Após a migração, presidente assumiria o controle da legenda e mudaria o nome da sigla para concorrer à reeleição em 2022
Presidente Jair Bolsonaro deixou o PSL em novembro de 2019 Foto: PR/Alan Santos
Visando à disputa às eleições de 2022, o presidente Jair Bolsonaro vai se filiar ao Partido da Mulher Brasileira (PMB), segundo informações do colunista Nolasco, do portal R7. Após a migração, o chefe de Estado assumiria o controle do partido, mudaria o nome da legenda e a repaginaria a fim de prepará-la para a campanha pela reeleição.
Atualmente, o PMB inclui três deputados estaduais: Diogo Senior, no Amapá, Maria Bethrose Fontenele Araújo, no Ceará, e Neto Loureiro, em Roraima. Se a chegada do presidente da República se concretizar, a legenda receberá também inúmeros aliados de Bolsonaro, abrigando dissidentes do PSL (Partido Social Liberal) e de outras siglas.
Jair Bolsonaro deixou o PSL em novembro de 2019, após divergências com o presidente do partido, Luciano Bivar (PE). A fim de evitar outro episódio semelhante, o chefe do Executivo busca uma legenda em que assumirá o controle como presidente ou presidente de honra.
O mandatário cogitou a criação de uma nova sigla, o Aliança pelo Brasil, mas devido a entraves burocráticos que o atrapalhariam de começar a campanha pela reeleição, ele precisa optar por uma já existente.
O vereador Fernando Torres (PSD) afirmou nesta segunda (8) que o ex-deputado Humberto Cedraz está “magoado” com a sua vitória na disputa pela Presidência da Casa da Cidadania. O pronunciamento é uma resposta a críticas feitas ao Poder Legislativo pelo também ex-vereador e ex-ouvidor da Câmara em entrevista, domingo (7), ao radialista Silvério Silva na rádio Sociedade News. De acordo com o vereador Paulão do Caldeirão (PSC), que primeiro protestou, Humberto acusou a Câmara de agir “de forma maldosa e leviana”, arquivando projeto do Poder Executivo que trata de descontos para quitação de tributos em atraso no Município.
“Que tem ele a ver com análise da Câmara a uma matéria que trate de IPTU? Não somos empregados dele”, diz o presidente. “Nenhum projeto vai ser aprovado nesta Casa a toque de caixa, de forma aleatória. Tem que ser debatido e conversado entre os vereadores, os líderes de bancadas, imprensa e comunidade”, afirma. Conforme o dirigente, Humberto esteve “encostado na Câmara no cargo de Ouvidor, nunca fez nada e por isto o colocamos pra fora com sua tropa”. Informa que a remuneração era superior a 10 mil reais por mês, mas “jamais fez um trabalho sequer”.
Ele lembra que o cargo, originalmente, deveria ser ocupado por alguém com nível superior, “que ele não tem”, e na legislatura passada houve alteração da regra para beneficia-lo. O presidente diz que Humberto usa o jornal “Folha do Estado”, de sua propriedade, para tentar atingir a sua administração. “O jornal é para negociar. Um ‘panfleto’ ultrapassado que a cidade não lê mais. Já passou do tempo de fechar”, afirma o dirigente.
Veja as seis principais leis que protegem a população feminina Imagem: Free-Photos/Pixabay
Hoje, dia 8 de março, comemora-se o O Dia Internacional da Mulher, e ela não está de fora da legislação brasileira. Desde a preservação da integridade física, até a garantia de direitos fundamentais, confira as principais leis voltadas para as mulheres.
Lei Maria da Penha Uma das primeiras leis voltada para as mulheres, a lei 11.340/06 determina a prisão do suspeito de agressão doméstica contra a mulher. A legislação trata a violência em casa como agravante para aumento de penas, ordena o afastamento do agressor da vítima e de sua família e garante assistência econômica às mulheres que forem economicamente dependentes do companheiro agressor.
É considerada violência doméstica e familiar “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial, no âmbito da unidade doméstica, da família ou em qualquer relação íntima de afeto, independentemente de relação sexual.”
