Começa nesta segunda-feira a matrícula on-line para os estudantes que conseguiram garantir uma vaga em uma universidade através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu)/2021. No estado, foram 13,6 mil vagas em oito instituições de ensino. O maior número delas está na Universidade Federal da Bahia (Ufba), que somou mais de 4,6 mil vagas em 96 cursos. Esse ano, em todo país foram 206.609 vagas em 109 instituições públicas de ensino superior (confira abaixo, os prazos de matrícula por universidade na Bahia).
Quem não vê a hora de fazer a matrícula é a estudante Radija Souza, 17 anos. Mesmo com as dificuldades nos estudo durante a pandemia, a ex- aluna do Colégio Estadual Democrático Dr. Rômulo Almeida, em Santo Antônio de Jesus, conseguiu garantir o nome na lista de selecionados na chamada regular do Sisu/2021 para o curso de Direito da Ufba. “Por um longo período não tive aulas na escola por conta da pandemia. Só tenho a agradecer aos professores de cursinhos online grátis do Youtube. Foi com eles que eu consegui, em poucos meses, criar uma base para o Enem. Passei em Direito na Ufba. A sensação é maravilhosa, pois com todas as dificuldades, o esforço valeu a pena. Já estou com toda documentação organizada, só para fazer minha matrícula”, comemora.
A matrícula será nessa semana, mas as aulas mesmo só vão começar em agosto para os novos aprovados. Mesmo assim, Radija não consegue esconder a ansiedade para viver esse momento. “Na área da justiça, sei que não posso mudar o mundo ou ajudar a todos, mas o que eu puder fazer para contribuir, estou dentro”, diz.
De acordo com o o pró-reitor de Graduação da Ufba, Penildon Silva Filho, a expectativa para o ingresso desses novos alunos é muito grande. “Apesar das aulas presenciais paralisadas, nós continuamos com as aulas online e queremos preencher todas as nossas vagas no primeiro semestre. Ainda que não seja possível ofertar os componentes curriculares práticos, estamos adiantando o currículo com as outras atividades em que podemos fazer esse trabalho online”, destaca o pró-reitor. Ele reconhece que a falta de aulas no ano passado para os alunos de escolas públicas aumentou o fosso da desigualdade na educação:
“Realmente, esse aumento existe. Os alunos das escolas públicas não tiveram a mesma oportunidade de estudar que os de escolas privadas”.
No caso da universidade, metade das vagas são reservadas para esses estudantes. “Isso foi, de algum modo, mitigado. No entanto, mesmo assim, percebermos que alguns estudantes não conseguiram fazer o Enem devido a essa situação que nos encontramos”, completa.
As matrículas na Ufba, seguem até o dia 23 de abril (sexta-feira). Vivian Lago, 21 anos, está entre os novos alunos da universidade no curso do Bacharelado Interdisciplinar em Artes. Ela concluiu o ensino médio no antigo Colégio Estadual Carneiro Ribeiro Filho, na ladeira da Soledade, e contou com o apoio do Curso pré-vestibular gratuito do Instituto Steve Biko na preparação do Enem.
“Foi bem complicado no início. Começamos com aulas através de lives no Instagram, mas a conexão de internet era um problema em alguns momentos. Entrar na Ufba é uma sensação maravilhosa, de conquista e vitória. Saber que apesar de tudo, você conseguiu chegar ao final e que foi aprovada. Estou com tudo pronto para, finalmente, me matricular”.
Mais calouros Ex-aluno do Colégio Bernoulli, o estudante Pedro Gomes, 18, fez esse ano o seu primeiro Enem e mesmo sendo marinheiro de primeira viagem conseguiu conquistar o primeiro lugar no curso de Medicina da Ufba, com nota 838. Depois da conquista, ele diz que a meta agora é manter o bom desempenho durante a formação acadêmica.“Mais do que nunca é sempre importante ter médico. A pandemia acaba permitindo uma compreensão melhor da Medicina. É uma profissão que faz a diferença na sociedade e eu realmente gosto”.
Aprovado no mesmo curso, Abner Coelho, de 22 anos levou cinco anos estudando. “Foi uma vitória muito grande. Quando eu tinha 10 anos, sofri um acidente e quase perdi o movimento do braço direito. O médico conversou muito comigo, disse ficaria tudo bem. O que quero para vida é ajudar as pessoas, assim como elas me ajudaram. Precisamos confiar e não desistir. Você vai ouvir comentários, tipo: ‘poxa, ainda nisso, cara? Mas o que importa é o foco e a persistência”, afirma.
Quem também comemora uma vaga em Medicina é o baiano Elias Neto, 21 anos. Com os 787,59 pontos conquistados no Enem ele conseguiu resultado para entrar no curso de Medicina da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e no da Ufba de Vitória da Conquista. Ele ainda tem chances de vaga no curso de Salvador, da Ufba, mas já escolheu cursar a Univasf, com sede em Petrolina (PE), cidade vizinha da baiana Juazeiro. O jovem de Salvador se considera um caso de candidato “adverso” para o curso de Medicina por conta do pouco tempo de estudo que teve.
“Eu sou um caso relativamente adverso de candidato. Eu comecei a estudar do meio do ano para frente. Eu tinha trancado a matéria de Engenharia Química no quarto semestre. Eu fiz de 2019 até metade de 2020. Aí eu tive que fazer um intensivo. Uma rotina bem pesada, porque o tempo é menor para estudar os conteúdos e você precisa estudar tudo. Eu tive um respiro maior por conta do adiamento do Enem, de novembro para janeiro”, contou. O baiano já havia obtido resultados expressivos em 2019, quando foi aprovado no curso de Engenharia Química da Unicamp, de onde é egresso. Ele tinha projetos em andamentos na Universidade de Campinas e havia ganhado uma bolsa, quando decidiu trocar a Engenharia Química pela Medicina.
