
O Ministério da Fazenda divulgou na última terça-feira, 1º, uma lista com as empresas de apostas on-line que pediram à pasta autorização para operar no país: são 192 bets de 89 empresas.
As bets que não estiverem na lista serão consideradas ilegais e estarão proibidas de oferecer apostas. Essas plataformas devem deixar seus respectivos sites e aplicativos no ar até o dia 10 de outubro para que os apostadores possam sacar os recursos depositados.
Passado o prazo de dez dias, em 11 de outubro, as plataformas das bets irregulares estarão proibidas e serão derrubadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Confira aqui a lista das bets autorizadas a funcionar:

O Ministério da Fazenda estima que serão banidos de 500 a 600 sites de apostas nos próximos dias, segundo informou o titular da pasta, Fernando Haddad. “A Anatel vai bloquear do espaço brasileiro o acesso a esses sites”, disse em entrevista à rádio CBN.
Haddad ainda aconselhou as pessoas com dinheiro depositado nesses sites que solicitem o saque dos valores, que podem ser perdidos depois do banimento das plataformas. “Se você tem dinheiro em site de apostas, peça restituição já. Você tem direito de ser restituído; peça para exigir o dinheiro que você tem depositado lá”, disse.
As empresas que não entrarem na lista ainda poderão pedir autorização ao Ministério da Fazenda para operar, mas terão de esperar o prazo de até 150 dias para receberem um retorno sobre a autorização definitiva, que se daria em 2025.
A lista de bets divulgada na terça-feira não é definitiva: ela garante que as empresas citadas podem atuar no país até o final do ano. Em dezembro, a Fazenda divulgará uma nova lista, depois de concluir a análise da documentação das empresas, a fim de verificar se estão em conformidade com a regulamentação estabelecida.
Em 1º de janeiro, passam a valer todas as regras de regulamentação das apostas on-line determinadas pelas portarias do Ministério da Fazenda.
“Antes disso, ainda neste ano, as empresas aprovadas terão de pagar a outorga de R$ 30 milhões para começar a funcionar e, a partir de janeiro, precisarão cumprir todas as regras para combate à fraude, à lavagem de dinheiro e à publicidade abusiva, entre outras”, diz a portaria da pasta.
Redação Oeste, com informações da Agência Estado

O Partido Republicano nos Estados Unidos apresentou nesta terça-feira, 1º, um projeto de lei que, se aprovado, vai restringir a cooperação financeira e judicial entre órgãos norte-americanos e instituições brasileiras. A medida é uma resposta às ordens de censura de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o Twitter/X no Brasil.
A Lei de Não Financiamento ou Aplicação de Censura no Exterior pretende “proteger e promover os valores norte-americanos no exterior, incluindo os direitos de liberdade de expressão consagrados na Constituição dos Estados Unidos e no Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos”.
Essa proposta também poderá impedir o financiamento de entidades que colaborem com as ordens do ministro contra a liberdade de expressão.
O texto quer proibir que os EUA aceitem pedidos de “entidades estrangeiras” por cooperação em medidas judiciais. Isso se o procurador-geral determinar que o pedido vai “causar, facilitar ou promover a censura” à liberdade de expressão, que é garantida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA. O projeto inclui solicitações que afetem plataformas digitais sediadas no país, como o Twitter/X.
“É o senso do Congresso que o governo dos Estados Unidos deve promover os valores universais da liberdade de expressão em todo o mundo e não deve facilitar nem promover a censura on-line por meio de programas de assistência estrangeira e não deve facilitar a censura on-line por meio da cooperação com governos estrangeiros e suas agências de aplicação da lei”, diz trecho do documento.
Ainda de acordo com a proposta dos congressistas, “nenhuma assistência pode ser fornecida sob a assistência estrangeira, para o benefício de qualquer entidade estrangeira, se o secretário de Estado tiver informações confiáveis de que tal instituição se envolveu, facilitou ou promoveu ou eminentemente se envolverá, facilitará ou promoverá a censura de discurso legal on-line”.

