
O presidente do PL Bahia, João Roma, participou da manifestação pela Anistia Humanitária Já, neste domingo (16), no Rio de Janeiro. Ao lado do ex-presidente João Bolsonaro, do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e outros líderes nacionais, Roma defendeu que a soberania popular não pode ser ultrajada numa democracia.
“Numa república sob os princípios da independência dos poderes, a liberdade é constitucionalmente um direito garantido aos cidadãos”, afirmou o ex-ministro da Cidadania, ressaltando que é “por essa liberdade que nos unimos”. “Para fazer e ecoar a voz de uma nação grandiosa e cansada de sucumbir. Não iremos desistir de ver o Brasil livre. Anistia Humanitária Já!”.

Mais de 250 membros da gangue Tren de Aragua (TdA) foram enviados dos Estados Unidos para prisões em El Salvador, em troca do pagamento de uma taxa. A informação foi divulgada pelo secretário de Estado do país, Marco Rubio, neste domingo (16/3).
Além dos faccionados venezuelanos, integrantes da Mara Salvatrucha (MS-13) também deixaram os EUA rumo ao país liderado por Nayib Bukele.
“Nós enviamos dois líderes perigosos da MS-13, além de 21 dos mais procurados, de volta para enfrentar a justiça em El Salvador”, escreveu Rubio em um comunicado. “Além disso, conforme prometido por Trump, enviamos mais de 250 membros inimigos do Tren de Aragua, que El Salvador concordou em manter em suas prisões muito boas a um preço justo, o que também economizará o dinheiro de nossos contribuintes”.
A transferência de criminosos localizados no território norte-americano para El Salvador foi confirmado por Bukele, que no início de fevereiro havia mostrado interesse em “arrendar” as prisões do país para os EUA. O valor pago pelos norte-americanos não foi revelado.
O envio dos criminosos do Tren de Aragua a El Salvador acontece um dia após Trump invocar uma legislação do século 18, mirando em membros da facção venezuelana. Depois de recorrer à Lei de Inimigos Estrangeiros, o presidente norte-americano ganhou poderes especiais para deportar imigrantes não documentados do país.
Informações Metrópoles

