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Priscila Barbosa
Imagem: Priscila Barbosa

A humanidade pode ser dividida em dois grupos: os que adoram comer fígado e os que detestam. Bastante controverso, o alimento gera ainda mais debates porque muita gente acredita que é nele que as toxinas do corpo (dos animais, neste caso) ficam armazenadas, o que tornaria o seu consumo perigoso à saúde. Mas será que isso é verdade?

Para alegria dos fãs da iguaria, a resposta é não. Ao contrário da crença popular, o fígado não é um órgão que armazena elementos prejudiciais. O que ele faz na realidade, dentre outras funções importantíssimas, é processar esses elementos, a fim de desintoxicá-los.

O processo funciona da seguinte forma: tudo o que é consumido pelo bicho (boi, galinha, porco etc.), seja alimento, veneno ou remédio, passa primeiro pelo trato gastrointestinal e, depois, vai através do sangue para o fígado, onde as células locais fazem a metabolização e a inativação das substâncias necessárias.

Na sequência, o sangue já “filtrado” é enviado para o coração e distribuído pelo corpo, e os materiais que não são necessários para o organismo são eliminados através das fezes e da urina.

Mas, atenção, todo esse complexo mecanismo só ocorre como deve se o animal estiver em perfeitas condições de saúde e não for exposto com frequência a poluentes ambientais e resíduos industriais ou for sobrecarregado com antibióticos, vacinas, hormônios, drogas, água ou alimentos contaminados com metais pesados como alumínio, chumbo e cádmio e grãos geneticamente modificados.

Sob essas condições, o seu fígado pode sofrer e não dar conta da desintoxicação e aí, quando o alimento vai para o mercado ou o açougue, há o risco de apresentar excesso de algumas toxinas. Diante disso, é fundamental fazer a compra em locais de confiança e, de preferência, de produtos que sejam oriundos de criadores orgânicos.

Alertas para a ingestão de fígado

O fígado, quando a saúde e o cuidado com o animal estão na mais perfeita ordem, não armazena toxinas, como mostramos, mas serve de depósito para muitos nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo.

Dentre eles estão vitaminas A e do complexo B, ferro e proteínas de alta qualidade, que ajudam a diminuir inflamações, produzir aminoácidos, prevenir anemia, fortalecer o sistema imunológico e a visão e manter a integridade da pele.

Todos esses benefícios tornam o alimento extremamente saudável para o ser humano, porém, há algumas ressalvas em relação ao seu consumo. A primeira delas é para quem tem colesterol alto, cardiopatias que exigem o controle de gordura no sangue ou risco aumentando para o desenvolvimento de doenças do coração.

A explicação para isso é que o fígado contém altas taxas de colesterol, já que uma de suas funções é produzir esse elemento. Por exemplo, 100 gramas de fígado de boi cru têm quase 400 miligramas de colesterol, e a recomendação das principais organizações de saúde é o consumo de menos de 200 miligramas por dia para pessoas adultas.

Outro alerta é para quem tem sofre de gota e outras patologias causadas pelo excesso de ácido urico no sangue. O fato é que o fígado é rico em purina, substância que, quando metabolizada, forma justamente o ácido úrico.

Além disso, há relatos —apesar de faltarem evidências científicas— sobre a vitamina A, de que, quando consumida em quantidades exageradas, pode ser tóxica, causando sonolência, dores de cabeça e nas articulações e vômito. No caso das grávidas, ainda pode ser prejudicial para o desenvolvimento do feto, especialmente durante o primeiro trimestre de gestação.

Pelos dados da TBCA (Tabela Brasileira de Composição de Alimentos), um bife de 100 gramas de fígado bovino cru tem 7.937 microgramas do nutriente, e o consumo diário ideal é de 900 mcg para homens adultos e 700 mcg para mulheres adultas.

Como e quanto consumir de fígado

As especialistas consultadas por VivaBem são unânimes em afirmar que o fígado pode ser consumido por qualquer pessoa, mesmo as que têm colesterol alto, doenças cardíacas ou gota —nestas condições, desde que o médico responsável pelo acompanhamento não imponha restrições.

