
Do topo ao fundo do poço, a Parmalat viveu um carrossel de emoções desde sua chegada ao Brasil, em 1972, até sua falência nos anos 2000.
Famosa pelo comercial dos mamíferos e por patrocinar o Palmeiras no futebol, a marca chegou ao seu auge na década de 1990, antes de colapsar em meio a um esquema bilionário de corrupção.
A história começou na cidade de Parma, na Itália. Após perder o pai, um então jovem italiano chamado Calisto Tanzi assumiu uma fábrica familiar de presunto e massa de tomate, em Collechio, na província de Parma.
Pouco tempo depois, em 1961, com 22 anos, Tanzi decidiu investir no segmento de laticínios, abrindo a fábrica de pasteurização com o nome de Parmalat, que em poucas décadas se tornaria a maior produtora mundial de leite longa vida. A ideia do nome veio da combinação de Parma com a palavra “leite” em italiano (latte).
A companhia teve sua falência declarada em 2003 e, desde 2011, é uma subsidiária do grupo francês Lactalis, que obteve o controle total da empresa em 2019.
Cativada por comerciais de crianças vestidas de animais mamíferos, como vaquinha, porco e zebra, toda uma geração brasileira foi influenciada pela Parmalat.
A propaganda começou em maio de 1996 e, com o sucesso, perdurou quase quatro anos, até janeiro de 2000. O comercial foi criado pelos publicitários Erh Ray e Nizan Guanaes, da agência de comunicação DM9DDB, e ganhou diversos prêmios na publicidade brasileira.

A campanha ganhou maior projeção em 1998, quando foram lançados os bichinhos de pelúcia dos mamíferos segurando uma caixinha de leite. Para conseguir uma pelúcia, os consumidores precisavam juntar 20 códigos de barras das caixas de leite e completar com mais R$ 8,00.
Eram 21 modelos de mamíferos diferentes. Da tiragem de 300 mil unidades no início da campanha, a empresa precisou aumentar a quantidade para um total de 15 milhões de bichinhos.
A campanha fez as vendas de leite Parmalat dispararem no Brasil. A empresa viu seu caixa saltar de R$ 38 milhões para R$ 1,87 bilhão por ano, consolidando-se entre as três maiores alimentícias do país.
Quem tem ao menos 35 anos há de se lembrar da época gloriosa do Palmeiras nos anos 1990. O clube estava há 16 anos sem conquistar um título quando lavou a alma em 1993 ao vencer o arquirrival Corinthians na final do Paulistão pelo placar de 4 a 0.
A Era Parmalat no Palmeiras durou de 1992 a 2000. Neste período, o clube conquistou incríveis 11 títulos: Campeonato Paulista de 1993, 1994 e 1996; Torneio Rio-São Paulo de 1993 e 2000; Campeonato Brasileiro de 1993 e 1994; Copa do Brasil de 1998; Copa Mercosul de 1998; Conmebol Libertadores de 1999; e a Copa dos Campeões de 2000.

