
O primeiro avião de passageiros totalmente elétrico do mundo fez seu voo inaugural na terça-feira 27.
O protótipo decolou do Aeroporto Internacional de Grant County, em Washington, nos Estados Unidos. O voo durou por apenas oito minutos e atingiu uma altitude máxima de cerca de mil metros, com poucas manobras durante o período no ar.
“Isso é história”, comemorou Gregory Davis, presidente e CEO da Eviation, empresa israelense fabricante da aeronave. “Não vimos a tecnologia de propulsão mudar na aeronave desde que passamos do motor a pistão para o motor a turbina, em 1950.”
Com tecnologia de bateria semelhante à de um carro elétrico ou de um celular com 30 minutos de carregamento, o Alice — como foi batizado —, de nove passageiros, poderá voar por uma hora.
O avião tem uma velocidade máxima de cruzeiro de 530 quilômetros por hora. Para referência, um Boeing 737 tem uma velocidade máxima de cruzeiro de 1 mil quilômetros por hora.
A empresa espera usar as informações coletadas durante o voo de terça-feira para revisar os próximos passos e entregar aeronaves aos clientes até 2027.
“Na verdade, geramos, francamente, terabytes de dados com os sistemas de aquisição de dados que tínhamos na aeronave, então vamos levar algumas semanas e revisá-los para ver como a aeronave se comporta em relação aos nossos modelos e nossos análise”, disse Davis.
Informações Revista Oeste
Promessa foi feita pelo presidente Jair Bolsonaro, caso o TSE acate pedido de uma organização da sociedade civil contra essas cores

O presidente Jair Bolsonaro disse que, se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atender ao pedido de uma entidade de esquerda para proibir o uso de camisa da seleção brasileira ou outra vestimenta na cor verde e amarela no dia da eleição, ele vai acionar as Forças Armadas contra as seções que acatarem a decisão.
“O que as Forças Armadas puderem garantir para vocês votarem de verde e amarelo, vai ser garantido”, prometeu Bolsonaro, durante livetransmitida na quarta-feira 28. “Vou determinar às Forças Armadas que, em qualquer seção eleitoral em que isso ocorrer, não vai ter eleição naquela seção.”
Na live, Bolsonaro ainda criticou o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, e sugeriu que a Corte atua com parcialidade. “Tem interferência demais”, observou Bolsonaro. “Ele tá com medo de quê? Um mar de verde e amarelo? Vocês estão preocupados com um mar de verde e amarelo votando? Aparecer o nome do Lula ganhando, é isso, TSE? É isso, TSE? Estou convidando a todos, voluntariamente, a votar com a camisa verde e amarelo no domingo.”
“Estamos numa democracia ou estamos no Estado do Alexandre de Moraes?”, interpelou Bolsonaro. “Tá com medo do quê? Que o mundo vai mostrar imagens do Brasil indo votar com verde e amarelo, e qual a preocupação, Alexandre? É que apareça o Lula ganhando no primeiro turno, é isso?”.
De esquerda, membros de entidades da sociedade civil que integram um comitê no TSE pediram a Moraes que proíba o uso de camisas da seleção por mesários, durante o dia da eleição.
Informações Revista Oeste

No dia da eleição, é permitida a manifestação individual e silenciosa da eleitora ou do eleitor
Foto: Alan Santos/PR
Neste domingo (2) acontece o primeiro turno das eleições e muitas pessoas têm dúvidas sobre a vestimenta permitida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pois bem, é permitida camisas de qualquer cor e também com imagens de candidatos. Também é possível ir votar de bermuda, chinelo, boné e regata. O que não pode é entrar nas zonas eleitorais sem camisa ou trajando roupas de banho, como biquíni, maiô ou sunga.
Na data do pleito também é permitido que o eleitor se manifeste de forma individual e silenciosa por determinado partido político, coligação ou candidato. Essa manifestação pode ser feita por meio da utilização de bandeiras, broches, dísticos e adesivos. Contudo, é importante evitar aglomerações, pois elas estão vetadas até o final do horário de votação, que vai das 8h às 17h.
BOCA DE URNA
Propaganda realizada por cabos eleitorais e demais ativistas no dia da eleição com o intuito de promover e pedir votos para determinados candidatos ou partido político é proibida. A conduta – que visa convencer a pessoa a votar em uma legenda ou candidatura específica e tentar fazer o eleitorado mudar de ideia quanto às convicções políticas – constitui crime eleitoral. O ilícito está previsto na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e na Resolução TSE nº 23.610, que define as regras da propaganda eleitoral.
