/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/2/8/it8HHBTRGL1L6gsmAsNQ/2023-02-20t201853z-1824938042-rc27fz9mfzng-rtrmadp-3-people-jimmy-carter-events.jpg)
Jimmy Carter durante anúncio de sanções ao Irã, em 1980 — Foto: Marion S. Trikosko/Biblioteca do Congresso dos EUA/Via Reuters
Morreu neste domingo (29) aos 100 anos Jimmy Carter, presidente dos EUA entre 1977 e 1981, em sua casa, em Plains, Geórgia, a mesma cidade onde nasceu.
“Meu pai foi um herói, não só para mim, mas para todos que acreditam na paz, nos direitos humanos e no amor altruísta”, disse seu filho, Chip Carter, em um comunicado.
“Meus irmãos, minha irmã e eu o compartilhamos com o mundo por meio dessas crenças comuns. O mundo é nossa família pela maneira como ele uniu as pessoas, e agradecemos por honrar sua memória continuando a viver essas crenças compartilhadas.”
Na Casa Branca, Carter foi crítico a ditaduras latino-americanas, como as de Pinochet, no Chile, e à ditadura militar no Brasil.
Carter estava sob cuidados paliativos em sua casa, desde fevereiro de 2023. A causa da morte não foi i ediatamente informada. A fundação que leva seu nome disse que haverá homenagens nas cidades de Atlanta e Washington, além de Plains; ainda não há informações sobre o funeral.
O político, filiado ao Partido Democrata, foi senador e governador do estado da Geórgia antes de chegar à Presidência, marcada por uma grave crise econômica e esforços de paz em todo o mundo.
Uma disputa diplomática com o Irã resultou no sequestro de 52 americanos na embaixada em Teerã em 1979. Os reféns só foram soltos 444 dias depois, já na gestão do presidente Reagan, e o caso manchou a reputação de Carter, criticado por lidar de forma desastrosa com o evento.
Ele continuou atuando politicamente por meio da Fundação Carter, criada por ele em 1982, e organizou missões diplomáticas pelo mundo. Após sair da Casa Branca, foi reconhecido como ícone na luta pelos direitos humanos e pela democracia.
Ele ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2002 em reconhecimento ao seu “esforço incansável para encontrar soluções pacíficas para conflitos internacionais, impulsionar a democracia e os direitos humanos e promover o desenvolvimento econômico e social”.
Centenário, Carter viveu mais do que qualquer outro ex-presidente na história dos EUA.
“Tive uma vida maravilhosa”, disse Carter a repórteres em Atlanta em 2015. “Tive milhares de amigos. E tive uma existência emocionante, aventureira e gratificante.”
Carter escreveu mais de duas dezenas de livros, desde um livro de memórias presidenciais a um livro infantil e poesia, além de obras sobre fé religiosa e diplomacia. Seu livro “Faith: A Journey for All” (fé: uma jornada para todos) foi publicado em 2018.
Jimmy Carter morre aos 100 anos: veja trajetória do ex-presidente dos EUA e Nobel da Paz
James Earl “Jimmy” Carter Junior nasceu em 1º de outubro de 1924 na pequena cidade rural de Plains, no estado da Geórgia. Seu pai era um fazendeiro e homem de negócios e sua mãe, uma enfermeira.
Ele fez o ensino básico em um escola pública local e passou pela Faculdade do Sudoeste da Geórgia e pelo Instituto de Tecnologia do estado antes de se formar bacharel em Ciência, em 1946, pela Academia Naval dos Estados Unidos.
Também em 1946, ele se casou com a futura primeira-dama Rosalynn Smith, de sua cidade natal.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/f/4/PmlgJJTnyBLdrptNEVxA/2024-12-29t213621z-1-lynxmpekbs07e-rtroptp-4-people-jimmy-carter.jpg)
Ex-presidente dos EUA Jimmy Carter em janeiro de 2012. — Foto: Amr Abdallah Dalsh/Reuters
Na Marinha, Carter serviu em submarinos pelos oceanos Atlântico e Pacífico e chegou ao cargo de tenente. Foi escolhido por um superior para entrar no programa de submarinos nucleares e foi enviado para Schenectady, Nova York, onde se formou em tecnologia de reatores e física nuclear.
