Primeiro astronauta brasileiro a ir ao espaço, ministro da Ciência e Tecnologia exaltou parceria com a Índia após lançamento do satélite Amazonia-1
Ministro Marcos Pontes discursa na Índia após lançamento do satélite Amazonia-1
Primeiro astronauta brasileiro e sul-americano a ir ao espaço, em 2006, e hoje ministro da Ciência e Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes acompanhou localmente, na Índia, o lançamento bem-sucedido do satélite brasileiro Amazonia-1, realizado a partir da base de Satish Dhawan (SHAR), em Sriharikota, na madrugada deste domingo (28).
Desenvolvido ao longo de 13 anos, o equipamento se torna o primeiro satélite de observação da Terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil.
Cerca de uma hora após o sucesso da missão, às 3h30 (de Brasília), Pontes participou de transmissão ao vivo na internet promovida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Ele comparou a emoção com o lançamento à senseção que viveu antes de embarcar para a Estação Espacial Internacional (ISS) a bordo da nave russa Soyuz TMA-8, há aproximadamente 15 anos.
“O lançamento foi maravilhoso, o coração bateu muito forte. Lembrei de 15 anos atrás [quando foi ao espaço]. Vendo esse foguete decolando todas as emoções vieram de volta”, comentou.
O ministro também comemorou o momento que classifica como um “novo impulso” do programa espacial brasileiro — citando, além do lançamento do Amazonia 1, o acordo com os EUA para uso da Base de Alcântara, no Maranhão.
“[O lançamento] é um momento histórico do programa espacial brasileiro, que agora tem novo impulso com o desenvolvimento do centro espacial da Alcântara de forma comercial e desenvolvimento de novos satélites”.
Com o lançamento do primeiro satélite 100% brasileiro, Pontes projeta, agora, a produção de novos equipamentos espaciais no país, incluindo foguetes — sem mencionar prazos.
“O Amazonia-1 lidera o movimento de outros satélites que serão desenvolvidos no Brasil e foguetes brasileiros”, disse.
Parceria com a Índia
Em discurso anterior, logo após a conclusão da missão e falando para cientistas indianos na base de Satish Dhawan, Pontes saudou a parceria entre o Brasil e o país asiático em nome do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
“A todos vocês na Índia, gostaria de agradecê-los e parabenizá-los pelo lindo lançamento e lindo foguete, além de todos os esforços que foram feitos aqui”, disse Pontes.
“Essas duas bandeiras (apontando para flâmulas do Brasil e da Índia) representam exatamente o que estamos fazendo hoje. Vamos trabalhar juntos, falo em nome do presidente do Bolsonaro”, acrescentou o ministro.
Pontes descreveu o lançamento do Amazonia-1 como um “dia muito feliz” e agradeceu a brasileiros e indianos por “trabalharem tão duro” para concluir o lançamento. O equipamento é o primeiro satélite de observação da Terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil.
“Gostaria primeiramente de parabenizar a todos e cada um de vocês, por trabalharem tão duro para fazer esse lançamento bem-sucedido. Como podem imaginar, pelo lado brasileiro, nós trabalhamos neste satélite por anos. Todos esses esforços feitos por muitas pessoas, não apenas no nosso país. Todos representam um grande time de muitos anos de trabalho, esse satélite é uma missão muito importante para o Brasil”, declarou o ministro.
Na transmissão ao vivo no canal de YouTube do Inpe, Pontes voltou a exaltar a parceria com a Índia e destacou a importância de parceiras no campo espacial.
“A parceria com a Índia é extremamente promissora. Fiquei extremamente animado e muito emocionado”, disse o ministro.
Durante o agradecimento aos parceiros do país asiático, ele contou ter participado de uma reunião com o presidente do conselho da Agência Espacial da Índia, destacando as metas do programa espacial indiano.
“[A Índia tem] planos futuros ambiciosos e interessantes, que incluem voos tripulados. Um salto gigantesco em termos de tecnologia”, relatou Pontes.
Lançamento bem-sucedido
O Amazonia-1 foi colocado em órbita na madrugada deste domingo (28). Dentro do horário programado – à 1h54 (de Brasília) -, o satélite foi lançado a bordo do foguete indiano PSLV-C51, a partir do Centro Espacial Satish Dhawan (SHAR), em Sriharikota, na Índia.
