Jornalista revelou ter apagado parte de seus conteúdos nas redes “preventivamente”
Alexandre Garcia Foto: Reprodução/YouTube Jornal da Cidade Online
Ao relembrar do início de sua carreira em 1971, o jornalista Alexandre Garcia afirmou que nem em seu trabalho durante o período do regime militar no Brasil sentiu opressão da censura como têm sentido atualmente. Ele pondera, porém, que não declarou oposição ao governo da época e que trabalha em jornal que buscava neutralidade.
– Era o governo Medici, Geisel e eu nunca senti a censura que eu sinto hoje. Também nunca inventei de dizer “vamos derrubar o governo”. Talvez quem tivesse planejando derrubar o governo tenha sentido – declarou, em entrevista ao Jornal da Cidade Online.
Garcia revelou ainda ter retirado boa parte de seus conteúdos nas redes sociais do ar para não violar as normas das plataformas.
– Minha filha me orientou a tirar uns 300 comentários do Youtube para eu me enquadrar nas regras internas, ou seria punido. Então, eu tirei preventivamente qualquer referência a coisas proibidas na pandemia – assinalou.
Na avaliação do comunicador, a “crítica”, hoje, tem sido confundida como “ataque” ou “ameaça” à democracia.
– A liberdade de opinião está prevista no artigo 220 da Constituição. As pessoas têm direito do livre pensar (…) Isso é fundamental para a democracia. O poder que vem do povo não é o poder para concordar, pois para concordar não precisa de poder.
A Caixa paga nesta segunda-feira (22) o Auxílio Brasil para beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) com final 4. O valor médio do benefício é de R$ 217,18. As datas seguirão o modelo do Bolsa Família, que pagava os beneficiários nos dez últimos dias úteis do mês.
O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas em dois aplicativos: o novo aplicativo Auxílio Brasil, desenvolvido para o programa social, e o aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Benefícios básicos
O novo programa social tem três benefícios básicos e seis suplementares, que podem ser adicionados caso o beneficiário consiga um emprego ou tenha um filho que se destaque em competições esportivas ou em competições científicas e acadêmicas.
Podem receber o Auxílio Brasil as famílias com renda per capita de até R$ 100, consideradas em situação de extrema pobreza, e aquelas com renda per capita de até R$ 200, consideradas em condição de pobreza.
Foto: Felipe Oliveira/ EC Bahia/ Direitos Reservados
O Bahia empatou sem gols com o Cuiabá, na noite deste domingo (21) na Fonte Nova, e permaneceu na zona de rebaixamento da Série A do Campeonato Brasileiro.
Após este resultado o Tricolor baiano alcançou os 37 pontos, mas permaneceu na 17ª posição. Já o Dourado alcançou a 11ª colocação, com 43 pontos.
O Bahia volta a entrar em campo na próxima sexta-feira (26), quando recebe o Grêmio em uma disputa direta para deixar o Z4. Já o Cuiabá volta a entrar em campo apenas no dia 30, quando mede forças com o Palmeiras.
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começou a ser aplicado ontem (21) para estudantes de todo o país. Ele terá sequência no próximo domingo (28). Apenas depois do fim da aplicação o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) irá divulgar o gabarito oficial e os Cadernos de Questões. A previsão é que a divulgação ocorra no dia 1º de dezembro.
O Enem utiliza um sistema de correção chamado teoria de resposta ao item (TRI), conhecido como um método antichute. Mesmo com o gabarito em mãos, não é possível saber a pontuação final do exame. Explicações detalhadas do cálculo da nota do Enem estão disponíveis no Guia do Participante do Enem 2021.
Na prova objetiva do Enem, a nota não é calculada levando-se em conta somente o número de questões corretas, mas também a coerência das respostas do participante ao conjunto das questões que formam a prova. A TRI estima a dificuldade das questões e avalia o conhecimento dos participantes. Assim, estudantes com o mesmo número de acertos da prova poderão ter notas diferentes.
Provas
Nesse domingo (21), os estudantes fizeram as provas de linguagens, ciências humanas e redação. No próximo domingo, eles resolverão, em cinco horas, as questões de ciências da natureza e de matemática. Com exceção da redação, todas são provas objetivas, de múltipla escolha. Cada uma com 45 questões.
