
O candidato a governador da Bahia, João Roma, participa da abertura do Campeonato Anguerense neste domingo (31). Roma deve chegar por volta das 9h de helicóptero no antigo campo de futebol, próximo ao Loteamento Cajueiro. Dep. Federal
João Roma, possui atuação junto ao governo Federal foi decisiva para a alocação de recursos que tem alavancado o crescimento do município de Anguera.

O programa Domingo Espetacular, da Record, exibe nesta semana uma entrevista com Roger, filho do jornalista Cid Moreira. Ele decidiu expor áudios para apontar que o jornalista tinha uma relação com a atual esposa, Fátima Sampaio, quando ainda estava casado com outra mulher. As informações são do canal Splash, do UOL.
Além de ouvir Roger, a equipe da Record visitou Cid e Fátima. A atual mulher de Moreira também rebateu acusações de que estaria vendendo bens do jornalista sem consultar a família.
Em entrevista à Record, Roger disse que Fátima estaria jogando Cid contra a família.
– Pra mim é um crime que ela está fazendo. Fazendo a cabeça, aquela pessoa enchendo a cabeça dele, jogando contra o filho, jogando contra a família – falou o filho do jornalista em uma entrevista.
Já Sampaio afirmou espera que Roger procure a Receita Federal.
– Estou louca para ele ir lá na Receita, na Policia Federal falar sobre isso, porque estão alucinados com isso, estão doidos. Eu não queria falar no assunto porque eu acho que a gente tem que ir no lugar certo. Não é? Na Justiça. É lá que eu tenho que provar, direitinho, com documento. A eles tenho que dar uma satisfação, né? Mas o público em geral, eu não tenho como controlar, não tenho como dizer: ‘olha, acreditem em mim, sou gente boa’ – respondeu.
Informações Pleno News

Confira cálculos da CNN baseados no modelo usado pelo TSE e segundo apurações com os partidos políticos; Lula deve ser o candidato ao Planalto com mais minutos na TV e no rádio, seguido de perto pelo presidente Jair Bolsonaro
Considerado por muitos cientistas políticos como um canhão na comunicação dos candidatos, o horário eleitoral gratuito começa a ser exibido no rádio e na TV aberta de todo o país a partir de 26 de agosto.
O tempo a que cada candidato à Presidência tem direito está relacionado ao tamanho da bancada eleita em 2018 para a Câmara dos Deputados e à abrangência das alianças nacionais.
Considerado por muitos cientistas políticos como um canhão na comunicação dos candidatos, o horário eleitoral gratuito começa a ser exibido no rádio e na TV aberta de todo o país a partir de 26 de agosto.
O tempo a que cada candidato à Presidência tem direito está relacionado ao tamanho da bancada eleita em 2018 para a Câmara dos Deputados e à abrangência das alianças nacionais.
A CNN realizou uma projeção com base nos anúncios oficiais dos partidos e em apurações com as legendas. De acordo com o levantamento, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve ser o candidato que mais terá tempo de propaganda eleitoral na TV e no rádio. O presidente Jair Bolsonaro (PL) deve seguir o petista de perto. Luciano Bivar (União Brasil) vem em seguida.
O modelo de cálculo é o mesmo usado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que irá divulgar a divisão exata do tempo do horário eleitoral em 12 de agosto.
Abaixo, confira quantos minutos de propaganda eleitoral cada candidato ao Planalto deverá ter nas eleições de 2022. Os valores podem mudar a depender da configuração final das coligações.
Os minutos reservados ao horário eleitoral são distribuídos da seguinte forma: 90% são proporcionais ao tamanho da bancada de deputados do partido eleita em 2018 ou chapa dos candidatos, e os 10% restantes são repartidos de forma igualitária.
Às terças-feiras, quintas-feiras e sábados, os candidatos à Presidência terão 25 minutos por dia, divididos em duas janelas, para a exibição de suas propagandas na TV e no rádio. O tempo é distribuído entre os candidatos. As propagandas dos candidatos aos demais cargos são exibidas nos horários eleitorais dos demais dias da semana.
O horário eleitoral gratuito será exibido às 13h e às 20h nos canais de televisão. Nas emissoras de rádio, as exibições são feitas às 7h e às 12h.
Além disso, os partidos têm direito às inserções avulsas, ou “pílulas”, de 30 a 60 segundos distribuídas durante a programação. Os veículos reservarão 14 minutos diários, entre as 5h e a meia-noite, para que os presidenciáveis veiculem os materiais.
Considerada a aliança entre PT, PSB, PCdoB, PV, PSOL, Rede e Solidariedade, o ex-presidente Lula somaria o equivalente a 122 deputados.
Apenas os seis maiores partidos entram na conta, sem contar a Rede, portanto. Considerando o tamanho dessas bancadas, o petista contaria com pouco mais de três minutos e 11 segundos de propaganda por bloco às terças, quintas e sábados. Além disso, teria sete inserções de 30 segundos por dia.
Caso as convenções partidárias confirmem a aliança nacional formada por PL, PP, PSC, PTB e Republicanos, partidos que formam a base do governo no Congresso, Bolsonaro teria aproximadamente três minutos e seis segundos por bloco nos dias mencionados. O presidente ainda contará com seis inserções de 30 segundos.
Luciano Bivar, do União Brasil, ainda de acordo com as projeções da CNN, teria pouco mais de dois minutos e nove segundos por bloco e até quatro inserções de 30 segundos. Seu tempo de rádio e TV considera a fusão do DEM e do PSL, que resultou no União Brasil.
Simone Tebet, do MDB, conta também com a federação PSDB-Cidadania em sua base. A senadora somaria, portanto, um minuto e 53 segundos a cada bloco, além de quatro inserções.
Caso não forme alianças nacionais, o pedetista Ciro Gomes poderá chegar, ao todo, 48 segundos do bloco e uma inserção diária.
Os demais pré-candidatos devem ter menos de 20 segundos de propaganda eleitoral às terças, quintas e sábados e não contam com segundos suficientes para emplacar inserções diárias.
CNN