Nos cerca de 17 minutos seguintes, satélites foram desacoplados do foguete em quatro estágios, que indicaram o sucesso da missão. Às 2h11 (de Brasília), a transmissão oficial mostrou o Amazonia-1 sendo separado do foguete e lançado ao espaço.
Além do Amazonia-1, outros satélites foram levados à órbita terrestre a bordo do mesmo foguete. O equipamento brasileiro foi colocado numa altitude média de mais de 750 km acima da superfície da Terra. O equipamento terá sua órbita em sincronia com a do sol e viajará a uma velocidade de quase 27.000 km/h, o que lhe permitirá levar apenas 100 minutos para dar uma volta na Terra, com a capacidade de gerar imagens de qualquer ponto do planeta a cada 5 dias.
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as informações providas pelo Amazonia-1 consistem em imagens ópticas com resolução de 64m e largura da faixa imageada de 866km.
Operando conjuntamente com os satélites CBERS-4 e CBERS-4A, lançados, respectivamente em dezembro de 2014 e dezembro de 2019, serão providas imagens recorrentes do território brasileiro a cada dois ou três dias, melhorando significativamente a oferta de informações aos seus diferentes usuários.
Essas informações serão úteis para diversas aplicações, como o monitoramento da região amazônica, da diversificada agricultura em todo o território nacional, da região costeira, de reservatórios de água, florestas naturais e cultivadas e desastres ambientais.
Além do domínio do ciclo completo de desenvolvimento de um satélite do porte e complexidade do Amazonia 1 e dos benefícios resultantes das aplicações das imagens obtidas a partir do espaço, a missão permitirá outro ganho tecnológico importante: a validação em voo da Plataforma Multimissão (PMM), projetada para ser utilizada em diferentes tipos de satélites na faixa de 700kg, com redução significativa de prazos e custos.
Legenda: Mendonza ao lado do presidente Robinson de Castro, na assinatura de contrato com o Ceará, que ocorreu neste sábado (27)Foto: Felipe Santos/Cearasc
O Ceará anunciou oficialmente, na tarde deste sábado (27), uma das principais contratações para a temporada. O colombiano Stiven Mendoza chega ao Alvinegro para ser titular e é mais uma prova da boa atuação que o clube tem tido no mercado. A negociação, que caminhou sob sigilo por cerca de um mês, só foi possível por articulação ágil do departamento de futebol do clube nos bastidores.
Engenharia financeira
Stiven Mendoza possuia contrato com o Amiens, da França, até a metade de 2021. Já poderia assinar pré-contrato com outras equipes. Ciente disto, o Ceará agiu rápido no mercado e preparou uma engenharia financeira para se antecipar, criando uma condição mais favorável de ganhar a disputa, que contava com a concorrência de clubes da França, Colômbia e até mesmo do Brasil.
O Alvinegro adquiriu 60% dos direitos econômicos do jogador pela quantia de 600 mil euros (pouco mais de R$ 4 milhões de reais na cotação atual). Deste total, 425 mil euros (em torno de R$ 2,8 milhões) pagos à vista. O restante foi parcelado em três anos (36 meses), em suaves parcelas.
O valor foi positivo para o Amiens e determinante na negociação, já que o clube francês perderia o atleta de graça em seis meses. Agora, não há mais nenhuma ligação do atleta com clube francês. Os direitos federativos são todos do Ceará.
Além disso, houve uma composição financeira para que o negócio fosse vantajoso, também, para o próprio jogador, que ficou com os 40% restantes. Há, aqui, um detalhe importante: o Ceará ainda pode comprar mais 30%.
Metas por produtividade
No contrato de Mendoza, há metas por produtividade. Uma delas é de quantidade de jogos. Caso o colombiano alcance o estabelecido em 2021, ao final do ano, o Ceará tem a obrigação de comprar mais 10%.
Para 2022, também há objetivos definidos. Porém, ao final do ano que vem, com as metas atingidas, o clube comprará mais 20%.
Todos os valores já estão fixados em contrato.
Atuação no mercado
Legenda: Mendoza é conhecido como “Speed” por sua velocidade em campoFoto: Marcelo Malaquias / E.C. Bahia
Speed Mendoza já era observado e monitorado pelo Ceará há um bom tempo. A contratação do atacante agora dá dimensão de como o clube ampliou o leque de possibilidades com uma boa capacidade de investimento, e tem sido agressivo para contratar os jogadores que quer.