O projeto é de autoria do republicano Chris Smith. Segundo ele, houve apoio do governo do presidente Joe Biden e da vice-presidente e candidata à Casa Branca, Kamala Harris, ambos do Partido Democrata, “à censura” no Brasil.
“A administração Biden-Harris transformou programas de assistência estrangeira dos EUA em armas e outros meios para promover a censura no Brasil e reprimir a liberdade de expressão, que seria protegida pela nossa Constituição dos EUA aqui em casa”, afirmou Smith.
Ele também mencionou um relatório da Civilization Works, uma organização de pesquisa sem fins lucrativos, intitulado “O papel do governo dos EUA no complexo industrial de censura do Brasil”.
“Embora pareçam operar de forma independente, o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral são fortemente influenciados por organizações não governamentais financiadas pelo governo dos EUA”, diz o texto. “Além disso, várias agências e autoridades dos Estados Unidos têm desempenhado um papel no incentivo e na facilitação da censura no Brasil”, afirma.
Informações Revista Oeste

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o bloqueio judicial de recursos de dois fundos eleitorais durante a campanha eleitoral: o Fundo Partidário e o Fundo Especial de Financiamento de Campanha.
O decano considerou que a penhora fere a paridade entre as candidaturas e, por isso, é inconstitucional. Na decisão monocrática, Gilmar mandou notificar todos os tribunais do país, que devem instruir desembargadores e juízes de primeiro grau.
A decisão ainda será analisada no plenário do STF, que vai decidir se mantém ou não a restrição. Cabe à presidência do tribunal agendar o julgamento. Por enquanto, não há data prevista.
O ministro justificou que a penhora de recursos financeiros, no período das campanhas, pode “afetar diretamente o equilíbrio do jogo eleitoral”.
“O emprego de instrumento como a penhora pelo Estado-juiz, no curso das campanhas eleitorais, em face dos partidos políticos e das candidaturas tem elevado potencial de transgredir o dever de neutralidade e, em consequência, violar a paridade de armas e liberdade de voto”, argumentou Gilmar Mendes.
A decisão afirma que o bloqueio das verbas pode comprometer propagandas e até mesmo inviabilizar o deslocamento do candidato para fazer campanha.

O ministro decidiu em uma ação movida pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) contra decisão da Justiça de São Paulo que havia permitido o bloqueio de verbas durante o período de campanha eleitoral.
O advogado Rafael Carneiro, autor do recurso em nome do PSB, afirma que o Código Civil classifica como impenhoráveis as verbas dos fundos partidário e eleitoral.
“Agora, a decisão de Gilmar Mendes vai além ao afirmar que esse tipo de bloqueio, no período eleitoral, viola a paridade entre as candidaturas, ferindo não só a lei, mas também a Constituição Federal”, avaliou.
Redação Oeste, com informações da Agência Estado

Na noite desta terça-feira (01), uma guarnição do PETO da 65ªCIPM, após denúncia transmitida por transeunte, realizou diligência em um Condomínio no bairro Nova Esperança, onde prendeu um homem de posse do material adiante descrito:
Caracterizado o tráfico de drogas, o criminoso recebeu voz de prisão e foi apresentado juntamente com os ilícitos à Central de Flagrantes do Sobradinho, onde foram adotadas as formalidades legais.

