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O único senador do PT que votou a favor da derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no projeto de lei sobre à “saidinha” temporária de presos, Fabiano Contarato (ES), disse que não apoiou a decisão do petista, porque “não acha razoável” a quantidade de benefícios já existentes aos presidiários.

Segundo ele, os benefícios passam “a certeza de impunidade” para famílias de vítimas por homicídio. Nesta terça-feira (28), o Congresso Nacional rechaçou o corte do chefe do Executivo ao texto, que buscou abrir uma brecha para permitir permissão de visita de presos aos parentes.

Ao Estadão, Contarato afirmou que a quantidade de benefícios existentes na Lei de Execução Penal e no Código Penal “não é razoável”.

– Passa para as famílias das vítimas de qualquer crime não a sensação, mas a certeza de impunidade. Por isso que votei pela derrubada do veto. Vamos considerar que uma pessoa, então, foi condenada a nove anos. Com um sexto ela já sai para o regime aberto. A cada três dias que trabalha ela ganha um, por remição da pena de trabalho, e com um terço da pena hoje ela já sai de vez do livramento condicional – disse Contarato.

E completou:

– A pessoa já tem inúmeros benefícios, tanto no Código Penal quanto na Lei de Execução Penal, e com a saída temporária de forma indiscriminada, 35 dias em cinco vezes por ano. Como explica isso para uma mãe cujo filho foi morto por disparo de arma de fogo que o culpado vai ficar pouco mais de dois anos preso? Não é razoável.

Por 314 votos pela queda, 126 pela manutenção e duas abstenções, os deputados preferiram retomar o texto original aprovado na Casa. No Senado, 51 parlamentares acompanharam a posição da Câmara, 11 votaram em favor da “saidinha” e um senador se absteve.

Entre os deputados, 56 petistas apoiaram a manutenção do veto. Apenas uma deputada foi contra a decisão de Lula: Maria do Rosário (RS), histórica defensora das pautas que envolvem os direitos humanos. O Estadão procurou a parlamentar, mas não obteve retorno.

Delegado de polícia por 27 anos, Fabiano Contarato foi eleito senador pelo Espírito Santo em 2018, pela Rede Sustentabilidade. Em dezembro de 2021, ele deixou o partido pelo qual venceu o pleito e ingressou no PT. Entre 2022 e 2023, ele foi líder da sigla de Lula no Senado.

*AE
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil


Uma procissão saindo às 17h da comunidade Umbuzeiro até a sede do distrito Governador João Durval Carneiro, seguida de missa na Igreja Nossa Senhora dos Remédios abrem a programação da Festa do Vaqueiro de Ipuaçu, nesta sexta-feira (31).

A programação prossegue no sábado (1º) e domingo (2) com a realização de shows. Entre as atrações confirmadas Canindé, Neném do Acordeon, Dr. Edy, Balanço Gostoso, Jaldo Rodrigues, A Vaqueirama, Carla Sanchez, Regi Vaqueiro, Malícia sem Vergonha, Moises Almeida, Netto Britto, 100 Parea e Alan Fernandes.

Essa é a XXIII edição do evento que tem o apoio da Prefeitura de Feira de Santana. A festa atrai grupos de municípios da região, como Tanquinho, Santa Bárbara, Santanópolis e Irará.

*Secom/PMFS


O presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma, enalteceu a ação do Congresso Nacional que, em sessão conjunta de deputados e senadores, derrubou vetos do presidente Lula (PT) como ao que restabelecia as saidinhas da prisão. “Por maioria maiúscula, conseguiu-se derrubar vetos do presidente da República a medidas legais muito sérias, uma delas da saidinha”, disse Roma, nesta quarta-feira (29), em entrevista à Rádio Abelha Dourada FM, de Itiúba.

O dirigente partidário e ex-deputado federal destacou que, ao contrário dos parlamentares, o governo está desconectado da realidade e dos sentimentos do povo brasileiro. “O parlamentar brasileiro anda na rua, os parlamentares estão em sintonia com o que ocorre com a vida dos cidadãos. O PT é bom de propaganda, mas na Bahia, onde já são cinco governos do PT, os números só pioram”, mencionou Roma, ao falar, por exemplo da violência. O PT, salientou João Roma, “sabe fazer política demagógica, populismo e querer jogar com a plateia”.