“Eu tinha projetos em andamento. Eu tinha acabado de ganhar uma bolsa pela faculdade. Quando surgiu essa ideia de fazer Medicina, ela colocou em dúvida tudo o que eu estava fazendo na universidade e eu tive que pensar bastante sobre essa mudança”, disse.
O ‘start’ para a Medicina veio da vontade de ajudar às pessoas e de conseguir colocar em prática ensinamentos recebidos em casa, a gentileza, a educação e o cuidado com as pessoas. “O que me motivou pra fazer Medicina foi essa questão do contato, e ser uma contribuição, uma missão, que é algo que na minha cabeça faz muito mais sentido, essa questão de ajudar, de curar, de fazer pelas pessoas usando a técnica, mas também a gentileza, a educação. Eu acho que é mais fácil fazer isso na Medicina do que na engenharia, porque é uma questão de convivência”, conta Elias.
Boas-vindas O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) é outra instituição que abre o processo de matrículas nessa segunda-feira e permanece até sexta (23). Foram mais de 1,2 mil vagas disponibilizadas no Sisu. O pró-reitor de Ensino, professor Jancarlos Lapa, pontua que os alunos novos vão precisar de acolhimento.
“Sabemos que a expectativa é muito grande, tanto a nossa quanto a dos estudantes. Estamos fazendo um trabalho em todos os campis em cima de um processo de acolhimento e, com isso, entender quem são esses alunos que estão chegando para um possível nivelamento, diante de todas as transformações que a pandemia impôs a educação”, destaca.
Lapa reforça que desde o ano passado, o Ifba elaborou um plano de contingência, com a reorganização curricular e a adoção do ensino remoto emergencial, o que promoveu uma série de adaptações nas aulas síncronas (online) e assíncronas (offline). “A notícia boa é que brevemente, os profissionais de educação poderão ser vacinados. Isso por si só, não é suficiente porque os estudantes também precisam ser imunizados, mas esperamos uma retomada mais robusta esse ano”, completa.
Para todas as universidades, quem não conseguiu uma vaga no Sisu agora já pode participar da lista de espera. O estudante deve manifestar seu interesse na página do sistema na internet até o dia 23 de abril, em apenas um dos cursos que optou por concorrer.
VEJA OS PRAZOS DE MATRÍCULA PARA OS APROVADOS PELO SISU
1. IFBA – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia Vagas: 1.211 Cursos: 35 Cidades Ofertadas: Salvador, Porto Seguro, Irecê, Santo Antônio de Jesus, Barreiras, Valença, Camaçari, Simões Filho, Vitória da Conquista, Lauro de Freitas, Brumado, Paulo Afonso, Jequié, Feira de Santana. Matrículas: 19 a 23 de abril de 2021 Início das aulas: nos meses de junho, julho e agosto, a depender do campi
2. IFBAIANO – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano Vagas: 820 Cursos: 22 Cidades Ofertadas: Uruçuca, Guanambi, Catu, Santa Inês, Senhor do Bonfim, Serrinha, Valeça, Lauro de Freitas, Bom Jesus da Lapa, Itapetinga Matrículas: 19 a 23 de abril Início das aulas: não informado no cronograma
5. UFBA– Universidade Federal da Bahia Vagas: 4.669 Cursos: 96 Cidades Ofertadas: Salvador, Vitória da Conquista, Camaçari. Matrículas: 19 a 23 de abril Início das aulas: 9 de agosto
6. UFOB – Universidade Federal do Oeste da Bahia Vagas: 960 Cursos: 30 Cidades Ofertadas: Barra, Barreiras, Santa Maria da Vitória, Luís Eduardo Magalhães, Bom Jesus da Lapa. Matrículas: 19 a 23 de abril Início das aulas: não informado no cronograma
7. UFRB – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Vagas: 1.429 Cursos: 40 Cidades Ofertadas: Cruz das Almas, Santo Amaro, Cachoeira, Santo Antônio de Jesus, Feira de Santana, Amargosa. Matrículas: 19 a 23 de abril Início das aulas: 1 de novembro
8. UFSB – Universidade Federal do Sul da Bahia Vagas: 1.454 Cursos: 45 Cidades Ofertadas: Porto Seguro, Teixeira de Freitas, Itabuna. Matrículas: 19 a 21 de abril Início das aulas: Não informado no cronograma
Os beneficiários do Bolsa Família com Número de Inscrição Social (NIS) terminado em 2 recebem hoje (19) a primeira parcela do auxílio emergencial 2021. Os recursos podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem, por quem recebe pela conta poupança social digital, ou sacados por meio do Cartão Bolsa Família ou do Cartão Cidadão.
O recebimento dos recursos segue o calendário normal do Bolsa Família, pago nos últimos dez dias úteis de cada mês. A primeira parcela começou a ser depositada na última sexta-feira (16) e será paga até 30 de abril.
Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o siteauxilio.caixa.gov.br.
O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.
Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante quatro meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.
Regras
Pelas regras estabelecidas, o auxílio será pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.
Quem recebe na poupança social digital, pode movimentar os recursos pelo aplicativo Caixa Tem. Com ele, é possível fazer compras na internet e nas maquininhas em diversos estabelecimentos comerciais, por meio do cartão de débito virtual e QR Code. O beneficiário também pode pagar boletos e contas, como água e telefone, pelo próprio aplicativo ou nas casas lotéricas. A conta é uma poupança simplificada, sem tarifas de manutenção, com limite mensal de movimentação de R$ 5 mil.