Segundo elas, o importante é apenas ter cuidado com o consumo excessivo. A recomendação é entre 100 g e 250 g por semana e como parte de uma dieta equilibrada.

Quanto à forma de consumo, para evitar contaminação, o alimento não deve ser ingerido cru. Ao invés disso, deve ser cozido, frito ou grelhado.

Importante também é escolher bem a carne, que deve ser sempre fresca. Neste sentido, deve-se observar se tem coloração escura (amarronzada) e brilho. Caso a aparência seja opaca e em um tom amarelado, não compre, não prepare e não coma.

Fontes: Auzelivia Rego, gastroenterologista, hepatologista e professora da disciplina de doenças do trato gastrointestinal dos cursos de medicina da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) e da UnP (Universidade Potiguar); Luciana Setaro, professora doutora do curso de nutrição e coordenadora de pós-graduação em nutrição esportiva e wellness do Centro Universitário São Camilo (SP); Manuela Dolinsky, professora associada do Departamento de Nutrição e Dietética da Faculdade de Nutrição da UFF (Universidade Federal Fluminense) e diretora do CFN (Conselho Federal de Nutricionistas); e Renata Cintra, professora do Departamento de Ciências Humanas e Ciências da Nutrição e Alimentação do Instituto de Biociências – campus de Botucatu – da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo).

Informações UOL


Alto índice está associado ao estilo de vida atual adotado pelos jovens, diz especialista

Foto: Divulgação | Ascom

Se já é assustador saber que as dores na coluna atingem 80% da população em algum momento da vida — dado da Organização Mundial da Saúde (OMS) —, preocupa mais ainda ter conhecimento de que aproximadamente metade das pessoas que procuram um especialista, a fim de tratar o problema, tem menos de 50 anos.

Isso é confirmado pelo médico ortopedista Gilvan Landim, membro da Sociedade Brasileira dos Médicos Intervencionistas da Dor (Sobramid). “Dor na coluna é a principal queixa no nosso consultório. Cada vez mais, com o advento de esportes de alto impacto e devido à forma de vida que se leva, aumenta a incidência de pacientes jovens”, revela Landim.

Entre os motivos para o problema estar acometendo tanto os jovens, está o fato de que, hoje, grande parte das atividades que realizamos se dá por meio de dispositivos eletrônicos, como o computador ou o celular. Assim, passamos várias horas seguidas sentados numa cadeira ou projetando a cabeça para a frente ao usar o aparelho.

Esse hábito pode trazer sérias complicações à saúde, já que estudos clínicos apontam que, quando nos sentamos, a pressão dentro dos discos da coluna — uma espécie de ‘amortecedor’ — aumenta, e pode ser ainda maior no caso de quem não se apoia sobre o encosto da cadeira.

Associado a isso, o índice de brasileiros com obesidade cresceu 72% nos últimos 13 anos: saiu de 11,8%, em 2006, para 20,3%, em 2019, mostra a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde.

Tratamento
Se não tratadas, as dores na coluna podem se tornar crônicas, o que, aliás, tem sido cada vez mais comum no consultório em que atende o ortopedista Gilvan Landim. “O paciente pode evoluir para a artrose e sofrer envelhecimento dos discos, o que leva à formação de hérnias. Isso vai causar problemas muito mais difíceis de ser tratados”, alerta o médico.

De acordo com Landim, o tratamento passa por uma mudança de comportamento do paciente. “É importante, por exemplo, adotar uma alimentação saudável e praticar atividades físicas sob orientação, já que muitos pacientes não podem sofrer impacto na coluna”, orienta ele.

Em casos de dores crônicas, é necessário recorrer a procedimentos minimamente invasivos, como os bloqueios e as infiltrações na coluna. “Inicialmente, sempre vamos priorizar tratamentos não intervencionistas, como fisioterapia, acupuntura, Reeducação Postural Global (RPG) ou até pilates”, ressalta o especialista.

