Gênocída é aquele que deixou de construir hospitais para erguer estádios de futebol; que beneficiou outras nações investindo o dinheiro do nosso país”. Assim reagiu o vereador Edvaldo Lima (MDB) a pronunciamento do colega Emerson Minho (DC) que acusou nesta terça (25) ao presidente Jair Bolsonaro de estar protagonizando “passeios idiotas”, sem máscara, nas grandes cidades brasileiras. “Todos sabem de quem estou falando”, afirma o emedebista. Ele também critica “um secretário de Estado” que teria recomendado “fechar as cervejarias para não morrer todo mundo de Covid”.
Evangélico, o vereador diz ser contra o uso de bebida alcoolica, mas não defende fechar fábricas de cerveja porque isto resultaria em desemprego de milhares de trabalhadores. “Ficam felizes de mandar para casa dezenas de desempregados”, lamenta. Para Edvaldo Lima, se a lógica fosse esta, se deveria suspender transportes, fechar bancos, o que “não faria sentido algum”. Acredita que o coronavírus “existe e mata, mas a fome está matando mais e não é por causa do presidente da República, que luta 24h pela população”. Contra Bolsonaro, sustenta, “só os comunistas”.
Quanto mais inimigos se levantam contra o presidente Jair Bolsonaro, mais autoridades e políticos desfazem as narrativas criadas em torno do nome dele.
Desta vez, foi Ciro Marino, presidente da Associação Brasileira da Indústria Química, que revelou que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em autorizar Estados e municípios a gerir as medidas sanitárias no enfrentamento da Covid-19 foi sim, uma das causas pela falta de oxigênio durante a pandemia.
Esse é um tema que tem sido, incessantemente, debatido na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19. E a cúpula do “G7”, grupo de senadores opositores ao Governo Bolsonaro, tem tentado de todas as formas impor na marra narrativas que envolvam o presidente em crime de responsabilidade.
A entidade, que representa as empresas de gases medicinais, no entanto, saiu em defesa de Bolsonaro e reafirmou que a autonomia concedida pelo Supremo a governadores e prefeitos prejudicou o estoque e colapsou o sistema.
“A descentralização compulsória do combate da pandemia ratificada pelo Supremo Tribunal Federal para estados e municípios, conferindo-lhes liberdade de atuação na gestão estratégica, colapsou um cenário já deficiente”, afirma Marino em resposta a um requerimento da CPI.
Agora, é esperar para ver qual será o relatório final emitido pela “CPI do Circo”.
Os serviços estão concentrados no aterro das contenções
As obras de duplicação dos viadutos Wilson Falcão, entre as avenidas Maria Quitéria e Fraga Maia, e Francisco Pinto, entre as avenidas Getúlio Vargas e Noide Cerqueira, chegaram à 70% de conclusão.
Neste momento os serviços estão concentrados no aterro das contenções em terra armada. Isso significa que estão sendo distribuídas e compactadas grandes quantidades de terra, que dão forma à estas novas vias dos viadutos, aproximando dos pilares centrais.
“Concluindo o aterro, será feita a laje de aproximação, que unifica o aterro às vigas, depois a demolição das New Jersey (barreiras) e retirada do guarda-corpo. Em seguida chegamos à fase de acabamento, com a unificação das vias e aplicação de asfalto”, explica o auxiliar técnico da empresa BSM, responsável pela obra, Matheus Phelipe Santos.
A previsão é de que seja feita a interdição dos viadutos na próxima semana, para iniciar os serviços de demolição. Em breve a Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) vai divulgar as rotas alternativas.
Presidente da comissão também confirmou reconvocação de Pazuello e Queiroga
Ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz Foto: Agência Senado/Jefferson Rudy
O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), ‘aconselhou’ nesta terça (25) o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello a obter um novo habeas corpus para o próximo depoimento que irá prestar ao colegiado. Para Aziz, as “mentiras” que “estão aparecendo” após a primeira oitiva do ex-ministro, durante dois dias na semana passada, e as atitudes de Pazuello, como a presença, sem máscara, no ato de domingo (23), ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), desmoralizaram a CPI.
