
Grupos de manifestantes protestaram contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em diversas cidades do Brasil no feriado de 15 de novembro. Eles pediram o impeachment do presidente, manifestaram apoio ao voto impresso nas próximas eleições e defenderam a restrição dos poderes do Supremo Tribunal Federal. Além disso, alguns participantes expressaram apoio à guerra contra o grupo terrorista Hamas levando bandeiras de Israel. As cidades onde ocorreram os atos incluem Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Goiânia, Natal, Florianópolis, Cuiabá, Fortaleza, Recife, Belo Horizonte, Vitória e Salvador.
Em São Paulo, os manifestantes se reuniram inicialmente na Avenida Paulista, mas enfrentaram dificuldades de mobilização devido a mudanças de última hora no local autorizado pela Polícia Militar para a concentração do ato. O protesto teve início por volta das 14h30.
No Rio de Janeiro, centenas de manifestantes vestidos com as cores verde e amarelo se encontraram na orla da praia de Copacabana, próximo à rua Miguel Lemos. O ato começou por volta das 9h30. Alguns participantes do protesto reclamaram da ação da guarda municipal, que teria apreendido bandeiras de supostos vendedores irregulares.
Em Belo Horizonte, a reunião aconteceu na Praça da Liberdade e também começou pela manhã. A principal reivindicação foi o fim do governo Lula.
A manifestação em Brasília ocorreu no Eixão, avenida que fica fechada nos feriados para lazer. Imagens divulgadas na rede social Twitter mostraram o desembargador aposentado Sebastião Coelho da Silva, que ficou famoso ao falar no julgamento dos réus de 8 de janeiro que os ministros do STF são “as pessoas mais odiadas deste país”.
Políticos de direita restringiram sua participação nos atos e não publicaram fotos ou referência aos protestos em suas redes sociais. A falta de participação deles na preparação dos atos teria enfraquecido as manifestações.
Gazeta Brasil

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Pioraram as expectativas de mercado para o Resultado Primário do Governo Central de 2023. Foi registrado alta de R$ 3,4 bilhões no déficit projetado para 2023, que passa de R$ 110,1 bilhões para R$ 113,5 bilhões entre as apurações de outubro e novembro.
Para os anos de 2024, 2025 e 2026, registra-se uma piora nas expectativas de resultado primário. Em 2024, houve um aumento da projeção de déficit primário do Governo Central de 7,0 p.p quando comparado com a mediana das projeções registradas no mês anterior. Em relação a 2025, o aumento foi de 7,4 p.p e, em 2026, elevação de 14,8 p.p.
Os dados constam no Relatório do Prisma Fiscal de novembro, divulgado pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
Por outro lado, melhorou a evolução do PIB de 2023 e 2024, assim como queda nas estimativas relacionadas à Dívida Bruta do Governo Geral.
A previsão para o PIB nominal de 2023 passou para R$ 10,6 trilhões, ante R$ 10,6 trilhões. Para 2024, o PIB nominal é calculado em R$ 11,3 trilhões, frente à estimativa anterior de R$ 11,3 trilhões.
Em novembro, a estimativa mediana do mercado indica que a dívida bruta alcançará 75,81% do PIB neste ano (ante projeção anterior, de 76%) e 78,8% em 2024 (frente 79%, na estimativa de agosto).
o Antagonista

