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O Concurso 2.523 da Mega-Sena, que será sorteado neste sábado (24) à noite em São Paulo, deve pagar o prêmio de R$ 170 milhões a quem acertar as seis dezenas. O sorteio será às 20h no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo.

Na última quarta-feira (21), não houve ganhadores, e o prêmio ficou acumulado. Foram sorteadas as dezenas 04 – 05 – 25 – 32 – 39 – 40.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

*Bahia.ba


Durante a Ação Global Saúde e Comunidade, que acontece neste domingo na Estação de Transbordo BRT da avenida Ayrton Senna, a população também terá acesso a vacinação contra poliomielite (paralisia infantil). A ação será das 8h ao meio-dia.

O objetivo é ampliar a imunização, visto que a procura pela vacina continua baixa no município. Das 39 mil crianças que devem receber a dose, pouco mais de 13 mil foram vacinadas.

É importante ressaltar que a vacina é a única forma de prevenção contra a doença. A paralisia infantil não tem cura.

Além da ação nesse domingo, Feira de Santana dispõe de 104 salas de vacina, nas zonas urbana e rural. Para receber a dose, a criança deve estar acompanhada dos pais ou de um adulto responsável. É preciso apresentar os documentos de identidade e cartão SUS, além da caderneta de vacinação.

Ação Global

Além da vacinação contra pólio, gripe Influenza e Covid, a população terá acesso a avaliação nutricional; acompanhamento e orientações com assistente social; realização de exames laboratoriais; testes rápidos para diagnóstico de sífilis, hepatite e HIV; marcação de consultas e exames por meio de solicitação médica; atendimento médico (pré-agendado pela unidade de saúde); central de regulação e atendimento farmacêutico.

*Secom


Na noite desta sexta-feira (23), o bairro Irmã Dulce vibrou com as presenças do candidato a deputado federal pelo União Brasil, Zé Chico, o ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho e o atual vice-prefeito, Fernando de Fabinho.

A carreta que além do Irmã Dulce, passou por Jomafa e Conjunto Luis Eduardo Magalhães, foi acompanhada por vários apoiadores, lideranças e autoridades que apoiam o nome de Zé Chico para representar Feira de Santana na Câmara dos Deputados.

Assim como em outras oportunidades nesta semana, o ex-prefeito José Ronaldo acompanhou Zé Chico pelos bairros de Feira. “Estamos aqui para defender o nome de Zé Chico para a Câmara Federal”, disse o coordenador geral da campanha de ACM Neto (UB) ao Governo da Bahia.

O candidato a deputado federal aproveitou a oportunidade para agradecer a receptividade que tem recebido por onde passa nesta campanha e ressaltou que, em Brasília, buscará investimentos e novas obras para a cidade. “Feira de Santana nos abraçou. E isso é que tem me dado mais energia para continuar”, finalizou Zé Chico.


Algumas pessoas são obrigadas a entender, desde muito cedo, que a vida não lhes reserva a genuína essência das coisas, mas só um caldo ralo e frio, temperado pela eterna ira que pontua a existência de todos nós em maior ou menor intensidade. Para esses indivíduos, afetos têm a natureza de algo que se quebrara há bastante tempo, mas que resiste, apoiando-se na areia colorida da farsa, que vai tragando e perdendo tudo. Socorrem-nos colossos que o homem de quando em quando inventa, a exemplo da filosofia, o pensamento organizado em torno das angústias que o gênero humano sempre há de sentir, passem-se dez, vinte, cem, mil anos, mas somos a um só tempo tão desgraçados e misteriosos que, mesmo todo o poder imensurável do conhecimento filosófico não é capaz de nos atender sempre. Sucedem-se eventos na vida do ser humano que nem toda a sabedoria reunida em todas as páginas dos livros de todos os filósofos do mundo teria o condão de abarcar. Em casos assim, enterrar o passado, tomar um novo rumo e refazer a vida toda outra vez, do zero, é muito mais que um ato de coragem: é uma profissão de fé na própria vida.

