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Preocupado com a alta taxa de mortes por Covid-19 em Feira de Santana, o deputado federal Zé Neto (PT) voltou a defender, em caráter de urgência, a criação de um Comitê de Crise para enfrentar o colapso que a rede de saúde vive há mais de 40 dias.

“Apesar de todo o esforço do governador Rui Costa e do secretário Fábio Vilas-Boas em ampliar, nos últimos dias, o atendimento à Covid-19 no Hospital Clériston Andrade, com mais 10 leitos de UTI e 30 leitos clínicos que, ao serem abertos já enfrentam fila de espera, e da população fazer a sua parte, é necessário que o município crie um Comitê de Crise com representações da sociedade e dos Poderes Públicos para combater esse colapso na saúde municipal que persiste há mais de 40 dias. Sobretudo, se levarmos em consideração o crescimento de 9,1% entre 2019 e o final de 2020 (subiu de 4,2% para 13,3) do número de mortes na cidade, que também registrou um aumento de 11% dos óbitos em casa no mesmo período e grande parte deles ocasionados por falta de atendimento especializado. Muitos por insuficiência respiratória que, somados ao significativo número de transferências de pacientes de Feira para a rede hospitalar de Salvador, mostra que essas mortes por Covid-19 podem ser maiores do que os registros oficiais”, alertou.

Durante esse “cenário de guerra”, a população, segundo Zé Neto, deve respeitar o lockdown e evitar aglomerações, principalmente neste feriado da Semana Santa. “Que possamos compreender a necessidade do distanciamento social e não confundir esse momento enfrentamento ao novo coronavírus com um final de semana prolongado. A Covid-19 está matando mais e em todas as faixas etárias, especialmente entre jovens e pessoas sem comorbidades”, afirma o deputado.

Ascom


O presidente Jair Bolsonaro determinou, neste sábado (3), que os militares tenham maior envolvimento na logística e na aplicação das vacinas contra a Covid-19 no Brasil.

– Por determinação do presidente, que está pessoalmente empenhado, teremos apoio das Forças Armadas, seja na logística de distribuição, no corpo técnico da Saúde, ajudando estados e municípios a vacinar a população brasileira – afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Informações: Pleno News


Feira de Santana não registrou nenhuma morte por Covid-19, nas últimas 48h. Até agora são exatamente 26.588 pacientes recuperados, índice que representa 84,6% dos casos confirmados. Enquanto isso, 39 exames foram negativos e 90 positivos.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 151 pacientes internados no município e 4.273 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde neste sábado (03).

Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana
NÚMEROS DESTE SÁBADO
03 de abril de 2021

Casos confirmados no dia: 90
Pacientes recuperados no dia: 83
Resultados negativos no dia: 39
Total de pacientes hospitalizados no município: 151
Óbito comunicado no dia: 0

A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.

NÚMEROS TOTAIS

Total de pacientes ativos: 4.273
Total de casos confirmados no município: 31.415 (Período de 06 de março de 2020 a 03 de abril de 2021)
Total de pacientes em isolamento domiciliar: 4.122
Total de recuperados no município: 26.588
Total de exames negativos: 43.519 (Período de 06 de março de 2020 a 03 de abril de 2021)
Aguardando resultado do exame: 268
Total de óbitos: 554

INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS

Total de testes rápidos realizados: 24.583 (Período de 06 de março de 2020 a 03 de abril de 2021)
Resultado positivo: 4.663 (Período de 06 de março de 2020 a 03 de abril de 2021)
Em isolamento domiciliar: 22
Resultado negativo: 19.920 (Período de 06 de março de 2020 a 03 de abril de 2021)

O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).


Cantor estava internado desde o dia 17 de março. Médicos acreditam que o artista de 84 anos contraiu o coronavírus no intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina.

Foto: Sesc Piracicaba/Divulgação


O cantor Agnaldo Timóteo não resistiu às complicações decorrentes da Covid-19 e morreu neste sábado (3) no Rio. Ele tinha 84 anos.

O cantor iniciou a carreira na década de 1960 e se consolidou com canções românticas. Na política, teve mandatos como deputado federal e vereador em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Agnaldo estava internado desde o dia 17 de março na UTI do Hospital Casa São Bernardo, na Zona Oeste do Rio. Médicos acreditam que o artista de 84 anos contraiu o coronavírus no intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina.

