
Falta pouco para a Baía de Todos os Santos (BTS) virar oficialmente a sede da Amazônia Azul. De autoria da deputada federal Roberta Roma, o projeto de lei 3.077/23 foi aprovado esta semana pela Comissão de Meio ambiente. Logo irá ao plenário da Câmara para aprovação.
A oficialização do título coloca a Baía de Todos os Santos, a maior do país, como a referência da Amazônia Azul, extensa área marítima sob jurisdição do Brasil, que abrange a zona econômica exclusiva do país. Essa região engloba cerca de 3,5 milhões de quilômetros quadrados no Oceano Atlântico, incluindo o litoral brasileiro e suas riquezas naturais.
“Ser a sede da Amazônia Azul significa para a nossa Baía de Todos os Santos, mais visibilidade internacional, mais investimentos e fomento ao turismo da região”, destaca a deputada Roberta Roma. Segundo ela, o novo status da Baía de Todos os Santos vai também gerar mais emprego e renda para a população baiana.
A expressão Amazônia Azul foi criada pela Marinha brasileira, inspirada no conceito “Amazônia Verde”. Ela compreende a superfície do mar, águas subjacentes ao leito do mar, solo e subsolo marinhos contidos na extensão atlântica que se projeta a partir do litoral até o limite exterior da Plataforma Continental brasileira.
Ainda segundo a Marinha Brasileira, por ela trafegam mais de 95% de nosso comércio exterior e cerca de 95% do petróleo nacional é extraído, sendo, ainda, acervo de incontáveis recursos vivos, minerais e sítios ambientais, com a existência de estratégicos portos, centros industriais e de energia. Porém, o termo só passou a ter valor legal a partir da publicação da Lei nº 13.187, de 11 de novembro de 2015.
Com Frei Jorge Rocha
Tema: Salma ou salva de palmas?
Confira:
Dados foram divulgados pelo Ministério da Educação na última quarta-feira (14)

Foto: Portal do Sertão
O município de Anguera teve a melhor nota do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do portal do sertão e uma das melhores notas do estado da Bahia e do Brasil. Os dados são do ano base de 2023 e servem para indicar a qualidade do ensino básico no país.
A rede municipal de ensino de Anguera ficou em primeiro lugar entre os municípios que fazem parte do Portal do Sertão, com a média de 6,8 nos anos inicias e de 4,8 nos anos finais. A média do estado nos anos Iniciais foi de 4,9 e de 3,9 nos anos finais, já o município, superou a média nacional do Ideb, que foi de 6,0.
Com essa nota, a cidade ficou entre as oito melhores notas do Estado, que possui 417 municípios.
Confira as médias dos municípios que fazem parte do Portal do Sertão:
Anos iniciais do Ensino Fundamental
Anguera 6,8
Conceição do Jacuípe 5,2
Amélia Rodrigues 4,7
Conceição da Feira 4,7
Coração de Maria 4,6
Santo Estevão 4,6
Terra Nova 4,5
Santa Bárbara 4,5
Santanópolis 4,5
Feira de Santana 4,4
Teodoro Sampaio 4,3
Irará 4,2
São Gonçalo dos Campos 4,2
Água Fria 4,1
Ipecaetá 4,1
Tanquinho 4,1
Antônio Cardoso 3,7
Anos finais do Ensino Fundamental
Anguera 4,8
Conceição do Jacuípe 4,5
Conceição da Feira 3,9
Coração de Maria 3,9
Terra Nova 3,9
Irará 3,7
Santanópolis 3,5
Santo Estevão 3,5
Amélia Rodrigues 3,5
Feira de Santana 3,5
Teodoro Sampaio 3,5
São Gonçalo dos Campos 3,4
Ipecaetá 3,3
Água Fria 3,0
Antônio Cardoso 2,7
Santa Bárbara 2,6
Tanquinho 2,6

Nesta quarta-feira (14), a filha do jornalista Oswaldo Eustáquio sofreu um mandado de busca e apreensão na residência da família, em Brasília.
E houve um fato estarrecedor que veio a público somente nesta quinta-feira (15), em entrevista da Dra. Tanieli Telles, advogada da família Eustáquio.
Mariana Eustáquio sofreu revista íntima durante a ação da Polícia Federal.
Cabe ressaltar que a revista pessoal/íntima foi totalmente desproporcional a situação, visto que, o mandado de busca era para passaportes, os quais já haviam sido entregues, e eletrônicos.
