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Jorcilei Rosa Sales disse ainda que, para o serial killer do DF, o mato é como um quintal

Lázaro Barbosa Foto: Reprodução

Quando tinha 21 anos, Jorcilei Rosa Sales conheceu o ‘serial killer do DF’, Lázaro Barbosa, de 32 anos. Atualmente, ele está com 35 anos de idade e é casado com uma tia materna do assassino.

Sales mora em Barro Alto, na Bahia, e disse que para Lázaro o mato é como um quintal.

– [O mato] Em Goiás, para Lázaro, é como se ele estivesse aqui dentro deste quintal – disse ele ao portal Metrópoles.

Ele é considerado o melhor amigo de Lázaro, com quem conviveu por bastante tempo no sertão da Bahia. Fora isso, os dois já trabalharam juntos em Goiás.

– Ali [em Goiás] é muito pequeno para ele; não tem dificuldade nenhuma. É como se ele estivesse dentro de uma casa. Ele é esperto, tem artimanha. Mas isso não quer dizer que seja feitiçaria. E ele [Lázaro] sabe se defender no mato, mesmo. Porque, imagina: nós estamos numa região de caatinga, onde tem muito espinho. E lá em Goiás não há espinhos na mata. Aqui tem xique-xique, unha de gato, muita madeira perigosa.

Ao contar que já deixou uma navalha na mão de Lázaro, para que ele fizesse sua barba e cortasse seu cabelo, o homem disse ainda que “não tem um pingo de medo” do assassino.

Após cometer vários crimes, Barbosa completou neste domingo (20) 12 dias como foragido das forças de segurança do Distrito Federal e de Goiás. Policiais fazem buscas em uma mata, nos arredores de Girassol, distrito de Cocalzinho de Goiás.

Informações Pleno News


São 842,4 mil doses de imunizantes contra a covid-19

FILE PHOTO: Vials of the Pfizer-BioNTech vaccine against COVID-19

Uma remessa com 842,4 mil doses da vacina contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech desembarcou no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), neste domingo (20), pelo consórcio Covax Facility.

Esse é o primeiro lote da farmacêutica que desembarca no país correspondente à aliança liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e outros parceiros. 

Segundo o Ministério da Saúde, o contrato do Brasil com a Covax prevê 42,5 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 de diferentes laboratórios até o fim de 2021. Até agora, a pasta informou que já recebeu e distribuiu mais de 5 milhões de doses adquiridas via consórcio global.

Informações Agência Brasil


Longa chegou ao catálogo e até fez bastante sucesso com ator de X-Men

Fãs da Netflix vão ficar tremendo com filme de suspense

Se você está procurando um mistério envolvente com talento de atuação de primeira linha, a Netflix tem um filme para você.

O filme O Recepcionista teve uma sólida entrada nos mais assistidos do serviço de streaming. O longa-metragem é estrelado por Tye Sheridan (X-Men: Fênix Negra) como Bart, um recepcionista de motel com uma inclinação para espionar as pessoas – e que vê muito mais do que quer.

O Recepcionista tem uma equipe interessante tanto na frente quanto atrás das câmeras. Sheridan, talvez mais conhecido por seu papel principal em Jogador Nº 1 de Steven Spielberg e por retratar a versão mais jovem de Scott Summers (também conhecido como Ciclope) nos filmes dos X-Men, é um jovem ator extremamente capaz. 

O filme o envolve com um excelente elenco de apoio, que inclui Ana de Armas (Entre Facas e Segredos), Helen Hunt (Mad About You) e John Leguizamo (Olhos que Condenam).

O filme foi escrito e dirigido por Michael Cristofer, que no final dos anos 70 ganhou os prêmios Pulitzer e Tony por sua produção teatral da Broadway, The Shadow Box. 

Ele escreveu roteiros para filmes como As Bruxas de Eastwick e A Fogueira das Vaidades, dirigiu filmes como Gia – Fama e Destruição e Pecado Original (ambos ajudaram a tornar Angelina Jolie uma estrela), e até apareceu como ator em um conjunto de séries de televisão e filmes – mais recentemente como Phillip Price na série americana de sucesso Mr. Robot.

O Recepcionista é a primeira vez que Cristofer assume a cadeira de diretor desde 2001 e, para os telespectadores da Netflix, está atingindo o ponto ideal.