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, usou seu perfil na rede social X, antigo Twitter, nesta quarta-feira (15), para fazer duros ataques aos jornais O Globo e Estadão, além de estender sua artilharia à imprensa brasileira.
Em um ataque de fúria contra a grande mídia, a deputada citou “a arrogância dos editoriais” dos referidos jornais, declarou que “querem censurar o presidente Lula”, se dirigiu pejorativamente ao que chamou de “donos da nossa imprensa”, acusou a imprensa brasileira de “sancionar a retaliação bárbara e desproporcional do governo Netanyahu”, e após exaltar a figura de Lula, disse que “é isso que incomoda tanto os donos mesquinhos da nossa imprensa”.
– É impressionante a arrogância dos editoriais do Globo e Estadão de hoje. Querem censurar o presidente Lula, determinar as palavras que ele pode ou não pode dizer sobre o massacre da população civil em Gaza. A mesma censura que nos impõem sobre manifestações em solidariedade aos palestinos ao redor do mundo. Precisamos recorrer à mídia estrangeira para saber das marchas de centenas de milhares na Europa e até nos EUA, porque os donos da nossa imprensa não admitem que há dois lados nessa guerra, não apenas o que eles apoiam.
– Aferram-se a uma discussão bizantina, sobre o emprego da palavra terrorismo, para no fundo sancionar a retaliação bárbara e desproporcional do governo Netanyahu aos condenáveis ataques do Hamas a civis de Israel.
Gleisi, que tem em seus posicionamentos a consonância com o presidente Lula, cacique da legenda, continuou seus ataques sem parcimônia. Ela citou cada palavra atribuída a Lula ou ao seu governo nos editoriais e rebateu a cada uma das expressões.
– “Primitivo” é impor a lei do mais forte numa região ocupada por meio da violência. “Desequilíbrio” é escolher entre seres humanos os que podem ser mortos e aqueles que podem matar. “Descabido” é proibir Lula de receber um artista como Roger Waters por causa de suas posições políticas.
E finalizou enaltecendo a figura central do Partido dos Trabalhadores, em uma visão muito peculiar de protagonismo diplomático conquistado por Lula.
– Lula elevou o Brasil a um protagonismo inédito na diplomacia internacional, até por expor corajosamente os limites do sistema unipolar em que vivemos. É isso que incomoda tanto os donos mesquinhos da nossa imprensa.


BOLSONARO PAGOU CARO AO CRITICAR IMPRENSA
Petistas são lembrados por acusarem o presidente Jair Bolsonaro (PL) de atacar a democracia cada vez que, em seus quatros anos de governo, criticou a imprensa.
Na última segunda-feira (14), o líder conservador indenizou em R$ 72.551,74 o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, já que a Justiça entendeu que as críticas de Bolsonaro caracterizaram assédio moral à categoria e atentou contra a imagem e honra dos profissionais de imprensa.
Conservador, o ex-presidente foi exaustivamente criticado pela grande mídia brasileira, que é vista por muitos como progressista, alinhada às pautas de esquerda.
Pleno News

Foto: José Cruz/Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma na próxima quinta-feira, 16, um julgamento que pode proibir a revista íntima em presídios. A sessão vai analisar a legalidade da prática, assim como as provas adquiridas por meio dela.
O ministro Gilmar Mendes pediu destaque do plenário virtual quando o julgamento estava com 5 votos a favor da proibição da revista íntima contra 4 votos contrários.
Agora, o tema de repercussão geral volta a ser analisado no plenário do STF, e os ministros podem mudar os votos. A votação do assunto começou em maio. Os ministrosLuís Roberto Barroso, Rosa Weber, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia acompanharam o voto do relator Edson Fachin pela inconstitucionalidade da norma que prevê a revista íntima.

A consideração dos ministros foi que a revista íntima antes do ingresso nas prisões viola os princípios da dignidade da pessoa humana e da proteção à intimidade, à honra e à imagem dos visitantes.
Eles também votaram por considerar as provas obtidas da revista íntima como ilegais, inclusive em caso de drogas, celulares e cigarros. Já os ministros Alexandre de Moraes, Nunes Marques, Dias Toffoli eAndré Mendonçadivergiram, e votaram contra a proibição da revista íntima. Com a nova votação, todos os votos anteriores serão zerados para a análise.
O julgamento acontece por um recurso do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS) contra a decisão do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RS) que absolveu uma mulher que levava 96 gramas de maconha no corpo para entregar ao irmão no Presídio Central de Porto Alegre.
O TJ-RS alegou que a prova foi produzida de forma ilícita, em desrespeito às garantias constitucionais da vida privada, da honra e da imagem. O tribunal considerou a revista no presídio vexatória.
Revista Oeste

