Imunizante da AstraZeneca é recomendado pela OMS e tem eficácia comprovada em evitar casos graves de covid-19. Mas desconfiança infundada de alemães está deixando centros de vacinação às moscas.A ampla e completamente vazia rua que leva ao desativado aeroporto de Berlim-Tegel é vigiada por apenas seis guardas. Seus coletes amarelos brilham ao sol. Eles policiam a entrada do centro de vacinação contra o coronavírus, no antigo terminal C. E não há muito o que fazer. Por hora, diz um deles, não chegam mais que três ou cinco pessoas para se vacinar.
No posto, somente a vacina da farmacêutica AstraZeneca, também conhecida como “vacina de Oxford”, está sendo aplicada. Devido à falta de estudos em pessoas idosas, a vacina só é aprovada na Alemanha para pessoas com menos de 65 anos. Nesta faixa etária, pessoas com uma doença anterior relevante, mas especialmente grupos ocupacionais com risco elevado de infecção estão sendo atualmente vacinadas.
Mas muitos alemães, especialmente médicos, enfermeiras e cuidadores, frequentemente rejeitam a vacina da AstraZeneca sob o argumento de ela é menos eficaz que osimunizantes da Biontech/Pfizere da Moderna.
De acordo com o Instituto Robert Koch, responsável pelo controle e prevenção de doenças na Alemanha, em todo o país, apenas 211.886 das mais de 1,4 milhão de doses da vacina já entregues haviam sido aplicadas até o início desta semana. Na segunda-feira, de acordo com cálculos da revista Spiegel, apenas 24.866 doses de AstraZeneca foram aplicadas.
Nesse ritmo, levaria cerca de sete semanas para usar o estoque restante de mais de 1,2 milhão de doses não utilizadas. Até o domingo, a Alemanha já está esperando outro lote da AstraZeneca, de 650 mil doses.
Há preconceito e desconfiança com a vacina da AstraZeneca na Alemanha. Em grande parte devido à ignorância das pessoas sobre o tema. O imunizante tem aval da Organização Mundial da Saúde (OMS) e eficácia comprovada em evitar casos graves de covid-19, inclusive já após a aplicação da primeira dose.
Os primeiros resultados em países que estão largamente aplicando a vacina, além disso, sugerem uma alta eficácia. Na Escócia, análises de universidades e da autoridade sanitária mostram que mesmo a primeira de duas doses da AstraZeneca reduz o risco de hospitalização para a covid-19 em até 94% após quatro semanas. A taxa para a vacina da Pfizer, por exemplo, foi de 85%.
O imunizante da AstraZeneca-Oxford é parte fundamental da iniciativa internacional Covax Facility, correspondendo a quase todas as 337,2 milhões de doses que o programa pretende enviar a cerca de 145 países no primeiro semestre deste ano, incluindo o Brasil.
Vacina da AstraZeneca é melhor que sua reputação
Um som de motor quebra o silêncio em frente ao centro de vacinação. Um ônibus está se aproximando. Três jovens desembarcam. Eles são assistentes em um consultório médico de Berlim.
“Eu também estava cética quanto a ser vacinada com a AstraZeneca”, diz uma das mulheres, que tem que mostrar aos seguranças a confirmação de horário marcado.
Ela diz que seu chefe lhe forneceu informações abrangentes e também mostrou a ela a opinião do virologista Christian Drosten, baseado em Berlim. “Isso me convenceu”, conta, antes de embarcar na van que a levará para o centro de vacinação.
Basicamente, Drosten, um virologista, disse em seu podcast Coronavirus Update na rádio Norddeutscher Rundfunk que a vacina da AstraZeneca é muito melhor do que sua reputação. “Há muitos mal-entendidos e problemas de comunicação”, afirmou ele.
Políticos como a especialista em saúde Kordula Schulz-Asche, do Partido Verde, têm visão semelhante. O ceticismo entre a população se deve à “comunicação realmente falha”, disse Schulz-Asche ao jornal Die Welt. Muito pouco é explicado, segundo ela, e “histórias de medo” acabam se espalhando sobre a eficácia da vacina.
