
O ministro Alexandre de Moraes já respondeu solicitação do presidente Bolsonaro e de Valdemar Costa Neto sobre auditoria das urnas. Moraes solicita também dados do primeiro turno. Veja vídeo:
Informações TBN

O partido de Jair Bolsonaro protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma Representação Eleitoral para Verificação Extraordinária
O Partido Liberal (PL) apresentou uma Representação Eleitoral para Verificação Extraordinária na qual questiona o resultado do segundo turno da eleição presidencial. De acordo com o relatório apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e obtido pelo Terra Brasil Notícias, o presidente Jair Bolsonaro recebeu 51,05% dos votos na disputa com Lula.
“Os únicos votos que podem ser idoneamente considerados como válidos, porquanto auditáveis e fiscalizáveis, na eleição geral referente ao Segundo Turno do pleito eleitoral de 2022 são aqueles decorrentes das urnas modelo UE2020”, argumenta o partido no documento protocolado.
Informações TBN

O presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a anulação de votos feitos em modelos de urnas de 2009, 2010, 2011, 2013 e 2015 nas eleições de 2022.
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também é membro da ação protocolada pelo chefe do Executivo.
A alegação é de que houve “desconformidades irreparáveis de mau funcionamento” nesses modelos.
Informações TBN

Completar o ciclo de vacinação contra a Covid-19 é fundamental no enfrentamento contra a doença e para evitar complicações graves. Em Feira de Santana, 147.914 pessoas [18 anos ou mais] ainda não receberam a terceira dose. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carlita Correia, no quantitativo de faltosos incluem pessoas de outros municípios que foram vacinados em Feira e devem continuar a atualização vacinal onde moram, a exemplo de caminhoneiros – benefício concedido através do Sistema Único de Saúde (SUS).
A coordenadora também acrescenta que, diante do aumento de casos no mês de novembro, a vacina se torna a principal aliada para evitar complicações graves da doença. Somente na sexta-feira (18), 131 exames tiveram resultados positivos.
“Nos últimos registros de pacientes que precisaram de internamento, estavam pessoas vacinadas com as quatro doses e sem gravidade devido o potencial da vacina. O imunizante é seguro e é o grande responsável por manter os casos controlados neste ano”, destacou.
De segunda a sexta-feira, a SMS disponibiliza a vacinação contra a Covid-19 nas 104 salas de vacina instaladas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs), localizadas nas zonas urbana e rural do município.
*Secom

A limpeza na avenida Getúlio Vargas, no trecho entre os viadutos das avenidas Noide Cerqueira e João Durval Carneiro, resultou em 22 toneladas de matéria orgânica e resíduos sólidos recolhidos no mutirão realizado no último sábado, 19.
A ação foi promovida pela Prefeitura de Feira, por meio do Departamento de Limpeza Pública. Foi contemplado no total um trecho de cinco mil metros. Foram executados serviços de capinação, pintura do meio-fio e variação e coleta.
No próximo sábado (26), os serviços serão intensificados a partir da avenida João Durval até a Padre Anchieta (Avenida de Canal), proximidades do Centro de Abastecimento.
O diretor do órgão municipal, João Marcelo Gomes, informa ainda que os trabalhos de limpeza estão concentrados nesta semana no Calçadão da Sales Barbosa.
“A Secretaria de Serviços Públicos intensificou a limpeza em avenidas e no centro comercial da cidade com equipes atuando a todo vapor diante das proximidades dos festejos de final de ano”, enfatiza.
*Secom

Erasmo Carlos morreu nesta terça-feira (22/11). O cantor e compositor havia sido internado ontem de manhã no Hospital Barra D’or, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, às pressas.
Erasmo havia recebido alta no início do mês após ficar internado por nove dias no hospital, com um quadro de edema.
A esposa de Erasmo Carlos, Fernanda, estava ao lado do cantor na hora da morte. A causa da morte ainda não foi divulgada.
Erasmo Carlos tinha 81 anos e vinha há alguns meses tratando uma síndrome edemigênica, doença que ocorre quando há um desequilíbrio bioquímico, dificultando a manutenção dos líquidos dentro dos vasos sanguíneos. Geralmente é causada por doenças cardíacas, renais ou dos próprios vasos.
Informações Metrópoles

