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Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

As irmãs gêmeas Juliana e Juliê Castro, de 39 anos, registraram em cartório uma denúncia de fraude nas Eleições 2020 em Feira de Santana na qual as duas alegam que foram usadas, sem nenhum conhecimento prévio, como ”candidatas laranjas” ao cargo de vereadoras.

As mesmas relataram ao advogado Bender Nascimento, que foram convidadas a apresentar uma documentação para se filiar ao partido Patriota, no entanto, em nenhum momento elas cogitaram candidatar-se a um cargo eletivo.

Ao Acorda Cidade, o advogado declarou, nesta quinta-feira (4), que as duas afirmaram não terem recebido nenhum dinheiro e que não promoveram campanhas políticas ou qualquer ato como candidatas.

Ele disse ainda que as duas irmãs ficaram sabendo de suas candidaturas próximo ao dia da votação, quando passaram a receber mensagens e ligações parabenizando-as. Surpresas, as irmãs inicialmente acharam tratar-se de uma brincadeira, porém, ao perceberem que havia algo de errado retornaram as ligações e mensagens e pediram que não votassem nelas, pois não eram candidatas.

“As minhas constituintes, Juliana e Juliê, me procuraram com o fito de proceder uma defesa no âmbito eleitoral, a qual nós fizemos e encaminhamos ao crivo do poder eleitoral da nossa cidade, e em síntese, a situação que elas narraram perante a mim foi a seguinte. Foram procuradas por uma pessoa de prenome Jane com o fito tão somente de realizar uma inscrição no partido Patriota, o que foi feito. Elas ainda questionaram qual a finalidade daquilo, mas teve como resposta, segundo as mesmas, que era apenas para compor uma chapa e que seria uma situação tranquila – motivo pelo qual, aliada a confiança a essa pessoa, elas forneceram toda a documentação para fazer a inscrição partidária. Entretanto, dias antes das eleições municipais, elas foram surpreendidas com várias ligações e mensagens parabenizando-as pois estavam a concorrer nas eleições para vereadores em Feira de Santana”, relatou Bender Nascimento ao Acorda Cidade.

Conforme o advogado, diante da indignação e preocupação com o que estava ocorrendo, as duas mulheres não foram às urnas no dia das eleições, deixando desta forma de votarem em si mesmas ou em outros candidatos. Ainda assim, cada uma teve um voto computado.

Foto: Reprodução/TSE

Candidaturas laranjas

Denomina-se candidaturas laranjas o uso de nomes pessoas em candidaturas apenas para cumprir a cota, um dos efeitos colaterais da determinação de reserva de vagas e de Fundo Eleitoral para fomentar a participação política de mulheres. Segundo a Lei das Eleições, no mínimo 30% das candidatas devem ser mulheres.

De acordo com o Ministério Público Federal na Bahia “para o TSE (Recurso Especial Eleitoral nº 1-49/PI), lançar candidaturas fictícias apenas para atender os patamares exigidos pela legislação eleitoral e oferecer valores e vantagens para a renúncia de candidatas são situações que compõem o conceito de fraude previsto na Constituição. De acordo com o Código Eleitoral, as “candidaturas laranjas” configuram, ainda, o crime de falsidade ideológica eleitoral.”.

Ministério Público Federal diz ainda que “caso sejam comprovadas fraudes, além de denunciar os responsáveis pelo crime de falsidade ideológica eleitoral, os membros do MP Eleitoral podem propor ação de investigação eleitoral e de impugnação do mandato eletivo contra os candidatos homens da legenda partidária que se beneficiaram com a ilegalidade. Segundo o Genafe, a impugnação não deve se estender às mulheres eleitas, visto que a fraude não influenciou suas candidaturas.”

Informações Acorda Cidade


Gerson acusou jogador do Bahia de ofensa racista Foto: Flamengo/Alexandre Vidal

Nesta quinta-feira (4), a Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou o jogador Ramirez, do Bahia, por injúria racial contra Gerson, do Flamengo. O episódio ocorreu em dezembro do ano passado após uma partida entre as duas equipes no Maracanã.

Na ocasião, Gerson relatou, durante uma entrevista após o jogo, que ouviu Ramirez dizer: “Cala a boca, negro”.

– Tenho vários jogos pelo profissional e nunca vim na imprensa falar nada, porque nunca tinha sofrido preconceito nem sido vítima nenhuma vez. O Ramirez, quando tomamos […] o segundo gol, o Bruno fingiu que ia chutar a bola, e ele [Ramirez] reclamou com o Bruno. Eu fui falar com ele [Ramirez], e ele falou bem assim para mim: “Cala a boca, negro”. Eu nunca falei nada disso, porque nunca sofri. Mas isso aí eu não aceito – destacou Gerson.

Em nota divulgada nesta quinta, a Polícia Civil informou que “o conjunto probatório coligido em sede policial corroborou toda a dinâmica do fato e versão da vítima, desde o momento que disse ter sofrido a agressão injuriosa por preconceito até seu comportamento após o término da partida”.

O inquérito será enviado para o Ministério Público, que decidirá se apresenta a denúncia.


