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A corporação deflagrou, nesta quarta-feira, 12, Operação Coffee Break, que investiga esquema de superfaturamento em licitações

policia federal -metanol-; COP30; PF; Lula
Agente da PF | Foto: Divulgação/Polícia Federal

Mandados de busca e apreensão atingiram Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante uma operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta quarta-feira, 12, para apurar irregularidades em licitações públicas.

A ação, chamada de Operação Coffee Break, contou com autorização da 1ª Vara Federal de Campinas e apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Militar de São Paulo.

Carla Ariane foi casada com Marcos Cláudio Lula da Silva, filho de Marisa Letícia e adotado por Lula. Segundo a investigação, ela seria responsável por atuar como lobista e intermediária do núcleo político do grupo investigado, de modo a favorecer os interesses da empresa Life Tecnologia Educacional em órgãos federais e municipais, especialmente no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

Segundo informação da revista Veja, ao cumprir os mandados, os investigadores da Polícia Federal foram recebidos, num dos endereços dos alvos, pelo próprio Marcos Cláudio. 

Dimensão da operação da PF e crimes investigados

No total, a Polícia Federal executou 50 mandados de busca e apreensão, além de seis de prisão preventiva, em São Paulo, Distrito Federal e Paraná. O inquérito apura corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.

As suspeitas recaem sobre desvios do Fundeb e sobrepreço em kits de robótica, que podem chegar a 3.500% de superfaturamento. A Life Tecnologia Educacional, de porte pequeno, movimentou R$ 128 milhões entre 2021 e 2024. Ela realizou contratos com prefeituras de Limeira (SP), Sumaré (SP) e Hortolândia (SP). De acordo com a PF, ao menos R$ 50 milhões correspondem a lucro obtido por meio de sobrepreço.

O relatório policial detalha que peças adquiridas por R$ 1 a R$ 5 eram revendidas a preços de R$ 60 a R$ 80. Parte dos recursos teria sido convertida em criptomoedas, sacada em espécie para pagamento de propina ou destinada à compra de imóveis e veículos de luxo. 

O esquema e os suspeitos

O esquema envolve três núcleos: empresarial, para contratos e notas fiscais; financeiro, com doleiros e empresas de fachada para lavagem de dinheiro; e político-administrativo, formado por agentes públicos e articuladores.

Entre os suspeitos mencionados estão Kalil Bittar, sócio de Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho de Lula, e Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio. Carla teria sido afastada de seu cargo em uma prefeitura do interior paulista e teve endereços vasculhados. O relatório mostra que ela atuava “para assegurar vantagens indevidas em contratações”, segundo a Polícia Federal.

Informações Revista Oeste


Congresso corre para votar novo Orçamento e evitar outra interrupção de serviços públicos em janeiro

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião com o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, no Salão Oval, na Casa Branca, em Washington, D.C. - 25/8/2025 | Foto: Brian Snyder/Reuters
Com a sanção, a máquina pública deve voltar a funcionar de forma plena nos próximos dias | Foto: Reprodução/Twitter/X

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou a lei que encerra a mais longa paralisação do governo norte-americano. A sanção ocorreu horas depois de a Câmara dos Deputados aprovar o texto por 222 votos a 209.

O placar expôs a divisão interna dos partidos. Apenas dois republicanos — Thomas Massie (Kentucky) e Greg Steube (Flórida) — votaram contra o projeto. Seis democratas apoiaram a proposta.

O impasse surgiu porque o Congresso não aprovou o Orçamento antes do prazo legal. Sem a lei orçamentária, o governo perdeu a capacidade de pagar servidores e manter serviços básicos.

A disputa se concentrou na área da saúde. Democratas queriam incluir a prorrogação de programas de assistência médica. Republicanos a recusaram, mas aceitaram debater o tema em dezembro, em uma proposta separada.

Com a sanção, a máquina pública deve voltar a funcionar de forma plena nos próximos dias. Servidores sem salário e famílias de baixa renda que dependem de auxílio emergencial serão os principais beneficiados. A recuperação da malha aérea, porém, tende a levar mais tempo.

