário não aplicar a proteção da lei às pessoas acusadas de agir contra a democracia. A lei, por este entendimento, não pode mais ser igual para todos. No caso dos suspeitos de cometer “atos antidemocráticos”, considera-se que os direitos e garantias individuais não se aplicam. Garantir a eles o mesmo tratamento que se dá aos demais cidadãos seria um erro; iria permitir que os inimigos da democracia, ou os que são descritos como tal, usassem os instrumentos legais da democracia para acabar com ela. 

Por conta disso, e com a aprovação da OAB, passou-se a aceitar como procedimento legítimo a supressão do direito de defesa, das garantias do processo penal e das prerrogativas legais dos advogados na defesa de seus clientes. Agora, em seu protesto oficial, a OAB denuncia a resolução do STF que proíbe os advogados de fazerem a sustentação oral em defesa dos seus clientes nos “processos do 8 de Janeiro”. É um direito fundamental do réu, escrito claramente nas leis – mas foi abolido por uma disposição do “Regimento Interno” do STF, redigido pelos próprios ministros. Como seria possível usar uma regra dessas para anular direitos estabelecidos em lei pelo Congresso Nacional? É mais um resultado direto da “ilegalidade do bem” – tal como o STF define o que é o bem e o mal no Brasil de 2.023. As leis, segundo a doutrina em vigor, estão atrapalhando a “defesa da democracia”. O STF, para resolver esse problema, fica então autorizado a “ressignificar” a lei, como se diz hoje – ou a “empurrar a história” para frente, como diz o seu atual presidente. 

Tudo bem, assim, em se condenar a até 17 anos de cadeia participantes de um quebra-quebra em Brasília – e mesmo pessoas que, comprovadamente, nem sequer estavam no local físico do distúrbio. Aceita-se como fato acima de qualquer dúvida a ficção de que os baderneiros estavam tentando dar um “golpe de Estado” e, ao mesmo tempo, abolir o “estado democrático”. Nenhum problema, também, em condenar por “associação armada” gente que não tinha nem um estilingue para derrubar o governo. Provas individuais contra os acusados? Não precisa: o STF acha que foi “crime multitudinário”. É, em suma, o ordenamento jurídico do vale tudo. Não se sabe de nenhuma democracia que foi salva desse jeito. 

Créditos: Estadão. 


Fóssil de crocodilo pré-histórico é descoberto no Brasil

Foto: Zeinner de Paula.

Uma nova espécie de crocodilo pré-histórico foi catalogada por pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista) a partir de fragmentos fósseis encontrados em Jales, no interior de São Paulo, pela equipe de paleontologia da USP de Ribeirão Preto. 

O que aconteceu:

A espécie é a Aphaurosuchus kaiju, da família Baurusuchidae. Até 2021, esta família contava com 11 espécies e, agora, ganhou mais um integrante. 

O estudo foi publicado na revista científica Cretaceous Research (em inglês) e é fruto do mestrado desenvolvido por Kawan Carvalho Martins no Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal da Unesp, em São José do Rio Preto (SP). 

O animal viveu há 80 milhões de anos e pertencia a grupo de grandes predadores que habitavam as regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Nesta área, conhecida como Bacia Bauru, os dinossauros parecem ter sido quase inexistentes. No entanto, as pesquisas têm revelado fósseis dos chamados crocodiliformes, nome dado aos ancestrais dos crocodilos atuais. 

Foram encontrados 15 fragmentos da região do crânio e da mandíbula do Aphaurosuchus kaiju. Eles foram utilizados para reconstruir e imaginar como seria o crânio do animal. Os dentes eram pontiagudos, voltados para trás e com serrilhas, para cortar a carne das presas. 

Acreditamos que ele apresentava certa semelhança, na forma como predava, com a forma de predação do Dragão de Cômodo. Ele dá mordidas que cortam a pele e deixam feridas que, com o passar do tempo, permitem que ele efetue a predação. Felipe Montefeltro, orientador da pesquisa e docente do Departamento de Biologia e Zootecnia da Unesp, campus Ilha Solteira 

O tamanho dos Baurusuchidae variava entre um e três metros de comprimento. Estudos para estimar o tamanho ou o peso do A. kaiju ainda não foram realizados. 

Fonte: UOL.


Carlos Frederico Santos criticou o trabalho feito pelos procuradores na Lava Jato ao falar sobre delação de Cid
Carlos Frederico Santos criticou o trabalho feito pelos procuradores na Lava Jato ao falar sobre delação de Cid Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil/27.jul.2015 

Eu só posso dizer que há um indicativo quando eu tiver provas concretas. Aí pode ser Pedro, José, Jair (os responsáveis), não importa. Para mim não importa quem seja, preciso de provas concretas a respeito disso. Para saber quem fomentou esses atos todos. A pessoa e o grupo de pessoas que despertaram o 8 de janeiro.
Carlos Frederico Santos, subprocurador, ao Estadão 

Santos criticou o trabalho feito pelos procuradores na Lava Jato. 