Lei Carolina Dieckmann Criada após a atriz ter fotos e conversas íntimas copiadas do seu computador pessoal e divulgadas na internet, a lei 12.737/12 classifica como crime cibernético o ato de invadir aparelhos eletrônicos alheios para obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa.
A lei engloba muitos casos de vazamentos de fotos e vídeos íntimos, que têm como principais vítimas as mulheres.
Lei Joana Maranhão Após o momento em que a vítima de um crime sabe a identidade do autor, começa a correr um prazo de seis meses para que ela possa realizar a denúncia. Este prazo é chamado de prescrição. A lei 12.650/12 garante que, em casos de crimes contra a dignidade de crianças e adolescentes, o prazo de prescrição comece a contar apenas a partir do aniversário de 18 anos da vítima.
A medida facilita a denúncia conta estupradores que abusarem de menores de idade que, muitas vezes, sentem medo ou vergonha de denunciar.
Lei do Minuto Seguinte A lei 12.845/13 foi criada para garantir que vítimas de estupro tenham acesso imediato à tratamento multidisciplinar no SUS após a violência. Ela determina que os hospitais da rede pública de saúde sejam obrigados a dar suporte médico (incluindo social e psicológico), além do diagnóstico e do tratamento de lesões físicas sem a necessidade de a vítima apresentar registro de ocorrência ou qualquer documentação. Apenas a palavra dela é suficiente para o atendimento.
Os hospitais também são obrigados, pela lei, a fornecer à vítima medicamentos necessários para evitar gravidez e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
Lei do Feminicídio Oriunda da CPMI de Violência Contra a Mulher no Brasil, a lei 13.104/15 classifica alguns assassinatos contra mulheres como homicídio qualificado. Considera-se crime de feminicídio quando o assassinato de uma mulher está relacionado à violência doméstica e familiar (nos termos da Lei Maria da Penha) ou menosprezo/discriminação à condição de mulher.
Lei da Importunação Sexual A lei 13.718/18 foi criada para suprir a necessidade de coibir ações de violência sexual que não podem ser consideradas estupro ou assédio. A lei torna crime a prática de qualquer “ato libidinoso praticado contra alguém com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro”.
Como a lei não é específica, alguns casos serão passíveis da interpretação do juiz. No entanto, pessoas que forem flagradas apalpando ou realizando outras formas de contato libidinoso contra alguém em transportes públicos, por exemplo, podem ser enquadradas neste artigo. Crimes virtuais de publicação indevida de fotos íntimas também estão incluídos.
O papa Francisco deixou hoje (8) o Iraque, após a primeira visita de um chefe de Estado do Vaticano ao país. Não foram registrados incidentes em territórios marcados pela guerra, informaram os repórteres da AFP.
Desde sexta-feira (5) o papa percorreu o Iraque, tendo passado por Bagdá, Mossul, Qaragosh, Ur e Erbil.
O chefe de Estado do Vaticano defendeu uma das mais antigas comunidades cristãs do mundo perante o aiatolá Ali Sistani, referência religiosa dos muçulmanos xiitas do Iraque.
“O Iraque vai continuar para sempre comigo, no meu coração”, disse nesse domingo o papa Francisco, de 84 anos, perante milhares de fiéis que se juntaram num estádio de Erbil, Curdistão iraquiano, para uma cerimónia religiosa.
Os cristãos no Iraque são atualmente 01% da população, depois de terem constituído cerca de 06% dos habitantes do país, há duas décadas.
A viagem foi o primeiro deslocamento de Francisco ao estrangeiro nos últimos 15 meses.
Devido à pandemia de covid-19 e com exceção da missa de Erbil, ele só se encontrou com algumas centenas de pessoas ao longo da viagem.
O papa percorreu 1.445 quilômetros em território iraquiano, a maior parte do tempo de avião ou de helicóptero sobrevoando zonas onde se encontram células clandestinas de grupos de extremistas islâmicos.
Quando se dirigiu ao país, o chefe da Igreja Católica disse que o “terrorismo abusa da religião”, apelou à paz e à unidade no Oriente Médio e lamentou a saída de cristãos da região, obrigados a procurar refúgio em outros países.