Importante¹: Mendoza, assim como todos os outros reforços, foram contratados porque se encaixam no modelo de jogo do técnico Guto Ferreira. O Ceará está buscando peças que encaixem dentro do sistema do treinador e potencializem os conceitos do técnico. Há coerência na distribuição das posições.
Importante²: Ir ao Benfica, de Portugal, buscar Yony González, e ir ao Amiens, da França, buscar Stiven Mendoza, mostra como o Ceará mudou o seu status de atuação no mercado da bola. O clube está, de fato, em consolidação no cenário nacional.
O clube segue em busca de um zagueiro e um lateral-direito. Para o setor ofensivo, as contratações estão fechadas, havendo ainda a possibilidade de permanência do meia Lima, algo que interessa ao clube.
MP junto ao TCU pede suspensão de compra da Covaxin pelo Ministério da Saúde Imagem: Getty Images
A Procuradoria do TCU (Tribunal de Contas da União) pediu ao órgão nesta sexta-feira a “imediata suspensão” do contrato assinado na véspera pelo Ministério da Saúde com a Precisa Medicamentos, fabricante do imunizante indiano Covaxin no Brasil, que prevê a compra de 20 milhões de doses da vacina contra covid-19 entre março e maio.
A solicitação foi enviada ao próprio TCU, já que há uma carreira específica que une MP e TCU dentro da própria corte. Na representação, o subprocurador-geral do TCU Lucas Furtado contestou o fato de que, mesmo sem autorização da Anvisa para realizar estudos clínicos de fase 3 no Brasil, o governo firmou um contrato de R$ 1,61 bilhão para a compra de uma vacina que não têm eficácia comprovada para aplicação no país.
Furtado disse que tem alertado em oportunidades anteriores que o governo federal e o ministério têm “dado as costas para as recomendações técnicas da comunidade científica e de respeitadas instituições internacionais baseadas em criteriosos estudos”.
“A aquisição de vacinas ainda não testadas atrasa ainda mais a vacinação dos brasileiros e coloca em risco da vida de milhões, no momento em que enfrentamos a pior fase da doença, com o recorde de mortes diárias atingido recentemente. Cabe notar que, no momento, temos opções de vacinas!”, disse.
“Em detrimento da aquisição de imunizantes que não possuem comprovações cientificas, o certo é aplicar os recursos públicos de forma eficiente e buscando a efetividade na proteção dos brasileiros”, emendou.
Em nota, o Ministério da Saúde informa que “a aquisição da Covaxin permitirá assegurar e ampliar ainda mais a estratégia de vacinação dos brasileiros contra a covid-19. A aplicação das vacinas, como a de qualquer imunizante incorporado ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), está condicionada à prévia obtenção de registro ou de autorização para uso emergencial pela Anvisa”.
A pasta do governo federal também pontua que “o pagamento pelo Ministério da Saúde a cada fornecedor de vacina também está condicionado à obtenção de autorização da Anvisa para uso do imunizante”.
Desconfiança na Índia
A própria Índia tem enfrentado dificuldades para convencer seus profissionais de saúde e de linha de frente a tomar a Covaxin, cuja aprovação sem dados de eficácia de estágio final foi controversa.
O país tem o segundo maior número de infecções por covid-19 do mundo, depois dos Estados Unidos, com casos surgindo recentemente à medida que o uso de máscaras diminui e os estados diminuíram as medidas de distanciamento social. A falta de confiança na vacina do país pode impedir a Índia de cumprir sua meta de vacinar 300 milhões do total de 1,35 bilhão de habitantes até agosto.
A Índia já vacinou mais de 10,5 milhões de profissionais de saúde e de primeira linha desde o início de sua campanha de imunização em 16 de janeiro. Mas apenas 1,2 milhão, ou cerca de 11%, deles tomaram a Covaxin, a vacina desenvolvida localmente pela Bharat Biotech, enquanto os 9,4 milhões restantes usaram a vacina da AstraZeneca, de acordo com a plataforma online Co-Win do governo usada para acompanhar a campanha de vacinação.
Inspeção
Em outra frente, a Anvisa informou nesta sexta que vai inspecionar a partir da próxima semana instalações da empresa Bharat Biotech, na Índia. Os cinco servidores designados para a missão já se encontram em deslocamento para a Índia, onde devem chegar na noite de desta sexta, pelo horário de Brasília.