O ator Will Smith anunciou na última sexta-feira, 14, que está prestes a lançar seu próximo trabalho como rapper, Based on a True Story. Em sua conta oficial no Instagram, Will confirmou que o álbum chegará às lojas digitais em 28 de março. As novas gerações que acompanham Will Smith nas telas do cinema e do streaming devem achar um pouco estranho, afinal fazia 20 anos que o artista não lançava nenhum novo projeto ligado à música. Nestas duas últimas décadas, o público mais jovem teve a possibilidade de ver o ator em produções de sucesso como Eu Sou a Lenda, MIB – Homens de Preto 3, Esquadrão Suicida e Bad Boys para Sempre. Mas nada de música. Trata-se, também, da mesma geração que conheceu um Will Smith envolvido em polêmicas com potencial de arruinar para sempre a carreira de qualquer celebridade em Hollywood.
A começar pelo episódio de violência explícita durante a 94ª edição do Oscar, em 27 de março de 2022, quando Will subiu ao palco e deu um tapa na cara do comediante Chris Rock ao ouvir uma piada sobre sua mulher, Jada Pinkett Smith. Logo depois, na mesma cerimônia, Will Smith ganhou a estatueta de Melhor Ator por King Richard: Criando Campeãs. Durante seu discurso, ele até se desculpou com os amigos da Academia, mas sequer se dirigiu a Chris Rock. Will Smith foi punido, sendo banida a participação do ator em qualquer evento organizado pela Academia, incluindo o Oscar, por 10 anos.
O episódio mais devastador, ainda sem esclarecimento definitivo, explodiu na imprensa internacional em dezembro de 2024. O nome de Will Smith surgiu no centro de diversas acusações de abuso sexual contra o rapper P. Diddy, investigado neste momento. De acordo com as denúncias, Will teria participado das muitas festas na mansão de P. Diddy, sempre regadas a drogas e com a participação de crianças e adolescentes. O ator declarou publicamente que não mantinha qualquer relação ou envolvimento com P. Diddy e ainda solicitou que não queria ser associado aos escândalos envolvendo o rapper.
Mas, sim, Will Smith é ator, só que muito antes disso ele também já era cantor e rapper. Seu último álbum, Lost and Found, foi lançado em 2005. O novo projeto agora anunciado, Based on a True Story, deve reunir algumas das canções que o artista já havia divulgado no ano passado, incluindo Tantrum, Work of Art, First Love e You Can Make It, além da canção inédita Beautiful Scars. Will contou ainda com a colaboração de algumas celebridades da black music, como DJ Jazzy Jeff, Simone e Jac Ross. O cantor já acenou para a possibilidade de que o álbum será o primeiro de uma trilogia.
Based on a True Story carrega o subtítulo Season 1: R.I.T.W., indicando que Will Smith refere-se à primeira temporada intitulada Rave in the Wasteland. Este álbum tem a estrutura de uma série de TV musical, dividido em três “temporadas”, cada uma composta por 10 faixas apresentadas como “episódios”. A primeira temporada aborda temas como resiliência e reflete sobre o estado de espírito do artista após eventos significativos dos últimos anos. A segunda temporada, The Gift of Madness, celebra a ambição e a determinação — inspirada nas palavras de Quincy Jones sobre acreditar em possibilidades aparentemente impossíveis. A terceira e última temporada, prevista para o final de 2025, ainda não teve seu título revelado.
Will Smith iniciou a carreira musical em 1985, com o amigo de escola Jeffrey “DJ Jazzy Jeff” Townes, formando a dupla de hip-hop DJ Jazzy Jeff & The Fresh Prince. Rock the House, primeiro álbum lançado em 1987, destacou-se com single Girls Ain’t Nothing But Trouble. Em 1988, a dupla lançou He’s the DJ, I’m the Rapper, que apresentou o sucesso Parents Just Don’t Understand, e garantiu a eles um Grammy de Melhor Performance de Rap. O hit Summertime, do álbum Homebase lançado em 1991, consolidou a dupla na cena musical do Rap, garantindo a DJ Jazzy Jeff & The Fresh Prince mais um Grammy.
A série Um Maluco no Pedaço, estrelada por Will Smith, chegou ao fim em 1996. Will decidiu partir para uma carreira solo e lançou o álbum Big Willie Style (1997), que de cara apresentou os sucessos Gettin’ Jiggy wit It e Miami. Nos anos seguinte, Will Smith lançou mais três álbuns: Willennium (1999), Born to Reign (2002) e Lost and Found (2005).
Informações Revista Oeste

A cápsula Dragon Endurance, da SpaceX, chegou à Estação Espacial Internacional (ISS) neste domingo, 16. O veículo deve trazer de volta à Terra dois astronautas que estão presos no espaço desde junho de 2024.
Na sexta-feira 15, a cápsula partiu do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, rumo à missão de resgate dos astronautas Suni Williams e Butch Wilmore.
Eles viajaram a bordo da cápsula Starliner, da Boeing, para uma expedição de apenas dez dias. No entanto, falhas técnicas os impediram de retornar, fazendo com que ficassem no espaço por quase nove meses.
A Freedom será o veículo utilizado para transportar Williams e Wilmore de volta à Terra. A comandante norte-americana Anne McClain, a copiloto Nichole Ayers e os astronautas Takuya Onishi e Kirill Peskov formam a nova equipe.
A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) dos EUA lançou uma missão para resgatar os astronautas em junho de 2024. Contudo, a cápsula enviada pela agência enfrentou problemas técnicos ao tentar se acoplar à ISS.
Janet Petro, engenheira norte-americana e administradora interina da Nasa, afirma que Williams e Wilmore “estão ansiosos para voltar para casa, colocar os pés na Terra e passar um tempo com a família”.
Paralelamente, ela alerta que, em situações como essa, os astronautas frequentemente se sentem “confusos” por terem que abandonar os colegas no espaço. Eles retornam à Terra sem saber se a agência os convocará novamente para outra missão espacial.
“Toda vez que você vai ao espaço — que é o que todos os astronautas querem fazer — você nunca sabe que pode ser sua última vez, porque você pode não ser selecionado para outra missão”, disse Janet. “Então, aposto que eles têm emoções confusas ao deixar seus colegas lá na estação espacial.”
Informações Revista Oeste