As grandes (e necessárias) mudanças na jornada de cada homem só começam depois de alguma hesitação, e não há nada de errado nisso, uma vez que muitos levam toda uma vida procurando a tal zona de conforto de que muitos falam. No entanto, a partir do momento em que se tem claro que se precisa mesmo girar o leme com toda a energia e levar o navio para outros mares, não existe força que possa se igualar à vontade de conquistar seu quinhão no mundo, preservando-se a si e a quem vier depois. A diretora Anna Foerster capta todas essas ideias numa só personagem, a mesma que dá nome a seu novo filme. “Lou” (2022) não tem a menor intenção de reinventar a roda, e justamente por ser tão direto em seus propósitos, alcança o que parece ser seu objetivo maior, o de encaminhar o público para uma conclusão inescapável — e algo maldita —, sem a facilidade do maniqueísmo ou o pedantismo da moral imposta. Mas até que chegue a ela, faz questão de tornar a experiência o mais caótica possível. 

O cinema ainda não descobriu Allison Janney, pelo menos não o suficiente. A ganhadora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante de 2018 por “Eu, Tonya” (2017), onde deu vida à mãe supostamente abusiva de uma estrela da patinação, encarna mais um desafio como o do filme de Craig Gillespie. Interpretar mães problemáticas, donas de um passado nada lisonjeiro parece estar se tornando a especialidade de Janney, uma grande especialidade. Em “Lou”, não é preciso ser nenhum gênio para se deduzir que o mistério fundamental do roteiro de Jack Stanley e Maggie Cohn gira em torno do papel da veterana, ou outro seria o nome do filme — e olhares mais treinados identificam sem muito esforço de que se constitui esse enigma, mas isso é uma outra história. Foerster vai dando ao espectador pistas até bastante óbvias de que é prudente desconfiar da personagem-título, uma mulher já entrada em anos, vivendo já três décadas num lugar ermo como a ilha das Orcas, no noroeste do Pacífico, fiel a uma solidão doída só  quebrada pelo cãozinho Jax, “interpretado” pela dupla de vira-latas Ozzie e Jersey, e por idas esporádicas à cidade, onde  esbarrões inadvertidos no xerife Rankin, de Matt Craven, rendem uma sessão de resmungos e falsas gentilezas de parte a parte. Sua misantropia também perde força — e nessa hora, sim, começa a ser essencial atentar para as entrelinhas do texto de Stanley e Cohn — quando é forçada a ir cobrar o aluguel de Hannah, a única vizinha em quilômetros, não exatamente por causa da personagem vivida por Jurnee Smollett, mas por sua filha Vee, uma garotinha tão adorável quanto esperta, de Ridley Asha Bateman.

O arco dramático da trama se fecha com a entrada em cena de Philip, um tipo sombrio que a cara de bom moço de Logan Marshall-Green disfarça convenientemente em enredos assim. O forasteiro traz consigo as inquietações de uma vida de milhões de perguntas que a diretora responde aos poucos, mas à queima roupa, desvendando os segredos que Lou guarda desde sempre. Assuntos como maternidade, ageísmo, feminismo e sororidade são coroados por um final simplesmente arrebatador em a personagem da magnífica Janney, uma Medeia torta, dispara num jato que nem todas as mulheres nascem para serem mães. Um tabu difícil de cair.


Filme: Lou
Direção: Anna Foerster
Ano: 2022
Gêneros: Ação/Crime/Drama
Nota: 8/10

Informações Revista Bula


Talles Magno é um dos brasileiros do City que podem jogar no Bahia - Divulgação
Talles Magno é um dos brasileiros do City que podem jogar no Bahia Imagem: Divulgação

A venda da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Bahia para o City Football Group provocará uma mudança radical no elenco do clube que luta para retornar à primeira divisão do Campeonato Brasileiro.

Independente da conquista do acesso, a equipe nordestina irá receber a partir de janeiro (data prevista para o início da parceria) vários jogadores que interessam estrategicamente ao seu novo gestor.

Isso inclui atletas contratados exclusivamente para o Bahia (jovens promessas com potencial de revenda e nomes capazes de dar experiência ao grupo), mas também aqueles que já estão vinculados ao conglomerado e que serão apenas reposicionados.

Antes mesmo de concretizar a compra do time tricolor, o fundo dono do Manchester City e de outros dez clubes espalhados pelos quatro continentes já tem sob contrato nada menos que 22 jogadores brasileiros.

