Além de prejudicar a saúde do paciente, o ronco pode impactar nas relações. Cansaço frequente durante o dia e dor de cabeça podem indicar um problema maior, como apneia do sono.
Ronco pode afetar mais do que a saúde do paciente e impactar nas relações — Foto: Freepik
Quando procurar ajuda médica para lidar com o ronco? Quando o ruído ficar muito alto ou desde o momento em que começar a atrapalhar o sono do parceiro ou parceira ao lado?
Em casos extremos, como o da aposentada Marcia Bucci, de São Caetano do Sul (SP), o ronco pode afetar mais do que a saúde do paciente e impactar também nas suas relações.
Me divorciei e um dos motivos foi o meu ronco.
— Marcia Bucci, aposentada
👉 Veja mais abaixo quais são os sinais de alerta, como identificar se o seu ronco indica algo mais grave e qual o momento de procurar um médico.
Esta reportagem é parte de uma série do g1 sobre o ronco que explica o que causa o ruído; como é feito o “exame do sono, a polissonografia”; quantos brasileiros esperam na fila pelo procedimento; e o que são os aparelhos CPAPs e BiPAPs. Também irá mostrar o que de fato funciona e o que não ajuda em nada para parar de roncar.
Aos 60 anos, Marcia conta que teve o diagnóstico de apneia há mais de uma década, quando ainda era casada.
🚨 A apneia é a causa mais grave do ronco. Ela ocorre quando as nossas vias aéreas se estreitam ao ponto em que chegam a ficar bloqueadas, interrompendo a respiração por alguns segundos.
A aposentada diz que não ficou surpresa com o resultado da polissonografia (o exame que identifica o quadro), pois já suspeitava que alguma coisa estava errada com a sua qualidade de sono: acordava sempre cansada e tinha dificuldade de concentração ao longo do dia, sinais típicos da condição.
“Eu nunca percebia, mas incomodava bastante o meu ex-marido porque era algo constante. Eu acordava até com ele me chacoalhando algumas vezes”, relembra.
Marcia tentou usar um daqueles clipes nasais para manter a via respiratória mais aberta, mas não adiantou.
A outra saída seria usar aparelhos como o CPAP ou BiPAP, que corrigem a respiração, mas isso esbarrou na questão financeira. Um equipamento desses pode passar de R$ 5 mil. O SUS até o fornece, mas a fila é longa.
Dormir em quartos separados, uma ideia que poderia resolver o incômodo do marido, não era uma possibilidade para ela por conta do tamanho do apartamento da família.
E, para piorar tudo isso, o ronco dela era motivo de piada de mau gosto do marido. Em algumas ocasiões, geralmente quando o casal se reunia com amigos, Marcia relembra que seu parceiro costumava caçoar dela, o que a deixava com bastante vergonha.
“Aí a coisa foi se agravando até chegar num ponto que eu não queria mais ficar casada com ele. As pessoas comentavam muito e comecei a ficar com depressão. Tive que tomar remédio e fazer alguns tratamentos”, diz.
Hoje, ela tenta focar em perder peso, o que poderá ajudar com o ronco. De um modo geral, a gordura acumulada nas vias aéreas dificulta a passagem de ar.
🩺 Quando procurar ajuda?
Mesmo que seu parceiro não se importe com seu ronco, vale a pena consultar um médico especialista em distúrbios do sono (como o otorrinolaringologista) quando:
houver episódios frequentes de ronco;
estiver com sintomas como sensação de que dormiu mal, dores de cabeça ou cansaço ao longo do dia.
Basta a pessoa ter algum grau de prejuízo diurno (sonolência, fadiga, irritabilidade) ou noturno (roncos, engasgos, fragmentação do sono) para que a busca de ajuda seja necessária.
— Danilo Sguillar, médico otorrinolaringologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo
📣 Ronco alto não determina gravidade: O profissional, que também é médico do Sono pela Associação Médica Brasileira, explica que o volume do ronco não determina a gravidade dos quadros e somente o exame da polissonografia é capaz de fazer o diagnóstico de distúrbios, como a apneia.
💤 E se for apneia do sono?
