
O presidente da Rússia Vladimir Putin ameaçou, na última quarta-feira (21), convocar 300 mil reservistas para se unirem às tropas russas e afirmou que usará armas nucleares caso os Estados Unidos e os aliados da Ucrânia interfiram na sua investida para anexar territórios ucranianos.
Depois do discurso ter sido noticiado, parte dos especialistas duvidou que as novas ameaças de Putin gerem risco de uma guerra nuclear e falou em blefe em meio ao avanço ucraniano de recuperação de território e recuo da Rússia. Outros, no entanto, listaram as ameaças feitas e cumpridas.
Veja o que aparece nas listas de feitos cumpridos:
Putin prometeu anexar a Crimeia e fez. Isso aconteceu em 2014 depois da invasão ao território vizinho e gerou consequências político-militares como a guerra entre Ucrânia e Rússia.
O tratado foi assinado dois dias após o povo da Crimeia aprovar em referendo a separação da Ucrânia e a reunificação com a Rússia —numa votação condenada por Kiev e pela comunidade internacional, que a considera ilegítima.
A Crimeia, antes república autônoma, era uma região da Ucrânia, mas que sempre teve fortes vínculos com a Rússia —Putin alega a mesma coisa para invadir o leste ucraniano agora, embora a região também tenha importância geoestratégica em áreas comerciais e militares.
A guerra do Donbass, no leste da Ucrânia, dura mais de 8 anos e se tornou o maior conflito de guerra na Europa desde 1945 com mais de 14 mil mortos.
Começou em meio a uma crise política que levou à queda do presidente Viktor Yanukovych. Apenas um mês depois, iniciou-se o conflito, e as regiões de Donetsk e Lugansk declararam sua independência de forma unilateral. Desde então, eles têm os próprios exércitos, bandeira e instituições governamentais.
Até 2021, todos os estados membro das Nações Unidas consideram esses territórios parte integrante da Ucrânia, embora a Federação Russa reconheça documentos emitidos por autoridades separatistas.
Agora, com a invasão russa na Ucrânia, as províncias separatistas Donetsk e Luhansk viraram o principal palco do conflito.
A Rússia iniciou a guerra na Ucrânia na madrugada de 23 de fevereiro deste ano. Os bombardeios aéreos e disparos de mísseis contra as principais cidades ucranianas, entre elas a capital Kiev.
Na época, em sua fala pontuada de ameaças, Putin prometeu represálias a quem interferisse na ofensiva. Até agora, o que saiu do papel foram aquelas relacionadas ao fornecimento de gás.
A Rússia já interrompeu o abastecimento para Bulgária e Polônia depois que os países rejeitaram a exigência de pagamento em rublos — tática usada pelo governo russo para mirar diretamente as economias europeias e que, segundo os russos, foi feita para proteger sua economia das sanções.
A Rússia é o principal fornecedor de gás da Europa.
Putin repetidamente dizia, antes da guerra contra a Ucrânia, que se revidaria se a Otan se aproximasse das fronteiras da Rússia ao aceitar novos membros da Europa Oriental.
Desde que a aliança caminhou para trazer a Ucrânia para sua órbita também, Putin deixou claro que entendia o gesto como uma ameaça existencial à Rússia, forçando-a a reagir. Desde então, rejeitou acordos de paz e iniciou a guerra.
Em setembro, líderes mundiais pediram que se intensificassem os esforços para garantir o chamado Acordo do Mar Negro, que permite a exportação dos grãos da Ucrânia via mar Negro.
Putin ameaçou melar o acordo, assinado em julho pela Rússia e pela Ucrânia, com o aval da ONU e da Turquia —antes, a Marinha russa havia bloqueado a saída marítima em meio à guerra.
De acordo com o chefe de governo espanhol Pedro Sánchez: “a verdade é que Putin está chantageando a comunidade internacional, usando a arma dos alimentos”.
Embora tenha ameaçado colocar fim no acordo, até o momento, o tratado segue vigente, mas sempre há o risco de crise alimentar por falta de fertilizantes, crise econômica e pela guerra. Muitos países como o Líbano e a Índia dependem dos grãos, e o Programa Mundial de Alimentos da ONU (PAM), que auxilia pessoas à beira da fome em diversos países, obtém 40% de seu trigo da Ucrânia.