Francisco participou de uma cerimónia ecuménica, com diversas confissões de religiosos do Iraque.
A missa ocorreu em Ur, a cidade natal do patriarca Abraão.
A Ford já começou a se desfazer das unidades inacabadas de Ka, Ka Sedan e Ecosport na fábrica de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. Vídeos obtidos pelo portal UOL, gravados na última quinta-feira (4), mostram modelos sendo destruídos até virarem sucata.
Segundo a publicação, ao todo são cerca de 900 modelos que ficaram inacabados com o encerramento repentino das atividades na planta de Camaçari. Outros equipamentos também estão sendo desmontados e retirados da unidade.
A assessoria da Ford confirmou que se trata de carrocerias que restaram na fábrica baiana e que as atividades fazem parte do processo de preparação para o fechamento da planta.
O anúncio do fim da produção de carros da Ford no Brasil ocorreu no dia 11 de janeiro. A montadora declarou que as plantas de Camaçari e de Taubaté, no interior de São Paulo, permaneceriam funcionando durante um período para a produção de peças de reposição, mas as mesmas ficaram fechadas por mais de um mês até que fosse firmado acordo entre a marca e representantes dos trabalhadores.
A montadora ainda busca definir o que será feito com as duas fábricas. O Governo da Bahia chegou a divulgar sondagens de potenciais interessados em ocupar a planta, entre eles marcas chinesas, indianas, sul-coreanas e japonesas. A Caoa também foi apontada como possível compradora e admitiu interesse na unidade de Camaçari.
Enquanto isso, a Ford se prepara para mudar sua linha de produtos, focando em modelos importados e com maior valor agregado. Ka e Ecosport, que saíram de linha, já começam a desaparecer das concessionárias e a marca norte-americana deve apresentar em breve seu novo produto no Brasil: o SUV Bronco Sport, vindo do México.
Ainda segundo o UOL, as mudanças já trouxeram impacto nas vendas da Ford nos primeiros meses do ano. A marca viu sua participação no mercado cair de 7,15% para 5% – distribuidores acreditam que chegará a 1,4% com a nova política da empresa. Já o Ka, que sempre figurava entre os cinco carros mais vendidos do país, ocupou apenas a 30ª posição em fevereiro, segundo dados da Fenabrave.
Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv sugerem que, para caçar animais de menor porte, foi necessário que os seres humanos desenvolvessem habilidades mais complexas
Cérebro humano cresceu como resultado da extinção de animais maiores (Foto: Morgan Housel/Unsplash)
Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel, elaboraram uma nova teoria para explicar a evolução fisiológica, comportamental e cultural da espécie humana desde sua primeira aparição, cerca de 2 milhões de anos, até a Revolução Agrícola, por volta de 10 mil a.C. Evidenciado pelo aumento do volume cerebral de 650 centímetros cúbicos (cc) para 1500 cc, esse fenômeno tem como ponto central a extinção de animais de grande porte e, como motor, a própria humanidade.
Nos últimos anos, cada vez mais evidências têm sugerido que a espécie humana foi um fator significativo para o desaparecimento desses animais, aponta o estudo publicado em fevereiro no Quaternary Journal. Quando os seres humanos surgiram na África, há 2,6 milhões de anos, o peso médio de mamíferos terrestres era cerca de 500 kg. Pouco antes do surgimento da agricultura, esse número caiu e chegou a dezenas de quilogramas.saiba mais
Com a diminuição da disponibilidade de presas grandes, os humanos tiveram que desenvolver habilidades cognitivas mais complexas para caçar animais de menor porte. “Nós relacionamos o aumento do volume do cérebro humano com a necessidade de se tornar um caçador mais esperto”, declara, em nota, o especialista Miki Ben-Dor, do Departamento de Arqueologia da universidade israelense.
Os pesquisadores afirmam que, diante de presas menores e mais velozes, os humanos foram forçados a apresentar astúcia e ousadia. Esse processo evolutivo exigiu o aumento do volume do cérebro e, posteriormente, resultou no desenvolvimento de uma linguagem que possibilitava a troca de informações sobre locais onde os animais poderiam ser encontrados. O objetivo principal dessas transformações era apenas um: conservar energia corporal.