– Mentiras estão aparecendo, não sou eu que estou dizendo. Se o ministro vier para cá sem habeas corpus que o proteja, não tenho dúvida que será diferente da outra vez. Não seremos desmoralizados – ameaçou Aziz em entrevista no Senado.
O parlamentar questionou se Pazuello pediu autorização do Comando do Exército para participar e falar no ato, com aglomeração, no Rio de Janeiro, o que é proibido.
– Para eu convocar Pazuello para chegar aqui (na CPI), enviei documento e liguei para o comandante do Exército. Comuniquei o superior dele e quero ver se ele (Pazuello) comunicou seu superior dele para subir lá (no trio elétrico para pronunciamento) – afirmou.
Aziz avaliou que o fato de a CPI não ter prendido o ex-secretário de Comunicação da Presidência da República Fabio Wajngarten, apesar da pressão de senadores, fortaleceu e consolidou o colegiado para os próximos passos.
– Se eu tivesse apreendido o Wajngarten naquele dia, não teríamos mais CPI. Não era momento. Agora a CPI está consolidada – sustentou o político.
AGENDA O presidente da CPI da Covid negou que a comissão evite ouvir governadores sobre possíveis erros de gestão da pandemia e disse que o colegiado segue uma agenda definida previamente. A cronologia, de acordo com Aziz, previa o depoimento de ministros, de envolvidos na gestão federal da saúde e representantes de empresas de vacinas.
– Vamos encerrar com representantes do Butantan na quinta-feira (27) e da Fiocruz na semana que vem. A partir daí, vamos entrar em outras áreas. Não estamos fugindo, estamos fazendo o que o requerimento apensado da CPI manda fazer e o requerimento de 45 senadores para investigar recursos de estados será cumprido – disse.
Acordo entre as companhias previa o compartilhamento de voos durante a pandemia de Covid-19
Foto: Azul Linhas Aéreas
A Azul e a Latam entraram em uma nova de braço, após anunciarem na segunda-feira (24) o fim da codeshare da dupla. O codeshare era um acordo firmado em 2020, que previa o compartilhamento de voos para ajudar empresas na pandemia de Covid-19.
Com o fim da parceria, as companhias voltam ao ringue em uma disputa que faz lembrar o bate-boca que tiveram em 2019, quando entraram na corrida para tentar adquirir o que sobrou da recuperação judicial da Avianca e ficar com o espaço que ela ocupava no aeroporto de Congonhas.
Segundo o presidente da Latam, Jerome Cadier, os voos do codeshare desceram a uma participação tão baixa, de 2%, que não valem as dores de cabeça pela dificuldade de integrar as operações das duas companhias.
Horas depois do anúncio da Latam, a Azul publicou um comunicado dizendo que acredita em uma tendência de consolidação no setor. Sem citar o nome de quem gostaria de comprar, a Azul anunciou que contratou consultores para estudar oportunidades.
Cadier reagiu. Negou qualquer intenção da Latam de vender a operação brasileira, segundo informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo. “Eu posso garantir é que não existiu nenhuma conversa e nenhuma oferta sobre aquisição da Latam Brasil”, disse.
E acrescentou: “Se foi, foram os consultores deles que conversaram com a Azul e tiveram as ideias deles. Mas com a gente não se discutiu e não teve oferta. Nem tem intenção da Latam de se separar Latam Brasil”.
A Mega–Sena sorteia nesta quarta-feira (26) um prêmio acumulado de R$ 80 milhões. Caso haja ganhador, este será o maior prêmio pago pela Mega este ano.
As seis dezenas do concurso 2.375 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.
De acordo com a Caixa, caso apenas um apostador ganhe o prêmio principal e decida aplicá-lo na poupança, receberá R$ 127,2 mil de rendimento no primeiro mês.
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O valor da aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.