Ao defender a aprovação da suplementação para que, inclusive o pagamento de funcionários de empresas terceirizadas da prefeitura com salários atrasados e que estavam presentes nas galerias fosse realizado, o vereador Marcos Lima (UB) fez críticas ao vereador Edvaldo Lima (MDB) que vem criticando a suplementação quando foi atingido fisicamente por Edvaldo. A confusão aconteceu durante sessão desta terça-feira (22).
Surpreso, Marcos Lima disparou: “um evangélico, me agredindo”.
O presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, vereador Fernando Torres (PSD), que separou a briga e tentou acalmar os ânimos, chamou atenção dos colegas. “Peço a ação do corregedor porque agora chegou ao fundo do poço, chegou ao absurdo”, afirmou. Na oportunidade, Torres disse ainda ter sido ameaçado por Paulão do Caldeirão (PSC): “Paulão ameaçou, espero que não tenha sido a mim porque comigo a história é outra”, disparou.
Informações Bahia na Política

Vinte anos separam os dois títulos mundiais da seleção francesa. Em 1998, Zinédine Zidane brilhou e, em 2018, o jovem Kylian Mbappé foi o grande destaque dos bleus. Além de ídolos na França, ambos possuem outra característica em comum: a origem africana. Zidane é descendente de argelinos, e Mbappé tem mãe argelina e pai camaronês.
Essa característica é muito comum nas seleções francesas. Na primeira Copa do Mundo, disputada no Uruguai em 1930, a França tinha em seu elenco dois jogadores que nasceram na Argélia. Um deles, inclusive, Alexandre Villaplane, foi capitão do time e o primeiro atleta argelino a defender a França. Uma curiosidade: Villaplane foi condenado à morte por ter colaborado com os nazistas na década de 1940.
Voltando à história das Copas, não é algo incomum ter jogadores descendentes de imigrantes ou até mesmo nascidos em outros países compondo as seleções europeias. Ainda falando da França, na Eurocopa de 1996, dos 22 jogadores convocados, 15 tinham ascendência estrangeira e, por conta disso, a equipe ganhou o apelido de BBB: blanc, black et beur (branco, negro e árabe).
Já na Copa do Mundo de 2014, que aconteceu no Brasil, por exemplo, pela primeira vez, todos os times de países que estão na União Europeia tiveram pelo menos um jogador de origem imigrante. Mas por que isso acontece?

A resposta mais curta seria colonialismo. A França invadiu e colonizou inúmeros territórios africanos. Se você se lembra de suas aulas de História, uma conferência realizada em Berlim em 1884 ficou conhecida como “Partilha da África”. Ali, países europeus dividiram entre si o continente africano escravizando e explorando a população local. Uma curiosidade: por ter conseguido menos território, a Alemanha se sentiu prejudicada e esse foi um dos motivos da Primeira Guerra Mundial.
A seleção de um país, de modo geral, reflete a sociedade que ela representa. A França, assim como toda a Europa, é uma sociedade multicultural, ou seja, que possui muitas culturas em um mesmo local. Isso porque o continente passou por diversas ondas de migração não só internas, mas de pessoas de outros continentes.
Contudo, em entrevista a Ecoa, Guilherme Freitas, autor do livro “As seleções de futebol da União Europeia: identidade, migração e multiculturalismo através da bola” (2022), explica outros fatores que levam para maior diversidade cultural e étnica em seleções europeias:
Migração: ondas de trabalhadores vão para o continente após a Segunda Guerra Mundial para ajudar na reconstrução dos países e acabam ficando por ali e constituindo família.
União Europeia: o bloco, que surgiu depois da Segunda Guerra Mundial, ao longo das décadas vai adicionando mais e mais países e liberando a livre circulação de pessoas dentro do continente.
Jogadores estrangeiros: a Europa foi o grande centro do futebol dos anos 1990, e, com isso, os grandes jogadores vão para lá levando a um intercâmbio maior entre vários países do mundo.
Políticas públicas: as políticas de acolhimento dos imigrantes foram mudando ao longo do tempo. A França, por exemplo, criou nos anos 1970 um centro de treinamento para investir no seu futebol e, consequentemente, expandiu esses centros para as periferias. Assim, os filhos de imigrantes começam a jogar bola também. A Alemanha recentemente fez um projeto semelhante. Assim, vai crescendo esse movimento de criação de projetos de inclusão através do esporte.
A França é um dos principais destinos na Europa para refugiados, muitos deles africanos. Além disso, o processo migratório francês também está ligado ao fato do país ter colonizado boa parte dos países do noroeste da África como a República do Congo e a Mauritânia, países de origem dos jogadores Presnel Kimpembe e Ousmane Dembélé, respectivamente.