Após seu pai morrer em 1953, ele saiu da Marinha e voltou para Plains, onde assumiu os negócios da família, que incluíam fazendas e uma empresa de suprimentos rurais.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/y/3/zypYRnSXWz7zveLTjR9A/2024-12-29t212356z-254458977-rc25p56bawao-rtrmadp-3-people-jimmy-carter.jpg)
O ex-presidente Jimmy Carter e sua esposa Rosalynn, em outubro 2002 — Foto: Tami Chappell/ Reuters
Jimmy começou a vida política na cidade, servindo como administrador da educação, do hospital e da biblioteca locais e se tornou líder da comunidade e se filiou ao Partido Democrata.
Em 1962, ele ganhou a eleição para o cargo de senador pelo estado da Geórgia, com mandato de dois anos. Carter adquiriu notoriedade por atacar gastos governamentais e por ser contrário a leis que tiravam o direito de votar dos negros. Foi reeleito em 1964.
O político se candidatou para o governo do estado em 1966, mas nem chegou a ganhar as primárias do Partido Democrata. Ele tentou novamente e venceu em 1970 ao apresentar uma plataforma mais conservadora, buscando apoio de defensores da segregação racial. Mas, já no discurso de posse, em 1971, sinalizou para o fim da discriminação racial no estado.
Carter foi governador até 1975, e durante seu mandato promoveu uma reforma administrativa que enxugou o gasto das agências públicas. O aborto foi legalizado — com restrições — no estado em 1973 após decisão da Suprema Corte do país, apesar dele, um batista fervoroso, se opor pessoalmente.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/a/B/NOuu9kTNmlC6uT5HzeAA/2024-12-29t213054z-474748446-rc2zhx8r5lc2-rtrmadp-3-people-jimmy-carter.jpg)
Presidente Jimmy Carter em coletiva de imprensa em Junho de 1977 — Foto: Biblioteca do Congresso/Thomas J. O’Halloran via Reuters
Em 1974, ainda governador, Jimmy anunciou sua candidatura à presidência para a eleição que seria realizada dois anos mais tarde. Ele ganhou as eleições em 1976 e tornou-se o 39º presidente dos EUA no ano seguinte, servindo até 1981.
“Eu sou Jimmy Carter e estou concorrendo à presidência. Eu nunca vou mentir para você”, prometeu Carter com um sorriso de orelha a orelha, em sua propaganda política, em um momento em que os EUA ainda viviam o rescaldo do escândalo de Watergate.
A gestão do presidente foi marcada por uma forte crise econômica e energética no país, um esforço diplomático de paz no resto do mundo e o sequestro de 52 americanos em Teerã por iranianos.
Nos EUA, Carter enfrentou o aumento dos preços da energia, reflexo da crise do petróleo de 1973 e índices altos de inflação, que motivaram a queda da taxa de crescimento do país.
O presidente foi saudado internacionalmente por mediar os Acordos de Camp David, um marco histórico entre Israel e Egito em 1978. Menos unânime foi a decisão de liderar um boicote de vários países às Olimpíadas de 1980, realizadas em Moscou, devido à guerra soviética no Afeganistão.
Em relação ao Brasil, Carter se opôs frontalmente à ditadura militar, então comandada pelo general Ernesto Geisel.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/3/i/XscgLoSMiNAionj8PKVQ/2023-02-20t235049z-884526742-rc15a48b3000-rtrmadp-3-egypt-israel-accords.jpg)
Imagem de momento em que foram firmados os Acordos de Camp David. Anwar Sadat, do Egito (esq.), Jimmy Carter, dos EUA, e Menachem Begin, de Israel, em 1978 — Foto: Fundação Carter/Via Reuters
Carter cedeu asilo nos EUA a um opositor do aiatolá Khomeini, que acabara de tomar o poder no Irã, o que motivou militantes islâmicos a fazer 52 reféns na embaixada dos EUA em Teerã, em 1979.