O acordo serve para criar corredores seguros para o escoamento da produção agrícola e assim permitir a exportação para o resto do mundo.
O Ministério da Agricultura da Ucrânia chegou a dizer que 20 milhões de toneladas de grãos estavam presos no país por conta dos bloqueios marítimos da Rússia.
A Ucrânia contribui com 42% do óleo de girassol, 16% do milho e 9% do trigo vendidos no mercado global.
Antes da guerra, 90% das exportações da Ucrânia eram escoadas por portos no mar Negro.
Informações UOL
No bloco final do debate da TV Bahia, ex-prefeito de Salvador ressaltou que irá governar com qualquer presidente eleito

O candidato a governador ACM Neto (União Brasil) afirmou que seus adversários fizeram combinação nos dois últimos blocos no debate da TV Bahia para evitar a discussão com ele e destacou estar preparado para governar a Bahia. Ele ainda ressaltou que irá governar com qualquer presidente eleito pelos brasileiros e apontou que irá enfrentar os graves problemas do estado, como na educação, saúde e segurança pública.
“Lamentavelmente, houve aqui uma combinação entre os candidatos para que, nos dois últimos blocos, eu não fosse perguntado, para caçarem a minha palavra. Mas não tem problema nenhum, porque eu venho falando com os baianos desde o começo do ano passado. E eu me preparei a vida inteira para esse momento. Me preparei em mais de 20 anos de vida pública para ser governador do estado da Bahia”, disse, em suas considerações finais.
ACM Neto destacou que, no próximo domingo (2), só há dois caminhos. “De um lado, votar pela manutenção daqueles que estão aí há 16 anos, tiveram muitas oportunidades e a Bahia hoje é campeã nacional de homicídios, campeã de desemprego, a Bahia tem a fila da regulação matando as pessoas e a pior qualidade da educação do Brasil. Por tabela, ainda leva o secretário de educação (Jerônimo Rodrigues) que deixou a Bahia em último lugar do Brasil como candidato a governador”, continuou.
O outro caminho, salientou, é votar pela mudança, pelo futuro. “Vocês foram ameaçados a eleição inteira como se eles fossem donos dos votos de vocês, não são. Vá com fé, no dia 2 de outubro vote no presidente que você quiser, no presidente do seu coração, da sua esperança, da sua confiança. E eu te asseguro que se você também votar 44 para governador, eu vou trabalhar com o próximo presidente da república”, frisou.
O candidato do União Brasil pontuou ter trabalhado, ao longo de seus oito anos de gestão em Salvador, com três presidentes da República diferentes. “Nenhum deles do meu partido. E saí como o melhor prefeito do Brasil, não como o pior secretário de Educação do Brasil. Finalmente, quero dizer a vocês que eu estou nessa luta, nessa caminhada por amor à minha terra”, finalizou.

O vice-governador João Leão (PP) voltou a criticar o governador da Bahia e ex-aliado, Rui Costa (PT), nesta terça-feira (27). Em entrevista ao site Acesse Política, ele disse que o petista só foi eleito nas eleições de 2014 porque tinha seu apoio. Para Leão, já está claro que o grupo de Rui perderá a disputa ao governo da Bahia neste ano. Segundo ele, ACM Neto (União Brasil) ganhará as eleições no primeiro turno, com mais de 60% dos votos: “Vamos dar um couro nesses caras”.
“O governador anda nervoso, o governador realmente chega ao ponto de dizer que vai ganhar eleição de ACM Neto no 1º turno… ACM Neto ganha essa eleição no 1º turno disparado, não é de 53% como eles dizem não, ACM Neto ganha as eleição com mais de 60%”, afirmou Leão. “Na outra eleição, ele [Rui] ganhou porque modéstia à parte tinha João Leão ao lado dele. Agora, João Leão e Cacá Leão estão ao lado de ACM Neto. Vamos dar um couro nesses caras”, completou.