No último dia 27, Agnaldo precisou ser intubado para “ser tratado de forma mais segura” contra a doença, segundo a família.

“É com imenso pesar que comunicamos o FALECIMENTO do nosso querido e amado Agnaldo Timóteo. Agnaldo Timóteo não resistiu as complicações decorrentes do COVID-19 e faleceu hoje às 10:45 horas. Temos a convicção que Timóteo deu o seu Melhor para vencer essa batalha e a venceu! Agnaldo Timóteo viverá eternamente em nossos corações! A família agradece todo o apoio e profissionalismo da Rede Hospital Casa São Bernardo nessa batalha”, disse a família, em nota.

Trajetória 

Agnaldo Timóteo em estúdio da Barra Funda, em março — Foto: Divulgação 

Agnaldo Timóteo Pereira, mais conhecido como Agnaldo Timóteo, nasceu em Caratinga, no interior de Minas Gerais, em 16 de outubro de 1936.

Apaixonado por música desde cedo, se apresentava em circos itinerantes que chegavam à cidade.

Timóteo passou a cantar em programas de calouro em rádios de Caratinga, Governador Valadares e Belo Horizonte. Ele conciliava as apresentações com o trabalho de torneiro mecânico. Em Minas, interpretava canções de Cauby Peixoto e ficou conhecido como “Cauby mineiro”.

Na década de 1960, se mudou para o Rio de Janeiro atrás de oportunidades na música e começou a trabalhar como motorista da cantora Ângela Maria. 

Timóteo gravou seu primeiro disco após indicação da cantora em 1961, mas demorou a estourar. 

Agnaldo Timóteo — Foto: Acervo Grupo Globo 

A projeção veio após participação no programa de Jair de Taumaturgo na TV Rio, quando ganhou todos os prêmios do programa e foi contratado pela gravadora EMI-Odeon.

Com o LP “Surge um Astro”, emplacou o hit “Mamãe” (versão de “La Mamma”, de Charles Aznavour) e passou a participar do programa “Jovem Guarda”. O início da carreira foi todo focado em versões de sucessos internacionais.

Com o álbum “Obrigado Querida”, lançado em 1967, alcançou o primeiro lugar nas gravadoras do país e seu primeiro grande hit foi “Meu grito”, canção de Roberto Carlos. 

A partir de então, se consolida como cantor romântico e lança outros sucessos como “Ave-Maria”, “Verdes campos” e “A galeria do amor”. Agnaldo Timóteo gravou mais de 50 discos, alternando entre o romântico e o brega. 

Trajetória política

Timóteo iniciou sua atuação como político em 1982, quando foi eleito deputado federal no Rio de Janeiro pelo PDT.

Durante o mandato, brigou com Leonel Brizola e transferiu-se para o extinto PDS.

Candidatou-se ao governo do Estado em 1986, mas foi derrotado por Moreira Franco. 

Foi reeleito deputado federal em 1994, e renunciou dois anos depois para assumir como vereador na cidade do Rio de Janeiro. 

Em 2005, assumiu como vereador em São Paulo pelo Partido Progressista, e foi reeleito em 2008.

Informações G1


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 75 anos, recebeu hoje (3) a segunda dose da vacina contra a Covid-19 em São Bernardo do Campo, em São Paulo. O petista havia recebido a primeira dose do imunizante no dia 13 de março com a vacina CoronaVac, desenvolvida em parceria com o governo de São Paulo.

Lula foi acompanhado pelo ex-ministro da Saúde e deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP).

O ato foi transmitido nas redes sociais.

Informações: Metro1


O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no Brasil, Socorro Gross, concederam entrevista hoje (3) à imprensa. Eles falaram sobre a reunião com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, ocorrida nesta manhã, para tratar da pandemia de covid-19 e sobre medidas para o enfrentamento do novo coronavírus.

Informações: Agência Brasil


O presidente Jair Bolsonaro deve receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19 neste sábado (3), em Brasília. Com 66 anos, Bolsonaro faz parte da faixa etária que será imunizada na capital federal hoje.