O presidente foi criticado pela forma desastrosa como lidou com a situação: após falhar no diálogo diplomático, autorizou uma operação militar sem sucesso que resultou em oito mortes, inclusive a de um civil iraniano.
Carter buscou a reeleição em 1980, mas foi derrotado facilmente pelo republicano Ronald Reagan. Os reféns só foram libertados após a posse de Reagan em 1981, 444 dias após sequestrados.
Questionado sobre sua presidência, Carter disse em um documentário em 1991: “O maior fracasso que tivemos foi um fracasso político. Nunca consegui convencer o povo americano de que eu era um líder forte e enérgico.”
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/b/K/ssYiqdRsOY42eB67gbHw/ap23049742350885.jpg)
Ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter, durante encontro em Paris no dia 10 de julho de 2021 — Foto: John Bazemore/AP
Já em 1981, Carter voltou à sua cidade natal e retomou o controle dos negócios familiares. A partir de então, começou a dar aulas.
Em 1982, fundou o Centro Carter, um instituto sem fins lucrativos que “aborda questões nacionais e internacionais de políticas públicas”, nas palavras da entidade.
Carter continuou ativo politicamente por meio da organização e promoveu ações humanitárias em uma série de países como Haiti, Coreia do Sul e nações africanas.
Em 2002, recebeu o Prêmio Nobel da Paz pela promoção de soluções pacíficas em conflitos internacionais.
Profundamente religioso, Carter participava ativamente da escola dominical da Igreja Batista Maranatha e construía casas para pessoas em necessidade, antes de desenvolver problemas de saúde e mobilidade decorrentes da velhice.
“Minha fé exige — isso não é opcional — minha fé exige que eu faça tudo o que puder, onde quer que eu esteja, sempre que puder, pelo maior tempo possível, com o que quer que eu tenha para tentar fazer a diferença”, disse Carter uma vez.
Em agosto de 2015, Carter teve um pequeno câncer removido de seu fígado. No ano seguinte, Carter anunciou que não precisava de mais tratamento, pois uma droga experimental havia eliminado qualquer sinal de câncer.
Jimmy e Rosalynn tiveram quatro filhos. Um dos netos, Jason, foi eleito senador da Geórgia pelo Partido Democrata em 2010. Sua mulher morreu em novembro de 2023, aos 96 anos.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/I/o/27QRBBT6mPWU8R5QX5gg/2024-12-29t212906z-112339743-rc2zhx8a72yv-rtrmadp-3-people-jimmy-carter.jpg)
Jimmy Carter no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, em fevereiro de 1977 — Foto: Biblioteca do Congresso/Marion S. Trikosko via Reuters
Essa posição está alinhada à do empresário Elon Musk, que falou sobre a importância desses documentos para a inovação do país

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a concessão de vistos H1-B, que permitem a contratação de trabalhadores estrangeiros qualificados, especialmente no setor tecnológico.
Essa posição está alinhada à do empresário Elon Musk, conselheiro de Trump, que defende a importância desses vistos para a inovação no país.
Em entrevista ao jornal norte-americano New York Post, Trump afirmou que sempre gostou do programa de vistos H1-B. “Sempre fui a favor dos vistos, e é por isso que os temos”, disse.
Os vistos H1-B são amplamente utilizados por empresas no Vale do Silício, o que permite recrutar talentos globais com especializações específicas, mas geram divisões entre seus apoiadores.
Enquanto executivos de tecnologia veem os vistos como essenciais para a competitividade norte-americana, alguns apoiadores do republicano expressam preocupações sobre os riscos dessa política para a agenda America First.
A nomeação de Sriram Krishnan como conselheiro de política para inteligência artificial na Casa Branca intensificou o debate. Krishnan apoia a remoção de limites por país para green cards, o que, segundo ele, poderia “desbloquear a imigração qualificada”.