“A necessidade de caçar uma dúzia de gazelas em vez de um elefante gerou uma pressão prolongada nas funções cerebrais humanas, que estavam usando muito mais energia para pensar e se movimentar”, explica Ben-Dor. “Caçar animais pequenos, que estão constantemente ameaçados por predadores e são muito mais rápidos para fugir, requer uma fisiologia adaptada para persegui-los, assim como ferramentas mais sofisticadas”, complementa. Houve também a elevação da atividade cognitiva, uma vez que era preciso tomar decisões rápidas e conhecer o comportamento dos animais — informações que demandavam uma maor capacidade de memorização.
Teoria da Universidade de Tel Aviv propõe que crescimento do cérebro humano foi resultado da extinção de animais de grande porte (Foto: Dana Ackerfeld)
A adaptação humana, avalia Ben-Dor, foi bem-sucedida. “No fim da Idade da Pedra, com animais ainda menores, os homens gastavam mais energia do que ganhavam ao caçar. Foi nesse momento que houve a Revolução Agrícola, envolvendo a domesticação de animais e plantas”, afirma o especialista. “Conforme se mudaram para assentamentos permanentes e se tornaram fazendeiros, o tamanho do cérebro diminuiu para o volume atual de 1300-1400 cc. Isso porque, com plantas e animais domesticados que não voavam, não havia mais necessidade de utilizar habilidades cognitivas excepcionais para a tarefa de caça”.saiba mais
De acordo Ran Barkai, que também assina o estudo, enquanto o cérebro de chimpanzés, por exemplo, permaneceu estável por 7 milhões de anos, o de humanos triplicou e alcançou seu maior tamanho há 300 mil anos. “Seres humanos criaram esse problema para eles. Ao focar em animais maiores, eles causaram extinções e acabaram com a própria subsistência”, explica. “Mas, enquanto outras espécies, como os neandertais, desapareceram junto com presas grandes, o Homo sapiensdecidiu começar do início novamente, dessa vez se apoiando na agricultura”, conclui.
Os municípios de Alagoinhas, Senhor do Bonfim, Feira de Santana e Serrinha não possuem mais leitos disponíveis para o atendimento a casos graves da Covid-19. Todas UTIs reservadas para o tratamento da doença nessas cidades estão ocupadas, conforme dados da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) neste domingo (7).
Alagoinhas é o único município da região nordeste do estado com leitos de terapia intensiva disponibilizados para pacientes com Covid-19. Como todos estão ocupados, caso um morador da cidade evolua para uma gravidade maior da infecção, ele terá que ser deslocado para outra região com UTIs disponíveis.
Apesar de Senhor do Bonfim, no norte da Bahia, também ter 100% de ocupação das suas UTIs reservadas para adultos com o novo coronavírus, ainda há leitos disponíveis em outros municípios da região, como Juazeiro, Remanso e Paulo Afonso, sendo possível um deslocamento mais próximo para os pacientes.
No centro-leste da Bahia, Feira de Santana e Serrinha também não têm mais leitos desocupados. Na região, apenas Itaberaba e Seabra ainda possuem vagas disponíveis para o tratamento de casos graves da Covid-19.
Feira de Santana é a única dessas cidades com mais de uma unidade hospitalar com UTIs disponibilizadas para o atendimento de pacientes com a doença. Todos os 63 leitos no Hospital de Feira de Santana, no Hospital Geral Clériston Andrade e no Hospital da Criança estão preenchidos.
DIVISÃO REGIONAL
Na divisão regional utilizada pela Sesab, o nordeste do estado é o que tem a situação mais delicada, com 100% de ocupação nas UTIs. O centro-leste e o sul da Bahia vêm logo em seguida, com 94% e 93% de vagas ocupadas, respectivamente. Há ainda o norte (87%), oeste (86%), sudoeste (86%), leste (85%), extremo-sul (78%) e centro-norte (70%).
O estado, de forma geral, registra 86% de ocupação no fim da tarde deste domingo (7).