Suspense da Netflix

Bart é um jovem que vive com a síndrome de Asperger. Ele trabalha no solitário turno da noite na recepção do hotel Mercer. Sem o conhecimento de ninguém, ele instalou cinco câmeras de vigilância em uma das salas, mas não para fins nefastos. 

Ele usa a filmagem, que pode ser acessada com seu laptop, para tentar compreender melhor como envolver as pessoas na conversa e aliviar sua própria dificuldade social.

Uma noite, uma mulher chamada Karen faz check-in e Bart dá a ela seu quarto com as câmeras. Ele completa seu turno, pega um sorvete e vai para casa, onde fica de olho em Karen. Inesperadamente, um homem aparece – e é quando tudo começa a ficar ruim para Bart. 

Há uma violenta altercação, ele toma a infeliz decisão de voltar ao hotel e tentar ajudar Karen. A jovem acabou morta por um tiro, com Bart aparentemente a única pessoa por perto.

Bart consegue remover a maior parte de seu equipamento de vigilância, mas é interrogado por um suspeito detetive da polícia (Leguizamo) e transferido para um hotel diferente. 

Lá, em seu primeiro turno, ele prontamente conhece outra jovem atraente (de Armas), que se interessa por ele. Torna-se aparente, porém, que ela sabe mais sobre a situação dele do que está revelando – e que ela tem uma agenda misteriosa que pode significar a ruína do personagem principal.

No Brasil, O Recepcionista está agora disponível na Netflix.

Informações Observatório do Cinema


Derrocada do jornalismo da emissora nasce na pretensão de querer ser babá social e moral do espectador, editando o que ele deve ver, consumir, e surrupiando e invertendo os fatos

Foto: Reprodução/ Rede Globo

Por Adrilles Jorge

Jornalismo é interpretação do mundo embalada na percepção do jornalista e sua leitura dos fatos. Simples assim. Expor os fatos, mostrá-los, escolher os que devem ser exibidos é editar a realidade. Não há realidade bruta. Há angulação da realidade editada pelo olhar de quem observa e edita a realidade. Isto não significa dar lição de moral sobre como o espectador deve reagir, viver, se comportar. A arte, a literatura e até o jornalismo podem ser didáticos quando humildemente expõem uma percepção da realidade, com suas ambiguidades e complexidades. Sem querer impor goela abaixo do leitor/espectador uma visão única de mundo e de como viver. “Fique em casa”, berrava o jornalismo da Globo no ano passado. Não saia. Não se movimente. Sua liberdade de ir e vir pode matar. Sua liberdade de vida pode matar. Colou para a maioria. Durante um ano, baseando-se em pretensa ciência, pessoas abdicaram de viver. Nenhum resultado satisfatório provou que isto salvou alguma vida, como prometido. Ceifou a liberdade de viver e de trabalhar. Não a dos jornalistas da Globo, que seguiram com seu trabalho essencial para eles mesmos, vivendo os riscos de viver — que eles guardaram só pra eles mesmos.

O mandamento moral jornalístico piorou mais com a guerra política contra um presidente que priorizava o trabalho e a liberdade, além do risco de viver. Duelo de percepções de vida. Um militar que mandava enfrentar os riscos numa guerra contra um vírus e uma emissora que mandava se esconder do vírus — que penetrava em transportes e periferias lotadas por eventuais “trabalhadores essenciais”, nos lares de quem ficou em casa — e foi contaminado — em casa. Países que mais mandaram ficar em casa tiveram números maiores dos que não ficaram, na maior parte dos casos. Duelo de percepção de vida. Mas a Globo acreditava que falava em nome dos fatos, da realidade, do jornalismo, da ciência. A Globo errou. Errou sobretudo em tratar a apuração da realidade com lição de moral. Lição esgotada em seu erro fatal. O que as pessoas suportam cada vez menos é uma certa mania jornalística de transformar apuração em lição de moral de como se deve comportar, agir, como se deve emocionar, viver, deixar de viver.