Segundo o INSEE (Instituto de Estatística e Estudos Econômicos da França), os filhos de imigrantes correspondem a 12% da população francesa, ou seja, 7,5 milhões de pessoas. Os mais jovens, 53%, são majoritariamente da África.
Nos times e seleções europeias, o preconceito racial que vem da torcida, muitas vezes, é explícito nos jogos e esse comportamento está ligado à imigração.
“Quando a gente vê uma manifestação racista e xenofóbica através nos estádios, esse tipo de coisa não acontece só para atingir o atleta, mas para atingir tudo o que ele representa. Embora esses jogadores não sejam necessariamente imigrantes, eles são descendentes”, comenta Guilherme Freitas.
De acordo com o pesquisador, boa parte desse comportamento surge quando os atletas perdem o jogo dentro de campo ou, mesmo ganhando, não atuam bem.
“Na seleção francesa, por exemplo, o atleta que tem uma origem migratória e um bom desempenho, essa questão de imigração é vista de forma positiva como alguém que se integrou à sociedade, um caso de sucesso”, diz Freitas. Mas, se o jogador perde, a coisa muda.
“Se o resultado em campo é ruim ou ele é o culpado pela derrota, o jogador passa a ser visto como um exemplo de que a imigração não dá certo ou como alguém que não se esforçou o suficiente para se integrar aos costumes franceses”, completou.
Equipes com perfis multiculturais, ou seja, que têm atletas de ascendência estrangeira, estão crescendo de 1990 para cá, segundo levantamento feito por Freitas. Sendo assim, o assunto é cada vez mais discutido na sociedade e mais pesquisa no setor acadêmico é feita sobre o assunto.
“Na Copa do Mundo, um evento que atinge bilhões de pessoas no mundo todo, a gente vai ter, sim, esse tema bastante discutido, ainda mais que estamos tendo agora uma onda mais conservadora na Europa. Assim, imagino que as seleções podem ser usadas como exemplos positivos.”none
Guilherme Freitas autor do livro “As seleções de futebol da União Europeia: identidade, migração e multiculturalismo através da bola” (2022)
Informações UOL