Com exceção do goleiro Ederson, titular do time matriz do grupo, um dos melhores do mundo na posição e nome certo na convocação da seleção para a Copa do Mundo-2022, todos eles são nomes viáveis para o Bahia a partir da próxima temporada.

A relação conta com algumas promessas bem importantes do cenário nacional, como o meia-atacante Talles Magno (ex-Vasco), o lateral direito Yan Couto (ex-Coritiba) e o meia Diego Rosa (ex-Grêmio), que fizeram parte do elenco do Brasil vencedor do Mundial sub-17 de 2019.

Outros brasileiros conhecidos que estão sob guarda-chuva do Grupo City atualmente são o zagueiro Thiago Martins (ex-Palmeiras), o meia Metinho (ex-Fluminense), e os meias-atacantes Savinho (Atlético-MG) e Élber, que inclusive já jogou no Bahia.

O provável técnico da equipe em 2023 também deve ser alguém já conhecido do fundo árabe. O ex-zagueiro Antônio Carlos Zago, atualmente no comando do Bolívar, equipe boliviana que possui uma parceria com o conglomerado, é o favorito para ficar com a vaga que hoje é de Enderson Moreira.

O projeto de formação da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Bahia, tal qual sua incorporação ao Grupo City, será apresentado nesta noite ao Conselho Deliberativo do Clube, que, assim como o Conselho Fiscal, dará seu parecer sobre o negócio.

A partir daí, caberá à assembleia dos sócios decidir sobre a venda do departamento de futebol ao fundo árabe. A eleição ainda não foi marcada, mas é vista como uma mera formalidade, já que o projeto possui uma resistência bem pequena entre os torcedores.

O City irá adquirir 90% da SAF por R$ 650 milhões. O plano original é que esse aporte financeiro seja repassado ao clube até o fim de 2024. No entanto, é possível que aconteça um reposicionamento de prazos devido aos atrasos no começo da parceria, que era para ter saído do papel já no meio deste ano.

Já está definido que, ao contrário do que aconteceu com outros times do conglomerado, como o Montevideo City (Uruguai) e o Melbourne City (Austrália), o Bahia não precisará mudar de nome e nem sofrerá drásticas mudanças na identidade visual.

Ou seja, não existe nenhuma possibilidade de ele ser rebatizado como Salvador City (uma piada recorrente nas redes sociais) e de abdicar das cores vermelha e branca. O uniforme azul celeste, característico da empresa, pode até ser adotado em algumas partidas, mas sempre como opção às camisas já tradicionais, que continuarão sendo utilizadas.

O City Football Group existe desde 2013, mas seu embrião nasceu em 2008, quando o xeque Mansour bin Zayed Al Nahyan, integrante da família real de Abu Dhabi, comprou o Manchester City. Desde a aquisição, a equipe inglesa, que estava longe de ser uma das maiores potências do seu país, já faturou seis títulos da Premier League e chegou uma vez à decisão da Liga dos Campeões da Europa.

Contando todos os times da empresa, já são 47 taças levantadas em oito países diferentes. Só Lommel (Bélgica), Sichuan Jiuniu (China) e o recém-comprado Palermo (Itália) não foram campeões de nada desde que entraram para a “família”.

O conglomerado iniciou os estudos para a entrada no futebol brasileiro no começo de 2020, quando teve uma reunião com dirigentes do Londrina. No ano seguinte, a administração do fundo conversou com o Atlético-MG. Mas o escolhido para o negócio ser concretizado acabou mesmo sendo o Bahia.

Com mais oito jogos para o encerramento da temporada, o time de Salvador ocupa a terceira colocação da Série B. Os comandados de Enderson têm 51 pontos, seis a mais que o Londrina, quinto, primeira equipe fora da zona de acesso. O adversário de amanhã é o Operário (PR), em casa.