O pedido de inspeção havia sido apresentado no último dia 13 de fevereiro e a Anvisa e o laboratório acertaram na época a realização da inspeção para os primeiros dias de março.
A inspeção tem por objetivo avaliar e emitir o Certificado de Boas Práticas de Fabricação (CBPF), que é documento obrigatório para o processo de registro de vacinas e as missões para verificação da linha de produção dos produtos são realizadas a pedido das empresas interessadas na regularização.
“Até o momento não foi apresentado à Anvisa pedido para realização de estudos clínicos nem para autorização de uso emergencial da vacina Covaxin, produzida pela empresa Bharat Biotech”, disse a agência.
Na prática, segundo uma fonte envolvida nas tratativas, o ministério poderia até comprar essas vacinas, mas não poderá administrá-las no momento na população sem o aval da Anvisa.
No Congresso tramitam propostas legislativas que flexibilizam as exigências para imunizantes aprovados fora do Brasil.
O governo tem dito que vai ampliar a oferta de vacinas contra covid para a população, embora, até o momento, somente a CoronaVac e o imunizantes da AstraZeneca-Oxford estejam autorizados para uso emergencial em grupos prioritários.
A Anvisa concedeu nesta semana o registro para uso amplo da vacina contra covid-19 desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer com a alemã BioNTech, mas o governo ainda não conseguiu concluir as negociações para a aquisição desse imunizante.
O governador da Bahia, Rui Costa, vem gerando polêmica nas redes sociais após responder a um comentário em seu perfil.
O petista afirmou que não adianta abrir mais UTI’s porque ‘isso incentiva aglomeração’.
O comentário de um de seus seguidores questionava sobre o motivo de demora em reabrir os hospitais de campanha:
“Não podemos ficar remediando. Não adianta ficar abrindo mais leitos porque a população pode entender de forma equivocada e continuar aglomerando, achando que nós vamos continuar abrindo leitos eternamente, sempre esticando a corda.
E prosseguiu em sua absurda retórica:
“Vai dar a falsa sensação que o problema não existe e não é isso que nós queremos (…)”.
A postura de Rui Costa causou indignação generalizada, vez que a Bahia tem sido severamente atingida pela crise no sistema de saúde.
“há relatos que governadores e prefeitos fecharam leitos mesmo com ajuda bilionária do governo federal”, diz presidente
Alguns interlocutores falam que o presidente está preocupado com as informações que estão chegando, principalmente sobre fechamento de leitos de UTI’s e hospitais de campanha mesmo com recursos em caixa.
O presidente já analisa ir pessoalmente a estados e municípios cobrar as ações que foram feitas com tantos recursos repassados pelo Governo Federal.
Outro Problema São os casos de Fura-filas na vacinação e muitos casos de desperdício de vacinas como o armazenamento inadequado que já fizeram se perder milhares de vacinas contra covid-19.
Feira de Santana não registrou nenhuma morte por Covid-19, nas últimas 24h. Até agora são exatamente 24.404 pacientes recuperados, índice que representa 95,4% dos casos confirmados. Enquanto isso, 173 exames foram negativos e 62 positivos.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 99 pacientes internados no município e 697 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde neste sábado (27).
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTE SÁBADO 27 de fevereiro de 2021
Casos confirmados no dia: 62 Pacientes recuperados no dia: 28 Resultados negativos no dia: 173 Total de pacientes hospitalizados no município: 99 Óbito comunicado no dia: 0
A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 697 Total de casos confirmados no município: 25.562 (Período de 06 de março de 2020 a 27 de fevereiro de 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 598 Total de recuperados no município: 24.404 Total de exames negativos: 37.052 (Período de 06 de março de 2020 a 27 de fevereiro de 2021) Aguardando resultado do exame: 438 Total de óbitos: 461
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 21.686 (Período de 06 de março de 2020 a 27 de fevereiro de 2021) Resultado positivo: 3.888 (Período de 06 de março de 2020 a 27 de fevereiro de 2021) Em isolamento domiciliar: 15 Resultado negativo: 17. 798 (Período de 06 de março de 2020 a 27 de fevereiro de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
Empresas como Audi trabalham no desenvolvimento de gasolina sintética, feita a partir de hidrogênio extraído da água, e dióxido de carbono Imagem: Divulgação
O preço da gasolina teve o quarto reajuste apenas neste ano nas refinarias e o valor médio ao consumidor final passou de R$ 5 na primeira quinzena de fevereiro.