Presidente compartilhou um vídeo do momento em suas redes sociais

Presidente Jair Bolsonaro mandou um recado à Globo Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira (4), ao chegar em Cascavel (PR) para a inauguração do Centro Nacional de Treinamento de Atletismo (CNTA), o presidente Jair Bolsonaro decidiu mandar um recado à TV Globo. Ele ergueu um cartaz com a frase “Globo Lixo” e a mostrou para apoiadores que estavam no aeroporto.

O momento foi compartilhado por Bolsonaro em suas redes sociais, onde também aparece levantando uma caixa de leite condensado, em referência à “polêmica” sobre a compra desse alimento por parte do governo federal.

A imagem foi compartilhada pelo senador Flavio Bolsonaro em suas redes sociais. Ele chamou seu pai “uma lenda”.

Informações Pleno News


Pauta é prioridade para o país, diz presidente do Senado

Brasília - O deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG) é eleito presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou nesta quinta-feira (4) que a reforma tributária deve ser aprovada entre agosto e outubro deste ano. Na avaliação do congressista, a pauta “é uma prioridade para o país”.

Segundo Pacheco, a comissão mista criada no ano passado para discutir a reforma retomará as atividades. Os presidentes das duas Casas Legislativas ainda precisam definir se a proposta começa a tramitar pelo Senado ou pela Câmara dos Deputados.

“A comissão concluirá seu trabalho até o final de fevereiro, com a apresentação do parecer do deputado Aguinaldo Ribeiro [PP-PB], ouvindo os demais membros, que poderão sugerir acréscimos, supressões e críticas ao parecer. Na sequência, a reforma tributária se iniciará por uma das casas legislativas”, disse o senador. 

Pacheco reuniu-se na manhã de hoje com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o relator da comissão mista que analisa a reforma tributária, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), e o deputado Aguinaldo Ribeiro.

“É um amadurecimento que vamos fazer com o presidente Arthur Lira. Temos uma previsão de que, em seis a oito meses, possamos ter concluído a reforma tributária tanto no Senado quanto na Câmara”, afirmou.

Lira disse que Câmara e Senado trabalharão juntos para que as reformas tenham discussões claras e transparentes. “Não vai haver briga por protagonismo entre Câmara e Senado com relação a essas reformas. Elas têm que andar constitucionalmente nas duas Casas. Pouco importará se começará em uma ou se findará em outra”, destacou.

Propostas

A comissão mista da reforma tributária discute duas propostas de emenda à Constituição: a PEC 45/2019 e a PEC 110/2019.

Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, as propostas sãosemelhantes em seus objetivos, mas diferentes no conteúdo – abrangência, prazos de transição e grau de autonomia de União, estados e municípios de fixarem alíquotas de impostos, taxas e contribuição.

Pacheco anunciou ainda que a Comissão Mista de Orçamento (CMO) deve ser instalada na próxima terça-feira (9), se houver acordo entre os líderes partidários de Câmara e Senado. 

Um impasse entre líderes de partidos na Câmara dos Deputados impediu a instalação do colegiado no ano passado.as duas Casas ainda precisam definir se a proposta começa a tramitar pelo Senado ou pela Câmara.

Informações Agência Brasil


Foto: Washington Nery

Nas últimas 24h, Feira de Santana registrou mais 45 pacientes recuperados da Covid-19 e atingiu a marca de 22.155 curados da doença desde o início da epidemia, índice que representa 94,3% dos casos confirmados. Enquanto isso, 85 exames foram negativos e 72 positivos.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 51 pacientes internados no município e 909 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. O informativo também confirma mais três mortes. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta quinta-feira (04).

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana
NÚMEROS DESTA QUINTA-FEIRA
04 de fevereiro de 2021

Casos confirmados no dia: 72
Pacientes recuperados no dia: 45
Resultados negativos no dia: 85
Total de pacientes hospitalizados no município: 51
Óbitos comunicados no dia: 3
Datas dos óbitos: 18/01, 03/02 e 03/02

A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 909
Total de casos confirmados no município: 23.491 (Período de 06 de março de 2020 a 04 de fevereiro de 2021)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 858
Total de recuperados no município: 22.155
Total de exames negativos: 33.369 (Período de 06 de março de 2020 a 04 de fevereiro de 2021)
Aguardando resultado do exame: 365
Total de óbitos: 427

INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS

Total de testes rápidos realizados: 21.147 (Período de 06 de março de 2020 a 04 de fevereiro de 2021)
Resultado positivo: 3.764 (Período de 06 de março de 2020 a 04 de fevereiro de 2021)
Em isolamento domiciliar: 10
Resultado negativo: 17.383 (Período de 06 de março de 2020 a 04 de fevereiro de 2021)

O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).

Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana


Foto: Reprodução

É extremamente normal que alguns segurados questionem a negação da aposentadoria por parte do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mesmo tendo cumprido o requisito do tempo necessário para adquirir o benefício. 

No entanto, também é preciso se atentar quanto ao extrato de contribuições por meio do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) do cliente, no qual é possível identificar que as últimas contribuições realizadas foram como Microempreendedor Individual (MEI).

Muitos contribuintes costumam recorrer a este modelo de contribuição, por ela ser “mais barata” em alguns casos.

Mas é como diz o ditado: “o barato sai caro”!