Quem for pego praticando boca de urna está sujeito à pena de detenção, que pode variar de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade e multa no valor de até R$ 15.961,50. As penalidades podem ser aplicadas tanto para eleitores quanto para representantes de partidos ou candidatos.
Também é proibido até o término do horário de votação qualquer ato que caracterize manifestação coletiva, com ou sem a utilização de veículos. A lista de proibições também engloba a formação de aglomerações de pessoas utilizando roupas padronizadas, o uso de alto-falantes e amplificadores de som, bem como a promoção de comício ou carreata.
SERVIDORES, MESÁRIOS E FISCAIS
Tanto servidores da Justiça Eleitoral quanto mesárias e mesários que ficam nas seções eleitorais, assim como as juntas apuradoras, estão impedidos de usar roupas e objetos que contenham qualquer propaganda partidária, de coligação e de candidata ou candidato.
Na data das eleições, as pessoas que atuarem como fiscais partidários só poderão utilizar crachás contendo o nome e a sigla da legenda, coligação ou federação. O vestuário também não deve ser padronizado.
CAMISA DA SELEÇÃO
Membros de entidades da sociedade civil que integram o Observatório de Transparência da Eleição pediram ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, que leve ao plenário da Corte uma proposta de resolução para proibir o uso de camisetas da Seleção Brasileira por mesários. Moares negou o veto. De acordo com Miguel Torres, representante da Força Sindical, o ministro afirmou que o TSE dispõe dos dados dos mesários e isso inibe qualquer desvio de função. A informação é do colunista Guilherme Amado, do Metrópoles.
Informações TBN

O Ipec (Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica), ex-Ibope, informou que não fará a pesquisa de boca de urna no próximo domingo (2), dia de votação para o primeiro turno das eleições. A informação foi confirmada pelo próprio instituto ao UOL.
Ao UOL, a diretora do Datafolha, Luciana Chong, informou que o instituto não fará pesquisa de boca de urna nas eleições deste ano. A empresa já não faz o mesmo levantamento para presidente desde 1998.
“Na hora que o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] divulgar a primeira parcial, já vai ser uma quantidade de votos muito maior do que qualquer pesquisa de boca de urna que a gente possa fazer. Então, a durabilidade de uma pesquisa de boca de urna é muito pequena”, disse Márcia Cavallari, diretora do Ipec, citando ainda o fato de ser cara.
A tradicional pesquisa boca de urna é divulgada no dia da votação, sempre depois que as urnas são lacradas, às 17 h, e possui regras diferenciadas.
O instituto divulgará a última pesquisa no próximo sábado (1), a pedido da TV Globo. Serão 3.008 entrevistados pessoalmente entre os dias 25 de setembro e 1º de outubro, conforme o registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O Ipec foi fundado em fevereiro de 2021 por ex-executivos do Ibope, que encerrou suas atividades em janeiro por conta do fim de um acordo de licenciamento da marca após 79 anos. O instituto aborda entrevistados em suas casas, localizadas em áreas estabelecidas conforme distribuição do eleitorado brasileiro.
Em 2018, o extinto Ibope realizou a pesquisa de boca de urna do segundo turno, apontando o então candidato Jair Bolsonaro como o vencedor das eleições à Presidência da República com 56% de intenções de voto, contra 44% de Fernando Haddad (PT).
Na ocasião, foram entrevistados 30 mil eleitores e o intervalo de confiança estimado em 99%.
UOL

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro que faziam campanha para a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) foram atacados por petistas, em uma rodoviária de Brasília. Na noite da quarta-feira 28, os esquerdistas jogaram uma caixa com abelhas para atingir os adversários. A polícia investiga o caso de intolerância.
Segundo a denúncia, petistas chegaram em dois grupos, tendo um deles atirado ainda um saco com os insetos. Protocolado na 5ª Delegacia de Polícia, o documento informa que o ajuntamento de agressores vestia camisas com o rosto de Lula e alguns integrantes portavam bandeiras com o símbolo do PT.
Segundo o portal Metrópoles, que obteve a denúncia, não há registro de feridos porque as vítimas não acionaram o Corpo de Bombeiros para atendimento. A ocorrência se deu no plano piloto, no centro da capital federal.
O caso não é o primeiro de violência contra apoiadores de Bolsonaro. Conforme noticiou Oeste, um homem vestindo uma camiseta de apoio ao presidente morreu em Santa Catarina, depois de ter sido esfaqueado por um petista, em uma briga de bar. A confusão teria sido iniciada pelo esquerdista.