Brasileiros sob contrato com o Grupo City

Ederson (G, 29 anos): Manchester City-ING
Yan Couto (LD, 20 anos): Manchester City-ING, emprestado ao Girona-ESP
Eduardo (Z, 29 anos): Yokohama Marinos-JAP
Thiago Martins (Z, 27 anos): New York City-EUA
Caio Roque (LE, 20 anos): Lommel-BEL
Vinícius Souza (V, 23 anos): Lommel-BEL, emprestado ao Espanyol-ESP
Diego Rosa (M, 19 anos): Manchester City-ING, emprestado ao Vizela-POR
Metinho (M, 19 anos): Troyes-FRA, emprestado ao Lommel-BEL
Élber (MA, 30 anos): Yokohama Marinos-JAP
Gabriel Pereira (MA, 21 anos): New York City-EUA
Kayky (MA, 19 anos): Manchester City-ING, emprestado ao Paços Ferreira-POR
Marcos Júnior (MA, 29 anos): Yokohama Marinos-JAP
Raphael Rodrigues (MA, 19 anos): Melbourne City-AUS
Savinho (MA, 18 anos): Troyes-FRA, emprestado ao PSV Eindhoven-HOL
Talles Magno (MA, 20 anos): New York City-EUA
Thiago Andrade (MA, 21 anos): New York City-EUA
Yan (MA, 24 anos): Yokohama Marinos-JAP
Anderson Lopes (A, 29 anos): Yokohama Marinos-JAP
Arthur Sales (A, 20 anos): Lommel-BEL, emprestado ao Paços Ferreira-POR
Cauê (A, 19 anos): Lommel-BEL
Héber (A, 31 anos): New York City-EUA
Léo Ceará (A, 27 anos): Yokohama Marinos-JAP

Informações UOL


Apoiado pelo ex-presidente Lula, o ditador Daniel Ortega mandou prender padres e fiéis, fechou emissoras e cortou o sinal da CNN

cristãos na nicarágua

O aumento da temperatura na Nicarágua fez com que a ONG Portas Abertas, que mapeia a perseguição a cristãos no mundo, inserisse o país na lista de nações em observação — uma etapa antes de entrar para a Lista Mundial da Perseguição, que elenca 50 países onde a perseguição é mais acentuada. “A igreja, que tradicionalmente se opõe a regimes de força, tornou-se alvo do regime por acolher os manifestantes”, constatou Marco Cruz, presidente da Portas Abertas.

Nas redes sociais, internautas fizeram um paralelo com as manifestações no Chile, em 2020, quando extremistas de esquerda queimaram duas igrejas católicas na capital, Santiago. Francisco Borba, professor universitário e coordenador de projetos do Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP, afirma que, embora pareçam semelhantes à primeira vista, as situações são distintas, visto que, na Nicarágua, a queda de braço entre Igreja e governo ocorre há algum tempo. “Muitas pessoas que estavam na manifestação do Chile nem sequer sabiam o que estavam fazendo lá”, disse o especialista, ao mencionar que o país não tem histórico acentuado de perseguição. “Na Nicarágua, a indisposição do governo com os cristãos é mais clara e ocorre há mais tempo. Os dois lados sabem o que um pensa sobre o outro.”

Informações Revista Oeste


Oeste separou os principais marcos da história do processo eleitoral no Brasil desde os anos de 1800 

Primeiro Código Eleitoral do Brasil | Foto: TSE

Faltam menos de duas semanas para cada cidadão brasileiro, apto a votar, exercer seu poder diante da urna. A eleição deste ano é a nona escolha do período democrático mais longo da história da república brasileira. Além disso, vai acontecer 490 anos depois da primeira votação registrada no país, o que é mais um marco na longa história do voto no Brasil.

Foi em 23 de janeiro de 1532, os cidadãos de São Vicente, a primeira vila inaugurada pelos portugueses no Brasil, votaram para eleger indiretamente os oficiais do Conselho Municipal. Essa prática tornou-se comum para escolher representantes locais, como juiz de paz, procuradores e vereadores (responsáveis pela gestão da cidade, que não tinha prefeito).

No entanto, exercer o poder do voto e ocupar cargos de representantes eram direitos somente permitidos aos grandes donos de terras e proprietários de escravos. Em 1881, foi instituído o título de eleitor, mas sem foto do cidadão, o que levou a muitas fraudes.

Somente no período da Independência do Brasil, em 1822o voto deixou de ser restrito aos municípios. Os acontecimentos ao redor do mundo fizeram com que o processo eleitoral brasileiro fosse visto como algo fundamental na organização da política nacional. Assim, os dirigentes criaram uma estrutura de gestão com um sistema representativo que ampliaria as eleições para deputados e para senadores.