Isso porque, em regra, a contribuição feita como MEI, dá direito apenas a aposentadoria por idade, bem como a benefícios por incapacidade, ambos no valor de um salário mínimo vigente. 

Assim, para adquirir o direito à aposentadoria por tempo de contribuição, é necessário complementar a contribuição como MEI.

MEI

O trabalhador autônomo que trabalha por conta própria e que deseja formalizar a situação, pode optar por se tornar um Microempreendedor Individual (MEI), modalidade criada justamente para casos como esse. 

Entre as várias vantagens do MEI, está a possibilidade de realizar contribuiçõesjunto ao INSS, contudo o que muitas pessoas não sabem é que, a contribuição como MEI dá direito apenas à aposentadoria por idade e benefícios por incapacidade, conforme mencionado. 

Sendo assim, o tempo de contribuiçãopode ser agregado ao cálculo para a concessão da aposentadoria por idade, bem como para o cumprimento da carência por auxílio-doença, salário-maternidade e aposentadoria por invalidez, desde que sejam devidamente recolhidos. 

Para isso, basta seguir a regra básica previdenciária, a qual dispõe que para qualquer tipo de aposentadoria por tempo de contribuição, o segurado precisa ter contribuído por um determinado tempo diante do percentual de 20% entre o salário mínimo e o teto previdenciário. 

No entanto, quando o segurado se oficializa como MEI e opta por realizar as contribuições perante este regime empresarial, ele poderá escolher entre duas alternativas, sendo a primeira que não terá a aposentadoria por tempo de contribuição, e a segunda que ov alor máximo dos benefícios previdenciários obtidos não poderão ultrapassar a marca de um salário mínimo vigente. 

O que fazer?

Para obter mais vantagens como MEI, é possível complementar a contribuição como MEI, atitude que pode ser feita mediante o pagamento da Guia da Previdência Social (GPS) através do código 1910 (complementação mensal), permitindo o acréscimo de qualquer valor.

É importante ressaltar que o valor da contribuição deve coincidir com o faturamento, no intuito de evitar problemas fiscais.

Se o contribuinte tiver o interesse de efetuar o pagamento com base no teto, basta realizar o cálculo de 20% sobre o teto da Previdência Social, que em 2021 é de R$ 6.433,57 e posteriormente, subtrair 5% do salário mínimo que já está sendo pago pela GFIP do MEI. 

Demais contribuições

Contribuinte Individual

São todos aqueles que trabalham por conta própria de forma autônoma, ou aqueles que prestam serviços eventualmente a empresas sem firmar nenhum vínculo empregatício. 

Neste caso, a alíquota de 20% sobre o salário de contribuição, pode ser do salário mínimo ao teto previdenciário, conforme a renda auferida. 

Contribuinte Facultativo

São todas aquelas pessoas que não possuem renda própria, mas que decidiram contribuir para a Previdência Social.

Neste caso, a alíquota será de 20% sobre o salário de contribuição, que pode ir desde o salário mínimo ao teto previdenciário. 

Código de contribuição – 1406 – Facultativo – Mensal

Planos simplificados de contribuição (também não possuem direito à aposentadoria por tempo de contribuição).

Alíquota de 11% sobre o salário mínimo.

Poderá contribuir neste plano apenas o Contribuinte Individual e o Facultativo que não prestem serviços e nem possuam relação de emprego com Pessoa Jurídica.

Código de contribuição 1163 – Contribuinte Individual – Mensal;

Código de contribuição 1473 – Facultativo – Mensal.

Dica Extra do Jornal Contábil: Compreenda e realize os procedimentos do INSS para usufruir dos benefícios da previdência social. 

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Informações Jornal Contábil


Sutton Hoo
O capacete de Sutton Hoo foi um dos tesouros descobertos, que se encontra hoje no British Museum em Londres

Eles começaram ao nascer do dia. O homem mais forte da guarda do rei — com os músculos tensionados, roçando nas cordas ásperas — arrastou o pesado navio de madeira até a margem do rio.

Com o sol nascente dissipando lentamente a névoa fria da manhã, eles ergueram o barco pela planície até o pé da colina.

A multidão na encosta observava em silêncio enquanto eles se aproximavam do topo, e seguiam dali para o cemitério reservado para os descendentes reais do deus nórdico Odin.

Quando o navio foi introduzido na vala preparada para esse fim, eles depositaram os objetos que também seriam enterrados na câmara mortuária.

Logo, um monte de terra se ergueu acima dele. E lá permaneceu o navio, ancorado nas terras de East Anglia — até que, 13 séculos depois, na véspera da Segunda Guerra Mundial, um homem chamado Basil Brown o encontrou.

A incrível descoberta chamada de “Tutancâmon britânico”, é tema do filme A Escavação, o novo longa da Netflix que é uma adaptação do romance homônimo de John Preston.

Seus protagonistas, Ralph Fiennes e Carey Mulligan, interpretam respectivamente o arqueólogo autodidata Brown e Edith Pretty, viúva que o contratou para escavar a misteriosa topografia de sua propriedade em Sutton Hoo, com vista para o rio Deben, em Suffolk, no Reino Unido.