“Dizer que a vacina AstraZeneca é de segunda categoria é completamente descabido, tanto cientificamente quanto em termos de impacto público”, diz por sua vez Carsten Watzl, da Sociedade Alemã de Imunologia (DgfI), em uma entrevista ao jornal Augsburger Allgemeine Zeitung.
Para melhorar a aceitação, ele sugere que a vacina tenha a garantia de uma vacina de reforço com um ingrediente ativo diferente. “Você pode aumentar a imunidade gerada pela vacina da AstraZeneca mais tarde com uma outra vacina mRNA sem nenhum problema”.
Em Berlim não se escolhe vacina
Klaus Reinhardt, presidente da Associação Médica Alemã, insiste que a vacina da AstraZeneca previne infecções severas ou fatais “com uma alta eficácia semelhante” à da Biontech ou da Moderna. Para médicos e enfermeiros com menos de 65 anos, seria “inapropriado” insistir em outras vacinas. Estas, afirma ele, têm que ser reservadas para idosos, dada à escassez de doses.
Berlim era o único estado da Alemanha onde você podia escolher a vacina até agora. Mas isso mudou. “Não há liberdade de escolha”, disse na quarta-feira o secretário de saúde de Berlim, Dilek Kalayci. Vacinas diferentes ainda estarão disponíveis nos centros de vacinação. Mas cidadãos com menos de 65 anos, reforçou Kalayci, não poderão escolher com que dose se imunizar.
No início do mês, especialistas da OMS recomendaram o uso da vacina da AstraZeneca-Oxford, afirmando que ela pode ser administrada inclusive em pessoas com mais de 65 anos, apesar das dúvidas que surgiram sobre sua eficácia nessa faixa etária.
A recomendação foi feita pelo Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas (Sage), que emite recomendações sobre o uso de vacinas à OMS.
O Sage reconheceu que os testes clínicos com a vacina da AstraZeneca-Oxford tiveram uma participação pequena de pessoas com mais de 65 anos, mas disse ter concluído que “os resultados nesse grupo não são diferentes dos mais jovens”.
Ceticismo infundado
A decisão de Berlim segue uma recomendação da Comissão Permanente de Vacinação do RKI, a autoridade alemã para assuntos epidemiológicos. De acordo com essa avaliação, as vacinas recomendadas apenas para pessoas entre 18 e 65 anos devem ser usadas “principalmente” para estes grupos.
Entretanto, esta recomendação por si só dificilmente dissipará o ceticismo em relação à vacina da AstraZeneca e poderá levar a que os mais jovens não sejam vacinados .
Especialmente porque há relatos de reações em muitas partes do país após as vacinações com doses da AstraZeneca. Em uma clínica em Braunschweig, 37 dos 88 funcionários vacinados não retornaram ao trabalho no dia seguinte por causa das reações da vacinação. A clínica suspendeu então as vacinações para não colocar em risco a continuidade de seu funcionamento.
Para a Fundação para Proteção do Paciente na Alemanha (DSP), os efeitos colaterais das vacinas não são novos. Já em janeiro, funcionários de hospitais e lares de idosos haviam relatado reações às vacinas da Biontech/Pfizer e da Moderna. No entanto, isso foi pouco notado pelo público.
Os médicos também explicam que reações como dores de cabeça, dores nos membros e até febre não são incomuns após uma vacinação. Nas pessoas mais jovens, os efeitos colaterais ocorreriam com mais frequência porque o sistema imunológico ainda é mais ativo e reage mais violentamente a uma vacinação do que nas pessoas mais velhas.
Cronograma de vacinação em xeque
O Instituto Central de Seguro de Saúde da Alemanha (ZI) está preocupado que a desconfiança com a vacina AstraZeneca possa atrasar consideravelmente o cronograma de vacinação na Alemanha.
Atualmente, o governo federal espera que todos que quiserem possam receber uma oferta de vacinação até o final de setembro. O ZI calcula que este cronograma poderia ser adiado em até dois meses se a vacina da AstraZeneca não for aplicada de forma mais ampla.