Neste domingo, 16, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores promoveram um ato na orla da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Durante a manifestação, que teve o objetivo de cobrar a anistia aos presos do 8 de janeiro, o ex-chefe do Executivo disse que jamais esperaria ter de pedir a libertação de inocentes no país.
Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na última semana, que sentenciou mais 63 pessoas, o total de condenados já soma 480.
O ex-presidente começou o discurso por volta das 11h40. Ao pedir anistia aos condenados, citou nominalmente algumas mulheres presas por causa do tumulto na Praça dos Três Poderes.
“Jamais podia imaginar que teríamos refugiados brasileiros mundo afora”, afirmou Bolsonaro. “Até poucos anos, a gente não sonhava em passar por uma situação como essa.”
No discurso, o ex-presidente também garantiu que não deixará o Brasil e aproveitou para criticar o governo Lula, além de contestar pontos da recente denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República.
O ex-presidente ainda acusou o ministro Alexandre de Moraes de conduzir inquéritos de forma sigilosa. Além disso, relembrou momentos da campanha eleitoral de 2022. Alegou que, desde aquela época, era alvo de perseguição do Tribunal Superior Eleitoral.
Ao lado de Bolsonaro, diversos governadores, deputados e senadores estavam no trio elétrico. Entre os chefes de Executivos estaduais presentes estavam Cláudio Castro (PL-RJ), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Jorginho Melo (PL-SC) e Mauro Mendes (União-MT). O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também marcou presença.
Entre os senadores presentes estavam Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Magno Malta (PL-ES), Carlos Portinho (PL-RJ), Rogério Marinho (PL-RN), Izalci Lucas (PSDB-DF), Wilder Morais (PL-GO), Wellington Fagundes (PL-MT) e Cleitinho (Republicanos-MG).
O evento também contou com a presença de diversos deputados federais alinhados a Bolsonaro, como Nikolas Ferreira, Altineu Côrtes, Sóstenes Cavalcante, Zucco, Hélio Negão, Rodrigo Valadares, Carlos Jordy, Rodolfo Nogueira, Evair de Melo, João Roma, André Fernandes, Eduardo Pazuello, Mário Frias, Felipe Barros, Alexandre Ramagem e Osmar Terra. O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), além de prefeitos e deputados estaduais, também compareceu.
Informações Revista Oeste