Isso causou desconforto entre alguns apoiadores republicanos, que temem que tais medidas possam enfraquecer a política de imigração restritiva do presidente.
Elon Musk, que já se beneficiou do visto H1-B, destacou em suas redes sociais a falta de engenheiros talentosos nos EUA como uma questão crítica.

“A razão pela qual estou nos Estados Unidos, assim como aqueles que construíram a SpaceX, Tesla e centenas de outras empresas, é o H1-B”, afirmou o dono do Twitter/X. “A questão é: você quer que a América vença ou quer que a América perca.”
Vivek Ramaswamy, nomeado por Trump para cortar gastos governamentais, também enfatizou a necessidade de migração qualificada. Ele disse que a cultura de “mediocridade sobre excelência” poderia comprometer o desenvolvimento econômico do país.
Informações Revista Oeste

O prefeito eleito de Feira de Santana, José Ronaldo (UB), publicou em suas redes sociais uma mensagem de fim de ano para o povo feirense.
Veja o vídeo:

Neste domingo, 29, o ministro da Secom, Paulo Pimenta, arriscou um palpite sobre a data de uma eventual prisão de Jair Bolsonaro.
O ex-presidente é investigado em inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). No mês passado, a Polícia Federal (PF) indiciou Bolsonaro, o ex-ministro Braga Netto e mais 35 nomes, por causa do que seria um plano de golpe de Estado. Há algumas semanas, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, a PF prendeu Braga Netto.
“Em que mês de 2025 Bolsonaro será preso?”, interpelou Pimenta, em um vídeo publicado em suas redes sociais. “Essa é a grande dúvida que eu e o Brasil têm. Que ele vai ser preso, não temos dúvida. A dúvida é o mês. Vou dar meu palpite: setembro de 2025.”
No vídeo, Pimenta justifica a previsão. “Vai ter de tramitar no Senado, aliás, vai tramitar no STF, terá prazo para a defesa, e são muitas pessoas sendo julgadas, juntas”, observou. “Então, vai a julgamento. Haverá, ainda, recursos e, depois, a sentença definitiva.” O ministro da Secom comemorou a possibilidade de o ex-presidente passar o 7 de Setembro na cadeia.
Pimenta deve sair do cargo de ministro, em virtude da reforma ministerial que o presidente Lula planeja fazer no ano que vem. Espera-se que o substituto do petista seja o publicitário Sidônio Palmeira.
Desde o início do ano, Lula tem se queixado da Secom. Conforme o petista, a pasta não tem divulgado os feitos do governo como se deve.
Informações Revista Oeste

Investigação da Polícia Federal aponta que o deputado federal Júnior Mano (PSB-CE) teve “papel central” num esquema de manipulação de eleições municipais em 51 cidades no Ceará por meio de compra de votos além de participação em desvios de recursos oriundos de emendas parlamentares, mostram documentos obtidos pelo UOL. Ele nega as acusações.
Amigo de Júnior Mano é apontado como líder de organização criminosa. A PF conclui a investigação de um inquérito em relação às operações “Mercato Clausu” e “Vis Occulta” no dia 18 de dezembro. Inicialmente, a corporação apontou que um amigo do parlamentar —o prefeito eleito de Choró (CE), a 180 km de Fortaleza, Carlos Aberto Queiroz Pereira (PSB), o Bebeto do Choró ou Bebeto Queiroz— seria o líder uma organização criminosa de compra de votos e lavagem de dinheiro a partir de contratos de prefeituras do estado com empresas de fachada.
Bebeto do Choró é foragido da Justiça. Ele foi preso em uma operação do Ministério Público do Ceará em novembro, foi solto dez dias depois, teve nova ordem de prisão decretada em dezembro e, agora, é considerado foragido. Ele foi diplomado por meio de uma procuração nas mãos de seu filho. Sua posse como prefeito de Choró está marcada para o dia 1º de janeiro. Caso não compareça, o vice exercerá o cargo temporariamente, mas a chapa é alvo de pedido de cassação.