Enquanto isso, fora do centro de vacinação de Berlim, em Tegel, a van que levou os três assistentes médicos para a vacinação partiu. Uma segunda van aparece do outro lado da estrada, trazendo de volta duas pessoas vacinadas. O motorista sai, fica de pé ao sol e acende um cigarro. Ele tem tempo. Os novos passageiros com horários marcados par vacinação devem demorar a chegar.
Caso havia sido arquivado em junho de 2019, mas em dezembro de 2020 a defesa da mulher conseguiu a reabertura
O ator Gérard Depardieu no lançamento do filme Mamute, no Festival de Berlim, em 2010
Nem aos 72 anos o eterno garoto-problema do cinema francês dá trégua à Justiça. A polícia francesa está investigando formalmente o ator Gérard Depardieu após acusações de estupro e agressão sexual por uma atriz de 22 anos.
Segundo a vítima, a violação aconteceu em duas ocasiões em agosto de 2018, na casa de Depardieu em Paris. O caso havia sido arquivado em junho de 2019, mas em dezembro de 2020 a defesa da mulher conseguiu que ele fosse reaberto e distribuído a um juiz de instrução.
Na França, antes da investigação formal, é feito uma investigação prévia. Se há pistas ou motivos de que o crime possa ter ocorrido, o caso é levado a instâncias superiores.
O magistrado considerou que havia indícios de crime, por isso Depardieu agora é formalmente foi acusado de estupro e agressão sexual. O advogado do ator, Hervé Temime, falou com a CNN e disse que seu cliente conhece a mulher que o acusa, mas nega a totalmente qualquer agressão, violação e ato criminal.
“Tenho provas contundentes que demonstram que não houve delito. É o oposto da personalidade de Depardieu”, diz. “Lamento que a investigação não tenha se mantido em segredo como de costume”, completa. Gérard Depardieu responde em liberdade e sem qualquer controle judicial.
Carreira
A vida de Depardieu por si só daria um filme. A infância do ator foi marcada por uma família desestruturada, um pai agressivo e muitos episódios de violência. Na auto-biografia Ça C’est Fait Comme Ça, o ator conta que começou a se prostituir aos 10 anos porque “sabia que seu visual agradava os homossexuais”.
O livro também conta que aos 20 anos se sustentava por meio de roubos e furtos. Já mais velho, confessou em entrevistas ser alcoólatra e que é normal beber 14 garrafas de vinho num “mal dia”.
Mas os problemas não interferiram no que ele fazia nas telas. Gérard Depardieu ganhou diversos prêmios com seu trabalho na atuação: ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator em 1990 por seu trabalho em ‘Green Card’, o prêmio de Cannes em 1990 por ‘Cyrano’, o prêmio César em 1980 em ‘O Último Metrô’ e 1990 por Cyrano, entre outros. Fez também filmes mais comerciais como a franquia de ‘Asterix e Obelix’ e ‘102 Dalmatas’.
Em 1990 ele foi indicado ao Oscar por sua atuação em Cyrano, mas um equívoco da revista Times o prejudicou na competição. Durante uma entrevista, Depardieu disse, em francês, que havia “presenciado um estupro”, mas a publicação traduziu erroneamente como “participei de um estupro”. Além de prejudicar a premiação, ele também foi afastado de contratos publicitários e outras produções.
Atualmente, o ator é casado com a escritora Clémentine Igou e é pai de Julie Depardieu, Roxane Depardieu, Jean Depardieu e Guillaume Depardieu (morto em 2008).
Feira de Santana não registrou nenhuma morte por Covid-19, nas últimas 24h. Até agora são exatamente 24.199 pacientes recuperados, índice que representa 96% dos casos confirmados. Enquanto isso, 445 exames foram negativos e 163 positivos.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 79 pacientes internados no município e 543 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde nesta quarta-feira (24).