Além do Palmeiras, a Parmalat também injetou recursos financeiros em outros dois clubes brasileiros: o Juventude e o Paulista de Jundiaí.
O Juventude chegou a ser campeão invicto do Campeonato Gaúcho em 1998, vencendo o Internacional na final, e conquistou a Copa do Brasil, contra o Botafogo, no ano seguinte.
Em 1997, o clube chegou ao quadrangular de semifinal do Brasileirão e terminou o torneio na sétima colocação geral, a melhor de sua história.
Já o Paulista, durante a gestão da Parmalat, trocou o nome para Etti Jundiaí devido à semelhança com o nome de uma marca concorrente da empresa em São Paulo, a Leites Paulista.
Com a parceria, o time venceu a Copa Estado de São Paulo, que atualmente leva o nome de Copa Paulista, em 1999. Dois anos depois, veio o título da Série A2 do Campeonato Paulista e da Série C do Campeonato Brasileiro.
A Parmalat também patrocinou times da Argentina (Boca Juniors e Estudiantes), do Chile (Universidad Católica e Audax Italiano), do Uruguai (Peñarol), do Equador (LDU), França (Olympique de Marseille), da Rússia (Dínamo de Moscou), de Portugal (Benfica), da Espanha (Real Madrid), do México (Toros Neza) e até a seleção dos Estados Unidos.
Ao longo de sua história, a multinacional ainda fez parcerias com equipes de Fórmula 1 e de esqui.
De pequena empresa familiar, a Parmalat se tornou uma das maiores multinacionais do mundo no final do século 20.
Impulsionada pela onda de globalização internacional, a Parmalat chegou a atuar em mais de 30 países, de todos os continentes. Após sua falência e reestruturação, a marca diminuiu seu alcance, mas ainda assim, atualmente, está presente em 24 países, incluindo o Brasil.
Com empresas concorrentes crescendo ao final dos anos 1980, Calisto Ponzi deu uma cartada que deu fôlego financeiro à empresa e permitiu sua expansão na década seguinte.
Foi a entrada da Parmalat na bolsa de valores da Itália que abriu o caminho para os altos investimentos no esporte e em outras áreas, levando a empresa ao primeiro lugar mundial no mercado de leite de longa conservação.
Nesta altura, a multinacional empregava em torno de 37 mil funcionários pelo mundo, com um faturamento que chegou, em 2002, a 7,6 bilhões de euros, em valores da época.
Mas o voo foi tão grande quanto a queda, que veio no ano seguinte. O rombo bilionário nas contas da empresa foi descoberto no final de 2003.
Em sua multiplicação de filiais e empresas intermediárias, a companhia entrou também em paraísos fiscais. Em meio a investigações, autoridades descobriram, então, que um suposto fundo de 3,95 bilhões de euros, nas Ilhas Cayman, não existia.
Após anos de processos e brigas judiciais, Calisto Tanzi foi preso em 2011 e condenado a oito anos de prisão. Em busca na sua residência, obras de arte com valor estimado em mais de 100 milhões de euros (R$ 600 milhões), entre elas pinturas de Pablo Picasso, Claude Monet e Vincent van Gogh, foram leiloadas em 2019.

O empresário morreu no dia 1º de janeiro de 2022, aos 83 anos, em Parma.
Apesar das fraudes e da mancha em sua história, em 2011, a empresa francesa Lactalis adquiriu o controle acionário da Parmalat em nível global. A empresa retomou as atividades no Brasil em 2015, quando relançou o comercial dos mamíferos.
Hoje, a Parmalat ainda comercializa produtos, “produzidos dentro dos padrões de qualidade preconizados pelo grupo”, segundo a companhia, e mantém acesa a memória afetiva de muita gente.
Informações UOL

Após o grande sucesso de “Dahmer: Um Canibal Americano”, a Netflix está preparando uma segunda temporada sobre mais um caso real. Desta vez, a história será a dos irmãos Lyle, 55, e Erik Menéndez, 52, acusados de matar os próprios pais. Ainda não há data de lançamento, mas o título está programado para chegar em 2024.
Os irmãos tinham 18 e 21 anos em 1989, ano do crime. Eles foram condenados por atirar à queima-roupa contra seus pais, o casal de milionários José e Kitty Menendez, em sua mansão em Los Angeles.
A acusação é que o crime foi motivado por ganância, mas eles se disseram vítimas de abusos sexuais do pai, atitude que era “aceita” pela mãe.
José Menéndez fugiu de Cuba depois da revolução e foi morar nos Estados Unidos. Ele conheceu Mary Louise “Kitty” Anderson na faculdade e logo se casaram. O casal mudou-se para a cidade de Nova York, onde José se tornou executivo de entretenimento.
Com o sucesso na carreira, a família, que agora incluía Erik e Lyle, se mudou para Los Angeles. José promoveu contratos da RCA Records com bandas como Duran Duran e Menudo.
Os irmãos Menéndez se destacavam em diferentes áreas: enquanto Lyle tinha facilidade com finanças, Erik era um ótimo jogador de tênis.
Alguns “sinais de alerta” começaram a aparecer quando os dois ficaram mais velhos: Erik participou de vários roubos e foi forçado a fazer terapia, enquanto Lyle foi suspenso de Princeton por plágio.
Em 20 de agosto de 1989, os irmãos disseram à polícia que encontraram os pais mortos ao voltar para casa.
Os corpos foram dizimados a tal ponto que mal podiam ser reconhecíveis pela polícia.
O casal havia sido morto por 15 tiros de duas espingardas calibre 12. José foi baleado várias vezes nos braços e uma vez na cabeça e Kitty foi baleada no tronco e no rosto.
A primeira suspeita envolvia uma suposta vingança da máfia, mas foi logo descartada.
Erik e Lyle foram presos depois de Erik ter sido denunciado pela namorada de seu psicólogo, que disse aos policiais que o terapeuta fora fisicamente ameaçado por Lyle.
Com a denúncia, as fitas das sessões de psicanálise foram admitidas como provas do caso. Nelas, Erik falava sobre os assassinatos dos próprios pais.
Ganância. A Promotoria argumentou que os dois jovens haviam matado os pais para receber a herança.
Abusos sexuais. Já a defesa disse que o crime era uma retaliação por eles serem abusados sexualmente pelo pai, com conivência da mãe. Os abusos nunca foram comprovados.
O julgamento dos irmãos começou em 1993,mas em duas ocasiões os jurados não conseguiram chegar a um acordo.
Eles foram condenados em 1995, a prisão perpétua.
Um investigador do caso disse que eles poderiam planejar uma fuga juntos. Por isso, eles foram presos separados a partir de 1996.
Nunca mais eles haviam se encontrado ou falado ao telefone. Há relatos apenas de que tenham escrito cartas um para o outro e jogado xadrez à distância, descrevendo a movimentação das peças pelo correio.
Em fevereiro de 2018, Lyle Menendez teve seu nível de periculosidade reduzido e foi transferido para a mesma prisão de Erik Menendez.
Em abril do mesmo ano, eles receberam autorização para interagir entre si.
Ambos choraram muito aos se reencontrar, reportou a imprensa à época.
Em entrevista à TV americana, em setembro de 2017, Lyle falou da mãe. “Eu amo a minha mãe, ainda choro por ela, e não a perdoo”, disse. “A vida dela terminou, e as nossas essencialmente também, por causa dessa decisão dela de não denunciar o que aconteceu. Que tipo de mãe deixa isso acontecer?”
A série da Netflix, comandada por Ryan Murphy, não é a primeira a falar sobre o caso.
O filme “Assassinos por Natureza”, de 1994, foi a primeira produção a retratar a história dos irmãos.
Em 2017, o canal Lifetime lançou o longa “Menendez: Blood Brothers”, também sobre o caso.
Informações Splash UOL