A revista íntima contra menores é um tema totalmente controverso, sendo discutido inclusive no próprio STF, onde o mesmo se posicionou contrário, sendo suspenso inclusive em presídios pelo país.
O Art. 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece que submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento é considerado crime e pode ter uma pena de detenção de seis meses a dois anos.
Após a revista, o constrangimento desencadeou uma grave crise de desespero e pânico na menor, quase resultando em uma tragédia, devido a adolescente ter conseguido retirar um vidro de um porta retrato e tentado se ferir. O mandado de busca pessoal contra a adolescente foi desproporcional, abusivo, absurdo, ilegal e sem o menor sentido.
Veja o vídeo:

A jornada de trabalho que chegava a durar 16 horas por dia, o excesso de responsabilidades e o sentimento de viver em função do emprego foram cruciais para que Juliana Ramos de Castro, de 41 anos, desenvolvesse a síndrome de burnout. Os primeiros sinais apareceram em 2020, quando a nutricionista trabalhava como autônoma.
“Na época, acreditava que o que estava sentindo era crise de ansiedade e fui levando o consultório até conseguir um trabalho em uma empresa em meados de 2022”, conta Juliana. Quando assumiu um cargo de gerente, com uma jornada de trabalho extenuante, os sintomas, que até então oscilavam, tornaram-se frequentes.
Mas afinal, o que é a síndrome de burnout? Ao procurar ajuda médica, Juliana descobriu que o que acreditava ser ansiedade era, na verdade, burnout. Essa síndrome ocupacional é causada por um estresse crônico na vida profissional e se caracteriza também, além da exaustão, por um sentimento de negatividade em relação ao trabalho e uma piora do desempenho.
Em 2023, 421 pessoas foram afastadas do trabalho por burnout, o maior número dos últimos dez anos no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O aumento ocorreu, principalmente, durante a pandemia do coronavírus. De 178 afastamentos por burnout em 2019, o Brasil passou para 421 em 2023, um aumento de 136%.
Para especialistas, três fatores ajudam a explicar o crescimento dos diagnósticos de burnout no país:
Segundo a médica psiquiatra Alexandrina Meleiro, hoje, estima-se que 40% das pessoas economicamente ativas sofram de burnout. No entanto, nem todos os casos são identificados. Entre os sintomas mais comuns estão:
Elton Kanomata, médico psiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein, destaca que essas dimensões podem ser identificadas pelo próprio paciente a partir de sintomas físicos, cognitivos e emocionais, como a fadiga persistente, insônia, dificuldade de concentração e raciocínio, esgotamento emocional e baixa autoestima com relação às competências.
O tratamento da síndrome de burnout é feito com o apoio de profissionais através de psicoterapia e medicamentos (antidepressivos e/ou ansiolíticos). Segundo especialistas, os primeiros efeitos são sentidos pelo paciente entre um e três meses após o início do tratamento.
Antônio Geraldo da Silva, da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), ressalta que tão importante quanto a terapia e o uso de medicamentos é a mudança no estilo de vida do paciente. Praticar esportes, ter uma boa qualidade de sono, realizar atividades de lazer e ter tempo de qualidade com familiares e amigos é fundamental nesse processo.
A prevenção envolve mudanças na cultura da organização do trabalho, estabelecimento de restrições à exploração do desempenho individual, diminuição da intensidade de trabalho e busca de metas coletivas que incluam o bem-estar de cada um. Isso faz parte de um esforço conjunto entre trabalhadores, empresas e a sociedade para criar ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis.
Por fim, é importante que tanto os trabalhadores quanto os empregadores estejam atentos aos sinais e sintomas da síndrome de burnout para que possam agir rapidamente e evitar que a condição se agrave, garantindo uma melhor qualidade de vida e produtividade no ambiente de trabalho.
Informações TBN

Rebeca Andrade não garantiu que disputará as Olimpíadas de Los Angeles, em 2028. A ginasta brasileira de 25 anos revelou essa informação em uma coletiva de imprensa na sede do Flamengo, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (14). Além de abordar seu futuro nas competições, também comentou sobre a rivalidade com Simone Biles, com quem competiu nas últimas edições dos Jogos Olímpicos.