Pretty, interessada no espiritismo, teve um pressentimento em relação àqueles montes de terra. Ela acreditava que eram de origem Viking.

Certa vez, um hóspede viu uma figura fantasmagórica entre eles e havia antigas lendas locais sobre tesouros enterrados.

Sutton Hoo, conforme é representado no filme 'A Escavação'
As escavações de Sutton Hoo foram recriadas em Godalming, em Surrey

Um arqueólogo independente

Brown era um nativo de Suffolk que abandonou a escola aos 12 anos. Ele havia sido trabalhador agrícola e corretor de seguros, mas também aprendera vários idiomas, astronomia e arqueologia por conta própria.

Isso o levou a ser contratado como arqueólogo pelo Museu de Ipswich, que por sua vez recomendou que Pretty o contratasse.

Ele começou a escavação dos montes de terra menores em junho de 1938 e encontrou evidências de que haviam sido atacados por ladrões de túmulos. Mas também achou um disco de bronze que sugeria que podiam ser anteriores à Era Viking.

Quando começou a escavar o monte maior, no verão de 1939, quando começava a se formar a tempestade da guerra, ele encontrou fragmentos de ferro que identificou como rebites de um barco.

E foi então que ele descobriu uma embarcação impressionante de 27,4 metros, grande o suficiente para acomodar até 20 remadores de cada lado.

A madeira havia se dissolvido no solo junto com os restos mortais, mas estava claro: era um navio fantasma com mais de mil anos.

Outros túmulos de embarcações foram descobertos, mas nenhuma deste tamanho.

Antes desta, a maior havia sido um barco Viking de 23,8 metros, encontrado na Noruega em 1880.

Devido a descobertas anteriores em outros lugares, Brown sabia que poderia haver artefatos homenageando os mortos, e em 14 de junho ele encontrou o que acreditava ser a câmara mortuária: uma estrutura de madeira semelhante a uma cabana, agora desintegrada, que havia sido construída no centro do navio.

Mas os responsáveis ​​pelo British Museum e pela Universidade de Cambridge, ambos no Reino Unido, já haviam se inteirado de sua grande descoberta e, poucos dias depois, se intrometeram.

Antes que pudesse explorar mais, Brown foi colocado de lado e relegado a tarefas básicas.

Os profissionais não podiam permitir que um homem local, um mero amador, se dedicasse a essa tarefa. Por que haveriam de deixar? O sujeito nem tinha diploma!

Eles levaram então uma equipe de arqueólogos e foi um deles, Peggy Piggott, que, em 21 de julho, apenas dois dias após sua chegada, encontrou a primeira peça de ouro.

Logo depois, encontrou outra. E, em pouco tempo, eles haviam descoberto um carregamento reluzente de mais de 250 objetos para os quais o termo “tesouro escondido” não seria suficiente para descrever.

Havia vasos para banquetes e chifres para beber. Joias elaboradas. Uma lira e um cetro, uma espada, pedras da Ásia, talheres de Bizâncio e moedas da França (que ajudaram a datar o tesouro).

Havia uma fivela de ouro gravada com serpentes e bestas entrelaçadas, uma peça tão extraordinária que o curador de antiguidades medievais do British Museum quase desmaiou ao vê-la.

Havia broches e cinturões de joias, um capacete maravilhoso ornamentado e uma máscara completa — o rosto assustador de algum herói antigo que parece espiar através dos séculos.

A descoberta de Brown literalmente reescreveu os livros de história.

A embarcação e seu conteúdo pertenciam à Idade Média, e a descoberta lançou luz sobre os quatro séculos entre a partida dos romanos e a chegada dos vikings, período sobre o qual se sabia muito pouco.

Os anglo-saxões que governaram os diferentes reinos da Inglaterra durante esse tempo foram considerados um povo rude e atrasado — quase primitivo —, mas havia objetos de grande beleza e acabamento primoroso.

Se tratava de uma sociedade que valorizava a perícia, o artesanato e a arte; e que negociava com a Europa e além.

E essas relíquias de uma civilização sofisticada e perdida apareceram justamente quando a nossa foi ameaçada de ser destruída pelos nazistas.

O líder dos arqueólogos fez um discurso aos visitantes do local e teve que gritar para ser ouvido em meio ao barulho de um Spitfire [avião de guerra].

Quando o escritor e jornalista John Preston descobriu que Piggott, sua tia, havia participado da escavação, ele pesquisou a história e logo percebeu que se tratava de um verdadeiro tesouro para um romancista. The Dig (“A escavação”, em tradução literal) foi publicado com grande sucesso em 2007.

O escritor Robert Harris classificou a obra como um “verdadeiro tesouro literário”, enquanto o autor Ian McEwan definiu o livro como “muito bom, absorvente, primorosamente original”.

A produtora Ellie Wood diz que quis fazer uma versão cinematográfica assim que leu o manuscrito do romance em 2006, antes mesmo de ele ser publicado.

“Era incrivelmente cinematográfico”, afirmou Wood à BBC Culture.

“À medida que o barco vai se revelando, o mesmo acontece com a vida interior das pessoas envolvidas, e isso que me pareceu tão poderoso e original. “

“Eu podia sentir as emoções profundas dos personagens, embora eles não fossem capazes de expressá-las. Todos esses sentimentos latentes eram mantidos sob controle devido à reserva britânica e à estrutura de classe social.”