Segundo a PF, a investigação mostrou que Júnior Mano também participou do esquema de Bebeto. “A autoridade policial apresentou relatório indicando também a participação do deputado federal Junior Mano (…), o qual exercia papel central na manipulação dos pleitos eleitorais, tanto por meio da compra de votos, quanto pelo direcionamento de recursos públicos desviados de empresas controladas pelo grupo criminoso”, escreveu Flávio Vinícius Bastos, juiz da 3ª Zona Eleitoral de Fortaleza.

Parte dos recursos seria desviada de emendas, aponta a PF. “Ademais, apontou indícios de que o deputado estaria diretamente envolvido no desvio de recursos oriundos de emendas parlamentares, utilizados para alimentar o esquema e consolidar sua base de apoio político”, continuou o juiz em decisão de 19 de dezembro.
O deputado nega irregularidades. Júnior Mano disse à reportagem que “é vítima do uso indevido de seu nome e confia plenamente nos poderes constituídos para o reconhecimento de sua total inocência” (leia mais abaixo).
Emendas de Júnior Mano não precisam apresentar plano prévio. Levantamento do UOLmostra que quase a metade (45%) das emendas individuais do deputado, entre 2021 e 2024, foi na modalidade de transferências especiais, chamada de “emenda Pix“, quando não há necessidade de apresentação de um plano de trabalho prévio. Foram R$ 47 milhões dessa maneira, num total de R$ 104 milhões em emendas, de acordo com o Sistema Integrado de Orçamento e Planejamento (Siop).
Emendas viraram disputa entre STF e Congresso. As emendas parlamentares e operações anticorrupção da PF estão no foco da disputa entre o Supremo Tribunal Federal e o Congresso pela falta de transparência e rastreabilidade das verbas, muitas vezes ocultando seus “padrinhos”.
Caso de Júnior Mano subiu para o STF. Como parlamentares têm foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal, o magistrado do caso disse que ele não poderia julgar o processo e remeteu toda a investigação para Brasília. No STF, o inquérito e um recurso de Bebeto foram distribuídos ao gabinete do ministro Gilmar Mendes. Na segunda-feira (23), ele ordenou que a Procuradoria-Geral da República se manifestasse no caso. A papelada do inquérito foi enviada na sexta-feira (27).
Prefeita diz que Júnior Mano lavava dinheiro das emendas parlamentares. Em 26 de setembro, a prefeita de Canindé (CE), cidade a 110 km de Fortaleza, Maria do Rosário Ximenes (Republicanos), prestou depoimento no Ministério Público Eleitoral. Ela afirmou que Bebeto teria mais de R$ 58 milhões para “gastar nas eleições” da região. Ela disse que parte da origem desse dinheiro era das emendas, que eram lavadas por Bebeto em troca de uma porcentagem. Os dois atuavam conjuntamente com essa lavagem de dinheiro em 51 municípios da região, segundo o Ministério Público Eleitoral. O depoimento faz parte da investigação da PF e de outros processos abertos pela promotoria.
Bebeto e o deputado Júnior Mano chamam um ao outro de “amigo” e “irmão”. Em 19 de novembro, dias antes de ter sua prisão decretada na operação “Ad Manus”, o prefeito eleito Bebeto esteve em Brasília, quando se encontrou com autoridades, como o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), e o deputado. Com o parlamentar, Bebeto recebeu uma série de elogios de Júnior Mano, como é possível ver no registro feito em rede sociais abaixo:
“O prefeito eleito, esse grande amigo Bebeto Queiroz, tem contribuído”, iniciou o Júnior Mano, no vídeo. “Estamos aqui discutindo o planejamento para os próximos 4 quatros”, continuou. “Tenho certeza que, dessa parceria, dos bons frutos que nós já colhemos anteriormente e vamos colher ainda muito mais no futuro”, diz o deputado. Bebeto respondeu que considera o parlamentar “amigo e irmão”.