Acordo do governo garante recursos, mas por tempo determinado.

Informações Revista Oeste


A defesa do ex-presidente também solicitou autorização para a ida do governador Tarcísio de Freitas

O ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 12, autorização para uma visita do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Na véspera, quando completou 100 dias em prisão domiciliar, Bolsonaro pediu autorização semelhante para receber o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas

Nos documentos enviados ao STF, os advogados de Bolsonaro destacam a “necessidade de viabilizar um encontro pessoal específico” entre o ex-presidente e cada um dos governadores, usando a mesma justificativa para ambos os pedidos.

O STF analisa os pedidos. Se aprovados, os encontros serão realizados separadamente. Entre as exigências de segurança determinadas pela Justiça está a promoção de inspeções rigorosas em todos os veículos que saem da residência de Bolsonaro, conforme decisão judicial de 30 de agosto.

O ex-presidente Jair Bolsonaro e o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas | Antonio Cruz/Agência Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro e o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas | Antonio Cruz/Agência Brasil 

Defesa de Bolsonaro pediu liberação de visitas de outras autoridades

Na semana anterior, a equipe jurídica do ex-presidente já havia solicitado autorização para visitas do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), e do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite (PP-SP). 

Outros requerimentos também buscam liberar visitas de Bruno Scheid, vice-presidente do PL em Rondônia, do deputado federal Ubiratan Antunes Sanderson (PL-RS), do deputado federal José Antonio Medeiros (PL-MT) e do ex-deputado federal Odelmo Leão (PP-MG).

Jair Bolsonaro foi condenado em 11 de setembro a pena de 27 anos e 3 meses de reclusão, acusado de liderar uma suposta tentativa de golpe de Estado depois das eleições de 2022.

Informações Revista Oeste


O chanceler Mauro Vieira conversou com o secretário de Estado dos EUA nesta quarta-feira, 12

Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, e o chanceler Mauro Vieira | Foto: Reprodução/Montagem/Revista Oeste
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, e o chanceler Mauro Vieira | Foto: Reprodução/Montagem/Revista Oeste

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, voltou a pedir ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, uma resposta de Washington ao acordo sugerido pelo Brasil em 4 de novembro para suspender o “tarifaço” contra produtos brasileiros. Os dois tiveram um breve diálogo nesta quarta-feira, 12, durante o intervalo das reuniões do G7 em Niagara, no Canadá

Foi o segundo encontro presencial entre os dois ministros desde o início das discussões diretas entre os países, em 6 de outubro. Vieira destacou ao representante norte-americano a pressa do governo brasileiro para avançar nas negociações com a Casa Branca, conforme apuração do portal Poder360. 

Já fazem 37 dias de conversas sem que um entendimento comercial seja firmado. Uma nova rodada de negociações está marcada para esta quinta-feira, 13, na capital dos EUA, a pedido do governo Lula. 

Governo Lula pede a Rubio que EUA avaliem acordo para fim do 'tarifaço'
Linha do tempo do “tarifaço” | Foto: Reprodução/Poder360

Além do “tarifaço”, governo Lula quer suspensão da Magnitsky

Desde agosto, o Brasil pressiona pela retirada da tarifa extra de 50% sobre produtos nacionais, implementada pelos Estados Unidos no dia 6 do mesmo mês. Além disso, o Planalto exige o fim das sanções contra autoridades brasileiras, como o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, impedido de movimentar recursos nos EUA por determinação da Lei Magnitsky.

Segundo a política tarifária adotada pelo governo dos EUA, há uma sobretaxa de 40%, motivada, entre outros fatores, pela insatisfação do governo Trump com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele recebeu pena de 27 anos e 3 meses em processo relatado por Moraes na Primeira Turma do STF.

Informações Revista Oeste


Após sabatina nesta quarta-feira (12), a Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado aprovou a recondução de Paulo Gonet à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR) por mais dois anos. Foram 17 votos favoráveis e 10 contrários.

No entanto, ele ainda precisa passar pelo plenário da Casa e conseguir ao menos 41 votos favoráveis à sua indicação. A sessão está prevista para acontecer ainda nesta quarta.