Nos casos em que houver suspeita de apneia do sono, o médico pode realizar a polissonografia para fazer o diagnóstico e determinar se o quadro é mais leve, moderado ou grave.
De qualquer forma, é importante ficar atento aos sintomas. Confira abaixo.
Se você também encontrar alguém apresentando esses sinais de alerta, leve-o ao médico.
🚒 O que a apneia do sono faz com o seu corpo
Segundo o NHS, o serviço de saúde britânico, caso não tratada, a apneia do sono pode levar a diversos problemas de saúde, como:
Pressão alta;
Maior chance de infarto;
Diabetes;
Doenças do coração;
Dificuldades de concentração;
Maior chance de se envolver em acidentes graves causados pelo cansaço, como batidas de carro.
“De forma crônica, a apneia do sono sobrecarrega o coração”, explica o otorrinolaringologista, que também é Coordenador do Departamento de Medicina do Sono da ABORL-CCF (Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial).
Segundo ele, a condição aumenta a pressão arterial, que pode levar a quadros de arritmia e infarto agudo do miocárdio e alterar nosso sistema metabólico propiciando resistência à insulina e maiores chances de diabetes mellitus tipo 2.
“O tratamento previne estas patologias. Portanto, é recomendável precocidade no diagnóstico e no tratamento”, alerta Danilo Sguillar.
O estresse da vida moderna, as tensões emocionais, alterações posturais e outros fatores são alguns dos motivos apontados como causas de duas doenças comuns a milhares de brasileiros e muito próximas em suas causas: a cefaleia, mais conhecida como dor de cabeça, e também as dores orofaciais. Esses tipos de dores podem levar a pessoa a desenvolver o hábito de ranger ou apertar os dentes, a traumas e microtraumas persistentes.
O especialista em dores orofaciais, Dr. Thiago Leite, lembra que esse apertar dos dentes, ou bruxismo, tem como característica principal o tensionamento dos músculos da face, e pode acontecer durante o sono ou ocorrer enquanto a pessoa estiver acordada, neste caso, chamado de bruxismo de vigília. Vale salientar que estes sinais podem passar despercebidos, “uma vez que a tensão e o estresse do dia a dia, às vezes, não permitem que as pessoas se auto-observem. Infelizmente, quando as dores orofaciais ou a cefaleia chegam, na maioria das vezes, já surgem em um grau insuportável, atrapalhando a rotina do paciente, o sono, horas de trabalho e, aí sim, não tendo mais como adiar a ida ao consultório. A busca por um alívio da dor torna-se urgente”, salienta o especialista.
De acordo com Dr. Thiago Leite, faz-se mais que necessário o diagnóstico com um bucomaxilofacial, pois, como bem lembra, o bruxismo, é um dos principais responsáveis pelo cansaço dos músculos mandibulares e pode provocar cefaleias tensionais e enxaqueca, com dores localizadas na região das têmporas, nuca e ombros, além de provocar zumbido e lesões nos dentes (fraturas, problemas gengivais). Mas que o ideal mesmo seria que o paciente não deixasse chegar a um nível tão elevado de tensão, de dor, de sofrimento.
Alguns dos principais sintomas que podem vir acompanhados do distúrbio são: dores na face, estalos na mandíbula, desgaste e fraturas nos dentes e restaurações, zumbido no ouvido, dores de cabeça e sensibilidade nos dentes. O tipo de tratamento dependerá exatamente de cada caso, de cada paciente, de cada particularidade. “Somos muito criteriosos nesse sentido. E nosso olhar está para o bem estar e conforto dessas pessoas que precisam voltar a dormir, viver, trabalhar, estar entre os seus sem dores. A cefaleia, as dores orofaciais têm tratamento. Elas chegam a tirar totalmente a qualidade de vida do indivíduo. É preciso diagnosticar o mais breve possível e ver o melhor protocolo de tratamento para cada caso”, salientou.
A Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana registrou um novo caso confirmado de leptospirose – doença transmitida pela urina do rato – nesta terça-feira (16). Trata-se de um homem de 46 anos, morador do bairro Calumbi. A forma de contaminação ainda está sendo investigada.
