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Foto: Divulgação/PMFS

Já foram selecionadas as dez das 36 candidatas inscritas que compareceram à etapa classificatória do Concurso Rainha da Micareta de Feira. Esta seleção ocorreu no Teatro Municipal Margarida Ribeiro na última quarta-feira (29).

A final da competição, que definirá a Rainha da Micareta 2023, será realizada no dia 12 de abril. O Rei Momo da Micareta também será escolhido no mesmo evento. 

O júri, composto por sete personalidades feirenses, como as ex-princesas da Micareta Patrícia Campos dos Santos e Maria José Quintela, assistiu às candidatas em três momentos de apresentação. Maria José, que também foi Miss Feira de Santana na década de 1970, disse que “foi pura nostalgia poder relembrar os velhos tempos”, ao ver o retorno da vida normal com muita alegria.

As candidatas desfilaram para o corpo de jurados e para o público, livres para mostrar suas habilidades e conquistar o júri. Todas foram apresentadas por Edson Batista, organizador do evento há 37 anos, que se emocionou ao falar sobre o concurso e a quantidade de inscritas.

Com informações da Secretaria Municipal de Comunicação Social


Foto: Reprodução

Está tudo pronto para o grito oficial da folia. É que o Esquenta Micareta 2023 já é neste domingo, (2). A festa está marcada para começar bem cedinho, às 13h, na avenida Fraga Maia.

Bandinhas tradicionais, fanfarras, bloquinhos e outras atrações vão passar pelo circuito. Dentre as atrações confirmadas estão o Coletivo Unidos Pelo Samba, Bando das Baraúnas, Pandeirada Tambores Urbanos, Kaia na Gandaia, Mistura Publicitária, Sociedade Filarmônica e Rixô Elétrico.

SECOM PMFS


Foto: Rotativo News

Neste sábado (01), o grupo de pecuaristas se reuniu no evento ‘Alerta S.O.S Agro’, Clube de Campo Cajueiro em Feira de Santana. Mais de 300 proprietários rurais discutiram medidas de prevenção contra às ocupações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O evento contou com a presença de vários presidentes de sindicatos da região e a presença do representante da FAEB Carlos Bahia. No ano de 2023 o MST invadiu cerca de 16 áreas na Bahia.


Vitória de Moro: Projeto sobre prisão em 2ª instância é desarquivado pelo Senado

Foto: Sergio Lima.

O Senado Federal aprovou o requerimento de autoria do senador Sergio Moro (União Brasil-PR) para o desarquivamento do projeto de lei que trata da prisão após condenação em segunda instância.

“E que, doravante, no futuro, nós possamos discutir um momento oportuno para a pauta, mas, neste momento, o desarquivamento eu pediria, porque faz parte, na verdade, de toda essa luta que temos que ter como nação, como país, essa luta contra a impunidade”.

Moro ressalta a importância do retorno da análise do tema com foco no combate à impunidade e à criminalidade em geral.

“Isso não é só a impunidade contra a corrupção, mas a impunidade contra o crime em geral, o crime violento, o crime organizado. E a nossa tarefa não estará completa se nós não nos preocuparmos e não trabalharmos com esse tema”.

O projeto de lei em questão é de autoria do ex-senador Lasier Martins (Podemos -RS) e foi aprovado em 2019 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Casa.

O PLS 166/2018 altera no Código de Processo Penal (CPP) o dispositivo que condiciona o cumprimento da pena de prisão ao trânsito em julgado da condenação, ou seja, esgotamento de todas as possibilidades de recurso.

Atualmente o artigo 283 do CPP prevê que que “ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva”.

De acordo com o projeto aprovado pela CCJ, a prisão poderia acontecer “em decorrência de condenação criminal por órgão colegiado”. A proposta altera o que é hoje considerado “trânsito em julgado”, abrindo a possibilidade para a prisão após condenação em segunda instância.

O texto também altera a redação de outros trechos do CPP para permitir que o tribunal determine execução provisória de penas privativas de liberdade sem prejuízo do conhecimento de recursos que venham a ser apresentados.

Créditos: Diário do Povo.