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTA QUARTA-FEIRA 24 de fevereiro de 2021
Casos confirmados no dia: 163 Pacientes recuperados no dia: 144 Resultados negativos no dia: 445 Total de pacientes hospitalizados no município: 79 Óbito comunicado no dia: 0
A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 543 Total de casos confirmados no município: 25.202 (Período de 06 de março de 2020 a 24 de fevereiro de 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 464 Total de recuperados no município: 24.199 Total de exames negativos: 36.576 (Período de 06 de março de 2020 a 24 de fevereiro de 2021) Aguardando resultado do exame: 509 Total de óbitos: 460
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 21.610 (Período de 06 de março de 2020 a 24 de fevereiro de 2021) Resultado positivo: 3.864 (Período de 06 de março de 2020 a 24 de fevereiro de 2021) Em isolamento domiciliar: 11 Resultado negativo: 17.746 (Período de 06 de março de 2020 a 24 de fevereiro de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).
Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mencionou um “possível veto” a uma tentativa de solucionar o impasse para a compra de milhões de doses de vacinas contra coronavírus fabricadas pelo laboratório Pfizer. O imunizante é o único a ter registro para uso definitivo no Brasilautorizado pela Anvisa (Agência Nacional e Vigilância Sanitária), mas o governo não o adquiriu porque discorda de cláusula que isenta a farmacêutica de responsabilidade em caso de efeitos adversos.
A vacina Pfizer tem eficácia global de 95% e sua segurança foi atestada pela Anvisa. Hoje, no Acre, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que há impedimento legal para fazer a compra com a cláusula exigida pela empresa, mas que, no entanto, o governo e o Congresso negociam uma solução: uma lei no Parlamento que permitiria adquirir os imunizantes mesmo com essa isenção de responsabilidades ao laboratório.
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Em entrevista coletiva, Bolsonaro foi questionado se compraria a vacina da Pfizer, mas deixou a resposta para Pazuello. “Estamos discutindo a flexibilização da lei para isso, cabendo a mim cumprir o que vier”, explicou o ministro. “Se vier autorização, vamos comprar a Pfizer e Janssen; agora, depende de um trabalho de alto nível.”
Mas, depois de Pazuello dar as explicações, o presidente pediu a palavra. Bolsonaro disse que cláusula que isenta a empresa de responsabilidade “é uma coisa de extrema responsabilidade”. E, então, mencionou um hipotético veto, caso seja aprovada uma lei negociada pelo Congresso que isentaria o laboratório por possíveis efeitos colaterais.
“Então, é uma coisa de extrema responsabilidade [a] quem vai, por ventura, no Brasil tiver que dar a palavra final. Se sou eu como presidente, se é o Parlamento derrubando possível veto ou se é o Supremo Tribunal Federal (STF)”, afirmou Bolsonaro.
Segundo ele, independentemente disso, “todas as cláusulas serão mostradas à população, na ponta da linha, para que cada um saiba o que está sendo aplicado”. Desde o começo da negociação com a Pfizer, Bolsonaro vem criticando os termos do contrato proposto pela farmacêutica. Ele chegou a propor que a pessoa que recebesse a vacina assinasse um termo de responsabilidade, mas depois recuou.
Negociação entre Pfizer e governo está emperrada
O Brasil negocia com a Pfizer desde o primeiro semestre do ano passado, mas o acordo está emperrado. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, considera que o laboratório impõe “cláusulas leoninas” ao governo brasileiro.
Na segunda-feira, representantes da farmacêutica participaram de uma sessão no Congresso, e senadores se prontificaram a intermediar as negociações com o ministério. Durante o encontro, as farmacêuticas indicaram que não vão abrir mão das condições que negociam com a pasta. Uma delas, por exemplo, é que o governo se responsabilize por eventuais demandas judiciais por reações adversas.
Em nota divulgada ontem, a Pfizer informou que não pode comentar as negociações com o governo brasileiro, mas que “as cláusulas que estão sendo negociadas estão em linha com os acordos que fechamos em outros países do mundo inclusive na América Latina”.
Volante fará partida de despedida nesta quinta-feira, contra o Santos, pela rodada de encerramento da Série A
Foto: Felipe Oliveira/ EC Bahia
O Bahia anunciou, no fim da manhã desta quarta-feira, a venda do volante Gregore para o Inter Miami, dos Estados Unidos. O Tricolor negociou 65% dos direitos econômicos do jogador e ficou com outros 35% para o caso de uma negociação futura. O volante assinará um contrato válido por quatro temporadas, com possibilidade de renovação por mais uma.