Delegação passou por exames de covid-19 no aeroporto antes de se encaminhar ao hotel
O Flamengo desembarcou no início da madrugada desta segunda-feira em Buenos Aires, na Argentina, local onde a equipe fará sua estreia na Libertadores, diante do Vélez Sarsfield. Jogadores, dirigentes e comissão técnica foram para o hotel após passar por exames de covid-19, procedimento padrão no aeroporto.
O avião pousou na capital argentina às 0h17 desta segunda (horário de Brasília), no Aeroporto Internacional de Ezeiza. Apesar do horário, alguns torcedores rubro-negros foram acompanhar a chegada da delegação.
Torcedores do Flamengo desembarque em Buenos Aires — Foto: Raphael Sibilla
O duelo contra o Vélez Sarsfield está marcado para a próxima terça-feira, às 21h30 (horário de Brasília), no estádio José Amalfitani. No Grupo G, o Flamengo também enfrentará Unión La Calera e LDU.
Veja imagens do desembarque abaixo:
Jogadores do Flamengo aguardam na entrada do hotel em Buenos Aires — Foto: Raphael Sibilla
Rogério Ceni chegada do Flamengo a hotel em Buenos Aires — Foto: Raphael Sibilla
Muito antes de Meghan Markle e do príncipe Harry, quem causava na monarquia do Reino Unido eram a rainha Elizabeth II e sua irmã, a princesa Margaret. E a conflituosa relação das duas, que voltou a despertar o interesse do público por conta da série “The Crown”, também é tema do novo livro de Andrew Morton, um correspondente real britânico acostumado a tirar esqueletos dos armários dos Windsors (também é dele a mais famosa biografia da princesa Diana que, dizem, foi escrita com a ajuda da própria).
Recém-lançado no hemisfério norte, “Elizabeth & Margaret” resgata muitas das histórias vividas pelas sisters e bffs desde a infância, dando maior destaque aos tempos de ambas como princesas, mas também colocando luz na relação delas a partir da ascensão ao trono da atual chefe da Casa Real de Windsor, evento que foi um divisor de águas em suas vidas e por motivos diferentes.
Nunca foi novidade para ninguém que Margaret, que morreu em 2002, tinha uma certa inveja da posição de destaque ocupada por sua irmã, que por sua vez preferiria ter nascido plebeia e bem longe dos holofotes. Mas Morton dá um novo tempero a isso ao mostrar a falecida “royal” como uma pessoa sensível, que sofreu de depressão profunda durante a maior parte da vida.
Bastante elogiado pela crítica especializada, “Elizabeth & Margaret” já é um dos livros de não-ficção mais vendidos tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos, em parte porque nunca houve tanto interesse na família real mais famosa do mundo, seja por causa de sua abordagem pela Netflix (que produz e exibe “The Crown”) ou pelas confusões que Meghan, Harry e companhia continuam causando, suficientes para mantê-los nas manchetes e como objeto de fascínio do público. (Por Anderson Antunes)
O novo livro de Andrew Morton || Créditos: Reprodução
O presidente dos Estados Unidos é mais ambicioso do que os líderes europeus na busca de soluções para reativar a economia com um programa de estímulos sem precedentes
O presidente norte-americano, Joe Biden, na Casa Branca, em Washington, em 7 de abril.Leigh Vogel / EFE
A economia é um gênero arrítmico, quase jazzístico. Funciona em um ritmo impossível para dançar: lento, mais lento, um pandemônio repentino quando a crise chega, e sempre chega. Esse ziguezague ocorre até no campo das ideias: todos os grandes movimentos da política econômica são acompanhados por correntes na direção oposta, golpe-contragolpe, avanço-retrocesso, heresia-apostasia. A terceira lei de Newton ―para cada ação sempre se opõe uma reação― teve uma correlação quase perfeita na economia política do século passado. A Grande Depressão foi seguida pelo consenso keynesiano, uma revolução passiva do capitalismo para corrigir os excessos do laissez faire que 30 anos gloriosos deixaram. Quando se esgotou essa onda, com a terrível doença econômica dos anos setenta combinando estagnação econômica e inflação elevada, apareceram Ronald Reagan, Margaret Thatcher e sua revolução conservadora, um neoliberalismo que praticamente cabia em um guardanapo de coquetel ―a megafamosa curva de Laffer― e em um decálogo chamado Consenso de Washington, que se resume em desregulamentação, menos impostos, privatizações, globalização e, finalmente, o poder magnético dos mercados eficientes acima de quase tudo. A revolução conservadora resistiu entre nós com diferentes roupagens; sua evolução mais recente é o trumpismo, mas antes também encontrou seu caminho até mesmo na social-democracia, especialmente com o charlatanismo associado à Terceira Via, ou no ordoliberalismo alemão de Merkel e companhia. Nisso, veio a Grande Recessão e o entrave lúgubre na forma do Grande Confinamento. Todas as grandes crises acabam causando convulsões políticas, e esta não seria menor: um ar de mudança de regime flutua na política econômica global.
O artífice dessa convulsão é um homem de quase 80 anos que virou o mundo de cabeça para baixo contra todas as probabilidades. O democrata norte-americano Joe Biden, nascido politicamente no paraíso fiscal de Delaware, votou com entusiasmo a favor dos cortes de impostos de Reagan na década de 80 e serviu como vice-presidente do grandiloquente Barack Obama, que poderia ter protagonizado uma mudança de paradigma há uma década, mas ficou na metade do caminho pela feroz oposição republicana e de Wall Street e acabou deixando Trump como um legado. Biden chegou à Casa Branca com essa aura de político moderado, quase entediado, que costuma contratar um alto funcionário do Goldman Sachs quando tem que abrir a boca. “Por acaso eu pareço um socialista radical?”, dizia, olhando para a câmera em plena campanha. E, no entanto, não há altos funcionários do Goldman Sachs em seu Governo, e Biden surpreendeu seu partido, incluindo a sonolenta ala esquerda, e a Deus e o mundo com 100 dias tremendos que provocam a tentação de falar em mudança de paradigma.