Informações TBN

A batida dos paredões ecoou na Queimadinha na noite de quarta-feira (28). Foi amor à primeira vista, quando os moradores ouviram o Piseiro do CG.
Quando Geilson e Zé Chico chegaram à praça do Cruzeirinho, uma multidão já os aguardava. E o cortejo partiu, rasgando a Queimadinha pela rua Rondônia, tendo à frente José Ronaldo, Carlos Geilson, Zé Chico e o vice-prefeito Fernando de Fabinho.
Com as portas e corações abertos e sorriso estampado no rosto, os moradores receberam os candidatos de José Ronaldo e de ACM Neto. Em plena quarta-feira, noite a dentro, o Piseiro arrastou a imensa massa pelas principais ruas da Queimadinha. Foi bonito de ver.
No encerramento, após 2 quilômetros de caminhada, no Galpão do Amendoim, o agradecimento emocionado ao povo e às lideranças locais, Carlinhos da Queimadinha e Zezé.
“Foi uma recepção digna da Queimadinha. Não esperava nada diferente. Esse carinho de vocês será reconhecido quando eu estiver na Câmara dos Deputados. Tenham certeza disso”, afirmou Zé Chico.
“Quero agradecer a Carlinhos e a Zezé, essas lideranças que lutam no dia a dia por melhorias aqui para a Queimadinha. Também ao professor Beldes Ramos, ex-vereador. Confesso que, nessa reta final de campanha, já estou sentindo saudades dos nossos Piseiros. Que coisa linda vocês proporcionaram hoje aqui na Queimadinha, com essa recepção calorosa”, salientou Carlos Geilson.
Antes da Queimadinha, Carlos Geilson e sua caravana caminharam no bairro do Tomba. Nesta quinta-feira o Piseiro do CG vai estar na Rua Nova.
(Assessoria de Carlos Geilson)
Manifestantes contrários ao presidente Jair Bolsonaro (PL) foram hostilizados hoje por apoiadores do candidato à reeleição durante comício em Santos (SP). Houve um princípio de tumulto, mas ninguém se feriu.
Duas pessoas com posicionamento oposto à maioria do público entraram no centro de eventos, onde ocorria o comício, com duas faixas. Uma delas trazia a seguinte mensagem: “presidente matador tem que ir para a cadeia”.
Os manifestantes abriram a faixa de cabeça para baixo. Quando colocaram na posição correta, algumas pessoas se aproximaram. A dupla não percebeu um homem vindo por trás, que arrancou a faixa e saiu correndo. Foi quando a confusão se instalou.
‘Ninguém põe a mão em mim’. Um dos manifestantes não reagiu, mas o outro ficou indignado. Ele tentou correr atrás do apoiador de Bolsonaro que pegou a faixa, mas foi contido pelo público. Ao ter a passagem barrada, sua irritação aumentou. Ele gritou “ninguém põe a mim”.
O companheiro que participava do ato tentou puxá-lo pela mochila a fim de afastá-lo dos bolsonaristas. Paralelamente, o homem que arrancou a faixa correu para o meio da multidão e se afastou do tumulto. Após perceber que ele havia desaparecido, o manifestante mais exaltado desistiu da perseguição.
A dupla de manifestantes foi observada pelos apoiadores do presidente e deixou o centro de convenções sem maiores percalços.
Durante a confusão, Bolsonaro sequer percebeu o que acontecia. A cena se deu enquanto ele discursava no palco e o tumulto ocorreu do lado oposto, bem distante.
Manifestante foi eleitor de Bolsonaro. O manifestante mais exaltado é Carlos Passos, morador de Santos e que votou em Bolsonaro no segundo turno da eleição de 2018. Ele declarou que começou a fazer oposição no primeiro ano de mandato. Os motivos foram a nomeação de Augusto Aras para Procuradoria-Geral da República, a retirada do Coaf do Ministério da Justiça e o abandono de pautas de campanha.
O manifestante afirmou que eram duas faixas, mas não tempo para abrir a segunda. Ele contou que nela estava escrito: “presidente rachador tem que ir para cadeia”. Carlos declarou que vê a ida ao comício de Bolsonaro como um ato democrático de manifestar sua contrariedade com o candidato à reeleição.
Ataques a Lula. Bolsonaro voltou a atacar o principal adversário nas urnas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao longo do discurso em Santos. O candidato à reeleição chamou o rival de “maior ladrão da história do Brasil” e disse considerar que os eleitores “sabem muito bem quem é quem”.