Apuração dos fatos virou didática da realidade para o jornalismo da Globo e em grande medida para a maior parte do jornalismo da grande mídia. Jornalistas querem ensinar o que pensar, com o que se emocionar, com quais fatos se preocupar. Escrever, pesquisar sobre a realidade é dialogar com quem lê, não impor uma realidade editada por convicção narcisista. Jornalistas da Globo e da grande mídia parecem crer que o espectador seja uma criança que deva ser levado pela mão à interpretação social, ideológica e política da realidade que ele, jornalista, aprendeu — errado — em faculdades ideologicamente doutrinadoras de comunicação ou na própria redação de jornal. A Globo errou. Erro feio. Tem errado feio não só na campanha do “fique em casa”, como nesta guerrilha ideóloga estúpida contra o governo federal. Faz ilações sobre o assassinato de Marielle Franco e o presidente, esconde manifestações populares de apoio a Jair Bolsonaro, responsabiliza ele por mortes por Covid-19 por não ter “ficado em casa”, chama de antidemocráticos atos de pessoas que se insurgem contra atos antidemocráticos do STF, endossa prisões arbitrárias de pessoas que criticam juízes tiranos, embarca num tipo de propaganda de pseudo progressismo identitário que chama indiscriminadamente pessoas de racistas, homofóbicas e machistas por serem meramente conservadoras. Fecha os olhos para a humilhação de cientistas, mulheres massacradas por corruptos notórios, inocentes que tem sigilos bancários abertos em investigação promovida por corruptos notórios pelo único objetivo de demonizar um presidente.

A Globo se transformou num órgão de militância política comportamental contra o que ela crê ser autoritário, reacionário, fascista. A Globo se transformou num juiz moral injusto que não enxerga a própria injustiça e erro. Como um ministro que compõe nosso STF atual. Recebe, por óbvio, críticas acerbas de diversas fatias da sociedade por ter trocado um jornalismo que busca triangular, apurar os fatos, dialogando com o espectador sobre a realidade, por um ativismo militante moral e social. Agora, numa campanha narcísica, chora as pitangas por se crer vítima de disseminadores de fake news. Fake news, segundo a Globo, seria tudo que não se coaduna com as teorias lançadas por ela de como se comportar e ler a realidade, a ciência, a vida, a presidência, a justiça. Fake news, segundo a Globo, é não viver e pensar como a Globo quer que você viva e pense. Agora, lançam uma campanha dizendo como jornalistas da emissora são humanos, e compartilham a intimidade dos profissionais com suas famílias. De como são mártires sociais que sofrem as pedradas de quem não comunga com sua visão de mundo. Agora, o ego, o narcisismo ferido do jornalista da Globo é a notícia. Nada mais tradutor da egolatria da rede Globo que trocou o jornalismo por um didática ególatra da moral social. A derrocada do jornalismo da Globo nasce na pretensão do jornalista que quer ser babá social e moral do espectador, editando o que ele deve ver, consumir, qual ângulo da notícia, surrupiando e invertendo os fatos, como deve se comover. Nenhum cidadão suporta ser tratado como criança. A Globo faz pior: virou uma babá vitimista ressentida com a contrariedade de quem ousa não ser tratado como criança. O povo brasileiro não é criança, rede Globo. O povo sai às ruas para trabalhar, viver, se arriscar, pensar e agir por conta própria. O povo brasileiro não vai chorar por seu narcisismo contrariado. Chore em casa, rede Globo. Não na nossa casa.

Informações Jovem Pan


Morre aos 62 anos, o inspetor da PRF Mizael Freitas, vítima de infarto

Morreu hoje (20), aos 62 anos, vítima de infarto fulminante, o inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Mizael Freitas, ele também era cantor e compositor da banda Jeová Nissi, comandou a Secretaria de Prevenção à Violência (SEPREV) durante o governo do então prefeito de Feira de Santana, Tarcizio Pimenta e foi diretor do Fluminense de Feira.

Segundo informações apuradas pelo portal De Olho na Cidade, Mizael estava realizando uma mudança no momento do infarto. A morte foi confirmada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). 

Informações De Olho na Cidade


Ministro da Cidadania é pré-candidato ao governo estadual pelo Republicanos

Foto: Divulgação/Assessoria
Foto: Divulgação/Assessoria

O ministro da Cidadania, João Roma, fez na manhã deste domingo (20), em uma visita à cidade de Amargosa, uma videochamada com Jair Bolsonaro (sem partido), na qual ouviu do presidente que ele é “o futuro da Bahia”.

João Roma é pré-candidato ao governo estadual pelo Republicanos.

