Projeto foi rebatizado de Mais Saúde para o Brasil
Médico disse que foi agredido por negar atestado Foto: Pixabay
O Ministério da Saúde vai retomar o antigo programa Mais Médicos, com atuação de outros profissionais da área de saúde como dentistas, enfermeiros e assistentes sociais nas equipes.
Rebatizado de Mais Saúde para o Brasil, o programa será lançado nesta segunda-feira (20), no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
– Além de ampliar o número de profissionais na saúde, [o programa] vai trabalhar para melhorar o SUS com investimentos para construção e reformas de Unidades Básicas, ampliando o atendimento no Brasil – disse pelo Twitter o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Paulo Pimenta, neste sábado (18).
Na mesma publicação, Pimenta alegou que o programa, criado pela então presidente Dilma Rousseff, “chegou a ser responsável por 100% da atenção primária em 1.039 municípios, contratou mais de 18 mil profissionais e beneficiou 63 milhões de brasileiros.
Ele ainda acusou o governo anterior de “descaso”.
– O desmonte do programa, nos últimos anos, mostra o descaso que sofreu o SUS – acrescentou.
No novo formato, devem ser anunciados incentivos de permanência dos profissionais nos municípios.
O Dia Mundial do Sono, celebrado em 2023 nesta sexta-feira (17), tem como tema “O sono é essencial para saúde”. A primeira comemoração da data ocorreu em 2008 a fim de chamar a atenção para a conscientização e promoção da saúde do sono.
Neste ano, o apelo global organizado pela Sociedade Mundial do Sono tem o objetivo de diminuir o peso que os problemas do sono provocam na sociedade, por meio da prevenção e do tratamento.
Neste dia, profissionais de diversas especialidades médicas de 70 países se organizaram para realizar atividades locais e nacionais que demonstrem que o sono é considerado pilar fundamental da saúde humana, tanto do corpo quanto da mente.
No Brasil, de 13 a 19 de março, profissionais de saúde estão participando de palestras, cursos e divulgação dentro de universidades. Já o público em geral tem à disposição informações online sobre a importância de dormir bem.
A Associação Brasileira do Sono (Absono), Associação Brasileira da Medicina do Sono (ABMS) e Associação Brasileira de Odontologia do Sono (Abros) lançaram, em conjunto, a Cartilha da Semana do Sono – 2023com explicações e dicas à sociedade.
A publicação mostra que é durante o sono que ocorrem as principais funções restauradoras, como reposição energética, hormonal, reconstituição de tecidos e sínteses de proteínas.
Distúrbios do sono
Existem mais de 100 distúrbios do sono. As três associações brasileiras associadas ao sono (Absono, ABMS e ABOS) afirmam que ter uma boa noite de sono vai contribuir para melhorar a qualidade de vida e pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares (arritmias e hipertensão arterial) e diabetes; manter o peso corporal saudável, evitando a obesidade; fortalecer o sistema imunológico; liberar hormônios; consolidar a memória, concentração e aprendizado; regular o humor, diminuir o risco de depressão e ansiedade; reduzir o estresse; diminuir o número de acidentes, como os de trabalho e de trânsito.
A fadiga causada pela privação do sono ou pelo sono de baixa qualidade pode sobrecarregar física, mental e emocionalmente, com alterações do humor. A psicóloga clínica comportamental e mestre em Medicina do Sono, Mônica Müller, explica a evolução dos quadros de má qualidade do sono, com quatro sintomas principais. “Na insônia inicial, a pessoa tem dificuldade para conciliar o sono. O segundo sintoma é a dificuldade de manutenção. O terceiro é a insônia terminal, com despertar precoce – o indivíduo acorda antes do horário desejado/programado e não consegue voltar a dormir. Por fim, o quarto sintoma é o sono não reparador, com queixas de fadiga, cansaço extremo, o que dificulta à pessoa funcionar [bem] durante o dia”.
Transtornos cognitivos
O sono de baixa qualidade pode dificultar a atenção, concentração, memória, o aprendizado, planejamento, a tomada de decisão, o raciocínio lógico, a imaginação, criatividade e capacidade de reter novas informações.