O valor da negociação não foi divulgado. Porém, segundo apuração do ge, o Bahia recebeu 2,9 milhões de dólares pelos 65% do jogador. Na cotação atual, em conversão direta, o valor equivale a R$ 15,7 milhões.
– Nosso Conselho Fiscal terá acesso a toda a documentação, gostaríamos muito de poder divulgar tudo abertamente, mas o montante que ficou para o clube é equivalente ao da venda de Zé Rafael para o Palmeiras (R$ 14,5 milhões) – disse o presidente Guilherme Bellintani.
Um dos principais destaques do Tricolor nas últimas temporadas, Gregore despertou interesse de clubes de fora do país no ano passado. Em janeiro de 2020, uma equipe dos EUA ofereceu cerca de R$ 17 milhõespor 80% dos direitos econômicos do atleta, porém o clube recusou.
Gregore também já recebeu propostas do Al-Ittihad, da Arábia Saudita, e do Trabzonspor, da Turquia, além de ter recebido sondagem do Palmeiras, mas o Bahia negou todas as ofertas. Na negociação com o Inter Miami, o jogador foi representado pelo empresário Paulo Pitombeira.
O cenário da pandemia, contudo, mudou o poder de barganha do clube baiano. Em 2020, o Bahia arrecadou R$ 137 milhões, R$ 32 milhões a menos do que o clube tinha projetado para o ano. Em momento financeiro difícil, o Tricolor confia na venda de atletas para equilibrar as contas em 2021. A diretoria tricolor estima conseguir R$ 25 milhões em vendas de atletas na atual temporada.
– Conseguimos segurar Gregore quando chegou uma proposta semelhante no início de 2020, mas o cenário de pandemia não nos permite mais. Ele sai pela porta da frente, completará 27 anos daqui a uma semana e tinha contrato só até o fim de 2021 – afirmou o presidente tricolor.
Gregore deixa o Bahia com 166 partidas realizadas — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press
Gregore foi um dos “achados” da gestão do Bahia. Ele foi contratado em janeiro de 2018, depois de se destacar no Campeonato Brasileiro de Aspirantes pelo time B do Santos, e não demorou a conquistar a titularidade e a torcida tricolor. De lá para cá, o meio-campo se tornou um dos principais atletas da equipe e xodó dos torcedores.
Ao longo de três temporadas, Gregore é um dos jogadores mais regulares do Bahia, tendo disputado 166 partidas, com dois gols marcados. Ele se destaca pela forte marcação e, hoje, é um dos líderes do elenco tricolor.
A partida de despedida de Gregore pelo Bahia será nesta quinta-feira, às 21h30 (de Brasília), contra o Santos, na Arena Fonte Nova, pela rodada de encerramento da Série A.
Presidente criticou medidas de isolamento que voltaram a ser determinadas em algumas capitais brasileiras
Presidente Jair Bolsonaro Foto: Agência Estado/Wagner Pires
O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na noite de terça-feira (23), a apoiadores, ao chegar ao Palácio da Alvorada, que não mandou ninguém ficar em casa, não fechou o comércio nem destruiu empregos. Bolsonaro voltou a criticar o confinamento contra a Covid-19.
– Lockdown não resolveu o ano passado. Vai resolver este ano? Agora, como é que fica a economia? O pessoal reclama de inflação, alta em medicamentos, alta em um montão de coisa. Querem culpar quem? – perguntou.
O presidente também disse que, quando defendeu o enfrentamento do novo coronavírus, era com a proteção aos mais idosos e aos que têm doenças. De acordo com Bolsonaro, o coronavírus não vai acabar nunca. Na conversa, ele voltou também a defender o atendimento precoce e afirmou que o médico tem o direito de optar pela forma de tratamento que achar adequada.
Bolsonaro anunciou ainda que uma comitiva vai a Israel no fim de semana para “trazer o spray que lá deu certo em 30 pessoas em estado grave”. O presidente declarou que a terceira fase do estudo israelense será aplicada no Brasil, desde que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorize.