A artilharia contra o petista faz parte da estratégia bolsonarista com o intuito de reduzir a vantagem do rival nas pesquisas. No Ipec divulgado segunda-feira (26), com menos de uma semana para o dia da votação, o petista marcou 52% dos votos válidos e Bolsonaro, 34%. Há chances reais de Lula vencer no primeiro turno, segundo análises da amostra.
Bolsonaro também criticou o ex-governador de SP e ex-tucano Geraldo Alckmin, hoje filiado PSB e vice na chapa de Lula. O presidente acusou Alckmin de ser corrupto e, junto com Lula, de querer “voltar à cena do crime”. “Não vão, porque nós vamos vencer no primeiro turno”, emendou.
Bolsonaro voltou a dar ênfase a pautas que misturam ideologia com valores conservadores. Segundo ele, “cada vez mais, a esquerda, o comunismo, tem assustado a alguns”.
“Cada vez mais, a esquerda, o comunismo, tem assustado a alguns. Vocês sabem o que foi feito quando eu assumi em 2019. Mas nós vencemos obstáculos. Vencemos os desafios. Superamos a pandemia. Lamentamos todas as mortes que tivemos. Tivemos um baque na economia. Mas recuperamos tudo isso. Nas questões econômicas, o Brasil está sendo exemplo para o mundo. Temos hoje um dos combustíveis mais baratos do mundo.”
Efeito limitado. A tática dos ataques contra Lula não tem produzido o efeito esperado pela campanha de Bolsonaro.
Durante toda a corrida presidencial, Bolsonaro criticou Lula. Propagandas de rádio e TV falam mais dele há semanas. Mesmo assim, a rejeição a Lula cresceu de 33% para 35% nas duas últimas pesquisas do Ipec.
Mas uma regra do marketing política afirma que quem bate perde votos. Bolsonaro viu sua rejeição, que sempre foi maior que a dos adversários, oscilar para cima enquanto ataca o rival. No último Ipec o presidente 51% – o índice fora de 50% no levantamento anterior.
Instituto Neymar, motociata e palanque. O presidente chegou à Baixada Santista pela manhã. O primeiro compromisso foi visitar o Instituto Neymar, em Praia Grande (SP). Bolsonaro se reuniu com crianças e adolescentes e fez a clássica imagem de campanha do político rodeado pela juventude.
Na sequência, ele seguiu em motociata até um centro de convenções em Santos onde fez o comício. Amanhã não estão previstos atos de campanha. O presidente vai dedicar o dia para o debate da Globo e só vai interromper a preparação para a live diária por volta das 19h.
Informações Uol
O vereador José Carneiro Rocha usou a tribuna da Câmara de Vereadores de Feira de Santana nesta quarta-feira (28) para falar sobre o debate com os candidatos a governador da Bahia, promovido pela TV Bahia.
Na ocasião, o vereador afirmou que o debate era um complô contra o candidato ACM Neto (UB). José Carneiro disse ainda que João Roma foi a ”maior decepção”.
Veja os vídeos:

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello revelou suas pretensões de voto nestas eleições presidenciais. O magistrado afirmou que, no primeiro turno, fará uma “escolha livre”, e, em caso de segundo turno, ele não votará em candidatos que foram condenados por crime contra a Administração Pública.
– [Sou] avesso a polarizações. Primeiro turno, escolha livre. Segundo turno, como ex-juiz não posso votar em quem foi condenado por crime contra a Administração Pública – disse ele à CNN Brasil.
Ao ser questionado se ele se referia ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mello se limitou a dizer que não sabia, evitando ser mais explícito.
O candidato do Partido dos Trabalhadores foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro pela operação Lava Jato, mas teve as condenações anuladas após o STF entender que os processos deveriam ter sido julgados em outra jurisdição. Marco Aurélio foi um dos ministros que se opôs à decisão, além de Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.
Informações Pleno News

A decisão de venda ou não de uma possível SAF do Bahia para o Grupo City ainda será tomada pelos sócios do clube, mas, nos bastidores, o fundo árabe e a diretoria do Esquadrão já planejam os rumos do futebol em 2023 sob a administração estrangeira.
Durante entrevista ao podcast ‘Dinheiro em Jogo’, do jornalista Rodrigo Capelo, o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, contou que teve nesta semana as primeiras reuniões com os representantes do Grupo City para tratar sobre o perfil de atletas e contratações.