Por Madeleine Lacsko para o UOL

Os presidentes Lula e Bolsonaro em seus primeiros mandatos. Faixa usada pelo petista em 2003 foi feita nos anos 1990. Bolsonaro usou uma versão mais atual da indumentária, fabricada em 2008 a pedido de Lula - Reprodução
Os presidentes Lula e Bolsonaro em seus primeiros mandatos. Faixa usada pelo petista em 2003 foi feita nos anos 1990. Bolsonaro usou uma versão mais atual da indumentária, fabricada em 2008 a pedido de Lula Imagem: Reprodução 

Enquanto a sociedade e as famílias brigam por Lula e Bolsonaro, os políticos aliados deles se unem em torno de interesses comuns. Que fique bem claro, interesses dos políticos, não do Brasil.

Uma reportagem de Rainier Bragon na Folha de S. Paulo mostra em primeira mão a PEC 9/2023, que pretende reformar outra PEC, de 2022. Logo no primeiro artigo, ela proíbe qualquer punição a irregularidades na aplicação do Fundo Eleitoral até a promulgação da PEC.

Trocando em miúdos, a PEC teria de passar no Congresso, ser aprovada e promulgada para entrar em vigor. A partir desse momento, todas as irregularidades que existem e estão na Justiça simplesmente seriam desmanchadas no ar.

Entre elas, a destinação obrigatória do fundo partidário a candidaturas de mulheres e negros. Existe um percentual mínimo que, por lei, deve ser destinado exclusivamente a essas candidaturas. E aqui falamos de dinheiro público, que vem do contribuinte.

Há quem concorde com essas cotas e há quem não concorde. Mas foi o próprio Congresso Nacional, os políticos eleitos pelos partidos, que decidiram criar essas cotas. Agora eles próprios não cumprem e estão sujeitos às sanções que eles próprios criaram.

Diante dessa realidade, simplesmente somem todas as diferenças que os próprios políticos dizem ao eleitores ser irreconciliáveis. Na Câmara, deputados bolsonaristas e lulistas estão unidos em busca de uma anistia aos seus partidos.

Também existem outras sanções que seriam anistiadas. Da mesma forma, todas elas foram criadas e aprovadas pelos políticos que agora querem se livrar do ônus.

O primeiro ponto que chama a atenção é a união de bolsonaristas e lulistas em torno do tema. São forças políticas que, durante as duas últimas eleições, se comportaram como se fossem absolutamente opostas. Essa movimentação política se fundiu a um fenômeno de polarização tóxica que está esgarçando completamente o tecido social.

Segundo o V-Dem, observatório de democracia da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, polarização tóxica não é polarização política, um fenômeno comum. Trata-se de outra coisa, a desconfiança moral sobre os eleitores de outra tendência política. Cada grupo crê que o outro é a representação do mal. Mais grave ainda, cada grupo crê que é intrinsecamente bom e, por isso, encontra desculpas para as próprias ações de intolerância e violência.

Para além disso, o Congresso Nacional está pagando o preço da espetacularização legislativa. Não fazemos leis pensando em ciência e eficiência, mas em boa vontade e boas intenções. A moralização de quinta categoria domina o debate público e é uma fonte inesgotável de marketing gratuito para políticos.

Foi assim a decisão pelo fim do financiamento de campanhas por empresas. Sem que houvesse qualquer elemento concreto, foi assegurado à população que a medida conteria a corrupção. Acabou? Pois é.

A necessidade de incluir mulheres e negros na política também foi tratada da mesma forma. Existem diversas medidas estruturais para diversificar a realidade dos partidos e da representação política. Optaram pela canetada e apenas pela canetada, instituir cotas de candidaturas e destinação dos fundos públicos de campanha para elas.

É uma oportunidade de ouro para o discurso de mocinho e bandido. Uns dizem que os defensores das cotas irão resolver a desigualdade que não se supera assim. Outros farão o discurso de defesa do mérito pessoal, mesmo sabendo que isso não tem nada a ver com a navegação nas nossas estruturas partidárias.

São necessárias medidas para que o ambiente político deixe de ser tão violento especialmente para mulheres, mas não são tão simples nem rendem tanto marketing. É necessário implementar outras medidas para que negros tenham voz nas estruturas partidárias dominadas por caciques, mas é algo tão complexo que também não rende boa publicidade.