De acordo com a notificação recebida pela VIEP, o paciente deu entrada em uma unidade privada no dia 4 de maio para realizar exames laboratoriais, mas somente no dia 16 a instituição entrou em contato com o órgão municipal para informar o resultado positivo para a doença.
Vale destacar que os casos são registrados conforme a ficha de notificação e o resultado positivo do exame que chega à Vigilância.
Ao ter conhecimento do caso, a equipe da VIEP entrou em contato com o paciente no próprio dia 16 e orientou que ele procurasse, de maneira imediata, uma unidade de saúde da rede municipal com atendimento de urgência e emergência devido ao alto potencial de evolução da doença.
Entretanto, o paciente não seguiu a orientação da equipe de saúde e só procurou o suporte especializado no dia 17, por volta de 23h. No momento, ele está sendo acompanhado e aguarda a regulação estadual em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
A VIEP continua monitorando o caso e efetuando a investigação dos possíveis locais de contaminação da doença. As ações de vigilância e combate para eliminação dos focos estão sendo desempenhadas pelas equipes técnicas.
Sobre a doença
A leptospirose é causada pela bactéria Leptospira, que utiliza alguns animais como hospedeiros, principalmente roedores, e é transmitida para os seres humanos pela exposição direta ou indireta à urina desses animais, geralmente após contato prolongado com águas contaminadas.
Momentos de distração, confraternização, superação, novos desafios, relaxamento. Assim pode-se descrever as sensações que o artesanato desperta na vida de muitas pessoas e um grupo de Feira de Santana tem experimentado essas sensações desde a pandemia de covid-19, quando encontraram no artesanato, uma alternativa para aliviar a ansiedade.
Tudo começou quando as irmãs Charline Portugal e Patrícia Falcão, que trabalham no ramo da saúde, encontraram no artesanato uma terapia para aliviar o estresse do dia a dia. Elas começaram a fazer aulas de artesanato, mas com a chegada da pandemia do covid-19 as aulas foram suspensas. Por outro lado, os momentos de estresse aumentaram, já que elas trabalham na área de saúde.
Foi então que as irmãs resolveram continuar a fazer os artesanatos em casa. Atividade que se tornou exemplo e despertou a vontade de seguir esse caminho em muitas pessoas. A ideia foi se propagando e ganhou dimensão grande com a adesão de amigos. Assim, as irmãs decidiram montar um curso de artesanato e assim nasceu a arteterapia.
O curso que oferece aulas de costura criativa, bordado tradicional, bordado livre, pintura em tecido, crochê e biscuit, abrange pessoas de todas as idades. Para os alunos, mais que aprender uma arte nova, as aulas servem para renovar as ideias, além de estimular a criatividade e proporcionar momentos de lazer e relaxamento.
De acordo com o Ministério da Saúde, o homem tem 61 anos e é funcionário de um parque municipal de Vitória onde uma das aves marinhas contaminadas foi encontrada caída no chão.
Aves silvestres da espécie Thalasseus acuflavidus. — Foto: Cláudio Dias Timm
O Ministério da Saúde confirmou na noite desta quarta-feira (17) o primeiro caso suspeito de gripe aviária em humano do Brasil. Trata-se de um homem de 61 anos, funcionário de um parque municipal de Vitória onde foi encontrada uma das três aves com resultado positivo para a doença no Espírito Santo.
O paciente apresenta sintomas gripais leves e, conforme protocolo de vigilância sanitária, está em isolamento e monitorado por equipes de saúde do município. A pasta informou que acompanha e está dando o suporte necessário ao estado desde a notificação.
A amostra do paciente suspeito e de outras 32 pessoas que também trabalham no parque estão em análise pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) do Espírito Santo. Após a análise, as amostras também serão enviadas para a Fiocruz, que é o laboratório de referência para o estado, e deverão ser manipuladas em áreas de biossegurança NB-3.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa), ainda não há informação sobre o prazo para divulgação dos resultados dessas análises.
O Ministério da Saúde reforçou que não foram registrados casos confirmados de influenza aviária A (H5N1) em humanos no Brasil. A transmissão da doença ocorre por meio de contato com aves doentes, vivas ou mortas. E, de acordo com o que foi observado no mundo, o vírus não infecta humanos com facilidade e, quando isso ocorre, geralmente a transmissão de pessoa para pessoa não é sustentada.