Após relutar em ser imunizado e reiterar em diversas ocasiões que não tomaria as doses, Jair Bolsonaro foi convencido por aliados próximos a aceitar a vacina, sobretudo por causa das novas variantes que estão em circulação no país. Infectado em julho do ano passado, é possível que o presidente não tenha mais anticorpos para o vírus e corra risco de ser reinfectado.

Informações: Pleno News


Realizada em pleno feriado da Sexta-feira da Paixão, na sexta (2), uma blitz da Polícia Militar com o objetivo de fiscalizar o pagamento de IPVA de veículos foi alvo de muitas reclamações no Programa Jornal TransBrasil na manhã deste sábado (3).
A blitz foi armada na rua Tomé de Souza, importante artéria de acesso a bairros como Feira IX, Rua Nova e Jardim Cruzeiro e Gabriela.
Durante o programa, várias pessoas se manifestaram indignadas com a realização da blitz. Muitas ligações e mensagens de WhatsApp.
“Em plena pandemia, com as pessoas sem trabalho ou com dificuldade para pagar as contas, o governador Rui Costa manda a polícia atuar para arrecadar dinheiro. Isso é um absurdo”, disse um dos ouvintes do programa, comandado por Carlos Geilson.
“A criminalidade aumentando a vcada dia em Feira de Santana e o governador desvia policiais para multar os motoristas. Deveriam estar combatendo a criminalidade”, protestou outro ouvinte.
Carlos Geilson lembrou que, durante as eleições municipais de 2020, “quando o governador praticamente morou em Feira de Santana para tentar eleger seu candidato a prefeito”, não havia blitze.
“Anotem aí: em 2022, quando faltar dois meses para as eleições, o governador vai mandar suspender as blitze da Polícia Militar, por interesse eleitoreiro”, dispara Geilson.
Quem também se manifestou sobre a blitz foi o vereador Correia Zezito, policial militar da reserva. “Estão apreendendo mobiletes, motonetas de 50 cilindradas, que muitas vezes são os únicos veículos dessas famílias. É uma ação que só faz penalizar o pai de família, o trabalhador”, declarou Correia. “Fica o meu repúdio a essa ação. Como já falei, inclusive no plenário da Câmara, essas blitze têm como única finalidade prejudicar pessoas de bem, pois não se ouve falar de apreensão de drogas, de armas, de capturar foragidos da Justiça. Mas só apreendem os bens de pessoas que trabalharam muito para conquistá-los e por não poder pagar um IPVA caro, em um momento de crise econômica que vivemos, têm seus veículos tomados dessa maneira”, completou o vereador.
“E coincidentemente logo após discursos que fiz na Câmara criticando essas blitz, elas se tornam mais frequentes na Rua Nova. Porque será? Vamos lutar para que o Pelotão Águia Branca cumpra a finalidade de combater a criminalidade, e não só realizar blitz do IPVA, expondo, inclusive, os policiais ao risco de contágio da Covid-19 por estar em contato direto com várias pessoas. Em plena sexta-feira santa, um feriado sagrado, quando as pessoas se reúnem com suas famílias, realizam uma ação dessa para tirar a paz e a tranquilidade de pessoas de bem”, conclui Correia Zezito.

Informações: O Protagonista


Foto: Paula Fróes/ Correio

Os clientes sumiram e a noite está vazia. O prazer de uma cidade boêmia se congelou numa madrugada de maresia fria e sem tesão. A equipe do CORREIO ouviu pelo menos 14 profissionais do sexo durante duas noites pela orla de uma Salvador adormecida pela pandemia. Nem todas quiseram gravar entrevista ou tirar foto, mas não deixaram de contar suas histórias e como sobrevivem em tempos de coronavírus. Explicaram como tentam minimizar o risco de pegar a covid-19, apesar do medo da fome ser bem maior do que da doença que já matou mais de 320 mil pessoas no país. De todas as garotas, apenas uma usou a máscara o tempo todo. Comem o que levam em suas bolsas e só podem voltar para casa quando o sol nasce e os ônibus voltam a circular. Durante a reportagem, nenhuma foi abordada pela polícia ou fiscais da prefeitura, mas os jornalistas sim. Depois de apresentarmos o crachá, fomos liberados. Ser profissional do sexo não é crime, mas é condenada moralmente há séculos. É, inclusive, uma grata coincidência que esta reportagem seja publicada no encerramento da Semana Santa. O ápice da Páscoa é a ressurreição de Cristo, que escolheu aparecer primeiro justamente para Maria Madalena, tida por muitos anos como uma prostituta. Antes de iniciar a matéria, lembre-se: Quem não tem pecado, que atire a primeira pedra.
Moysés Suzart e Paula Fróes

