
Uma lei federal restringe grandes empresas de realizarem demissões em massa sem aviso prévio de pelo menos 60 dias
O Twitter foi processado pelo plano de Elon Musk de eliminar cerca de 3.700 empregosda plataforma de mídia social. Trabalhadores alegam que a empresa não cumpriu os requisitos de aviso prévio, violando leis federais e da Califórnia.
Uma ação coletiva foi protocolada na quinta-feira no tribunal federal de San Francisco.
O Twitter pretende começar os cortes na sexta-feira, disse a empresa em um e-mail aos funcionários. Musk planeja se livrar de metade da força de trabalho, cumprindo planos de cortar custos na plataforma que adquiriu por US$ 44 bilhões no mês passado, disseram pessoas com conhecimento do assunto.
Uma lei federal restringe grandes empresas de realizarem demissões em massa sem aviso prévio de pelo menos 60 dias.
O Twitter não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
O processo pede que o tribunal emita uma ordem exigindo que o Twitter obedeça à regra de aviso prévio e impeça a empresa de solicitar que funcionários assinem documentos em que poderiam abrir mão do direito de participar de litígio judicial.
“Entramos com esta ação hoje à noite na tentativa de garantir que os funcionários estejam cientes de que não devem abrir mão de seus direitos e que têm um caminho para perseguir seus direitos”, disse Shannon Liss-Riordan, advogada que apresentou a queixa quinta-feira, em entrevista.
Liss-Riordan processou a Tesla por reivindicações semelhantes em junho, quando a fabricante de carros elétricos liderada por Musk demitiu cerca de 10% de sua força de trabalho.
A Tesla ganhou uma decisão de um juiz federal em Austin forçando os trabalhadores nesse caso a buscar suas reivindicações em arbitragem a portas fechadas, em vez de em tribunal aberto.
Informações TBN

A comissão técnica da seleção brasileira se reúne hoje (4) à tarde na sede da CBF, no Rio de Janeiro, com a expectativa de encaminhar os 26 convocados da Copa do Mundo do Qatar. O anúncio da lista será feito por Tite na próxima segunda-feira, às 13h (de Brasília).
A reunião decisiva acontece só nesta sexta porque o treinador e seu auxiliar Matheus Bachi desembarcaram ontem à noite da Europa, onde foram acompanhar presencialmente partidas de Newcastle, Aston Villa, Manchester United, West Ham, Liverpool, Juventus e PSG — times que têm possíveis convocados para a Copa.
Além de Tite e Matheus, a reunião conta com os outros dois auxiliares de Tite, Cleber Xavier e César Sampaio; os dois analistas de desempenho, Thomaz Araújo e Bruno Baquete; e geralmente outros profissionais da comissão técnica especializados na questão física dos jogadores, como Fábio Mahseredjian (preparador físico) e Guilherme Passos (fisiologista).
As reuniões que precedem convocações importantes são definidas por Tite como um “quebra-pau”. Numa linguagem mais solene, é a “reunião de liderança reversa”.
Consiste no seguinte: Tite recebe os outros profissionais da comissão técnica em sua sala no segundo andar do prédio da CBF e ouve cada auxiliar defender argumentos e pontos de vista sobre jogadores convocáveis. Eles se organizam em roda em torno de um grande quadro em que estão anotados os nomes dos atletas. No caso da lista da Copa, já existe uma pré-lista de até 55 que foi enviada à Fifa e os 26 são extraídos dessa lista.
“Cada um argumenta e traz sua verdade. Democraticamente, deixo todos colocarem suas ideias”, define Tite. Esta reunião é uma espécie de primeiro filtro para que o treinador tome suas decisões, o que geralmente se prolonga até horas antes do anúncio da convocação. Na reunião, os nomes vão sendo eliminados em consenso e são comuns discussões mais entusiasmadas entre os profissionais que fizeram observações de cada jogador nas semanas anteriores.
Há 19 jogadores praticamente garantidos na lista final de Tite: os goleiros Alisson (Liverpool), Ederson (Manchester City) e Weverton (Palmeiras), o lateral-direito Danilo (Juventus), o lateral-esquerdo Alex Sandro (Juventus), os zagueiros Marquinhos (PSG), Thiago Silva (Chelsea) e Éder Militão (Real Madrid), os volantes Casemiro (Manchester United), Fabinho (Liverpool), Fred (Manchester United) e Bruno Guimarães (Newcastle), o meia Lucas Paquetá (West Ham) e os atacantes Neymar (PSG), Vini Jr (Real Madrid), Richarlison (Tottenham), Raphinha (Barcelona), Rodrygo (Real Madrid) e Antony (Manchester United).