Eu investigo para comprovar. Não posso partir de ilações. Isso foi o jogo da Lava Jato. Eu não trabalho como o pessoal da Lava Jato. Eu trabalho com provas concretas para que as pessoas sejam denunciadas com provas irrefutáveis.
Carlos Frederico Santos, subprocurador, ao Estadão

O acordo de delação firmado entre o militar e a Polícia Federal foi homologado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes sob críticas da Procuradoria-Geral da República. Questionado se o caso de Cid segue a mesma linha das investigações da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, o subprocurador disse que não pode “fazer esse juízo de valor”.

Cid cita o ex-presidente e familiares dele na delação. Segundo o ex-ajudante de ordens da Presidência, Bolsonaro ordenou fraudes em certificados de vacina e queria esconder alvos da Polícia Federal no Palácio da Alvorada. O militar afirma ainda que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) incitavam o político a dar um golpe e que o vereador Carlos Bolsonaro(Republicanos-RJ) comandava o “gabinete do ódio”. As informações foram reveladas pelo colunista do UOL Aguirre Talento. A defesa do ex-presidente e seus familiares negam as acusações, que classificam como “absurdas” e sem amparo em elementos de prova.

Informações UOL


Decisão vem depois que o STF validou volta do ‘imposto sindical’

TST cadeiras
Decisão da 8ª Turma do TST foi unânime | Foto: Divulgação/TST

Dois meses depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter julgado constitucional a cobrança de contribuição assistencial trabalhista, que na prática foi a recriação do imposto sindical extinto pela reforma trabalhista, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) anulou a cobrança de contribuição exigida de empresa não filiada ao sindicato patronal.

Em decisão proferida em 25 de outubro, o TST entendeu que um sindicato patronal do Rio Grande do Sul da indústria da construção civil não podia exigir de uma empresa do setor, não filiada, a contribuição assistencial validada pelo STF porque não houve direito de oposição.

Em 11 de setembro, com voto favorável da maioria dos ministros, o STF decidiu que “é constitucional a instituição, por acordo ou convenção coletivos, de contribuições assistenciais a serem impostas a todos os empregados da categoria, ainda que não sindicalizados, desde que assegurado o direito de oposição”. Esse entendimento anulou decisão anterior do próprio STF, contrário à contribuição sindical de trabalhadores ou empresas não filiados a sindicatos.

No caso gaúcho, segundo a decisão do TST, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Gramado não respeitou o direito de oposição.

“No presente caso não foi assegurado à reclamada o direito de oposição à cobrança das contribuições assistenciais, o que fere a sua liberdade de associação e sindicalização”, escreveu o ministro Sérgio Pinto Martins. A decisão contrária à cobrança foi unânime na 8ª Turma do TST.

PGR recorreu de decisão do STF sobre imposto sindical

Elizeta Ramos procuradora - PGR - Procuradoria-Geral da República
Elizeta Ramos recorreu da decisão do STF com pedido de esclarecimentos | Foto: Reprodução/ PGR

Na terça-feira 7, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou recurso no processo em que o STF validou a cobrança da contribuição assistencial. Com embargos de declaração, a PGR quer esclarecimentos sobre pontos obscuros da decisão. O acórdão do STF não especifica se a cobrança pode ser feita de maneira retroativa, qual porcentual pode ser cobrado e como o direito de oposição deve ser exercido.

Por isso, a PGR quer “que sejam modulados os efeitos da decisão, para permitir a cobrança da contribuição assistencial apenas a partir da publicação da ata de julgamento referente ao acórdão ora embargado; esclarecer que é defeso ao empregador interferir, seja por estímulo, seja por desestímulo, no exercício do direito de oposição pelos integrantes da categoria; e esclarecer que a contribuição assistencial deve ser fixada em patamar razoável, consoante o objeto da negociação em que prevista”, escreveu Elizeta Maria de Paiva Ramos, procuradora-geral da República.

Informações Revista Oeste


Estádio do Flamengo: 'Se for rentável, vamos fazer', diz novo presidente da Caixa

Foto: Prefeitura do Rio/Cdurp

— Se for rentável para a Caixa, vamos fazer. O Flamengo é um expoente do esporte brasileiro. Podemos fazer uma PPP, por exemplo, mas preciso entender melhor o projeto. Um negócio privado é sempre bem-vindo se for bom para a Caixa —disse Vieira, em entrevista ao GLOBO. 