Moira Buffini, cocriadora da série de TV Harlots, escreveu o roteiro.

“Ellie Wood me enviou o livro em 2011, eu li e imediatamente pensei: Tenho que escrever isso”, diz Buffini.

“Foi naquele instante. Você sabe que está diante de algo bom quando se sente assim em relação a um projeto. E isso não acontece com tanta frequência.”

“O livro me tocou profundamente. Eu me senti em carne viva quando terminei de ler. Acho que transmite a sensação de fragilidade de tudo, inclusive de nós mesmos.”

“Enquanto escrevia o roteiro, passei a pensar que o ato de abrir a terra — de cavar para desenterrar os mortos — abre de certa forma todos os que estão vivos.”

Ao longo dos anos, vários atores foram escalados para o filme, incluindo Cate Blanchett e, posteriormente, Nicole Kidman.

Ao que parece, Kidman precisou se retirar da produção devido a compromissos de trabalho, e Carey Mulligan a substituiu na última hora.

Wood diz que embora tenha demorado muito, sua determinação sempre foi a mesma.

“Acho que foi por causa da história de Basil Brown”, diz.

“Devido ao esnobismo intelectual e de classe, seu inestimável trabalho passou despercebido por muito tempo, e me parecia realmente importante que mais gente soubesse o que ele realizou.”

O nome de Brown não foi mencionado na exposição permanente dos tesouros de Sutton Hoo, no British Museum, em Londres, até relativamente pouco tempo atrás.

Mas embora sua contribuição crucial seja agora reconhecida, ainda há muitas questões que permanecem em aberto sobre o sepultamento do navio.

Era uma homenagem a quem? O principal candidato é Raedwald, um poderoso líder regional que morreu por volta de 624 e fazia parte de uma dinastia que afirmava ser descendente do deus nórdico Odin.

Ele foi o primeiro rei inglês a se converter ao cristianismo, embora ao mesmo tempo tivesse o cuidado de não aborrecer os deuses pagãos.

E qual era exatamente a natureza da embarcação? Era um navio de guerra?

Poderemos avaliar melhor quando o projeto de construção de uma réplica em tamanho real do barco se concretizar.

Isso vai nos dar uma ideia mais precisa, por exemplo, de como exatamente ele se comporta na água.

A companhia Sutton Hoo Ship pretende ter a embarcação construída e pronta para testes em três anos, e espera que o filme gere mais interesse em seu projeto.

O longa é discreto, mas poderosamente comovente, e apresenta atuações incríveis de Fiennes e Mulligan.

Durante uma entrevista coletiva recente sobre o filme, Fiennes explicou que leu o roteiro pela primeira vez em um voo e, quando terminou, “estava chorando”.

“Não sei muito bem por que, mas tem a ver com a integridade das pessoas que descobrem algo que de alguma forma representa sua nação.”

E as circunstâncias atuais fazem com que a representação de um mundo à beira do desastre ressoe de maneira que não era possível prever quando o projeto começou.

“Me pergunto se todos nós agora temos uma noção mais presente de nossa própria mortalidade, de nossa insignificância no grande esquema das coisas”, diz Buffini.

“Mas acho que há algo de muito esperançoso na ideia de que somos elos de uma cadeia humana ininterrupta.”

“Dei a Basil a seguinte fala: ‘Desde a primeira marca de mão na parede de uma caverna, somos parte de algo contínuo’.”


Informações Yahoo Brasil


Foto: Divulgação

Feira de Santana tem cumprido anualmente todas as exigências

Os laudos de Segurança, Pânico e Incêndio e de Vigilância Sanitária e Engenharia do Estádio Alberto Oliveira, o Joia da Princesa, já foram entregues à Federação Baiana de Futebol (FBF). Todos eles estão aprovados. 

“Trabalhamos na condução de todas as exigências para emissão dos laudos, que é trabalhoso devido a quantidade de demandas”, informou o diretor de Esportes da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Emerson Brito.

Todos os anos, a FBF exige que as prefeituras municipais entreguem laudos comprovando que os estádios possuem condições de sediar jogos profissionais.

Feira de Santana tem cumprido anualmente todas as exigências e, os laudos de 2021, foram aprovados. Com isso, o Joia da Princesa já está liberado para que o Fluminense tenha mando de campo em jogos do Campeonato Baiano 2021.


Foto: Wevilly Monteiro

Cuidadores, familiares ou responsáveis de um idoso acima de 90 anos devem fazer agendamento prévio para garantir a dose do imunizante contra a Covid-19 a partir desta quinta-feira (04). O agendamento e a vacinação serão realizados nas 103 Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município.


Os responsáveis devem levar um documento de identificação com a foto do idoso e o comprovante de residência. Vale salientar que os idosos não precisam ir pessoalmente fazer o agendamento.


Idosos com dificuldade de locomoção poderão ser vacinados em domicilio. A observação poderá ser comunicada na hora do agendamento.