A trajetória de Rebeca Andrade no esporte de alto rendimento tem sido marcada tanto por momentos de triunfo quanto por desafios. Em suas próprias palavras, ela afirmou que a presença nos Jogos de 2028 não é certa. “Para mim não é uma pressão porque nem eu sei se vou estar, né? Talvez eu pare antes dela. Vai ser uma descoberta para vocês e para mim. Mas o resultado é consequência, enquanto eu tiver bem e saudável, eu vou praticar meu esporte, vou estar feliz de estar me apresentando”, disse Rebeca.
Os fãs de Rebeca Andrade estão ansiosos por uma resposta definitiva sobre sua participação nas Olimpíadas de Los Angeles em 2028. No entanto, a ginasta deixou claro que ainda não tomou essa decisão. “Eu acho que nem tudo é medalha, mas é sempre muito bom e a gente busca isso. Conquistar medalhas é incrível, mas tudo que a gente vive nesse caminho, eu acho que é o que faz diferença”, enfatizou. O ponto central é o bem-estar e a saúde da atleta, algo que tem sido um desafio ao longo de sua carreira.
A trajetória de Rebeca não tem sido fácil. Aos 25 anos, ela já participou de três edições dos Jogos Olímpicos, incluindo Paris 2024. No entanto, suas conquistas foram frequentemente acompanhadas de lesões graves.
Rebeca sofreu três lesões no joelho, o que impediu sua participação em competições importantes como Mundiais e Pan-Americanos e atrasou sua preparação para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016. Essas dificuldades não a impediram de continuar perseguindo seus sonhos, mas certamente adicionaram obstáculos adicionais em sua jornada.
A rivalidade entre Rebeca Andrade e Simone Biles é uma das mais emocionantes do mundo da ginástica. As duas atletas competiram lado a lado nas Olimpíadas de Paris de 2024, alternando-se no pódio nas provas individuais. Na trave, nenhuma das duas conseguiu uma medalha, mas no por equipes, o Brasil levou o bronze enquanto os EUA conquistaram o ouro. Rebeca destacou que essa rivalidade é mais uma motivação do que uma pressão. “Eu apenas me foco em estar bem e saudável, e o resto vem como consequência”, compartilhou.
A expectativa agora é sobre o que o futuro reserva para Rebeca Andrade. Seu foco está em manter sua saúde e continuar a prática da ginástica, sem a pressão excessiva de ganhar medalhas. A possibilidade de competir em Los Angeles 2028 permanece em aberto, deixando seus fãs e a comunidade esportiva em uma especulação constante. Uma coisa é certa: seja qual for sua decisão, ela já deixou uma marca indelével na história do esporte.
Rebeca Andrade continua sendo uma inspiração para muitos, mostrando que, apesar das adversidades, é possível alcançar o topo com dedicação e paixão. Aguardaremos ansiosos seus próximos passos no mundo da ginástica.
Informações TBN

O jornalista e presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Merval Pereira, criticou a perseguição do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), à Revista Oeste. Ele proferiu a declaração nesta quinta-feira, 15, no programa Estúdio i, da GloboNews.
Ao discordar do também jornalista Valdo Cruz, que defendeu a “legalidade” das ações do ministro, Merval Pereira citou a tentativa dos assessores de Alexandre de Moraes de forjar provas contra a revista.
O presidente da ABL se refere ao diálogo entre o juiz instrutor do gabinete do ministro no STF, Airton Vieira, e Eduardo Tagliaferro, chefe do setor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que investiga “desinformação” sobre o processo eleitoral brasileiro.
Em 6 dezembro de 2022, Vieira enviou uma mensagem a Tagliaferro com um pedido a a específico: “Vamos levantar todas essas Iiirevistas golpistas para desmonetizar nas redes”. O juiz instrutor enviou, junto do pedido, o link de uma postagem de Oeste no Twitter/X. “Essa e outras do mesmo estilo”, acrescentou Vieira.
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No dia seguinte, a conversa prosseguiu. Tagliaferro disse que encontrou apenas publicações jornalísticas em Oeste e perguntou o que poderia ser inserido no relatório contra a revista. “Use a sua criatividade… rsrsrs”, respondeu Vieira. “Pegue uma ou outra fala, opinião mais ácida e… O ministro entendeu que está extrapolando com base naquilo que enviou…” O assessor respondeu: “Vou dar um jeito rsrsrs”.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, que deu início à série de reportagens sobre o uso ilegal do TSE por Alexandre de Moraes, o material não deixa claro quais reportagens de Oeste foram enviadas pelo ministro e qual a destinação do relatório produzido por Tagliaferro.