A Petrobras alega que os aumentos sucessivos acompanham a cotação internacional do petróleo e também são consequência do câmbio desfavorável, com a acentuada desvalorização do real frente ao dólar.
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Para não depender da flutuação do petróleo no mercado e da respectiva disponibilidade, cada vez mais escassa, cientistas trabalham no desenvolvimento de uma gasolina renovável, chamada de e-fuel ou, simplesmente, gasolina sintética.
O novo combustível, que ainda está em fase de testes, não vem do petróleo: sua produção utiliza como matéria-prima água e o dióxido de carbono disponível na atmosfera.
Empresas germânicas como Audi, Bosch e Porsche, além do governo alemão, têm investido nessa tecnologia, que também está nos planos da McLaren para seus carros esportivos.
A expectativa é de que a novidade, quando chegar aos consumidores, garantirá a sobrevida dos motores a combustão interna, seja de forma “pura” ou com algum nível de eletrificação. Hoje, tudo indica que propulsores convencionais estão com os dias contados por conta dos limites cada vez exigentes dos governos em relação às emissões de poluentes.
A gasolina sem petróleo também contribuiria para combater o efeito estufa, que tem o dióxido de carbono entre seus principais vilões, e, de quebra, acabaria com a dependência de um recurso natural que inevitavelmente irá acabar e tende a ficar cada vez mais caro.
De acordo com Everton Lopes, mentor de tecnologia e inovação da SAE Brasil, os combustíveis sintéticos têm a vantagem, como o etanol, de “neutralizar” o carbono resultante de sua queima, além de aproveitar a infraestrutura atual de abastecimento.
Podem ser extraídos na forma de gasolina ou diesel e, portanto, não exigem alterações nos motores que utilizam a versão fóssil desses combustíveis.
Custo de produção ainda é muito alto
Projeto da Audi retira o hidrogênio a partir de hidrólise da água e utliza fontes renováveis de eletricidade Imagem: Divulgação
A perspectiva de benefícios econômicos e ambientais proporcionados pela gasolina sintética é alentadora, porém sua produção ainda é cara ante a gasolina tradicional, destaca o especialista.
O desafio, afirma, é reduzir o custo da extração do hidrogênio necessário para fazer a gasolina sintética, a partir de um processo conhecido como hidrólise.
“É a grande a quantidade de eletricidade utilizada para separar o hidrogênio presente na água. Essa energia deve, preferencialmente, ser de origem limpa, como solar, eólica ou de hidrelétricas”, pontua Lopes.
“O combustível sintético já era usado pela Alemanha na época da Segunda Guerra Mundial e, desde então, as pesquisas têm evoluído. Porém, o petróleo ainda é muito mais fácil e barato de se obter e refinar”, conclui.
O hidrogênio é a grande aposta de países como a Alemanha para renovar sua matriz energética.
Além de servir para sintetizar combustível líquido, o gás também é visto como opção às caras e pesadas baterias de veículos a propulsão elétrica. Por meio das chamadas células de combustível, incorporadas a automóveis, o hidrogênio gera eletricidade para impulsionar as rodas.
Modelos como o Toyota Mirai já trazem essa tecnologia e são abastecidos com hidrogênio.
Um grupo de pesquisadores nos EUA encontrou a prova definitiva do que causou a extinção em massa dos dinossauros. Para eles, como é amplamente defendido dentro da comunidade científica, a causa foi a queda de um asteroide na Terra.
A equipe chegou a esta conclusão após encontrar poeira de asteroide dentro de uma cratera de impacto. Isto corrobora que nem erupções vulcânicas e nem qualquer outro elemento interno pode ter causado a morte dos dinossauros.
A hipótese apareceu pela primeira vez na década de 1980, quando uma outra equipe encontrou poeira de asteroides que datavam mais ou menos do mesmo período da morte dos dinossauros. A partir de então, começaram até mesmo a descrever como teria sido o processo de extinção.
De acordo com os especialistas, o impacto do asteroide com as rochas terrestres acabou por vaporizá-las. Esta poeira se espalhou por todo o planeta, bloqueou o sol e causou um inverno global rigoroso e longevo, que acabou por matar todos os dinossauros não avianos.
O local do impacto foi localizado na década de 1990, trata-se de uma cratera de cerca de 200km de extensão que fica na cidade de Chicxulub, no Golfo do México. O que marca como ponto pacífico que a poeira de asteroide é uma “impressão digital química” que marca a idade da extinção.