Pastoras da noite

De vestidinho vermelho com a estampa do Mickey, Raquel se encosta num poste e acende um cigarro na orla de Salvador. Ela apenas observa as ruas se esvaziando por conta do lockdown parcial. Há pouco mais de um ano, mal conseguia terminar suas tragadas de tantos clientes à sua procura. Como uma pastora da noite, conduzia a madrugada de uma cidade que não sabia dormir cedo. 

Garota de programa, Raquel ganhava mimos, dinheiro, juras de amor. Era comum faturar R$ 500, antes mesmo do sol nascer. Hoje, com a capital precisando adormecer cedo para evitar o aumento de casos da covid-19, o dinheiro ganho num dia mal dá para comprar um maço de cigarro. Como oferecer prazer em tempos de distanciamento social? Nas ruas de Salvador, profissionais do sexo convivem com a falta de clientes e  o risco diário de pegar o coronavírus.

“Já estou há quatro horas aqui e não fiz nenhum programa. Está assim quase todos os dias, nem me preocupo com a contaminação da covid-19, pois não tem cliente. Gasto minha beleza pra nada”, disse Raquel, que trabalha ao lado do marido Val, vendedor ambulante de bebidas  durante a madrugada da orla.

Em 2020, Raquel conseguiu o auxílio emergencial, o que ajudou nas despesas durante a pandemia. Apesar da profissão não ser regulamentada, é reconhecida como ocupação pelo Ministério do Trabalho e Emprego, desde 2002. Contudo, nem todas conseguiram. “Que auxílio emergencial? Umas conseguiram, outras não. Eu não consegui. Gasto dinheiro com aluguel, fico linda e, quando finalmente aparece um cliente, me oferece R$ 20 pelo programa. Não vou. Estou custando menos que uma carne do sol? Já estou pensando em voltar para Recife”, disse a pernambucana Agata, amiga de Raquel. “Meu trabalho diminuiu 90%. Antes da pandemia, não ficava 15 minutos parada aqui”, lembra.

Riscos e fome
Segundo dados da Associação das Prostitutas da Bahia (Aprosba), até o final de 2019 Salvador possuía 820 prostitutas cadastradas, sem contar mulheres trans, como Raquel e Agata. Entre elas, quem mais sofre são as que trabalham nas ruas e becos da cidade, o que atinge 85% da classe.

Sem clientes, algumas passam fome. A Aprosba atende todos os dias garotas de programa sem dinheiro para comer ou sustentar os filhos. “Está muito triste. Meu telefone não para de receber ligações de prostitutas precisando comer ou pagar conta. Ajudamos com cestas básicas e auxiliamos, principalmente em 2020, com o cadastramento do auxilio emergencial. Algumas conseguiram, outras não. Muitas nem possuem CPF”, disse a coordenadora da Aprosba, Fátima Medeiros. 

Desde a última quarta-feira (31), a Aprosba resolveu parar, assim como outras associações, como a de Minas Gerais. Uma espécie de greve para que estado e prefeitura reconheçam profissionais do sexo como grupo com alta vulnerabilidade nesta pandemia, além de serem inseridas na vacinação contra a covid-19.  Contudo, das mulheres que conversaram com o CORREIO, nenhuma aderiu à greve. “Não posso, preciso comer”, disse a garota de programa Luana.

Há 10 anos, Luana se apaixonou, saiu da prostituição, casou e teve três filhos. O final deixou de ser feliz em dezembro de 2020, quando o marido levou uma facada numa briga, foi dar queixa, mas ele próprio acabou sendo preso. Havia um mandado de prisão em seu nome. Marido detido, pandemia, desemprego e três filhos para alimentar. Luana não teve outra saída. “Tentei vender salgado, mas voltava com R$ 10. Meus filhos não tinham mais leite pra beber em casa. Luz cortada, geladeira vazia. Voltei a fazer vida no meio da pandemia. Um sexo oral é mais dinheiro que um dia todo vendendo salgado”.
 