“Aos meus amigos da Bahia, um grande abraço a todos vocês. Parabéns pela liderança aí do João Roma. Queremos o melhor do Brasil. Não há maior motivo expressar para vocês o que gostaríamos que acontecesse com a nossa Bahia, esse estado que é um país. mas João Roma é o cara aí, é o futuro da Bahia, com certeza”, disse Bolsonaro na transmissão.

Informações Bahia.ba


Bahia fica no empate com o Corinthians em Pituaçu pelo BrasileirãoFoto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias

O Bahia ficou no empate sem gols com o Corinthians na tarde deste domingo (20), pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. É a segunda partida consecutiva que o Tricolor não vence no estádio de Pituaçu pela competição nacional.

Com o resultado, o time baiano assume momentaneamente a sexta colocação ao somar oito pontos na tabela de classificação. Porém, corre o risco de perder posições para outras equipes no desenrolar da rodada. Enquanto o Timão permanece na 10ª posição com cinco.

O Bahia tenta fazer as pazes com o triunfo em Pituaçu na noite de São João, quinta-feira (24), às 21h30, quando recebe a visita do Athletico-PR, pela sexta rodada. No mesmo dia, mas um pouco mais cedo, às 19h, o Corinthians encara o Sport, na Neo Química Arena.

O JOGO

A primeira ação ofensiva foi do Corinthians, que trocando passes conseguiu mandar a bola na área baiana, mas Patrick afastou o perigo mandando para fora. O Timão seguiu tendo mais posse de bola, enquanto o Bahia rifava da defesa. Recuado, o Tricolor conseguiu sair para o ataque em rapidez aos seis minutos, mas o cruzamento rasteiro foi cortado por Gil.

O primeiro chute a gol foi dos visitantes aos nove. Ramiro foi à linha de fundo, cruzou para trás e Gabriel chutou rasteiro. Sem dificuldades e bem posicionado, Matheus Teixeira encaixou a bola. Aos 16, o Timão chutou outra vez assustando Matheus Teixeira. Mateus Vital invadiu a área e bateu com perigo. A bola desviou na defesa e balançou as redes do lado de fora.

Até os 20 minutos, o Bahia não conseguia furar a defesa do Corinthians para criar uma chance clara de gol. As iniciativas baianas esbarravam na barreira paulista. Bola levantada na área dos visitantes, Juninho subiu mais do que a marcação e cabeceou, mas mandou a bola longe da meta de Cássio.

Rodriguinho finalizou, mas a bola bateu na marcação aos 42 minutos. Thaciano se esforçou, mas não conseguiu aproveitar o rebote e a pelota saiu pela linha de fundo.

Segundo tempo

As duas equipes voltaram dos vestiários com as mesmas formações da etapa inicial. Novamente foi o Corinthians quem arriscou primeiro. Assim que a bola rolou, o Timão recuperou e partiu para o ataque. Fagner experimentou de fora da área e Matheus Teixeira desviou para fora. Aos seis minutos, foi a vez de Cássio trabalhar. Renan Guedes cruzou rasteiro e o goleiro da equipe paulista cortou. Aos oito, Mateus Vital recebeu bom lançamento, dominou, invadiu a área e bateu por cima da trave baiana.

Matheus Teixeira fez uma grande defesa aos 11 minutos evitando que os visitantes abrissem o placar. Fagner cruzou na área baiana e Ramiro cabeceou para a defesa do goleiro do Tricolor.


O Tricolor teve boa chance aos 18 minutos. Na cobrança de falta, Rossi levanta a bola na área, Gilberto cabeceia e ela passa perto da trave esquerda de Cássio que ficou parado no lance.

Renan Guedes salvou o Tricolor de levar o primeiro gol na partida aos 22. Cruzamento de Ramiro da direita para a esquerda, ninguém cortou e a bola passou na frente do gol vazio, mas o lateral fez o corte providencial evitando que Jô tocasse para o fundo das redes.

Marcado por Thonny Anderson, Vitinho recebeu dentro da área e finalizou para o gol aos 27 minutos. Porém, o árbitro Bruno Arleu de Araújo foi rever o lance no VAR e mandou o jogo seguir. Quando a bola voltou a rolar, o Tricolor chegou bem no ataque três minutos depois. Thonny Anderson invadiu a área e cruzou para Gilberto que tocou de cabeça com perigo.

