Mandados de prisão e de busca e apreensão são cumpridos no bairro de Águas Claras, em Salvador, e na cidade de Feira de Santana

Dois suspeitos de integrar um grupo criminoso suspeito de homicídios e tráfico de drogas no bairro de Águas Claras morreram na manhã desta sexta-feira (22), durante a Operação Saigon, deflagrada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Outros 11 homens foram detidos na ação, que visa o cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão.
Além de Águas Claras, as ordens judiciais são cumpridas no sistema prisional da capital e em Feira de Santana, onde a organização também atuava.
Segundo a Polícia Civil, os dois mortos na operação acabaram, alvejados em confronto com os agentes foram socorridos para uma unidade de saúde, mas não resistiram.
Desde a morte do agente federal Lucas Monteiro Caribé, na última sexta (15), no bairro de Valéria, 16 suspeitos de homicídio e tráfico de drogas foram mortos em confronto com a polícia, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) — cinco deles na noite desta quinta-feira (21), em Simões Filho.
“Estamos nas ruas, já alcançamos um ótimo resultado. Porém, a operação não tem hora para acabar”, diz a delegada Andréa Ribeiro, diretora do DHPP.
“Esse grupo é responsável por mais de 30 homicídios. É uma operação resultante do trabalho investigativo de mais de um ano conduzidas por equipes do DHPP, que reuniram informações de campo e utilizaram análises de dados de Inteligência e técnicas investigativas modernas, reunindo elementos de prova contra a atuação dos criminosos e permitindo a representação por medidas cautelares de prisão e busca e apreensão contra integrantes da organização”, afirma Ribeiro.
Participam também da operação integrada coordenada pela Polícia Civil todas as forças que atuam na segurança pública da Bahia a Superintendência Inteligência da SSP, Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), Departamento de Inteligência Policial (DIP), Departamento Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), Polícia Federal Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar.
Informações Bahia.ba
Cantora contou detalhes de celebração que percorrerá por várias cidades do país durante coletiva de imprensa

A cantora Ivete Sangalo revelou durante coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (21), a qual o bahia.ba esteve presente, detalhes sobre a sua comemoração de 30 anos de carreira. Em um evento que contou com a presença de novos parceiros e do diretor da rede Globo, Boninho, a artista baiana revelou que se prepara para subir ao palco do Maracanã no dia 20 de dezembro deste ano, para um esquenta, a expectativa é que a sua entrada na festa de celebração, seja igual a em 2006, quando a voz “Chega Mais” invadiu a arena em cima de uma moto.
“Nosso DVD é de lei, mas gravaremos um DVD, que será um compilado desses 30 encontro e faremos, sim, uma grande celebração para fechar esse movimento de 30 anos. Vamos comtemplar outros lugares para que os meus fãs tenham acesso, porque nem todos os fãs têm a possibilidade de viajar, ou seja, vamos viabilizar isso, para que eles estejam lá vivendo e celebrando comigo. Teremos uma gravação de um DVD e pelo que estou planejando, vou chegar de foguete”, revelou Veveta.
Ainda durante coletiva, a artista baiana contou que vai lançar um Ep com três faixas inéditas antes de dar início a turnê que percorrerá várias cidades do país, que ainda serão reveladas. Em especial, Veveta disse que tem uma música que escreveu especialmente para os seus “zamuris”, apelido carinhoso que deu para os seus fãs.
Fiz uma música, que é “Fã 2”, mas não é naquela mesma leitura do “Fã”, que aquilo foi uma leitura dessa declaração de amor de vocês (fãs) que é intermitente, uma coisa maravilhosa, mas um dia acordei com vontade de fazer uma música para vocês e quero mostrar ela antes, para que vocês cantem comigo no show, porque provavelmente eu não vou conseguir cantar (sozinha).
Informações Bahia.ba