De volta às ruas, Luana se diz assustada com o risco de contrair covid-19. Para minimizar o perigo, ela criou seus próprios protocolos, com uma exigência: sem beijo na boca. “Me apavoro todo dia com o risco de morrer de covid e deixar meus filhos. Assim que entro no carro do cliente,  higienizo as mãos dele com meu álcool em gel. Como eu preciso tirar minha máscara para fazer oral, ele precisa estar o tempo todo com a dele no rosto”, explica. Segundo ela, a tática está dando certo. “Ainda não peguei”, frisa.

Dentro da realidade imposta pela profissão, alguns cuidados são importantes, como prega a Aprosba. Higienizar o local da relação é a primeira medida. Sobre as posições sexuais, vale algumas que evitam o contato face a face. Ter uma muda de roupa para fazer a troca a cada programa também minimiza os riscos. Contudo, o mais importante é evitar o beijo na boca. Como a doença é transmitida pelas vias respiratórias, a máscara se tornou uma espécie de preservativo contra o coronavírus. O problema é que nem todo mundo quer usar. 

Foto: Paula Fróes/CORREIO

“Se o cliente pede para eu beijar, não vou beijar? Claro que vou. Faço tudo, amor. Antes da pandemia, conseguia até R$ 200 por cliente. Hoje com lockdown, depois das 20h quase não passa mais carro aqui na rua e estou aceitando até R$ 100. Se não fizer o que o cliente quer, fico sem trabalhar, morro de fome. Tento me cuidar, evitar beijo na boca, transar de costas, mas se eles pedem, se faz parte do fetiche deles, vou fazer e rezar depois. Preciso comer, pagar aluguel e comprar as coisas que gosto”, disse Bruna, trans de 20 anos, que conversou com o CORREIO despida de máscara e exibindo, com orgulho, os seios volumosos.

Coordenadora do Grupo Gay da Bahia (GGB), a trans Millena Passos assegurou que o momento é crítico para mulheres trans. “Uma prostituta trans que passa dos 35 anos é uma vitoriosa. Poucas chegam a esta idade. Com a pandemia, temo que as coisas fiquem piores.  Elas tentam se cuidar, mas é muito difícil. Se não trabalhar, não come. É desolador”, conta Millena. Na última pesquisa do GGB, realizada em 2019, 329 LGBT+ foram vítimas de morte violenta no país, só naquele ano. As profissionais do sexo foram as que mais morreram entre as ocupações: 11,5%. Ainda não foi feita uma pesquisa sobre trans vítimas de covid-19. “Aquela que não pegou covid-19, é porque não está atendendo”, disse Millena.

Garoto de programa, Rafael Zickman fazia inúmeras viagens para participar de festas e programas pelo Brasil. Seu nome era requisitado. Com a pandemia, os trabalhos sumiram. Agora, tenta complementar a renda como motorista de aplicativo. Ele pegou covid-19 em agosto do ano passado. “Rodo Uber para poder me adaptar financeiramente e faço alguns eventos como Stripper, mesmo com esse lockdown. A clientela está com muito medo! Principalmente o público alvo, que são as pessoas mais velhas, entre 35 e 60 anos. Usar máscaras no ato do sexo pode prejudicar nosso trabalho, ninguém quer nada mecânico”, disse Rafael, de 23 anos.

Outra barreira é o toque de recolher. Mesmo com o decreto, elas burlam a fiscalização. “Não dá pra obedecer ao toque de recolher. Quando o chocolate passa (viatura da Rondesp), corremos, entramos nos becos e ficamos escondidas. Tenho um filho e ele não pode passar fome. Preciso me arriscar para ele comer”, disse Carol, de 25 anos. 

Foto: Paula Fróes/CORREIO

Sexo virtual
Para evitar a pandemia e continuar trabalhando, algumas garotas de programa migraram para o mundo virtual.  Entre sites especializados e plataformas, o queridinho do momento é o OnlyFans. O mecanismo é simples. O usuário paga para ter acesso a conteúdos exclusivos da pessoa, incluindo os eróticos. O site fica com 20% do lucro.