Suspeito admitiu crimes nas eleições. No inquérito da PF, os agentes tomaram o depoimento de Emanoel Elanyo Lemos Barroso. Ele “vem chancelar a participação dos investigados, evidenciando a operação de lavagem de dinheiro destinada a financiar campanhas eleitorais”, disse o juiz eleitoral Flávio Vinícius Basto, ao autorizar uma das ações de busca e apreensão contra Bebeto e outros investigados.
Ele foi preso com quase R$ 600 mil em dinheiro vivo em 25 de setembro. Isso foi um dia antes do depoimento de Maria do Rosário. Na cadeia, Elanyo “admitiu existir um esquema de financiamento para campanhas eleitorais, declarando em depoimento que a quantia foi sacada a mando de Maurício Gomes, proprietário da empresa MK Empreendimentos”, narrou o juiz, em sua decisão.
Testemunho embasou nova operação. Em outubro, depois da prisão de Elanyo, a PF deflagrou a Operação Mercato Clauso “com o objetivo de garantir a lisura do processo eleitoral e impedir a influência de grupos violentos nas eleições municipais de 2024”.
Citados não foram localizados. A reportagem não localizou Maurício Gomes nem Elanyo.
MP quer impedir que Bebeto assuma Prefeitura de Choró. Em denúncia à Zona Eleitoral de Quixadá, o promotor André Tabosa pede que Bebeto seja impedido de ser diplomado e tomar posse. Ele exibe comunicações telefônicas apreendidas pela PF nas operações, que confirmariam a denúncia de Maria do Rosário de que o prefeito eleito comprou votos na região.
Áudio traz negociações para compra de voto, diz MP. Uma das conversas é de 28 de setembro, quando um homem chamado Robério Magalhães manda um áudio para o então candidato a prefeito dizendo: “Mande R$ 200 no meu Pix, mande eu lhe pago… voto em que você quiser… vou mandar meu Pix para ti”. Na sequência, usando a conta bancária de seu motorista, Bebeto transfere R$ 200 para Robério, e envia a ele o comprovante por aplicativo de mensagens.


Júnior Mano nega as acusações. O UOL pediu uma entrevista por telefone com o deputado. Ele disse que estava em viagem e enviou uma nota de sua assessoria em que diz que “é vítima do uso indevido de seu nome e confia plenamente nos poderes constituídos para o reconhecimento de sua total inocência”. A nota afirmar que a investigação corre em segredo de Justiça. Seus advogados foram na mesma linha e, no dia 19 de dezembro, pediram “sigilo absoluto” ao juiz Flávio Basto. O parlamentar não respondeu sobre a proximidade com Bebeto.
Júnior Mano foi expulso do PL e se filiou ao PSB.O deputado deixou o partido de Jair Bolsonaro por apoiar o candidato do PT a prefeito de Fortaleza nas últimas eleições, em vez do candidato do PL. Mas Júnior Mano publicou um agradecimento a Valdemar Costa Neto na abertura do processo de expulsão, dizendo que o presidente do PL foi forçado a fazer isso. Nesta sexta-feira (27), ele anunciou que se filiou ao PSB.
Bebeto do Choró continua foragido. A advogada dele, Luanna de Freitas, disse ao UOL que entrou com habeas corpus no STF para que o prefeito eleito tome posse em 1º de janeiro. Ela não comentou o conteúdo das suspeitas apontadas pela polícia.
Informações UOL

No sábado 28, um acidente aéreo ocorreu no aeroporto de Muan, na Coreia do Sul. Um avião da Jeju Air saiu da pista durante o pouso e colidiu com um muro. Dos 181 ocupantes, apenas dois tripulantes sobreviveram.
Os sobreviventes foram rapidamente levados a hospitais na cidade de Mokpo e, segundo informações, não correm risco de morte.
Até o momento, 177 mortes foram confirmadas, e as autoridades sul-coreanas acreditam que todos os outros a bordo, exceto os dois tripulantes, faleceram no acidente. Uma investigação está em andamento para determinar a causa exata do acidente.
Imagens nas redes sociais mostram que o Boeing 737-800 pousou com o trem de pouso recolhido, tocando o solo com a barriga. A aeronave não conseguiu desacelerar, resultando na colisão contra um muro.