Essa mudança de paradigma começou a tomar forma em 2009, mas se acelerou com a covid-19. Na fase mais aguda da pandemia, Governos em todo o mundo aprovaram estímulos fiscais e monetários em uma escala que só havia sido vista em guerras mundiais. Biden dobra ou triplica essa aposta: os Estados Unidos, além de vacinar a toda velocidade, aprovaram um primeiro pacote de estímulo de quase 2 trilhões de dólares (11,2 trilhões de reais) para reforçar a recuperação da economia no curto prazo, que incluiu cheques de 1.400 dólares (7.850 reais) para os norte-americanos, o equivalente ao que os economistas costumam chamar de “jogar dinheiro de um helicóptero”.
Ele anunciou logo em seguida um segundo pacote, mais estrutural, com uma perspectiva de longo prazo. São mais 2 trilhões para os próximos oito anos, com medidas destinadas a resolver alguns dos problemas que a maior potência mundial acumula há décadas: desigualdade, pobreza, educação, saúde, clima, investimento em infraestrutura, combate aos monopólios tecnológicos, um retorno ao multilateralismo e, nunca visto em duas gerações, uma proposta para um aumento global de impostos corporativos, anátema até ontem mesmo, bem como um aceno ao sindicalismo, algo incomum na América do Norte. Combinado com o que já estava na mesa, este é um estímulo do tamanho de um daqueles enormes porta-aviões que navegam pelo Pacífico Sul: cerca de 5 trilhões, um quarto do PIB dos Estados Unidos. “É uma sacudida brutal no sistema que busca causar efeitos imediatos nas vidas dos americanos”, resume o professor Peter Praet.
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Os livros didáticos dizem com clareza meridiana que em meio a um choque externo de grande magnitude, como o causado pela covid-19, é preciso fazer políticas fiscais ultraexpansionistas e políticas monetárias que acompanhem os estímulos. Mas ninguém ―ninguém― tinha se atrevido a tanto.
Economistas e governantes de todos os matizes, de direita e de esquerda, há anos levam longe demais sua adoração (ou medo) dos mercados. É claro que, quando uma crise se aproximava, todos tiravam da cartola um keynesianismo dos grandes, mas, assim que vinha a estiagem, voltava-se automaticamente ao mesmo lugar neoclássicão: usando as taxas de juros e a política monetária para domar os ciclos de econômicos, ficar sempre de olho no déficit e confiar na magia do mercado. Essa magia começou a se desfazer com o crash do Lehman Brothers: “Todo o edifício intelectual desabou”, sentenciou então um descontente Alan Greenspan, sumo sacerdote dessa fé econômica, que disse encontrar-se “em um estado de total incredulidade e espanto” quando o castelo de cartas desmoronou.
Obama não quis ou não pôde então dar o golpe radical que prometia, e as águas voltaram ao seu curso. Mas a semente estava plantada, e a combinação da terra arrasada dos anos Trump e o choque pandêmico nos convidam a cometer esse pecado econômico que consiste em pensar que desta vez pode ser diferente: “O estímulo de Biden é o despertar de uma nova era”, escreveu o historiador econômico Adam Tooze. “É a ruptura definitiva com o neoliberalismo”, segundo a análise de J. W. Mason, do Roosevelt Institute. “A pandemia é a oportunidade de fazer uma mudança que devolva o protagonismo ao Estado”, sentencia Mariana Mazzucato, do University College. Até o FAES, o think tank liberalíssimo de José María Aznar, falava às claras esta semana “do canto do cisne dos supply siders [os economistas da oferta, pouco amigos do keynesianismo], que desde o tempo de Reagan vinham dominando o debate”.
Ao jornalismo tende a cair maravilhosamente o advérbio de cautela talvez: diante da inauguração permanente da história, é preciso sempre lembrar um aforismo de Rafael Sánchez Ferlosio, “a nova era, a velha desventura”. Mas a dezena e meia de economistas consultados aponta para algo como uma mudança de guarda na política econômica não isenta de riscos.
Amores e revoluções, mesmo econômicas, precisam da pessoa certa, no lugar certo e na hora certa; a vida, entretanto, quase nunca consegue reunir tal adequação. Biden pode conseguir? “Velhos que têm pressa são uma coisa boa”, diz, por telefone, James Galbraith, economista da Universidade do Texas e um dos poucos acadêmicos de esquerda com uma voz poderosa e midiática. Biden chega ao lugar certo, uma Casa Branca abalada pelos excessos histriônicos de Trump, em meio a uma crise que, como diz a direita, é sempre uma oportunidade, “e com os democratas conscientes de que só têm dois anos antes do próximo ciclo eleitoral para mudar as coisas e evitar a volta do populismo”, diz o filho do mítico John K. Galbraith. “A questão é se a academia e a política, em parte como consequência do pânico, dão ao pensamento econômico o impulso definitivo para acabar com o neoliberalismo. Mas ainda falta muito jogo”, frisa.