Bellintani explicou que as decisões, obviamente, só serão tomadas caso a venda seja aprovada. Além disso, nomes para cargos como treinador e diretor de futebol ainda não entraram em pauta – atualmente o clube conta com Enderson Moreira e Eduardo Freeland nas respectivas funções. O planejamento nesse sentido deve ganhar corpo após a Série B do Brasileirão, que termina no dia 6 de novembro.
“Não temos [nomes para ocupar cargos diretivos]. Estamos indo de cima para baixo. Concluímos nesta semana o grande documento, de mais de 500 páginas, com muitos anexos, que sintetiza um ano de trabalho. O que há em relação ao comando de futebol é o entendimento de que, concluída essa etapa, precisamos pensar nisso. Temos um treinador hoje que está com a missão de subir o Bahia para a Série A e todo profissional que está no clube hoje merece o nosso respeito”, iniciou Bellintani.
“Naturalmente, a gente planeja o clube para o ano que vem, decidimos planejar já com a SAF. Começamos a fazer as reuniões de planejamento, mas não começou a falar de treinador, pois temos um no clube, não começou a falar de diretor de futebol, pois temos um. Mas começou por característica de elenco, qual time que queremos para o ano que vem, os jogadores que estão aqui no clube e têm contrato, se vamos permanecer ou não. Os que não têm contrato, como podemos fazer para permanecer com eles, se interessar. Um processo que temos dois ou três meses para planejar, mas entendendo que só vai ter o botão apertado, e aqui entenda decisão tomada, dinheiro gasto, cheque assinado, a partir da aprovação”, completou.
Durante a conversa, o dirigente também revelou que atletas que pertencem ao Grupo City foram colocados como possibilidade de integrar o elenco em 2023. No entanto, ele explica que as movimentações de jogadores dentro do conglomerado não acontecem de maneira automática. É preciso negociar cada caso.
“Criamos uma agenda positiva no sentido de que, se a SAF for aprovada, principalmente se for no mês de dezembro, conseguiríamos fazer negócios que impactem no ano que vem. Na primeira conversa que tivemos já veio o tema de alguns jogadores que pertencem à plataforma, mas que não é assim, estala o dedo e vem de graça. Não é assim que funciona. Os outros clubes têm interesse econômico e orçamento para ser cumprido. Foi um exemplo muito prático na conversa que tive, a primeira de planejamento. O planejamento está condicionado a fechar ainda esse ano”, completou.
Intercâmbio de jogadores
O intercâmbio de atletas entre os 11 clubes que fazem parte da rede de gerenciamento do Grupo City é analisado como positivo pelo Bahia. Mas Bellintani afirma que, como as negociações ocorrem de acordo com os interesses do fundo investidor, nem sempre os clubes serão completamente beneficiados. O dirigente lembra que há um equilíbrio nas relações e que a promessa do grupo é a de que o Bahia ocupe o segundo lugar na cadeia, abaixo apenas do time de Manchester.
“É uma possibilidade real de que as transações entre os clubes sejam feitas conforme os interesses de cada clube em determinado momento. É uma ilusão nossa achar que o Bahia vai ser beneficiado com um jogador que vem do City Torque, por exemplo, e não querer que o Girona, o Manchester ou o New York eventualmente, a depender da circunstância, seja beneficiado com um jogador que saia do Bahia. A lógica de estar em uma plataforma multiclubes é uma lógica de cooperação que às vezes você perde um pouco e às vezes você ganha um pouco”, disse.
“Vou dar um exemplo. O New York está precisando de um lateral e nós temos um lateral que se encaixa no perfil que eles querem. Eles preferem trazer o lateral daqui do que comprar um outro no mercado. Ao mesmo tempo significa que se o Bahia precisa de um camisa 10 e o City Torque tiver um camisa 10, isso também vai acontecer. Na mesma sinceridade que a gente escolheu desde o começo, às vezes vai ter uma negociação interna dentro do grupo que vai nos prejudicar e às vezes vai ter alguma que vai nos favorecer”, finalizou.
A proposta oficial realizada pelo Grupo City para ter o Bahia entre as suas franquias foi apresentada na última sexta-feira (24). No acordo, o fundo estrangeiro promete aportar R$ 1 bilhão no tricolor ao longo de um contrato de 15 anos. O dinheiro será usado para o pagamento de dívidas, contratações de atletas, reformas estruturais, investimentos em categorias de base e outros.
O documento será analisado pelos Conselhos Deliberativo e Fiscal do Esquadrão. Após emissão de parecer, os sócios vão votar em Assembleia Geral pela venda ou não do clube, que teria 90% das ações da SAF sob controle do Grupo City.
Informações Correio