Com 23 anos de experiência no assunto, Mônica Müller tem percebido pacientes impactados pelo hábito nocivo da privação intencional do sono, provocado pelo acúmulo de tarefas. “São pessoas que trabalham até mais tarde, que utilizam a noite para fazer outras tarefas, que, muitas vezes, não conseguem se organizar durante o dia. Elas acabam se privando de sono, porque no dia seguinte precisam acordar cedo. Elas têm outros compromissos. Então, é preciso considerar que fadiga gera essa sobrecarga. E o sono de má qualidade, se é mantido durante muito tempo assim, vai repercutir negativamente no funcionamento tanto mental, quanto físico”.
Mônica detalha algumas consequências negativas dessa chamada síndrome do sono insuficiente. “São alterações do humor, em especial para pessoas que apresentam pré-disposição ou já têm transtornos psiquiátricos, sendo os carros- chefe a ansiedade e a depressão. Ela cita ainda o transtorno do humor bipolar, onde a privação de sono é extremamente danosa e pode desencadear episódios de mania. A fadiga e o cansaço extremo precisam ser evitados a todo custo.”
Transtornos respiratórios – ronco e apneia
Mônica também fez uma associação direta de prejuízos cognitivos aos transtornos respiratórios, principalmente a apneia do sono, que é a interrupção da respiração por dez segundos ou mais durante a noite. O distúrbio é considerado grave e perigoso, pelo risco de óbito. “Nessa parada respiratória, a pessoa não tem uma boa oxigenação do sangue. Como consequência da dessaturação do oxigênio, acaba sendo levado gás carbônico ao cérebro. O prejuízo na circulação nessa área mata, literalmente, as células nervosas”.
Nesta semana, a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) divulgou levantamento, realizado em fevereiro deste ano, que mostra que a baixa qualidade do sono representa 25% das queixas nos consultórios de otorrinolaringologia no Brasil. O mapeamento, feito com 430 médicos de todo o país, considerou os atendimentos realizados por esses especialistas entre 2020 e 2023.
Quase 94% das queixas recebidas pelos otorrinolaringologistas estão relacionadas a roncos e à apneia obstrutiva do sono. O coordenador do Departamento de Medicina do Sono da ABORL-CCF, Danilo Sguillar, considera o percentual bastante expressivo. “Mais de 930 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem da apneia obstrutiva do sono”. O médico enumera os efeitos nocivos da interrupção da respiração. “Além da parada respiratória, os sinais mais comuns desse problema são o ronco alto, a sonolência diurna e as alterações cardiovasculares e metabólicas como pressão arterial elevada, arritmia e diabetes.” Por isso, o ronco deve ser considerado sinal de existência de apneia.
A pesquisa da ABORL-CCF destaca que a faixa etária dos pacientes predominante está entre 40 e 65 anos de idade e há um predomínio (85,2%) do gênero masculino. As queixas em menor número aos otorrinolaringologistas são de insônia, bruxismo, sonolência excessiva e comportamentos como sonambulismo, terror noturno e pernas inquietas. Por isso, a categoria defende a boa respiração pelo nariz.
Durante a pandemia, o estudo revelou que a insônia ganhou destaque nos consultórios. Representou 47,7% das queixas, percentual maior que o das reclamações de ronco e apneia. O médico projeta um quadro de melhora. “Agora, as informações mais sólidas, a vacinação que vem ganhando cada vez mais projeção, com a quarta e quinta doses, fazem com que a gente crie mais confiança, uma relação de mais estabilidade e, obviamente, isso se reflete no nosso sono. Então, seguramente, os próximos meses, os próximos anos vão fazer com que essas queixas relacionadas a insônia, aos pesadelos vão perder destaque”.
Para quem já tem apneia, a otorrino especialista em Medicina do Sono em Brasília, Aliciane Mota, aconselha: “de forma geral, o paciente pode dormir de lado. A maioria se beneficia com o decúbito lateral, porque existe a apneia com um componente posicional. E quando você se coloca de barriga para cima, tende a ter mais apneia. Vale também levantar a cabeceira, não com travesseiro comum. Sugiro aqueles em formato triangular”.