Já em 1889, com a Proclamação da República brasileira, seguida pelo início do presidencialismo, o direito ao voto se estenderia mais. Desse modo, em 1894, o país elegeu pela primeira vez um presidente, o advogado Prudente de Morais.

Morais não foi o primeiro presidente do Brasil, pois anteriormente, em 1889, Deodoro da Fonseca assumiu o posto sem o voto direto e renunciou dois anos depois, sendo sucedido por Floriano Peixoto em 1891. Peixoto ficou no cargo até Morais ganhar as eleições com votos, sendo o primeiro a ser eleito. Neste momento, ainda eram poucas pessoas que poderiam votar.

No século XX, o voto alcançaria as mulheres e logo após os analfabetos. A partir de então, o processo eleitoral brasileiro foi evoluindo, o que tornou o Brasil dono do quarto maior eleitorado do mundo. As urnas eletrônicas, inauguradas em 1996, permitiram a apuração dos votos em questão de horas.

Pensando na importância do voto, Oeste separou os principais marcos dessa história do voto no Brasil.

A história do voto

Anos de 1800

1821 -Ocorre a primeira eleição geral no Brasil, com a escolha de representantes brasileiros (do clero ou da nobreza) para a Corte de Lisboa, em Portugal. Não existe uma única data para votar. São diferentes dias nas freguesias, comarcas e capitais das províncias.

1822 – A primeira lei eleitoral do Brasil é elaborada em 19 de julho de 1882, alguns meses antes da Proclamação da Independência. O texto regulamentou a eleição de uma Assembleia Geral Constituinte e Legislativa, composta pelos deputados das províncias. Entretanto, o processo eleitoral aconteceria em duas etapas: os cidadãos “votantes” iriam escolher os eleitores e estes votariam nos parlamentares. Estabeleceu-se assim, o voto indireto que seria usado durante quase todo o período do Império até 1881, marcando um momento importante da história do voto no Brasil.

1824: A primeira Constituição do Brasil (1824) estabeleceu eleições regulares para o Senado e para a Câmara. Contudo, somente homens tinham o direito ao voto (casados ou militares poderiam votar aos 21 anos, os demais somente com 25). Fora isso, os clérigos e bacharéis não tinham idade mínima para votar. Além desses requisitos, era necessário ser um cidadão livre ou liberto e ter a renda mínima de 100 mil-réis para ser votante, e 200 mil-réis para se tornar eleitor.

1828 -Uma segunda lei regula a escolha dos vereadores de juízes da paz. Pela primeira vez na história do voto, é estabelecida uma lista prévia de eleitores aptos a votar (antes, a escolha era livre). Uma multa de 10 mil réis para eleitores inscritos que não comparecem à eleição sem justificativa, também é imposta.

1846 -A partir deste ano, as eleições deveriam ocorrer em um único dia no Império. A renda mínima subiu para 200 mil-réis (votantes) e 400 mil-réis (eleitores).

1855 – Pela Lei dos Círculos é instituído o voto distrital, que divide as províncias em distritos eleitorais e cada um elege seu deputado. O intuito era favorecer a representação das minorias, diminuindo a influência do governo sobre os candidatos eleitos. Contudo, isso foi extinto em 1875.

1881 -A Lei Saraiva foi instituída em 1881. Ela determinava que as eleições para Câmara, Senado e Assembleias Provinciais seriam diretas. No entanto, a qualificação para o eleitor continuava a mesma de 1824. A história do voto mostra que a partir daqui a lei começa a prever qual o tipo de papel que a cédula deveria ser confeccionada e exigia que ela fosse colocada em um invólucro fechado antes de ser colocado na urna.

1882 – O fato de um cidadão estar alfabetizado se torna um critério para o alistamento de novos eleitores, marcando a história do voto.

1889 -No mesmo ano da Proclamação da República, a exigência de renda mínima para exercer o voto é extinta e a idade base diminui de 25 para 21 anos. Todo o estrangeiro que morava no Brasil até 15 de novembro deste ano era considerado brasileiro com direito ao voto. O período é marcado pelo “coronelismo”, em que os coronéis influentes na economia decidiam os votos dos eleitores com os “currais eleitorais”.

