
O elenco do Bahia se reapresentou nesta quarta-feira (12), no CT Evaristo de Macedo, após dois dias de folga. A principal novidade foi o retorno do atacante Kayky, liberado pelo departamento médico e novamente integrado ao grupo principal.
A atividade comandada por Rogério Ceni mesclou trabalhos físicos e táticos, priorizando o ritmo de jogo e a movimentação ofensiva.
O treino começou na academia, com exercícios de ativação muscular, e seguiu para o campo, onde o elenco trabalhou trocas rápidas de passes e construção de jogadas.
Na parte tática, o treinador promoveu enfrentamentos em campo reduzido, simulando situações reais de jogo e pedindo intensidade na pressão pós-perda.
Entre os destaques, Caio Alexandre e Everton Ribeiro treinaram normalmente, e há expectativa de que ambos estejam à disposição para iniciar a próxima partida contra o Fortaleza, marcada para o dia 20 de novembro, às 18h, na Arena Fonte Nova.
Enquanto isso, o lateral-direito Gilberto avançou no processo de recuperação e realizou trabalho de transição física. Já Gabriel Xavier e Mateo Sanabria seguem em tratamento com o departamento médico.
Durante a pausa da Data Fifa, o Bahia segue em preparação para os compromissos decisivos da reta final do Campeonato Brasileiro. O elenco retorna ao CT nesta quinta-feira (13) para dar sequência às atividades.
*Bahia.ba
Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia

O governo da China ordenou a remoção de dois dos aplicativos de relacionamento LGBTQIA+ mais populares do país, o Blued e o Finka, das lojas App Store, da Apple, e Google Play Store (Android).
Segundo a Apple, a medida foi determinada pela Administração do Ciberespaço da China, órgão que regula a internet no país. O casamento entre pessoas do mesmo sexo é ilegal na China. Ativistas afirmam que a repressão à comunidade LGBTQIA+ aumentou nos últimos anos, com censura frequente a eventos e publicações durante o governo de Xi Jinping.
Usuários chineses perceberam no fim de semana que as versões completas dos aplicativos haviam desaparecido. Ambos pertencem ao BlueCity Group, empresa sediada em Hong Kong. Uma versão limitada do Blued ainda estava disponível na App Store chinesa nesta terça-feira (11). Alguns usuários dizem que o Blued e o Finka ainda podem ser utilizados se já estiverem baixados nos celulares.
A Apple confirmou nesta terça-feira a remoção. “Após uma ordem da Administração do Ciberespaço da China, removemos esses dois aplicativos apenas da loja chinesa”, disse um porta-voz da Apple à AFP. “Respeitamos as leis dos países em que operamos”, acrescentou.
Informações Metro1

A cantora Joelma revelou que foi diagnosticada pela décima vez com Covid-19. Em entrevista ao portal Gshow, a artista contou que precisou pausar a agenda de shows da turnê “Isso é Calypso Tour”, que celebra seus 30 anos de carreira, após contrair novamente a doença no mês passado.
“Peguei dez [vezes] Covid. Mês passado, acabei de pegar outra, mas com Covid já sei lidar e estou bem. Voltei a treinar, estou com a energia no topo de novo, Deus me deu mais uma chance de vida. Só tenho a agradecer”, declarou.
Totalmente recuperada, Joelma relembrou o período mais delicado que enfrentou em 2023, quando chegou a ser internada três vezes por conta de complicações causadas pela doença.
“Quando veio o Covid, estava na minha melhor forma física. Pensei que ia ser de leve. De leve? Quase que eu vou! Foi sério, internei três vezes, foi bem difícil, pensei que não ia voltar a cantar, mas a chave virou”, relembrou.
Informações Bahia.ba