Algo se move
Esse ceticismo é a norma em uma profissão acostumada a novos amanheceres que nada mais eram do que aldeias Potemkin: palavras de verniz e decorações de papelão duro. E, no entanto, é inegável que algo está se movendo. O ex-economista-chefe do FMI Maurice Obstfeld aponta que o Plano Biden “é muito mais ambicioso do que as propostas de Obama”, embora deixe no ar se representa a prometida nova era ou a ferlosiana velha desventura. Simon Johnson, que também esteve no FMI, qualifica esse pacote como “brilhante esforço para estimular a economia no curto prazo para acelerar a recuperação pós-covid-19” e, ao mesmo tempo, “pensar na economia americana no longo prazo com medidas audazes e ambiciosas”. “Eu não chamaria essas políticas de esquerda ou direita, nem as classificaria como velho ou novo paradigma: simplesmente são o caminho adequado para reconstruir a economia onde as duas últimas crises mais a golpearam. E talvez sirvam de inspiração em outros lugares”, acrescenta Johnson.
Essa “inspiração” para “outros lugares” é uma forma educada —eufemística— de se referir à Europa, que tem sido muito menos arrojada do que os EUA. Mas essa alusão vamos tentar esclarecer alguns parágrafos abaixo. Porque, para além da comparação com a Europa, o fato é que a política econômica de Biden apresenta riscos, e nem muito menos foi adotada por consenso. Larry Summers, o guru econômico de Obama, oráculo de Wall Street e prima donna do suposto progressismo economicista norte-americano, é quem mais claramente destacou que o novo Executivo dos Estados Unidos foi longe demais, apesar de até dois dias atrás ter defendido abertamente os estímulos para tirar a economia global da armadilha da estagnação secular. O prestigiado economista francês Olivier Blanchard segue Summers de perto: “Biden foi muito longe; existem riscos de superaquecimento e inflação”, explica por e-mail. “Muitos economistas pensam como Summers e Blanchard: Biden está descartando a ciência e substituindo-a por seus objetivos políticos e popularidade”, diz Tyler Cowen, autor de The Great Stagnation e influente professor da Universidade George Mason.
Diante dos maçantes teóricos do universo que vão atrás do glamour intelectual do pessimismo, Simon Wren-Lewis destaca em Oxford que Biden “mostra o caminho a seguir”. “O Reino Unido e a Europa foram tímidos demais: as preocupações com o déficit estão fora de lugar. Mas também os riscos inflacionários podem ser superados.” Não fazer nada, com os velhos demônios à espreita, não era mais uma opção: “Isto não é o fim do neoliberalismo, que vai além da política econômica, mas é de esperar que seja o começo do fim daqueles que se preocupam com o déficit ―ou a inflação― em meio a uma depressão, ou de uma armadilha econômica de baixo crescimento e taxas de juros e inflação na zona zero como na que encalhamos”.
Muitas vezes, acontece com os economistas algo semelhante ao que se deu com Napoleão em Guerra e paz: sua capacidade de decidir os rumos da economia é limitada. Armados com fantásticos modelos matemáticos, um grandioso plano de batalha cujo objetivo é simplificar a realidade e que lhes promete uma vitória quase certa, “a obsessão de teorizar” dos cientistas sociais acabou se tornando “um obstáculo à compreensão”, deixou escrito Albert Hirschman, cujo nascimento acaba de completar 100 anos. Dani Rodrik, economista de Harvard, diz que a profissão levou longe demais “sua adoração pelos mercados” e “sua crença nos modelos”. A economia é espelho e ao mesmo tempo expressão de uma era: o Estado de bem-estar social foi a tradução social-democrata do roteiro do pós-guerra e a revolução conservadora a resposta à crise do petróleo, com uma estagnação preocupante e uma inflação galopante. Mas agora os problemas são outros: a mudança climática, a hiperglobalização, o peso excessivo do setor financeiro nas economias avançadas e o impacto da revolução tecnológica sobre os trabalhadores não são devidamente tratados pelos modelos. O neoliberalismo perdeu brilho devido aos excessos dos últimos 15 anos de monopólios tecnológicos, às loucuras das finanças ―a Pottersville de A felicidade não se compra― à galopante desigualdade e ao rastro de crises dos últimos tempos. “Ao contrário dos acidentes aéreos, as crises financeiras tornaram-se mais frequentes, não menos: o avião é mais perigoso”, resume Mervyn King, ex-governador do Banco da Inglaterra.
A resposta adequada diante desse panorama é o Plano Biden, esse bidenomics? O historiador econômico Barry Eichengreen, de Berkeley, tem suas dúvidas. “Os EUA responderam com muito mais munição do que a Europa aos novos problemas econômicos, associados à covid, e aos não tão novos que se acumulam em todo o Ocidente. Mas agora há um rico debate sobre se Washington fez demais, criando significativos riscos de inflação”. “O estímulo de Biden é várias vezes maior do que a brecha de produção [a diferença entre a velocidade de cruzeiro da economia e o potencial de crescimento], e há ainda mais estímulos à vista. Do lado monetário, o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, deixou claro que não vai mudar sua política ultraexpansionista até pelo menos 2023. É melhor se recuperar a toda velocidade e arriscar-se a um retorno da inflação? Ou é preferível algo mais lento para evitar esses riscos? Biden prefere a primeira opção; a Europa, a segunda”, aponta.
Os Estados Unidos ultrapassaram a Europa pela direita depois de 2008. Quando as coisas ficaram realmente muito ruins, Washington reuniu os maiores bancos do país e os fez pedir emprestadas grandes somas de dinheiro (que depois devolveram com juros), e inovou com a política monetária e fiscal: a Europa optou pela austeridade e as coisas quase acabaram mal. Agora Biden ultrapassa os europeus pela esquerda: a Europa também optou pelos estímulos desta vez, mas em uma escala muito menor.