De acordo com comunicado em seu Instagram oficial, o irmão Lázaro entra em curva de melhoras na UTI. Embora o quadro ainda seja delicado, segue sem intercorrências nos últimos dois dias e apresenta conquistas significativas. A equipe de profissionais segue prestando todos os cuidados e prevendo a redução de sedação nos próximos dias, se as melhoras se mantiverem no padrão esperado.
O cantor apresentou os primeiros sintomas da Covid-19 no dia 15 de fevereiro. Ele precisou ser intubado após uma piora, no dia 25 de fevereiro. Desde então, familiares, amigos e irmãos de congregação têm levantado campanha nas redes sociais pelo saúde do cantor, que também é vereador em Salvador (BA).
– As orações pela vida do nosso Irmão Lázaro e por todos que se encontram em Leito de UTI ou de assistência médica não podem parar, estamos confiantes pois até aqui o senhor tem fortalecido a nossa fé e assim cremos que a cura virá – diz comunicado.
Palmeiras levantou o terceiro troféu da temporada 2020, na qual conquistou ainda a Libertadores e o Paulistão
Foto: reprodução TV Globo
O Palmeiras ganhou o último título da temporada 2020. Com gols dos garotos Wesley e Gabriel Menino, o Verdão venceu o Grêmio por 2 x0 neste domingo e ficou com a Copa do Brasil. Na primeira partida, no domingo passado (31), os palmeirenses já haviam vencido por 1 x0.
O time paulista também levou o Campeonato Paulista e a Libertadores do ano passado. Ao Grêmio, além de ficar sem o título, o vice-campeonato tirou a última chance da vaga na fase de grupos no torneio continental.
Como já havia assegurado este direito pelo título deste torneio, a vaga fica com o quinto colocado do Brasileiro, o Fluminense. Já o time gaúcho vai para a pré-libertadores, que tem duas fases de mata-mata. Os gremistas enfrentarão na primeira eliminatória o desconhecido Ayacucho (PER).
Comitiva brasileira está no país para conhecer spray contra o coronavírus desenvolvido no país
Brasil e Israel assinam acordo de cooperação contra a Covid-19 Foto: Divulgação/MRE
Brasil e Israel assinaram neste domingo um acordo bilateral de cooperação na luta contra a pandemia da Covid-19 e em áreas como tecnologia e segurança, durante um evento em Jerusalém com seus respectivos ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo e Gabi Ashkenazi.
– Além da parte médica, concordamos em trabalhar juntos nas áreas de tecnologia, inovação, segurança, agricultura, ciência e espaço. Ajudaremos o Brasil de todas as maneiras possíveis e estudaremos formas de aprofundar a pesquisa e desenvolvimento de medicamentos e outras soluções para lidar com o vírus – anunciou Ashkenazi em uma aparição conjunta com o diplomata brasileiro.
Araújo lidera a delegação brasileira em visita oficial a Israel até terça-feira (9). Entre eles está o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, que nos últimos anos fortaleceu os laços com o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
A cerimônia começou com a assinatura de uma declaração conjunta dos dois ministros, que expressaram sua simpatia mútua e elogiaram os laços entre as autoridades israelenses e brasileiras.
Araújo descreveu Israel como “um parceiro-chave em áreas absolutamente decisivas para o Brasil”, como novas tecnologias e a estratégia para enfrentar o coronavírus.
– Israel está dando o exemplo liderando o caminho na vacinação e na luta contra a pandemia. O Brasil também tem iniciativas interessantes em termos de pesquisa e quer compartilhá-las. Queremos ser um parceiro (de Israel) para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos – destacou o ministro.
Ainda ontem, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que há uma vacina contra a Covid-19 sendo desenvolvida por cientistas brasileiros e que os resultados preliminares dos estudos serão apresentados ao governo israelense pela missão chefiada por Araújo. Está programado um encontro da delegação com Netanyahu amanhã.
Mais da metade da população de Israel já recebeu pelo menos uma dose do imunizante fabricado pela farmacêutica americana Pfizer. O país lidera a campanha de vacinação mais rápida do mundo e pretende que a maioria de sua população de 9,2 milhões de habitantes seja inoculada até o final deste mês.