Informações Bahia.ba


A bactéria que infectou o medicamento já contagiou quase 70 pessoas em diversos Estados norte-americanos

Olho humano. Imagem: Foto de <a href="https://unsplash.com/@vansbumbeers?utm_source=unsplash&utm_medium=referral&utm_content=creditCopyText">Vanessa Bumbeers</a> na <a href="https://unsplash.com/pt-br/fotografias/PkauYYJwdTQ?utm_source=unsplash&utm_medium=referral&utm_content=creditCopyText">Unsplash</a>/Reprodução

Duas pessoas morreram semanas depois que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA alertaram para a interrupção imediata de uma marca popular de colírio. Uma pessoa havia perdido a vida em decorrência do uso do medicamento. Até 14 de março, 68 pessoas em 16 Estados norte-americanos foram diagnosticadas com infecções causadas por uma cepa rara altamente resistente a antibióticos. A responsável por matar e cegar as pessoas é a bactéria Pseudomonas aeruginosa 

Oito pessoas perderam a visão, e quatro pacientes tiveram de remover cirurgicamente um dos olhos. A maioria dos infectados pela bactéria havia se automedicado com o colírio EzriCare Artificial Tears, produzido por uma empresa farmacêutica indiana, a Global Pharma. A bactéria é capaz de prosperar em qualquer lugar, desde combustível de aviação até água destilada.  

Um senhor de 72 anos apresentou uma infecção contínua e perda extrema de visão no olho direito. Mesmo com o uso sistemático de antibióticos, a infecção do paciente permaneceu. Em Miami, uma mulher de 68 anos teve de remover o olho direito, infectado em setembro do ano passado; ela havia comprado o tal colírio, a fim de se livrar de uma irritação causada pelo uso de lentes de contato. Os distribuidores da EzriCare nos EUA afirmaram que darão prioridade à retirada do produto do mercado.  

Em tom alarmista, os especialistas disseram que bolsões de patógenos se espalharão rapidamente à medida em que as viagens internacionais aumentarem. A bactéria presente no colírio poderá se espalhar facilmente, sobretudo nos EUA. 

Informações Revista Oeste


Cientistas criam o primeiro nariz “vegano” para substituir implantes; Entenda
Foto: Freepik.

Cientistas britânicos estão desenvolvendo o que chamam de nariz “vegano” para pessoas que perderam o membro, seja por acidente ou câncer, e precisam de reconstrução. Impresso em 3D o membro é feito de polpa de madeira macia e ácido hialurônico.

— O hidrogel de nanocelulose é basicamente polpa de madeira macia. E o ácido hialurônico, encontrado em muitos cremes para a pele e preenchimentos faciais, é produzido a partir de bactérias. Ambos são veganos — explica o cirurgião criador do nariz artificial, Thomas Jovic, da Swansea University Medical School.

Após os produtos serem mesclados, um catalisador biológico é acrescentado para que a mistura chegue à consistência correta. Em seguida, células de cartilagem do próprio paciente são retiradas, multiplicadas em laboratório e acrescentadas à solução. A técnica também pode ser usada para reconstruir orelhas danificadas.

— A medicina regenerativa é o futuro. Não é algo tão simples, porque o grande desafio é encontrar culturas de células que tenham aderência naquele tipo de pele e não seja rejeitado pelo corpo. Hoje, as cirurgias envolvendo a reconstrução, ainda envolve extrair cartilagem das costelas do paciente, o que resulta em várias operações invasivas — diz o cirurgião plástico especialista em rinoplastia e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Alexandre Piassi.

Os cientistas britânicos afirmam que o próximo passo é verificar se o material não provoca reações imunológicas e, depois, iniciar os testes em animais.

Créditos: O Globo.