O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP)afirmou nesta terça-feira, 12, que é “mentirosa e desonesta” a interpretação de que o novo substitutivo do projeto de combate a facções criminosas retira a competência da Polícia Federal (PF) para investigar crimes ligados a essas organizações.
Segundo o parlamentar, em fala no Twitter/X, o texto apenas “normatiza o que já ocorre na prática”, conforme determina a Constituição Federal. Derrite argumentou principalmente que as investigações sobre facções, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), têm a condução, em regra, das polícias civis dos Estados, sob o controle dos Ministérios Públicos estaduais e com julgamento pela Justiça estadual.
O deputado destacou que a PF já atua em casos de competência federal, como tráfico internacional, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Acrescentou que o substitutivo não muda esse contexto. “Meu texto não alterava em nada essa lógica. Apenas deixava claro que tudo seria como já é hoje.”
De acordo com Derrite, a redação original do projeto buscava evitar que as polícias estaduais perdessem sua competência investigativa, uma vez que a proposta estava vinculada à Lei Antiterrorismo, de natureza federal. “Se colocássemos o PCC e o Comando Vermelho dentro dessa lei, as polícias civis não poderiam mais investigar essas facções”.
O deputado criticou o que chamou de “narrativa maldosa” criada por opositores, segundo ele, interessados em enfraquecer uma legislação mais rigorosa contra o crime organizado. Derrite afirmou que o novo texto, revisado depois de críticas, “não traz sequer uma citação à Polícia Federal”, e que as competências das forças policiais permanecem conforme previsto na Constituição e no Código de Processo Penal.
O parlamentar acrescentou que o projeto estabelece punições mais severas a líderes de organizações criminosas, com penas que podem chegar a 60 anos de prisão, além de restrições como a proibição de visitas íntimas e comunicação reservada. “É hora de descer do palanque e atender o grito de socorro da população. Continuamos em busca de um texto sólido, suprapartidário e que seja efetivamente um marco de combate ao crime organizado no Brasil”.
Informações Revista Oeste

Foto: divulgação
A atuação da Procuradoria Geral do Estado da Bahia (PGE-BA), por meio da Procuradoria Judicial (PJ), foi decisiva para a homologação de um acordo judicial que encerrou uma ação movida pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Área Agrícola do Estado da Bahia (Sintagri) contra o Estado. A conciliação, homologada pelo Centro Judiciário de Conciliação de 1º Grau (Cejusc 1) do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA), na última sexta-feira (7), beneficiará 1.192 trabalhadores e representou uma economia de aproximadamente R$ 7 milhões aos cofres públicos.
O acordo foi formalizado durante audiência conduzida pela juíza coordenadora do Cejusc 1, Mônica Sapucaia, com apoio da equipe do Centro, em especial da diretora da unidade, Cássia Pina, e ocorreu no encerramento da XX Semana Nacional da Conciliação. O ato contou com a presença da presidente do TRT-BA, desembargadora Ivana Magaldi, e do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Lélio Bentes Corrêa.
O processo, iniciado em 2018, encontrava-se em fase de liquidação e, com a conciliação, permitirá o reconhecimento e pagamento individualizado dos créditos aos substituídos mediante assinatura de termo de adesão. “As partes escolheram a mediação como caminho para resgatar a efetividade do título judicial. A transparência, o equilíbrio e o diálogo entre a advocacia sindical e a advocacia pública foram fundamentais para o sucesso da mediação”, destacou a magistrada Mônica Sapucaia, ressaltando o fortalecimento da cooperação técnica entre o Estado da Bahia e o TRT-BA, firmada em dezembro de 2024.
Representando o Estado da Bahia, participaram da audiência o procurador chefe da Procuradoria Judicial, Ronaldo Nunes Ferreira, e o procurador assistente do Núcleo Trabalhista, Frederico Valverde Oliveira. O procurador Ronaldo Nunes enfatizou o compromisso da PGE-BA com a construção de soluções jurídicas que conciliem segurança, eficiência e responsabilidade fiscal:
“Este acordo é fruto do diálogo institucional e da busca constante por soluções que garantam justiça aos servidores e racionalidade na gestão dos recursos públicos. A conciliação demonstra o papel estratégico da PGE-BA na defesa do interesse público e na promoção de uma cultura de pacificação e eficiência dentro do Estado”, afirmou.
O acordo foi celebrado em cerimônia realizada no gabinete da Presidência do TRT-BA e simboliza não apenas o encerramento de uma demanda complexa, mas também um avanço concreto na gestão estratégica e colaborativa das políticas públicas, reforçando o protagonismo da PGE-BA no cenário jurídico e institucional da Bahia.
Com informações da assessoria de Comunicação