Na hora da correção, a TRI vai levar em consideração a coerência da prova, ou seja, é esperado que um estudante que acerte questões muito difíceis, acerte também as muito fáceis. Se isso não acontecer, o sistema pode entender que ele chutou a questão e, por isso, ele pontuará menos nessa questão do que candidatos que tenham mantido certa coerência esperada.
Modelo matemático
As questões do Enem são escolhidas a partir do Banco Nacional de Itens (BNI), acervo de questões que é frequentemente abastecido com novas questões. Cada questão é testada antecipadamente com um grupo de estudantes e classificada de acordo com a dificuldade. Por causa disso, é possível compor várias provas do Enem, com temas diferentes, mas com o mesmo nível de dificuldade.
Segundo o Inep, o modelo matemático da TRI usado no Enem considera três parâmetros:
*Parâmetro de discriminação: poder de discriminação que cada questão possui para diferenciar os participantes que dominam dos participantes que não dominam a habilidade avaliada naquela questão.
*Parâmetro de dificuldade: associado à dificuldade da habilidade avaliada na questão, quanto maior seu valor, mais difícil é a questão. Ele é expresso na mesma escala da proficiência. Em uma prova de qualidade, devemos ter questões de diferentes níveis de dificuldade para avaliar adequadamente os participantes em todos os níveis de conhecimento.
* Parâmetro de acerto casual: em provas de múltipla escolha, um participante que não domina a habilidade avaliada em uma determinada questão da prova pode responder corretamente a um item devido ao acerto casual. Assim, esse parâmetro representa a probabilidade de um participante acertar a questão não dominando a habilidade exigida.
Outra característica da TRI é não ter um limite inferior ou superior padrão entre as áreas de conhecimento. Isso significa que as proficiências dos participantes não variam entre zero e mil. Os valores máximos e mínimos de cada prova dependerão das características dos itens selecionados. No Enem, somente a prova de redação tem um valor máximo (mi)l, já que o processo de correção é diferente.
Enem 2021
O Enem reúne mais de três milhões de estudantes em todo o país, tanto na versão impressa quanto na versão digital. O exame seleciona estudantes para vagas do ensino superior público, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e serve de parâmetro para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Os resultados também podem ser usados para ingressar em instituições de ensino portuguesas que têm convênio com o Inep.
Questões do Enem
Para testar os conhecimentos, os estudantes podem acessar gratuitamente o Questões Enem, um banco preparado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que reúne todas as questões do Enem de 2009 a 2020.
No sistema, é possível escolher quais áreas do conhecimento se quer estudar. O banco seleciona as questões de maneira aleatória. Mais informações sobre a cobertura do Enem pela EBCestão disponíveis aqui.
Neste sábado (20), o ex-prefeito de Feira de Santana e possível candidato a vice-governador ou a senador, José Ronaldo (DEM), participou da votação da mesa diretora que irá gerir a Santa Casa de Saúde de Feira de Santana, mantenedora do Hospital Dom Pedro de Alcântara pelo próximo triênio.
“Desejo muito sucesso ao provedor eleito, doutor Rodrigo Matos e toda mesa diretora”, afirmou José Ronaldo nas redes sociais.
Dia a dia, sobretudo no período posterior ao emblemático sete de setembro, o presidente Bolsonaro vem sendo cobrado para que resgate a Constituição e o Estado de Direito. Aquela, por estar sendo estuprada reiteradamente pelos que têm o dever constitucional de respeitá-la; a restauração do Estado de Direito, porque, de fato, vivemos num Estado de não Direito e distópico.
Regra geral, estamos degustando há quase três anos o que seja viver numa juristocracia totalitária e constitucionalmente monstruosa, na qual, para os amigos e parceiros “progressistas” da toga, tudo pode. Mas, para os que ousam pensar diferente, abundam perseguições infindáveis. Ataques impunes à honra de conservadores via imprensa marrom e redes sociais, bem como imposições de censuras, multas, proibições inominadas, cadeia e – se forem escondidinhas – também umas “porradinhas”, são alguns exemplos “democráticos”.
