O mês de maio foi decretado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o mês de prevenção dos acidentes de trânsito, responsáveis, no mundo, pela morte de cerca de 1,5 milhão de pessoas todos os anos. No Brasil, esse número chega a 50 mil mortes anualmente. O que não é muito noticiado é o grande número de pessoas que sobrevivem a esses acidentes com graves traumas urológicos, desde as lesões geradas no aparelho urinário dos homens e mulheres, aos que atingem os órgãos genitais masculinos, como alerta o urologista e cirurgião Eduardo Cerqueira. O especialista afirma que o trauma renal representa entre 3% a 5 % da incidência de traumas no trato urinário e ressalta a importância de campanhas como o Maio Amarelo, que objetiva chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortos e feridos no trânsito, em todo o mundo, como principal causador dessas lesões. Ele cita os acidentes automobilísticos, principalmente os que envolvem motos, mas também acidentes ocupacionais e queda de altura como as causas mais importantes. É urgente lembrar e relembrar à população que as vagas em UTIs, no Brasil, somam 60% de sua ocupação por vítimas de acidentes automobilísticos. Os rins, a bexiga, e a genitalia bem como a uretra são muito atingidas nessas situações. Quando se tratam das lesões renais pós acidentes, a mais registrada nessas situações, é preciso ficar atento para os sinais como sangue na urina, dor e ou hematomas na parte superior do abdômen ou na área entre as costelas e quadril. Importante também observar marcas perto da região dos rins feitas pelo cinto de segurança, bem como dores provocadas por fraturas da parte inferior da costela. “Esses são sintomas que precisam ser observados principalmente por pessoas que sofrem acidentes não considerados graves e não procuram um hospital ou, se o fazem, muitas vezes retornam para casa sem um diagnóstico completo”, como chama a atenção, Dr. Eduardo Cerqueira, salientando que, quando muito grave a lesão, o paciente pode sofrer um choque devido à queda brusca de pressão arterial com risco à vida, caso haja uma perda considerada grande de sangue. “Todo cuidado, portanto, é pouco. Velocidade e álcool ao volante, causas maiores desses acidentes, realmente precisam ser evitados”, enfatizou Dr. Eduardo Cerqueira.
Feira de Santana tem enfrentado um aumento no número de atendimentos por conta de viroses, especialmente neste período de outono. Segundo a médica Fernanda Barros Barbosa, credenciada à rede União Médica, os sintomas mais comuns das viroses incluem cefaléia, conjuntivite, espirros, tosse, coriza, congestão nasal, dor de garganta, febre, dor no corpo, mal-estar geral e cansaço.
As viroses podem ser classificadas em respiratórias, gastrointestinais e exantemáticas. Entre as respiratórias, estão aquelas provocadas pelo vírus da gripe, o vírus Influenza, ou por outros vírus que causam resfriado, como adenovírus, rinovírus, vírus sincicial controlado, coronavírus, parainfluenza, entre outros.
Pessoas mais propensas às doenças são crianças, gestantes, idosos e imunossuprimidos. Na opinião da médica, para fortalecer o sistema imunológico, a promoção da saúde é fundamental, incluindo alimentação equilibrada e saudável, atividade física e sono regular. Ela alerta para que “nos casos de sintomas mais graves como prostração, febre alta, desconforto respiratório, vômitos repetitivos, múltiplos episódios de diarréia ou diarréia sanguinolenta ou quadros com duração prolongada, sem melhora, sugerem gravidade e necessitam de avaliação médica”.
Ainda segundo a especialista, em geral as viroses respiratórias ou gripes costumam ter de 02 a 07 dias de duração e as viroses gastrointestinais têm a mesma duração, com quadro de dor abdominal, febre, náuseas, vômitos e diarreia. “Os quadros costumam ser quadros autolimitados, no entanto, em alguns casos podem haver complicações, a duração também pode se prolongar, para mais de 10 dias e como sintomas podem surgir: dispneia, febre alta, desidratação e diarreia sanguinolenta, sendo a desidratação o sintoma mais comum.”