Trabalhadores informais nascidos em setembro recebem hoje (26) a segunda parcela da nova rodada do auxílio emergencial. O benefício terá parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família.
O pagamento também será feito a inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos no mesmo mês. O dinheiro será depositado nas contas poupança digitais e poderá ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Somente de duas a três semanas após o depósito, o dinheiro poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta-corrente.
Também hoje, beneficiários do Bolsa Família com o Número de Inscrição Social (NIS) de dígito final 7 poderão sacar o benefício.
No último dia 13, a Caixa anunciou a antecipação do pagamento da segunda parcela. O calendário de depósitos, que começou no último dia 16 e terminaria em 16 de junho, teve o fim antecipado para 30 de maio.
Ao todo, 45,6 milhões de brasileiros serão beneficiados pela nova rodada do auxílio emergencial. O auxílio será pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada (veja guia de perguntas e respostas no último parágrafo).
Para os beneficiários do Bolsa Família, o pagamento ocorre de forma distinta. Os inscritos podem sacar diretamente o dinheiro nos dez últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do NIS.
O pagamento da segunda parcela aos inscritos no Bolsa Família começou no último dia 18 e segue até o dia 31. O auxílio emergencial somente será depositado quando o valor for superior ao benefício do programa social.
Em todos os casos, o auxílio será pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.
A Revista Bula vasculhou o catálogo da Netflix e selecionou alguns filmes bastante elogiados pela crítica, que conseguiram conquistar popularidade entre os espectadores. Os títulos, de diferentes gêneros e nacionalidades, têm em comum roteiros inteligentes, com tramas surpreendentes e bem arquitetadas. Alguns são verdadeiros quebra-cabeças será preciso redobrar a atenção para entendê-los inteiramente. Entre as produções selecionadas, destacam-se “Dois Estranhos” (2020), de Travon Free; “Estou Pensando em Acabar com Tudo” (2020), de Charlie Kaufman; e “Quem com Ferro Fere” (2019), de Paco Plaza. Os filmes estão listados de acordo com o ano de lançamento e não seguem critérios classificatórios.
O cartunista Carter James está voltando para casa, preocupado com seu cachorro, depois de dormir com uma garota chamada Perri. No caminho, ele é abordado por um policial que o considera suspeito. Carter tenta provar que não oferece perigo, mas acaba sendo baleado pelo policial. Em vez de morrer, Carter fica preso em um loop temporal e revive a abordagem policial várias vezes. “Dois Estanhos” ganhou o Oscar de Melhor Curta-Metragem.
Rede de Ódio (2020), Jan Komasa
Tomek, um jovem estudante de direito, tenta crescer na vida para ganhar a aprovação de sua família e impressionar Gabi, por quem é apaixonado. Ele consegue emprego em uma empresa de Relações Públicas, famosa por casos de corrupção. Em seu novo trabalho, Tomek percebe que é ótimo nos jogos políticos das redes sociais e cria uma rede de ódio que consegue destruir a reputação de pessoas instantaneamente.
Estou Pensando em Acabar com Tudo (2020), Charlie Kaufman
Apesar de ter dúvidas sobre seu relacionamento, uma jovem viaja para conhecer os pais do namorado, Jake. Ao chegar na fazenda deles, ela começa a se sentir estranha e acha bizarro o comportamento dos sogros. Mas apesar disso, ela não pode ir embora, pois uma tempestade de neve atinge a região. Presa no local, ela passa a questionar tudo o que pensava sobre o namorado e si mesma.
O Diabo de Cada Dia (2020), Antonio Dias
A história se passa nos anos 1960, em uma comunidade rural de Ohio, e acompanha vários personagens peculiares que foram afetados pela guerra de diferentes maneiras. O principal deles, Willard Russell, é um veterano atormentado por não ter conseguido salvar a esposa da morte. O filho dele, Arvin Eugene, cresce tentando se tornar um homem bom, mas acaba sendo atingido pela violência que domina a cidade.