Confira o escalonamento da vacinação:

1- idosos de 95 anos ou mais começarão a ser vacinados amanhã (05);

2- Idosos 94 anos ou mais serão vacinados na segunda-feira;

3- Idosos de 93 anos ou mais serão vacinados na terça-feira;

4- Idosos de 92 anos ou mais serão vacinados na quarta-feira;

5- Idosos de 91 anos ou mais serão vacinados na quinta-feira;

6- Idosos de 90 anos ou mais serão vacinados na sexta-feira.



Por Bituca Von Wittgeinstein

Como faz tempo que eu não escrevo, já que os ganchos do Face não me permitem mais e como a noite de ontem foi emblemática por conta da vitória do governo nas eleições dos presidentes das duas casas legislativas, eu decidi voltar às raízes e fazer um textão.
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Ontem, após o resultado das votações, muita gente veio me perguntar como eu acertei os resultados quase que na mosca (inclusive, os placares), mesmo tendo feito as minhas análises há uns três meses para a Câmara e há mais de um mês para o Senado. Além disso, muita gente veio me perguntar se eu não estaria preocupado com os presidentes eleitos e se eles seriam fiéis ao presidente.
.
Bom, diante disso, serve este texto para mostrar para vocês como se faz uma análise de jogo político e, ao final, passo as minhas impressões acerca da fidelidade, ou não, dos eleitos.
.
Pois bem. Como eu já disse aqui mais de um milhão de vezes, apesar do grande crescimento do interesse da população em geral em relação aos desdobramentos políticos, analisar cenário político é uma ciência e, acredite, das mais difíceis. De forma bem resumida, se você quiser aumentar as suas chances de acertar (óbvio que sempre poderá errar), é necessário seguir um passo a passo que, basicamente, compreende 4 etapas:
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(i) esqueça qualquer tipo de vaidade – você tem que analisar as coisas não para mostrar que é o fodão ou que sabe tudo, mas sim para ajudar as pessoas a entenderem como o jogo é jogado e, assim, humildemente, voltar atrás quando necessário e saber sempre que há elementos que você ainda não teve acesso – ng sabe tudo;
.
(ii) desconecte-se de ABSOUTAMENTE todos os canais de mídia e opiniões de supostos especialistas – você verá que a mídia está lá apenas para turvar sua visão e os tais “especialistas”, na verdade, não sabem porra nenhuma (nunca sabem);
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(iii) nunca analise fatos isolados e sim uma sequência de fatos – Política é filme e não foto; e
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(iv) se necessário, ajuste as expectativas – na Política, o imponderável (morte, escândalo, etc) sempre está presente e, portanto, temos que ter a humildade de reconhecer que podemos ter que alterar o curso da análise, bem como reconhecer que, às vezes, faltam subsídios para estampar uma opinião (é um pouco do que eu disse no item (i), mas vale o destaque).
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Tendo isso em mente, vou explicar como eu sabia que o presidente iria emplacar os presidentes da Câmara e do Senado. Confesso que o movimento do Senado foi mais difícil de ler, mas é por conta de particularidades daquela casa que eu falo no momento adequado.
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Como eu já escrevi antes e eu fui debochado por muita gente que achava que eu estava inventando coisas ou que era otimista demais, não foi o governo que se aproximou do Centrão, mas sim o contrário. Se me permitem, vou fazer um breve histórico de como era para ser o governo JB antes da pandemia e como tem que ser agora, durante a pandemia e logo após o seu fim.
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JB foi eleito prometendo mudar o jeito de governar. Sempre atacou a cooptação derivada do presidencialismo de coalisão, que, na prática, significa comprar apoio dos parlamentares com verbas e cargos. Nesse sentido, vale lembrar que a CF foi desenhada por parlamentaristas e, assim, muito poder foi dado ao Legislativo. Para melhorar, ainda, o aparelhamento do Judiciário que ocorreu nos anos de PT, enquanto dormíamos, fez com que o poder do Executivo fosse completamente esvaziado. Dessa forma, para se governar no Brasil, criou-se uma arapuca que é a necessidade de se governar com o Congresso ou, simplesmente, não governar de jeito algum (Collor e Dilma – 2o mandato – tentaram e o que aconteceu?). Se tivéssemos bons parlamentares eleitos, poderíamos pensar em aglutiná-los em torno de um bom projeto, mas como sabemos que eles só estão interessados com seus próprios umbigos, esqueça, ou você os compra ou você não governa. Essa é a regra.
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Há alguma exceção a essa regra? Sim, há! Os 6 primeiros meses do mandato do presidente se ele for eleito de forma maciça pela população, que foi, justamente, o que ocorreu com JB em 2018. Portanto, JB sabia que poderia iniciar seu mandato com força total e o Congresso seria obrigado a engolir goela abaixo suas reformas. O que pensava o governo? Formar um ministério técnico (como nunca antes visto), contar com a opinião pública para empurrar as reformas econômicas goela abaixo do Congresso (lembrem-se das manifestações pela Reforma da Previdência) e, com isso, no final de 2019, início de 2020 a economia decolaria. Com a economia decolando, amigão, esquece todo o resto, porque não há ninguém que ousa bater num governo em período de prosperidade econômica.