“Me reinventei. Uma solução foi monetizar o nudes. A gourmetização sexual chegou neste formato de conteúdo sexual, igualzinho a uma acompanhante, só que virtual. Com a chegada do Pix e a pandemia, a busca por conteúdo erótico virtual cresceu muito, até mesmo pelo próprio site de acompanhantes.  Onlyfans está na moda. Prefiro fazer chamada de vídeo pelo Zap. Não precisa sair de casa, é só  receber o pix e ligar a câmera. É uma forma de evitar a covid, né? ”, disse Taíse, de 20 anos.

A profissão mais antiga do mundo não possui regulamentação no Brasil. Prostitutas não têm direitos trabalhistas, sequer podem sonhar com aposentadoria. No Brasil, apenas dois projetos de lei foram feitos para regulamentar a profissão, incluindo a do ex-deputado Jean Willys, em 2012. Nunca foram votadas. Se serve de alento, nenhuma das Pastoras da Noite  desta reportagem teve covid-19, segundo as próprias. Elas permanecem sobrevivendo. “Um coração noturno com gritos de súplica, uma pena de amor, gosto de fome nas bocas de silêncio”, como escreveu Jorge Amado no clássico Pastores da Noite, lançado em 1964 (e que virou filme em 1977).

Informações Correio


Foto: Divulgação

Agência Educa Mais Brasil

Passada a tensão com a divulgação das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, que foram liberadas na noite de segunda-feira (29), os estudantes estão atentos com uma nova seleção: a das vagas do primeiro semestre do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2021.

Através do Sisu, são oferecidas vagas para cursos de graduação em universidades públicas de todo o Brasil. As inscrições do Sisu começarão na próxima terça-feira, dia 6 de abril. Para participar, é obrigatório que o candidato tenha feito o Enem 2020, sem ter zerado a nota da redação.

A inscrição é relativamente simples: basta entrar na página do Sisu e seguir as orientações. Até lá, é possível conferir um pouco mais do processo seletivo e como ser mais estratégico para aproveitar melhor as chances para garantir uma vaga.

Para essa edição do Sisu serão disponibilizadas 209.190 mil oportunidades, distribuídas em 5.685 mil cursos de 110 instituições. “Os dados disponíveis para consulta ainda são preliminares, pois podem ser alterados pelas instituições que aderiram a essa edição do Sisu até, no máximo, a véspera da abertura das inscrições”, explicou, em nota, o Ministério da Educação (MEC).

Consulte as vagas disponíveis

Mesmo antes das inscrições começarem, o MEC libera consultas às vagas que estarão disponíveis no Sisu. Conferir todas as ofertas é o primeiro passo para analisar as possibilidades em relação à vaga no curso e instituição que deseja ingressar. Dá para conferir as vagas ofertadas por modalidade de concorrência, cursos e turnos, instituições e localização dos cursos.

Use um simulador de notas

Um recurso para auxiliar os estudantes é o simulador de notas do Sisu. Por meio dele, inserindo a nota do Enem 2020, é possível simular um contexto de aprovação ou não no curso de interesse, tendo como base as notas de corte da última edição do Sisu. O Educa Mais Brasil, programa de bolsas de estudo, disponibiliza em seu site um simulador do Sisu gratuito. Para utilizá-lo, basta preencher os campos com nome da cidade, nome do curso que deseja ingressar e a nota do Enem.

Confira a nota de corte diariamente

As notas de corte do Sisu são atualizadas diariamente após o início das inscrições. Essa nota é a menor pontuação necessária para conseguir ser selecionado no curso. É importante verificá-la, pois, a cada dia o sistema pode receber novas inscrições para o mesmo curso na mesma instituição e, com isso, a nota de corte pode variar a cada dia.

Caso ela esteja muito distante da sua média, por exemplo, a nota de corte para o curso chegar a 800 e a sua média for 700, será possível mudar a opção de curso até o fechamento da inscrição, escolhendo outra oportunidade mais próxima da sua nota.

Saiba como funciona e acompanhe a lista de espera

A lista de espera é a última etapa do processo seletivo do Sisu. Os candidatos não selecionados na chamada única podem participar dessa lista. Nesse caso, as convocações são realizadas pelas instituições, por isso, é preciso acompanhar o site da faculdade para não perder as chamadas.