Naturalmente, surge a pergunta que não cala e está na boca de milhões de patriotas: por que o presidente Jair Bolsonaro permite que a bandalheira institucionalizada corra frouxa e o país deslanche rumo ao socialismo, se ele mesmo, antes do dia 07/09/21, tinha feito afirmações contundentes, expondo várias das pilantragens ocorridas e em curso, sempre sob o verniz do pseudodireito?
A título de lembranças, o presidente disse que sabe onde está o câncer do país e que, com a população consciente, a gente vence essa guerra. Ressaltou diversas vezes que nossa bandeira jamais será vermelha e que, se precisar, dá a vida por nossas liberdades. Falou que, se Deus quiser, extinguiremos em breve o comunismo do Brasil. Afirmou que editaria um decreto para resgate do art. 5.°, da Constituição, e que ninguém ousaria questioná-lo.
Escancarou as vísceras do sistema eleitoral. Frisou que estamos em guerra e que a Pátria está sendo atacada internamente. Desqualificou ministros do STF por atitudes político-partidárias e decisões inconstitucionais tomadas, todas “fora das quatro linhas da Constituição”. Disse que estávamos chegando no “ponto de inflexão”. E foi enfático ao dizer que só sai do cargo morto ou com a vitória; nunca por canetadas. Mais recentemente, agora em novembro, constatou a existência de muitas injustiças, registrando que irão acabar logo.
Há pelo menos três modos de responder à questão.
O primeiro, classifico como pura racionalização por parte dos que defendem a aparente omissão: se não sabemos solucionar o caso, construímos uma argumentação que se encaixe em nosso conhecimento limitado, ao qual estamos (in)conscientemente apegados. Ou seja, adaptamos os fatos e as circunstâncias à teoria que temos na cabeça. Ajustarmos a teoria aos fatos, ou criarmos uma nova, são coisas impensáveis. Cognitivamente mais confortável, mais simples e mais conveniente admitirmos como o “novo normal” o dragão jurídico que tem sido despudoradamente concretizado pelo sistema de justiça.
Assim, pela racionalização, nenhuma surpresa: muitos defendem o presidente cegamente, a todo custo, dizendo que ele nada pode(ria) fazer. Caso contrário, sofreria impeachment, pois cometeria “crime de responsabilidade”, praticaria “golpe de Estado”, ou algo congênere.
Compreensível: se estão entranhados no inconsciente coletivo dogmas como o “STF tem a última palavra sempre” e “ordem judicial não se discute, devendo ser sempre cumprida”, a forma como as decisões são fundamentadas passou a ser irrelevante. Inocência, portanto, nos estarrecermos com o conteúdo das decisões: se ministros dizem o que seja o Direito, fazendo o vermelho virar verde e vice-versa, e se já o disseram, a fundamentação torna-se intrinsecamente validada; mera petição de princípio ou argumentação circular.
A segunda resposta para a pergunta, digo ser pautada pela intolerância, pela impaciência e pelo fígado. Emocionalmente indignados (e com parcela de razão), muitos atribuem ao presidente a pecha de “covarde”, ou induzem que esteja “rendido” ao mecanismo. O juízo de valor sobre o caráter, frente às “evidências”, sobrepõe-se à confiança em sua pessoa.
Também compreensível: diante de flagrantes atentados contra as liberdades básicas e a Constituição, e em sendo o presidente da República chefe de Estado e autoridade suprema das Forças Armadas, que assumira o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição (art.78), bem como de defender a Pátria, garantir a funcionalidade dos Poderes e a lei e a ordem (art.142), mostra-se constitucionalmente injustificável a aparente complacência presidencial e militar com os gravíssimos descalabros normativos, institucionais e – por consequência – sociais crônicos.
Se o próprio presidente não cansa de dizer que a liberdade vale mais do que a própria vida, teoricamente, como não se revoltar ao ver ou experimentar incessantes agressões às liberdades individuais e incontáveis usurpações de competência, com efeitos socioeconômicos potencialmente trágicos para o Brasil, sem haver qualquer reação do chefe da nação, então legitimamente avalizado por milhões do povo ao longo de 2021 e, em especial, no dia 07/09/21?
Por fim, a terceira resposta possível: o presidente nada fez até agora, por presumidamente estar seguindo uma estratégia militar.