As viroses exantemáticas são caracterizadas pelo surgimento de exantemas, que são erupções avermelhadas na pele. Entre elas, as mais conhecidas são a catapora (varicela), a rubéola e o sarampo. A dengue, Chikungunya e a Zika também são exemplos de viroses que podem cursar com exantemas, apesar das lesões de pele não serem os sinais mais importantes destas infecções virais.
*Como prevenir?*
“Não há uma fórmula mágica para fortalecer o sistema imunológico e evitar o contágio, mas sim a promoção de saúde, de forma global, com uma alimentação equilibrada e saudável, atividade física e sono regular, certamente incrementam o sistema imune”, pontuou Dra. Fernanda.
“A melhor forma de prevenção é a lavagem das mãos, que ajuda a conter o contágio dessas enfermidades. O uso de máscaras também é uma medida eficaz, mas ainda com baixa adesão”, afirmou a Dra. Fernanda.
A médica afirma que os vírus são microorganismos simples, que sofrem mutações constantes, o que leva ao surgimento de novas variantes com uma velocidade super rápida. “No caso do vírus influenza, a vacina anual ofertada pelo Ministério da Saúde previne contra as formas mais graves das cepas do vírus Influenza que são mais prevalentes no período do último ano, por isso deve ser tomada nesta frequência, tamanha é a sua importância. Ela acrescenta ainda que a vacinação é fundamental pois contribui para o vírus circular menos e reduz a possibilidade de gravidade daqueles indivíduos infectados”, concluiu.
Notificações não mudam condição de país livre da doença
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou nesta segunda-feira (15) a identificação dos dois primeiros casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), conhecida como gripe aviária, em duas aves marinhas resgatadas no litoral do Espírito Santo.
As aves são da espécie Trinta-réis-de-bando e foram encontradas na cidade de Marataízes e em um bairro em Vitória, capital do estado. Esses foram os primeiros casos da doença registrados no Brasil
O ministério e entidades do setor reforçam que as aves não fazem parte do sistema de produção, ou seja não houve contaminação nas fábricas de frangos e ovos ou risco de afetar o abastecimento interno. Os alimentos podem ser consumidos com segurança.
Apesar dos casos, o ministério ressalta que a situação não muda o reconhecimento do Brasil como país livre da gripe aviária. “Cabe destacar que a notificação da infecção pelo vírus da IAAP em aves silvestres não afeta a condição do Brasil como país livre de IAAP e os demais países membros da OMSA não devem impor proibições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros”, diz nota divulgada pela pasta.
Depois de recolhidas, as aves foram analisadas pela equipe do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo, que é referência da Organização Mundial da Saúde Animal. A unidade confirmou o diagnóstico. Em seguida, o governo brasileiro fez a notificação à entidade internacional.
O ministro Carlos Fávaro declarou estado de alerta com o objetivo de “aumentar a mobilização do setor privado e de todo o serviço veterinário oficial para incrementar a preparação nacional, aumentando a vigilância sobre a pandemia de IAAP”, com intensificação de ações de comunicação e prevenção, em especial entre criadores de aves.
Gripe aviária
É uma doença viral altamente contagiosa e que afeta aves silvestres e domésticas. Atualmente, o mundo vive uma pandemia da influenza, sendo a maioria por meio do contato de aves migratórias com aves de subsistência, produção ou silvestres de uma região.