O ideal seria que o Congresso Nacional tivesse a coragem de atacar os problemas já conhecidos das estruturas partidárias e desigualdade. Tudo indica que continuaremos na mesma toada, decidindo com casuísmo e anistiando quando não dá certo.

Informações UOL


O prefeito Colbert Filho nomeou para assumir a pasta do Desenvolvimento Social, Denilton Brito. Ele estava ocupando o cargo interinamente acumulando também a função de presidente da Fundação Egberto Costa. A publicação consta no Diário Oficial Eletrônico deste sábado, 1°.

Considerando o que dispõe a Legislação Federal, o secretário de Desenvolvimento Social assume como Gestor do Fundo Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (FMDPI) e do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FMDCA).

Ainda conforme a publicação, o prefeito exonera Denilton da função de diretor-executivo titular da Fundação Municipal de Tecnologia da Informação e Telecomunicações Egberto Tavares Costa (Funtitec). Agora passa a ser interino neste cargo.

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Pontífice deve celebrar missa do Domingo de Ramos no Vaticano

Papa conversa com a imprensa após deixar o hospital Foto: EFE/EPA/ANGELO CARCONI

O papa Francisco recebeu alta, na manhã deste sábado (1°), do hospital em Roma, na Itália, onde estava internado desde a última quarta-feira (29) para tratar de uma infecção respiratória, que posteriormente foi diagnosticada como uma bronquite infecciosa. Ao deixar o local, ele brincou: “Ainda estou vivo”.

O pontífice já retornou ao Vaticano e, neste domingo (2), irá presidir a missa do Domingo de Ramos, que abre as celebrações da Semana Santa, que acontecerão na Praça São Pedro.

Com 10 anos de pontificado completados no último mês de março, o pontífice tem sofrido recentemente com problemas de saúde. Desde maio de 2022, o papa usa cadeira de rodas devido a dores no joelho direito. Antes disso, em julho de 2021, ele passou 10 dias no hospital para uma operação de cólon.

Francisco já relatou que a operação o deixou com sequelas e que ele decidiu descartar uma cirurgia no joelho. O papa também sofre de uma dor ciática crônica que o obriga a mancar, motivo pelo qual ele teve que renunciar às cerimônias oficiais em algumas ocasiões.

DECLARAÇÕES RECENTES SOBRE LULA
O papa Francisco concedeu entrevista ao canal argentino C5N, de extrema esquerda, que foi transmitida nesta quinta-feira (30). Durante a conversa, o papa saiu em defesa do atual presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e, também, da ex-presidente Dilma Rousseff, sustentando que os petistas são inocentes.

No entendimento de Francisco, Lula foi condenado sem provas, apenas indícios, e criticou o que chamou de uma Justiça que “não é justa”. Ele acredita que o ex-líder sindical foi “vítima” de lawfare (expressão que significa uso do judiciário para fins políticos ou de perseguição pessoal).

O religioso ressaltou que o lawfare encontrou apoio nos meios de comunicação, que “desqualificam e colocam sobre essa pessoa uma suspeita de delito”, acusando a imprensa de ser coparticipante de uma farsa para perseguir Lula.

O papa também elogiou a ex-presidente Dilma Rousseff e mostrou-se um grande admirador da ex-presidente do Brasil. O jornalista que entrevistou o líder católico, Gustavo Sylvestre, afirmou que Lula e Dilma são “inocentes condenados” e o pontífice concordou.

– Uma mulher de mãos limpas. Excelente mulher – enfatizou.

Informações Pleno News


Selo azul ficará restrito a assinantes do plano pago da rede social, que custa R$ 42 por mês. Políticos, empresas e organizações governamentais ou multilaterais têm outros distintivos.

Pessoas mundialmente conhecidas podem perder selo de verificado  — Foto: Reprodução

Pessoas mundialmente conhecidas podem perder selo de verificado — Foto: Reprodução 

Em mais uma medida polêmica de Elon Musk, o Twitter anunciou que começará neste sábado (1º) a eliminar o selo azul e gratuito de verificação, que antes era distribuído a pessoas notáveis na música, esporte, imprensa e em outras categorias. 