Desde o lançamento do Feira Conectada, o aplicativo da Prefeitura de Feira de Santana tem conquistado a população ao proporcionar uma forma rápida e eficaz de solicitar mais de 200 serviços públicos. Em dois meses de funcionamento – completado no último domingo (29) – a plataforma já recebeu mais de 39 mil solicitações e mais de 62% delas foram atendidas – as que não foram finalizadas são devido a ausência de alguma informação ou documentação. A plataforma, disponível para dispositivos móveis, possui 36 mil usuários cadastrados.
A Secretaria de Saúde lidera a demanda no aplicativo, concentrando a maior parte das solicitações, principalmente para marcação de consultas, exames e emissão do cartão SUS. No entanto, outros serviços também estão disponíveis por meio do Feira Conectada, como os oferecidos pela Secretaria de Serviços Públicos (SESP) e pela Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDESO). Entre as funcionalidades, os cidadãos podem solicitar a troca de lâmpadas e realizar pedidos relacionados à iluminação pública e tapa-buracos, com a possibilidade de informar a geolocalização do serviço necessário.
“O Feira Conectada veio para aproximar o cidadão da Prefeitura, garantindo que as solicitações sejam atendidas de forma rápida e eficiente. Queremos melhorar cada vez mais, ouvindo as demandas da população e aprimorando o aplicativo a cada dia”, explica a secretária de Comunicação, Renata Maia.
A proposta de criação do Feira Conectada surgiu para substituir o antigo serviço “Fala Feira 156”, alvo de reclamações devido à ineficácia na resolução de problemas. Agora, com o acompanhamento semanal do prefeito Colbert Martins Filho, o aplicativo está em constante aprimoramento para atender cada vez melhor as demandas da população. A cada feedback recebido, a equipe da Prefeitura trabalha para melhorar a experiência do usuário e a qualidade dos serviços prestados.
SAÚDE
Com uma média diária de 2.500 solicitações na área da Saúde, uma equipe dedicada foi estruturada para atender às necessidades dos cidadãos. Muitas solicitações chegam com a documentação incompleta. Para aprimorar a resposta às demandas, 14 profissionais foram designados para realizar triagens detalhadas, verificando se as solicitações possuem toda a documentação necessária, como guias médicas ou documentos legíveis. Além disso, 24 pessoas trabalham diretamente na marcação de consultas e exames.
Outro ponto importante é que, além do aplicativo, os cidadãos também podem acessar os serviços por meio do site oficial da Prefeitura de Feira de Santana, facilitando o acesso para quem prefere utilizar computadores ou notebooks. E para aqueles que não têm acesso à internet ou dispositivos móveis, as solicitações podem ser feitas presencialmente nas unidades de saúde.
Vale destacar que, nos casos de agendamentos de serviços de saúde para menores de idade, a solicitação deve ser feita por meio de cadastro do CPF da criança ou adolescente.
A auxiliar administrativo, Adevani Silva, é uma das usuárias do aplicativo e destaca que somente após a chegada do Feira Conectada conseguiu agendar exames e procedimentos com facilidade.
“Há dois anos estava aguardando ser chamada para fazer uma cirurgia. Depois que entrei no aplicativo em menos de uma semana fui chamada para fazer a perícia de uma cirurgia ocular. Dei entrada nos documentos e agora aguardo ser chamada para fazer a marcação da cirurgia. Além disso, consegui realizar o agendamento com facilidade de um exame do aparelho urinário. Foi bem rápido e já estou com o resultado em mãos para apresentar ao médico”, relata.
A Secretaria de Comunicação destaca a importância da ferramenta digital como um canal de proximidade entre a população e os serviços municipais. O Feira Conectada busca promover uma administração mais transparente e eficiente, consolidando-se como uma alternativa moderna para atender às necessidades dos moradores de Feira de Santana.
“Temos recebido muitos elogios sobre o aplicativo, o que nos mostra que estamos no caminho certo. Só essa semana, por exemplo, recebemos um feedback muito positivo sobre o atendimento da SESP, o que nos motiva a continuar melhorando”, comenta Renata Maia.
Confira abaixo o elogio do usuário:
“Boa tarde!! Não tenho nenhuma solicitação, mas precisava deixar registrado aqui meus parabéns pelo atendimento da SESP na agilidade das solicitações, fico feliz pois vejo que esta contribuindo de forma positiva para a nossa cidade”.

A Polícia Federal deflagra, com o apoio do GAECO/BA, na manhã desta quarta-feira (02), a Operação Nigromante, com o objetivo de cumprir mandados judiciais decorrentes de investigação relativa à venda de cédulas falsas, através de grupos de aplicativo de mensagens.
A investigação se iniciou com a prisão em flagrante de um homem, em 31/08/2023, ao receber uma encomenda em seu local de trabalho, na cidade de Santa Bárbara/BA, contendo cédulas falsas de R$ 100 em seu interior.
A Polícia Federal efetuou a prisão em flagrante deste homem, logo após a entrega da correspondência, sendo apreendidas as cédulas falsas e o aparelho celular do detido.
Com a análise do conteúdo do aparelho celular apreendido, foi possível identificar a existência de vários grupos em aplicativo de mensagens cujo objetivo seria a comercialização de produtos ilícitos, desde cédulas falsas a cartões de crédito clonados.
Na data de hoje, estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão nas cidades de Feira de Santana/BA e Salvador/BA, todos expedidos pela 3ª Vara Federal da Seção Judiciária de Feira de Santana/BA.
Os investigados irão responder pelos crimes de moeda falsa e estelionato.