Em 2023, Gonet foi aprovado com mais “folga” em um placar de 23 votos a favor e 4 contra.

Durante sua fala na sabatina desta quarta (12), na CCJ do Senado, Gonet defendeu o sigilo e uma atuação sem vazamento ou manifestações públicas.

– Minhas manifestações se deram invariavelmente nos autos dos processos, sem vazamento nem comentário público, nenhum detrimento à imagem ou presunção de inocência dos investigados. O respeito ao sigilo judicial sempre foi obedecido de modo absoluto e assim continuará a ser – disse.

O PGR também afirmou que o órgão não tem “cores de bandeiras partidárias”. Seu cargo é o mais alto do Ministério Público Federal (MPF). Ele foi indicado em 2023, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

*Pleno.News
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado


A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta quarta-feira (12) que o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, “não tem condições” para abrigar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em outubro, Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão no inquérito do golpe. O processo ainda está na fase de recursos, e o local de cumprimento da pena ainda não foi definido. “A Papuda não tem condições para abrigar um presidente da República com a saúde tão debilitada, que pode ter várias complicações dentro do nosso sistema prisional. É algo totalmente desnecessário para esse momento, então nós fazemos um apelo aqui”, declarou Celina em entrevista nesta quarta.

Segundo Celina, o governador Ibaneis Rocha (MDB) também já afirmou que, mesmo discordando, cumprirá uma eventual decisão do STF no sentido de enviar Bolsonaro para a Papuda. “O governador Ibaneis se antecipou, já disse que isso não depende da gente, vai depender do ministro Alexandre de Moraes. A decisão será cumprida”, disse.

*Metro1
Foto: Ton Molina/STF


O elenco do Bahia se reapresentou nesta quarta-feira (12), no CT Evaristo de Macedo, após dois dias de folga. A principal novidade foi o retorno do atacante Kayky, liberado pelo departamento médico e novamente integrado ao grupo principal.

A atividade comandada por Rogério Ceni mesclou trabalhos físicos e táticos, priorizando o ritmo de jogo e a movimentação ofensiva.

O treino começou na academia, com exercícios de ativação muscular, e seguiu para o campo, onde o elenco trabalhou trocas rápidas de passes e construção de jogadas.

Na parte tática, o treinador promoveu enfrentamentos em campo reduzido, simulando situações reais de jogo e pedindo intensidade na pressão pós-perda.

Entre os destaques, Caio Alexandre e Everton Ribeiro treinaram normalmente, e há expectativa de que ambos estejam à disposição para iniciar a próxima partida contra o Fortaleza, marcada para o dia 20 de novembro, às 18h, na Arena Fonte Nova.

Enquanto isso, o lateral-direito Gilberto avançou no processo de recuperação e realizou trabalho de transição física. Já Gabriel Xavier e Mateo Sanabria seguem em tratamento com o departamento médico.

Durante a pausa da Data Fifa, o Bahia segue em preparação para os compromissos decisivos da reta final do Campeonato Brasileiro. O elenco retorna ao CT nesta quinta-feira (13) para dar sequência às atividades.

*Bahia.ba
Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia


Decisão do órgão que regula internet chinesa ordenou que apps Blued e o Finka sejam retirados das lojas da Apple e Google no país

China bane aplicativos de namoro para pessoas LGBTQIA+ de lojas de apps

O governo da China ordenou a remoção de dois dos aplicativos de relacionamento LGBTQIA+ mais populares do país, o Blued e o Finka, das lojas App Store, da Apple, e Google Play Store (Android).

Segundo a Apple, a medida foi determinada pela Administração do Ciberespaço da China, órgão que regula a internet no país. O casamento entre pessoas do mesmo sexo é ilegal na China. Ativistas afirmam que a repressão à comunidade LGBTQIA+ aumentou nos últimos anos, com censura frequente a eventos e publicações durante o governo de Xi Jinping.