O presidente do PL também criticou o aumento de 4% dado pelo governo estadual aos servidores. “É um contrassenso, pois é o mesmo PT que diz que defende o servidor e o cidadão necessitado. Quando chega a hora de valorizar o servidor, faz cara de paisagem, usa todo tipo de desculpa”, comentou Roma, ao falar sobre o argumento do governo estadual de que precisaria prezar pelo equilíbrio financeiro. Na mesma sessão em que aprovou somente 4% de aumento ao funcionalismo estadual, o governo conseguiu mais um empréstimo de R$ 2 bilhões – o governo Jerônimo Rodrigues já soma R$ 6 bilhões em empréstimos.

João Roma diz que estas ações equivocadas do governo têm reflexos na economia e na insegurança que se alastra pelo estado. “Na Bahia, não se encontra oportunidade de trabalho. O crime organizado está se instalando e encontrando solo fértil; até em cidades pequenas, se encontram facções e grupos criminosos. E o PT ainda queria aprovar saidinha. Esse é o reflexo da falta de sintonia entre a população e o governo”, pontuou Roma.

O ex-ministro da Cidadania ainda informou que cumprirá agenda em Itiúba, ao lado da deputada federal Roberta Roma, na sexta-feira (1º). O presidente estadual do PL está focado em fortalecer o partido nos principais municípios baianos para que, em 2026, haja uma representação de prefeitos e vereadores, além de diretórios municipais da sigla, que levem as propostas do partido para os baianos. “Estamos trabalhando para que, em 2026, a Bahia seja motivo de orgulho para o Brasil”, disse Roma, que pretende disputar o governo estadual daqui a dois anos.


A Expo Campo Forte, organizada pelo Governo do Estado, Prefeitura de Anguera e a Secretaria de Agricultura, terá início nesta quarta-feira (29) no município de Anguera. O prefeito Mauro Vieira publicou um vídeo em suas redes sociais para reforçar a importância da Expo e convidar a população.

O evento promete ser um encontro para a troca de conhecimentos, inovação e fortalecimento de laços entre produtores, fornecedores e a comunidade em geral do setor agrícola.

“É com grande alegria e satisfação que anunciamos o início de um dos eventos mais aguardados do ano: a Expo Campo Forte. Amanhã, dia 29, daremos início a este grande evento, que celebra a força e a diversidade do setor agrícola de nossa região”, afirmou o prefeito Mauro Vieira.

Veja o vídeo:


Papéis da varejista caíram 6,54% nesta terça-feira (28/5). Reunião vai analisar acusações de ex-donos do Kabum contra CEO da varejista

imagem colorida painel com cotações bolsa de valores - Metrópoles

As ações do Magazine Luiza registraram a maior queda do pregão da Bolsa brasileira (B3) desta terça-feira (28/5). Elas caíram 6,54%, cotadas a R$ 12,69, no dia em que o Ibovespa, o principal índice da B3, recuou 0,58%, fechando aos 123.779 pontos.

Essa, contudo, não é a única má notícia para a empresa. O tombo dos papéis ocorreu na véspera de uma assembleia extraordinária de acionistas, prevista para acontecer às 16 horas desta quarta-feira (29/5). Nela, os ex-donos do Kabum, os irmãos Thiago e Leandro Ramos, querem que a varejista mova uma ação de responsabilidade contra o CEO da companhia, Frederico Trajano. 

Embora os dois fatos não estejam relacionados, um não ajuda o outro. No caso da queda das ações, Lucas Lima, analista da VG Research, considera que elas desceram a ladeira basicamente por dois motivos.

Um deles, diz Lima, é o fato de o varejo como um todo estar sendo pressionado pela alta na curva de juros americana e brasileira. Esse setor da economia precisa de crédito para vender seus produtos e sair da lama. Se as taxas de juros sobem, o crédito não vem – e as expectativas dos investidores desabam, puxando as ações.

Reunião de ações

Além disso, afirma o analista, os papéis do Magalu “ainda devem estar reagindo” ao agrupamento (o mercado usa o jargão “grupamento”) na proporção de 10 para 1, levado a cabo no pregão de segunda-feira (27/5). Nesse processo, 10 ações são reunidas numa só e seus valores, somados. 