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, testou novamente positivo para Covid-19 neste sábado (30) e voltou a ser isolado na Casa Branca, de acordo com a assessoria do governo americano.
Logo em seguida, o próprio Biden usou a conta oficial no Twitter da Presidência dos Estados Unidos para confirmar o teste postivo.
Galera, testei positivo para Covid novamente hoje. Isso acontece com a minoria das pessoas. Estou assintomático, mas me isolarei pela segurança de todos ao meu redor. Continuo trabalhando e em breve estarei de volta à estrada”, declarou o presidente.
egundo Kevin O’Connor, médico de Biden, o mandatário americano teve resultado positivo após ter realizado um teste de antígeno. O profissional destacou que esse efeito “rebote” é comum entre aqueles que foram tratados com Paxlovid, a pílula contra a Covid da Pfizer.
Biden havia retornado ao convívio com outros profissionais da Casa Branca na última quarta-feira (27), quando testou negativo para a doença. Apesar de clinicamente liberado, o presidente continuou usando máscara perto de membros do gabinete.
R7

Ao fim de sua viagem ao Canadá, o papa Francisco comentou sobre uma possível renúncia ao cargo. O pontífice deixou claro que essa é uma opção, mas destacou que não pretende adotá-la no momento, frisando que seus planos, por ora, são seguir no posto. As declarações foram feitas em conversa com jornalistas no avião papal, durante seu retorno para Roma.
– A porta (à renúncia) está aberta, é uma opção normal. Mas até hoje eu não bati nessa porta. Não senti a necessidade de pensar nessa possibilidade. O que não quer dizer que daqui a dois dias eu não possa começar a pensar a respeito – explicou, segundo informações da BBC.
Aos 85 anos, o papa tem enfrentado dificuldades de mobilidade em razão de um problema de saúde no joelho. Ele esteve em uma cadeira de rodas durante boa parte de sua viagem ao Canadá, que incluiu uma extensa programação.
– Esta viagem foi intensa. Não acho que eu consiga continuar a viajar com o mesmo ritmo que antes, na minha idade, com as limitações deste joelho. Ou me poupo um pouco para continuar a servir a Igreja, ou preciso começar a considerar a possibilidade de sair – ponderou.
O pontífice assinalou que será guiado por Deus em tal decisão.
– Não é uma catástrofe mudar de papa, não é um tabu – avaliou.
Papa Francisco também revelou que pretende visitar a Ucrânia em breve, mas que antes buscará orientação médica.
Informações Pleno News