Qualidade do sono
Os especialistas explicam que a necessidade e o limite de horas de sono podem ser diferentes de pessoa para pessoa e são variáveis em cada fase da vida, conforme as alterações hormonais. Um recém-nascido, por exemplo, passa de 14 a 18 horas por dia dormindo, consideradas essenciais ao desenvolvimento, sobretudo, neurológico. Nas crianças, o sono contribui na liberação do hormônio do crescimento. Já a adolescência é caracterizada por uma situação passageira de mudança de padrão do sono. Nessa faixa etária, os adolescentes precisam dormir mais horas (de 8 a 10), com a tendência de dormir e acordar mais tarde. Em tese, os adultos necessitam, em média, de 8 horas de sono por dia. E com o avanço da idade, podem acordar mais vezes à noite e há maior propensão para dormir e acordar mais cedo. Durante o dia, os cochilos podem ser mais frequentes neste momento da vida.
O sono é dividido em duas fases: o sono não REM (Rapid Eyes Movement) e o sono REM. Os estágios do sono se alternam durante a noite. No sono não REM são quatro estágios:
1: Sono de transição: marcado pelo adormecimento. Nesta transição entre estar acordado e dormindo, há relaxamento dos músculos e pode ser caracterizado por cochilos;
2: Sono leve, com a diminuição dos ritmos cardíacos e respiratório e da temperatura corporal;
3: Sono intermediário: a atividade cerebral começa a diminuir e o corpo começa a entrar em um sono profundo;
4: Sono profundo: fundamental para o descanso do corpo, com a liberação de hormônios e recuperação de células e órgãos.
Após o quarto estágio, o corpo caminha para o sono REM, com atividade cerebral intensa. É a fase dos sonhos, fixação da memória e o descanso profundo, essencial para a recuperação e o acordar disposto.
Recomendações
Para dormir bem à noite, os médicos recomendam hábitos saudáveis de higiene do sono:
· ir para o quarto somente quando estiver sonolento (a), para não ‘fritar’ na cama;
· manter uma rotina regular de horários para deitar e se levantar;
· reduzir ruídos e manter o ambiente escuro à noite;
· se necessitar levantar no período noturno, usar lâmpadas adequadas nos ambientes, evitando a luz branca;
· manter a temperatura agradável no quarto;
· evitar o uso de medicamentos para o sono sempre prescrição médica;
· manter fora do quarto animais de estimação que podem atrapalhar o sono;
· cerca de duas horas antes de ir para a cama, evitar o uso de telas (TV, celular e computador);
· evitar alimentação pesada próximo ao horário de dormir;
· evitar o uso de bebidas alcóolicas e com cafeína, como café, chás preto, branco e mate, chocolate, guaraná e outros termogênicos;
· evitar alimentos com glicose
· praticar exercícios físicos regularmente, mas, evitá-los três a quatro horário de deitar;
· perder o excesso de peso corporal;
· não dormir em excesso durante o dia para acumular cansaço físico e mental para a noite
· não fumar;
Para quem já apresenta dificuldades para pegar no sono ou se manter dormindo:
· não permanecer muito tempo na cama acordado;
· ao acordar no meio da noite, evitar conferir o horário
· se tiver os pés frios, usar meias para dormir;
· não pensar em preocupações diárias ao se deitar;
· evitar discussões e polêmicas, no início da noite.
Ajuda profissional especializada
A otorrino Aliciane Mota aponta que diante dos transtornos do sono, em especial a apneia, é fundamental procurar com urgência a ajuda de um profissional com atuação em Medicina do Sono. “Procure um médico. Para o tratamento, ele vai precisar de outros colegas da área de saúde. Pode ser um fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo do sono, dentista. Então, há vários braços na área da saúde colaborando.”
A psicóloga Mônica Müller defende a análise individual de cada paciente. “Não significa que todas as pessoas vão receber as mesmas orientações. Cada um tem um ritmo próprio, uma necessidade de sono própria. O profissional específico do sono vai entender, durante o tratamento, quantas horas de sono aquela pessoa de fato precisa”.