Na sexta-feira (24/5), os papéis fecharam cotados a R$ 1,32, com queda de 7,04% no dia, fazendo com que, com o ajuste, cada um passasse a valer R$ 13,20 após o pregão. Em geral, o agrupamento reduz a volatilidade dos papéis e afasta a possibilidade de uma companhia virar uma “penny stock” na Bolsa – como são chamadas as ações que valem menos de R$ 1.

De acordo com dados levantados pelo analista Einar Rivero, da Elos Ayta Consultoria, as ações do Magazine Luiza caíram 42,74% nos últimos 12 meses, sendo 9,63% em 2024. Nesta semana, a queda foi de 6,89%.

Ataques

No caso da assembleia extraordinária de acionistas, a perspectiva é de novas turbulências. Ela foi convocada a pedido dos irmãos Ramos, os ex-donos do Kabum, a plataforma de e-commerce focada em tecnologia e games. A dupla vendeu a empresa para o Magalu em julho de 2021, mas desde o início do ano passado contesta o negócio na Justiça. Além disso, os irmãos detêm ações ordinárias que representam 1,014% do capital social da companhia. 

E toda a munição que poderá ser usada contra Frederico Trajano pelos ex-donos do Kabum na assembleia se tornou pública na sexta-feira (24/5), a partir das 18h59. Isso porque, nesse horário, a empresa publicou os documentos relacionados à convocação do encontro extraordinário de acionistas no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 

Controle contábil

Eles incluem uma carta enviada pelos irmãos ao conselho de administração da varejista, com data de 3 de maio, e uma declaração da dupla, de 29 de abril. No primeiro documento os Ramos afirmam que Trajano cometeu fraude contábil que teria resultado em um ajuste acumulado no patrimônio líquido de R$ 829,5 milhões. Dizem ainda que, após o início das atividades de integração das companhias, alertaram o CEO do Magalu e outros diretores da varejista a respeito de uma “grave deficiência no controle contábil de estoque”. 

Eles afirmam ter alertado os executivos sobre um problema no lançamento contábil do preço de entrada das mercadorias no Magazine Luiza. Segundo os Ramos, ao contrário do que ocorria no Kabum, esse processo não era automatizado no Magalu, mas realizado manualmente por quem tinha interesse pessoal em que ele fosse registrado o menor valor possível da transação. Isso porque as bonificações para os funcionários eram tanto maiores quanto menor o preço pago pelas mercadorias. 

Crédito fiscal

Os Ramos dizem também que Fred, como é conhecido no mercado, teria agido de forma intencional para deixar prescrever um crédito fiscal de R$ 39 milhões, em valores atualizados, que havia sido reconhecido a favor do Kabum. Acrescentam que a medida teria sido tomada para “satisfazer um desejo pessoal de vingança” contra eles.

Contra-ataque

Em carta enviada ao conselho de administração do Magalu, responsável pela convocação da assembleia extraordinária, Fred Trajano contestou todas as acusações. Ele afirmou que os ataques dos Ramos eram o “mais recente exemplo das condutas que têm sido adotadas por seus autores, em sua cruzada para obter da companhia vantagens que não lhes são devidas por força dos contratos celebrados quando da venda do Kabum”.

Em relação à questão contábil, Trajano disse que “todos os fatos foram exaustivamente publicados e as conclusões devidamente comunicadas aos acionistas e ao mercado em geral em novembro de 2023”. “A pretensão de reabrir artificialmente esse assunto é a prova cabal de que a autuação dos antigos acionistas do Kabum visa exclusivamente ao seu próprio (e indevido) interesse”, diz.

A respeito do crédito tributário, Trajano diz que ele só “não foi apresentado à Receita Federal porque os vendedores do Kabum se omitiram em apresentar à companhia os elementos necessários à formulação do pedido de reconhecimento. Diz o CEO do Magalu que, como eles “eram os únicos beneficiários do reconhecimento do crédito, tudo leva a crer que sua omissão se deveu à impossibilidade de cumprirem a obrigação que lhes cabia”. “Não conseguindo demonstrar a veracidade do crédito, sua reação decorre apenas de sua frustração por não obterem um pagamento que a companhia, no interesse de seus verdadeiros acionistas, corretamente não realizou”, acrescenta.