Um grupo de advogados conservadores fez um manifesto “em defesa do Brasil”, das “liberdades do povo” e do presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira (28), um dia após ser publicada a Carta Pela Democracia. O abaixo-assinado, que foi publicado na plataforma change.org e já reúne centenas de milhares de assinaturas, assinala que “sem liberdade não há democracia”.
– Nós, o povo brasileiro, na defesa do Brasil e das Liberdades do Povo, pelo Povo e para o Povo, e, em apoio ao Presidente do Brasil Jair Messias Bolsonaro nos dirigimos à Nação Brasileira, para declarar que sem liberdade não há democracia, sem justiça não há liberdade, sem honra não há respeito, sem dever não há ordem e progresso, sem piedade não há amor e humildade e sem esperança iremos sucumbir – diz o texto.
O manifesto prossegue denunciando o que chama de uma “gravíssima tentativa da consolidação da ‘ditadura do pensamento único’, que vem impondo a censura e desmonetização dos meios de comunicação independentes e de perfis de redes sociais de brasileiros”.
– Testemunhamos a instauração de inquéritos ilegais e inconstitucionais com o simples objetivo de criminalizar a opinião contrária, pelo órgão que deveria zelar pelos direitos fundamentais da população, abolindo nossas liberdades individuais e garantias fundamentais – acrescenta.
Os signatários ainda afirmam ser um “povo pacífico, que ama sua nação, que defende a democracia e as liberdades”,
– Não é aceitável que um lado tente imputar a nós, um povo livre e pacífico, a condição de incentivadores de atos antidemocráticos e de divulgadores de fake news. A verdade é que uma pequena parcela da população detentora de poder, não aceita críticas. Não aceita escutar a opinião do povo, do poder supremo de uma nação democrática – pontua o manifesto.
O abaixo-assinado foi publicado um dia após ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), empresários, banqueiros e artistas assinarem uma carta, escrita por ex-docentes do curso de Direito da Universidade de São Paulo (USP), que defende o sistema eleitoral brasileiro e as urnas eletrônicas.
Sem citar nomes, a carta afirma que o Brasil “está passando por um momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições”.
Informações Pleno News

A automutilação grave entre os jovens saltou durante os rígidos lockdowns do COVID-19, mostra uma nova pesquisa. O estudo foi publicado pelo canal britânico Sky News.
O estudo descobriu que os meninos que precisam de apoio urgente dos serviços de emergência dobraram e depois triplicaram para as crianças sob cuidados.
Enquanto isso, as meninas continuaram a ser super-representadas em figuras de automutilação, disseram os pesquisadores.
Isso ocorre depois que outro estudo sugeriu que as pessoas que vivem na pobreza são mais propensas a sofrer com COVID por muito tempo.
Os psiquiatras pediram mais financiamento e desenvolvimento de serviços comunitários de saúde mental devido às descobertas, que foram publicadas no BJPsych Open do Royal College of Psychiatrists.
Pesquisadores do King’s College London analisaram dados de 2.073 visitas hospitalares de automutilação de emergência para crianças e jovens em 10 países, incluindo a Inglaterra, comparando março a abril de 2020 com o mesmo período de 2019.
Ben Hoi-ching Wong, pesquisador clínico do East London NHS Foundation Trust e da Youth Resilience Unit da Queen Mary University of London, disse: “A pandemia trouxe muitas mudanças substanciais na vida de crianças e jovens.
“Esta é a primeira vez que conseguimos analisar especificamente os efeitos das medidas de bloqueio em uma amostra internacional.
“Os bloqueios impactaram a automutilação e a busca de ajuda em alguns jovens mais do que em outros, e essas diferenças também são evidentes em outros países.
“Esta pesquisa destaca como precisamos diversificar nossas abordagens para apoiar jovens em risco com base em suas necessidades individuais e, particularmente, estar atentos às suas preocupações ou preocupações em procurar ajuda médica e psicológica”.
Os pesquisadores descobriram que, embora a pressão escolar e as brigas com os amigos tenham se tornado um gatilho menos comum, as restrições do COVID-19 podem ter levado a maiores desejos de automutilação, relacionados ao aumento do pensamento excessivo e estratégias negativas de enfrentamento em casa.
Eles também disseram que as crianças de áreas mais carentes se tornaram menos propensas a visitar os departamentos de emergência e tinham menos probabilidade de ter acesso às redes de apoio da comunidade.
Elaine Lockhart, presidente da Faculdade de Crianças e Adolescentes do Royal College of Psychiatrists, disse: “Quanto mais cedo oferecemos apoio, menor a probabilidade de as pessoas desenvolverem problemas de saúde mental a longo prazo.
“É importante considerar o impacto das medidas adotadas durante a pandemia na automutilação para que possamos planejar os serviços de saúde mental para o futuro.
“Essa é a única maneira de garantir que todas as crianças e jovens recebam o apoio de saúde mental de que precisam, quando precisam.”
Créditos: Gazeta Brasil