1891 – Aqui surge a primeira Constituição da República, de 24 de fevereiro de 1891, que instituiu três Poderes independentes entre si: Executivo, Legislativo e Judiciário. Nesse momento, foi adotado o sistema presidencialista em que o presidente e vice-presidente são eleitos de forma simultânea pelo sufrágio direto, maioria absoluta, para uma gestão de quatro anos, sem a possibilidade de reeleição.

1894 – O advogado Prudente de Morais é o terceiro presidente do país, mas é o primeiro eleito pelo voto direto.

1896 – É permitida a prática do voto descoberto, em que o eleitor deve escrever em um livro seu nome e o nome do candidato em que ele votou. O ato durou até 1916.

Anos de 1900

1904 – A Lei Rosa e Silva promoveu o recadastramento de todos os eleitores do Brasil quando juntou o alistamento dos cidadãos para as eleições federais, estaduais e municipais. O voto cumulativo tornou-se permitido, em que o eleitor poderia votar mais de uma vez no mesmo candidato. Além disso, cada eleitor poderia levar para casa um comprovante rubricado pelo mesário que comprovava em quem ele votou.

1914 – Um relatório do Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio em 1914, informava que o Brasil tinha, em 1905, 790 mil eleitores (4% da população total). No entanto, cerca de sete anos depois, o mesmo relatório mostrou que o país subiu apenas em um por cento nos números de eleitores.

1927 -Os governos estaduais definiam as próprias leis eleitorais, por isso, no Rio Grande do Norte os legisladores decidiram que todos os cidadãos (sem distinção de sexo) poderiam votar e, também, serem eleitos. Na cidade de Mossoró, a professora Celina Guimarães Viana requisita o título de eleitor e se torna a primeira mulher a votar na história do Brasil. Contudo, somente em 1932, o voto feminino é oficializado em todo o país.

1932 – O primeiro Código Eleitoral estabelece o sistema misto para a Câmara, com parte das cadeiras preenchidas com o voto majoritário, e parte proporcional. O voto se torna secreto (com exceção de militares e maiores de 60 anos) e obrigatório, sendo feito na cabine de votação. Pela primeira vez, a foto do cidadão faz parte do título de eleitor.

1934 – A nova Constituição de 1934, previa que a idade mínima para se tornar um eleitor era 18 anos. Além disso, o voto passaria a ser obrigatório para os homens.

1937 – Com a ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas (até 1945) as eleições ficam suspensas.

1946 – A Constituição de 1946 permitiu que os eleitores votassem em partidos diferentes para os cargos de presidente e de vice-presidente da República. O mandato passou para cinco anos. A reeleição não era permitida. Os deputados passaram a ser eleitos pelo sistema proporcional (mandato de quatro anos) e os senadores pelo princípio majoritário (mandato de oito anos). O sistema perdura até hoje.

1955 – Essa é a primeira vez que foi estabelecido o uso de uma cédula oficial (da Justiça Eleitoral) em que o eleitor escreve o nome do candidato ou marca o nome dele como um “X” levando a cédula para encartar.

1956 – Começa manualmente o primeiro recadastramento eleitoral em todo o país, que dura até o ano seguinte.

Regime Militar

1965 – Com o regime militar, um novo Código Eleitoral é promulgado. Agora, as mulheres são obrigadas a votar. Além disso, aqueles que faltam nas eleições sem justificar são multados (ficam impedidos de se inscrever em concurso público, fazer empréstimos bancários, e outros).

1966 – Os governadores passam a ser escolhidos pelas Assembleias Legislativas e os prefeitos são nomeados pelos governadores. O bipartidarismo passa a valer e dura até 1978. Os partidos são Aliança Renovadora Nacional e Movimento Democrático Brasileiro.

1982 – As eleições para o governo voltam a ser diretas. Além disso, a população deve votar em um único partido para todos os cargos disponíveis. O ato ficou conhecido como “voto vinculado”.

1984 – Em todo o país a campanha pelas “Diretas Já” (para presidente) começa. Uma emenda pedindo a votação direta para presidente da República também começa a tramitar no Congresso. No entanto, é rejeitada no mesmo ano.