A medida foi divulgada no último dia 23. Segundo a companhia, a partir de agora, só terão o selo azul as pessoas que comprarem o Twitter Blue, plano pago da rede social que custa R$ 42 ao mês. 

A verificação paga é um símbolo do comando de Musk, que já chamou o sistema antigo de “uma m****”” e ressaltou a necessidade da empresa gerar novas fontes de renda. 

O astro do basquete LeBron James ironizou a iminente retirada de seu selo. “Bem, acho que meu selo azul vai embora em breve porque se você me conhece eu não vou pagar”, escreveu em sua conta. 

Até mesmo contas como de celebridades como Neymar têm alerta da rede social por terem sido verificados com sistema antigo — Foto: Reprodução/Twitter

Até mesmo contas como de celebridades como Neymar têm alerta da rede social por terem sido verificados com sistema antigo — Foto: Reprodução/Twitter 

Empresas e ONGs também pagam

Além das contas que pagam o Twitter Blue, também continuarão verificados, com selo cinza, os perfis de membros de governo e de organizações governamentais ou multilaterais, como é o caso do perfil do presidente Lula, por exemplo. 

Empresas e organizações não-governamentais recebem o selo da cor ouro e têm que pagar. Mas o Twitter deixará que elas mesmas aprovem a extensão do selo para perfis afiliados. 

Neste caso, o símbolo de “verificado” conterá o logo da organização. E os perfis afiliados também serão mencionados na conta da empresa no Twitter. 

Nos Estados Unidos, a verificação para a conta principal custará US$ 1.000 por mês e a dos afiliados, US$ 50. Mas o “New York Times” reportou que o Twitter deverá isentar dessa cobrança as 10.000 organizações com mais seguidores e as 500 com maiores gastos em publicidade que já contavam com o selo dourado. O jornal disse que teve acesso a um documento interno sobre essa medida. 

Conta do Google no Twitter: selo dourado de verificação para empresas é dourado — Foto: Reprodução

Conta do Google no Twitter: selo dourado de verificação para empresas é dourado — Foto: Reprodução 

Segundo a rede social, já aderiram ao novo sistema equipes esportivas, empresas jornalísticas e do setor financeiro, além das 500 maiores empresas na lista da “Forbes”. E, desde quinta, o programa está aberto globalmente. 

Um dos primeiros anúncios de Musk como presidente-executivo do Twitter foi o de que o selo de verificado passaria a ser concedido a todos que pagassem o Twitter Blue. 

“O atual sistema de senhores e camponeses do Twitter para quem tem ou não uma marca de verificação azul é uma m****”, escreveu Musk, em sua conta na rede social. 

“Poder ao povo! [Twitter] Blue por US$ 8 por mês”, completou.

O plano não deu muito certo no começo e teve de ser relançado, depois do surgimento de milhares de perfis falsos de celebridades e de empresas com o selo de verificado.

Informações G1


Apenas 3,7% dos candidatos foram aprovados no último exame, aplicado no segundo semestre de 2022. Brasileiros ou estrangeiros formados em medicina em outros países precisam passar no Revalida para poder trabalhar no Brasil.

Médicos se preparam para fazer o Revalida — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Médicos se preparam para fazer o Revalida — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil 

“A taxa de aprovação no último Revalida, feito no segundo semestre de 2022, foi de apenas 3,75% – é a menor em toda a história do exame, que começou a ser aplicado em 2011 para autorizar médicos formados no exterior a trabalhar no Brasil. Cerca de 96% dos candidatos que fizeram as provas foram reprovados na primeira ou na segunda etapa e, com isso, não conseguiram revalidar os diplomas. 

Médicos brasileiros que se formaram em universidades estrangeiras e que fizeram o Revalida recentemente reclamam de aumento indevido na nota de corte (pontuação mínima para o candidato ser aprovado), de inconsistências no conteúdo das provas e de falta de coerência na hora da correção

Sem o Revalida, brasileiros ou estrangeiros formados em medicina em outros países não podem solicitar o registro nos conselhos de medicina do Brasil. O chamado ‘CRM’ autoriza o médico a trabalhar no país.