Para pensar assim, três premissas precisam ser consideradas absolutamente verdadeiras: i) o presidente é inteligente, leal e tem palavra, vê tudo o que vemos, e sabe o que fazer para vencermos o Deep State tupiniquim; ii) as Forças Armadas são incooptáveis, veem o que vemos, apoiam o presidente e sabem quando agir; iii) estamos numa estado de guerra não convencional, onde os inimigos atuam na ofensiva, valendo-se de abusos no exercício do poder judicial, legislativo e da mídia, impondo o medo, corrompendo mentes, desequilibrando emoções e afetando a racionalidade das pessoas de bem. Guerra na qual, jogando na defensiva, o chefe de Estado e as Forças Armadas ainda não usaram as armas que têm, mas, inevitavelmente, terão que fazê-lo. Caso contrário, tchau, tchau para a tríade “Deus, Pátria e Família”.
O que efetivamente importa: por pior que esteja o contexto, ele é passageiro, como tudo na vida, e o seu encerramento não está condicionado a vontades arbitrárias e anticrísticas de reles mortais. Independentemente de como respondamos à questão de ouro, aproveitemos ao máximo a oportunidade para refletirmos sobre o sentido que damos à vida e o que fazemos por essas bandas. Quem sabe nos tornamos seres melhores?
Ah, em tempo: por ser adepto da Regra de Ouro, por ora, fico com a terceira resposta, sem qualquer apego. Finalizo com uma breve transcrição, para reflexão.
“A agressão é ilusória: ela oculta inerentemente a fraqueza. Agressores não conseguem controlar suas emoções. Eles não conseguem esperar pelo momento certo, não podem tentar diferentes abordagens, não conseguem parar para pensar como pegar seus inimigos de surpresa. Nessa primeira onda de agressão, eles parecem fortes, mas quanto mais tempo dura seu ataque, mais claras se tornam sua fraqueza e sua insegurança subjacentes. É fácil ceder à impaciência e fazer o primeiro movimento, mas existe mais força no recuo, deixando que a outra pessoa faça o jogo. Essa força interior quase sempre prevalecerá sobre a agressão exterior. O tempo está a seu lado. Torne seus contra-ataques rápidos e repentinos. (…) Deixe que as coisas aconteçam, economizando um tempo e uma energia valiosos para aqueles breves momentos em que você explode no contra-ataque.” Robert Greene. 33 Estratégias de Guerra. p.147.
Dados foram publicados neste domingo pelas autoridades de saúde
Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson Foto: EFE/Neil Hall
Neste domingo (21), o Reino Unido registrou 40.004 novos casos diários de Covid-19, e 61 novos óbitos por causa da doença.
O número total de casos no país nos últimos sete dias subiu 9,4% na comparação com a semana anterior, para 287.205 infectados, enquanto o número de mortes na semana caiu 5,9%, para 1.029.
Os dados foram publicados neste domingo pelas autoridades de saúde britânicas.
O heptacampeão mundial Lewis Hamilton venceu o Grande Prêmio do Catar pela Mercedes neste domingo (21), reduzindo a vantagem de Max Verstappen na classificação do mundial de pilotos da Fórmula 1 para 8 pontos, com apenas duas corridas restantes.
Verstappen, da Red Bull, ficou em segundo após largar em sétimo por ser penalizado de perda de cinco posições no grid de largada por não respeitar bandeiras de advertência na qualificação de sábado, mas ganhou um ponto bônus por ter a volta mais rápida.
O bicampeão mundial Fernando Alonso, da Alpine, ficou em terceiro lugar, o primeiro pódio do espanhol de 40 anos desde 2014.
“Foi bem simples, estava bastante solitário na frente”, disse Hamilton, que liderou desde a largada e que não foi desafiado em nenhum momento nas 57 voltas da corrida noturna no Catar.
“Claro, eu gosto das corridas em que você está lutando, mas precisávamos desses pontos hoje, então acho que foi um trabalho realmente sólido da equipe […]. Que venham as próximas duas”, afirmou.
A vitória foi a sétima de Hamilton em 20 corridas nesta temporada e a 102ª de sua carreira, ampliando um recorde.