Na tarde desta quarta-feira (17), a Secretaria de Saúde do Espírito Santo (Sesa) havia confirmado que 33 pessoas foram possivelmente expostas a uma ave marinha contaminada pelo vírus influenza aviária, que foi encontrada num parque municipal de Vitória. O parque é o Refúgio da Vida Silvestre da Mata Paludosa (antigo Parque da Fazendinha), em Jardim Camburi.
O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou três aves contaminadas com a gripe aviária no litoral capixaba na última segunda-feira (15).
Na tarde desta quarta-feira (17), a Sesa informou que equipes da Vigilância em Saúde, juntamente com o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), realizaram investigação de campo em Vitória, Cariacica e Marataízes (locais onde foram encontradas as três aves contaminadas) para identificar pessoas que tiveram contato com esses animais. A ação foi iniciada na terça-feira (16). O parque está fechado para visitas desde então.
Refúgio da Vida Silvestre da Mata Paludosa (antigo Parque da Fazendinha), em Vitória, onde uma ave contaminada foi encontrada — Foto: Paulo Ricardo Sobral/TV Gazeta
Monitoramento deve ser feito por pelo menos 10 dias
A Sesa esclareceu ainda que as pessoas que tiveram contato com as aves diagnosticadas com a gripe aviária (vírus H5N1) devem ser monitoradas se apresentarem sintomas gripais pelo período de dez dias a partir do contato com a ave contaminada ou com suspeita de contaminação.
A população deve evitar estritamente contato com aves doentes ou mortas, incluindo aves silvestres. Outras orientações gerais incluem:
Ao avistar aves doentes acionar o serviço veterinário local ou realizar a notificação por meio do Sisbravet (clique aqui);
Evitar o contato próximo e desprotegidocom pessoas que apresentem sintomas gripais;
Manter os ambientes bem ventiladoscom porta e janelas abertas;
Evitar aglomerações em ambientes fechados;
Praticar higiene das mãos e ter etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar;
Caso precise manipular a ave, usar máscara de proteção e luvas, acondicionar em uma caixa e comunicar ao Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (IDAF) (clique aqui)
Primeiro caso de gripe aviária no país
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) registrou dois casos de aves marinhas contaminadas pelo vírus da influenza aviária, o H5N1, na tarde de segunda-feira (15). No fim do mesmo dia, o governo informou um terceiro caso.
Dois animais são da espécie Thalasseus acuflavidus, conhecida Trinta-réis-bando, e foram resgatados no litoral do Espírito Santo.
No momento do resgate, uma das aves estava localizada no município de Marataízes, Litoral Sul, e outra no bairro Jardim Camburi, em Vitória.
Aves silvestres da espécie Thalasseus acuflavidus. — Foto: Cláudio Dias Timm
O terceiro é uma ave migratória da espécie Sula leucogaster (atobá-pardo), que estava no Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos de Cariacica (Ipram), desde janeiro.
Os dois casos não afetam a condição do Brasil como país livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicida (IAAP) e os demais países membros da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) não devem impor proibições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros.
É a primeira vez que o Brasil apresenta casos de gripe aviária.