Informações Metrópoles


Projeto aprovado pela Câmara prevê, ainda, autorização para coleção de armas automáticas de qualquer calibre. Pauta segue para o Senado

Quadrilha usa empresa de efeitos cinematográficos para armazenar armas

Câmara dos Deputados aprovou, nessa terça-feira (28/5), a suspensão dos trechos do decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a regulamentação de posse e colecionismo de armas e clubes de tiro. O projeto também autoriza a instalação de clubes de tiro a uma distância inferior a 1 km de escolas públicas ou privadas.

Poderão ser colecionadas armas automáticas de qualquer calibre, longas semiautomáticas de uso restrito, bem como armamentos do mesmo tipo, marca, modelo e calibre utilizados pelas Forças Armadas – eram proibidos no decreto. O projeto ainda passará pelo Senado.

A sessão se aproximava do fim quando a proposta foi incluída como item extra devido a uma articulação entre deputados e governo, não estando na pauta original.

A atividade de colecionamento não estará mais restrita a pessoa jurídica qualificada como museu, segundo a nota. Foi retirada, do texto, a definição do rol sobre armas de pressão por gás comprimido ou por ação de mola, com calibre superior a seis milímetros.

Projeto também suspende critérios para progressão de nível e concessão de registro para Colecionadores de Armas, Atiradores e Caçadores (CACs). A relatora da sessão foi a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ).

Certificado de Registro

A relatora do projeto, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), propôs a exclusão do artigo que exigia que os atiradores comprovassem, a cada 12 meses, a participação em treinamentos ou competições em clube de tiro para a concessão do Certificado de Registro.

“Tal exigência é socialmente inviável, especialmente para atiradores amadores que têm outras ocupações. A imposição de participar de inúmeros eventos com inúmeras armas ao mesmo tempo contraria os princípios da segurança pública e da promoção do desporto”, destacou a parlamentar.

Informações Metrópoles


Foto: Getty Images

O Daily Mail divulgou informações inéditas sobre a rotina de uma das residências da família real britânica, revelando detalhes sobre o funcionamento contínuo do local. Segundo o site, o casarão opera 24 horas por dia, sete dias por semana, com as atividades diárias começando às 3h da madrugada.

Os funcionários e prestadores de serviço entram e saem pelas portas laterais do complexo. As manhãs começam com a chegada do leiteiro às 3h, seguido pelos entregadores de frutas, verduras, carnes e outros produtos.

Uma entrega especial de correio ocorre por volta das 7h, quando uma van traz cerca de 5 mil correspondências para os membros da realeza. Secretários particulares analisam cada item e selecionam aqueles que devem ser apresentados ao rei Charles III durante sua reunião matinal às 9h30.

Alojamentos e Salários

Os empregados da realeza têm alojamento dentro do Palácio de Buckingham, especialmente os solteiros. Eles ocupam quartos no último andar, com banheiros compartilhados. No entanto, como aponta o Daily Mail, o rei “não oferece muito dinheiro”. Embora a equipe júnior comece com cerca de £10 (aproximadamente R$ 66,00) por hora, eles recebem acomodação e refeições gratuitas.

Refeições

Os funcionários fazem suas refeições gratuitamente no self-service do palácio, incluindo café da manhã, almoço e jantar. Eles também desfrutam de uma ou duas taças de vinho. A sala de jantar, localizada no primeiro andar, é um espaço comunitário onde todos se sentam juntos. Essa mudança foi considerada um “desgosto para alguns membros da ‘velha guarda’”, que valorizavam suas salas de jantar separadas e privilegiadas.

Apesar disso, ainda há alguma discriminação com base no status do funcionário. Por exemplo, um pajem de casamento dificilmente compartilharia uma mesa com um recém-chegado. No entanto, devido ao sistema self-service, todos podem se encontrar na fila de espera por comida.

Além do refeitório comunitário, há uma sala de café da manhã no térreo, com vista para o jardim, onde os membros podem receber convidados externos uma vez por mês.

Mudanças

Antigamente, existiam duas cozinhas separadas, uma para a realeza e outra para os funcionários. No entanto, o falecido príncipe Philip considerou essa divisão absurda e ordenou que elas fossem unificadas. Agora, tanto os membros da realeza quanto os funcionários fazem suas refeições em uma grande sala no primeiro andar, com um buffet onde cada um se serve à vontade. A cozinha prepara um total de 600 refeições por dia.