Elizangela Santana, de 42 anos, passou anos sendo medicada para ansiedade - Arquivo Pessoal
Elizangela Santana, de 42 anos, passou anos sendo medicada para ansiedade Imagem: Arquivo Pessoal

Quando começou a passar mal, a professora Elizangela Santana, 42, não desconfiava que poderia ter algum problema cardíaco. Pelas suas características —mulher magra e com hábitos saudáveis— isso também nem passou pela cabeça dos médicos com quem ela se consultava no Recife, onde mora.

A VivaBem, Eliz conta a saga de mais de 10 anos até ser, finalmente, diagnosticada e receber um tratamento adequado.

‘Medicada com ansiolíticos’

“Comecei a passar mal com uns 15 anos, tinha taquicardia (aumento da frequência cardíaca) e arritmia (alteração nos ritmos dos batimentos). Meus dedos e lábios ficavam roxos, tinha uma ânsia de morte, como se eu fosse desmaiar. Não sabia do que se tratava.

Buscava a emergência do SUS e sempre era diagnosticada com ansiedade. Nem desconfiava que não era isso.none

Algumas vezes, fui medicada com ansiolíticos mais conhecidos, como Diazepam e Clonazepam, e outros de que nem lembro o nome. Fui convivendo com isso.

Sempre que buscava um médico, contava o histórico e me passavam esses remédios ou algum para dormir — mas eu nunca tive problemas com sono, sempre dormi muito bem. Se jogar um travesseiro no chão, eu durmo, pode estar o barulho que estiver.

Tomava esses remédios e percebia que eles me paralisavam. Isso me fazia ter dificuldades em dar continuidade ao tratamento. Eu sempre fui ativa, elétrica, então não me sentia bem. Por isso, embora a prescrição fosse de uso contínuo, passei a tomá-los apenas quando tinha os sintomas.

Na juventude, passei a tomar anticoncepcional e eles agravaram o meu problema — que, eu ainda não sabia, mas eram cardíacos.

’10 anos de diagnóstico errado’

Um belo dia passei mal, fui para a emergência, e o médico aferiu a minha pressão. Ela sempre foi normal, mais para baixa. Nunca tive hipertensão. E ele notou que, embora minha pressão estivesse normal, eu realmente estava com arritmia.

Isso acendeu um alerta nele, que pediu um eletrocardiograma. Com esse exame, ele constatou que eu tinha uma disfunção cardiológica: escreveu PVM (referência a prolapso da válvula mitral) e um ponto de interrogação. Ali, fui orientada a buscar um cardiologista.

Um especialista me pediu exames mais específicos, como o ecocardiograma (uma espécie de ultrassom do coração). Ele constatou que eu tinha PVM.

Até esse diagnóstico preciso passaram-se cerca de 12 anos. Foram mais de 10 anos de diagnóstico erradonone

Me assustei porque, apesar de ter problemas de coração na família — minha mãe tinha angina e faleceu com um AVC e meu pai infartou —, eu nunca imaginava que seria diagnosticada com algum problema.

Era muito jovem e não levei isso a sério. Não tomava o betabloqueador (medicamento que ajuda a controlar o sistema cardiovascular) e só usava o remédio quando sentia crises de muita arritmia.

‘Sou dependente de um remédio’

Depois do diagnóstico, passei a frequentar a área cardiológica do Procape (Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco), referência na especialidade.

Hoje, já me trato lá há mais de 12 anos e minha médica é especialista em válvulas. Sou acompanhada anualmente, faço vários exames. Sei que algumas pessoas passam por cirurgia, mas meu caso é leve e não preciso.

No ano retrasado, fiz um exame para detectar se eu tinha apneia do sono, porque estava com dificuldades para respirar e acordava sufocada. Isso foi constatado e ela mudou meu betabloqueador.

Hoje, sou dependente total desse remédio e não passo mais de 24 horas sem tomá-lo, porque volto a passar mal.

‘Tudo é histeria e ansiedade’

Pelo meu estilo de vida, é difícil um médico chegar em um diagnóstico assim. Sou magra, não bebo, não fumo, durmo bem. Sempre tive alimentação regrada porque gosto muito de frutas, verduras e grãos.