Quem com Ferro Fere (2019), Paco Plaza
Mario é um homem admirado na comunidade, está prestes a se tornar pai, e trabalha como enfermeiro em um asilo. Um dia, Mario recebe um novo paciente: Antonio, um ex-líder do tráfico, liberado da prisão por estar muito doente. Aparentemente, Mario trata o idoso muito bem, mas guarda um profundo desejo de vingança, pois há anos ele perdeu um irmão que trabalhava como traficante para Antonio.
Calibre (2018), Matt Palmer
O filme gira em torno de dois amigos de longa data que viajam durante o fim de semana para um vilarejo escocês. Marcus, um caçador experiente, deseja ensinar o amigo Vaugh a caçar. Durante a caçada, eles avistam um alce e atiram. O animal foge sem ser ferido, mas eles sabem que atingiram alguma outra coisa e precisam esconder a tragédia.
The Perfection (2018), Richard Shepard
Esse terror psicológico acompanha Charlotte, uma mulher que já foi considerada um prodígio do violoncelo. Agora, todas as atenções estão voltadas para a musicista Elizabeth Wells. Com inveja, Charlotte se aproxima de Elizabeth, fingindo ser sua amiga. Mas, logo ela revela suas intenções e começa a perseguir sua rival, num perigoso jogo de provocações e torturas.
Buster’s Mal Heart (2016), Sarah Adina Smith
Buster é um ermitão que foge das autoridades que tentam levá-lo para centros de detenção. Para sobreviver ao inverno, ele invade casas de veraneio que estão vazias devido ao frio. Todas as noites, ele se lembra de sua família e tem pesadelos com uma pessoa que está perdida no mar. Aos poucos, o filme vai desvendando os mistérios que levaram Buster a se tornar um homem solitário, desnorteado e sem lar.
A Chegada (2016), Denis Villeneuve
Seres extraterrestres pousam 12 espaçonaves em locais diferentes da Terra. Nos Estados Unidos, o governo convoca a linguista Louise Banks e o físico Ian Donnelly para interpretarem os sinais dos alienígenas, numa tentativa de entender o que eles querem na Terra. Louise e Ian fazem uma série de experimentos com os extraterrestres, mas os interesses políticos acabam interferindo no trabalho deles. Enquanto isso, a tensão entre terráqueos e alienígenas continua crescendo.
The Invitation (2015), Karyn Kusama
Uma tragédia abala o casal Will e Eden. Eles perdem o filho acidentalmente e, desolada, Eden vai embora sem dar explicações. Dois anos mais tarde, ela reaparece casada com David, o homem que ela conheceu em uma seita religiosa. Ela convida o ex-marido para um jantar que ela oferecerá para reencontrar os amigos. Durante a reunião, Will começa a suspeitar que os anfitriões estão tramando contra ele.
Ilha do Medo (2010), Martin Scorsese
Teddy Daniels e seu parceiro de trabalho Chuck Aule investigam o desaparecimento de uma assassina no hospital psiquiátrico de Shutter Island. Ao chegarem no hospital, eles descobrem que os médicos estavam agindo sem ética, realizando procedimentos proibidos nos pacientes. E, para tornar a investigação mais difícil, os funcionários se recusam a mostrar os arquivos antigos dos pacientes. Enquanto isso, um furacão se aproxima da ilha, precipitando uma rebelião ente os presos.
Protestos de esquerda estão sendo convocados durante a pandemia Foto: Reprodução
Após ter passado todo o período da pandemia pregando o isolamento social e condenando as grandes manifestações de apoio ao governo federal, grupos de esquerda agora estão convocando protestos contra o presidente presidente Jair Bolsonaro – abandonando o lema “fique em casa”.
O próximo ato está marcado para este sábado (29) e foi convocado por tradicionais grupos de esquerda, como a CUT (Central Única dos Trabalhadores), a Frente Brasil Popular, entidades estudantis como a UNE (União Nacional dos Estudantes), movimentos sociais como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e grupos antirracistas como a Coalização Negra por Direitos. É possível que torcidas organizadas de clubes de futebol também participem da manifestação.