A primeira zebra da Copa do Mundo do Qatar já deu as caras. Ampla favorita em seu jogo de estreia, a Argentina até saiu na frente com Messi marcando de pênalti logo aos 10min de partida, mas sofreu um apagão no começo do segundo tempo, levou a virada da Arábia Saudita e acabou derrotada por 2 a 1, gols de Al Shehri e Al-Dawsari, em duelo disputado hoje (22), no estádio Lusail Iconic. Com a surpreendente derrota, a Argentina perdeu sua longa invencibilidade de 36 jogos — que durava desde a derrota para o Brasil na semifinal da Copa América de 2019, no dia 2 de julho.
A Argentina começou a partida em cima da Arábia e, com auxílio do VAR, fez 1 a 0 com Messi —que faz a sua última Copa do Mundo— convertendo pênalti. Os hermanos chegaram a marcar outros três gols ainda na etapa inicial, mas todos eles foram assinalados com impedimento pela arbitragem.
Mas a história mudou no segundo tempo, e como… Em apenas oito minutos, a Arábia Saudita aproveitou o apoio da torcida e a superioridade física por conta do forte calor e virou o jogo com dois belos gols.
A Argentina bem que tentou, Scaloni mexeu no time, mas a reação não veio. O que se viu até o apito final foi um duelo de ataque contra defesa, mas com os hermanos —e Messi— pouco criativos e eficientes. Mais inteiros em campo que os argentinos, os sauditas aguentaram a pressão e fizeram a festa de sua torcida no estádio Lusail Iconic.
As outras duas seleções do Grupo C, México e Polônia, entram em campo ainda nesta terça-feira (22), às 13h (de Brasília). Na segunda rodada, marcada para o próximo sábado (26), o time de Lionel Messi mede forças com os mexicanos, às 16h, enquanto os árabes pegam a Polônia, às 10h.

Apesar do tornozelo inchado e da preocupação dos argentinos com a condição física de Messi, o camisa 10 começou a partida no estádio Lusail ‘on fire’. Em dois minutos ele aproveitou um rebote e já exigiu uma grande defesa do goleiro Al-Owais; com 8min, ele já estava comemorando o seu oitavo gol em Copa do Mundo.
Mas o primeiro gol argentino contou com uma ‘ajudinha’ do VAR. Depois de alguns segundos de atraso para Slavko Vincic ser acionado, o árbitro da partida foi até o monitor de vídeo e interpretou o ‘abraço’ em Paredes dentro da área como pênalti. Messi bateu com categoria e fez 1 a 0.
Depois disso, porém, o VAR tornou-se um problema para os hermanos…

Depois de Messi abrir o placar, a Argentina aproveitou a linha alta defensiva da Arábia e voltou a balançar as redes outras três vezes no primeiro tempo, com Messi de novo e Lautaro Martínez, duas vezes.
Em dois deles, o sistema de impedimento semiautomático trabalhou rápido e não demorou para anular as jogadas. Mas o golaço de Lautaro com cavadinha, aos 26min, gerou apreensão na torcida argentina. Foram alguns segundos até o árbitro de vídeo usar a tecnologia para confirmar a posição irregular do argentino.

Nem o argentino mais pessimista imaginaria o que estaria prestes a acontecer no começo do segundo tempo. Em menos de 10 minutos de segundo tempo, a Arábia Saudita, impulsionada pela barulhenta torcida no estádio Lusail, tomou a frente no placar. Mas como?
A virada começou aos 3min. Al-Shehri esticou a bola, ganhou na corrida de Romero e, ao invadia a área, chutou cruzado sem chances para o goleiro Emi Martínez. 1 a 1, e tinha mais! Depois de Messi perder a bola no meio-campo, Al-Dawsari aproveitou rebote, girou entre dois marcadores, passou pelo terceiro e acertou um lindo chute, no ângulo, mais uma vez sem chance para o arqueiro argentino.

No fim da partida, apesar da vitória heroica sobre a Argentina, um lance preocupante tomou conta da seleção árabe. Al-Owais saiu do gol para afastar de soco e acabou acertando o joelho no rosto de Al-Shahrani. A Argentina seguiu atacando, e só depois de alguns segundos que o árbitro parou o jogo para o atendimento.
Apesar do susto, Al-Shahrani deixou o campo acordada na maca e fez um sinal de positivos aos médicos da Arábia Saudita.