Na disputa ao Palácio de Ondina, Neto tem Jerônimo Rodrigues (PT) como principal adversário.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) esteve em Petrolina, no Sertão pernambucano, nesta terça-feira (27). O chefe do Executivo participou de uma motociata junto ao candidato ao Governo de Pernambuco pelo Partido Liberal, Anderson Ferreira.

Um levantamento realizado pelo instituto Paraná Pesquisas entre os dias 22 e 26 de setembro e divulgado nesta terça-feira, 27, mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto para as eleições presidenciais que ocorrerão no próximo domingo. De acordo com o levantamento, o petista tem 42,7% da preferência do eleitorado contra 36,4% do atual mandatário e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL). O candidato do Partido dos Trabalhadores atingiu o maior percentual de intenções de voto desde o mês de junho e acumula alta nas três últimas semanas. Já o presidente Bolsonaro estacionou na casa dos 36,4% em três dos últimos quatro levantamentos. Na exceção, a alta foi de 0,1 ponto percentual. Ciro Gomes (PDT), que disputa sua quarta eleição à presidência da República, que nas últimas oito pesquisas oscilava na casa dos 7% das intenções de voto, caiu quase 2 pontos percentuais e chegou aos 5,6% da preferencia do eleitorado enquanto Simone Tebet (MDB), pela primeira vez, atingiu os 5%. Os dois candidatos encontram-se empatados tecnicamente. Já os demais postulantes à cadeira do Executivo federal – Soraya Thronicke (União Brasil), Felipe D’Ávila (Novo), Leo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB), Vera Lúcia (PSTU), Constituinte Eymael (DC) e Sofia Manzano (PCB) – obtiveram menos de 1% das intenções de voto. Não souberam ou não responderam à pesquisa somaram 4,6% dos participantes, enquanto outros 4,6% votariam branco ou nulo. Em um eventual cenário de segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o instituto Paraná Pesquisas divulgou que o petista seria eleito o próximo presidente da República por 48% contra 40,4%. Realizada em 160 municípios distribuídos em 26 Estados e no Distrito Federal através de entrevistas pessoais, o levantamento conta com uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Informações TBN

“Meme? Que meme?”, interpelou a então presidente Dilma Rousseff (PT) em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, antes do impeachment, em 2016. Na época, a repórter havia mostrado para a petista os diversos memes que os usuários das redes sociais haviam feito com as declarações dela.
Os memes vão desde o “Estou saudando a mandioca”; “Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar, nem perder vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder”; “Sempre que você olha uma criança, há sempre uma figura oculta, que é um cachorro atrás”; e tantas outras declarações da ex-presidente que se tornaram grandes virais na internet com milhões de visualizações.
“Gente, nunca tinha visto isso”, comentou Dilma, completamente surpresa. “Mas nem o da mandioca a senhora viu?”, interpelou a reportagem. “Vídeo da mandioca? Como eu faço para ver esse?”, pergunta a petista, com maior expressão de interrogação. Conforme a matéria, nesse momento a repórter orientou a ex-presidente: “Coloca no Google as palavras ‘Dilma, mandioca… e pesquisa”.
Esse episódio da Dilma em 2016 pode até parecer engraçado, se não fosse trágico. Analisá-lo seis anos depois no cenário eleitoral, em que as redes sociais possuem uma magnitude inimaginável, é possível perceber que, em algum momento do jogo político, o PT se perdeu no território da internet.
Além dos memes, aparentemente desconhecidos da petista, o jargão “Oi, internautas” da Dilma também virou piada durante o seu governo. Em uma época em que o Facebook, o Instagram e o YouTube cresciam absurdamente, os petistas ficaram estagnados com os “blogs progressistas” — estratégia usada pela sigla no início dos anos 2000 com o surgimento dos blogs na internet.
“O PT não entendeu o jogo das redes sociais”, afirmou Franklin Melo, especialista em tecnologia da informação (TI). “É um partido de velha guarda que perdeu a forma de se comunicar com a população. As chamadas visuais das publicações são muito complexas. Isso não é absorvido por quem consome as redes sociais.”
Desde o primeiro mandato da legenda na gestão do Brasil, em 2002, com Lula, até o último mandato de Dilma, o PT parece ter perdido o feeling das redes. Todas essas questões se materializaram com a campanha eleitoral e a vitória do presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), em 2018.