Em entrevista à revista Veja, o líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos, admitiu a mudança na orientação aos movimentos sociais.
– Não houve mobilizações da esquerda nos últimos meses pela gravidade da situação sanitária. Mas agora está se construindo um clima para o retorno às ruas – afirmou.
Boulos justifica ainda que os militantes serão orientados a seguir os protocolos sanitários.
– Vamos às ruas com máscaras, orientações de distanciamento, todas as precauções sanitárias – reforçou.
Entre as pautas reivindicadas estão o impeachment do presidente Jair Bolsonaro, a aceleração da vacinação contra a Covid-19, o retorno do auxílio emergencial no valor de R$ 600 e o apoio à Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, que tramita no Senado Federal.
Famosos que sempre defenderam o isolamento social, como Tico Santa Cruz, da banda Detonautas, e o rapper Marcelo D2, estão ajudando na convocação.
Médica declarou que era “impossível” prever escassez do insumo
Mayra Pinheiro presta depoimento na CPI da Covid Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado
Em depoimento à CPI da Covid, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, disse que não soube de problemas de abastecimento de oxigênio em Manaus enquanto esteve na capital amazonense entre os dias 3 e 5 de janeiro. Ela disse que a “finalidade da viagem a Manaus foi fazer relatório de prospecção.”
– Não houve percepção que faltaria. Pelo que tenho de provas é que tivemos comunicação por parte da secretaria estadual que transferiu ao ministro e-mail da White Martins dando conta sobre problema na rede de abastecimento – disse ela.
Sobre a crise local, Mayra alegou que a situação era “extraordinária” e que seria impossível fazer previsão sobre a falta do produto.
– Situação de caos, é impossível fazer previsão de quanto se usaria a mais. Passaram de 30 mil metros cúbicos para 80 mil cúbicos – afirmou Mayra, que disse ainda não ter atuado na força-tarefa de obtenção de oxigênio, pois “não estava mais em Manaus”.
Segundo a secretaria, a escolha de seu nome para ir a Manaus no início de janeiro se deu por ela estar no Ministério desde o início do governo. Mayra disse ainda que, desde a gestão de Luiz Henrique Mandetta, o Ministério da Saúde deu continuidade aos trabalhos.
– Todas as ações tiveram grandes contribuições em momentos diferentes – declarou.
Mayra Pinheiro também afirmou que na sua atuação junto ao Ministério para combater o colapso de saúde no estado do Amazonas no ano passado, foram realizadas ações que “vão muito além” de sua competência.
Segundo a secretária, questionada se a sua visita foi útil para evitar mortes no Estado, todo o trabalhos dos técnicos do Ministério foi “marcante” para a Amazônia, destacando que sua atuação garantiu uma maior ampliação da oferta de leitos, do transporte de oxigênio, do fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), de medicamentos para intubação, entre outros. Maya, contudo, negou que fosse de sua responsabilidade negociar a doação de oxigênio da Venezuela, afirmando não participar desse tipo de tratativa.
A médica também não abandonou a defesa de medicamentos como cloroquina e azitromicina para o tratamento da Covid-19. Para a secretária “todos os recursos tem que ser utilizados”, afirmando que a orientação para o uso dos medicamentos fora de bula é para todos os médicos brasileiros, não apenas os de Manaus.
– Numa situação de guerra nós lançamos mão de todas as evidências disponíveis desde que a gente esteja diante de medicamentos seguros – afirmou.
A secretária também disse que trabalhou para transferência de pacientes de Covid-19 em Manaus para outros estados, mas que não participou do transporte de nenhum paciente adulto.
– Eu participei da tentativa de transportes de crianças da UTI neonatal, não participei dos transportes de adultos – explicou Mayra, que negou saber quantas pessoas tenham morrido durante o transporte.