A companhia aérea Flybondi adiou os voos por três por causa de restrições cambiais do governo da Argentina. Com isso, mais de 5,5 mil passageiros serão afetados. A medida vale por três dias.
Em comunicado, a companhia aérea argentina afirmou que não consegue cumprir com as rendas e o pagamento de serviços especializados que tem de contratar no estrangeiro, segundo divulgou a agência de notícias Associated Press.
O problema está na falta de acesso ao dólar para quitar os débitos com Air Castle, empresa que arrenda as aeronaves. O governo argentino estabelece restrições à moeda americana para preservar as baixas reservas do Banco Central do país e defender o peso, a moeda local.
“Existem atualmente medidas oficiais restritivas para empresas que precisam ter acesso à moeda estrangeira para efetuar pagamentos no exterior. Na Flybondi, contratamos diversos serviços especializados no exterior e que são pagos em dólares. Para tal, devemos solicitar autorização periodicamente, mas nos últimos dois meses não recebemos as aprovações”, informou a companhia. “Assim, fomos acumulando quebras nos contratos e a mais crítica é o pagamento do aluguel dos aviões.”
Desde quarta-feira 7, a companhia cancelou 22 voos e teve de remarcar outros dez. Não foram informados os destinos. As viagens seriam feitas pelos dois Boeing 737 entregues para locação pela Air Castle à companhia argentina.
Há cinco anos operando no país, a empresa de baixo custo diz esperar que “o processo de aprovação tenha a agilidade e a rapidez que o setor aéreo precisa”.
A Flybondi não descarta novos cancelamentos e atrasos, caso a situação não volte ao normal.
A Flybondi também opera três rotas para o Brasil, com 17 voos semanais de Buenos Aires para atender Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro.
Revista Oeste
Decisão liminar do ministro Dias Toffoli definiu que o suplente será um político do Podemos, mas o TRE-PR havia entendido que a vaga era do PL. Votação no plenário virtual durará o dia inteiro.
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Deltan Dallagnol em discurso na Câmara — Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar nesta sexta-feira (8), no plenário virtual, a decisão liminar (provisória) que definiu o suplente que deve tomar posse no lugar do deputado federal cassado Deltan Dallagnol(Podemos-PR).
A liminar foi concedida pelo ministro Dias Toffolinesta quarta (7). Toffoli teve um entendimento diferente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.
Nas contas do TRE, o suplente deveria ser Itamar Paim (PL). O tribunal entendeu que, como nenhum outro candidato do Podemos atingiu 10% do quociente eleitoral, a vaga deveria ir para o PL.
Até o momento, dois ministros apresentaram voto: o relator, Dias Toffoli, e o ministro Alexandre de Moraes. Ambos foram a favor de Hauly ocupar o lugar deixado por Dallagnol.
Segundo Moraes, após a cassação de Deltan, os votos foram considerados válidos para aproveitamento pelo partido pelo qual o candidato concorreu, o Podemos.
“A vaga conquistada pela agremiação deve ser preenchida por suplente mais votado sob a mesma legenda, independente de votação nominal mínima, no caso, Luiz Carlos Jorge Hauly”, afirmou.
O Podemos recorreu ao Supremo para que a vaga permanecesse com o partido. Toffoli concedeu o pedido nesta quarta. Com isso, a vaga fica temporariamente com Luiz Carlos Hauly.
No plenário virtual, os ministro do STF depositam os votos eletronicamente. O prazo é até as 23h59 de sexta-feira.