E finaliza explicando o que é um tratamento exitoso: o paciente consegue ir para a cama com bastante sonolência, bastante cansaço para que durma rapidamente e mantenha o sono durante a noite toda. Ele vai se sentir, principalmente, reparado durante o dia. Ter disposição para fazer atividades é um termômetro bastante importante”.
Hábitos
Uma pesquisa global sobre hábitos e condições de sono em mais de dez países, feita pela ResMed em janeiro de 2023, com mais de 20 mil indivíduos, mostra que 49% dos brasileiros mantêm o hábito de usar telas para tentar adormecer, seguido pela prática da leitura (34 %) e do costume de passar tempo com um familiar ou animal de estimação (20%), antes de dormir.
O aparelho de cateterismo do Hospital Dom Pedro de Alcântara (HDPA) voltou a apresentar defeito e está há aproximadamente 30 dias sem funcionar. A situação tem aumentado o sofrimento de pacientes agendados para fazer exames, segundo reclamação do vereador Luiz da Feira (Avante).
Em discurso na Tribuna da Câmara, ele apontou o problema como fator do “crescimento de casos de infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral)” em Feira de Santana. O parlamentar sugeriu uma intervenção das autoridades do Estado e a disponibilização de “dois aparelhos” no município, como possível saída para amenizar o problema.
Foto: Mário Neto/ CMFS
“Peço ao governador e à Secretária Estadual de Saúde o conserto do equipamento do hospital. Mas na verdade, precisamos ter uma máquina reserva”, diz. Ele informa que no momento cerca de 30 pessoas aguardam a realização de procedimento de cateterismo.
A vacina contra a Monkeypox, conhecida como varíola dos macacos, já chegou à Bahia. A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) confirmou o recebimento de 412 mil doses, que começam, segundo a pasta, a ser distribuídas pelo estado na próxima quarta-feira (14). Ainda não há, no entanto, previsão de início da vacinação e detalhes sobre a estratégia de vacinação.
Na Bahia, o primeiro caso de varíola dos macacos foi confirmado no dia 13 de julho do ano passado, em Salvador. Desde então, 154 casos confirmados no estado. Outros 2.282 foram descartados, 36 são prováveis e 413, suspeitos.
O primeiro registro da doença fora do continente africano aconteceu dois meses antes, em maio de 2022, no Reino Unido. Já no Brasil, o primeiro caso confirmado foi no dia 8 de junho de 2022, em São Paulo, onde um um paciente de 41 anos foi diagnosticado com a doença após uma viagem à Espanha.
A monkeypox é uma zoonose viral que se assemelha à varíola humana, erradicada em 1980. O paciente apresenta sintomas como febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, adenomegalia, calafrios e exaustão. A erupção cutânea começa a surgir entre 1 e 3 dias após o aparecimento da febre e tem características clínicas semelhantes com varicela ou sífilis, com diferença na evolução uniforme das lesões.
A aplicação da vacina BCG, indicada para todas as crianças no primeiro mês de vida, está impossibilitada de ser feita em Feira de Santana devido ao estoque reduzido e a dificuldade em adquirir seringas no mercado. A aplicação desta vacina requer seringa especial, com agulhas mais finas e uma dosagem menor de 0,05ml.
O setor de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é abastecido pelo Núcleo Regional de Saúde Centro Leste, que aguarda uma nova remessa do Governo Federal – que enfrenta dificuldade em encontrar fornecedores.
Na manhã desta terça-feira (14), o Núcleo Regional de Saúde Centro Leste encaminhou um quantitativo de seringas para o Hospital Municipal Inácia Pinto dos Santos, o Hospital da Mulher, para manter normalizado o fluxo de imunização, porém, a quantidade é insuficiente para atender a demanda dos postos de saúde.
Neste momento, apenas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) – Baraúnas, Cassa, Caseb I e II, Serraria Brasil e Subaé têm uma pequena quantidade de seringa disponível.
Os pais que ainda não vacinaram os bebês podem se dirigir a qualquer uma destas unidades para realizar a aplicação.
A aplicação ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), das 8h às 16h, obedecendo escala diária, para evitar desperdício de doses.