O chamado “Eixo da Resistência” é uma aliança informal de países e milícias do Oriente Médio liderada pelo Irã, que inclui a Síria, o grupo libanês Hezbollah, o palestino Hamas, os rebeldes houthis no Iêmen e milícias xiitas no Iraque, Afeganistão e Paquistão.
O que une essas organizações é sua oposição ao Ocidente. Elas se apresentam como a “resistência” à influência dos Estados Unidos e de seu aliado Israel na região.
O grupo representa uma ameaça direta a Israel e é também uma maneira de o regime fundamentalista do Irã ampliar sua influência no Líbano, no Iraque, na Síria, no Iêmen e na Faixa de Gaza.
Em 24 de agosto, o ministro do Exterior do Irã, Abbas Araghchi, destacou o apoio do país aos grupos islâmicos que compõem o Eixo da Resistência e definiu o vínculo com esses movimentos como um dos fundamentos da política externa do Irã.
Estes são os principais membros do Eixo de Resistência:
O grupo xiita Hezbollah tem laços estreitos com o Irã, que contribuiu amplamente para seu financiamento e crescimento desde que ele foi fundado, em 1982, após a segunda invasão israelense, com o apoio da Guarda Revolucionária do Irã.
O Hezbollah controla grande parte do Líbano, onde funciona como uma espécie de “Estado dentro do Estado”, sendo frequentemente considerado mais poderoso que o Estado libanês.
É uma milícia bem treinada, tida como a força militar não-estatal mais poderosa do mundo, com um arsenal de 150 mil foguetes e mísseis, segundo estimativas dos EUA. Sua força de combate inclui de 20 mil a 100 mil combatentes, segundo diversas estimativas. O grupo tem ainda uma extensa rede de túneis perto da fronteira do Líbano com Israel.
Desde julho, Israel matou as principais lideranças do Hezbollah, incluindo o líder, Hassan Nasrallah, que foi morto num ataque aéreo perto de Beirute.
O grupo islâmico palestino Hamas governa a Faixa de Gaza desde 2007 e recebe apoio econômico, militar e tecnológico do Irã.
Fundado em 14 de dezembro de 1987, cinco dias após o início da Intifada, é uma organização sunita, ao contrário da maioria no Eixo da Resistência. Seus laços com o Irã remontam à década de 1980 e, apesar de desentendimentos nos últimos anos, principalmente em relação à Síria, o relacionamento continua até hoje.
Desde o ataque terrorista do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, muitos líderes do grupo foram mortos, incluindo seu ex-líder político Ismail Haniye, que foi morto em sua casa em Teerã num ataque não reivindicado atribuído a Israel, em 31 de julho.
O Irã também apoia em Gaza a Jihad Islâmica Palestina, o segundo maior grupo armado na Faixa de Gaza, e seu braço armado, as Brigadas Al Quds (Brigadas de Jerusalém).
O movimento xiita Houthi estabeleceu o controle sobre grande parte do Iêmen durante uma guerra civil que começou em 2014, quando tomou a capital, Sanaa, e derrubou o governo, que era apoiado pela Arábia Saudita, a principal potência muçulmana sunita da região e o principal rival do Irã pela influência regional.
Hoje os houthis controlam Sanaa e grande parte do norte e do sul do país, com o apoio político e militar do Irã. Esse apoio faz parte de uma chamada “guerra por procuração” entre o Irã e a Arábia Saudita, que lidera a coalizão militar que interveio no Iêmen em 2015 contra os rebeldes houthis e em apoio ao governo deposto, dando origem à pior catástrofe humanitária do planeta.
Desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, os houthis se posicionaram a favor da milícia palestina, lançando mísseis de cruzeiro e drones contra Israel e realizando ataques à navegação no Mar Vermelho, o que levou a uma redução significativa no tráfego de mercadorias pela área.
Nos últimos anos, a Arábia Saudita apoiou os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra e, em setembro passado, recebeu negociadores houthis em Riad.
Grupos xiitas ligados ao Irã surgiram como poderosos atores no Iraque após a invasão liderada pelos EUA em 2003, criando milícias com dezenas de milhares de combatentes. Por meio dela, o Irã ampliou sua influência política e econômica no país vizinho.
Um grupo que reúne diversas facções armadas islâmicas xiitas, chamado Resistência Islâmica no Iraque, é um dos principais membros do Eixo da Resistência e, desde o início da guerra em Gaza, reivindicou vários ataques com drones e mísseis contra Israel, bem como contra bases militares dos EUA em territórios iraquianos e sírios.
A Resistência Islâmica no Iraque começou a atacar as forças dos EUA estacionadas no Iraque e na Síria em outubro, dizendo que seu objetivo era responder aos ataques israelenses em Gaza e resistir às forças dos EUA posicionadas no Iraque e na região.
Os ataques cessaram depois que um ataque de drone matou três soldados dos EUA na Jordânia em 28 de janeiro, o que provocou fortes ataques aéreos de retaliação dos EUA contra alvos ligados ao Irã na Síria e no Iraque.
Os grupos armados xiitas que lutam como parte do Hashd al-Shaabi, ou Forças de Mobilização Popular, desempenharam um papel de liderança no Iraque na luta contra o grupo terrorista sunita Estado Islâmico, que controlou partes do Iraque e da Síria entre 2013 e 2017.
Embora os membros desses grupos armados xiitas recebam salários do Estado e estejam teoricamente sob a autoridade do primeiro-ministro, eles geralmente operam fora da cadeia de comando militar iraquiana.
Os grupos que atacaram as forças dos EUA incluíam as Brigadas do Hezbollah e o Nujaba, ambos intimamente ligados à Guarda Revolucionária do Irã. Seu arsenal inclui drones explosivos, foguetes e mísseis balísticos.
A Síria é um importante aliado do Irã, que mantém uma forte presença armada no território sírio, incluindo conselheiros iranianos e milícias pró-iranianas, como o Hezbollah e a Jihad Islâmica, entre outros. Foram disparados projéteis do país árabe contra o território controlado por Israel, o que provocou uma resposta israelense em território sírio.
Informações UOL