Com a cassação do mandato do deputado estadual Targino Machado, por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a queixa-crime movida pelo ex-secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, será julgada pela Justiça de 1º Grau. De acordo com o desembargador Abelardo da Matta, relator da representação, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) “não possui mais competência para julgar a ação penal em epígrafe, porque não mais subsiste a prerrogativa de foro do querelado”.
O desembargador destaca que a remessa do caso para a 1ª Instância está de acordo com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a aplicação do foro privilegiado. Ele ainda lembra que a instrução processual do caso não foi iniciada, sem intimação das partes para apresentação de alegações finais, e que, caso houvesse, isso impediria a aplicação do precedente do Supremo.
Recentemente, o TJ-BA trancou a ação penal por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao analisar um habeas corpus movido pelo então deputado. O STJ entendeu que as declarações estão cobertas pela imunidade parlamentar para fazer tais declarações. A queixa-crime foi movida por Barbosa por declarações de Targino na tribuna da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
Nas declarações, o ex-deputado acusava o ex-secretário de viver “espionando a vida de todo mundo e deve ter muita coisa contra o governador” e o chamou de “malandro”, “moleque” e “bandido”. Em abril de 2019, o pleno do TJ-BA abriu a ação penal privada de Barbosa contra Targino.
O presidente Bolsonaro vem a Feira de Santana para a inauguração de trecho de duplicação da BR 116 Norte
O presidente Jair Bolsonaro deverá vir a Feira de Santana, no dia 11 de março, para inaugurar a duplicação da BR-116, trecho entre o município de Santa Bárbara e a entrada que dá acesso a Tanquinho, na BR-324. A viagem à Bahia está sendo planejada pela Presidência da República.
A informação foi transmitida ao prefeito Colbert Filho, na manhã desta quarta (24), que está em viagem ao Distrito Federal (DF). Ele se encontra no Ministério da Infraestrutura para acompanhar os contratos de duplicação do Anel Rodoviário, entre o complexo de viadutos da Cidade Nova e o viaduto da Pousada da Feira, e a duplicação do trecho entre o complexo de viadutos da Cidade Nova e o viaduto Portal do Sertão.
O primeiro trecho de duplicação da BR-116, entre o Posto Trevo e o distrito de São José, já foi liberado ao tráfego de veículos.
Em contato com a assessoria da Presidência da República, o portal Protagonista recebeu a informação que a visita de Bolsonaro para a inauguração ainda não está, oficialmente, inserida na agenda do presidente, “mas deve acontecer”.
Notificação foi enviada a distribuidoras pela Secretaria do Consumidor
Foto: Ciete Silvério /Fotos Públicas
Agência Brasil- A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, notificou as principais distribuidoras de combustíveis do país para que apresentem esclarecimentos sobre a utilização de aplicativos de concessão de descontos e outros benefícios aos consumidores.
As empresas terão ainda que responder sobre o uso dos dados dos consumidores capturados pelos aplicativos, a garantia de qualidade dos combustíveis e a composição de preço dos combustíveis. Segundo a pasta, a notificação foi enviada ontem (22).
As empresas notificadas têm prazo de dez dias para responder aos questionamentos, a contar do recebimento da notificação. Os aplicativos são usados pelos consumidores, que cadastram informações pessoais, e ganham descontos no abastecimento em redes de postos de combustíveis.
“As respostas às notificações serão analisadas de forma crítica, a fim de identificar como é tratada a relação entre as distribuidoras e revendedoras na composição de preços e na qualidade dos combustíveis fornecidos aos consumidores e como têm sido utilizados os aplicativos para fidelização de consumidores”, afirmou o coordenador-geral de Estudos e Monitoramento de Mercado da Senacon, Frederico Moesch, de acordo com a assessoria do ministério.
Em outra medida sobre o setor, o presidente Jair Bolsonaro assinou decreto que obriga os postos revendedores a informar aos consumidores os preços reais e promocionais dos combustíveis. A medida foi publicada na edição desta terça-feira do Diário Oficial da União e entra em vigor em 30 dias.