Realmente gosto de ser saudável. Evito refrigerantes, tomo mais suco. Há um ano e meio entrei na academia por recomendação médica para aumentar a massa muscular e fortalecer o coração. Hoje, levo a vida mais normal possível.

Quando você chega em um médico, geralmente ele analisa o que vê na frente dele —e só associa problemas cardíacos a pessoas obesas ou com diabetes, hipertensão, colesterol alto… Eu não tinha nada dessas características que ele buscavanone

Para a gente, que é mulher, tudo é histeria ou ansiedade. Fui diagnosticada por sorte e hoje tenho um tratamento adequado. Se não fosse o médico da emergência, talvez eu não estivesse contando essa história hoje.”

Caso não é isolado

Segundo a cardiologista Maria Cristina Almeida, do Departamento de Cardiologia da Mulher da SBC (Sociedade Brasileira e Cardiologia), casos de demora no diagnóstico de mulheres —como ocorreu com Elizangela— não são isolados. E isso acontece por diversos fatores:

Na mulher, as doenças podem se manifestar de forma diferente. Não é uma dor característica. Pode ser um mal-estar, fadiga, angústia. E isso pode levar ao erro do diagnóstico. As mulheres têm mais chances de ter essas manifestações atípicas
Maria Cristina Almeidanone

Para Maria Cristina Almeida, é importante analisar o perfil da paciente para além do seu histórico cardiovascular.

Fatores como menopausa, depressão, contexto socioeconômico e até mesmo violência doméstica são fatores de risco para doenças do coração no caso delas.

Além disso, as comorbidades já conhecidas, como obesidade, hipertensão e tabagismo, têm ainda mais impactos no corpo da mulher do que do homem — o que potencializa ainda mais os riscos de doenças cardiovasculares nas mulheres.

Outra questão a se combater, segundo ela, é o fato de que muitas queixas femininas são menosprezadas e atribuídas unicamente a fatores emocionais. As médicas mulheres, segundo a cardiologista, costumam ter maior sensibilidade para identificar essas diferenças.

Informações Viva Bem UOL


Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

Integrantes do Comitê contra a Tuberculose em Feira de Santana participaram da sessão da Câmara de Vereadores, nesta quinta-feira (23), para pedir mais apoio dos vereadores no combate à doença no município.

A ação do comitê também faz parte da comemoração pelo Dia Mundial da Tuberculose e visa chamar a atenção para os números da doença no município, o tratamento e também as necessidades enfrentadas pelos pacientes em situação de vulnerabilidade.

Foto: Ney Silva/ Acorda Cidade

A enfermeira Yaná Guimarães, que é professora da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), chamou a atenção dos parlamentares para a suspensão do programa municipal de doação de cestas básicas a pacientes carentes diagnosticados com a tuberculose e que recebem tratamento na rede pública.

“Os pacientes em tratamento do controle da tuberculose, aqueles mais carentes, recebiam no passado uma cesta básica, porque a cura da doença não vem só com a medicação, precisa também de uma alimentação contínua. As medicações dão muita fome e precisa dessa associação. A tuberculose é uma doença que está diretamente relacionada à pobreza. Desde 2019, que os pacientes não estão recebendo as cestas e nós estamos aqui na Casa da Cidadania, porque os vereadores têm emendas impositivas e muitas vezes podem não estar direcionando essas emendas para as reais necessidades do município, que é a aquisição dessas cestas básicas para serem doadas aos pacientes de tuberculose em extrema carência e não têm condição de fazer o tratamento”, alertou Yaná Guimarães, em entrevista ao Acorda Cidade.

Ela informou que dentro do programa de tratamento da tuberculose existe hoje um total de 172 pacientes, e muitos deles precisam de apoio com a alimentação. “50% deles, mais ou menos, precisam dessa ajuda, porque senão não conseguem continuar o tratamento e a medicação é tomada diariamente”, ressaltou.

Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade.