Apesar do revés, Messi alcançou uma marca importante. Ao marcar de pênalti contra a Arábia Saudita, o craque argentino se tornou o quinto jogador a marcar gols em quatro Copas diferentes. Até então, apenas quatro jogadores haviam balançado as redes em quatro edições do Mundial: Pelé, Cristiano Ronaldo e os alemães Miroslav Klose e Uwe Seeler.
Argentina 1 X 2 Arábia Saudita
Competição: 1ª rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2022
Local: Estádio Lusail Iconic, em Lusail (QAT)
Data e hora: 22 de novembro de 2022, às 7h (de Brasília)
Árbitro: Slavko Vincic (SLO)
Assistentes: Tomaz Klancnik (SLO) e Andraz Kovacic (SLO)
Cartões amarelos: Al-Malki, Al Bulayhi, Al-Dawsarri, Abdulhamid, Al-Abid e Al-Owais (ARS)
Gols: Messi, aos 10min do primeiro tempo; Al Shehri, aos 3min, e Al-Dawsari, aos 8min do segundo tempo
Argentina: Emi Martínez; Molina, Romero (Lisandro Martínez), Otamendi e Tagliafico (Acuña); Paredes (Enzo Fernandez) e De Paul; Di María, Messi e Papu Gómez (Julian Alvarez); Lautaro Martínez. Técnico:Lionel Scaloni
Arábia Saudita: Al-Owais; Abdulhamid, Al Bulayhi, Tambakti e Al-Shahrani (Al-Burayk); Al-Malki, Kanno e Al-Faraj (Al-Abid) (Al-Amri); Al-Shehri (Al-Ghannam), Al-Dawsari e Al-Brikan (Al Siri).Técnico: Hervé Renard
Informações UOL