Porém, Verstappen, holandês de 24 anos, ainda pode vencer o campeonato com uma corrida de folga na próxima rodada, na Arábia Saudita, se Hamilton não conseguir pontuar.
O mexicano Sergio Pérez, da Red Bull, ficou em quarto, enquanto o francês Esteban Ocon, da Alpine, ficou em quinto.
Lance Stroll ficou em sexto, pela Aston Martin, à frente da dupla Carlos Sainz e Charles Leclerc, da Ferrari. Lando Norris terminou em nono, pela McLaren, e Sebastian Vettel fechou o top 10, pela Aston Martin.
Números de análise feita pela Ponteio Política indicaram números incomuns para o ex-juiz
Sergio Moro Foto: EFE/ Joédson Alves
Uma pesquisa eleitoral divulgada na última semana chamou a atenção por trazer bons números ao ex-ministro da Justiça, Sergio Moro. Entretanto, não foram apenas os dados que saltaram aos olhos, mas também o fato de que a empresa que fez a pesquisa teve seu CNPJ registrado na Receita Federal apenas três dias antes da divulgação dos números.
É o que mostra o Comprovante de Inscrição e de Situação Cadastral da Ponteio Política, obtido pelo Pleno.News neste domingo (21). O documento, que é emitido pelo site da Receita Federal e aberto para consulta pública através de pesquisa pelo número do CNPJ, indica que a data de abertura do cadastro da empresa foi a última terça-feira (16).
Ponteio foi registrada na última terça-feira Foto: Reprodução/Receita Federal
Três dias depois, na sexta-feira, dia 19, veículos de imprensa tradicionais divulgaram os números da Ponteio, que curiosamente mostraram dados mais “encorpados” do ex-juiz na comparação com pesquisas anteriores. Os 11% registrados por Moro, por exemplo, foram mais altos do que o resultado de qualquer outra análise do 2° semestre.
Apesar da Resolução 23.600/2019, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estabelecer que os institutos de pesquisa são obrigados a divulgar as informações detalhadas sobre as análises, essa obrigação só é aplicada a partir do dia 1° de janeiro do ano eleitoral. Por conta disso, a consulta da Ponteio não possui dados públicos conhecidos.
“Vamos trabalhar juntos”, afirmou o governador gaúcho
João Doria e Eduardo Leite Foto: Governo do Rio Grande do Sul/Rodger Timm
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), descartou neste domingo (21), qualquer rompimento com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Os dois disputam hoje nas prévias do partido uma vaga de pré-candidato ao Palácio do Planalto.
– Eu tenho convicção que vamos trabalhar juntos – disse o gaúcho ao Estadão.
Para falar sobre a situação com Doria, Leite usou o exemplo da eleição para o governo gaúcho em 2018, quando ele derrotou o então governador José Ivo Sartori (MDB) no segundo turno.
– Dez dias depois estávamos juntos, sentados na sede do MDB convidando para entrar no governo, o MDB entrou no governo e participa desde o primeiro dia nos ajudando a governar. Se nós conseguimos sentar com o adversário de outro partido para fazer composição, não vai ser dentro do partido que vai deixar de haver composição para poder ter um partido unido para ganhar as eleições – afirmou.
Apesar do discurso do governador, o processo de escolha do pré-candidato do PSDB expôs a divisão no partido. Doria e Leite trocaram acusações durante a campanha e houve denúncias de que o aplicativo de votação a ser usado no domingo permite fraudes.
O gaúcho tem o apoio de nomes experientes da legenda, como o senador Tasso Jereissati (CE) e o deputado Aécio Neves (MG). Doria, por sua vez, recebeu o aval do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do senador licenciado José Serra (SP).
Os governadores polarizam a disputa interna. O ex-prefeito de Manaus (AM) Arthur Virgílio também concorre, mas sem chances de vencer. Ele, inclusive, declarou hoje que sua candidatura foi só para marcar posição e ter palanque para falar de pautas que julga importantes.
– Cabe ao escolhido de hoje demonstrar maturidade, liderança, no sentido de ter capacidade para construir e lamber as feridas internas, unir o partido e o campo do centro – afirmou o presidente do PSDB, Bruno Araújo.