1985 – Pela primeira vez, os analfabetos possuem o direito ao voto. Ao mesmo tempo, Tancredo Neves é eleito no voto indireto, mas morre antes de assumir o mandato. Seu vice, José Sarney toma posse. O Congresso aprova uma emenda para restituir o voto direto para presidentes e prefeitos.

Redemocratização

1986 -É feito um recadastramento eleitoral para informatizar os dados dos eleitores. Assim, um novo título de eleitor (sem foto) é emitido.

1988 – Jovens de 16 e 17 anos têm a opção de votar (facultativo). Além disso, o sistema de maioria absoluta de votos nos dois turnos para a escolha de presidente, governador e prefeito é adotada. Agora, presidente e vice têm de ser de chapa única.

1994 – Uma Emenda Constitucional diminui de cinco para quatro anos o mandato do presidente da República. Fernando Henrique Cardoso (PSDB) é eleito presidente no primeiro turno.

1996 – A urna eletrônica é desenvolvida pela Justiça Eleitoral para “acabar” com as fraudes que ocorriam frequentemente com o uso das cédulas de papel.

1997 – É criada uma Lei Eleitoral com regras para os poderes Executivo e Legislativo. Uma Emenda Constitucional permite a reeleição dos chefes do Executivo.

2000 – Pela primeira vez, todos os eleitores do país, em todos os municípios votam através da urna eletrônica.

Informações Revista Oeste


Ministro do STF acolheu recurso do UOL

Ministro do STF André Mendonça durante sessão plenária por videoconferência | Foto: Reprodução/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça acolheu recurso do UOL e derrubou a decisão do desembargador Demétrius Cavalcanti, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, que havia determinado a retirada do ar de reportagens que afirmavam que transações imobiliárias da família Bolsonaro foram feitas com dinheiro vivo.

“No Estado democrático de Direito, deve ser assegurado aos brasileiros de todos os espectros político-ideológicos o amplo exercício da liberdade de expressão”, afirmou Mendonça em sua decisão.

“Assim, o cerceamento a esse livre exercício, sob a modalidade de censura, a qualquer pretexto ou por melhores que sejam as intenções, máxime se tal restrição partir do Poder Judiciário, protetor último dos direito e garantias fundamentais, não encontra guarida na Carta Republicana de 1988.”

O entendimento de Mendonça contraria a decisão de Cavalcanti, dada em um recurso interposto pelos advogados do senador Flávio Bolsonaro (PL), e que revogou liminar (determinação provisória e urgente) anterior, da 4ª Vara Criminal de Brasília.

O desembargador entendeu que as reportagens usaram informações sigilosas, contidas em inquérito policial que já havia sido anulado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). “Tais matérias foram veiculadas quando já se tinha conhecimento da anulação da investigação, em 30/08/2022 e 09/09/2022, o que reflete tenham os Requeridos excedido o direito de livre informar.”

O que diz a reportagem do UOL

Uma reportagem do UOL de 30 de agosto publicou a informação de que metade do patrimônio em imóveis da família Bolsonaro foi construído em compras com dinheiro em espécie. O levantamento patrimonial foi feito com base em documentos de cartório referentes a 107 imóveis.

De acordo com o levantamento, desde os anos 1990 o presidente e familiares negociaram 107 imóveis, dos quais pelo menos 51 foram adquiridos total ou parcialmente com uso de dinheiro em espécie, totalizando R$ 13,5 milhões.

Parte dos contratos expostos, de fato, aponta pagamentos em “dinheiro em espécie”. Outra leva, no entanto, apresenta descrições com termos como “moeda corrente nacional” ou “moeda corrente contada e achada certa”. Segundo fontes da área notária ouvidas por Oesteessas expressões não podem ser interpretadas como dinheiro vivo.

Informações Revista Oeste


Pesquisa Brasmarket: 53,2% dos eleitores rejeitam votar em Lula

A pesquisa Brasmarket, divulgada nessa sexta-feira (23/9), indica que 53,2% dos entrevistados rejeitam, na modalidade estimulada (quando um cartão com as opções é mostrado ao eleitor), votar no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A rejeição ao petista é 19,4 pontos percentuais acima da registrada pelo presidente Jair Bolsonaro, que tem 31,4%.

Ciro é o terceiro mais rejeitado com 2,6%. Todos os demais candidatos registram menos de 1% de negativa por parte do eleitor.