Foto: Renan Olaz/CMRJ.
A presidente do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber, votou nesta sexta-feira (22) contra o acesso do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) a dados sobre pesquisas na internet relacionadas à vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018.
O julgamento irá definir limites para a quebra do sigilo de histórico de buscas de usuários de plataformas. O caso está no STF desde 2021 e tem repercussão geral, ou seja, o que os ministros decidirem valerá para processos semelhantes, que estejam suspensos aguardando julgamento.
Os ministros analisam o caso em sessão virtual que começou 0h de sexta-feira e vai até 29 de setembro. Até o final, é possível pedir vista (o que interrompe a análise) ou de destaque (o que remete o caso para o plenário físico).
O processo em discussão é um recurso do Google. A empresa contesta decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que restabeleceu uma determinação de primeira instância pela quebra de sigilo de um grupo indeterminado de pessoas que fizeram pesquisas relacionadas a Marielle.
A decisão fornecia aos investigadores os dados de quem, entre os dias 10/3/2018 e 14/3/2018, usou parâmetros de pesquisa como “Marielle Franco”; “vereadora Marielle”; “agenda vereadora Marielle”; “Casa das Pretas”; “Rua dos Inválidos, 122” ou “Rua dos Inválidos”.
O MP também pediu – e obteve em instâncias inferiores – para ter acesso às informações sobre quais aparelhos teriam passado por dois locais no Rio nos dias em que Marielle e o motorista Anderson Gomes foram mortos.
O Google alegou em manifestação ao STF que, caso a decisão seja favorável aos investigadores do caso Marielle, se abrirá um precedente para que outras apurações solicitem as informações sobre qualquer conjunto de pessoas que tenha pesquisado qualquer assunto na plataforma – o que significaria uma violação da privacidade de quem faz uso do buscador.
Embora a batalha se arraste há cinco anos, pelo menos 90 pedidos de informações feitos pelo MP do Rio ao Google foram atendidos. Desta vez a resistência se dá, de acordo com os documentos enviados pela empresa ao STF, ao risco de que o mesmo expediente seja adotado no futuro.
A magistrada, em seu voto, explica que não existe dispositivo legal que legitime o emprego de uma medida tão ampla como a que determinou o fornecimento de significativos dados pessoais de incontáveis usuários que realizaram pesquisas de termos específicos em provedores de internet.
“Acresço, como mero reforço, presente, ainda, a desproporcionalidade da medida adotada, o que pode ser verifica da própria delimitação temporal estabelecida. Os delitos objeto de investigação foram cometidos, segunda a própria decisão do Juízo de primeiro grau, por volta das 21h do dia 14 de março de 2018. O pedido da autoridade policial, acolhido pelo Juízo competente, foi de encaminhamento dos endereços de IP e dos Devices ID’s de todos que pesquisaram, no Google Search, o nome da Vereadora Marielle Franco, inclusive, ainda que por curto lapso, após o seu homicídio”, disse.
Weber cita que as pesquisas seriam naturais, dada a repercussão da morte de Marielle e de Anderson Gomes.
“Ou seja, um número gigantesco de usuários não envolvidos em quaisquer atividades ilícitas, nos termos da decisão objurgada, teria seus sigilos afastados, a demonstrar indevida devassa e a sua absoluta desproporcionalidade em razão do excesso da medida”.
Por fim, a ministra propõe a seguinte tese: “À luz dos direitos fundamentais à privacidade, à proteção dos dados pessoais e ao devido processo legal, o art. 22 da Lei 12.965/2014 (Marco Civil da Internet) não ampara ordem judicial genérica e não individualizada de fornecimento dos registros de conexão e de acesso dos usuários que, em lapso temporal demarcado, tenham pesquisado vocábulos ou expressões específicas em provedores de aplicação.”
CNN Brasil