As autoridades suspeitam que uma falha no trem de pouso, possivelmente causada por um pássaro que teria se chocado contra a aeronave, possa ter sido a causa do acidente.
O acidente com o avião ocorreu durante a rota entre Bangkok, na Tailândia, e Muan, no sudoeste da Coreia do Sul.
Antes da queda, a torre de controle alertou sobre uma colisão com pássaros, e o piloto emitiu um pedido de socorro, “Mayday”, antes de a aeronave cair durante a tentativa de pouso.
Lee Jeong-hyun, chefe dos bombeiros de Muan, indicou que a colisão com pássaros e condições climáticas adversas são as causas presumidas do acidente. No entanto, a causa exata será determinada depois de uma investigação conjunta de várias agências.

Um bombeiro informou aos familiares das vítimas que os passageiros foram arremessados para fora do avião depois da colisão, reduzindo as chances de sobrevivência.
Ele também afirmou que o avião foi quase completamente destruído, dificultando a identificação dos destroços.
Um fotógrafo da AFP presenciou diversos veículos de emergência e bombeiros ao redor dos destroços, que estavam quase totalmente queimados, exceto pela cauda. Partes de assentos e malas espalhadas pela pista indicavam a força do impacto.
No terminal, parentes aguardavam notícias, chorando enquanto os nomes, datas de nascimento e nacionalidades das vítimas eram exibidos nas telas de voos.
O presidente interino Choi Sang-mok, recém-nomeado em meio a uma crise política, comandou uma reunião de emergência e visitou Muan. Ele pediu que todas as agências mobilizassem recursos para salvar vidas.
A Boeing, fabricante da aeronave, declarou estar em contato com a Jeju Air e pronta para oferecer apoio. A companhia aérea sul-coreana de baixo custo, fundada em 2005, pediu desculpas pelo acidente, prometendo fazer tudo ao seu alcance para lidar com a situação.
Acidentes de avião são raros na Coreia do Sul. O mais grave foi em 2002, quando um Boeing 767 da Air China caiu perto do aeroporto de Busan, matando 129 pessoas.
Colisões com pássaros representam um risco para aviões a jato, podendo danificar os motores. Em 2009, um Airbus A320 da US Airways pousou no Rio Hudson, em Nova York, após os motores falharem por colisão com pássaros. O incidente, conhecido como “Milagre no Hudson”, não teve vítimas fatais.
Informações Revista Oeste

Em razão das festividades de fim de ano, a Prefeitura de Feira de Santana divulgou o horário especial de funcionamento dos serviços públicos durante os últimos dias de 2024.
Segunda-feira (30 de dezembro): O atendimento ocorrerá no horário normal, com expediente regular nas repartições públicas.
Terça-feira (31 de dezembro): O expediente será no meio período, com funcionamento apenas pela manhã, conforme publicado no Diário Oficial Eletrônico do Município em 17 de dezembro.
O Centro de Abastecimento terá horário diferenciado, funcionando até as 16h, encerrando as atividades mais cedo para acomodar as celebrações de fim de ano.
Além disso, o Mercado de Arte funcionará até às 15h nesta terça-feira, 31 de dezembro.
Os serviços essenciais não serão afetados pela alteração de horários, garantindo a continuidade das atividades durante os feriados e vésperas festivas. A medida visa equilibrar a manutenção dos serviços públicos e a possibilidade de os servidores aproveitarem mais tempo com suas famílias, sem prejudicar o atendimento à população.
Atendimento ao público
Os munícipes que precisarem resolver pendências junto à administração municipal devem ficar atentos aos novos horários para evitar transtornos. Além disso, órgãos que operam em regime especial, como unidades de pronto atendimento e serviços de emergência, continuarão atendendo normalmente.
Para mais informações, a população pode acessar os canais oficiais de comunicação da Prefeitura de Feira de Santana.