Usuários chineses perceberam no fim de semana que as versões completas dos aplicativos haviam desaparecido. Ambos pertencem ao BlueCity Group, empresa sediada em Hong Kong. Uma versão limitada do Blued ainda estava disponível na App Store chinesa nesta terça-feira (11). Alguns usuários dizem que o Blued e o Finka ainda podem ser utilizados se já estiverem baixados nos celulares.

A Apple confirmou nesta terça-feira a remoção. “Após uma ordem da Administração do Ciberespaço da China, removemos esses dois aplicativos apenas da loja chinesa”, disse um porta-voz da Apple à AFP. “Respeitamos as leis dos países em que operamos”, acrescentou.

Informações Metro1


Cantora contou que precisou interromper agenda de shows após novo diagnóstico

Foto: Reprodução/Globo

A cantora Joelma revelou que foi diagnosticada pela décima vez com Covid-19. Em entrevista ao portal Gshow, a artista contou que precisou pausar a agenda de shows da turnê “Isso é Calypso Tour”, que celebra seus 30 anos de carreira, após contrair novamente a doença no mês passado.

“Peguei dez [vezes] Covid. Mês passado, acabei de pegar outra, mas com Covid já sei lidar e estou bem. Voltei a treinar, estou com a energia no topo de novo, Deus me deu mais uma chance de vida. Só tenho a agradecer”, declarou.

Totalmente recuperada, Joelma relembrou o período mais delicado que enfrentou em 2023, quando chegou a ser internada três vezes por conta de complicações causadas pela doença.

“Quando veio o Covid, estava na minha melhor forma física. Pensei que ia ser de leve. De leve? Quase que eu vou! Foi sério, internei três vezes, foi bem difícil, pensei que não ia voltar a cantar, mas a chave virou”, relembrou.

Informações Bahia.ba


Relator acusa PF de desonestidade na interpretação de projeto contra o crime organizado

Guilherme Derrite (PP/SP), durante vídeo em que critica a postura da Polícia Federal | Foto: Reprodução/@DerriteSP
Guilherme Derrite (PP/SP), durante vídeo em que critica a postura da Polícia Federal | Foto: Reprodução/@DerriteSP

O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP)afirmou nesta terça-feira, 12, que é “mentirosa e desonesta” a interpretação de que o novo substitutivo do projeto de combate a facções criminosas retira a competência da Polícia Federal (PF) para investigar crimes ligados a essas organizações.

Segundo o parlamentar, em fala no Twitter/X, o texto apenas “normatiza o que já ocorre na prática”, conforme determina a Constituição Federal. Derrite argumentou principalmente que as investigações sobre facções, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), têm a condução, em regra, das polícias civis dos Estados, sob o controle dos Ministérios Públicos estaduais e com julgamento pela Justiça estadual.

Derrite: texto preserva poder das polícias estaduais

O deputado destacou que a PF já atua em casos de competência federal, como tráfico internacional, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Acrescentou que o substitutivo não muda esse contexto. “Meu texto não alterava em nada essa lógica. Apenas deixava claro que tudo seria como já é hoje.”

De acordo com Derrite, a redação original do projeto buscava evitar que as polícias estaduais perdessem sua competência investigativa, uma vez que a proposta estava vinculada à Lei Antiterrorismo, de natureza federal. “Se colocássemos o PCC e o Comando Vermelho dentro dessa lei, as polícias civis não poderiam mais investigar essas facções”.

O deputado criticou o que chamou de “narrativa maldosa” criada por opositores, segundo ele, interessados em enfraquecer uma legislação mais rigorosa contra o crime organizado. Derrite afirmou que o novo texto, revisado depois de críticas, “não traz sequer uma citação à Polícia Federal”, e que as competências das forças policiais permanecem conforme previsto na Constituição e no Código de Processo Penal.

O parlamentar acrescentou que o projeto estabelece punições mais severas a líderes de organizações criminosas, com penas que podem chegar a 60 anos de prisão, além de restrições como a proibição de visitas íntimas e comunicação reservada. “É hora de descer do palanque e atender o grito de socorro da população. Continuamos em busca de um texto sólido, suprapartidário e que seja efetivamente um marco de combate ao crime organizado no Brasil”.

Informações Revista Oeste