“A zona do euro, ao contrário dos EUA, parece satisfeita com uma recuperação incompleta”, critica o economista Ángel Ubide. “Joe Biden acaba de atrasar o declínio de seu país; os líderes europeus parecem dispostos a acelerar o deles”, escreveu o analista Martin Sandbu no Financial Times. “A comparação é equivocada porque na Europa temos estabilizadores automáticos, os heróis anônimos da política econômica moderna”, matiza Benedicta Marzinotto, da Universidade de Udine. O FMI, porém, considera que o estímulo europeu é insuficiente: o Fundo acredita que a Europa teria de injetar 3% do PIB em sua economia. Cerca de 400 bilhões a mais de uma tacada só.
Europa versus EUA, enfim, mais uma vez. Blanchard intervém nesse debate com finezza: “O plano de Biden é provavelmente demasiado grande, e os planos europeus demasiado pequenos, mas talvez não tão pequenos. Isso dependerá do que acontecer com a demanda privada: o otimismo em relação às vacinas e as poupanças retidas em empresas e famílias poderiam provocar um boom também na Europa”. Outros especialistas se queixam dos atrasos acumulados tanto nas vacinas quanto no Fundo de Recuperação de 750 bilhões aprovado um ano atrás em Bruxelas, mas do qual o dinheiro novo só começará a fluir no final de 2021.
“O Fed dos EUA comprou 2,6 trilhões de dólares em ativos desde janeiro de 2020; o BCE, 320 bilhões de euros (380 bilhões de dólares), sete vezes menos. E a política fiscal conta uma história semelhante: o estímulo europeu é mais ou menos a metade do norte-americano. Não estamos repetindo os erros da crise passada, ao menos desta vez a Europa vai na direção certa, mas em termos de volumes estamos repetindo os erros: sairemos mais tarde e com mais dificuldades”, destaca Paul De Grauwe, da Universidade de Leuven. “O contraste entre o paradigma neoliberal e o que Biden fez mostra uma mudança fundamental: os governos estão recuperando um papel central na luta contra a crise”, acrescenta. Charles Wyplosz, do Graduate Institute, concorda. E acusa aqueles que criticam a ambição de Biden pelo risco inflacionário que corre. “Parecem-me críticas incrivelmente fora de lugar. Durante uma década lamentamos os efeitos perversos de uma armadilha de baixo crescimento, taxas de juros negativas e inflação baixíssima. Se a inflação finalmente aumentar e obrigar os bancos centrais a agir, pelo menos teremos escapado da maldição dos últimos anos.” “Pela primeira vez em décadas, um Governo realmente tenta fazer algo por aqueles que acabaram sendo, por puro desespero, eleitores de opções populistas. Eu rio dessas críticas diante de um passo deste calibre”, vocifera Wyplosz. Vítor Constâncio, ex-vice-presidente do BCE, também aplaude a coragem norte-americana: “Washington está tentando fazer experiências com políticas para superar completamente a crise, enquanto a Europa languidesce sob o peso dos seus fantasmas e temores”, escreveu recentemente.
As épocas felizes são páginas em branco nos livros de história, mas aquilo de “que você viva tempos interessantes” dos chineses é uma maldição. Quando assumiu o cargo em 1933, Franklin D. Rooseveltdesvalorizou o dólar, obrigou os norte-americanos a lhe venderem, por um preço tabelado, todo o ouro que tinham adquirido desde o início da crise e fechou os bancos durante 28 dias: os EUA começaram a cimentar com o new deal ―e com a Segunda Guerra Mundial― uma hegemonia que chega até hoje. Biden não vai a tanto, mas em menos de 100 dias anunciou uma injeção de vários bilhões de dólares na economia e patrocina inclusive um aumento global de impostos para as grandes corporações. No fundo, a luta pela hegemonia global continua: o presidente dos EUA, em pleno momento Roosevelt, afirma que seu plano “nos coloca em posição de ganhar competitividade com a China”. Para além dessa luta, Washington viu as orelhas do lobo do populismo; o que faz Biden é uma tentativa quase desesperada de evitar o retorno do trumpismo. E a pressa também tem uma explicação mais prosaica: o Partido Republicano está grogue depois da última derrota, mas Biden tem apenas dois anos até as eleições para o Senado, que poderiam acabar com sua pequena maioria e turvar o resto de seu mandato.
Expectativas
As crises não são um acontecimento, mas um processo; um processo que em certos lugares, lugares desafortunados, ainda não terminou. Os anglo-saxões precisariam de outro Dickens para descrever as cicatrizes em algumas regiões dos Estados Unidos e do Reino Unido, mas Victor Hugo também poderia reescrever Os miseráveis em muitas partes da Europa. Sairemos dessa, porque não há vírus ou crise que dure 100 anos, e sairemos mais cedo do que tarde. Mas esse será o momento mais perigoso: as pessoas não se rebelam quando as coisas estão ruins, mas quando suas expectativas são frustradas. Se Biden estiver certo e a Europa arrastar os pés, é muito possível que o mal-estar cresça daquele lado do Atlântico; se Washington tiver ido longe demais, podemos estar diante da enésima fase da revolução conservadora e a mudança de regime teria sido uma miragem. Enfrentamos uma incerteza radical através dos relatos, construindo narrativas: Biden está executando a sua, e a Europa, no momento, as vê chegar.
Cavafis escreveu isso, como sempre, melhor: a cidade inteira se reuniu para esperar os bárbaros e reinava o medo, o tremor, a esperança de que essa irrupção mudasse suas vidas.
O time de transição do Bahia superou o Bahia de Feira neste domingo (18) por 1 a 0 em Pituaçu, em jogo válido pela oitava rodada do Campeonato Baiano. Em um jogo nervoso e marcado por chances perdidas, o Tricolor conseguiu marcar com Marcelo, no segundo tempo do jogo.