O chefe do Executivo tinha apenas oito segundos na propaganda eleitoral na TV e ainda assim ganhou as eleições, com 55% dos votos, contra Haddad (PT). Esse “fenômeno” pode ser explicado com a presença marcante que Bolsonaro tem nas redes.
Em entrevista à jornalista Leda Nagle, em 2019, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente que encabeçou a campanha do pai à Presidência, explicou que colocou Bolsonaro on-line em 2010. O motivo é que, na época, quando ele pesquisava o nome do pai no Google só apareciam imagens negativas. Assim, ele criou um blog e encheu de fotos da família Bolsonaro.
“Fiz isso para criar referências com imagens positivas do meu pai”, contou. “Aí, percebi que, com as imagens, eu poderia agregar conteúdo para o blog.” Gradualmente, Carlos conseguiu até que a página do pai no Facebook se tornasse um hit. “Na eleição de 2014, ele tinha 500 mil seguidores no Facebook”, contou.
Até 2010, Bolsonaro era um deputado federal, eleito com uma quantidade de votos graduais (que não cresciam muito). No entanto, na eleição de 2014, o número quadruplicou. Ele se tornou o deputado mais votado do Rio de Janeiro com quase 500 mil votos. O canal no YouTube e perfis nas redes sociais deram a ele um meio direto com o público (eleitores) que não passava pela imprensa. Conforme o especialista em TI, nessa época, Bolsonaro já havia entendido que as redes sociais seriam uma forma de comunicação mais efetiva.
Em paralelo a isso, o PT ficava estagnado. Mas, em março deste ano, a campanha de Lula (candidato à Presidência) iniciou uma batalha maciça para tentar ajudar na comunicação do petista, em especial com os jovens. Surge então o Lulaverso. Trata-se de uma plataforma que propõe ser o metaverso de Lula e se estende a WhatsApp, Telegram, Instagram, Twitter e TikTok, para impulsionar a figura do petista nas redes sociais.
Nos grupos de WhatsApp, a campanha do petista possui um cronograma diário que inclui: vídeos debochando e “desmentindo” Bolsonaro; contagem regressiva para a “reeleição de Lula”; mensagens direcionadas ao público evangélico “enganado pelo bolsonarismo”; combate à “fake news” do atual governo e algumas “missões do dia” que devem ser cumpridas pelos integrantes da plataforma.
Essas “missões” incluem bater um número específico de curtidas em publicações do portal nas redes sociais, atingir metas de visualizações em lives, colocar alguma # de apoio a Lula nos trending topics do Twitter, e muito mais.
“O PT não entendeu o que é o metaverso”, explicou Melo. “O metaverso é uma tecnologia que ainda está sendo provada, e eles tentaram fazer uma conexão desse assunto com um universo próprio do Lula. Se analisarmos o formato do site, é medonho. Toda a questão visual, publicações… chega a ser algo infantil.”
O Lulaverso, segundo o especialista em TI, é uma tentativa fracassada do PT. “Eles entraram muito tarde no jogo e ainda não entenderam como tudo isso funciona”, disse. “Por exemplo, os GIF’s animados que há na plataforma, não se usa isso fora dos grupos de WhatsApp e eles colocam isso em um site.”
Até existe um público que consome os conteúdos do Lulaverso, mas é um tanto “infantil”. Ocorre que essa aposta do PT é muito tardia. Enquanto o presidente Bolsonaro trabalhava nas redes sociais desde 2010 (com o advento das manifestações de 2013 e 2014), os petistas dormiram no ponto e só acordaram em 2022, compreendendo que a internet é mais importante que o mainstreaming (mídia convencional). Só que com um detalhe: eles chegaram atrasados ao jogo.
O cientista político Paulo Kramer defende a ideia de que Bolsonaro foi o primeiro a perceber, em 2013 (durante as manifestações pela passagem de ônibus, contra a corrupção, etc.), que aquele era o momento da “virada” na sociedade brasileira. “Ele percebeu que o Brasil começava a virar a direita”, explicou. “O presidente começou a campanha lá atrás, entendendo a importância política das redes sociais.”