Alerta é de estudo financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa de SP

Excesso de tela Foto: Pexels

O uso prolongado de telas é um dos fatores de risco para a saúde da coluna, mostra estudo financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e publicado na revista científica Healthcare.

Entre os fatores de risco está o uso de telas por mais de três horas por dia, a pouca distância entre o equipamento eletrônico e os olhos, a utilização na posição deitada de prono (de barriga para baixo) e na posição sentada. O foco do estudo foi a chamada dor no meio das costas (thoracic back pain, ou TSP).

Foram avaliados 1.628 estudantes de ambos os sexos entre 14 e 18 anos de idade, matriculados no primeiro e segundo ano do ensino médio no período diurno, na área urbana do município de Bauru (SP), que responderam a questionário entre março e junho de 2017.

Desses, 1.393 foram reavaliados em 2018. A pesquisa constatou que de todos os participantes, a prevalência de um ano foi de 38,4%, o que significa que os adolescentes relataram TSP tanto em 2017 quanto em 2018. A incidência em um ano foi de 10,1%; ou seja, não notificaram TSP em 2017, mas foram encaminhados como casos novos em 2018. As dores na coluna ocorrem mais nas meninas do que nos meninos.

– A diferença entre os sexos pode ser explicada pelo fato de as mulheres relatarem e procurarem mais apoio para dores musculoesqueléticas, estarem mais expostas a fatores físicos, psicossociais e de estrese, terem menos força do que os homens, apresentarem alterações hormonais resultantes da puberdade e baixos níveis de atividade física – diz um dos autores do artigo, Alberto de Vitta, doutor em educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com pós-doutorado em saúde pública pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu.

PUBERDADE PRECOCE
A puberdade é um estado natural do corpo humano que, por consequência de alterações hormonais, tende a se apresentar a partir dos 8 anos de idade em meninas e 9 anos em meninos.

Entretanto, as crianças estão entrando nessa fase cada vez mais cedo. Ganho de peso, consumo excessivo de alimentos ultraprocessados e sedentarismo estão entre as principais causas. Mas, outro fator tem chamado a atenção dos pesquisadores.

De acordo com o resultado de uma pesquisa apresentada durante a 60ª Reunião Anual da Sociedade Europeia de Endocrinologia Pediátrica, a puberdade precoce pode estar sendo estimulada pela alta exposição às telas, como tablets e celulares.

– Estudos mostram que a luz azul das telas diminui a produção de melatonina, hormônio relacionado ao ciclo do sono. A menor produção de melatonina pode ser um sinal para o corpo de que já está na hora de entrar na puberdade. Além disso, o ganho de peso e a ansiedade que podem estar associados ao excesso no uso de telas também alteram a produção de determinados hormônios como a leptina e a serotonina, que podem ocasionar a puberdade de forma precoce – explica a endocrinopediatra do Sabará Hospital Infantil, Paula Baccarini.

A especialista afirma que, devido ao isolamento durante o período pandêmico, as crianças passaram a se alimentar de forma menos saudável, gerando outros efeitos colaterais que também alteram os hormônios:

– O estresse e a ansiedade também são fatores que podem adiantar o início da puberdade, somados ao sedentarismo, à piora do padrão alimentar e ao ganho de peso – acrescenta.

ROTINA
O ideal é que a criança mantenha uma rotina com hábitos saudáveis de vida, com atividade física, sono adequado e alimentação natural, com consumo reduzido de produtos industrializados, o que naturalmente já reduz o tempo livre para uso de telas, aconselha a médica.

– É importante lembrar que a criança aprende com o exemplo dos pais. Então, é fundamental que o controle do tempo de tela seja de toda a família e não apenas da criança – completa.

Outras atividades podem ajudar a diminuir esse tempo.

– Criar rotinas como hábito de leitura, brincadeiras recreativas, jogos de tabuleiro, desenho, quebra-cabeças. Além disso, usar o fim de semana para reunir a família fora de casa, se possível em contato com o sol e a natureza podem ajudar – sugere a endocrinopediatra.