Médicos renomados, como a Dra. Anna Paola Noya Gatto, indicam que patologias femininas e processos de envelhecimento sejam prevenidos e tratados com as práticas
O Brasil atingiu mais do que o dobro do número de médicos ativos. São 546 mil profissionais, uma proporção de 2,56 médicos por mil habitantes. Para o Conselho Federal de Medicina (CFM), o crescimento acelerado do número de escolas médicas na última década levou a um aumento sem precedentes. Na Bahia, são 1,64 médicos por 1.000 habitantes, abaixo da média nacional
Mas o que boa parte dos novos profissionais têm em comum é o olhar para a medicina da longevidade, que vem ganhando espaço em terras baianas. A nova prática procura tratar identificar a raiz dos problemas através das queixas, sintomas físicos e emocionais da paciente. Ou seja, o foco é na prevenção de doenças, principalmente comorbidades associadas ao declínio hormonal e ao envelhecimento, ajudando no aumento da expectativa de vida saudável.
É o que explica a Dra. Anna Paola Noya Gatto (@dra.annapaolagatto), mastologista e CEO da Clínica da Mulher. Com ampla experiência na área, ela alerta para a importância de fortalecer o sistema imunológico através das novas soluções. O foco é em equilibrar os níveis bioquímicos hormonais, assim como os níveis de vitaminas e minerais no corpo afim de contribuir com a prevenção das diversas patologias que acometem as mulheres a partir do climatério, como os tumores mamários, do endométrio, do colón e reto, da osteoporose, depressão entre outras comorbidades.
A medicina curativa e a medicina da longevidade são duas abordagens complementares, que trabalham juntas para a qualidade de vida, evitando que doenças que poderiam ser prevenidas ou tratadas no início se agravem e não tenham mais chances de cura. Além disso, as abordagens procuram entender as causas subjacentes de cada problema de saúde, e a modulação hormonal é uma parte importante desse processo de prevenção.
🟢 Como cuidar do equilíbrio hormonal no dia a dia? A partir dos 45 anos de idade, o corpo humano inicia o declínio dos principais hormônios, como a melatonina, progesterona, e são seguidos pelo estradiol, estriol e testosterona, causando diversos sintomas, que muitas vezes são relacionados ao climatério e menopausa. Por isso, visitar o ginecologista e expor todos os sintomas é muito importante para que o profissional faça as devidas orientações e prescrições hormonais, antes que o declínio seja muito grande, como explica a Dra. Anna Paola Noya Gatto.
Os planos de saúde individuais e familiares vão ficar mais caros. A expectativa do setor é de que o aumento seja de 10% a 12% neste ano, de acordo com a Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde).
Como será aplicado o reajuste?
O reajuste é válido para o período de maio de 2023 a abril de 2024. Ainda não se sabe quando a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) vai divulgar o reajuste máximo. Normalmente a divulgação é feita entre maio e junho.
Anualmente, a ANS determina qual o teto para o reajuste que as operadoras podem aplicar para planos individuais e familiares. No ano passado, os planos tiveram o maior reajuste em 22 anos, de 15,5%.
O setor alega estar acumulando prejuízos, mas o Idec considera que a situação não é crítica para motivar reajustes muito elevados. São quase 9 milhões de beneficiários de planos individuais e familiares hoje no país.
O aumento só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato; ou seja, no mês que foi assinado. Ele não vale para os planos coletivos por adesão e empresariais, que representam a maior fatia do mercado hoje.
O que temos ouvido é que o setor apresentou uma situação mais difícil, de lucros menores, e isso poderia levar a um reajuste mais alto. Ainda que a situação do setor esteja um pouco pior, essas empresas tiveram lucros recordes na pandemia. Matheus Falcão, advogado e pesquisador do programa de saúde do Idec
Planos coletivos já estão aplicando reajustes
As operadoras são livres para determinar o percentual de reajuste dos planos coletivos. A ANS entende que as operadoras e as empresas têm poder para negociar os melhores reajustes e condições de igual para igual. As empresas consideram a sinistralidade (ou seja, o uso do plano) para justificar o aumento. Quanto maior o uso do plano, maior o valor do reajuste.