Para ele, a estratégia do Lulaverso é interessante, mas tardia. “Bolsonaro se estabeleceu como o pioneiro de comunicação política nas redes sociais”, avaliou. “Os outros vieram atrás como imitadores. Eles são genéricos. O medicamento de marca é o presidente.”
No Twitter, Bolsonaro acumula, até o momento, 8,9 milhões de seguidores. Já Lula, possui 4,4 milhões. No Instagram, o presidente tem 21,5 milhões de admiradores. E o petista tem 6,8 milhões. No Facebook, o chefe do Executivo tem 14 milhões de seguidores. E Lula tem 5,1 milhões. São números que colocam em xeque até mesmo as pesquisas de intenção de voto.
Não foi da “noite para o dia” que o chefe do Executivo ganhou tamanha notoriedade nas redes sociais. Os milhões de seguidores que o presidente tem nas mídias foram conquistados com um trabalho gradual, e agora ele está colhendo os frutos de todo o esforço plantado ao longo dos anos.
João Silva, especialista em marketing político, avalia que a esquerda e o PT envelheceram completamente. “O fato deles usarem, agora, as ferramentas que impulsionaram Bolsonaro não faz deles jovens”, afirmou. “Eles estão desesperados. O que é estranho, pois, segundo as pesquisas, Lula está liderando as intenções de voto.”
Segundo o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, em 2020, o Brasil tinha 74% da população com acesso à internet. Contudo, um ano depois, esse número aumentou para 81% com cerca de 150 milhões de pessoas. Ainda é importante considerar que a média de acesso dos brasileiros à internet é de dez horas por dia.
As redes sociais se tornaram um meio para ampliar e disseminar discursos. A informação passou a ser difundida através delas. Entretanto, é importante destacar que não se faz uma campanha eleitoral inteiramente na internet. “Nas redes, você se comunica com o público e cria um eco maior, mas isso não consegue sustentar uma campanha inteira”, explicou Melo.
Informações Revista Bula

O agronegócio brasileiro conquistou 229 novas aberturas de mercado para os produtos do setorao longo do governo do presidente Jair Bolsonaro. Mais de 40 delas ocorreram em 2022.

As conquistas de novos mercados para o agronegócio envolvem, principalmente, sementes, ração animal, frutas, plantas, produtos bovinos e material genético. De acordo com o Ministério da Agricultura, 35 ocorreram no primeiro ano do governo Bolsonaro. A lista envolve 102 mercados nas Américas, 88 na Ásia, 38 na África e um na Oceania.
“A abertura de mercado, no entanto, não significa comércio e embarques imediatos dos produtos agropecuários”, informa a pasta em nota. “É preciso, ainda, um trabalho de preparação do produtor e do exportador para atender às demandas de cada um desses novos clientes, além do desenvolvimento de atividades de promoção comercial e divulgação.”
Para conquistar novos mercados para o agronegócio, o governo Bolsonaro apoiou uma série de negociações bilaterais. Elas culminaram no acordo dos parâmetros de sanidade a serem atestados e do certificado correspondente, sanitário, fitossanitário ou veterinário, que passará a ser aceito pelo país importador nos pontos de entrada da mercadoria.
Informações TBN

O Residencial Sênior Terça da Serra é a primeira e maior rede de residenciais sênior do Brasil.
A tecnologia de ponta é um dos grandes diferenciais da rede, garantindo maior segurança a hóspedes e familiares. A rede conta com um Sistema Integrado de Monitoramento contínuo. O sistema que une vídeo monitoramento ao uso de pulseiras SmartBand, é acessado 24h por dia tanto pela equipe local, quanto por profissionais que acompanham o dia‐a‐dia das casas a partir da sede da franqueadora.
A casa conta com uma equipe composta de médico, enfermeiro, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, educador físico e cuidadores de idosos. São oferecidas atividades diárias, promovendo o exercício de corpo e mente, além do estímulo a socialização.
São oferecidos serviços de hospedagem de longa e curta duração, permitindo que o idoso possa residir, passar temporadas, um final de semana, por exemplo, além do Day Care, onde o idoso passa o dia na casa, faz suas refeições, recebe todos os cuidados, participa das atividades e retorna a sua residência ao final do dia. A visitação é aberta aos familiares a qualquer hora.