Caso os pais identifiquem sinais de puberdade precoce – como aparecimento do broto mamário, desenvolvimento de pelos pubianos, crescimento acelerado, acne, eles devem procurar um endocrinologista pediátrico para fazer o diagnóstico, identificar a causa e avaliar a necessidade de tratamento.

– O tratamento é indicado nos casos em que a puberdade ocorre precocemente ou evolui em ritmo muito acelerado, com risco de a primeira menstruação acontecer cedo ou de ocorrer parada do crescimento antes da idade prevista, com perspectiva da criança crescer menos do que a previsão genética. Consiste em um tratamento hormonal que bloqueia a produção desses hormônios associados ao desenvolvimento da puberdade – explica a especialista.

Uma vez iniciada a puberdade, não há como reverter o quadro, apenas tratar com o bloqueio puberal quando indicado, aponta a médica.

– Por isso, a importância do estabelecimento de hábitos saudáveis de vida durante a infância, como forma de tentar reduzir o risco de a puberdade ocorrer precocemente. Importante dizer que essas mudanças do hábito de vida também estão relacionadas à diminuição de outras condições, como a obesidade.

É considerada precoce a puberdade que surge antes dos 8 anos em meninas e dos 9 anos em meninos; e atrasada, a puberdade que tem início após os 13 anos em meninas e após os 14 anos, em meninos.

A médica considera o risco de adiantamento da menstruação e da parada precoce do crescimento, com prejuízo da altura final da criança, além dos riscos psicossociais associados à puberdade precoce. Se necessário, indicará tratamento para bloquear, por um tempo, o desenvolvimento puberal.

*Com informações da Agência Brasil


Foto: Divulgação

A Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana registrou um caso de morte por leptospirose – doença transmitida pela urina do rato – no último dia 1°. Trata-se de um homem de 55 anos, morador do bairro Limoeiro, que contraiu a doença em casa. Ele apresentou os primeiros sintomas em 15 de fevereiro deste ano e faleceu no Hospital Instituto Couto Maia.

Ao ter conhecimento do caso, a equipe de saúde da Vigilância Epidemiológica realizou imediatamente a notificação e a investigação, adotou as medidas de prevenção e controle na residência do paciente, além do rastreamento de casos suspeitos na região.

Vale destacar que os casos são registrados conforme a ficha de notificação, atestado de óbito e resultado positivo do exame chegam à Vigilância.

Com o intuito de alertar a população sobre os riscos da leptospirose, os agentes de endemias visitaram as residências dos moradores do bairro do Limoeiro para realização de controle e prevenção. 

A doença é causada pela bactéria leptospira, que usa alguns animais como hospedeiros, principalmente roedores, e é transmitida para os seres humanos pela exposição direta ou indireta à urina desses animais, comuns após contato prolongado com águas contaminadas.

“A presença dos ratos gera agravos e consequências da leptospirose. Para evitar o crescimento desta doença, intensificamos as ações de intervenção química para controle de roedores, aliada às atividades educativas com os moradores.”, afirmou Carlita Correia, coordenadora da Vigilância Epidemiológica. 

A coordenadora também reforça a necessidade de a população fazer a própria parte para garantir a redução da infestação dos roedores na localidade.

“As pessoas devem manter os terrenos baldios limpos e capinados. Evitar entulhos e acúmulo de objetos nos quintais e nas telhas. São algumas ações simples, mas de grande importância para combater a leptospirose”, destacou.

SECOM PMFS


Os casos de infecção pelo fungo Candida auris nos EUA quase dobraram em 2021. As notificações da doença passsaram de 756 para 1.471, aponta um relatório recente.

O fungo Candida auris visto do microscópio — Foto: GETTY IMAGES/BBC

O fungo Candida auris visto do microscópio — Foto: GETTY IMAGES/BBC 

A infecção por fungos da espécie Candida auris está se espalhando rapidamente e de forma “alarmante”, diz o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. 