Segurança

Os seguranças responsáveis por proteger os portões do Palácio de Buckingham são oficiais da Divisão “A” da Polícia Metropolitana. Eles têm sua própria sala de jantar, separada em um complexo dentro do terreno do local.

Informações TBN


Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficialmente removeu o embaixador brasileiro em Israel e o transferiu para Genebra, na Suíça. A decisão foi publicada no diário oficial desta quarta-feira, 29 de maio.

O embaixador Frederico Meyer havia retornado a Israel na sexta-feira, 24 de maio, depois de quase três meses fora do país. Ele assumirá uma missão permanente com o nome de “Conferência do Desarmamento”, que ocorre em Genebra.

Em fevereiro, o embaixador passou por um momento de constrangimento ao ser chamado pelo chanceler israelense, Israel Katz, ao Museu do Holocausto, para ouvir queixas públicas sobre uma fala de Lula. Nessa fala, o presidente comparou as ações de Israel contra Gaza às ações de Hitler contra os judeus.

No local, Meyer também ouviu que o presidente brasileiro era uma “persona non grata” no país. O governo brasileiro considerou o comportamento de Katz como “inaceitável”.

A CNN entrou em contato com o Itamaraty, mas ainda não obteve resposta.

Informações TBN


(Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

O comando da Câmara dos Deputados fechou um acordo com o governo federal para votar, ainda nesta terça-feira (28), uma nova regra para a taxação de compras feitas em sites internacionais de até 50 dólares. O imposto de importação sobre esses itens será de 20%, significativamente menor que os 60% cobrados para compras superiores a esse valor.

O acordo é considerado um avanço pelo governo, já que atualmente essas compras são isentas de imposto federal. Atualmente, apenas o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estadual, com alíquota de 17%, incide sobre elas.

As negociações, que estavam paralisadas, foram retomadas após uma reunião não agendada entre o presidente da Câmara, Arthur Lira, e o presidente Lula. Membros da Câmara haviam desistido de buscar uma solução caso Lula mantivesse sua posição de vetar a eliminação da isenção para essas compras internacionais, como ele havia anunciado na semana passada.

A “taxa da blusinha”, como foi apelidada em referência ao comércio virtual desses itens, gerou divergências entre o governo e os parlamentares. Na reunião do início da tarde, Lira apresentou a Lula uma proposta para taxar os produtos em 25%. A alíquota de imposto de importação foi inicialmente incluída no projeto pelo deputado Átila Lira (PP-PI), que agora deve fazer uma nova alteração.

“Tem setores e regiões que estão desempregando, porque não aguentam uma concorrência que aparentemente não é saudável. Se isso for entrando na consciência e tranquilidade das bancadas para que a gente possa fazer uma discussão serena é ideal”, afirmou Arthur Lira.

Tanto aliados de Lula quanto o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, são contrários à sugestão. No entanto, o PL teria se comprometido a votar a favor da solução, desde que haja um compromisso de que Lula não vetará o texto.

Informações TBN


Lembre-se: casas de swing não são para todo mundo
Imagem: iStock


Casada há 15 anos, a autônoma Renata**, 40 anos, de São Paulo, e o marido decidiram ir às casas de swing. Os motivos? Uma pitada de curiosidade e o desejo de viver uma aventura em casal. As idas agradaram aos dois, que passaram a frequentar o local por bastante tempo, chegando a trocar de casal e até a fazer ménage.

“Eu podia me vestir igual uma periguete, dançar pelada no pole dance da balada, me fez sentir desejada. E essa sensação é muito boa! Mas era difícil o swing, de fato, acontecer – quando eu gostava do casal, meu marido não gostava. Às vezes, rolava até uma discussãozinha”, diz Renata.

O novo cenário fez com que o desejo entre marido e mulher aumentasse, mas, logo depois, a relação caiu na rotina de novo. Apesar disso, a autônoma diz não se arrepender de nada, já que naquela ocasião a experiência foi boa para eles.

Para ela, a troca de casais pode ser boa, mas, definitivamente, swing não é para todos. “A intimidade que se cria com pessoas próximas, que conhecemos por lá, faz com que elas acabem achando que têm a liberdade de interferir na vida do casal”, afirma.

Mas, afinal, swing é para quem?

O perfil da pessoa ou casal precisa ser de mente aberta, sem ciúme ou apego. É necessário curtir novidades com parceria e cumplicidade. Também é importante não haver tabu nem preconceito na relação e estar disposto a ir na mesma direção do par.