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O plano seguia perfeitamente bem, mas aí veio a puxada de tapete que foi a pandemia. Dali para frente, tudo mudou e o que se viu é que o presidente e sua equipe acabaram errando na estratégia. Deveriam ter seguido o único que teve essa visão, o Dep. Luiz Phillipe (o Príncipe), que disse que antes de qualquer reforma econômica, era necessário reformar o Judiciário. Pois bem, se o governo tivesse usado a força popular, pode ter certeza que teria reformado o Judiciário e colocado os urubus nos seus devidos lugares, mas não foi o que ocorreu e, no final das contas, o que acabou acontecendo? O STF boicotou tudo e destruiu os planos governistas, em especial quando determinou que cabiam aos prefeitos e governadores decidirem o que era melhor para tratar a pandemia. Resumo da ópera: a CGU estima que 65% dos recursos destinados aos estados e municípios foram DESVIADOS e o problema não acaba nunca. Para piorar, mesmo com todo esse plano sórdido, a culpa ainda é jogada nas costas do presidente, o que acabou causando, além da crise sanitária e econômica, uma relevante crise política.
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Dali para frente, insistir na mesma estratégia seria suicídio. Você pode ter ficado triste com a aproximação do governo junto ao centrão, mas eu te garanto que se ela não tivesse ocorrido, em 2022, a esquerda estaria de volta ao poder, fosse a esquerda mais radical, fosse uma esquerda mais polida.
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Então, o que restou? Fazer Política. Era isso ou naufragar. Mas como eu disse, JB, ratazana velha e conhecedor do que é a política brasileira na essência, usou de uma outra estratégia e, ao invés de pedir pinico para os caciques do centrão, inverteu o jogo e foi conquistando popularidade no território deles, em especial NO e NE.
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Eu comecei a ver esse movimento lá para maio do ano passado e, em agosto, eu já tinha certeza absoluta que o governo iria eleger o presidente da Câmara. No Senado, as coisas iriam demorar mais um pouco para se mostrarem.
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Mas como eu descobri isso? Eu já disse : se você quiser entender para onde a Política vai, nunca olhe para as pessoas que querem a cadeira do presidente da república. Olhe, justamente, para aqueles que não querem. E pq isso? Pq os que querem agem justamente para atingir esse objetivo, enquanto os que não querem não fazem força alguma, mas apenas andam conforme a maré.
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Vou ensinar a vocês como ler o que vai acontecer no país inteiro, analisando, apenas, o que acontece em um pequeno estado. Peguemos o simplório Piauí. Bom, o Piaui, como quase todo estado do Nordeste, é dividido entre esquerda (por conta dos anos e anos de política assistencialista) e os coronéizões da área, como Ciro Nogueira (PI), Ciro Gomes (CE), ACM (BA), Sarney/Jader (MA) e por aí vai…Os tais coronézões se aliam a esquerda quando a esquerda está mais forte e o fazem justamente porque seu objetivo é um só: permanecerem no poder. Só isso que querem.
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Vamos voltar ao Piaui? Pois bem. O Governo do Piaui é do PT. O Wellington Dias é o governador e o nosso querido amigo do centrão, Ciro Nogueira, era seu aliado desde o começo de seu mandato. Assim, o estado era dividido entre eles. Acontece que no dia 5 de agosto de 2020 foi noticiado que o Ciro abandonaria o Wellington e deixaria de apoiar o governo. Mas pq vc acha que ele fez isso? Fez pq sabia que a esquerda estava enfraquecida e a força bolsonarista estava tomando o estado. Assim, cordialmente, o Ciro Nogueira pulou do barco e passou a apoiar o presidente. Sabe qual foi o resultado? Nas eleições municipais, o PP saltou de 40 prefeituras em 2016 para 83 em 2020 e, assim, ficou com mais do que o dobro das prefeituras do MDB e PSD e mais de 3x mais prefeituras do que o PT.
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Percebeu que o Ciro Nogueira e os demais caciques do centrão viram que eles precisavam mais do JB do que o contrário? E, assim, eles se aproximaram. E qual a vantagem de inverter o jogo? Simples: todo apoio no Congresso custa e custa caro, mas, ao inverter o jogo, o governo pode negociar com mais cartas na manga e, assim, ceder menos.
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Um adendo importante aqui. O Centrão não busca holofote. Eles, que são os verdadeiros reis da Política brasileira, mantém-se no poder desde que o Brasil é Brasil, justamente porque agem na surdina. Nãos querem exposição. Mantém-se no poder porque exploram um povo pobre que não tem opção de votar por ideologia, mas apenas por um prato de comida. Agora, o preço que o Centrão paga é não ter popularidade. E é por isso que, às vezes, precisam se apegar a figuras mais carismáticas, como fizeram com o Lula no passado e agora fazem com JB. Acontece que, pela primeira vez, com todas as mudanças de conscientização política tidas no país, o centrão vai provar um pouco da popularidade do JB. Ou vc acha que o Roberto Jefferson está popular pq? E o Lira então? Ng sabia quem ele era há 6 meses e hoje é herói nacional. Percebeu a força do JB? E não se enganem, os caras vão adorar provar dessa popularidade e vão se lambuzar com ela. O cara que só quer manter seu curral eleitoral e que o fazia na base da opressão, ser aclamado pelo povo é novidade e isso, certamente, será viciante para eles. Vão querer mais disso, mas sabem que essa mágica acaba com um estalar de dedos do JB. Ora, se JB acabou com o herói nacional Moro, imagina como não e fácil aniquilar o não tão popular Lira, por exemplo? Percebeu como o jogo é bruto? Percebeu o golaço que o JB fez na Câmara?