O Vaticano anunciou neste sábado (15) que o papa Francisco aprovou um novo processo de três anos para considerar reformas na Igreja Católica, sinalizando que, apesar de sua luta contínua contra uma pneumonia bilateral, o pontífice de 88 anos tem a intenção de continuar no cargo.
Francisco decidiu expandir o trabalho do Sínodo dos Bispos, uma iniciativa de seu papado, que discutiu temas como a possibilidade de mulheres atuarem como diaconisas e a maior inclusão de pessoas LGBTQIA+ na Igreja.
O Sínodo, que realizou uma cúpula inconclusiva sobre o futuro da Igreja em outubro do ano passado, agora realizará consultas com católicos ao redor do mundo nos próximos três anos, antes de sediar uma nova cúpula em 2028.
A aprovação do novo processo de reformas foi feita por Francisco na terça-feira (11) no hospital Gemelli em Roma, onde está internado.
O papa está hospitalizado há mais de um mês, e sua ausência pública prolongada gerou especulações sobre a possibilidade de ele seguir os passos do antecessor Bento XVI e renunciar ao papado. No entanto, amigos e biógrafos insistem que ele não tem planos de renunciar, e a aprovação de um novo processo de três anos indica que ele pretende continuar, apesar das dificuldades para se recuperar da pneumonia, agravadas pela sua idade e condições médicas.
“O Santo Padre […] está ajudando a impulsionar a renovação da Igreja em direção a um novo impulso missionário”, afirmou o cardeal Mario Grech, líder do processo de reforma, ao meio de comunicação do Vaticano. “Este é realmente um sinal de esperança.”
Após a cúpula inconclusiva do Vaticano em outubro, que não resultou em decisões sobre reformas concretas, surgiram dúvidas sobre a força do pontificado de Francisco. Autoridades do Vaticano disseram que o papa ainda estava considerando mudanças e esperava receber uma série de relatórios sobre reformas em junho.
Os boletins médicos mais recentes do Vaticano informam que o papa está se recuperando e não corre mais risco imediato de morte, embora os médicos não tenham divulgado uma data para sua alta do hospital.
Simpatizantes se reuniram todos os dias em frente ao hospital para demonstrar apoio a Francisco durante sua recuperação.
Stefania Gianni, uma italiana em tratamento de câncer na unidade, elogiou Francisco neste sábado (15), dizendo: “Ele deu grandes passos para atualizar a Igreja com os tempos. Ele é um grande homem e um grande papa, e a Igreja ainda precisa dele.”
Informações Bahia.ba

O governo de Donald Trump está considerando estabelecer uma nova proibição de viagens que poderia afetar a entrada de cidadãos de vários países nos Estados Unidos, conforme informado pelo jornal The New York Times.
De acordo com fontes anônimas do governo, o rascunho da medida inclui 43 países, distribuídos em três categorias de restrições. A Casa Branca pode modificar a lista.
Na categoria vermelha estabelece os países cujos cidadãos ficam proibidos de entrar nos EUA. Ela inclui o Afeganistão, Butão, Cuba, Irã, Líbia, Coreia do Norte, Somália, Sudão, Síria, Venezuela e Iêmen.
A categoria laranja, que impõe “severas restrições” de visto, inclui Belarus, Eritreia, Haiti, Laos, Mianmar, Paquistão, Rússia, Serra Leoa, Sudão do Sul e Turcomenistão. Nesses casos, a entrada seria permitida apenas para viajantes com motivos de negócios, enquanto aqueles com vistos de turismo ou migrantes seriam barrados.
Há também uma lista amarela, com outros 22 países, que teriam um prazo de 60 dias para responder a preocupações específicas levantadas pelo governo dos EUA. Caso não atendam a essas demandas, poderiam ser transferidos para as categorias mais restritivas.
As preocupações incluem a falta de compartilhamento de informações sobre viajantes, práticas de segurança inadequadas na emissão de passaportes e a venda de cidadania a pessoas oriundas de países proibidos.

Veja as listas divulgadas pelo Times:
Em seus primeiros dias como presidente, Trump deportou imigrantes ilegais da Venezuela e do Brasil. Além disso, o republicano tenta restringir o direito à cidadania por nascimento, com o objetivo de impedir que bebês nascidos nos EUA de pais em situação irregular adquiram cidadania americana, uma prática semelhante à do Brasil.
Essa medida foi contestada por juízes federais. Na última quinta-feira, 13, o Departamento de Justiça pediu à Suprema Corte dos EUA que limite o alcance de decisões liminares emitidas nos estados de Washington, Massachusetts e Maryland.
Informações Revista Oeste

Relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) apresentados neste sábado, 15, revelam uma série de irregularidades na gestão do Ministério da Cultura ao longo das últimas décadas. O cientista político Manoel José de Souza Neto, disponibilizou um link, do TCU, que possui uma vasta documentação que embasa as denúncias.
Há documentos que comprovam desde a falta de transparência na aplicação de recursos públicos até questionamentos sobre a eficácia de mecanismos de incentivo à cultura.
A falta de transparência e o não cumprimento das obrigações de prestação de contas se mostraram recorrentes. O TCU, em todos os documentos, revelou a dificuldade na fiscalização do uso do dinheiro público, por meio de má gestão e desvios de finalidade. No governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), esses problemas se tornaram comuns, de acordo com a análise.
“As auditorias sugerem indícios de corrupção, duas enviaram à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, há indícios de que pode existir uma quadrilha interna e externa, segundo o auditor, senão ele não mandaria para a comissão”, ressaltou Souza Neto.
Ao se definir como esquerda, ele diz que não visa a atingir nenhum governo especificamente e que todos tiveram responsabilidade, mas expõe todas as mazelas da gestão do PT.
“O Ministério da Cultura deveria fazer uma sindicância e mostrar que pretende melhorar, mas isso ele não está fazendo.” As declarações dele foram feitas na live de Tamir Felipe, militante de esquerda e assessor do Psol.
“Este é um WikiLeaks da Cultura, os fatos estão sendo revelados.”
O WikiLeaks é uma organização que ganhou notoriedade mundial em 2010, quando divulgou grandes vazamentos de documentos confidenciais relacionados, entre outros, ao governo dos Estados Unidos (EUA).
Souza Neto foi membro do Conselho Nacional de Políticas Culturais do ministério, entre 2005 e 2017.
Pelos documentos, o Ministério da Cultura estaria, neste momento, sendo “aparelhado” por militantes que receberiam recursos para defender o governo. Um dos exemplos, que vazaram em outra situação, foi em relação à denúncia da secretária Nacional de Mulheres do Partido dos Trabalhadores (PT), Anne Moura.
Em áudio, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, ela teria acusado os comitês culturais criados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pela ministra da Cultura Margareth Menezes, de beneficiar aliados políticos nas eleições 2024. As declarações atribuídas a ela foram feitas durante um encontro com áudio gravado e divulgado nesta segunda-feira, 10.
A acusação dela seria referente ao Programa Nacional de Comitês de Cultura (PNCC), lançado em setembro de 2023. Com um orçamento de R$ 58,8 milhões, destinados à mobilização, o projeto apoia a formação de artistas no Brasil. Com base em Manaus, Anne teria informado que o ex-chefe do comitê local, Marcos Rodrigues, deveria ter usado a estrutura do grupo em sua campanha para vereadora na cidade, em que ela foi derrotada.
Outra questão levantada pelo levantamento documental diz respeito a irregularidades em convênios na área de Tecnologia da Informação (TI). Segundo os documentos apresentados, o TCU teria considerado alguns convênios “não econômicos” e “ineficazes”, além de apontar para o não cumprimento do objeto contratado.
“Foi um choque para a gente”, destacou o cientista político. “Aquela coisa de ‘descobrir o mecanismo’. Caiu a ficha. Acho que para muita gente está caindo.”
Há citações que mencionam a ineficiência de funcionários, que, dentro de um organograma confuso, mal sabem quais são suas funções. Os documentos também revelam a dificuldade de definir metas e projetar os resultados esperados.
“A falha está na governança, não me venha falar de funcionários.”
Neste sábado, reportagem da Folha de S. Paulotambém mencionou que o relatório do TCU do governo Lula em 2023, ao qual a reportagem teve acesso, expõe um “quadro grave”, em relação ao governo Lula em 2023, ao se referir à avaliação das prestações de contas de projetos culturais que utilizam a Lei Rouanet para obter patrocínio.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, disse à reportagem que essas dificuldades são decorrentes do que chamou de desestruturação do ministério durante o governo de Jair Bolsonaro, que o rebaixou a uma secretaria e enfraqueceu os mecanismos de incentivo.
Menezes diz que pretende zerar as prestações de contas pendentes de análise até o próximo ano. No entanto, a fiscalização dessas contas é um problema recorrente, de acordo com o TCU e outros órgãos de controle desde o início dos anos 2000. A situação tem se deteriorado.
Especificamente em relação à Lei Rouanet, o número de avaliações pendentes cresceu 14,9% em um ano, entre o final de 2022 e o final de 2023. O relatório do TCU revela que o total de processos sem conclusão ultrapassa 26 mil.
“Cada vez aumenta a quantidade de coisas que estão erradas, não diminui”, completa Souza Neto.
Informações Revista Oeste