Foto: divulgação
A Bahia está pronta para sediar a maior feira agropecuária do Norte e Nordeste. Entre os dias 29 de novembro e 7 de dezembro, o Parque de Exposições de Salvador se transformará no grande ponto de encontro do agronegócio com a realização da Fenagro 2025 – Feira Internacional da Agropecuária da Bahia.
Promovida pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), e realizada pelo Grupo A Tarde, com produção da On Line Entretenimento, a Fenagro chega unindo tradição, inovação e tecnologia, aproximando o campo da cidade e celebrando a força da agropecuária baiana.
De acordo com o secretário da Seagri, Pablo Barrozo, o evento tem como propósito valorizar o trabalho de quem vive da terra, fomentar negócios e difundir conhecimento. “Ao trazer para a capital um pouco das riquezas do campo e da agricultura, a feira aproxima o público urbano do mundo rural e reforça o papel do agro na economia e na cultura baiana. A Fenagro mostra o que a Bahia tem de mais forte no campo: um setor produtivo em crescimento, com inovação e sustentabilidade caminhando juntas”, destaca Barrozo.
Com expectativa de superar todos os recordes das edições anteriores, a Fenagro 2025 deve receber mais de 200 mil visitantes e movimentar cerca de R$ 120 milhões em negócios, entre vendas de máquinas, animais, insumos e contratos de parceria. “Teremos nove dias de intensa programação, oportunidades e troca de experiências, reafirmando o papel da feira como uma das mais importantes vitrines do agronegócio brasileiro”, complementa o secretário.
Este ano, a feira contará com 600 expositores de 12 estados, reforçando seu caráter nacional, e mais de 3 mil animais em exposição, entre bovinos, equinos, caprinos e ovinos. O Pavilhão do Governo reunirá mais de 40 órgãos estaduais e federais, oferecendo serviços, capacitação e atendimento ao público. A programação técnica incluirá ainda cursos, palestras e painéis voltados para os setores da agricultura, pesca e pecuária.
Pavilhão do Governo: conhecimento e inovação
No Pavilhão do Governo, o público poderá conhecer de perto os avanços e potencialidades de setores estratégicos da cadeia produtiva, como chocolate, sisal, leite, grãos, carne, mel, citrus, pesca e florestas plantadas. A programação inclui palestras e oficinas práticas voltadas à capacitação e ao estímulo de novos negócios.
Os visitantes poderão acompanhar desde o processamento do cacau até a produção do chocolate, as inovações na pecuária leiteira, além de técnicas modernas de cultivo e manejo sustentável de florestas.
Espaços interativos e experiências únicas
Entre os espaços mais visitados está o Museu de Anatomia Animal, uma exposição itinerante com modelos em tamanho real de animais, preparados com alta qualidade para fins educativos e científicos. A atração é uma iniciativa da Sociedade Baiana de Medicina Veterinária, em parceria com a Ufba, Unime e Unifacs.
Outro destaque é a Cozinha Show, onde chefs e cozinheiros convidados transformam ingredientes da agricultura familiar em pratos típicos e inovadores, preparados ao vivo diante do público. Mais que uma vitrine gastronômica, o espaço celebra o trabalho dos produtores rurais e revela a potência dos alimentos locais, entre aromas, histórias e receitas que traduzem a identidade da Bahia.
Com informações da assessoria de Comunicação