O segundo suspeito de envolvimento na morte da cantora gospel Sara Mariano foi preso na noite de terça-feira (14). A informação foi confirmada no início desta quarta (15) pelo delegado Euvaldo Costa, responsável pela investigação do caso. A Polícia Civil ainda não detalhou quem é a pessoa, nem as circunstâncias da prisão.
O primeiro suspeito preso foi o marido da cantora gospel, Ederlan Santos Mariano, que é o principal investigado pelo assassinato. A prisão dele ocorreu no dia 28 de outubro, quatro dias após o desaparecimento da vítima.
Os delegados que atuam no caso afirmam que ele admitiu o crime. No entanto, a defesa de Ederlan nega a confissão. O caso é investigado pela 25ª delegacia de Dias D’Ávila, na região metropolitana de Salvador.
Ao chegar para audiência de custódia no dia 31 de outubro, no fórum de Dias D’Ávila, estava algemado. Ele foi escoltado por um policial e seguido por equipes de imprensa. Várias pessoas aguardavam nas dependências da comarca. Na saída, um volume ainda maior de moradores aguardava do lado de fora.
Além de ter sido hostilizado, ele teve o cabelo puxado por uma manifestante. Várias pessoas tentaram agredi-lo, mas a polícia conteve a multidão. Depois da audiência, Ederlan foi levado para a delegacia onde estava detido, antes de ser transferido para o Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.
Quando foi detido temporariamente, a polícia constatou que houve clara intenção de Ederlan “em destruir as possíveis provas que estavam armazenadas no celular da vitima e prejudicar as investigações dos fatos, bem como impedir a aplicação da lei pena”.
A polícia ainda não sabe de que forma Sara Mariano foi assassinada, porque o corpo dela foi encontrado parcialmente carbonizado. Somente laudos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) vão apontar se e como ela foi assassinada antes de ter o corpo carbonizado, ou se foi queimada viva.
G1

No mês de outubro o índice de preços dos combustíveis em Feira de Santana apresentou uma variação negativa de 2,3% em relação ao mês de setembro. Essa variação negativa do índice, após três meses consecutivos de alta, foi impactada pelos preços do diesel, da gasolina, do etanol e do GNV que caíram 1,31%, 2,01% e 4,71% e 6,19%, respectivamente. O preço do GLP, por outro lado, apresentou um aumento de 2,36%.
A relação entre os preços médios do etanol e da gasolina reduziu de 0,71 em setembro para 0,69 em outubro, o que faz com que os consumidores que possuem veículos flex sigam considerando substituir gasolina por etanol.
Segundo a equipe do Programa “Conhecendo a Economia Feirense: o custo da cesta básica e indicadores socioeconômicos” da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), os preços médios de cada combustível coletados no mês de outubro foram os seguintes: gasolina (R$ 5,84/l), diesel (R$ 6,04/l), etanol (R$ 4,05/l), GNV (R$ 3,94/m³) e botijão de 13 Kg de GLP (R$ 95,34).
Com a queda no índice de preços dos combustíveis verificada em outubro o acumulado do ano passa a apresentar ligeira queda de 0,36% na média dos preços. O arrefecimento dos preços dos combustíveis ao longo de 2023 tem ajudado no processo de desinflação da economia.
Confira aqui o boletim.
*UEFS.BR

O Centro de Abastecimento de Feira de Santana segue funcionando nesta quarta-feira (15), feriado da Proclamação da República, até às 14h.
A reportagem do Acorda Cidade esteve no entreposto comercial, e constatou forte movimento de clientes e comerciantes no local.
Andrea Silva, trabalha com venda de bananas. Ao Acorda Cidade, ela contou que chegou no Centro de Abastecimento por volta de 3h da manhã.
“Essas bananas são da cidade de Bonito, ali na região da Chapada Diamantina. Hoje o Centro funciona até 14h, o movimento está normal, inclusive já começou desde 3h da manhã, porque a gente não pode parar, somos nós que fornecemos as mercadorias para os outros comerciantes, para os mercados, então por isso que chegamos cedo aqui”, afirmou.
Nesta quinta-feira (16), o funcionamento segue de forma normal.