“Luís Roberto Barroso disse que não houve fishing expedition”, afirmou Merval Pereira, referindo-se à prática ilegal de investigação invasiva sobre algum alvo que não tem relação com o processo. “Não vejo nada mais claro que fishing expedition do que uma ordem como essa. Pô, isso é o quê? Está procurando para ver se acha.”

Foto: AFP/29-03-2020
O governo canadense emitiu um importante alerta para seus cidadãos: é hora de se preparar para uma nova pandemia. Na segunda edição do Manual do Plano de Continuidade de Negócios para Surtos de Gripe e Doenças Infecciosas, lançada em junho de 2024, o Centro de Saúde e Segurança Ocupacional do Canadá (CCOHS) detalhou um cenário hipotético que poderá causar perturbações ainda maiores do que as vistas durante a pandemia de Covid-19.
Com base em dados de surtos passados e tendências observadas, o guia apresenta instruções detalhadas sobre como empregadores e cidadãos devem se preparar para uma possível nova pandemia. Preocupações envolvendo cadeia de abastecimento, mudanças na demanda do consumidor e outras interrupções são alguns dos pontos cruciais abordados.
O guia de continuidade, além de fornecer informações básicas, foca em medidas preventivas e estratégias de resposta diante de um novo surto. Ele aponta que “com base nas tendências de pandemias passadas, é possível prever um número elevado de infecções e mortes em diferentes faixas etárias em relação ao observado durante as gripes sazonais”.
Para além da saúde, o manual destaca que as pandemias podem impactar profundamente setores essenciais como telecomunicações, serviços bancários, fornecimento de água, gasolina, medicamentos e alimentos. O guia sugere que empregadores e cidadãos estejam preparados para enfrentar essas dificuldades.
Um ponto importante ressaltado pelo guia é a possibilidade de uma futura pandemia chegar em “duas ou três ondas, com cerca de três a nove meses de intervalo entre cada surto”. Esse ciclo pandêmico pode se prolongar por até dois anos, demandando atenção e preparação contínua dos cidadãos e empresas.
Entre as principais interrupções previstas estão:
A preparação adequada pode ajudar a mitigar os impactos econômicos e sociais de uma nova pandemia, garantindo maior resiliência e capacidade de resposta.
Recentemente, os Estados Unidos e outros países do hemisfério Norte estão enfrentando um aumento nos casos de Covid-19. Apesar desse crescimento, o quadro ainda é menos grave do que os níveis pandêmicos observados anteriormente. Contudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não deixa de alertar sobre os riscos de novas mutações do vírus se ele continuar a se espalhar.
De acordo com a OMS, um aumento na propagação da Covid-19 pode resultar em infecções mais graves que escapem à proteção oferecida por vacinas e medicamentos atuais.
Preparar-se para uma nova pandemia envolve diversas etapas. Aqui estão algumas medidas que indivíduos e empresas podem tomar:
Além disso, é fundamental que as empresas invistam em tecnologia para facilitar o trabalho remoto e a comunicação à distância, caso seja necessário.
Embora o futuro seja incerto, a preparação é a chave para enfrentar uma nova pandemia com a menor quantidade possível de interrupções socioeconômicas. O Manual do Plano de Continuidade de Negócios para Surtos de Gripe e Doenças Infecciosas, do Centro de Saúde e Segurança Ocupacional do Canadá, oferece um guia valioso para todos os cidadãos e empregadores. Manter-se informado e preparado é a melhor forma de garantir a segurança e o bem-estar de todos.
Informações TBN

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Um policial militar que atua no Supremo Tribunal Federal (STF) na equipe do ministro Alexandre de Moraes, além de seu corpo de segurança, realizou pedidos fora do rito padrão ao setor de combate à desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esses pedidos envolviam a produção de relatórios e levantamentos de dados pessoais, muitas vezes fora do escopo permitido.
Diálogos obtidos pela Folha de São Paulo mostram que esses pedidos não se limitaram ao juiz auxiliar Airton Vieira, principal assessor de Moraes. O policial Wellington Macedo, lotado no gabinete do STF, fez solicitações diretas a Eduardo Tagliaferro, então chefe da AEED (Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação) do TSE.