O Tricolor quase marcou aos 44 minutos com Thonny Anderson. O atacante acertou um belo chute de canhota, mas Cássio fez boa defesa evitando o tento.

FICHA TÉCNICA
Bahia 0x0 Corinthians
Campeonato Brasileiro – 5ª rodada

Local: Pituaçu, em Salvador
Data: 20/06/2021 (domingo)
Horário: 16h
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (Fifa-RJ)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (Fifa-RJ) e Carlos Henrique Alves de Lima Filho (RJ)
VAR: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)

Cartões amarelos: Matheus Bahia (Bahia) / Roni, Gabriel, Ramiro (Corinthians)

Bahia: Matheus Teixeira; Renan Guedes, Germán Conti, Juninho e Matheus Bahia; Patrick de Lucca (Jonas), Daniel e Thaciano (Thonny Anderson); Rossi (Maycon Douglas), Rodriguinho e Gilberto (Oscar Ruiz). Técnico: Dado Cavalcanti.


Corinthians: Cássio; Fagner, João Victor, Gil e Fábio Santos; Cantillo, Gabriel, Roni (Vitinho), Ramiro (Adson) e Mateus Vital (Araos); Jô (Cauê). Técnico: Sylvinho.


Tribunal de Contas foi acionado pela oposição após lucrativa coincidência que rendeu à empresa duas linhas da CPTM.

Foto: Rodrigo Paiva/Getty Images

O governo do Estado de São Pauloindenizou em mais de R$ 1 bilhão a concessionária ViaQuatro, responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela, do Metrô da capital paulista. O acerto, feito em março passado, se deveu – na justificativa oficial – a um desequilíbrio contratual originado de atrasos nas obras da estação Pinheiros, na zona oeste da cidade.

A demora foi motivada pelo desmoronamento no canteiro de obras da expansão do Metrô em 2007. Uma cratera de 80 metros de diâmetro se abriu e sete pessoas morreram. Um reajuste estava pendente desde então no contrato reivindicado pela empreiteira CCR – líder da ViaQuatro ao lado da RuasInvest, que opera frotas de ônibus na capital, e da Mitsui, empresa japonesa que atua em serviços, investimentos e comércio.

Um mês depois de receber a quantia do governo paulista, a CCR e a RuasInvest formaram outro consórcio — o ViaMobilidade —, que venceu um leilão de R$ 980 milhões no dia 20 de abril – praticamente o mesmo valor da indenização. Com isso, as empresas abocanharam a concessão de outras duas linhas de trens metropolitanos em São Paulo: a 8, a Diamante, e 9, a Esmeralda, da CPTM, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. A CCR e a RuaInvest passarão a operá-las por 30 anos.

A bancada do Partido dos Trabalhadores, o PT, na Assembleia Legislativa de São Paulo estranhou a coincidência de valores e, em 10 de junho, entrou com uma denúnciasobre a indenização no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, o TCESP.

No documento, o deputado estadual Paulo Fiorilo, do PT, pediu análise dos valores pagos à ViaQuatro e dos contratos de concessão das linhas 8 e 9 para checar se houve eventuais irregularidades e um possível caso de “enriquecimento ilícito” dos proprietários da concessionária.

Para justificar os valores à ViaQuatro quase às vésperas do leilão das duas linhas da CPTM, o governo do tucano João Doria afirmou que a medida faz parte de uma série de “reequilíbrios” negociados entre o estado e as suas concessionárias.

O próprio acidente na estação Pinheiros, argumentam os petistas, foi uma tragédia anunciada. Teria sido consequência de mudanças no método construtivo implantadas pelo consórcio de empreiteiras, o Via Amarela, e realizadas para diminuir os custos da obra. Formado pela Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, o grupo foi contratado para a execução da construção.

“O desastre não é culpa do solo nem fruto do acaso, como tentam despistar as autoridades tucanas do governo paulista. É obra da pressa e da negligência de gestores públicos que não quiseram dar ouvido às preocupações que deputados da oposição, sindicalistas e órgãos da sociedade civil da região de Pinheiros levantaram em várias ocasiões”, registrou, três dias depois do acidente, o então deputado estadual Simão Pedro, do PT, ao pedir a apuração de responsabilidades ao Ministério Público Estadual.