Os casos nos EUA quase dobraram em 2021: passaram de 756 para 1.471, aponta o relatório da entidade. 

Pessoas saudáveis não correm risco de ter complicações relacionadas ao fungo Candida auris, mas aquelas com sistema imunológico comprometido ou que usam dispositivos médicos, como ventiladores ou cateteres, podem sofrer com quadros mais graves ou até morrer. 

Na maioria das infecções diagnosticadas em terras americanas, o fungo era resistente aos tratamentos disponíveis.

Por esse motivo, o CDC classifica a situação como uma “ameaça urgente relacionada à resistência antimicrobiana”. Muitos pacientes afetados estão em hospitais e lares de idosos.

Um em cada três indivíduos com infecções invasivas por Candida auris morre, mas pode ser difícil avaliar como esse fungo afeta pacientes vulneráveis, avalia a epidemiologista Meghan Lyman, principal autora do relatório do CDC. 

A infecção foi relatada pela primeira vez nos EUA em 2016. O aumento mais rápido de casos aconteceu entre 2020 a 2021, de acordo com dados publicados no periódico especializado Annals of Internal Medicine. 

Outro motivo de preocupação é o aumento de casos que se tornaram “resistentes às equinocandinas”, que é a classe de antifúngicos mais recomendada para o tratamento da infecção por Candida auris. 

O CDC atribui o aumento à falta de medidas de prevenção nas unidades de saúde e às melhoras nos serviços de acompanhamento e diagnóstico de casos.

Outro fator que parece ter contribuído, segundo a entidade, foi o estresse ao sistema de saúde relacionado à pandemia de covid-19. 

Lyman disse ao canal CBS News que o aumento de acometidos pela doença “enfatiza a necessidade de vigilância contínua, além de expandir a capacidade de laboratórios, criar testes de diagnóstico mais rápidos e criar programas de prevenção e controle de infecções”. 

Outros países também têm visto um aumento nos casos de Candida auris. 

No ano passado, a Organização Mundial da Saúde incluiu na lista de “patógenos fúngicos prioritários”. 

No Brasil, já foram identificados ao menos três surtos de maior importância relacionados a esse micro-organismo nos últimos anos.

O mais recente deles aconteceu entre dezembro de 2021 e março de 2022 em um hospital de Recife, em Pernambuco. À época, nove indivíduos foram acometidos. 

O episódio foi alvo de um estudo publicado no início de 2023 por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz). 

Segundo os pesquisadores, a Candida auris “requer uma grande vigilância por sua alta capacidade de formar colônias e biofilmes, o que contribui para a disseminação do fungo”. 

“A identificação rápida e precisa dessa espécie é essencial para gerenciar, controlar e prevenir infecções”, concluem os especialistas.


Informações BBC News


Foto: Thiago Paixão

Mulheres que realizam o pré-natal nas unidades de saúde de Feira de Santana podem receber gratuitamente repelentes para proteção contra o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, Chikungunya e Zika – este último pode causar microcefalia nos bebês durante a gestação.

O equipamento de proteção é disponibilizado pelo Ministério da Saúde, por meio da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e distribuído pela Prefeitura de Feira. No total, 1.680 unidades foram recebidas. Todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e de Saúde da Família (USF) estão sendo abastecidas com o item. 

De acordo com Ana Carla Barbosa, Chefe da Atenção Básica, o uso do repelente é um item indispensável durante a gestação, pois protege a mãe e o bebê.  

“O uso do repelente inibe a picada do mosquito, por isso é importante usar diariamente”, afirma.

Aos nove meses de gestação, Lucimara Pereira, de 31 anos, afirma que o usa o produto desde que descobriu a gravidez. “Já mantenho esse cuidado diário contra o mosquito, mantenho minha casa sempre limpa. Esse repelente vai ser importante para aumentar a prevenção para que eu possa ter uma gestação sem esse medo de contrair o Zika Vírus”, garante.

SECOM PMFS

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