Em uma ação que visa modernizar e atualizar a regulamentação do transporte de passageiros no município, o prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins Filho, assinou o Decreto nº 13.774, que altera dispositivos do Decreto nº 3.756, de 21 de fevereiro de 1974. A principal mudança está na limitação da idade dos veículos autorizados a operar no serviço de táxi.
O novo decreto, publicado na edição desta sexta-feira (27) do Diário Oficial Eletrônico do Município, revoga a alínea “d” do artigo 14 do Decreto nº 3.756, estabelecendo que, a partir de agora, apenas veículos com até 10 anos de fabricação poderão ser autorizados a atuar como táxis na cidade. A medida abrange carros a gasolina, álcool, diesel, bicombustíveis e elétricos. Além disso, para veículos híbridos e elétricos, o limite de 10 anos será contado a partir da emissão do primeiro Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV).
Com isso, Feira de Santana adota uma postura mais rigorosa em relação à idade dos carros que operam no sistema de transporte individual de passageiros, buscando, entre outras coisas, garantir a segurança, a sustentabilidade e a eficiência do serviço. Os táxis que já circulam pela cidade precisam se adequar a essa nova regra dentro de um prazo determinado pela administração municipal.
Essas medidas visam, entre outros pontos, a melhoria do padrão de qualidade dos serviços prestados, incentivando a renovação da frota e a utilização de tecnologias mais modernas, como os veículos elétricos e híbridos. A mudança no critério de idade dos carros deve, também, impactar positivamente no conforto e na segurança dos passageiros, que se beneficiam de uma frota mais nova e bem equipada.
Com a publicação do Decreto nº 13.774, o próximo passo será a implementação das novas normas de forma prática, o que incluirá a fiscalização da idade dos veículos que operam como táxis e a concessão de novas autorizações para os profissionais do setor. A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana ficará responsável por garantir que os taxistas e as empresas de transporte se adequem às novas regras estabelecidas.

Na noite deste sábado (28), uma guarnição da 65ª CIPM, durante o patrulhamento no Parque da Cidade, no Conjunto Feira VII, avistou cerca de três homens em atitude suspeita que, ao perceberem a aproximação da viatura, fugiram tomando sentido ignorado. Ao realizar buscas no local, os policiais encontraram as substâncias ilícitas abaixo elencadas:
▪︎ 08 porções maiores de substância análoga à maconha;
▪︎ 08 porções pequenas de substância análoga à maconha;
▪︎ 01 balança de precisão.
O material apreendido foi encaminhado à delegacia competente para que fossem tomadas as devidas providências legais.

O prefeito eleito José Ronaldo de Carvalho (União Brasil) toma posse para cumprir o 5º mandato no comando da Prefeitura de Feira de Santana na tarde desta quarta-feira, 1º dia do ano. A solenidade será realizada na Câmara Municipal, a partir das 15h, logo após a posse dos 21 novos vereadores feirenses para a nova legislatura e eleição da nova mesa diretiva.
A sessão solene de posse será realizada às 15h, sob o comandando da presidente da Casa da Cidadania. Após o ato oficial e o juramento de cumprimento das leis em vigor, José Ronaldo fará um discurso reafirmando o compromisso de trabalhar dentro da lei e em sintonia com a Câmara Municipal, tendo como propósito o desenvolvimento de um trabalho conjunto em defesa dos interesses da população de Feira de Santana.
Na oportunidade, José Ronaldo também pretende apresentar propostas prioritárias que deverão nortear sua administração durante os próximos quatro anos e reafirmar o compromisso de cumprir todos os projetos apresentados durante a campanha eleitoral.
Após a solenidade na Câmara, José Ronaldo segue para o Paço Municipal Maria Quitéria, sede do Governo Municipal, por volta das 17h, onde ocorrerá a solenidade de transmissão do cargo pelo prefeito Colbert Martins Filho, que encerra o mandato.
A programação segue à noite, com uma tradicional missa em Ação de Graça na Catedral de Senhora Sant’Anna, às 18h30min.
ASCOM/PREFEITO JOSÉ RONALDO