Confira abaixo o esquema dos locais com aplicação da BCG:
Segunda-feira: UBSs Cassa Terça-feira: UBSs Serraria Brasil, Caseb I e II; Quarta-feira: UBSs Cassa, Baraúnas e Subaé; Quinta-feira: UBSs Serraria Brasil e Caseb I e II.
Vídeo repercutiu nas redes sociais: alunos ficam deitados enquanto instrutor bate com força o pneu na barriga deles Imagem: Reprodução/Twitter
O vídeo de jovens treinando a resistência do abdome com um pneu viralizou nas redes sociais. No registro, um instrutor passa pelos alunos deitados no chão e joga com força o objeto na barriga deles.
Práticas assim aumentariam a resistência abdominal para que a pessoa não sinta tanto impacto ao levar um soco. Nos comentários, porém, muitas pessoas ficaram chocadas e questionaram sobre os riscos.
Será que isso tem efeitos positivos?
VivaBem conversou com dois especialistas que afirmaram desconhecer eficácia no método, além de alertar sobre os riscos —tanto para atletas quanto para quem pratica as lutas por hobby.
Antonio Dias, presidente da CBLAM (Confederação Brasileira de Lutas e Artes Marciais) e que atua no ramo há 56 anos, afirma que atividades com impacto intenso na região, como o caso do pneu, não são o padrão para o fortalecimento de abdome.
Eu sei que cada um tem a sua metodologia, só que, a meu ver, eu entendo isso como uma coisa absurda. Há várias faixas etárias no vídeo, e o emprego de força para um adulto é o mesmo para um adolescente. O fato de o material ser de borracha não ameniza o impacto, ainda que tivesse alguém ali com a parte muscular muito bem definida. Antônio Dias, presidente da CBLAM
Em geral, os treinos de fortalecimento abdominal para atletas envolvem:
Abdominais diversos.
Treinos diários de lutas. Nos estágios iniciais, o lutador usa caneleiras, luvas e capacete. Depois, conforme ganha a sua resistência natural, passa de maneira gradativa a treinar sem as proteções.
Há séries em que um dos profissionais pode usar luvas grandes de boxe para desferir socos de baixa potência enquanto o oponente contrai o abdome em pé.
“[O vídeo] pode trazer uma imagem muito negativa e macular a imagem das artes marciais, porque, quando as pessoas veem uma coisa dessas, a tendência é generalizar”, afirma Dias.
Consequências podem aparecer depois
O risco de lesionar órgãos internos é um perigo de exercícios como o do vídeo, segundo o pesquisador em lutas Leonardo Vidal Andreato, doutor em ciências do movimento humano pela Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) e professor da UEM (Universidade Estadual do Amazonas). “Tem que preparar o lutador, mas você não pode expor o corpo dele o tempo todo.”
Muitos dos impactos podem aparecer a longo prazo, pontua o pesquisador. É o caso das sequelas cognitivas associadas às pancadas na cabeça, por exemplo.
Entre aqueles que não são atletas, os danos conseguem ser ainda maiores: sem resistência, lesões físicas aparecem de imediato e há risco da atividade gerar traumas psicólogos que o afastam de praticar essa e outras modalidades de luta.
Situações assim servem para conscientizar a pessoa que tem interesse de ser praticante sobre a importância de se informar e procurar bons instrutores para realizar uma atividade com orientação profissional. Leonardo Vidal Andreato, educador físico e pesquisador em lutas.
Imunização contra doença antigamente conhecida como ‘varíola dos macacos’ focará em grupos de risco para as suas formas graves e profissionais de laboratórios. Brasil tem 47 mil doses.
Profissional de saúde prepara dose da vacina contra a varíola dos macacos (monkeypox). — Foto: AP Photo/Jeenah Moon, File
A partir desta segunda-feira (13) a vacinação contra a mpox, a doença antigamente chamada de ‘varíola dos macacos’, deverá estar disponível em todos os serviços de vacinação do Brasil.
De acordo com o Ministério da Saúde, nessa primeira fase da campanha a imunização focará em grupos de risco para as formas graves da doença, como pessoas que vivem com HIV/aids e profissionais de laboratórios que atuam em locais de exposição ao vírus.