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Mas calma que melhora. Esses caras que agora apoiam o governo já sabem do poder popular que JB tem. No mais, eles vão disputar 2022 e, portanto, não podem nem ser loucos de se meter em confusão ou atrapalhar o governo. Se forem pegos roubando ou boicotando o presidente, dão adeus à reeleição. Por isso, eu falo tranquilamente: GANHAMOS A CÂMARA! Podem ficar tranquilos!
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Agora, no Senado, o jogo é mais complexo. Primeiro lugar, diferentemente da Câmara, no Senado não há um bloco dominante e o alto clero (leia-se políticos relevantes de DEM e MDB) dão as cartas. Segundo, apenas 1/3 das vagas do Senado estarão em jogo em 2022 e, portanto, a pressão popular ali funciona menos. E terceiro, 19 dos últimos 22 presidentes do Senado (contando com o Pacheco, que é de RO, mas eleito por MG) vieram do NO e NE. Isso devido à representatividade, já que se elegem 3 senadores por estado, independentemente da população e, assim, a bancada do NE junto com a do NO elegem 48 dos 81 senadores. Ou seja, ali o jogo é outro.
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De qualquer forma, o governo articulou e conseguiu eleger o Pacheco. Muitos falaram que o candidato foi apoiado pelo PT tb, mas, sinceramente, tenho minhas dúvidas, até mesmo pela ausência do Jacques Wagner na votação de ontem. De qualquer forma, a situação no Senado não é tão limpa quanto na Câmara.
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Então, limpa o nojinho um pouco, para de pensar com o fígado e vem para a turma do cérebro. O que tem que fazer o governo numa situação dessas? Garantir o apoio do presidente do senado, certo? Sim, mas como? Infelizmente, dando um ministério para o DEM. Ladies and gentleman, é por isso que ou Minas e Energia ou Integração Regional vão para as mãos do DEM, do Alcolumbre, sendo que o ministro está com cara de ser o Marcos Rogério. Podem reclamar a vontade, mas ou é isso ou é o país parado por mais 2 anos, o que faz com que a Esquerda possa voltar com tudo. Infelizmente, precisamos ter uma lista de prioridades e, na minha, certamente, a prioridade número 1 é afastar a esquerda do poder, não por revanchismo ou birra, mas pq a Esquerda elimina qualquer chance de termos um país melhor mais para frente. O Centrão não. O Centrão dá para controlar e usá-los para avançarmos naquilo que sabemos que é importante. Eles jogam o jogo se deixarmos eles rirem um pouco.
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Estou falando para deixarmos os caras roubarem? Não! Estou falando para fazermos vistas grossas com a corrupção? Não! Estou falando em deixarmos eles colherem os louros da vitória quando o governo decolar. Qqquer ministro do JB num governo exitoso sabe que está com o futuro garantido. É o que eu mais queria? Não, mas vc viu que depois da puxada de tapete era isso ou devolver o país na bandeja pra Esquerda. Estávamos começando a limpar a casa, mas quebraram as nossas pernas e hoje sequer conseguimos sair da cama.
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Estamos aleijados. Precisamos voltar a andar, antes de retomar a faxina. Esse é o movimento que estamos fazendo e, por isso, não caiam nas narrativas que serão plantadas de que devemos ir para cima de impeachment de ministro do STF, pautar prisão em 2ª instancia ou fim do foro. Isso não é para agora! Isso é para depois de 2022. Até lá, precisamos recuperar a economia, senão, em 2022, sequer teremos chance de sonhar com essas pautas. Sejam espertos, abandonem ideologias e devaneios juvenis e tentem entender como se joga o jogo. Precisamos de 2 anos de PAZ INSTITUCIONAL para aprovar os projetos que são ESSENCIAIS para nossa SOBREVIVÊNCIA. E não tenha medo do STF. Ele vai atrapalhar um pouco, mas, acredite, o STF morre de medo do Congresso. Para quem não sabe, Senador pode afastar ministro do STF durante seu mandato, mas ministro do STF só afasta senador e deputado durante seu mandato, com o aval das casas legislativas. E quando acaba o mandato, acaba o foro e o processo vai para 1ª instancia, ou seja, sai das mãos do STF. Resumo da ópera: quem ganha a queda de braço entre Legislativo e STF é o Legislativo.
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Agora, se você se decepcionou com o que eu disse, sinto lhe informar, mas a culpa é TODA SUA que deixou o país chegar onde chegou. Agora, aguenta, seja paciente, ajude seu país a sair dessa, mesmo que, para isso, tenha que sujar as mãos e, principalmente, APRENDA A VOTAR, para que, em 2022, consigamos dar um bom congresso (ou, pelo menos, um melhor congresso) para JB e, aí sim, exigirmos dele tudo aquilo que ele estava fazendo antes de tomar a invertida.
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Tirem as crianças da sala, que agora o jogo é de gente grande!