Nas mensagens, fica claro que Macedo pedia levantamentos de informação para segurança do magistrado Alexandre de Moraes e sua família. Essas solicitações incluíam investigação de vazamentos de dados pessoais e ameaças enviadas via redes sociais e números de telefone.
Em pelo menos um caso, Tagliaferro utilizou a ajuda de um policial civil de São Paulo de sua “extrema confiança” para levantar informações sigilosas, mantendo a identidade desse colaborador em sigilo.
A proteção aos ministros do STF é normalmente de responsabilidade da Secretaria de Segurança do STF, composta por policiais judiciais e, quando necessário, agentes de outras corporações, como a Polícia Federal. Nas situações de ameaça, é praxe que a Secretaria de Segurança repasse as informações para as autoridades competentes.
Contudo, no caso de Wellington Macedo e Tagliaferro, as mensagens demonstram um fluxo informal, utilizando o setor de combate à desinformação do TSE como um núcleo alternativo de investigações. Essa prática é fora do comum e foge ao escopo administrativo da Justiça Eleitoral.
A prática de solicitar informações de segurança direta ao TSE levanta dúvidas sobre sua legalidade e adequação. O órgão administrativo da Justiça Eleitoral, por sua natureza, não possui competência para conduzir investigações criminais, especialmente quando fora do âmbito eleitoral.
Os diálogos obtidos revelam que os relatórios eram ajustados conforme a necessidade do gabinete do STF, muitas vezes para embasar ações previamente determinadas, como multas ou bloqueios de contas em redes sociais.
Na avaliação de muitos especialistas, essa sobreposição de funções entre o STF e o TSE, especialmente em questões não relacionadas à eleição, pode ser considerada uma violação dos processos normativos e um potencial abuso de autoridade.
Em resposta às alegações, o gabinete de Alexandre de Moraes afirmou que “todos os procedimentos foram oficiais, regulares e estão devidamente documentados nos inquéritos e investigações em curso no STF, com integral participação da Procuradoria-Geral da República”.
Por outro lado, Eduardo Tagliaferro declarou que “cumpria todas as ordens que me eram dadas e não me recordo de ter cometido qualquer ilegalidade”. Ele optou por não fazer outras manifestações públicas sobre o assunto.
Essas revelações trazem à tona a relação complicada entre segurança pessoal de figuras públicas e os órgãos previstos para protegê-las. A sobreposição entre o STF e o TSE em investigações extrapola o mandato tradicional desses órgãos, levantando questões sobre a transparência e a legalidade de tais ações.
Informações TBN

A Bahia possui o pior índice na aprendizagem de língua portuguesa e matemática do Ensino Médio do Brasil. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (14) no relatório do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (ldeb) 2023, publicado pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O estado baiano tem uma nota média padronizada de 4,01, ocupando o pódio negativo ao lado do Maranhão e do Rio de Janeiro, que possuem notas de 4,03 e 4,10, respectivamente. Esses índices correspondem à nota do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que é um conjunto de avaliações externas em larga escala. Ele permite que o Inep realize um diagnóstico da educação básica brasileira.
Presidente executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz disse que o governo estadual precisa adotar “urgentemente” medidas para resolver a situação. “A Bahia tem muita gente talentosa, muita gente boa, é um estado maravilhoso, mas tem falhado no campo da aprendizagem”, declarou ela, em entrevista ao CORREIO.
Na mesma linha, o professor doutor da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (Faced-Ufba), Roberto Sidnei Macedo, afirmou que há uma necessidade de criação de uma política específica para melhorar os índices na aprendizagem de português e matemática. “Não estamos criando condições em duas áreas fundamentais para termos crianças bem alfabetizadas e bem preparadas no que concerne ao componente escolar. A sociedade inteira sabe o quanto é fundamental uma boa formação em português e matemática para que as crianças possam estar em condições de se desenvolver em termos de sua cognição, capacidade de expressão, leitura e representação pela escrita”, avaliou.
Professor doutor da Faculdade de Educação da Ufba
As notas de desempenho dos estudantes brasileiros apuradas pelo Saeb compõem o Ideb, associadas com as taxas de aprovação, reprovação e abandono escolar. Segundo o indicador, o Ensino Médio da Bahia alcançou nota 3,7, abaixo da meta estabelecida pelo MEC em 2021, que era de 4,5. Nos anos finais (6° ao 9°) do Ensino Fundamental, o estado registrou 4,2 pontos.
*Com orientação do editor Rodrigo Daniel Silva