Com cerca de 47 mil doses disponíveis no Programa Nacional de Imunizações (PNI) para uso na população, o esquema de vacinação tem indicação de duas doses para cada pessoa.
Ainda segundo a pasta, neste primeiro momento, essa população-alvo seguirá as seguintes recomendações:
No caso da vacinação pré-exposição ao vírus, receberão as doses:
Pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA) com status imunológico identificado pela contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses [condição que deixa o sistema imune menos capaz de combater determinadas infecções]. De acordo com o Ministério da Saúde, este público representa atualmente cerca de 16 mil pessoas em todo o país;
E profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus [a família do vírus da monkeypox] em laboratórios com nível de biossegurança 3 (NB-3), de 18 a 49 anos de idade.
Já no caso da vacinação pós-exposição ao vírus, receberão as doses:
Pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas, prováveis ou confirmadas para mpox, cuja exposição seja classificada como de alto ou médio risco, conforme recomendações da OMS.
⚠️ Em ambos os casos, quem já foi diagnosticado com a mpox ou apresentar uma lesão suspeita no momento da vacinação não deverá receber a dose.
Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, o envio de doses será feito conforme o andamento da vacinação e de acordo com as solicitações dos estados e Distrito Federal.
Além disso, para a vacinação pré-exposição, é recomendado um intervalo de 30 dias com qualquer vacina previamente administrada. Em situação de pós-exposição, cujo principal objetivo é bloqueio da transmissão, a recomendação é que aplicação seja realizada independentemente da administração prévia de qualquer imunobiológico.
Vírus da monkeypox visto usando microscopia. — Foto: NIAID via AP, File
6 meses após a aprovação do imunizante
Em agosto do ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a liberação do uso da vacina, chamada de Jynneos/Imvanex. A medida tinha validade de seis meses, mas quando o prazo esgotou em fevereiro, a pedido do ministério, a agência prorrogou a dispensa de registro para que a pasta importe e utilize no Brasil o imunizante, que é fabricado pela empresa Bavarian Nordic A/S..
A vacina é destinada a adultos com idade igual ou superior a 18 anos e possui prazo de até 60 meses de validade, quando conservada entre -60°C e -40°C. A prorrogação da dispensa temporária e excepcional é válida por mais seis meses e se aplica somente ao Ministério da Saúde.
No Brasil, segundo os últimos dados disponíveis, foram notificados 50.803 casos suspeitos para a mpox. Destes, 10.301 casos (20,3%) foram confirmados, 339 (0,7%) classificados como prováveis, 3.665 (7,2%) suspeitos e 36.498 (71,8%) descartados.
No segundo semestre de 2022, foram adquiridas por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e importadas pelo governo federal 49 mil doses da vacina, que não foram utilizadas até então. Desse número, 47 mil doses chegaram e estão à disposição do ministério.
Desde setembro do ano passado, porém, o número de casos no país está em declínio considerável. A curva epidêmica dos casos confirmados e prováveis teve sua maior frequência registrada no período de 17 de julho a 20 de agosto.
A mpox era chamada de varíola dos macacos porque foi identificada pela primeira vez em colônias de macacos, em 1958. Só foi detectada em humanos em 1970. Entretanto, o surto mundial do ano passado não tem relação nenhuma com os primatas – todas as transmissões identificadas foram atribuídas à contaminação por transmissão entre pessoas.
Por causa disso, no ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um processo de consulta pública para encontrar um novo nome para a doença e assim combater o racismo e estigma provocado pelo nome. Durante o processo, foram ouvidos vários órgãos consultivos até chegar no termo “mpox” (do inglês, “monkeypox”).
Por ter um comprimento de onda menor, a luz emitida pelos aparelhos não é capaz de causar danos à pele. No entanto, ela oferece riscos à retina a longo prazo.
Luz do celular não causa envelhecimento precoce da pele. — Foto: Reprodução/Freepik
O protetor solar é unanimidade entre os profissionais da saúde como item indispensável na rotina. Muitos afirmam inclusive que seria preciso usá-lo dentro de casa e em ambientes fechados por causa da luz azul, emitia pela luz de celulares e computadores. Será mesmo?