Com o resultado, o Bahia avançou aos 12 pontos e se mantém na quarta posição do estadual. Na última rodada da primeira fase, a equipe enfrenta o Jacuipense no próximo dia 28 de abril, novamente em Pituaçu.
O JOGO
Com a necessidade de um bom resultado para seguir na briga pelo G-4, o Bahia começou o jogo buscando o ataque, tentando se aproximar do gol, mas sem criar nenhuma grande oportunidade. A chegada mais intensa foi aos 15 minutos, quando Gustavo avançou em velocidade pela direita, mas tocou mal na bola e facilitou a defesa do goleiro Jean.
A partir do minuto 30, o Bahia de Feira ganhou mais posse de bola e começou a tentar. Com 33, Cazumba cruzou na área e Hugo Freitas cabeceou para fora. Um minuto depois, após mais um cruzamento, Deon cabeceou por cima.
Quando eram marcados 38 minutos, Daniel Penha rebeceu passe de Bruno Camilo e mandou uma bomba para boa defesa de Jean. Na sequência, Gustavo avançou pela direita e ajeitou para Renan Guedes, que pegou mal na bola.
Hugo Freitas expulso
Com 39, Hugo Freitas tomou o segundo cartão amarelo e o consequente vermelho após interromper a corrida de Renan Guedes com o braço no rosto.
Aos 42 minutos, Ignácio sofreu falta dentro da área, mas o árbitro Eziquiel Sousa Costa marcou falta.
Pouco antes do fim da primeira etapa, Pedro Neto dominou dentro da área e ajeitou para Thiaguinho, que bateu forte e de primeira para defesa segura de Matheus Teixeira.
Segundo tempo
Com um jogador a mais, o Bahia foi para cima e perdeu uma grande oportunidade. Aos oito minutos, Raniele chutou de longe, o goleiro espalmou e a bola ficou limpa para Marcelo, que chutou de qualquer jeito e errou a meta por muito.
Aos 14 minutos, Daniel Penha tentou de fora da área e o goleiro Jean se esticou todo para evitar o gol. Após essas tentativas, o Bahia continuou em cima, mas diminuiu o ritmo de chegadas mais perigosas.
Marcelo balança a rede
Após perder uma grande oportunidade, Marcelo conseguiu a redenção com um gol. Aos 37 minutos, Bruno Camilo cobrou escanteio e o camisa 9 se antecipou na grande área para cabecear ao gol.
Aos 43, chance do Bahia de Feira. Após bola na área, Diones dominou no peito e mandou de bicicleta. Matheus Teixeira fez uma grande defesa.
FICHA TÉCNICA Bahia 1 x 0 Bahia de Feira Campeonato Baiano – 8ª rodada Local: Pituaçu, em Salvador Data: 18/04/2021 (domingo) Horário: 16h Árbitro: Eziquiel Sousa Costa Assistentes: Jucimar dos Santos Dias e José Carlos Oliveira dos Santos
Cartões amarelos: Hércules, Hugo Freitas (2x), Bruninho (Bahia de Feira) / Gustavo Henrique, Jeremias(Bahia)
Cartões vermelhos: Hugo Freitas (Bahia de Feira)
Gols: Marcelo (Bahia)
Bahia: Matheus Teixeira; Renan Guedes, Ignácio (Jeremias), Gustavo Henrique e Felipinho (Mayk); Raniele, Pablo e Bruno Camilo; Daniel Penha (Gustavo Brinquedo), Gustavo (Fabrício) e Marcelo (Caio Mello). Técnico: Cláudio Prates.
Bahia de Feira: Jean; Wesley, Jarbas (Eduardo), Paulo Paraíba e Cazumba; Hércules, Diones e Hugo Freitas; Thiaguinho, Pedro Neto (Marcone) e Deon (Bruninho). Técnico: Oliveira Canindé.
Um vídeo de março de uma entrevista que Taís Araújo fez com Xuxa viralizou neste domingo (18) no Twitter por conta de uma resposta em que a apresentadora diz qeu gostaria de ser uma mulher negra na próxima reencarnação. A entrevista foi exibida pelo “Superbonita”, do GNT.
Questionada sobre como gostaria de vir em outra vida, Xuxa diz que gostaria de ser como Taís. “Taís, eu gostaria de vir com a sua cor, seu cabelo, sua pele”, elencou. Taís fez um alerta: “Ser preta não é mole não. Depois te conto o que é vir preta nesse país e nesse mundo”.
Xuxa institiu: “Eu ia me amar muito, ia me olhar no espelho toda hora”. Taís afirmou que se ama muito, mas que não é essa a questão. “Eu também me amo, mas o problema não sou eu. É o mundo lá fora”, afirmou. “Quando eu olho as pessoas com a cor da sua pele, o seu cabelo… Eu tenho pouco cabelo. Tenho uma pele que queria muito que fosse dourada, morena, negra. Se pudesse escolher, queria vir assim”, acrescentou Xuxa. “Pede pra vir com o espírito preparado pra aguentar bomba também”, recomendou a atriz.
O vídeo foi replicado milhares de vezes, levando o nome de Xuxa aos assuntos mais comentados do Twitter. “Cada vez sinto mais vergonha de ter crescido fã da Xuxa”, comentou um internauta.
Há pouco tempo, Xuxa também foi criticada depois de afirmar que seria bom se presidiários, e não animais, fossem usados em testes de produtos. Na ocasião, ela pediu desculpa pela afirmação.
Casos deste domingo se somam a outros dois que ocorreram na mesma semana no país
Foto: reprodução/NBC
Ao menos seis pessoas foram mortas em dois tiroteios em dois estados diferentes dos Estados Unidos. Os crimes ocorreram neste domingo (18). Um deles foi em Kenosha (Wisconsin), onde 3 foram mortos em uma briga de bar. O outro ocorreu em Austin (Texas), que também deixou 3 mortos nas proximidades de um centro comercial.