Foto: Thiago Gadelha/Sistema Verdes Mares.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) sancionou com vetos a lei que atualiza o Código Penal Militar. As novas regras foram publicadas na edição do Diário Oficial da União desta quinta-feira (21). Alckmin está no exercício da Presidência, já que Lula (PT) está em viagem internacional.
Entre os trechos vetados pelo vice-presidente está um artigo que acabava com a punição para militares que criticassem decisões do governo publicamente. Leia mais abaixo.
Em linhas gerais, o texto que muda o Código Penal Militar altera uma lei que foi elaborada em 1969, durante a ditadura militar.
As mudanças endurecem penas para militares condenados por tráfico de drogas e inclui ao código crimes considerados hediondos, como homicídio qualificado. No caso de condenações por tráfico de drogas, a pena máxima de prisão passa de cinco para 15 anos.
Além disso, os militares acusados de crimes sexuais e por violência doméstica passam a responder na Justiça comum, em vez da Justiça Militar. Neste ponto, Alckmin vetou um trecho da lei que abria uma exceção para os crimes cometidos em lugares sujeitos à administração militar.
“Os crimes de que trata o dispositivo, em razão da sua sensibilidade e gravidade, merecem tratamento específico, a fim de potencializar o caráter preventivo e protetivo do atendimento às vítimas, inclusive com o estabelecimento de juízos especializados para processamento e julgamento das causas”, justificou.
Alckmin também vetou uma outra exceção que previa que alguns tipos de crimes dolosos contra a vida cometidos por militares “em tempo de paz” poderiam ser julgados pela Justiça Militar. Com o veto, o julgamento continua sendo feito pela Justiça comum.
O vice-presidente vetou ainda um parágrafo que previa a exclusão de criminalidade quando um militar, na função de comando, usar meios violentos contra os subalternos para a execução de serviços e manobras urgentes, para salvar vidas.
“A ampliação do instituto da excludente de ilicitude para uso da violência contra subalternos na iminência de perigo ou grave calamidade o tornaria aplicável potencialmente a todo militar em função de comando, o que causaria insegurança jurídica em razão da diversidade de interpretações possíveis”, diz a justificativa.
O Congresso Nacional havia alterado um artigo do Código Penal Militar para acabar com a punição de militares que criticassem publicamente qualquer resolução do governo.
No entanto, o vice-presidente vetou a alteração no artigo. Com isso, continuará valendo o texto antigo, que prevê o seguinte:
“Publicar o militar ou assemelhado, sem licença, ato ou documento oficial, ou criticar publicamente ato de seu superior ou assunto atinente à disciplina militar, ou a qualquer resolução do Governo:
Na justificativa, Alckmin citou que a retirada da punição por críticas públicas ao governo atenta contra os princípios constitucionais da hierarquia e da disciplina, “haja vista que as Forças Armadas são instituições nacionais permanentes e regulares, sob a autoridade suprema do Presidente da República”.
Em abril deste ano, o Supremo Tribunal Federal já havia validado a constitucionalidade do artigo que validava a punição de militares pelas críticas aos superiores e às decisões do governo.
Os vetos serão analisados pelo Congresso Nacional, que poderá mantê-los ou derrubá-los.
G1

A superlotação na UPA Estadual de Feira de Santana tem gerado revolta entre os pacientes, conforme mostrado em vídeos que circulam as redes sociais. Um homem desesperado chega a clamar por atendimento enquanto as pessoas aguardam longas horas por assistência médica. A situação levanta preocupações sobre a capacidade do sistema de saúde em lidar com a demanda crescente na região.
Veja o vídeo abaixo:
Com Frei Jorge Rocha
Tema: O uso correto da palavra ‘mesmo’
Confira:

Após a confirmação do caso de raiva em morcego no bairro Gabriela, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ)- órgão vinculado à Secretaria Municipal de Saúde – intensificou as ações de vacinação contra a doença na localidade, nesta quinta-feira (28).
A coordenadora do CCZ, Mirza Santana, explica que ao receber a notificação do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), a equipe prontamente vai até as ruas das áreas confirmadas para realizar a busca ativa.
“Nossa equipe está passando de casa em casa na rua onde teve o caso positivo do morcego, fazendo a vacinação dos cães e gatos para evitar uma possível contaminação. Em seguida, reforçamos a imunização em todo o bairro. Nesta semana estamos na Gabriela e na próxima, será a vez da Queimadinha, outra área em que foi identificado o vírus”, destacou.
Mirza também orienta que ao encontrar um morcego morto, o CCZ deverá ser acionado, de forma imediata, por meio do número (75) 9 9851-8583 para que o animal seja recolhido e submetido a exames com o intuito de verificar se há risco de infecção por raiva.
Já as pessoas mordidas ou arranhadas por cães e gatos devem procurar atendimento no setor antirrábico que está localizado no Centro de Saúde Especializado Dr. Leone Coelho Lêda (CSE) para acompanhamento.