Hoje a maior parte dos planos são coletivos (mais de 80% de todo mercado). São 8,9 milhões de beneficiários de planos individuais e familiares frente a 41,3 milhões de pessoas em planos coletivos. O Idec diz que as operadoras têm deixado de ofertar planos individuais, pois preferem operar planos que coletivos, que não têm teto de reajuste.
O reajuste de planos coletivos já aplicados em 2023 para pequenas e médias empresas passa de 35%. Um relatório do BTG Pactual mostra que algumas operadoras vão aplicar o maior reajuste em dez anos. É o caso da Hapvida (19,94%), GNDI (21,94%), Bradesco (23,79%) e Amil (23,4%). Um relatório do Itaú diz que os planos da Unimed FESP tiveram reajuste de 35,9%. O preço médio dos planos de saúde no país subiu 15,3% no acumulado em 12 meses até abril, segundo a prévia da inflação do IBGE.
Os planos com até 29 pessoas têm uma regra de reajuste diferente. As operadoras precisam unir todos os seus planos deste perfil para avaliar a sinistralidade e determinar o percentual de reajuste anual. O valor vai ser o mesmo para todos os planos com este perfil dentro da operadora.
Para o Idec, planos coletivos também deveriam ter o teto de reajuste definido pela ANS. Segundo o instituto, não existe poder de negociação de igual para igual entre as operadoras e pequenas empresas. Falcão diz que em planos menores em que alguma pessoa faça tratamentos caros, como cirurgias ou tratamento de câncer, isso aumentaria a sinistralidade do plano e, consequentemente, o reajuste para todos. Ao unir as carteiras, isto dilui o risco e faz com que os reajustes sejam mais controlados.
O que dizem os planos de saúde
A FenaSaúde, federação de empresas do setor de saúde, diz que o reajuste é indispensável para a sustentabilidade das operadoras. A entidade diz que o setor acumula prejuízos e que sem os reajustes a operação corre o risco de parar de funcionar. A FenaSaúde não divulgou a projeção de aumento dos planos para este ano.
Os motivos que justificam o aumento dos planos de saúde, segundo a entidade, são:
Crescimento da frequência de uso dos planos de saúde
Fim da limitação de consultas e sessões de terapias ambulatoriais com fonoaudiólogos e psicólogos, em julho do ano passado
Inflação dos custos da saúde
Obrigatoriedade de oferta de tratamentos cada vez mais caros, com doses, em alguns casos, a cifras milionárias e com critérios frágeis de incorporação ao rol da ANS
Fraudes e a judicialização
Em 2022, a operação médico-hospitalar acumulou um prejuízo de R$ 11,5 bilhões. Nesse cenário, sem os reajustes adequados, a operação dos planos de saúde corre sério risco de se inviabilizar, como é o caso de 263 operadoras que fecharam o ano de 2022 com despesas operacionais acima da receita. FenaSaúde, em nota
O que fazer se não concordar com o reajuste
O reajuste anual deve ser comunicado ao consumidor pela operadora. A regra vale tanto para planos individuais e familiares como coletivos. Giselle Tapai, especialista em direito do consumidor com foco em saúde e sócia do Tapai Advogados, diz que qualquer reajuste deve aparecer no boleto de cobrança dos planos.
Se a operadora cobrar mais do que o percentual autorizado, o consumidor deve procurar a ANS. O primeiro passo é pedir esclarecimentos para a operadora, diz a ANS.
Se o problema não for solucionado pela empresa, o consumidor deve procurar a ANS. É possível entrar em contato pelos telefones 0800 701 9656 e 0800 021 2105 (para pessoas com deficiência auditiva) ou pelo “Fale Conosco” da ANS.
No caso de planos coletivos, é possível contestar o reajuste se ele for muito alto. O primeiro passo é pedir que a operadora justifique o aumento. Se a empresa não explicar, o consumidor deve procurar a ANS, órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, e até a Justiça.