O Terça da Serra chega à Feira de Santana pelas sócias, a fisioterapeuta Sylvia Karina Correia e a médica Ana Carolina Ribeiro, que falou sobre o projeto durante entrevista ao programa Rotativo News com Joilton Freitas – desta terça-feira (27).
Ouça a entrevista completa em nosso podcast:
*Ascom

Feira de Santana é o único município da Bahia escolhido para integrar o projeto de reestruturação dos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), desenvolvido pelo Ministério da Saúde. A iniciativa pretende incluir, futuramente, a oferta de novos serviços no CTA, a exemplo de exames para diagnóstico da hanseníase, tuberculose e HTLV.
O segundo encontro entre representantes do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde (SMS) ocorreu nesta segunda-feira, 26, no auditório Dr. João Batista Cerqueira, na sede da SMS.
De acordo com o diretor do Departamento de Saúde do MS, Gerson Pereira, a iniciativa propõe ampliar a carteira de serviços a fim de “atender os pacientes, especialmente a população mais vulnerável aos agravos”.
A coordenadora do Centro Municipal de Referência em IST/HIV/AIDS, Vanessa Sampaio, que também coordena o CTA de Feira, considera de grande reconhecimento fazer parte do projeto que é fruto de empenho de todos os envolvidos. No Nordeste, apenas Feira e Sobral (Ceará) foram escolhidos para participar do projeto.
“Com essa iniciativa vamos conseguir fazer um atendimento único e não ficar dividido, olhando apenas para a doença. Vamos ter um olhar macro do paciente. Feira foi escolhida por ser a segunda maior cidade do estado e também por estar situada no mais importante entroncamento rodoviário do Nordeste”, afirma.
Ainda de acordo com Vanessa Sampaio, a reestruturação vai diagnosticar e encaminhar os pacientes para o tratamento nos serviços de referência.
“É uma proposta que não extingue os serviços de referências, mas amplia a capacidade de diagnóstico”, pontua Vanessa Sampaio.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carlita Correia, destaca que o município presta assistência pactuada a mais de 18 cidades vizinhas. “Temos a oportunidade de melhorar, ainda mais, a qualidade do serviço”.
*Secom

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), que é a prévia da inflação brasileira, teve queda de 0,37% em setembro, segundo mês consecutivo com deflação. Em agosto, a taxa havia sido de -0,73% e, em setembro de 2021, de 1,14%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (27) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Esse resultado foi influenciado, mais uma vez, pela queda no grupo dos transportes (-2,35%), que contribuiu com -0,49 ponto percentual (p.p.) no índice do mês. Também houve recuo nos preços de comunicação (-2,74%) e alimentação e bebidas (-0,47%), com impactos de -0,14 p.p. e -0,10 p.p., respectivamente.
No lado das altas, a maior variação veio de vestuário (1,66%), que acelerou em relação a agosto (0,76%). O grupo saúde e cuidados pessoais (0,94%) também se destacou, com a segunda maior variação e o maior impacto positivo (0,12 p.p.) no índice de setembro. Os demais grupos ficaram entre o 0,12% de educação e o 0,83% de despesas pessoais.
O IPCA-E, que é o IPCA-15 acumulado trimestralmente, ficou em -0,97%; em 2021, no mesmo período, a variação acumulada foi de 2,77%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,63% e, em 12 meses, de 7,96%, abaixo dos 9,60% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.
Maiores quedas
O recuo de 9,47% no preço dos combustíveis foi responsável pela queda de 2,35% do grupo transportes. O etanol (-10,10%), a gasolina (-9,78%), o óleo diesel (-5,40%) e o gás veicular (-0,30%) tiveram seus preços reduzidos no período de referência do índice. A gasolina, em particular, contribuiu com o impacto negativo mais intenso, de -0,52 p.p., entre os 367 subitens pesquisados. A gasolina vendida para as distribuidoras teve redução de R$ 0,18 por litro em 16 de agosto, e de R$ 0,25 por litro em 2 de setembro, aplicadas pela Petrobras.