Localização da Cratera de Chicxulub. Crédito: Blogue Dementia is licensed under CC BY-SA 2.0
O papel do irídio na extinção dos dinossauros
O maior sinal de que essa poeira é realmente de um asteroide é o elemento químico irídio, que é raro na crosta da Terra, mas está presente em altos níveis em alguns tipos de asteroides. A camada de irídio encontrada na cratera, também data do mesmo período da extinção.
“Estamos agora no nível de coincidência que geologicamente não acontece sem causa”, disse o coautor Sean Gulick, professor pesquisador da UT Jackson School e um dos responsáveis pelo estudo.
A poeira de irídio é tudo que sobrou da rocha de 11km que se cruzou com a Terra há 66 milhões de anos. Essa poeira ficou na atmosfera por algumas décadas e matou 75% de toda vida na terra, incluindo 100% dos dinossauros não avianos.
Apresentador fez sátira em forma de música com direito à dança com a produção
Jornalista Sikêra Jr. e cantora Anitta Foto: Reprodução
O apresentador Sikêra Junior ironizou a tatuagem que Anitta fez recentemente em seu â***, fazendo uma sátira em forma de canção. Na letra, o jornalista brinca: “Me disseram que ficou tão bonita a tatuagem no caneco da Anitta”.
– Desde novinha, ela é muito assanhada, danadinha e muito namoradeira. Gosta de provocar a macharada, tô falando de Anitta, a funkeira – prossegue com direito à dança com colegas de produção.
No último sábado (20), a cantora decidiu fazer uma tatuagem com a inscrição “I luv u” [Eu Amo Você] em um local para lá de íntimo. Ela chegou a compartilhar um vídeo do procedimento na plataforma social OnlyFans. Na filmagem, ela grita de dor, acompanhada de seu tatuador, e seu novo caso, Lipe Ribeiro. O vídeo logo viralizou na web.
Especialistas, contudo, alertam que a atitude de Anitta põe em risco a sua saúde e até mesmo a sua vida, devido à quantidade de infecções possíveis e a falta de cuidados básicos de higiene durante o procedimento.
Seis jogadores deixam o clube e outros 23 têm contrato para a nova temporada
Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia
A temporada 2020 chegou ao fim para o Bahia com a finalização do Campeonato Brasileiro. Diferente de anos “comuns”, o tricolor não terá uma pausa nas competições para pensar no que foi feito no ano que passou e planejar o novo ciclo.
Por conta da pandemia e o calendário apertado, a temporada 2021 já começou e agora o Esquadrão vai ter que correr contra o tempo para fazer os ajustes que pensa serem necessários para a nova temporada. O principal desafio será a reformulação do elenco.
Pelo menos seis jogadores ficam sem contrato após o Brasileirão. O goleiro Anderson, que já deixou o clube, o zagueiro Ernando, o lateral esquerdo Zeca, os volantes Ronaldo e Elton, e o atacante Fessin.
Do quinteto, Zeca, Fessin e Ronaldo estão no clube emprestados por Internacional, Corinthians e Flamengo, respectivamente, e devem voltar para as equipes de origem. Já Elton e Ernando ficam livres após o fim do vínculo com o Esquadrão. O zagueiro terminou o ano como titular, enquanto volante sofreu com problemas clínicos e quase não atuou na temporada.
Além deles, o volante Gregore, negociado ao Inter Miami, dos Estados Unidos, se despediu do clube na vitória sobre o Santos e não vestirá mais a camisa tricolor.
Aliás, o meio-campo deve ser um dos pontos de atenção do Bahia na reformulação, já que a equipe ficará sem três dos seis volantes que integraram o setor na temporada 2020.
Outro ponto de foco será o sistema defensivo. Bastante criticado no ano que passou, a zaga contará com apenas três opções a partir da semana que vem.
Base mantida Sem tempo para pré-temporada, o técnico Dado Cavalcanti será mantido no cargo. O treinador fez bom trabalho e conseguiu salvar o Bahia de um possível rebaixamento, pegando ainda uma vaga na Sul-Americana. Após o jogo contra o Santos, Dado não escondeu que as conversas para as mudanças no elenco já foram iniciadas.