O caso em Wisconsin foi o primeiro registrado e ocorreu nesta madrugada. Além das mortes, duas pessoas ficaram gravemente feridas. De acordo com a polícia, o suspeito teria sido convidado a deixar o bar onde estava, mas voltou logo depois e atirou nas pessoas que estavam no local.
Já o segundo caso, no estado do Texas, aconteceu perto de um prédio de escritórios. Segundo a polícia de Austin, a identidade do atirador já foi descoberta e a suspeita é que o caso seja “uma situação doméstica isolada e não há risco para o público em geral”. O homem também está foragido.
Os casos deste domingo se somam a outros dois que ocorreram na mesma semana no país. Na sexta-feira (16), ao menos oito pessoas foram mortas durante um ataque a tiros em um escritório da FedEx – empresa americana de entregas – em Indianápolis. O atirador se matou logo em seguida. A motivação do ataque e a identidade do atirador ainda são investigadas.
O outro caso aconteceu na escola secundária Austin-East Magnet, em Knoxville (Tennessee) e deixou uma pessoa morta. Além disso, um policial foi atingido por um tiro no quadril. A polícia não detalhou o caso, mas informações ainda não oficiais alegam que a vítima seria um adolescente. Existe ainda a suspeita que o jovem tenha sido o atirador. Conforme o jornal “Knoxville News-Sentinel”, um dos suspeitos foi detido, mas a polícia não confirmou.
A Uefa, entidade administrativa do futebol europeu, alertou que clubes relacionados à Superliga serão banidos de competições domésticas e internacionais caso organizem uma competição concorrente à Liga dos Campeões.
Em um comunicado conjunto com as ligas e federações de Espanha, Inglaterra e Itália, a Uefa afirmou que considerará “todas as medidas”, incluindo ações judiciais e banimentos de ligas domésticas, em oposição aos planos de uma competição paralela.
A Uefa afirmou que ficou sabendo que clubes daqueles países “podem estar planejando anunciar a criação de uma chamada e fechada Superliga”.
“Se isso acontecer, queremos reiterar que nós… (e) também a Fifa e todas as nossas federações permanecerão unidas na tentativa de interromper este projeto cínico, um projeto que se baseia no interesse próprio de alguns poucos clubes no momento em que a sociedade precisa de mais solidariedade do que nunca”, disse a Uefa. “Vamos considerar todas as medidas disponíveis, em todos os níveis, judiciais e esportivos, para impedir que isso aconteça. O futebol é baseado em competições abertas e méritos esportivos; não pode ser de qualquer outra maneira”, acrescentou o comunicado.
Em janeiro, a Fifa afirmou que uma competição independente não seria reconhecida e que “qualquer clube ou jogador envolvido nesse tipo de torneio não poderia participar de qualquer competição organizada pela Fifa ou por sua respectiva confederação” – o que significa que os jogadores seriam banidos da Copa do Mundo.
O comunicado deste domingo (18) da Uefa disse: “Os clubes em questão serão banidos de qualquer outra competição, em nível doméstico, europeu ou mundial, e pode ser negada aos jogadores a oportunidade de representar suas seleções nacionais”.
“Agradecemos os clubes em outros países, especialmente de França e Alemanha, que se recusaram a participar disso. Convocamos todos os amantes do futebol, torcedores e políticos, a se unirem a nós na luta contra um projeto desse tipo, caso ele seja anunciado. Esse persistente auto-interesse de poucos está em andamento há tempo demais. Chega”.
Feira de Santana não registrou nenhuma morte por Covid-19, nas últimas 48h. Até agora são exatamente 28.995 pacientes recuperados, índice que representa 86,7% dos casos confirmados. Enquanto isso, 162 exames foram negativos e 86 positivos. O boletim epidemiológico contabiliza ainda 129 pacientes internados no município e 3.818 casos ativos, ou seja, pessoas que ainda estão com a doença. A informação é da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde neste domingo (18).
Relatório sobre Covid-19 em Feira de Santana NÚMEROS DESTE DOMINGO 18 de abril de 2021
Casos confirmados no dia: 86 Pacientes recuperados no dia: 48 Resultados negativos no dia: 162 Total de pacientes hospitalizados no município: 129 Óbito comunicado no dia: 0
A Secretaria de Saúde ressalta que a inclusão no boletim dos registros de óbito por Covid-19 é feita quando a declaração de óbito, ficha de notificação e resultado do exame positivo para a doença chegam à Vigilância Epidemiológica.
NÚMEROS TOTAIS
Total de pacientes ativos: 3.818 Total de casos confirmados no município: 33.410 (Período de 06 de março de 2020 a 18 de abril de 2021) Total de pacientes em isolamento domiciliar: 3.689 Total de recuperados no município: 28.995 Total de exames negativos: 45.685 (Período de 06 de março de 2020 a 18 de abril de 2021) Aguardando resultado do exame: 449 Total de óbitos: 597
INFORMAÇÕES TESTES RÁPIDOS
Total de testes rápidos realizados: 24.677 (Período de 06 de março de 2020 a 18 de abril de 2021) Resultado positivo: 4.697 (Período de 06 de março de 2020 a 18 de abril de 2021) Em isolamento domiciliar: 17 Resultado negativo: 19.980 (Período de 06 de março de 2020 a 18 de abril de 2021)
O teste rápido isoladamente não confirma nem exclui completamente o diagnóstico para Covid-19, devendo ser usado como um teste para auxílio diagnóstico, conforme a nota técnica COE Saúde Nº 54 de 08 de abril de 2020 (atualizada em 04/06/20).