Com informações do repórter Paulo José do Acorda Cidade

A guerra equivocada do jornalismo contra as Notas da Comunidade é ruim para a imprensa e prova a necessidade de mecanismos como esse criado pelo Twitter.
O mecanismo foi lançado oficialmente em 2021 —portanto, antes da era Elon Musk— e implementado gradualmente seguindo o plano original. Hoje, ele funciona como uma nota que adiciona contexto ou corrige informações de postagens.
Desde o último final de semana, há uma verdadeira guerra de jornalistas contra o tal sistema. Obviamente é passível de críticas, mas não se trata disso: o problema foi inventar coisas que não existem.
A primeira delas é que seria obra de Elon Musk. Não é. A segunda é que seria uma checagem de fatos substituindo moderadores. Também não é.
Para além das discordâncias com os fatos, há uma evidente dificuldade de raciocínio lógico. Se imagina que o sistema poderia funcionar à semelhança das redes de fake news. Ocorre que ele exige inscrição e tem um algoritmo para usar a polarização como equilíbrio de opiniões. O código desse algoritmo estava aberto na internet para escrutínio antes mesmo do lançamento da ferramenta.
A lógica de funcionamento é na mentalidade cripto. Se trata de algo na mesma lógica de produção coletiva de conhecimento utilizada pela Wikipedia.
Há aqui uma disputa de poder, a de quem teria o condão de determinar a verdade. Vivemos tempos em que as pessoas não têm vergonha de demonstrar o quanto são infantilizadas. Há os que chegam ao absurdo de defender publicamente a criminalização da mentira. Seria cômico se não fosse trágico.
Nessa lógica, jornalistas e agências de checagem deveriam, como especialistas, ter o condão de determinar o que é verdade. Há uma lógica muito próxima dessa e muito famosa por aí no mundo, a de que o governo determina o que é a verdade e o jornalista repete. No mundo adulto, tudo isso é delírio.
Uma reportagem no final de semana elencou quatro notas da comunidade que aparentemente teriam problemas de checagem ou mostrariam uso político da ferramenta. As quatro estavam corretas. Custava achar uma com problema e usar?
Além disso, o jornal coloca no título que as Notas da Comunidade são um desafio para o TSE nas eleições de 2024. O Tribunal Superior Eleitoral jamais se pronunciou sobre o tema. Ninguém entendeu por que não foram problema nas eleições de 2022, muito mais acirradas, mas serão agora. Também não há explicações.
Existe um raciocínio tão imbecil quanto popular de que seres humanos avaliam o conteúdo e aceitam desmentidos apenas pela análise de fatos. Não funciona assim, o interlocutor é importantíssimo para gerar abertura para ouvir ou fechar nossos ouvidos.
Por isso agências de checagem não são aceitas por pessoas que já desconfiam do jornalismo: o emissor não muda. O Notas da Comunidade vence essa barreira porque as pessoas não conhecem o emissor, mas se identificam com ele, como se fizessem parte do grupo. Isso significa que estão abertas a dar atenção ao conteúdo.
Já há duas experiências antigas e que precedem agências de checagem com muito sucesso. São os sites Boatos.org e E-farsas, famosíssimos naquelas épocas de correntes de e-mail. Eles são atualizados nas principais conversas dos usuários e falam de tudo, não apenas de política ou temas nacionais. O que estiver bombando nas redes irá parar ali, inclusive golpes famosos no momento. Nunca tiveram rejeição por isso, são “gente como a gente” para a maioria do público.
Atualmente, 200 mil pessoas de 44 países foram aprovadas para fazer parte do sistema Notas da Comunidade. Não basta criar um perfil. É preciso ter pelo menos seis meses ativo, jamais ter infringido as regras do Twitter e fornecer à empresa um telefone válido, pelo qual sua identidade real será confirmada.
Essa identidade não é revelada para o grupo; cada um tem um pseudônimo. Primeiramente, a pessoa avalia as notas de acordo com parâmetros de acuidade, boas fontes e adequação da linguagem, que não pode ser ofensiva nem tendenciosa. Dependendo de como se sair nessa atividade, a pessoa passa a poder escrever suas próprias notas, submetidas ao grupo.
Eu conheço pessoas que fazem parte do sistema e têm críticas, veem formas de torná-lo mais transparente e impedir a gamificação de opiniões. Até elas consideram que as manifestações da imprensa nos últimos dias estão mais para galhofa do que para crítica.
Eu estou rezando para que seja simplesmente má-fé, que não seja um engano honesto. Prefiro conviver com isso. Se realmente a imprensa está tão desconectada da realidade e dá lugar a raciocínios com tamanha precariedade lógica e cognitiva, o gato subiu no telhado.
O Antagonista/Madeleine Lacsko
Banco Safra lista dívidas cobradas por diferentes credores para pedir bloqueio de bens da apresentadora Ana Hickmann e de Alexandre Corrêa