Nas sete vagas restantes, alguns nomes que fizeram parte do ciclo da Copa do Qatar 2022 ainda brigam por espaço. São eles:
Zagueiros: Lucas Veríssimo, Ibañez, Bremer e Gabriel Magalhães;
Laterais: Alex Telles, Renan Lodi, Daniel Alves e Emerson Royal;
Meio-campistas: Philippe Coutinho e Everton Ribeiro;
Atacantes: Gabriel Jesus, Gabigol, Gabriel Martinelli, Matheus Cunha, Roberto Firmino e Pedro.
Na pré-lista de convocados enviada à Fifa há uma série de nomes inesperados por não terem sido convocados ou mencionados por Tite recentemente. Os nomes foram publicados por uma série de veículos de comunicação nos últimos dias, geralmente vazados pelos clubes que foram notificados pela CBF. A presença na Copa, porém, é improvável. Entre eles estão Everson (Atlético-MG), Santos (Flamengo), Rodinei (Flamengo), Léo Ortiz (Red Bull Bragantino), Nino (Fluminense), Vitão (Internacional), Felipe (Atlético de Madri), Filipe Luis (Flamengo), João Gomes (Flamengo), André (Fluminense) e Luiz Henrique (Bétis).
Informações UOL

BBC News Brasil conversou com pessoas que disseram ter as relações familiares abaladas por conta das eleições, que terminaram em discussões, brigas e até afastamentos.
Um dia após a vitória de Lula nas eleições presidenciais de 2022, *Gustavo (nome fictício), de 32 anos, conta ter sido ignorado pelos irmãos, desprezado pelo pai e xingado pela própria mãe por ter votado no petista. Em entrevista à BBC News Brasil, o paranaense conta, sob a condição de anonimato, que se sente humilhado e planeja pedir demissão da empresa da família, na qual trabalha há quatro anos.
“Comemorei a vitória com todas as minhas forças. Eu trabalho com meus pais, mas moro sozinho. No dia seguinte, quando cheguei na empresa para trabalhar, meu pai – bolsonarista – me cumprimentou normalmente e fez zero comentários sobre o pleito. Por mim, tudo bem. Minha mãe, por outro lado, tão logo sentou em sua mesa, passou a me atacar. Disse que, se eu voto em ladrão e corrupto, não sou mais bem-vindo na empresa da família”, conta ele à reportagem.
Gustavo disse ter ficado muito abalado pelas frases ditas pela mãe dele, mas a que mais incomodou foi a mãe dizer que “eu preciso dela mais do que ela precisa de mim, então devo calar a boca”. A maneira como ela reagiu e olhou para o próprio filho foi o que mais o abalou.
“Foi um choque ver que minha mãe não estava me vendo como filho, mas como inimigo político. Ela foi cruel nas palavras. Ela pegou em pontos pesados. Ela falou com raiva. Ela falou com cólera no olhar”, lembra ele.
A eleição mais acirrada e polarizada da história da democracia brasileira dividiu o país, distanciou amigos e rompeu laços afetivos. A BBC News Brasil conversou com pessoas que disseram ter brigado com familiares por conta das eleições deste ano. Todos os depoimentos foram enviados por meio de um formulário, que recebeu mais de 50 relatos.
Gustavo não está apenas com vontade de deixar a empresa da família, mas também processá-los por assédio moral.
“Mas seria injusto com meu pai e meu primo, que de forma nenhuma me destrataram por conta da minha opção política. Eu só quero sumir daqui. Todo esse ódio, essa cólera desmedida, está me fazendo muito mal. Estou segurando meu choro há duas horas já. Não darei esse gostinho para minha mãe e seus devaneios fascistoides”, diz Gustavo à reportagem.
Ele conta que sempre houve divergências políticas na família dele. No entanto, desde o início da campanha, as discussões se tornaram mais ríspidas por conta principalmente do volume de mensagens que eles passaram a receber por meio do WhatsApp. Ele relata que pesquisava na internet e, juntos, eles identificavam as notícias falsas.
“Ela recebia mensagens dizendo que o filho do Lula tem uma Ferrari de ouro. Ela acredita que o Brasil vai virar comunista. Que a gente vai comer cachorro, que vamos fechar as igrejas e vão atear fogo nos padres. Mas, a partir da metade da campanha, eu acho que começaram a intensificar os disparos de maneira perversa. E chegou o momento em que meus pais não me perguntavam mais se aquilo era verdade ou não. Eles aceitavam aquilo como verdade”, relata.