Mesa Diretora da Câmara confirma decisão do TSE que cassou Deltan Dallagnol
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, pela cassação de Dallagnol. A Câmara dos Deputados confirmou a decisão, e o deputado perdeu o mandato.
O tribunal entendeu que Dallagnol cometeu irregularidade ao pedir exoneração do cargo de procurador da República enquanto ainda era alvo de procedimentos para apurar infrações disciplinares no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). No entendimento dos ministros, esses processos poderiam levar a punições.
As leis da Ficha Limpa e a da Inelegibilidade não permitem candidatura de quem deixa o Judiciário ou o Ministério Público para escapar da pena.
Informações G1

Um motorista avançou e derrubou um motociclista na Avenida Paralela, em Salvador, na tarde desta quinta-feira (8). Um vídeo recebido pelo Bahia Notícias mostra o momento do crime. O condutor do veículo projeta o veículo para a esquerda e atinge o motociclista que chega a colidir na murada da via. Nas imagens é possível ver que a vítima consegue ainda se levantar. A motocicleta capota várias vezes. O agressor aumenta a velocidade e foge do local. Uma testemunha que passava pelo local se assustou com o fato. “Que loucura, velho”, declarou. Não há informações sobre o estado de saúde do motociclista. O motorista agressor ainda não foi localizado.
Com informações do site Bahia Notícias

Morreu vítima de acidente de trânsito envolvendo três veículos na madrugada desta sexta-feira (9), Antônio Geraldo Gonçalves Júnior, de 38 anos de idade.
O corpo foi encontrado em um veículo Fiat Palio na Avenida Eduardo Fróes da Mota (Anel de Contorno), próximo à Pousada da Feira, em Feira de Santana.
Antônio teve lesões na cabeça e fraturas no corpo. Conforme apurado pelo Acorda Cidade, ele conduzia o veículo quando houve a colisão com um Corolla e um Toro. As circunstâncias do acidente ainda são desconhecidas. Não há informações sobre o estado de saúde dos ocupantes dos outros veículos.
O corpo foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT).
Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade

Em Feira de Santana, o reforço contra Covid com a vacina bivalente segue disponível de segunda a sexta-feira em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e de Saúde da Família (USF). No Dia da Imunização – esta sexta-feira (9) – é oportunidade para tomar o imunizante que está liberado para toda população acima de 18 anos ou pessoas a partir dos 12 anos inseridas nos grupos prioritários.
O interessado deve apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacinação. Além disso, é necessário ter tomado, ao menos, duas doses da monovalente contra Covid, com o intervalo de quatro meses após a última aplicação. Em Feira, mais de 42.634 pessoas foram protegidas com o reforço.
Quem trabalha durante o dia ou não tem disponibilidade no horário comercial, pode ser vacinado à noite nas USFs vinculadas ao Programa Saúde na Hora, com funcionamento ampliado das 8h às 20h30. São elas: Campo Limpo I, V e VI, Liberdade I, II e III, Queimadinha I, II e III, Parque Ipê I, II e III, Videiras I, II e III e Rua Nova II, III e Barroquinha.
Comorbidades liberadas a partir dos 12 anos:
Diabetes mellitus;
Pneumopatias crônicas graves;
Hipertensão Arterial Resistente (HAR);
Hipertensão arterial estágio 3;
Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo;
Insuficiência cardíaca (IC);
Cor-pulmonal e Hipertensão pulmonar;
Cardiopatia hipertensiva;
Síndromes coronarianas;
Valvopatias;
Miocardiopatias e Pericardiopatias;
Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas;
Arritmias cardíacas;
Cardiopatias congênita no adulto;
Próteses valvares e Dispositivos cardíacos implantados;
Doenças neurológicas crônicas e distrofias musculares;
Doença renal crônica;
Hemoglobinopatias e disfunções esplênicas graves;
Obesidade mórbida;
Síndrome de Down e outras Síndromes genéticas;
Doença hepática crônica.