O Flamengo pretende construir o estádio no terreno do antigo Gasômetro, na zona portuária do Rio. A Caixa administra um fundo imobiliário que é proprietário daquele terreno, localizado no Porto Maravilha. 

O banco começou a realizar os estudos em meados do ano passado e uma das primeiras conclusões foi de que a instituição não poderia doar o terreno, considerado valioso. A venda do ativo seria a melhor saída, mas teria um custo elevado para o Flamengo. 

O Flamengo conta com um executivo debruçado exclusivamente sobre o projeto de um estádio próprio. 

Marcos Bodin, conceituado empresário do mercado de capitais, foi o escolhido pelo presidente Rodolfo Landim e pelo CEO do clube, Reinaldo Belotti, para se dedicar ao tema e avançar nas conversa com o Governo Federal, apoiado pela Prefeitura do Rio.

O Flamengo aguardava apenas a posse do novo presidente da Caixa Econômica, Carlos Antônio Vieira Fernandes, que aconteceu na terça-feira, para acelerar as tratativas.

O Globo


Operação Trapiche fez 11 mandados de busca e apreensão

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A Polícia Federal também acionou a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) para cumprir uma ordem de prisão contra dois brasileiros no Líbano suspeitos de serem ligados ao grupo terrorista Hezbollah | Foto: Reprodução/YouTube/Crux

Um dos alvos de busca e apreensão da operação da Polícia Federal que investiga o planejamento de ataques no Brasil admitiu que foi recrutada por um grupo ligado aos terroristas do Hezbollah.

Embora a Operação Trapiche tenha feito busca e apreensão em sua casa, ele não foi preso, mesmo tendo reconhecido a ligação. Dois homens foram presos em São Paulo pela operação.

Um deles foi preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando chegava do Líbano, com US$ 5 mil. Os investigadores apuram que ele teria vindo com orientações para os ataques terroristas no Brasil. Eles planejavam atacar sinagogas e outros locais ligados à comunidade judaica no Brasil.

Polícia Federal aciona Interpol para prender brasileiros ligados ao Hezbollah

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Os terroristas não podem ser presos no Líbano porque possuem cidadania do país | Foto: Reprodução/YouTube/NBC News

A Polícia Federal também acionou a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) para cumprir uma ordem de prisão contra dois brasileiros no Líbano suspeitos de serem ligados ao grupo terrorista Hezbollah.

Um dos homens é libanês naturalizado brasileiro e o outro é um sírio naturalizado brasileiro. A Polícia Federal recebeu informações sobre os investigados da inteligência de Israel e dos Estados Unidos.

Os investigadores também descobriram que alguns brasileiros fizeram viagens recentes a Beirute, capital do  Líbano, para participarem de reuniões com o Hezbollah. Eles até definiram valores pela atuação em ataques terroristas.  Eles também teriam combinado lista de endereços a serem atacados, além do recrutamento de outros executores.

“Os recrutadores e os recrutados devem responder pelos crimes de constituir ou integrar organização terroristas e de realizar atos preparatórios de terrorismo”, disse a Polícia Federal em um comunicado.

As penas máximas para os crimes chegam a 15 anos e seis meses de prisão. Os crimes previstos na Lei de Terrorismo são equiparados a hediondos, e são inafiançáveis, insuscetíveis de graça, anistia ou indulto. 

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão da Operação Trapiche em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. Os policiais federais apreenderam celulares, dinheiro, documentos, agendas e anotações.

Informações Revista Oeste


A PF (Polícia Federal) prendeu hoje duas pessoas em operação contra o planejamento para atos terroristas no Brasil. Os suspeitos foram recrutados pelo Hezbollah e recebiam financiamento da organização islâmica.

O que aconteceu

As duas prisões temporárias foram em São Paulo. Segundo a PF, também foram cumpridos mais 11 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
A operação mirou pessoas que atuavam como recrutadores de brasileiros. Segundo apurou UOL, a investigação da PF apontou que o objetivo do grupo era atacar prédios da comunidade judaica no Brasil, incluindo sinagogas.
Os alvos podem responder pelos crimes de constituir ou integrar organização terrorista e de realizar atos preparatórios de terrorismo.

Penas máximas para esses crimes chegam a 15 anos e 6 meses de prisão. Os crimes previstos na Lei de Terrorismo são equiparados a hediondos, considerados inafiançáveis, insuscetíveis de graça, anistia ou indulto.

Além disso, o cumprimento da pena para eles se dá inicialmente em regime fechado, independentemente de trânsito em julgado da condenação, disse a PF.

UOL NOTÍCIAS

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