Esse tipo de indicação começou a circular em 2010, quando as primeiras pesquisas sobre o tema começaram a ser feitas. Na época, surgiu a hipótese de que outras radiações além da ultravioleta (emitida pelo sol) pudessem ocasionar mudanças na pele.
Victor Infante, doutor em ciências farmacêuticas com ênfase em cosméticos pela Universidade de São Paulo (USP), explica que apesar de a luz azul causar estresse oxidativo, seus efeitos não se comparam com os da luz do sol.
Portanto, é desperdício de produto e de dinheiro aplicar protetor para ficar em locais fechados, como dentro do escritório, trabalhando no computador.
Não é preciso passar protetor solar para ficar em ambientes fechados pois a luz emitida pelas telas não é capaz de causar estrago nas células da pele, diferente da luz do sol. — Foto: Reprodução/Freepik
De acordo com ele, os estudos avaliaram a incidência do comprimento de onda violeta e azul em modelos de células e constataram que isso causava um aumento dos radicais livres.
Apesar disso, a quantidade de luz que vem do celular não é o suficiente para desequilibrar o funcionamento da pele e atrapalhar a função antioxidante do próprio organismo.
Para quem quer caprichar nos cuidados e não renunciar aos produtinhos, ele recomenda o uso de um antioxidante. “Pode ser um hidrante que contenha chá verde na formulação ou a boa e velha vitamina C”, diz.
Se você trabalha em um lugar com uma janela aberta por onde haja a incidência de luz, é preciso passar. Mas se há apenas uma iluminação indireta, não tem por quê. A potência de emissão dessa luz é muito baixa e não possui raios ultravioletas — são estes que causam alterações celulares e, posteriormente, câncer.
É até uma questão econômica e de meio ambiente. Consumir menos e se expor menos às substâncias é melhor. Melhor financeiramente e melhor para o organismo, já que as substâncias possuem efeito acumulativo.
— Victor Infante, doutor em ciências farmacêuticas com ênfase em cosméticos pela USP Ribeirão Preto.
A única exceção é para quem possui melasma (manchas escuras no rosto). Nesses casos, o uso de filtro solar deve ser diário independente das circunstâncias porque até mesmo o calor piora as manchas.
Um estudo feito pelo Departamento de Farmacologia e Instituto de Neurociência da Morehouse School of Medicine em Atlanta, nos Estados Unidos, demonstrou que o impacto causado pela luz azul nos olhos que possuem resultados parecidos com os achados das pesquisas dermatológicas, porém com consequências reais e severas.
A parte boa é que isso pode ser prevenido (veja mais abaixo).
Mesmo sem problemas de visão como miopia ou astigmatismo, é válido usar óculos com lentes que possuam filtro para luz azul. — Foto: Reprodução/Unsplash
“Ela cria radicais livres dentro da retina, que é nosso nervo do olho por meio do qual as células recebem a luz e transmitem para o cérebro”, explica Fábio Pimenta, oftalmologista do Hospital de Olhos Paulista.
Ou seja, “quando acontece a incidência continuada dessa luz, por muitas horas dias e anos, esses radicais vão criar problemas na mitocôndria das células, o quepode ocasionar morte celular“, afirma o médico.
Pimenta também esclarece que esses radicais interferem com toda a parte celular do organismo, como geração de energia e controle do tempo de vida da célula. Nesses casos, a luz azul faz com que ocorramorte celular precoce.
Isso pode levar a algum problema visual ao longo de muito tempo. A cegueira seria algo extremamente tardio, mas não podemos descartar.
— Fábio Pimenta, oftalmologista do Hospital de Olhos Paulista
Apesar da previsão negativa, o dano pode ser evitado.Hoje em dia existem lentes de óculos capazes de filtrar a luz azul. Segundo o oftalmologista, elas passam por um tratamento similar a uma esmaltação, impedindo assim a passagem desse comprimento de onda.
A indicação é para todos aqueles que passam muitas horas por dia na frente de telas, mesmo que não haja algum outro problema de visão que exija uso de óculos como miopia ou astigmatismo.