Com o passar do tempo, Gustavo relata que as discussões sobre política no trabalho se intensificaram e ficaram cada vez mais acaloradas.
“Ficava um clima horrível para trabalhar o resto do dia. Chegou ao ponto de eu pegar e mudar o meu computador para a parte de cima do escritório, para ficar distante da minha mãe. Mas não tinha tomada no escritório em cima e tive de voltar a sentar na frente dela”, conta ele.
“Ela falou que eu sou um filhinho de papai que trabalha na empresa dos pais e que eu deveria me mudar para o Nordeste porque lá só tem vagabundo e petista”, relata.
Ao ser questionado sobre uma bandeira branca e um sinal de paz e reconciliação com a mãe, Gustavo diz que vai esperar até o início da próxima semana para saber como será o futuro da relação entre eles.
“Eu sou rancoroso, mas eu consigo ver uma possibilidade de reaproximação. Se ela tiver a maturidade de vir pedir desculpas, eu talvez releve o ser perverso que ela revelou ser. Mas a maior probabilidade de acontecer é que eu já estou procurando outro emprego para sair de lá o quanto antes”, afirma.
Pedro*, que mora em Brasília, disse que é o único na casa dele que não votou em Bolsonaro nestas eleições. E que tem pouco espaço para discutir política no mesmo ambiente onde mora com os pais e a irmã.
“Quando expliquei que talvez o Bolsonaro tenha perdido apoio por causa da maneira como ele lidou com a pandemia, a minha irmã começou a chorar e falar que ‘agora não importa mais esse tanto de morte já que o aborto vai ser legalizado’. Desde então, fiquei de boca fechada para tudo o que eles falavam”, afirma ao se dizer triste por não conseguir impedir que os familiares dele acreditem em notícias falsas.
Ele acreditava que a relação com os familiares melhoraria após o resultado das eleições.
“Com a vitória do Lula, agora o papo é outro. De eleições roubadas a intervenção federal. Não sinto que adianta eu explicar para eles que isso é inconstitucional porque ouço como resposta que “é obrigação das Forças Armadas proteger o país”. Não aguento mais isso, me sinto um refém na minha própria casa”, relata.
Moradora de Curitiba, no Paraná, Clarice* disse que assistiu à apuração do segundo turno das eleições ao lado da mãe e do filho de 9 anos. Segundo ela, o clima passivo-agressivo tomou conta do ambiente durante boa parte do tempo.
A mãe dela, bolsonarista, fazia constantes críticas ao voto da filha no Lula. Mas quando o pleito foi definido e Lula foi declarado presidente eleito, o clima mudou de maneira drástica.
“O ódio foi despejado aos gritos. Minha mãe me chamou de comunista, me agrediu verbalmente e não conseguiu manter o verniz religioso que sustenta a imagem bolsonarista. Ela não se importou nem em ser avó, destilando maldade na frente do meu filho. Usou até meu pai, morto durante a pandemia e enterrado nu em um saco plástico, para me entristecer, afirmando que ele não me aceitaria”, conta ela à BBC News Brasil.
Clarice relata que a mãe dela, com os dentes cerrados, disse que o país se tornará uma Venezuela, o que a deixou extremamente triste.
“Parece que tudo aquilo que estava compactado ali há anos veio à tona. Então foi. Foi uma hecatombe. Jamais fui petista e lulista. Apenas me posicionei contra a política de Bolsonaro. Enfim, venceu a democracia nas urnas, mas perdeu muito a humanidade nos últimos quatro anos, destruindo as famílias até o último voto apurado”, diz.
No ponto de vista dela, a mistura entre religião e política prejudicou ainda mais o debate na casa dela, pois a mãe é religiosa e deslegitima todos os argumentos dela por não frequentar a igreja.
Para Clarice, o clima ruim entre ela e a mãe deve perdurar “por um bom tempo”. A solução para ela, pelo menos por enquanto, será o distanciamento.
“Infelizmente, estou me afastando da minha mãe, para curar minha saúde emocional e a do meu filho. Penso em me mudar nas próximas semanas. Espero que em algum momento, no futuro, isso possa ser diferente.”
*O nomes usados nesta reportagem são fictícios para preservar a imagem dos entrevistados
– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-63509500