As IDF (Forças de Defesa de Israel, na sigla em inglês) anunciaram que a maioria dos mísseis lançados pelo Irã, nesta terça-feira (1º), foi interceptada com a ajuda de uma coalizão defensiva liderada pelos Estados Unidos.
Mais de 180 mísseis foram lançados pelo Irã. De acordo com o Exército de Israel, houve um pequeno número de ataques no centro e no sul do país. “Maioria dos mísseis recebidos foi interceptada por Israel e por uma coalizão defensiva liderada pelos Estados Unidos”, afirmou o porta-voz das IDF, Daniel Hagari.
“Haverá consequências”, acrescentou porta-voz das IDF. Para Hagari, “o ataque do Irã é uma escalada grave e perigosa”. O porta-voz ressaltou que as capacidades defensivas e ofensivas de Israel estão “nos mais altos níveis de prontidão.” “Nossos planos operacionais estão prontos”, alertou.
Israel responderá onde, quando e como quiser, declarou o chefe das Forças de Defesa de Israel. “O Irã e os seus representantes têm atacado Israel desde 7 de outubro em sete frentes. O Irã e os seus representantes procuram a destruição de Israel. As Forças de Defesa de Israel continuarão a fazer tudo o que for necessário para defender o estado de Israel e proteger o povo de Israel”.
Irã “pagará” por suas ações, afirmou Benjamin Netanyahu. Durante reunião de segurança política, o primeiro-ministro de Israel declarou que o Irã “cometeu um grande erro”.
O regime no Irã não entende nossa determinação de nos defender e nossa determinação de retaliar contra nossos inimigos (…) Vamos aderir ao princípio que estabelecemos: quem quer que nos ataque, nós o atacaremos. Isso é verdade em todas as regiões em que lutamos contra o eixo do mal e também é verdade para o Irã.
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
Ataque foi retaliação do Irã à escalada de conflitos entre Israel e o Hezbollah. Não há informações sobre estragos ou feridos no território israelense.
Lançamento de mísseis foi condenado pelo chefe da diplomacia americana. Ataque foi “totalmente inaceitável” e “todo o mundo deve condená-lo”, afirmou Antony Blinken. “Os informes iniciais sugerem que Israel, com o apoio ativo dos Estados Unidos e de outros aliados, frustrou efetivamente este ataque”, disse Blinken a jornalistas.
Forças Armadas iranianas falam em promover “ação militar direta”. Alerta foi direcionado aos Estados Unidos e a Israel, em caso de ataques em solo iraniano.
Em um comunicado, as forças armadas elogiaram o ataque com mísseis da Guarda Revolucionária do Irã contra Israel. A ação foi apoiada pelo exército iraniano e pelo Ministério da Defesa.
O Estado-Maior adverte que, se o regime agressor agir para retaliar, deve aguardar a destruição de suas infraestruturas nos territórios palestinos ocupados em uma escala maciça e abrangente (…) E se os países que apoiam o regime, incluindo os EUA, intervierem diretamente na violação e ataque ao Irã islâmico, seus centros e interesses em toda a região serão simultaneamente confrontados com o ataque decisivo das forças armadas da República Islâmica do Irã.
Forças Armadas iranianas, em comunicado
A Guarda Revolucionária do Irã ameaçou realizar “ataques demolidores” se Israel responder ao ataque com mísseis. “Se o regime sionista reagir às operações iranianas, enfrentará ataques demolidores”, declarou a Guarda Revolucionária, exército de elite do Irã, em um comunicado divulgado pela agência de notícias Fars.
Anteriormente, os Estados Unidos tinham advertido para um ataque “iminente” do Irã contra Israel. A imprensa iraniana divulgou imagens online do que foram apresentados como mísseis sendo disparados na direção de Israel.
Este é o segundo ataque que o Irã lança contra Israel desde o efetuado em abril. Na ocasião, Teerã afirmou ter agido em “legítima defesa” depois que um ataque destruiu seu consulado em Damasco, onde sete de seus militares morreram. “Ao lançar dezenas de mísseis balísticos, a força aeroespacial dos Guardiões da Revolução apontou contra importantes alvos de segurança e militares no coração dos territórios ocupados”, disse a Guarda Revolucionária.
Informações UOL