O swing será bom para casal que entende e tem seus combinados do que pode e do que não pode, de qual é a estrada que vão percorrer, em busca de quê, quais são os limites e qual é a hora de avançar, parar ou até mesmo retroagir, que entende que ninguém é dono de ninguém e, ainda assim, escolheu estar e ficar junto.

Do mesmo modo, é contraindicado para muitos. Afinal, pessoas ciumentas, possessivas e que não respeitam os prazeres e fantasias do par costumam não ter boas experiências no swing. Ser mais fechado para o que vai contra o tradicional também é um fatores impeditivo.

Outro público que pode não se dar bem são casais com histórico não resolvido de traição. Isso porque a situação pode trazer de volta toda a insegurança do episódio vivido. Sem tudo isso, na hora H acontecem as crises de ciúmes, as comparações entre os parceiros e as formas de tratamento, a desconfiança e o arrependimento.

Pontos positivos X negativos

Entre os prós da ida à casa de swing estão a quebra da rotina, a possibilidade de (re)acender o desejo, o sexo e o prazer, a busca por novas ou antigas fantasias, o fortalecimento dos vínculos, novos sentidos e a exploração de gostos, cheiros, toques e visão.

Entretanto, há um lado ruim. Possíveis problemas são esperados para quem é mais ciumento, possessivo e cabeça fechada. Mas não para por aí: se a intenção for frequentar o local para salvar a relação, também não deve funcionar.

Jamais se deve ir em busca de prazeres, quando o relacionamento estiver comprometido, com pequenas rachaduras ou grandes fraturas, pois com certeza será levado a óbito – se não de imediato, em curto espaço de tempo.

Os riscos com a saúde também devem ser considerados. É preciso ter cuidado com as relações desprotegidas. E, claro, a premissa não se limita às baladas liberais, porém, se deixar levar e não usar preservativo, por exemplo, pode levar às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

Ir ou não ir, eis a questão

Em primeiro lugar, é preciso ter muita consciência sobre aquilo que se quer e entender que, mesmo o swing sendo apenas sobre sexo e não envolvendo amor, a prática pode trazer consequências emocionais individuais e, também, para o casal.

A primeira pergunta a fazer é: “Eu, como pessoa, tenho maturidade para segurar esse rojão?”, além de: ‘Meu relacionamento está suficientemente bem resolvido para passar por essa experiência sem abalos?”.

Antes de tomar essa decisão, vale, ainda, pesquisar mais a fundo sobre as casas de swing, a fim de entender melhor como são e o que costuma rolar por lá. Após isso, é bom esclarecer para si mesmo o porquê está querendo ir e ter plena certeza de que não agirá com ciúme ou possessividade, por exemplo.

Se a decisão é visitar a balada liberal, a principal dica é começar devagar, sobretudo porque os impactos da experiência podem ser diferentes para cada pessoa. Além disso, as profissionais lembram a importância de respeitar os combinados prévios.

Se não tiver certeza, não vá

Se há dúvida, não faça, independentemente de quem não esteja certo. Antes de partir para a casa de swing, é muito importante avaliar se não terá ciúmes, insegurança ou se seu par não irá apresentar esses sentimentos durante a troca de casais, ou até mesmo após.

Para resolver essa incerteza, a sugestão é imaginar a cena, pensar em como seria e, a partir disso, perceber como se sente. Se o que você sentir não for algo confortável, fale isso ao seu par. Não há momento que vale o risco de uma relação se não for saudável.

Experiências negativas nas baladas liberais podem trazer consequências bem negativas, impactando a vida pessoal e conjugal. Disso, podem surgir desconfortos, desconfianças extremas em diversas esferas e abalos na autoestima, podendo evoluir para um quadro depressivo.

Por isso, lembre-se: casas de swing não são para todo mundo. Como não é possível prever como alguém vai lidar ao ter seus sentimentos impactados pela experiência negativa, a decisão de ir (bem como a de experimentar de novo) precisa ter maturidade e ser muito bem pensada.

**Nome alterado a pedido da entrevistada.

Fontes: Claudia Petry, sexóloga clínica; Gislene Teixeira, sexóloga especialista em relacionamentos; e Lelah Monteiro, sexóloga e psicanalista

Informações UOL