Os animais infectados não fazem parte do sistema industrial brasileiro, ou seja, os casos não afetam aves e ovos disponíveis nos supermercados e a seguridade alimentar da população, aponta a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
O mês de maio, Maio Roxo, traz como alerta o aumento de cerca de 15 por cento ao ano no número de casos de doenças inflamatórias intestinais, conforme Associação de Proctologia. Em Feira de Santana, nos últimos três anos, o coloproctologista e médico cirurgião, Dr. Eugênio Ramalho, afirma que passou a verificar esse aumento de pacientes com doenças desta natureza em seu consultório. De 2019 para cá, na verdade, o índice chega a ser maior, pois, costumava atender semanalmente entre duas ou três pessoas com inflamações do trato intestinal. Atualmente, no mínimo, a agenda conta com 10 pacientes toda semana. O dia 19 de maio é o Dia Mundial das Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) e, portanto, como salienta o especialista, uma ótima oportunidade para lembrar à população como um todo que, de acordo com a Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn, cerca de 10 milhões de pessoas ao redor do mundo são afetadas pela doença e a incidência vem aumentando também no Brasil, ou seja, se faz urgente conter ou minimizar esta enfermidade. O estresse da vida moderna, a alimentação pobre em vegetais, frutas, verduras, sementes. Em contrapartida, rica em gorduras saturadas, ou seja, em alimentos originários de fastfoods como frituras, pizzas, batata frita, “alimentos ultraprocessados, previamente preparados com estabilizantes, conservantes, comidas processadas, congeladas, à base de margarina, gordura vegetal, a falta de atividade física, são fatores que potencializam o surgimento destas doenças e o aumento dos casos”, frisou o cirurgião Eugênio Carvallho. As duas principais doenças inflamatórias que envolvem o trato instestinal são a Colite Ulcerativa, que provoca inflamação de longa duração e feridas, as chamadas úlceras no revestimento interno do intestino grosso, ou seja, cólon, e também no reto; bem como a Doença de Crohn. E Este tipo de DII é caracterizado pela inflamação do revestimento do trato digestivo, que muitas vezes se espalha profundamente nos tecidos afetados e precisa ser rapidamente diagnostica e tratada. Trata-se, inclusive, de uma doença que geralmente acomete jovens entre 15 e 40 anos de idade e, depois, em um segundo pico, entre os 60 e 70 anos. “Mas é preciso ficar atento aos sinais, aos sintomas, pois, mesmo sendo mais comum nesses períodos, qualquer pessoa pode ser acometida”, alertou Dr. Eugênio Ramalho. Os sintomas da DII variam, dependendo da gravidade da inflamação e onde ela ocorre. Os sintomas podem variar de leve a grave. É provável que a pessoa tenha períodos de doença ativa seguidos por períodos de remissão. Os sinais e sintomas comuns à doença de Crohn e à colite ulcerativa incluem a diarreia, febre, fadiga, dor abdominal e cólicas, sangue nas fezes, apetite reduzido e perda de peso não intencional. “É importante a gente lembrar que esses sintomas podem vir isolados ou não. Vamos ficar atentos e buscar um profissional imediatamente. Quanto antes um diagnóstico e tratamento precoce, melhor”, lembra o coloproctologista. De acordo Dr. Eugênio Ramalho, a mudança no estilo de vida das pessoas acometidas por problemas no trato intestinal é, sem dúvida, o melhor caminho para melhorar o quadro desses pacientes, incluindo boa alimentação, descartando alimentos ultraprocessados, e adotando a prática de exercícios. É importante também evitar o tabagismo e controlar a obesidade desde a infância.
O mês de maio foi decretado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o mês de prevenção dos acidentes de trânsito, responsáveis, no mundo, pela morte de cerca de 1,5 milhão de pessoas todos os anos. No Brasil, esse número chega a 50 mil mortes anualmente. O que não é muito noticiado é o grande número de pessoas que sobrevivem a esses acidentes com graves traumas urológicos, desde as lesões geradas no aparelho urinário dos homens e mulheres, aos que atingem os órgãos genitais masculinos, como alerta o urologista e cirurgião Eduardo Cerqueira. O especialista afirma que o trauma renal representa entre 3% a 5 % da incidência de traumas no trato urinário e ressalta a importância de campanhas como o Maio Amarelo, que objetiva chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortos e feridos no trânsito, em todo o mundo, como principal causador dessas lesões. Ele cita os acidentes automobilísticos, principalmente os que envolvem motos, mas também acidentes ocupacionais e queda de altura como as causas mais importantes. É urgente lembrar e relembrar à população que as vagas em UTIs, no Brasil, somam 60% de sua ocupação por vítimas de acidentes automobilísticos. Os rins, a bexiga, e a genitalia bem como a uretra são muito atingidas nessas situações. Quando se tratam das lesões renais pós acidentes, a mais registrada nessas situações, é preciso ficar atento para os sinais como sangue na urina, dor e ou hematomas na parte superior do abdômen ou na área entre as costelas e quadril. Importante também observar marcas perto da região dos rins feitas pelo cinto de segurança, bem como dores provocadas por fraturas da parte inferior da costela. “Esses são sintomas que precisam ser observados principalmente por pessoas que sofrem acidentes não considerados graves e não procuram um hospital ou, se o fazem, muitas vezes retornam para casa sem um diagnóstico completo”, como chama a atenção, Dr. Eduardo Cerqueira, salientando que, quando muito grave a lesão, o paciente pode sofrer um choque devido à queda brusca de pressão arterial com risco à vida, caso haja uma perda considerada grande de sangue. “Todo cuidado, portanto, é pouco. Velocidade e álcool ao volante, causas maiores desses acidentes, realmente precisam ser evitados”, enfatizou Dr. Eduardo Cerqueira.