O manifesto elaborado por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) “em defesa do Brasil e das liberdades do povo” ultrapassou 500 mil assinaturas na tarde deste sábado (30). Publicado na plataforma change.org, o abaixo-assinado defende que não há democracia sem respeito às liberdades individuais, e denuncia uma “ditadura de pensamento único” no país.
– Sem liberdade não há democracia, sem justiça não há liberdade, sem honra não há respeito, sem dever não há ordem e progresso, sem piedade não há amor e humildade, e sem esperança iremos sucumbir – diz o manifesto.
No texto, os signatários afirmam ser “um povo pacífico que ama sua nação”, e rejeitam a pecha de “incentivadores de atos antidemocráticos e divulgadores de fake news”.
– Somos um povo pacífico que ama sua nação, que defende a democracia e as liberdades. Não podemos renunciar às liberdades que Deus nos deu. Nosso dever é lutar pelo que já conquistamos, por aquilo que cremos, por nossa fé, pelo direito de ir e vir, pelo direito de livre expressão – pontuam.
CARTA PELA DEMOCRACIA
O abaixo-assinado a favor do presidente foi criado nesta quinta-feira (28), um dia após ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), empresários, banqueiros e artistas assinarem a Carta Pela Democracia, escrita por ex-docentes do curso de Direito da Universidade de São Paulo (USP) em defesa do sistema eleitoral brasileiro e das urnas eletrônicas.
Com quase 550 mil assinaturas, o documento afirma que o Brasil “está passando por um momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições”.
A Carta gerou insatisfação por parte do presidente Bolsonaro, que negou, na quarta-feira (27), que o Brasil viva um momento de risco para a democracia.
– Vivemos em um país democrático, defendemos a democracia. Não precisamos de nenhuma cartinha para falar que defendemos a democracia, e que queremos, cada vez mais, nós, cumprir e respeitar a Constituição. Não precisamos, então, de apoio ou sinalização de quem quer que seja para mostrar que o nosso caminho é a democracia, é a liberdade, é o respeito à Constituição – declarou na ocasião.
*Pleno.News

O governo da Bahia divulgou uma nova data para o concurso de delegado da Polícia Civil. De acordo com a publicação do Diário Oficial deste sábado (30), os candidatos devem refazer as avaliações objetivas e discursivas no dia 21 de agosto, nos períodos da manhã e tarde.
As provas, que deveriam ter ocorrido no último domingo (24), foram suspensas após uma confusão de falha de logística. As avaliações foram entregues com nomes trocados aos candidatos.
O novo cronograma está disponível no Portal do Servidor, e no site da organizadora do concurso, o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC).
*Metro1