No Revalida 2022/2, mais de 7 mil candidatosestiveram presentes na primeira etapa, composta por questões objetivas e discursivas. Desses, apenas 863 passaram para a segunda etapa, que é a parte prática. Ao final, apenas 263 conseguiram passar no exame (entenda abaixo como são as provas). 

Os resultados foram divulgados na semana passada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que coordena o Revalida, após duas semanas de atraso. 

Candidatos afirmam que as provas são “feitas para reprovar” e apontam um possível “boicote” aos formados no exterior. Muitos tiveram recursos negados pelo órgão e acionaram a Justiça para tentar reverter o resultado. 

“Estamos presenciando erros de elaboração grotescos. E isso impossibilita que os candidatos alcancem a pontuação necessária para passar nas provas”, disse ao g1 o médico brasileiro Bryan Nasato, formado no Paraguai e morador de Quatro Barras (PR). 

Nesta reportagem, você vai saber: 

  • Como são as provas
  • O histórico de aprovações
  • A possibilidade de mudança no exame
  • As polêmicas: nota de corte, valores, aplicação e correção das provas

O Revalida foi criado em 2011 pelo Inep para centralizar o processo de validação de diplomas de medicina no Brasil – anteriormente, isso era feito diretamente em universidades públicas brasileiras, mas cada uma adotava métodos próprios, o que bagunçava o processo. 

O médico formado no exterior precisa passar por duas etapas para conseguir revalidar o diploma junto a uma universidade pública brasileira: 

  • Na 1ª etapa, são 150 questões: 100 objetivas e 50 discursivas;
  • A 2ª etapa vale 100 pontos e testa as habilidades clínicas do médico com exercícios práticos.

A prova prática é dividida por estações que simulam atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) com a participação de atores. No total, são 10 estações, que abrangem cinco grandes áreas da medicina: clínica médica, medicina da família, pediatria, cirurgia e ginecologia e obstetrícia. 

Em cada local, o médico tem 10 minutos para seguir uma lista de tarefas determinada e dar as respostas corretas sobre a saúde do “paciente”, indicando diagnóstico, tratamento e encaminhamento, por exemplo. A cada acerto, o médico ganha pontos, que são somados ao final. 

Nessa etapa, o candidato não é avaliado no momento da prova: tudo é gravado em vídeo para posterior correção

O médico que busca a revalidação do diploma precisa atingir a nota de corte em cada etapa. É a nota mínima para conseguir a aprovação, que é definida cerca de um mês antes da aplicação das provas (siga lendo a reportagem para entender melhor como a nota de corte é calculada). 

Revalida: na prova prática, médicos precisam seguir uma lista de tarefas em cada estação; veja dois exemplos — Foto: Inep/Reprodução

Revalida: na prova prática, médicos precisam seguir uma lista de tarefas em cada estação; veja dois exemplos — Foto: Inep/Reprodução 

Histórico de aprovações (e reprovações)

Até agora, foram feitas 11 edições do Revalida, com mais de 65 mil inscrições e 12 mil aprovações

Na série histórica, as taxas de aprovação do Revalida variaram de 3,7% em 2022/2 até 33,2% no exame de 2021. Até então, a mais baixa era a da edição de 2017 (4,8%). O cálculo foi realizado com base no número de candidatos presentes na primeira etapa e o número de aprovados na segunda, a partir de dados públicos do Inep. 

A procura pelo exame aumentou a partir de 2020. 

❌ Um dos motivos foi uma paralisação no Revalida em 2018 e 2019 por conta de atrasos no andamento da edição de 2017. Desde 2022, são dois exames por ano, após mudança na legislação; 

🥼 Outro foi um ‘boom’ de brasileiros que, nos últimos anos, optaram por estudar em outros países, principalmente da América Latina; 

💰 Lá fora, os cursos de medicina chegam a ser até quatro vezes mais baratos do que em universidades particulares brasileiras, onde a mensalidade ultrapassa os R$ 10 mil; 

🌎 Há também a questão geográfica: em localidades de fronteira, como Acre e Mato Grosso do Sul, às vezes é mais viável morar e estudar em outro país do que se deslocar aos grandes centros urbanos do próprio estado ou para outras regiões brasileira. 