Feira de Santana tem enfrentado um aumento no número de atendimentos por conta de viroses, especialmente neste período de outono. Segundo a médica Fernanda Barros Barbosa, credenciada à rede União Médica, os sintomas mais comuns das viroses incluem cefaléia, conjuntivite, espirros, tosse, coriza, congestão nasal, dor de garganta, febre, dor no corpo, mal-estar geral e cansaço.
As viroses podem ser classificadas em respiratórias, gastrointestinais e exantemáticas. Entre as respiratórias, estão aquelas provocadas pelo vírus da gripe, o vírus Influenza, ou por outros vírus que causam resfriado, como adenovírus, rinovírus, vírus sincicial controlado, coronavírus, parainfluenza, entre outros.
Pessoas mais propensas às doenças são crianças, gestantes, idosos e imunossuprimidos. Na opinião da médica, para fortalecer o sistema imunológico, a promoção da saúde é fundamental, incluindo alimentação equilibrada e saudável, atividade física e sono regular. Ela alerta para que “nos casos de sintomas mais graves como prostração, febre alta, desconforto respiratório, vômitos repetitivos, múltiplos episódios de diarréia ou diarréia sanguinolenta ou quadros com duração prolongada, sem melhora, sugerem gravidade e necessitam de avaliação médica”.
Ainda segundo a especialista, em geral as viroses respiratórias ou gripes costumam ter de 02 a 07 dias de duração e as viroses gastrointestinais têm a mesma duração, com quadro de dor abdominal, febre, náuseas, vômitos e diarreia. “Os quadros costumam ser quadros autolimitados, no entanto, em alguns casos podem haver complicações, a duração também pode se prolongar, para mais de 10 dias e como sintomas podem surgir: dispneia, febre alta, desidratação e diarreia sanguinolenta, sendo a desidratação o sintoma mais comum.”
As viroses exantemáticas são caracterizadas pelo surgimento de exantemas, que são erupções avermelhadas na pele. Entre elas, as mais conhecidas são a catapora (varicela), a rubéola e o sarampo. A dengue, Chikungunya e a Zika também são exemplos de viroses que podem cursar com exantemas, apesar das lesões de pele não serem os sinais mais importantes destas infecções virais.
*Como prevenir?*
“Não há uma fórmula mágica para fortalecer o sistema imunológico e evitar o contágio, mas sim a promoção de saúde, de forma global, com uma alimentação equilibrada e saudável, atividade física e sono regular, certamente incrementam o sistema imune”, pontuou Dra. Fernanda.
“A melhor forma de prevenção é a lavagem das mãos, que ajuda a conter o contágio dessas enfermidades. O uso de máscaras também é uma medida eficaz, mas ainda com baixa adesão”, afirmou a Dra. Fernanda.
A médica afirma que os vírus são microorganismos simples, que sofrem mutações constantes, o que leva ao surgimento de novas variantes com uma velocidade super rápida. “No caso do vírus influenza, a vacina anual ofertada pelo Ministério da Saúde previne contra as formas mais graves das cepas do vírus Influenza que são mais prevalentes no período do último ano, por isso deve ser tomada nesta frequência, tamanha é a sua importância. Ela acrescenta ainda que a vacinação é fundamental pois contribui para o vírus circular menos e reduz a possibilidade de gravidade daqueles indivíduos infectados”, concluiu.
Notificações não mudam condição de país livre da doença
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou nesta segunda-feira (15) a identificação dos dois primeiros casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), conhecida como gripe aviária, em duas aves marinhas resgatadas no litoral do Espírito Santo.