A China vai construir uma base secreta em Cuba. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 8, pelo jornal norte-americano The Wall Street Journal.
A base secreta chinesa em Cuba será uma instalação de espionagem eletrônica, posicionada a cerca de 160 quilômetros de distância do estado norte-americano da Flórida. publicidade
Segundo o The Wall Street Journal, que cita fontes da inteligência americana, a instalação de espionagem permitiria a Pequim coletar comunicações eletrônicas do sudeste dos Estados Unidos, região que abriga muitas bases militares, bem como monitorar o tráfego de navios.
A sede do Comando Militar Central dos Estados Unidos, por exemplo, fica na cidade de Tampa, na Flórida. Enquanto isso, a maior base militar em território norte-americano, Fort Liberty, está sediada na Carolina do Norte.

Segundo o jornal norte-americano, China e Cuba chegaram a um acordo que prevê a instalação da base de espionagem em troca de “vários bilhões de dólares”. A ditadura comunista cubana teria aceitado a proposta chinesa por causa das sérias dificuldades econômicas que está enfrentando.
Todavia, a Casa Branca questionou a informação. “Nós vimos o relatório. Ele não é correto”, disse John Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca. Entretanto, o funcionário do governo norte-americano não especificou o que achava que estava incorreto.
Kirby salientou que os Estados Unidos têm “preocupações reais” sobre o relacionamento da China com Cuba e o estão monitorando de perto.
“Embora eu não possa falar sobre esta notícia específica, estamos bem cientes — e já falamos sobre isso muitas vezes — dos esforços da República Popular da China para investir em infraestrutura em todo o mundo que pode ter fins militares, inclusive em nosso hemisfério”, disse Kirby.
As embaixadas chinesa e cubana em Washington não quiseram comentar o assunto.

A possível instalação de uma base chinesa em Cuba ocorre em um momento em que Washington e Pequim estão tomando medidas para aliviar as tensões, que aumentaram recentemente. Nos últimos meses, inúmeras incursões de aviões militares chineses no Mar da China Meridional alimentaram a crise entre os dois países.
Em fevereiro um balão de espionagem chinês de grande altitude cruzou o espaço aéreo dos Estados Unidos antes que a Força Aérea Americana o derrubasse.
A notícia também poderia colocar em cheque a visita oficial à China que o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, está planejando para as próximas semanas. Por causa do acidente do balão de espionagem, essa visita já tinha sido cancelada.
Para o senador do Partido Democrata Bob Menendez, membro do comitê de relações exteriores do Senado, se a notícia for confirmada seria “um ataque direto aos Estados Unidos”. “Portanto, espero que o governo pense em como reagirá, se for verdade”, disse o político norte-americano.

Cuba, antigo inimigo dos Estados Unidos durante a Guerra Fria, sempre foi um pivô de operações de espionagem.
A Crise dos Mísseis Cubanos quase levou o mundo a uma guerra nuclear em 1962, depois que a União Soviética começou a colocar armas nucleares na ilha. Após um bloqueio naval norte-americano, Moscou recuou e removeu os mísseis.
Na década de 1960, os soviéticos instalaram uma base de espionagem na Ilha de Lourdes, ao sul de Havana, com antenas parabólicas apontadas para os Estados Unidos. O presidente russo, Vladimir Putin, fechou a instalação em Cuba no início dos anos 2000.
Informações Revista Oeste