Policiais não raro enfrentam questões que vêm a se tornar verdadeiros calvários para qualquer ser humano, e como eles também são de carne e osso, acabam indo parar no estaleiro, tendo de se dar por muito satisfeitos se essas crises não redundam na perda da carreira — o que por sua vez desencadeia um perverso efeito dominó, que arrasta sanidade mental, vida em família, saúde financeira e amor-próprio para o limbo. Nesses momentos, o prudente mesmo é deixar de lado a vocação para o heroísmo e ser algo mais pragmático, se concentrar no que deve ser feito e retomar o eixo da própria vida, o que como todas as coisas que verdadeiramente importam, demanda energia, planejamento, dinheiro e força de vontade e muito, mas muito sangue frio. Esses ingredientes reunidos, amassados, torcidos, devidamente amalgamados, ardem ao fogo baixo da vingança, pelo tempo que for necessário, até que a massa do acepipe esteja no ponto de servir, muito bem acompanhada de boa dose de humor negro, suspense, desafio à lógica e uma promessa de felicidade quando tudo chega, enfim, a bom termo.
Mas antes, o que se vê é a junção das várias peças que deságuam no inferno particular do ex-policial que protagoniza “À Beira do Abismo” (2012), em que o diretor dinamarquês Asger Leth refina o discurso da necessidade de reparação, aqui levado às últimas consequências, de um homem comum, que nunca desejou ser herói e mártir ainda menos, mas apenas ter uma vida como todo mundo. E “inferno” parece ser mesmo a palavra mais adequada para definir seu estado: perdido entre a vida que julga ainda ter e a realidade dura que o sitia, esse homem só viu uma chance de tentar escapar ao cerco do infausto, e mesmo assim seu arrojo pode não dar em nada. Ele não pensa em se matar, mas a desdita de sua situação autoriza que qualquer um pense que ele o faça — e é justamente desse mal-entendido que ele tem de se valer a fim de tentar dar a volta por cima, a despeito de toda torcida contra, do risco, da loucura, e no seu caso, é mesmo preciso atirar-se sem medo nos braços da insânia não como o último recurso, mas como a única medida realmente eficaz quanto a reverter sua miséria existencial.
Sam Worthington dá vida a esse homem, Nick Cassidy, subitamente exilado na própria vida. Cumprindo pena por um crime que não cometeu, Cassidy se depara todos os dias com a imagem de seu próprio fracasso, como policial e como homem, claro no desabafo com a psiquiatra vivida por J. Smith-Cameron numa aparição-relâmpago — aliás, esse é um bom filme composto de pequenas participações excelentes. Ao conseguir permissão para assistir ao sepultamento do pai, começa a botar em curso a estratégia que talvez lhe vá possibilitar escapar da cadeia (o que consegue de fato) e provar sua inocência, depois de uma altercação que deriva para a troca de socos, mesmo algemado, com o irmão caçula, Joey, de Jamie Bell, e como se assiste a dada altura do roteiro de Pablo F. Fenjves, a briga não passa da encenação que dá azo ao começo de sua desforra — e é bom o espectador não perder o fio da meada nessa parte. Quando finalmente está a salvo de seus captores, hospeda-se num hotel de luxo em Manhattan, pede um café da manhã com direito a champanhe e passa a desfilar no parapeito da janela da suíte.
Doravante, Leth começa a introduzir as frações que nos autorizam vislumbrar a angústia de Cassidy e o que pretende, utilizando-se principalmente de Lydia Mercer, a negociadora para situações extremas de Elizabeth Banks que, como seu novo analisando, passa por um momento-limite. Ao passo que o personagem de Worthington e Mercer trocam impressões, o verdadeiro conflito da trama se desenrola no arranha-céu ao alto, erigido e administrado por David Englander, o magnata interpretado por Ed Harris. Joey e a namorada, Angie, de Génesis Rodríguez, conduzem a operação que, se bem-sucedida, vai livrar Cassidy dos 25 anos de prisão que ainda deve, mais outros tantos pela balbúrdia em que mergulhou toda Nova York. Harris, para não variar, eleva seu vilão, diretamente implicado em tudo o que se passa, à condição de grande estrela do filme, enquanto no chão, em frente ao edifício, Suzie Morales, a jornalista sem escrúpulos de Kyra Sedgwick, ressuscita o mote central de “A Montanha dos Sete Abutres” (1951), de Billy Wilder, proporcionando ao drama do protagonista a cota de entretenimento por que o populacho clama.
“À Beira do Abismo” faz justiça ao nome e se equilibra muito bem entre a iminência de uma tragédia — que ao cabo de 102 minutos sabemos que não iria se concretizar — e a engenharia rigorosamente técnica de uma história que se deslinda em tantas outras. Parece que faz setenta anos, mas foi em 2012. Enquanto há vida, a esperança pulsa.
Filme: À Beira do Abismo
Direção: Asger Leth
Ano: 2012
Gêneros: Thriller/Crime
Nota: 9/10