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, em entrevista ao Canal UOL, culpa o presidente Bolsonaro das manifestações contrárias à sua atitude que vem sofrendo.
Barroso, frequentemente, tem sido interpelado nas ruas por brasileiros que estão cansados das decisões ambíguas e draconianas tomadas por ele e seus colegas.
O Judiciário brasileiro é o mais caro do mundo. O setor consome 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Somente em 2021, 92% das despesas são com gastos com pessoal. Ou seja, R$ 95.1 bilhões de reais, segundo a Revista Oeste. O total é de R$ 103,9 bilhões.
Por ramo de Justiça, os Tribunais Superiores foram os únicos que aumentaram os gastos com folha salarial de um ano para o outro, com uma elevação de 87% para 91%. Nos demais, o porcentual gasto com pessoal permaneceu relativamente estável ao longo dos últimos anos da série histórica, e nos dois últimos anos houve reduções do gasto salarial, segundo o relatório, destacou a Revista.
Segundo o relatório do Conselho Nacional de Justiça, a força de trabalho do Judiciário brasileiro é composta por 433,5 mil pessoas. São quase 18 mil magistrados (4%) e mais de 267 mil servidores (62%).
Na entrevista, concedida ao Canal UOL, em fevereiro de 2022, Barroso responsabiliza o presidente Jair Bolsonaro dos ataques e críticas que está sofrendo de populares.
“A questão do medo, a resposta é não. Mas, eu tenho muita proteção institucional. É mais fácil para mim do que para um jornalista. A minha vida inteira eu dou aula no Rio [de Janeiro]. Então, toda quinta-feira à noite eu ia para o Rio sozinho, no avião, e as pessoas sempre gentis, sempre carinhosas. Todo mundo educado. Nunca tive problema.
Depois que o presidente começou a me atacar, obsessivamente, aí começam a surgir as ameaças de morte diárias. Aí eu tenho que começar a andar com cinco seguranças. É um inferno! De aborrecido.
Mas, medo, propriamente não, porque eu tenho essa proteção institucional e, eu cumpro a missão da minha vida. É uma sensação muito poderosa”.
Quando questionado pela Fabíola Cidral sobre as ameaças de morte e quais mudanças aconteceram em sua rotina, Barroso afirma que, em sua maioria, as ameaças são feitas via telefone porque é “mais difícil de deixar rastro”. Ele ainda afirma que a sua rotina segue de forma normal e, relaciona o conservadorismo e a direita há demônios “violentos, racistas, homofóbicos, misóginos e supremacistas”.
“Telefone é o mais comum porque é o mais difícil de deixar rastro. Na minha rotina mudou pouca coisa. Eu continuo indo da minha casa para o Supremo, do Supremo para o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] e para o Rio [de Janeiro], vez por outra. Mas, é lamentável. O que aconteceu… É que algo aconteceu no Brasil que se liberaram todos os demônios e, portanto, os violentos, os racistas, os homofóbicos, os misóginos, os supremacistas… Pessoas que andavam nas sombras, saíram um pouco a luz do dia.
Esse foi um mal que aconteceu no mundo e que acontece no Brasil. E, detalhe, é que não tem nenhuma lógica nessa obsessão por mim.
Eu tive duas decisões que impactaram: a instalação da CPI da Pandemia – foi decisão unânime do Plenário do Supremo; eu não tomo decisões sozinho. Eu sou um sujeito antidecisões monocráticas por regra geral. Portanto, foi o Supremo institucionalmente.
Depois a defesa da Urna Eletrônica. Todos os ex-presidentes do TSE e, portanto, ex-ministros do Supremo, assinaram o documento dizendo que nunca aconteceu nada de errado.
As investigações que se instalaram pelas acusações falsas foram feiras pelo plenário do TSE, unânimes. A obsessão contra mim não se justifica. Tem alguma coisa freudiana aí. Porque eu não fiz nada sozinho. Eu sou um sujeito totalmente institucional. Eu não sei o que eu simbolizo no imaginário do presidente, para ele ter essa obsessão verdadeiramente, mas é ruim”.
Barroso segue atacando os apoiadores do atual mandatário, que ele classifica como “gente violenta, agressiva e grosseira”.
“Há duas coisas muito ruins que aconteceram no Brasil, independentemente de preferências políticas. Um é identificar conservadorismo em gente violenta, agressiva, grosseira, o que é uma injustiça. Mas, o que aconteceu no Brasil, outro dia, na minha rede social, depois que entrei na presidência, eu tinha um Twitter e tinha uma senhora que disse um palavrão – eu já nem olho muito essas coisas -, mas tinha uma senhora assim, com uma cara distinta e, disse um palavrão. Eu fui lá ver e, ela dizia assim: ‘católica fervorosa, mãe de dois filhos e conservadora’. E, eu disse: Não, a senhora não – não disse, mas pensei – A senhora é mal-educada. A senhora não é conservadora. Conservador é uma pessoa que acha que as mudanças devem ser feitas com prudência e que nem tudo que é novo, é melhor e, precisa ser avaliado. Isso quer dizer ser conservador e é legítimo.
Então, a confusão entre conservadorismo e grosseria e agressividade, é lamentável que se tem feito no Brasil.
E, a segunda coisa, é a linguagem. A linguagem tem poder. A linguagem cria realidade e, portanto, as pessoas quando falam com educação, com gentileza, com respeito e consideração pelo outro, elas ajudam no processo civilizatório. A linguagem grosseira, agressiva, chula, é lamentável. E, isso está se vendo muito pelo país. É insuperável”.
Ao ser questionado sobre as ameaças online, o ministro diz que isso se banalizou, mas não tem seguranças online, porque esses arroubos fazem parte pelo papel que exerce e por não fazer concessões.
“Infelizmente, isso se banalizou muito. Como disse, nós vivemos em uma onda de liberação de demônios. Mas, eu tenho muita esperança de que aconteça com o ódio e com a desinformação nas mídias sociais, o que aconteceu com a pornografia, aí nos anos setenta e início dos anos oitenta, que é progressivamente ela vai se deslocando para a margem da história e fica lá no gueto, onde quem quer consumir, vai consumir, mas ela sai do mainstream. Mas eu tenho essa impressão de que nós vamos conseguir superar esse momento”.
Informações TBN