Nísia propôs amplo debate, mas disse que vai atuar para garantir que atual legislação seja cumprida
Lula e Nísia Fotos: Julia Prado/MS
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou que “a delicadeza do tema” do aborto exige a participação de toda a sociedade em uma discussão sobre mudar a lei. Mas disse que o governo vai atuar para garantir que a atual legislação seja cumprida.
– Nos casos em que existe a permissão ao aborto no Brasil [risco à vida da gestante, violência sexual e anencefalia fetal], faremos com que o SUS [Sistema Único de Saúde] garanta a lei e o acolhimento – disse a ministra de Lula em entrevista ao jornal O Globo.
– Nosso objetivo é discutir o tema com dados e garantir o que a lei já estabelece – frisou.
Nísia teceu elogios ao presidente pela sua demonstração de sensibilidade ao buscar “um número maior de mulheres nos ministérios”. O governo petista tem 37 ministros, 26 homens e 11 mulheres.
A ministra é a primeira mulher a assumir a Saúde e confessa preocupação com seu pioneirismo.
– Mostra a dificuldade de nós, mulheres, atingirmos cargos de direção. Precisamos ter formas eficazes de furar esse teto. A visão do governo atual significa uma guinada – destacou.
Nísia argumentou que as mulheres atravessaram grandes adversidades desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e por esta razão, quando são convidadas a assumir cargos de liderança, devem aceitar.
– Nós, que passamos por reveses tão grandes desde o impeachment da presidenta Dilma, uma vez chamados, devemos dar a nossa contribuição. (…) Foi por meio de políticas sociais que me formei, é uma retribuição. E claro que me sinto em condições para isso – disse.
Proposta recebeu críticas da indústria e do Parlamento
O Partido Verde da Alemanha, da base de apoio aogoverno primeiro-ministro Olaf Scholz, apresentou proposta para banir anúncios de alimentos considerados não saudáveis, especialmente chocolates e doces. A justificativa seria preservar a saúde das crianças. A proposta recebeu críticas da indústria e até mesmo de membros do governo.
A publicidade desses produtos ficaria proibida na televisão, rádio e internet entre às 6h e 23h. Além disso, influencers em redes sociais como YouTube ou TikTok também ficariam proibidos de fazer propaganda de determinados produtos.
A iniciativa também prevê a proibição de outdoorscom anúncios de comidas doces, gordurosas ou de salgadinhos perto de escolas e parquinhos.
“Devemos assegurar que as crianças possam crescer de maneira mais saudável”, afirmou Cem Özdemir, ministro da Agricultura alemão, do Partido Verde, ao apresentar a proposta em Berlim. Para ele, proibir os anúncios é “crucial” na luta contra a obesidade.
Os representantes da indústria alimentícia alemã criticaram a medida com veemência. O diretor da Associação da Indústria Alemã de Confeitaria (BDSI), Carsten Bernoth, afirmou que banir os anúncios não fará com que as crianças comam menos doces, e argumentou que “a publicidade é essencial na economia de mercado”. “Ela permite que você tome uma parcela do mercado de seus competidores.”
Bernoth teme que o plano de Özdemir leve à proibição quase total dos anúncios do setor. “Nosso argumento é que os consumidores devem ter liberdade de escolha”, disse Bernoth. “Não cabe ao Estado fazer nenhum tipo de estipulação ou postular proibições.”
A proposta de Özdemir, no entanto, deverá enfrentar dificuldades para ser aprovada no Parlamento alemão, ou até mesmo entre a coalizão de três partidos que integram o governo, já parlamentares que antes se mostravam favoráveis agora já retiraram o apoio à ideia.
No ano passado, a indústria de doces na Alemanha faturou cerca de € 14 bilhões de euros (R$ 77,4 bilhões) e gastou € 1 bilhão em publicidade. A medida também afetaria o mercado publicitário.
Ao DW, a professora de saúde pública e nutrição da Universidade de Padeborn, Anette Buyken, afirmou que os dados são incompletos para saber se a medida tem eficácia para alterar hábitos e evitar a obesidade e outras doenças. O Chile foi um dos poucos países que implantou medida semelhante, em 2016, e ainda não há conclusão de que isso gerou benefícios à saúde da população.