Após o acidente, o outrora parlamentar foi o autor das primeiras denúncias do trensalão tucano — um esquema de pagamento de propinas e formação de cartel para disputar licitações do Metrô e da CPTM no estado de São Paulo. Sob o governo do PSDB, as multinacionais Alstom e Siemens foram acusadas de fraudar licitações.

Uma parceria em que todos os riscos ficam com o estado

Logo depois do acidente na estação Pinheiros, os detalhes do contrato da concessão da Linha 4-Amarela vieram a público. “O governo do estado estava entrando com quase 90% do custo da obra, e não com 73%, como se dizia”, garante o ex-parlamentar Simão, que se tornou um especialista em assuntos metroferroviários e hoje é assessor da bancada petista.

Já que o governo assumiu quase o total do investimento, por que não administra a linha?”, questiona o ex-deputado.

“O que está havendo em São Paulo é uma transferência brutal de renda do estado para a concessionária privada. Na parceria público-privada, os riscos são divididos entre o estado e a concessionária”, diz Simão. “Mas, no caso da Linha-4, todo o risco ficou com o estado”, avalia. Perguntado, o governo não respondeu à crítica.

Além da parceria público-privada pouco favorável ao estado, a bancada petista faz outros questionamentos sobre o repasse de parte da receita do Metrô à ViaQuatro, pois a Linha 4-Amarela funciona integrada a outras vias controladas pela Companhia do Metropolitano de São Paulo, a estatal responsável pela rede metroviária.

Como não se sabe quantos passageiros compram os bilhetes numa conexão sob o controle da estatal, há dúvidas sobre esses cálculos. Esses dados nunca foram tornados públicos, de acordo com Simão Pedro.

O valor da tarifa não estaria sequer sendo dividido entre as linhas, mas repassado integralmente à concessionária, segundo o ex-parlamentar.

“Quem estimou o número de passageiros? Que cálculo foi esse? Como foi feito esse estudo e qual foi o valor combinado com a concessionária? Esses números estão apenas na cabeça da direção do Metrô. Nunca tivemos acesso”, reclama.

Procurada para comentar as críticas sobre a indenização de mais de R$ 1 bilhão à ViaQuatro e os repasses do valor das passagens, a Companhia do Metropolitano de São Paulo não se manifestou até a publicação desta reportagem.

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Acusado de receber propina defende pagamento

Apesar das dificuldades financeiras do estado — a gestão Doria corta recursos orçamentários na saúde, educação, cultura e programas sociais — e do agravamento da crise econômica por causa da pandemia de covid-19, o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, defende o pagamento à ViaQuatro.

“O capital privado precisa de estabilidade institucional e poder regulatório. Eventuais aditivos e reequilíbrios são comuns, e São Paulo não se furta a fazer isso. Temos feito um grande esforço de resolver passivos regulatórios para ter estabilidade regulatória”, explicou Garcia ao jornal Valor Econômico.

O vice-governador é um velho conhecido do setor metroferroviário. Em 2007, quando era deputado estadual em São Paulo pelo então Partido da Frente Liberal, o PFL, atual DEM, o advogado teria recebido R$ 1 milhão em espécie para acelerar a liberação de verba para a Linha 4-Amarela, do Metrô, segundo o ex-presidente da empreiteira OAS, Léo Pinheiro, preso pela Lava Jato em Curitiba.

Esse relato fez parte da proposta de delação do executivo, compartilhada por procuradores do Ministério Público Federal pelo Telegram, e tornada pública pelo Intercept e pela Folha de S.Paulo em reportagem da série Vaza Jato.

Em resposta, o vice-governador disse não ter tempo para comentar a denúncia de Pinheiro, por se tratar de “uma história sem pé nem cabeça”.

Ex-deputado federal e ex-presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo e da Comissão de Transportes e Comunicações da casa, Garcia também foi acusado de receber propinas da Siemens, em 2013, num esquema para facilitar a compra e a manutenção de trens da CPTM.

No ano seguinte, o ministro do Superior Tribunal Federal, o STF, Marco Aurélio Mello viu indícios de envolvimento de parlamentares paulistas — entre eles, Garcia, no trensalão tucano.

Citado pelo delator Everton Rheinheimer, ex-diretor da Siemens, Garcia disse não existir, no despacho de Marco Aurélio, “qualquer outro indício ou prova” contra ele. Em 2018, a 2ª Turma do STF, por 4 votos a 1, decidiu arquivar a acusação contra o político.