Quem não conseguir pagar a nova mensalidade pode buscar a portabilidade de carências. A portabilidade vale tanto para planos individuais e familiares como coletivos. Na prática, o consumidor consegue fazer a troca de plano sem ter nenhum tipo de carência (desde que siga algumas regras determinadas pela ANS).
O dia D de vacinação contra gripe Influenza e Covid será nesta quinta (11) e sexta (12), em Feira de Santana. Nestes dois dias, a vacinação será promovida em todas as salas de vacina. De maneira excepcional, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) vão funcionar em horário especial de 8h às 19h, sem intervalos.
Na sexta-feira, mais dois pontos vão ampliar oferta da vacina no centro da cidade. A aplicação acontece no Mercado de Arte Popular e no estacionamento da Prefeitura, da 8h às 12h.
À noite, os feirenses podem contar com as Unidades de Saúde da Família (USFs), vinculadas ao Programa Saúde na Hora, que possuem salas de vacina com funcionamento ampliado de 8h às 20h30. São elas: Campo Limpo I, V e VI, Liberdade I, II e III, Queimadinha I, II e III, Parque Ipê I, II e III, Videiras I, II e III e Rua Nova II, III e Barroquinha.
OUTRAS VACINAS
Durante os dois dias, os menores de 14 anos poderão atualizar a caderneta vacinal com as doses de rotina nas UBSs e USFs. Vale destacar que o imunizante contra gripe está liberado para toda a população acima dos seis meses de idade. Já o reforço contra Covid com a bivalente está disponível para todos os maiores de 18 anos ou as pessoas a partir de 12 anos que fazem parte dos grupos prioritários.
Para receber as doses, o interessado deve apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacinação. É válido destacar que a aplicação em crianças e adolescentes é feita somente na presença dos pais ou responsável.
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Um estudo da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, descobriu que adolescentes que usam maconha para fins recreativos têm de duas a quatro vezes mais risco de desenvolver distúrbios psiquiátricos, como depressão e tendências suicidas, do que os jovens que não usam a droga. De acordo com os autores, essa é a primeira pesquisa a identificar que o uso não abusivo de cannabis tem claras associações adversas e prejudiciais para adolescentes.
Publicado recentemente no JAMA Network Open, o trabalho descobriu que o uso casual de cannabis coloca os adolescentes em risco de problemas de comportamento, incluindo baixo desempenho acadêmico, evasão escolar e problemas com a lei, o que pode ter consequências negativas de longo prazo que podem manter os jovens de desenvolver todo o seu potencial na idade adulta.
“Existem percepções entre jovens, pais e educadores de que o uso casual de cannabis é benigno. Ficamos surpresos ao ver que o uso de cannabis tinha associações tão fortes com a saúde mental adversa e os resultados de vida de adolescentes que não atendiam aos critérios para ter uma condição de abuso de substâncias”, disse o médico Ryan Sultan, professor assistente de psiquiatria clínica no Departamento de Psiquiatria da Columbia e principal autor do estudo, em comunicado.
10% dos jovens usam maconha casualmente
Os pesquisadores analisaram as respostas de aproximadamente 70 mil adolescentes com idade entre 12 e 17 anos, que participaram da Pesquisa Nacional sobre Uso de Drogas e Saúde, que coleta, anualmente, dados sobre tabaco, álcool, drogas ilícitas e saúde mental.
Os resultados mostraram que 1 em cada 10 adolescentes eram usuários casuais de cannabis e aproximadamente 1 em 40 preencheram os critérios para dependência de maconha. Para ser considerado viciado, um indivíduo deve atender a pelo menos dois de 11 critérios, que incluem incapacidade de reduzir o consumo, desejos constantes pela droga e problemas sociais e de relacionamento.
Além disso, os usuários casuais da droga tinham uma probabilidade de 2 a 2,5 vezes maior de ter resultados adversos de saúde mental e problemas comportamentais, em comparação com os adolescentes que não usavam cannabis. Já os jovens que atendiam os critérios para vício tiveram 3,5 a 4,5 vezes mais chances de ter esses problemas.