Foto: divulgação
A partir do dia 13 de novembro o Museu Casa do Sertão da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) vai ser cenário para o projeto Cenas Urbanas, que apresenta a primeira exposição itinerante com o tema “A Cultura do Vaqueiro no Portal do Sertão”. Possibilitar uma imersão no universo simbólico de uma das figuras mais emblemáticas da cultura nordestina é o objetivo principal do projeto.
A exposição reúne imagens que registram o cotidiano, os gestos e as expressões de quem mantém viva a tradição vaqueira. “Precisamos valorizar mais aquilo que nos pertence. Não devemos nos esquecer de que o vaqueiro foi e é o grande símbolo do sertanejo guerreiro. Acredito que o público vá se identificar com as imagens selecionadas para a exposição”, diz Gutemberg Suzarte, fotógrafo.
Em Feira de Santana — cidade que nasceu das antigas feiras de gado e do encontro entre o sertão e o litoral –, o vaqueiro é mais do que um personagem histórico: é um elemento estruturante da economia e da identidade cultural. “O tema escolhido para a primeira edição do Cenas Urbanas remete à origem da urbe sertaneja no século XVIII e à forma como essa influência permanece na atualidade. As fotografias representam aspectos da tradição, cultura e estilo de vida do sertanejo, um patrimônio imaterial do Estado da Bahia reconhecido desde 2011. Figura importante no desenvolvimento de Feira de Santana”, explica Danielle Rodrigues, produtora executiva.
Como parte da programação, será realizado no dia 13 de novembro, das 9h às 17h30, o workshop “A psicogeografia como extensão poética do espaço fotográfico”. Os participantes receberão certificado de 8 horas e a atividade vai acontecer no Museu Casa do Sertão. —
Com informações da assessoria de Comunicação
O clima natalino já começou a tomar conta de Feira de Santana. Na manhã desta quarta-feira (12), o Paço Municipal foi palco da coletiva de imprensa que marcou o lançamento oficial do Natal Encantado 2025, um dos eventos mais tradicionais e aguardados da cidade. Antes do início da coletiva, um grupo de Música e Teatro encantou o público com uma apresentação especial ao som de clássicos natalinos, dando o tom de emoção que vai marcar toda a programação.

O prefeito José Ronaldo de Carvalho anunciou as atrações que se apresentarão entre os dias 11 e 21 de dezembro, em dois fins de semana consecutivos, de quinta a domingo, formato que, segundo ele, vai facilitar a participação das famílias.
“Nos natais anteriores, a festa começava na terça e ia até o domingo. Agora serão dois finais de semana, o que permite mais pessoas comparecerem à praça, já que muitos trabalham durante a semana. É uma festa voltada para a família, com músicas tranquilas e artistas que agradam diferentes gerações”, destacou o prefeito.
A abertura do Natal Encantado será no dia 11 de dezembro, com apresentação da Orquestra Neojiba. Ao longo dos dias, nomes consagrados da música brasileira e artistas locais se revezarão no palco, incluindo Thathi canta Rita Lee, Baby do Brasil, Filhos de Jorge, Jorge Vercillo & Sandra Sá, Rosana, Ana Carolina, entre outros.
O secretário de Cultura, Cristiano Lôbo, ressaltou que o evento promete movimentar a economia local e atrair visitantes de toda a região.
“Estamos preparando uma festa grandiosa, com atrações de expressão nacional e também artistas da cidade. Além de promover cultura, o Natal Encantado estimula o comércio e o turismo, aquecendo a economia e oferecendo lazer de qualidade para todas as idades”, afirmou.
A programação vai até o dia 21 de dezembro, com o show da cantora Ana Carolina encerrando a edição 2025 do Natal Encantado.
*Rotativo News
Fotos: Rafael Marques

A megaoperação policial no Rio de Janeiro reacendeu o debate sobre segurança pública no país e derrubou a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (12), a desaprovação ao governo do petista passou de 49% para 50%, enquanto a aprovação recuou de 48% para 47%.
A Quaest entrevistou presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de novembro. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi realizado em meio à repercussão da megaoperação no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos, tornando-se a mais letal da história do estado, e reacendeu o debate sobre a política de segurança pública.
A ação policial contou com ampla aprovação popular: segundo a Quaest, 67% dos brasileiros disseram aprovar a operação, enquanto 25% a desaprovam. O apoio às ações policiais e a intensificação do debate sobre segurança vieram acompanhados de uma piora na avaliação do governo. A parcela que considera a gestão de Lula positiva caiu de 33% para 31%, enquanto a avaliação negativa oscilou de 37% para 38%.
As declarações de Lula sobre o tema já vinham enfrentando ampla rejeição antes mesmo da operação. Durante viagem à Malásia, quando se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o petista afirmou que “os traficantes também são vítimas dos usuários”. Segundo a Quaest, 81% dos brasileiros discordam dessa frase, enquanto apenas 14% concordam e 5% não souberam responder.
Na sequência, no último dia 4 de novembro, o presidente voltou a tratar do tema e classificou como “desastrosa” a ação da polícia no Rio. A nova fala também foi mal recebida pela maioria da população. De acordo com a Quaest, 57% dos brasileiros discordam da afirmação de Lula, enquanto 38% concordam e 5% não souberam responder.
O desgaste do governo ocorre em um momento em que a segurança pública voltou a ocupar o centro das preocupações dos brasileiros. A violência é citada por 38% dos entrevistados como o principal problema do país, uma alta em relação a outubro, quando o índice era de 30%.
*AE
Foto: EFE/Andre Borges