Em 2019, em outra delação, o ex-diretor do Metrô, Sérgio Côrrea Brasil, também contou que teria repassado dinheiro de propina a vários políticos, entre eles, Garcia. O suborno, de acordo com ele, se referia a repasses que o ex-executivo recebeu pelas obras da Linha 2-Verde, do Metrô.

Na época, via assessoria de imprensa, o vice-governador respondeu que a acusação de Corrêa Brasil não tinha fundamento. “Rodrigo Garcia já foi inocentado no STF por falsas acusações referentes ao Metrô de São Paulo e lutará novamente contra essa injustiça”, informou.

Um dos líderes do DEM em São Paulo, Garcia abandonou o seu partido e se filiouao PSDB em 14 de maio. É cogitado como candidato de João Doria para concorrer ao governo de São Paulo e sucedê-lo em 2022.

Quem comanda a ViaQuatro?

Atualmente, a CCR é uma das empreiteiras mais próximas do governo tucano paulista. Detém várias concessões na área de mobilidade urbana na região metropolitana de São Paulo.

Além da Linha 4-Amarela, é responsável pelas linhas 5-Lilás e 17-Ouro, também em parceria com a RuasInvest. Em 2019, as empresas, unidas no consórcio ViaMobilidade, venceram o leilão da Linha 15-Prata. Mas o contrato foi anulado, e a pendência segue na justiça.

Maior operadora de concessões da América Latina, a CCR ainda opera a rodovia Presidente Dutra, a NovaDutra, o Rodoanel, a Via Oeste, a Bandeirantes e a Anhanguera, em São Paulo, e outras estradas no Rio, Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Administra também o Metrô de Salvador, as barcas e os VLT no Rio de Janeiro e aeroportos — como os de Belo Horizonte, Quito, no Equador, Curaçao, nas Antilhas Holandesas, e San José, na Costa Rica.

Questionada sobre a indenização de R$ 1 bilhão, a CCR respondeu que “não comenta especulações”.

Informações The Intercept


Imagem foi rebatida por internautas que perceberam faixas com “Fora Cunha” e “Fora Temer”

Deputado do PT publicou foto de ato de 2016 Foto: Reprodução

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) usou fotos de manifestações de 2016 para “ilustrar” uma de suas postagens dos atos realizados no sábado (19). As imagens, que eram de manifestações feitas contra o ex-presidente Michel Temer (MDB) no dia da Independência do Brasil daquele ano, logo foram percebidas pelos internautas.

– Paulo Pimenta postando fotos da manifestação “Fora Temer” e “Fora Cunha” de 2016 representa a esquerda brasileira, quando não está roubando está mentindo – escreveu um internauta.

Paulo Pimenta publicou foto de 2016 como se fosse de 2021 Foto: Reprodução

Na postagem em questão, não era difícil perceber que as imagens não eram deste sábado. Um dos detalhes era de que as faixas nas mãos dos manifestantes traziam dizeres de “Fora Temer” e “Fora Cunha”. O ex-presidente da República encerrou seu mandato em 2018, e Cunha foi cassado ainda antes, no próprio mês de setembro de 2016.

Usuários do Twitter questionaram publicação do deputado petista Foto: Reprodução

Após a repercussão negativa da postagem, Pimenta removeu a publicação controversa de seu perfil, mas não fez qualquer referência ou deu qualquer explicação sobre o fato de ter postado uma foto fora de contexto dos atos de sábado.

Informações Pleno News


Imunizante é para completar vacinação de grupos prioritários

vacina Covid-19 Fiocruz.

O Ministério da Saúde começou a distribuir hoje (20) 7,6 milhões de doses da vacina da AstraZeneca para estados e o Distrito Federal. Produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), as doses serão destinadas para completar a imunização de grupos prioritários com a segunda dose do imunizante contra a covid-19. O intervalo entre as duas doses é de 3 meses.

Segundo o ministério, a doses vão imunizar idosos entre 60 e 64 anos e profissionais que atuam na linha de frente de combate à pandemia, como trabalhadores da área da saúde eagentes de forças de segurança e das Forças Armadas. O envio deve ser concluído amanhã (21). 

Com a remessa do novo carregamento, o ministério chega à marca de 120 milhões de doses enviadas aos estados. Mais de 86 milhões já foram aplicadas.

Informações Agência Brasil