Não há dados oficiais que mostram a alta pela procura pela medicina no exterior. Mas, nas 11 edições do Revalida, mais da metade dos inscritos afirmou ser brasileiro.

  • No Revalida do segundo semestre de 2022, dos 7.577 inscritos, 4.954 nasceram no Brasil. 
  • Sobre o país de origem do diploma, os top cinco da 2ª etapa do exame do ano passado foram: Bolívia, Cuba, Paraguai, Argentina e Venezuela – quatro fazem fronteira com o Brasil. 

As polêmicas do Revalida

Médicos que tentam revalidar o diploma ou que já passaram pelo exame afirmaram ao g1 que o Revalida sempre foi considerado “difícil”, mas “problemático”. As reclamações sobre o formato e correção do exame cresceram entre os candidatos a partir de 2020. 

Formado em medicina no campus da Universidad del Pacífico, localizado na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, que faz fronteira seca com a brasileira Ponta Porã (MS), o médico Bryan Nasato reclama que, dos 100 pontos em jogo na última prova prática do Revalida, aplicada em dezembro de 2022, 40,35 apresentavam inconsistências. 

Para os candidatos, os principais problemas foram: 

  • Erros de elaboração: no gabarito, constavam itens que não apareceram na ordem de tarefas no dia da prova;
  • Erros de pontuação: o candidato cumpre a tarefa, mas não é pontuado;
  • Falta de clareza: a prova não segue as orientações do Ministério da Saúde em relação a tratamentos e diagnósticos, por exemplo, e não deixa claro qual referência deve ser usada;
  • Erros de correção: os candidatos verbalizam o que precisa ser dito, mas não ganham os pontos. Em alguns casos, houve problemas de áudio na gravação da prova;
  • Mal preparação dos atores: segundo os revalidandos, os atores que participam dos atendimentos simulados têm acesso ao roteiro de falas horas antes da aplicação da prova, o que pode prejudicar os candidatos. 

Comigo aconteceu isso: eu perguntei se o filho da paciente tinha tomado a vacina da influenza. Ela me respondeu que sim. E, com isso, eu não indiquei a vacina, porque a criança já tinha tomado. Só que ela deveria ter dito que não, porque o Inep cobrava no gabarito a indicação dessa vacina. Outras atrizes, na prova de outras pessoas, responderam que não. Acabei prejudicado. 

— Médico Bryan Nasato, candidato do Revalida 2022/2 

Situação parecida passou Davi Torres, formado em medicina na Universidade de Morón, na Argentina. Ele busca a revalidação do diploma após passar em primeiro lugar no concurso da Marinha do Brasil. Porém, não passou por 6,15 pontos, algo que considera injusto. 

“Eu falei pedra na vesícula e na prévia do gabarito estava colelitiase. É a mesma coisa. E me tiraram pontos”, afirmou o médico, que tentará rever o resultado na Justiça para conseguir assumir a vaga. 

O médico Carlos André de Castro Martins, formado na Universidad del Norte, no Paraguai, tenta revalidar o diploma de medicina desde 2017. Na prova do primeiro semestre do ano passado, conseguiu 3,25 pontos após recurso administrativo, mas foi reprovado por meio ponto

Em uma das estações, Carlos disse ter indicado oxigênio com máscara para o paciente. Mas não verbalizou a palavra “oxigenioterapia”, que indica o procedimento. Com isso, perdeu 1 ponto. 

“Há questões a qual eu creio que as respostas foram adequadas e não foram corrigidas através do recurso administrativo. Foi um erro grosseiro na correção da minha prova”, disse o médico. 

O g1 questionou o Inep sobre os problemas no Revalida relatados pelos candidatos, mas não teve retorno. 

➡ Há ainda reclamações de aumento indevido nas notas de corte: desde 2020, os candidatos precisam acertar mais de 60% das provas na primeira e na segunda etapa para passar no Revalida. Pelo método de cálculo estabelecido pelo Inep, a nota de corte é baseada no nível de dificuldade das questões: quanto mais difícil a prova, menor deve ser a nota de corte. 