Em meio ao debate sobre o PL Antifacção e à repercussão da megaoperação policial no Rio de Janeiro, os brasileiros defendem medidas mais duras na área de segurança pública. De acordo com pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (12), 88% dos entrevistados afirmam que as penas deveriam ser mais altas, enquanto 73% defendem que organizações criminosas sejam classificadas como terroristas, principal ponto de divergência entre base governista e oposição.
A Quaest entrevistou presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de novembro. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
A pesquisa mostra que o desejo por medidas mais duras é amplo. 65% dos brasileiros defendem retirar o direito de visita íntima de presos ligados a facções, e 60% apoiam a PEC da Segurança Pública, uma das principais apostas do governo Lula. A proposta busca ampliar o papel do governo federal na formulação de políticas da área, mas enfrenta resistência de governadores. Já 52% dos entrevistados defendem que a responsabilidade pela segurança pública passe ao governo federal.
A população, no entanto, se divide sobre permitir que cada Estado tenha sua própria legislação sobre segurança (46% a favor e 48% contra). A facilitação do acesso a armas de fogo, por sua vez, é amplamente rejeitada: 70% são contra e apenas 26% a favor.
A megaoperação policial no Rio politizou o debate sobre segurança pública e antecipou o calendário eleitoral. Além da PEC da Segurança, o Planalto aposta no PL Antifacção, enviado à Câmara em 31 de outubro, para endurecer a legislação contra o crime organizado. O texto está sob relatoria do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), que se licenciou do cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo, na gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Derrite vinha sendo criticado após propor equiparar as condutas de facções criminosas às de grupos terroristas. A iniciativa, porém, encontra respaldo na opinião pública. Segundo a pesquisa, 73% dos brasileiros concordam que organizações criminosas deveriam ser tratadas como terroristas.
Nesta terça (11), porém, Derrite apresentou uma nova versão do texto e afirmou que não vai mais equiparar diretamente os crimes cometidos por facções aos de grupos terroristas. Houve também recuo em relação ao papel da Polícia Federal: o texto inicial reduzia o protagonismo da corporação no combate ao crime organizado, mas a nova versão mantém sua competência plena, sem restrições.
A pesquisa perguntou ainda quais medidas seriam mais eficazes para reduzir a violência. Em primeiro lugar aparece o endurecimento das leis, citado por 46% dos brasileiros, que defendem penas maiores, legislação mais rígida e que a Justiça deixe de soltar criminosos. Em segundo lugar vêm as ações voltadas à prevenção, como educação, oportunidades e políticas sociais, mencionadas por 27% dos entrevistados.
A violência é citada por 38% dos entrevistados como o principal problema do país. Não por acaso, governadores como Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro; Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; e Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo criaram o chamado “Consórcio da Paz” para coordenar ações estaduais.
A iniciativa divide a opinião pública: 47% avaliam que se trata de uma ação política, enquanto 46% acreditam que o consórcio pode ajudar a reduzir a violência.
O levantamento foi realizado em meio à repercussão da megaoperação no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos e reacendeu o debate sobre a política de segurança pública. A ação contou com ampla aprovação popular: segundo a Quaest, 67% dos brasileiros disseram aprovar a operação, enquanto 25% a desaprovam e 8% não opinaram.
*AE
Foto: EFE/ Antonio Lacerda