A Deficiência Visual no contexto das escolas municipais foi o tema da formação continuada para coordenadores pedagógicos da Educação Municipal. A atualização aconteceu durante esta quarta-feira, 20, pela manhã e tarde, no Centro Municipal Integrado de Educação Inclusiva Colbert Martins da Silva.
O objetivo é que os profissionais sejam multiplicadores nos espaços escolares em que atuam e que as orientações da Proposta Comum Curricular do município, no Caderno da Educação Especial, sejam colocadas em prática. Também foram apresentados recursos de acessibilidade que favorecem o aprendizado das pessoas com deficiência visual.
As formadoras foram as professoras do Atendimento Educacional Especializado (AEE) na área, Raquel Magalhães e Rosenaide Gonçalves, que atuam no Centro de Educação Inclusiva. Para as docentes, é fundamental entender, dialogar e refletir sobre as concepções que envolvam as pessoas com deficiência visual, incluindo a usabilidade da terminologia correta.
“Falamos sobre a importância de compreender, a partir do cenário local, as estratégias e práticas cotidianas a serem empregadas na rede municipal, visando a inclusão e a permanência do deficiente visual na escola”, explica Rosenaide.
A professora Raquel, que também é deficiente visual, destaca que os encontros contribuem para “eliminar as barreiras atitudinais e sermos menos excludentes”. Essas barreiras são atitudes ou comportamentos que podem impedir ou prejudicar a participação social da pessoa com deficiência em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas.
Para os participantes, como a coordenadora Maria das Graças Gomes, da Escola Municipal Dr. Alberto Oliveira, o conteúdo é extremamente rico para criar estratégias para o dia a dia e entender as necessidades desses estudantes, além de favorecer a ampliação das ações para incluir cada vez mais os estudantes com deficiência. Para ela, uma etapa importante é levar esse conhecimento para os professores e juntos criarem um ambiente acolhedor e inclusivo.

O trabalho de inteligência das equipes das Polícias Civil, Militar e Federal auxiliou na localização, na tarde desta quinta-feira (21), de mais cinco traficantes suspeitos de participar do confronto em Valéria, em Salvador, na semana passada, que terminou com um policial federal morto e outros dois, um civil e um federal, feridos.
Os policiais foram até o Barro Duro, localidade no município de Simões Filho, e visualizaram os homens. Na aproximação, os integrantes de uma facção atiraram e acabaram feridos. Eles foram socorridos, mas não resistiram.

Com os criminosos foram apreendidos uma espingarda calibre 12, três pistolas calibre 9mm, um revólver calibre 38, uma granada, carregadores, munições, câmera, máquinas para cartões, drogas, entre outros itens.
Três fuzis, uma carabina, uma submetralhadora, uma espingarda, seis pistolas, dois revólveres, granada, munições, entre outros itens foram apreendidos ao longo da semana.
Informações sobre outros integrantes de facções podem ser enviadas através do telefone 181 (Disque Denúncia da SSP). O sigilo é garantido.