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta terça-feira (1º) que o Irã cometeu um “erro grave” ao realizar um ataque a mísseis contra Israel e que “pagará” o preço pela ação.
Promessa de retaliação aos ataques ocorreu em declaração do premiê no início de uma reunião do gabinete de segurança. “O regime no Irã não entende nossa determinação em nos defender e nossa determinação em retaliar nossos inimigos”, afirmou o líder israelense, conforme a Al Jazeera.
Primeiro-ministro diz que Israel aderiu a um “princípio” que eles mesmos estabeleceram.“Quem nos atacar, nós os atacaremos [de volta]. Isso é verdade em todas as regiões em que lutamos contra o eixo do mal e é a verdade para o Irã também.” Segundo o The Times of Israel, esse eixo seria composto pela Cisjordânia, Faixa de Gaza, Líbano, Iêmen, Síria e Irã.
[O líder do Hamas Yahya] Sinwar e [o principal comandante militar do Hamas Mohammed] Deif não entenderam isso. [O líder do Hezbollah Hassan] Nasrallah e [o chefe de gabinete do Hezbollah Fuad] Shukr não entenderam isso [do princípio], e provavelmente há aqueles em Teerã [capital do Irã] que não entendem isso.
Benjamin Netanyahu, premiê israelense
Em declaração, Netanyahu ainda afirmou que o ataque com mísseis iranianos contra Israel foi “frustrado”. Na avaliação do primeiro-ministro israelense, o sistema de defesa aérea colaborou para que a ação não fosse efetiva. [Nosso sistema de defesa aéreo] “é o mais avançado do mundo”, acrescentou, agradecendo também aos Estados Unidos pelo apoio.
O primeiro-ministro também convocou as “forças da luz no mundo” a se unirem contra o Irã. “Elas devem ficar ao lado de Israel. A escolha nunca foi tão clara entre tirania e liberdade, entre bênção e maldição.”
Israel está em movimento, e o eixo do mal está recuando. (…) Faremos tudo o que for necessário para continuar essa tendência, para atingir todos os objetivos da guerra, principalmente o retorno de todos os nossos reféns, e para garantir nossa existência e nosso futuro.
Benjamin Netanyahu, premiê israelense