Um estudo publicado pela farmacêutica Gilead Sciences, na revista britânica The Lancet, revelou que o novo medicamento chamado Lenacapavir pode revolucionar a prevenção e o tratamento contra o HIV. Segundo a pesquisa, o remédio pode ser usado anualmente para prevenir a doença.
Atualmente, no Brasil, as prevenções são realizadas com comprimidos diários, administrados por via oral. Nesse sentido, o Lenacapavir se somaria ao conjunto de medicamentos que poderia prevenir a doença. Mas, no caso desse remédio, a aplicação é por injeção.
De acordo com a pesquisa, o Lenacapavir bloqueia a capacidade do vírus de se multiplicar no organismo. Paulo Abrão, professor de Infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e presidente da Sociedade Paulista de Infectologia, afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que “o medicamento já foi aprovado na Europa e nos Estados Unidos”.
O fármaco pode ser administrado via injeção intramuscular. O líquido é injetado gradualmente na corrente sanguínea. O remédio, no entanto, mantém a proteção por alguns meses.

Isso proporciona uma vantagem significativa, em comparação aos outros medicamentos, já que o Lenacapavir permanece ativo no organismo por mais tempo.
O estudo mostra que, mesmo com pequenas doses, o medicamento é eficaz para bloquear o vírus do HIV. Uma característica notável do Lenacapavir é a capacidade de atuar em diferentes fases do ciclo de vida da doença.
Ele impede, por exemplo, que o vírus entre corretamente dentro das células. Além disso, evita que seu material genético seja liberado e transportado para novas infecções. “Os resultados do estudo mostram o potencial para revolucionar a prevenção do HIV”, explica Abrão. “Funciona quase como uma vacina anual.”
Entretanto, o custo do tratamento continua a ser um desafio significativo. Um levantamento feito por professores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, mostrou que que duas doses do Lenacapavir podem custar cerca de R$ 250 mil.

Informações Revista Oeste

O governo federal pretende elevar a mistura de etanol anidro na gasolina para 30% ainda em 2025. A medida foi informada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, à TV Globo.
“Acho que temos oferta para chegar no E30 [30% de etanol] rapidamente, ainda neste ano”, declarou o ministro. “O etanol é bem mais barato que a gasolina. Então, à medida que você aumenta, não tenha nenhuma dúvida nem na questão da sustentabilidade, nem na questão econômica, porque ele diminui o preço.”
Além da possível diminuição do preço dos combustíveis para os consumidores, o governo também espera reduzir a dependência ou mesmo se tornar independente das importações de gasolina. O ministro diz acreditar que o Brasil se tornará autossuficiente na produção de combustíveis.
O concluiu estudos técnicos que comprovam a viabilidade da medida. Conduzidos pelo Instituto Mauá, os testes sugerem que o aumento da mistura é seguro para os motores.
“Passou com nota 10″, disse Silveira. “Aumenta a octanagem da gasolina, é extremamente seguro, não cria nenhum problema para os motores.”
Atualmente, o etanol anidro corresponde a 27% da gasolina vendida no Brasil. A Lei do Combustível do Futuro permite a adição de até 30%, mas o patamar é inédito no país.
O ministro afirmou que a nova mistura não afeta os veículos flex, que já utilizam etanol hidratado. “Agora, testamos na amostragem de 17% dos veículos, que são importados e nacionalizados movidos a gasolina”, explicou. “Houve aprovação no teste com participação ampla da indústria automobilística nacional.”
A pasta agora vai encaminhar os estudos ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão que assessora a Presidência da República e deve decidir sobre a implementação ainda este ano.
Informações Revista Oeste