Segundo candidatos e professores de cursinhos, o exame está cada vez mais complexo, ao mesmo tempo em que a nota de corte aumenta. “Tudo caminha para a reprovação: começa com a nota de corte, passa pela prova mal elaborada até a correção inadequada”, lamentou o médico Bryan Nasato. 

“É um fato que a prova está cada vez mais difícil. O nível de exigência tem crescido e isso faz com que os candidatos busquem uma preparação mais qualificada para fazer a prova”, avaliou a médica Thamyres Souza Areia, que passou no exame em 2022 e hoje dá aulas no cursinho Estratégia MED exclusivamente para candidatos do Revalida. 

Na instituição, o número de alunos quase dobrou nos últimos anos: passou de 2,7 milmatriculados em 2021 para 5,1 mil no ano passado. Para 2023, a tendência também é de aumento na procura. 

➡ O valor para fazer as provas também é objeto de reclamação: são duas taxas de inscrição, de acordo com a primeira e a segunda etapas. De 2017 para 2020, o valor para fazer a prova prática subiu 640%. Hoje, o candidato precisa desembolsar R$ 4.516,09 para fazer as duas provas. 

O presidente do Inep, Manuel Palácios, levantou a possibilidade de fazer mudanças no Revalidadurante uma reunião com médicos revalidandos, em março deste ano. Mas nenhum prazo foi dado. 

O encontro foi mediado pelo senador acreano Alan Rick (União), autor da lei que permitiu que o exame fosse realizado duas vezes ao ano. Segundo o senador, Palácios foi “muito incisivo” na necessidade de rever o atual método de revalidação de diplomas de medicina estrangeiros. 

“Fizemos um levantamento das questões que consideramos equivocadas na prova prática. Na soma, deu mais de 27 pontos de erros e equívocos nas questões e no gabarito”, afirmou o senador ao g1

Uma das mudanças propostas ao governo federal é que a segunda etapa do Revalida seja feita dentro de um posto de saúde. O médico revalidando atenderia um paciente real – não um ator – sob a supervisão de um médico-tutor, que avaliaria se o candidato está apto para atuar no SUS brasileiro. 

Para Alan Rick, a busca pelo diploma de medicina no exterior já é uma realidade entre brasileiros, principalmente pela questão financeira, mas também pela alta concorrência nas universidades públicas “O governo brasileiro não pode fechar os olhos para isso. A prova do Revalida precisa ser mais dinâmica e menos burocrática”, disse. 

“Eu sou de um estado que, principalmente no interior, a média de médicos por mil habitantes é de 0,6, o que é baixíssimo e prejudica demais a população. Temos que aumentar esse provimento”, falou.

Informações G1


76 países assinaram um documento que exige a retirada imediata das tropas russas do território ucraniano

Lula Foto: Ricardo Stuckert/PR

A Cúpula da Democracia apresentou uma declaração que condena a Rússia pela guerra na Ucrânia e pede a retirada imediata das tropas russas do território ucraniano.

O documento foi assinado por 76 países, mas o Brasil decidiu por não assinar. O evento virtual para endossar o documento aconteceu nesta quarta-feira (29) e o governo brasileiro enviou um representante, uma vez que o presidente Lula estava com viagem programada para China, antes de adoecer por pneumonia.

A carta enviada pelo petista, porém, faz defesa à democracia, desigualdade social, inclusão de minorias, mas não condena os ataques feitos pela Rússia contra a Ucrânia.

A guerra completou um ano em fevereiro, deixando mais de 100 mil soldados ucranianos mortos e mais de 30 mil civis mortos.

A Cúpula da Democracia é formada por mais de 100 países. Juntos, eles tentam isolar a Rússia e a China em nome do combate ao autoritarismo e a corrupção.

O documento assinado exige a “imediata, completa e incondicional” retirada dos soldados russos da Ucrânia.

– Pedimos às partes no conflito armado que cumpram suas obrigações sob o direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário (…) Apoiamos fortemente a responsabilização pelos crimes mais graves sob o direito internacional cometidos no território da Ucrânia por meio de investigações e processos apropriados, justos e independentes ao nível nacional ou internacional, e para garantir justiça para todas as vítimas e a prevenção de crimes futuros – diz trecho do documento que não recebeu apoio do governo brasileiro.

Informações Pleno News