São Paulo — A apresentadora Ana Hickmann, o seu marido, Alexandre Correa, e a empresa do casal, Hickmann Serviços Ltda, acumulam R$ 14,6 milhões em dívidas, segundo levantamento feito pelo Banco Safra e usado pela instituição para pedir o bloqueio de bens deles — o pedido foi indeferido no início deste mês.
O valor, de acordo com o banco, deriva da soma de 46 processos de cobrança movidos contra o casal e a empresa deles no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Entre as ações judiciais, há dívidas por empréstimos bancários, de condomínio e de IPTU.
O casal está afastado desde o último sábado (11/11), quando Ana Hickmann registrou boletim de ocorrência contra o marido por lesão corporal e violência doméstica na casa onde moram, em Itu, no interior paulista. Nesta segunda-feira (13/11), Alexandre Correa confessou a agressão.
No último dia 25/10, o Banco Safra pediu o bloqueio de bens do casal em processo no qual cobra dívida de R$ 356 mil por empréstimo realizado em maio. O pagamento seria feito em 36 parcelas mensais, com início em julho. Segundo o banco, no entanto, Ana Hickmann e Alexandre Correa não honraram o compromisso.
O advogado que representa o banco afirmou na ação que as dívidas de R$ 14,6 milhões acumuladas pelo casal diminuem as chances de que o empréstimo contraído no Safra seja pago.
“Os fatos abaixo aduzidos demonstram a premente necessidade de concessão de tutela de urgência de natureza cautelar para que seja realizado o arresto liminar de bens e direitos dos Executados. É inegável que tal fato evidencia a fragilidade das chances de o Exequente satisfazer seu crédito, pelo que se exige adoção de medidas efetivas pelo Poder Judiciário”, diz o advogado no processo.
No último dia 8/11, o pedido foi negado pelo juiz Evandro Lambert de Faria. “O fato de existirem outras execuções em face dos devedores não tem o condão de, por si só, autorizar a constrição patrimonial, o que torna o seu deferimento prematuro nessa fase processual”, assinalou o magistrado.
Em outro processo, o Banco do Brasil (BB) exige o pagamento de uma dívida de R$ 1,2 milhão. O próprio Alexandre Correa foi quem acionou a Justiça para tentar acordo.
Ao jornal Folha de S.Paulo ele afirmou que a cobrança do BB é predatória e gananciosa. “Vida de empresário aqui no Brasil é dura. Temos vários negócios e, graças a Deus, alguns prosperam bem, mas outros, nem tanto. Tínhamos uma relação saudável com o banco, mas infelizmente eles endureceram numa negociação, e nós achamos a postura deles predatória e gananciosa.”
Em outubro, a Hickmann Serviços Ltda já havia sido notificada a respeito de outro processo judicial – ação com valor acima de R$ 2,4 milhões –, movido por uma cooperativa que alegou não ter recebido o pagamento de um empréstimo.
Procurada pelo Metrópoles, a defesa de Ana Hickmann e de Alexandre Correa disse que não iria se manifestar sobre os processos “por questões éticas”.
Informações Metrópoles
Luciane Barbosa Farias, mulher de líder do Comando Vermelho, veio à capital federal com a ajuda do Ministério dos Direitos Humanos

O governo Lula custeou as passagens de Luciane Barbosa Farias, conhecida como “Dama do Tráfico”, para uma viagem a Brasília.
A ajuda de custo partiu do Ministério dos Direitos Humanos, que realizou um evento entre 6 e 7 de novembro, do qual Luciane participou. A revelação foi feita por ela, nesta terça-feira, 14, durante uma entrevista coletiva.

Conforme a pasta, “o Comitê estadual do Amazonas indicou Luciane como representante a participar do evento”, acrescentando em seguida que “todos os convidados tiveram suas passagens e diárias custeadas”.
De acordo com o ministério, o comitê responsável pelo ato possui “autonomia orçamentária e administrativa”. Além disso, “o custeio de passagens e diárias foi realizado com recursos de rubrica orçamentária destinado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania ao Comitê, que observou as indicações dos comitês estaduais para a participação no encontro”.
Mulher do chefe de uma facção criminosa amazonense, Luciane foi condenada em segunda instância a 10 anos de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro, associação para o tráfico e organização criminosa, mas recorreu e responde em liberdade.
Ela é esposa de Clemilson dos Santos Farias, o Tio Patinhas, chefe da facção amazonense, e, segundo o Ministério Público, desempenhou um papel essencial na ocultação de valores do tráfico movimentados pelo marido.
Informações Revista Oeste