As aves são da espécie Trinta-réis-de-bando e foram encontradas na cidade de Marataízes e em um bairro em Vitória, capital do estado. Esses foram os primeiros casos da doença registrados no Brasil
O ministério e entidades do setor reforçam que as aves não fazem parte do sistema de produção, ou seja não houve contaminação nas fábricas de frangos e ovos ou risco de afetar o abastecimento interno. Os alimentos podem ser consumidos com segurança.
Apesar dos casos, o ministério ressalta que a situação não muda o reconhecimento do Brasil como país livre da gripe aviária. “Cabe destacar que a notificação da infecção pelo vírus da IAAP em aves silvestres não afeta a condição do Brasil como país livre de IAAP e os demais países membros da OMSA não devem impor proibições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros”, diz nota divulgada pela pasta.
Depois de recolhidas, as aves foram analisadas pela equipe do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo, que é referência da Organização Mundial da Saúde Animal. A unidade confirmou o diagnóstico. Em seguida, o governo brasileiro fez a notificação à entidade internacional.
O ministro Carlos Fávaro declarou estado de alerta com o objetivo de “aumentar a mobilização do setor privado e de todo o serviço veterinário oficial para incrementar a preparação nacional, aumentando a vigilância sobre a pandemia de IAAP”, com intensificação de ações de comunicação e prevenção, em especial entre criadores de aves.
Gripe aviária
É uma doença viral altamente contagiosa e que afeta aves silvestres e domésticas. Atualmente, o mundo vive uma pandemia da influenza, sendo a maioria por meio do contato de aves migratórias com aves de subsistência, produção ou silvestres de uma região.
Médicos renomados, como a Dra. Anna Paola Noya Gatto, indicam que patologias femininas e processos de envelhecimento sejam prevenidos e tratados com as práticas
O Brasil atingiu mais do que o dobro do número de médicos ativos. São 546 mil profissionais, uma proporção de 2,56 médicos por mil habitantes. Para o Conselho Federal de Medicina (CFM), o crescimento acelerado do número de escolas médicas na última década levou a um aumento sem precedentes. Na Bahia, são 1,64 médicos por 1.000 habitantes, abaixo da média nacional
Mas o que boa parte dos novos profissionais têm em comum é o olhar para a medicina da longevidade, que vem ganhando espaço em terras baianas. A nova prática procura tratar identificar a raiz dos problemas através das queixas, sintomas físicos e emocionais da paciente. Ou seja, o foco é na prevenção de doenças, principalmente comorbidades associadas ao declínio hormonal e ao envelhecimento, ajudando no aumento da expectativa de vida saudável.
É o que explica a Dra. Anna Paola Noya Gatto (@dra.annapaolagatto), mastologista e CEO da Clínica da Mulher. Com ampla experiência na área, ela alerta para a importância de fortalecer o sistema imunológico através das novas soluções. O foco é em equilibrar os níveis bioquímicos hormonais, assim como os níveis de vitaminas e minerais no corpo afim de contribuir com a prevenção das diversas patologias que acometem as mulheres a partir do climatério, como os tumores mamários, do endométrio, do colón e reto, da osteoporose, depressão entre outras comorbidades.
A medicina curativa e a medicina da longevidade são duas abordagens complementares, que trabalham juntas para a qualidade de vida, evitando que doenças que poderiam ser prevenidas ou tratadas no início se agravem e não tenham mais chances de cura. Além disso, as abordagens procuram entender as causas subjacentes de cada problema de saúde, e a modulação hormonal é uma parte importante desse processo de prevenção.
🟢 Como cuidar do equilíbrio hormonal no dia a dia? A partir dos 45 anos de idade, o corpo humano inicia o declínio dos principais hormônios, como a melatonina, progesterona, e são seguidos pelo estradiol, estriol e testosterona, causando diversos sintomas, que muitas vezes são relacionados ao climatério e menopausa. Por isso, visitar o ginecologista e expor todos os sintomas é muito importante para que o profissional faça as devidas orientações e prescrições hormonais, antes que o declínio seja muito grande, como explica a Dra. Anna Paola Noya Gatto.