Departamento de Defesa dos EUA
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos irá analisar denúncias de um veterano da força Aérea de que o governo norte-americano teria recuperado e abrigado naves extraterrestres
Os Estados Unidos são o alvo de um novo foco de investigações sobre a existência de vida extraterrestre e a possibilidade de eles terem entrado em contato com a humanidade. A Câmara dos Representantes do país irá analisar denúncias de que o governo norte-americano teria abrigado secretamente diversas naves especiais extraterrestres.
De acordo com o presidente do Comitê de Supervisão da Câmara, James Comer, um grupo irá analisar a denúncia de um veterano da Força Aérea, que apresentou informações sobre o que ele afirma serem naves extraterrestres recuperadas e mantidas em segredo pelo governo dos EUA. Ele confirmou a informação ao site NewsNation.
David Grusch, ex-membro da National Geospatial-Intelligence Agency, falou à NewsNation sobre o assunto. “Eles estão recuperando veículos técnicos de origem não humana – chame-os de espaçonaves, se quiser – veículos de origem exótica não humana que pousaram ou caíram”.
Isso inclui espaçonaves de várias outras espécies, de acordo com Grusch, que alega que o governo dos EUA recuperou essas naves não humanas por décadas. “Tenho muitos ex-oficiais de inteligência sênior que vieram até mim, muitos dos quais conheci quase toda a minha carreira, que me confidenciaram que faziam parte de um programa”, disse o denunciante.
Esta é a segunda notícia relacionada a investigação sobre OVNIs divulgada nos Estados Unidos em junho, no dia 1o, a Nasa informou que uma equipe de 16 especialistas e cientistas pretende publicar seu primeiro relatório sobre fenômenos anômalos não identificados até o meio do verão.
“Fenômenos anômalos não identificados realmente chamaram a atenção do público, da comunidade científica e, atualmente, também do governo dos EUA, e nós da Nasa acreditamos fortemente que é nossa responsabilidade trabalharmos juntos para investigá-los com o escrutínio científico pelo qual a Nasa é bem conhecida”, disse Dan Evans, vice-administrador adjunto para Pesquisa e Direção de Missões Científicas da agência.
CNN Brasil

Tamas Marton/Domínio Público
Você já se perguntou por que, nas cafeterias, o cafezinho costuma vir servido junto a um copinho de água com gás? Basicamente, a água com gás que acompanha o café serve para limpar as papilas gustativas, livrando a nossa boca de qualquer sabor residual de algo que comemos ou bebemos antes e garantindo que possamos apreciar bem o sabor daquele café espresso fresquinho. Há, no entanto, alguns usos extras e questões de qualidade do café envolvidas — e vamos explicar tudo isso nesta matéria.
Para começar, calha entender o papel das papilas gustativas na coisa toda. A língua humana é um órgão sensorial, servindo para detectar gosto, textura e temperatura e sendo responsável pelo paladar, um dos nossos sentidos, através dos botões gustativos. Temos cerca de 4000 unidades gustativas na boca, e 75% delas ficam na língua, onde são chamadas de papilas.
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Elas são constantemente renovadas (cada 10 a 14 dias) e reconhecem 4 tipos clássicos de sabor — doce, salgado, amargo e ácido — além de algumas qualidades alimentares já detectadas pela ciência. São eles o umami, gerado pelo glutamato da proteína de origem animal, e os ácidos graxos, ou gordura. O gosto salgado é evocado, especificamente, pelo sal (NaCL), mas todos os outros podem ser gerados por mais de uma substância química, inclusive a partir de suas misturas.
A intensidade dos sabores que sentimos vai depender do número de papilas gustativas que recebe a substância ingerida (e que deve ser solúvel na saliva), além da concentração e composição química do que ingerimos.
Agora que sabemos como as papilas gustativas funcionam, é natural pensar que a água — gaseificada ou não — será ingerida antes do café, para que possamos sentir melhor o seu sabor. Isso está correto, e é corroborado pela tradição das cafeterias, onde se iniciou a prática, servindo a água geralmente junto com o pequeno e forte café espresso italiano.
Limpar a língua e a garganta impede que o sabor do café se misture com o de qualquer coisa que ingerimos anteriormente, e que poderia alterar o seu sabor. Isso também é feito em degustações de vinho, por exemplo, ajudando a realçar o sabor de cada tipo sem interferências. Outro benefício está no fato de que o café é diurético, ou seja, nos faz expelir líquido e desidratar o corpo, e tomar água pode contrabalancear o efeito, nos re-hidratando.
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Alguns guias de etiqueta desaconselham, inclusive, beber água após ou durante a degustação do café — quando o preparo é de qualidade, idealmente gostaríamos de manter o seu sabor na língua e na boca, não precisando “limpar” qualquer amargor ou retrogosto. Isso não quer dizer que, caso você não tenha apreciado o sabor ou não seja muito fã de café, não possa beber a água — apenas fique atento, pois poderia ofender um barista em uma cafeteria mais sofisticada.
Por fim, não há uma diferença tradicional entre água com gás ou sem gás, e acredita-se que a versão gaseificada seja uma herança do costume europeu de servir, local onde a água com gás de fontes naturais (seltzer) é famosa. Neste caso, sinta-se à vontade para seguir seu gosto.
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