Rejeição (estimulada)

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 53,2%
  • Jair Bolsonaro (PL): 33,8%
  • Ciro Gomes (PDT): 2,6%
  • Simone Tebet (MDB): 0,7%
  • Soraya Thronicke (União): 0,4%
  • Vera Batista (PSTU): 0,1%
  • Felipe d’Ávila (Novo): menos de 0,1%
  • Padre Kelmon (PTB): menos de 0,1%
  • Constituinte Eymael (DC): menos de 0,1%
  • Leonardo Péricles (UP): 0%
  • Sofia Manzano (PCB): 0%
  • Não rejeita nenhum: 4,9%
  • Não sabe/sem resposta: 4,2%

Ao contrário dos levantamentos de outros institutos de pesquisa divulgados nesta semana, como Ipec e Datafolha, pesquisa da Brasmarket mostra o presidente Jair Bolsonaro (PL) na frente da disputa presidencial. De acordo com a pesquisa estimulada (quando os nomes são apresentados ao entrevistado), o presidente tem 44,9% das intenções de voto. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece em seguida, com 31%.

Ciro Gomes, do PDT, aparece na terceira posição, com 6,5% das intenções de voto. Simone Tebet (MDB) está em quarto, com 4,5%. Os demais candidatos não atingiram 1% das intenções de voto. Votos brancos e nulos chegam a 6,2% e indecisos, 5,7%.

O levantamento foi realizado entre 18 e 20 de setembro, com 2.400 entrevistas em 504 cidades das cinco regiões do país. O nível de confiabilidade é de 95% e a margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-00580/2022. Foi realizada pela Brasmarket Análise e Investigação de Mercado, autofinanciada pela empresa, ao custo de R$ 32 mil.

Das 2,4 mil entrevistas realizadas, 52,9% são mulheres e 47,1%, homens. A distribuição por faixa etária está distribuída assim: de 16 a 24 anos (14%); de 25 a 44 anos (20,2%); de 35 a 44 anos (21,4%); de 45 a 49 anos (24,1%); de 60 ou mais anos (20,3%). Já em relação ao grau de instrução, 10,9% dos entrevistados são analfabetos, 30,1% têm o ensino fundamental completo, 43,2% completaram o ensino médio e 15,8% têm o ensino superior (completo/incompleto). Por renda familiar, a distribuição ocorreu da seguinte forma: 60,2% ganham até um salário mínimo; 20,5% de um a dois mínimos; 13,2% de dois a cinco mínimos; mais de cinco mínimos representam 5,9% e 0,3% não informaram.

Créditos: Correio Braziliense.


Segundo a big tech, o objetivo é permitir que os usuários tenham seu próprio julgamento sobre os conteúdos

A Microsoft é controladora da rede social LinkedIn e do buscador Bing

Microsoft anunciou que não vai rotular publicações na rede social profissional LinkedIn e no buscador Bing como fake news. A big techinformou que, com essa medida, pretende fugir das acusações de estar “censurando” o discurso on-line.

“Não acho que as pessoas queiram que os governos lhes digam o que é verdadeiro ou falso”, disse o presidente da Microsoft, Brad Smith, à agência de notícias Bloomberg. “E não acho que a população esteja realmente interessada em que as empresas de tecnologia definam isso.”

Smith disse que a Microsoft tem como foco o rastreio e a divulgação de campanhas de desinformação que visam seus clientes do setor público e privado. O objetivo, segundo ele, é fornecer mais informações sobre quem está falando e o que estão dizendo como forma de permitir que os usuários tenham seu próprio julgamento se o conteúdo é verdadeiro.

“Temos de ser muito cuidadosos, porque — e isso também é verdade para todos os governos democráticos — fundamentalmente as pessoas querem, com razão, tomar suas próprias decisões. E deveriam fazer isso”, afirmou.

O presidente da Microsoft argumentou que a companhia prefere fornecer mais informações às pessoas em vez de colocar selos que indicam fake news. “Não podemos tropeçar e usar o que outros podem considerar censura como tática”, afirmou.

A decisão pode ser uma resposta à reação negativa enfrentada pelo Facebook e pelo Twitter depois das tentativas de sinalizar e remover posts com informações rotuladas como enganosas.

Informações TBN