“Eu estou à disposição, o que existe no momento são conversas planejando a temporada 2021, e essas conversas nos trazem a perspectiva de fazer uma reformulação no grupo, tentar um desenho um pouco mais compatível com as ideias que eu tenho tentado nesse final de temporada. Obviamente a expectativa é que a gente mude a chave na próxima semana iniciando uma competição difícil que é a Copa do Nordeste”, continuou.
Atualmente, 23 jogadores que finalizaram a temporada no grupo principal têm contrato com Bahia. Isso não significa que eles serão mantidos. Jogadores que ficaram devendo ou que não se encaixam no que o clube pensa para o futuro podem ser negociados de forma definitiva ou emprestados para outras equipes.
As saídas serão importantes para abrir espaços na folha para que outros atletas possam chegar. De acordo com o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, o investimento no futebol será menor do que foi em 2020. A queda é um reflexo da redução no orçamento e previsão de perda de receitas ocasionadas pela pandemia do coronavírus.
“Haverá redução de investimentos no futebol e em todos os setores do clube a partir do momento que o orçamento será menor. Sobre o ponto de vista orçamentário de elenco, naturalmente o que a gente entende é que com a queda de receita para 2021, fruto do cenário pós-pandemia, pode ocorrer redução de receitas e a obrigação de pagar despesas de 2020. Isso impõe redução de despesas. Nosso dilema é ser mais eficaz com menos dinheiro. Naturalmente vamos ter que abrir mão de atletas que são importantes, mas custam caro. E que eles sejam substituídos por jogadores mais jovens e mais baratos”, explicou o gestor tricolor durante reunião com o Conselho Deliberativo.
No momento, as negociações de atletas vêm sendo tocadas pelo diretor executivo Lucas Drubscky, mas o tricolor ainda planeja a contratação de um diretor de futebol. Esse gestor ficaria responsável pela montagem do elenco.
“Basicamente haverá quatro funções mais específicas. Além de Lucas [Drubscky], que fará a relação com o mercado, haverá um coordenador técnico responsável pela estrutura de montagem de elenco, análise da estrutura técnica do clube, responsável pelo futebol propriamente dito, que faz par com Lucas. Renê é mais ligado ao vestiário, relacionamento com os atletas, e outras funções. Haverá o profissional que será responsável por reestruturar o departamento de análise de desempenho. Dois desses cargos estão ocupados por Renê e Lucas. Os outros dois serão ocupados em breve”, continuou Bellintani.
Na prática, a temporada para o elenco principal do Bahia começará na próxima semana. O grupo ganhou folga após o fim do Brasileirão e tem reapresentação marcada para a próxima terça-feira (2), quando iniciará os preparativos para o jogo contra o Botafogo-PB, marcado para o sábado (6), em Salvador.
Para a estreia no Nordestão, neste domingo (28), contra o Salgueiro, às 18h, no estádio Cornélio de Barros, em Salgueiro, o Esquadrão será representado pelo time de transição, treinado por Cláudio Prates e que vem jogando o Campeonato Baiano. O único reforço será o goleiro Matheus Teixeira, atual reserva de Douglas e que pediu para atuar na equipe alternativa.
Jogadores que ficam sem contrato
Anderson (goleiro) Zeca (lateral esquerdo) Ernando (zagueiro) Elton (volante) Ronaldo (volante) Fessin (atacante)
Jogadores negociados
Gregore – vendido ao Inter Miami, dos Estados Unidos
Jogadores com contrato
Goleiros Douglas – dezembro de 2022 Mateus Claus – maio de 2021 Matheus Teixerira – dezembro de 2021
Laterais Nino Paraíba – dezembro de 2021 João Pedro – Junho de 2021 Juninho Capixaba – dezembro de 2021 Matheus Bahia – dezembro de 2022
Zagueiros Lucas Fonseca – dezembro de 2021 Juninho – dezembro de 2022 Anderson Martins – dezembro de 2021
Volantes Ramon – dezembro de 2021 Edson – dezembro de 2021 Patrick de Lucca – tem acordo para renovar até o fim de 2022
Meias Daniel – dezembro de 2021 Rodriguinho – dezembro de 2021 Marco Antônio – dezembro de 2021 Ramírez – dezembro de 2021
Atacantes Gilberto – dezembro de 2021 Rossi – dezembro de 2021 Gabriel Novaes – dezembro de 2021 Clayson – dezembro de 2022 Thiago – dezembro de 2022 Alesson – dezembro de 2021