O mês de setembro assume um tom especial, tingindo-se de lilás, para iluminar um tema crucial de saúde pública: a doença de Alzheimer. O dia 21 de setembro, celebrado como o Dia Mundial e o Dia Nacional de Conscientização da doença, é uma oportunidade para ampliar o conhecimento e o apoio. Sobre este assunto, a médica neurologista, Dra. Patrícia Schettini, credenciada a rede União Médica, explica sobre a complexidade dessa condição debilitante, o papel vital do diagnóstico precoce e da disseminação de informações. “A educação é nossa melhor ferramenta”, afirma Dra. Schettini. “Precisamos disseminar informações sobre o Alzheimer para que as pessoas compreendam a importância do diagnóstico precoce.”
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) o Alzheimer é uma forma de demência responsável por 60 a 70% dos casos no mundo. No Brasil, a Associação Brasileira de Alzheimer estima que 1,2 milhão de pessoas vivem com alguma forma de demência, e preocupantemente, 100 mil novos casos surgem anualmente. Esse aumento é impulsionado pelo envelhecimento da população e fatores de risco, como doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e diabetes.
Segundo Dra. Patrícia Schettini, “a demência neurodegenerativa é progressiva, irreversível, de causa desconhecida e com maior frequência entre os idosos. A doença instala-se quando o processamento de certas proteínas do sistema nervoso central começa a dar errado.” É um desafio grande, mas identificar o Alzheimer no início é a chave para enfrentá-lo.
Os primeiros sintomas são frequentemente sutis, mas merecem atenção. Entre eles, a perda de memória se destaca. Dra. Schettini adverte: “Todo esquecimento deve ser investigado.” Além disso, os pacientes podem enfrentar dificuldade em resolver problemas, desorientação no tempo e espaço, tarefas cotidianas tornam-se desafios, problemas de linguagem, desorganização e alterações comportamentais. Reconhecer esses sinais iniciais é o primeiro passo”.
A médica afirma ainda que cuidar de um ente querido com Alzheimer é uma jornada emocionalmente desgastante. A Dra. Schettini ressalta que “muitas vezes, o núcleo familiar precisa de apoio psicológico.” A doença não afeta apenas o paciente, mas todo o ambiente familiar, e é fundamental buscar auxílio especializado para enfrentar os desafios que surgem ao longo do caminho.
Existem diversos fatores de risco relacionados ao desenvolvimento da demência e um deles é o aumento da idade. Embora a idade tenha influência no risco de surgimento da doença, a demência não é considerada parte normal do envelhecimento.
Alguns fatores de risco podem ser modificados e outros não. A redução da pressão arterial, por exemplo, diminui o risco de acidente vascular cerebral. Já a idade ou histórico familiar não podem ser alterados.
Embora não seja possível alterar genes, existem mudanças que podem ser feitas e que ajudam a reduzir o risco de desenvolvimento da doença.
*Entenda quais são os 12 principais fatores de risco modificáveis*
A Alzheimer’s Disease Internacional (ADI) listou 12 fatores de risco potencialmente modificáveis que podem prevenir ou retardar até 40% dos casos de demência caso haja uma mudança, como a prevenção primária do Alzheimer.
Sedentarismo
A atividade física regular é uma das melhores maneiras de reduzir o risco de demência. Praticar exercício é bom para o seu coração, circulação, peso e bem-estar mental.
Fumar
Fumar aumenta muito o risco de desenvolver demência. Com este hábito, você também está aumentando o risco de outras condições, incluindo diabetes tipo 2, acidente vascular cerebral, câncer de pulmão e outros.
Álcool em excesso
A ingestão de álcool em excesso aumenta o risco de demência. O consumo nocivo de álcool é fator causal em mais de 200 condições de doenças e lesões.
Poluição do ar
Uma quantidade crescente de evidências e pesquisas mostram que a poluição do ar aumenta o risco de demência.
Ferimento na cabeça
As lesões na cabeça são mais comumente causadas por acidentes de carro, motocicleta e bicicleta; exposições militares; boxe, futebol, hóquei e outros esportes; armas de fogo e agressões violentas e quedas.
Contato social pouco frequente
Está bem estabelecido que a conexão social reduz o risco de demência. O contato social aumenta a reserva cognitiva e encoraja comportamentos benéficos.
Menos educação
Um baixo nível de escolaridade no início da vida afeta a reserva cognitiva e é um dos fatores de risco mais significativos para demência.
Obesidade
Particularmente na meia-idade, a obesidade está associada a um risco aumentado de demência.
Hipertensão
A hipertensão (pressão alta) na meia-idade aumenta o risco de demência de uma pessoa, além de causar outros problemas de saúde. A medicação para hipertensão é a única preventiva e eficaz conhecida para a demência.
Diabetes
O diabetes tipo 2 é um fator de risco para o desenvolvimento de demência futura. Não está claro se algum medicamento específico contribuí para isso, mas o tratamento do diabetes é importante por outros motivos de saúde.
Depressão
A depressão está associada à incidência de demência. A depressão faz parte do pródromo da demência (um sintoma que ocorre antes dos sintomas verificados para o diagnóstico).
Não está claro até que ponto a demência pode ser causada por depressão ou o inverso.
Deficiência auditiva
Pessoas com perda auditiva têm um risco significativamente maior de demência. O uso de aparelhos auditivos parece reduzir o risco.
Essa é a primeira publicação de uma série que será divulgada no decorrer do mês de setembro abordando temas importantes relacionados à demência.
*Fonte: ASCOM/União Médica*