A maioria dos mísseis lançados pelo Irã nesta terça-feira (1º) foi interceptada. Segundo as IDF (Forças de Defesa de Israel, na sigla em inglês), a interceptação ocorreu com a ajuda de uma coalizão defensiva liderada pelos Estados Unidos.
Mais de 180 mísseis foram lançados pelo Irã. De acordo com o Exército de Israel, houve um pequeno número de ataques no centro e no sul do país. “Maioria dos mísseis recebidos foi interceptada por Israel e por uma coalizão defensiva liderada pelos Estados Unidos”, afirmou o porta-voz das IDF, Daniel Hagari.
“Haverá consequências”, acrescentou porta-voz das IDF. Para Hagari, “o ataque do Irã é uma escalada grave e perigosa”. O porta-voz ressaltou que as capacidades defensivas e ofensivas de Israel estão “nos mais altos níveis de prontidão.” “Nossos planos operacionais estão prontos”, alertou.
Israel responderá onde, quando e como quiser, declarou o chefe das Forças de Defesa de Israel. “O Irã e os seus representantes têm atacado Israel desde 7 de outubro em sete frentes. O Irã e os seus representantes procuram a destruição de Israel. As Forças de Defesa de Israel continuarão a fazer tudo o que for necessário para defender o estado de Israel e proteger o povo de Israel”.
Forças Armadas iranianas falam em promover “ação militar direta”. Alerta foi direcionado aos Estados Unidos e a Israel, em caso de ataques em solo iraniano.Continua após a publicidade
Em um comunicado, as forças armadas elogiaram o ataque com mísseis da Guarda Revolucionária do Irã contra Israel. A ação foi apoiada pelo exército iraniano e pelo Ministério da Defesa.
O Estado-Maior adverte que, se o regime agressor agir para retaliar, deve aguardar a destruição de suas infraestruturas nos territórios palestinos ocupados em uma escala maciça e abrangente (…) E se os países que apoiam o regime, incluindo os EUA, intervierem diretamente na violação e ataque ao Irã islâmico, seus centros e interesses em toda a região serão simultaneamente confrontados com o ataque decisivo das forças armadas da República Islâmica do Irã.
Forças Armadas iranianas, em comunicado

O Irã lançou mísseis em direção a Israel nesta terça-feira (1º), fazendo sirenes de alerta soarem em todo território. O governo Netanyahu disse que responderá “no momento certo”, enquanto a ONU alertou para a escalada do conflito.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã confirmou que disparou dezenas de mísseis contra Israel. Os ataques teriam ocorrido em duas ondas, com uma diferença de dez minutos entre as duas. Explosões foram ouvidas em Tel Aviv e Jerusalém.Continua após a publicidade
Israel diz que 180 mísseis foram disparados. As sirenes tocam por volta das 20h (horário local) em Tel Aviv, e os ataques cessaram pouco mais de uma hora depois. Fontes israelenses confirmaram que uma parte caiu sobre cidades, enquanto muitos teriam sido interceptados.
Nenhum ferido foi relatado. Anúncio do governo de Israel diz que pessoas já podem deixar abrigos, e que não espera mais ataques do Irã.
Já os iranianos insistem que 80% de seus mísseis “atingiram os alvos”, sem dar detalhes. A inteligência norte-americana indicou que o destino dos mísseis teriam sido duas bases militares e um centro de inteligência.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã alertou que essa seria apenas a primeira onda de ataques. Ação seria uma resposta aos assassinatos dos líderes do Hezbollah e Hamas.
Hamas elogiou ataques de mísseis iranianos em vingança pelas mortes de líderes militantes. “Parabenizamos o lançamento heroico de foguetes realizado pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, em grandes áreas de nossos territórios ocupados, em resposta aos crimes contínuos da ocupação contra os povos da região e em retaliação pelo sangue dos mártires heroicos de nossa nação”, disse a declaração do grupo extremista que controla o território palestino de Gaza, conforme relatado pela Reuters.
Com a ajuda de Deus, os golpes da frente rebelde se tornarão mais fortes e mais dolorosos sobre o corpo desgastado e apodrecido do regime sionista.
Ali Khamenei, líder supremo do Irã, no X
Israel alertou que “haverá uma retaliação, no momento certo”. “Estamos em alerta máximo na defesa e na ofensiva, protegeremos os cidadãos de Israel. Esse disparo (de míssil) terá consequências. Temos planos e agiremos na hora e no lugar que escolhermos”, disse o porta-voz das forças israelenses, o contra-almirante Daniel Hagari.
O governo de Netanyahu também declarou que o Irã “pagará um preço elevado”. Durante os ataques, Israel fechou o espaço aéreo e todos os aeroportos deixaram de funcionar, mas tudo já foi normalizado. A mídia israelense citou os militares do país, dizendo que a Força Aérea continuará a realizar “ataques poderosos” esta noite em todo Oriente Médio.
Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou “a ampliação do conflito no Oriente Médio, com escalada após escalada”. “Isso precisa acabar. Precisamos absolutamente de um cessar-fogo”, disse.
O presidente Joe Biden orientou as forças armadas dos EUA a ajudar na defesa de Israel. Além disso, determinou a abater mísseis que tenham o país como alvo.
Nas periferias de Beirute, a notícia dos ataques foi comemorada, com fogos de artifício por parte dos apoiadores do Hezbollah. Na televisão iraniana, as imagens mostraram atos de apoio aos ataques em Teerã, com pessoas comemorando com bandeiras e carreatas.
Estamos atacando o coração da entidade de ocupação sionista. Caso Israel responda, nós os atingiremos mil vezes mais fortes
Guarda Revolucionária iraniana, no momento dos ataques
O sistema de defesa aérea está totalmente operacional, detectando e interceptando ameaças sempre que necessário, mesmo neste momento. Porém, a defesa não é hermética e, por isso, é fundamental seguir as instruções do Comando da Frente Interna. Você poderá ouvir explosões, que podem ser resultado de interceptações ou impactos.
Nota de Daniel Hagari, porta-voz das FDI, em nota emitida durante os ataques
Universidade de Tel Aviv foi atingida, informa imprensa iraniana. Em Jerusalém, explosões também estão sendo ouvidas, disseram testemunhas à Reuters.
Ao contrário dos ataques telegrafados de abril, quando os iranianos avisaram por canais informais que iriam lançar mísseis sobre Israel, desta vez a ofensiva foi radicalmente diferente. O assassinato de lideranças e a ofensiva terrestre colocaram uma pressão inédita para que Ali Khomenei tivesse de agir.
Recado de Netanyahu a iranianos foi estopim.Segundo fontes na região, foi uma mensagem de vídeo do premiê, endereçada ao povo do Irã e com legendas em farsi, que criou uma situação insustentável para o regime dos ayatollahs. No recado, o israelense dizia que eles “logo estariam livres”.
O temor entre diplomatas estrangeiros, porém, é de que Israel agora responda, principalmente contra as instalações nucleares do Irã. Num comunicado oficial, a diplomacia iraniana na ONU afirmou: “A resposta legal, racional e legítima do Irã aos atos terroristas do regime sionista — que envolveu o ataque a cidadãos e interesses iranianos e a violação da soberania nacional da República Islâmica do Irã — foi devidamente executada”, disse.
“Se o regime sionista ousar responder ou cometer outros atos de malevolência, haverá uma resposta subsequente e esmagadora. Os estados regionais e os apoiadores dos sionistas são aconselhados a se separar do regime”, apontou a diplomacia iraniana na ONU.