Houve queda também em ônibus urbano (-0,08%), com a redução das passagens aos domingos em Salvador (-0,82%), a partir de 11 de setembro. Já as passagens aéreas foram destaque entre as altas do grupo, com aumento de 8,20% nos preços, após a queda de 12,22% em agosto.
Outros subitens importantes na cesta do IPCA-15, como seguro voluntário de veículo (1,74%), emplacamento e licença (1,71%) e conserto de automóvel (0,62%), seguem em alta.
O grupo comunicação apresentou a maior variação negativa no índice do mês (-2,74%), influenciada pela redução no custo dos planos de telefonia fixa (-6,58%), telefonia móvel (-1,36%), nos pacotes de acesso à internet (-10,57%) e nos combos de telefonia, internet e tv por assinatura (-2,72%). Além disso, baixaram os preços dos aparelhos telefônicos (-0,99%).
Também contribuiu para as contas mais baratas a Lei Complementar 194/22, sancionada no fim de junho, que fixou um limite para a alíquota máxima de ICMS sobre combustíveis, energia elétrica e comunicações.
O grupo alimentação e bebidas apresentou queda em setembro (-0,47%), resultado puxado para baixo pela alimentação no domicílio (-0,86%), principalmente por causa da redução nos preços do óleo de soja (-6,50%), do tomate (-8,04%) e do leite longa vida (-12,01%), produto responsável pelo maior impacto no índice nos dois meses anteriores. Apesar da queda, os preços do leite ainda acumulam alta de 58,19% no ano.
As maiores contribuições positivas entre os alimentos para consumo no domicílio vieram da cebola (11,39%), do frango em pedaços (1,64%) e das frutas (1,33%).
A alimentação fora do domicílio passou de 0,80%, em agosto, para 0,59% em setembro. Enquanto o lanche (0,94%) teve variação próxima à do mês anterior (0,97%), a refeição desacelerou de 0,72% para 0,36%.
Principais altas do mês
No grupo vestuário (1,66%), os preços das roupas femininas (1,83%), masculinas (1,78%) e
infantis (1,52%) voltaram a subir de forma mais intensa. Calçados e acessórios (1,58%) também apresentaram alta superior a 1%, e as joias e bijuterias (0,98%) tiveram variação positiva, após a queda de 0,36% observada em agosto.
Os itens higiene pessoal (1,28%) e planos de saúde (1,13%) foram os destaques do grupo saúde e cuidados pessoais, que registrou alta de 0,94% no mês. Além disso, os preços dos produtos farmacêuticos subiram 0,81% e contribuíram com 0,03 p.p. no IPCA-15 de setembro.
O grupo habitação, depois da queda de 0,37% em agosto, teve alta de 0,47% em setembro,
puxada pelo preço do gás de botijão (0,81%), pelo aluguel residencial (0,72%) e pela energia elétrica (0,41%). Em Belém (10,52%), a tarifa de energia por kWh foi reajustada em 14,74%, a partir de 7 de agosto.
O gás encanado foi outro subitem que apresentou alta em setembro, de 0,30%, devido a reajustes verificados em duas áreas: no Rio de Janeiro (0,13%), onde o aumento de 0,20% passou a vigorar em 1º de agosto; e em Curitiba (1,95%), local onde foi aplicado reajuste de 2,26% a partir de 9 de agosto.
Índices regionais
Quanto aos índices regionais, em setembro, foram verificadas variações negativas em 9 das 11 áreas analisadas. A menor alteração apareceu no Recife (-0,93%), influenciada pela queda nos preços da gasolina (-13,85%), seguido por Goiânia (-0,76%). O maior índice foi o de Belém (0,50%), puxado pela alta da energia elétrica residencial (10,52%). Na sequência, com a segunda maior variação, está Curitiba, com 0,03%.
Metodologia: A metodologia utilizada no cálculo do IPCA-15 é a mesma do IPCA. A diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. O indicador se refere às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. Para o cálculo do índice deste mês, os preços foram coletados no período de 13 de agosto a 14 de setembro de 2022 (referência), e comparados com aqueles vigentes de 14 de julho a 12 de agosto de 2022 (base).
*R7