Movimento de apoio LGBT se manifestou contrário à declaração da atriz Cássia Kis que, em entrevista recente, disse que “homem com homem não faz filho”.
O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT acionou o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ao apresentar uma Ação Civil Pública contra Cássia pelo crime de homofobia. O movimento pede reparação coletiva da ordem de R$ 250 mil, “para fins de promoção de políticas e programas direcionados ao enfrentamento da discriminação”. Há também o pedido por retratação pública.
O Arco-Íris também entregou a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância uma notícia-crime relatando os mesmos fatos. O pedido é para que seja apurada a ocorrência de crime por parte de Cássia, com a possível abertura de ação penal.
“Não existe mais homem e mulher, mas mulher com mulher e homem com homem, e homem com homem não dá filho, nem mulher com mulher”, constatou a atriz. “Como a gente vai fazer?”
Cássia criticou ainda o ensino da ideologia de gênero nas escolas, considerada fake newspela imprensa tradicional. “Eu recebo as imagens inacreditáveis de crianças de 6, 7 anos se beijando”, observou. “Duas meninas dentro de uma escola se beijando, onde há um espaço chamado beijódromo.”
No perfil oficial de Cássia Kis no Instagram, esquerdistas chamaram a atriz de “homofóbica”, “bêbada”, “drogada” e que “vai pagar pelos comentários”.
Em nota, a Globo manifestou-se, ao reforçar seu “compromisso com a diversidade e a inclusão e repudia qualquer forma de discriminação”.
Informações TBN

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso precisou ser escoltado após ser visto em um restaurante na noite dessa quinta-feira (3/11) em Porto Belo, Litoral Norte de Santa Catarina. Ele jantava no bairro Perequê quando um grupo de manifestantes se reuniu no entorno do estabelecimento e começou a xingá-lo.
Testemunhas contaram à reportagem que manifestantes o seguiram até a residência onde o ministro estava hospedado. A Polícia Militar precisou ser chamada ao local e ajudou a equipe de segurança do STF a fazer uma escolta para que o ministro deixasse o imóvel de madrugada, já por volta das 4h.
Informações TBN

Rafael Marques
“Ninguém é candidato de si próprio. Eu sou oposição ao governo que está aí, que já passou por muitos, mas é um sistema. E a grande liderança desse sistema é o ex-prefeito. Ele disse que não tem nenhuma responsabilidade com o governo atual. Não tem? Como é isso? É a mesma coisa que ele fez com Tarcizio. É um jogo pesado, não topei jogar esse jogo, mas todos conhecem como funciona os interesses distante da nossa realidade e do povo”, disparou.

“Feliz e com grande carga de gratidão. Foram mais de 128 mil votos, uma vitória importante para o nosso mandato”, agradeceu o deputado federal reeleito Zé Neto (PT), em entrevista ao programa Rotativo News com Joilton Freitas (Sociedade News FM – 102.1), na tarde desta sexta-feira (4). O parlamentar também comentou sobre o processo de transição de governo entre Bolsonaro e Lula, Rui e Jerônimo.
“É preciso ter serenidade, já chega algumas situações que ainda estão sendo enfrentadas por causa de algumas pessoas que não se deram conta que o processo eleitoral deve ser encerrado no palanque e no resultado final, e não ter um 3º turno como eles querem”, criticou.
Ouça a entrevista completa em nosso podcast

Em Feira de Santana, não há registro de óbitos por covid-19 há 37 dias. O último ocorreu no dia 27 de setembro. Entre janeiro e outubro deste ano, foram contabilizadas 87 mortes. Nesse mesmo período, em 2021, foram 604 – a redução é de 85,5%. O balanço é da Secretaria Municipal de Saúde.
Conforme o boletim epidemiológico divulgado na quarta-feira, 02, há sete pacientes em isolamento domiciliar, desses apenas um aguarda o resultado do Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia-LACEN. Não há registro de pessoas internadas com complicações graves da doença no município.
Vale destacar que os dados são inseridos conforme a ficha de notificação, atestado de óbito, investigação do mesmo e resultado positivo do exame que chegam à Vigilância Epidemiológica (VIEP).
LOCAIS DE TESTAGEM
Pessoas com sintomas gripais ou da Covid devem procurar as unidades de saúde de seu bairro de abrangência para fazer o teste de antígeno- que colhe amostra nasal e apresenta resultado em menos de 20 minutos. O exame é realizado de segunda a sexta-feira.
Também é possível realizar o RT-PCR (resultado em alguns dias) e o teste de antígeno (resultado imediato) nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e policlínicas municipais. O serviço é disponibilizado gratuitamente todos os dias, das 7h às 19h.
*Secom
Com Frei Jorge Rocha
Tema: O uso do ’Q’

Nesta sexta-feira (4), o deputado federal reeleito José de Cerqueira Neto (PT), será entrevistado ao vivo no programa Rotativo News com Joilton Freitas, na Rádio Sociedade News FM 102.1.
Será a partir das 15h.