A embaixada norte-americana ordenou que todos seus funcionários busquem os abrigos, enquanto as instruções do governo israelense é para que todos os eventos sejam cancelados. O país marca nesta semana o Rosh Hashanah, o ano novo judaico, a partir de quarta-feira (2).
Nos EUA, o presidente Joe Biden cancelou seus eventos, inclusive com a comunidade judaica, para reuniões de emergência. O governo norte-americano prometeu uma resposta “severa” aos iranianos, caso esses ataques ocorressem. A Casa Branca também estabeleceu acordos com países como Jordânia para ajudar na interceptação dos mísseis.
(Informações UOL, AFP e RFI)

O sentimento de gratidão tomou conta do Abrigo São Gabriel para Idosos de Deus, localizado no bairro da Boa Viagem, em Salvador, na tarde desta terça-feira (1), durante entrega de donativos realizada pela Secretaria da Segurança Pública, por meio da Superintendência de Prevenção à Violência (Sprev). Ação foi realizada em homenagem ao ‘Dia Nacional do Idoso’.
Fraldas e cobertores, angariados pela Superintendência durante diferentes campanhas ao longo do primeiro semestre de 2024 foram destinados à instituição fundada em 1999 e que, atualmente, atende 65 idosos. De acordo com Ramon Santiago, integrante da Sprev e representante da pasta no Conselho Estadual da Pessoa Idosa (CEPI), a ação auxiliou no trabalho do abrigo e representou um avanço na luta pelo direito das pessoas idosas.
“Por reconhecer o valor e a importância deste grupo, além de acompanhar o seu crescimento, a Sprev fez questão de trazer esse momento de doação e entretenimento para os moradores do centro de acolhimento”, explicou, ressaltando que, de maneira lúdica, a equipe também realizou um ‘Bingo’.
Auxiliado pelo abrigo, Manoel Pereira, 73 anos, viu neste momento de descontração uma oportunidade de praticar uma atividade em conjunto com os colegas de morada. “As pessoas que eu tenho em minha vida estão aqui. Elas são a minha família. Então, este momento de interação e de ajuda promovido pela Secretaria foi importante para a nossa convivência”, contou.