“Ter depressão ou tendência suicida pode levar os adolescentes a usar maconha como forma de aliviar seu sofrimento. Ao mesmo tempo, o uso de cannabis provavelmente piora os sintomas depressivos e suicidas”, pontuou a médica Frances R Levin, MD, professora de psiquiatria na Universidade Columbia e autora sênior do estudo.
Impacto da maconha no cérebro adolescente
O uso de maconha na adolescência está associado à dificuldade de raciocínio, resolução de problemas e memória reduzida, bem como ao risco de dependência de longo prazo. Diversos estudos mostram que a cannabis pode alterar o desenvolvimento do córtex cerebral, o centro de raciocínio e função executiva do cérebro, representando um risco particularmente alto nessa faixa etária, quando o cérebro ainda não amadureceu.
“Expor cérebros em desenvolvimento a substâncias formadoras de dependência parece preparar o cérebro para ser mais suscetível a desenvolver outras formas de vício mais tarde na vida”, alertou Levin.
Os resultados do novo estudo levantam questões sobre a necessidade de reavaliar os critérios usados para estabelecer um diagnóstico de um transtorno por uso de substâncias para jovens.
Crescente legalização da cannabis
Para os pesquisadores, as descobertas são particularmente preocupantes, dada a popularidade da cannabis e a ampliação da legalização do uso recreativo da droga. Entre adolescentes, o uso de maconha é ilegal mesmo em estados onde a cannabis é legalizada, mas isso não os impede de ter acesso a ela.
O próximo passo da equipe é avaliar se o uso casual de nicotina e álcool por adolescentes também demonstra efeitos adversos e prejudiciais na função cerebral, saúde mental e dependência de longo prazo.
Somente no mês de abril, Feira de Santana registrou 40 casos de Influenza, sendo 17 correspondentes ao tipo A e 23 ao B. Já no mês de março, apenas 11 foram contabilizados, sendo 1 referente ao tipo A e 10 ao B. O crescimento, de acordo com os dados da Secretaria Municipal de Saúde, foi de 263%.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carlita Correia, explica que o tipo B é o mais comum entre a população feirense. Dos 60 casos de gripe confirmados de janeiro até abril deste ano, 19 estão relacionados ao vírus A e 41 ao B.
“A influenza A e B têm um quadro clínico muito parecido, com sintomas semelhantes que costumam aparecer entre o primeiro e o quarto dia da infecção. Febre, calafrios, tosse, dor de garganta e coriza são as queixas mais comuns”, explicou Carlita.
A coordenadora ainda destaca que a infecção pode ser prevenida através da vacina. Por ora, o imunizante é destinado apenas aos grupos prioritários, por serem considerados os mais vulneráveis. Para receber a dose, a pessoa que se enquadra dentro dos critérios deve procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs), de segunda a sexta-feira, e apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacinação.
Quem pode tomar a vacina contra gripe?
Idosos com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde, crianças a partir de seis meses até os cinco anos, gestantes, puérperas, povos indígenas, professores, pessoas com comorbidades, os trabalhadores do transporte coletivo, portuários, os que atuam nas forças de segurança e salvamento, forças armadas, agentes penitenciários, população privada de liberdade e adolescentes ou jovens em medidas socioeducativas.
A partir desta segunda-feira (08), a vacina contra gripe Influenza está liberada para toda a população feirense acima dos seis meses de idade. O imunizante segue disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e de Saúde da Família (USF).
Para receber a dose, o interessado deve apresentar documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacinação. É válido destacar que a aplicação em crianças e adolescentes é feita somente na presença dos pais ou responsável.
O reforço tem como objetivo reduzir as complicações, internações e os óbitos decorrentes da infecção pelo vírus da Influenza. Até o momento, 23.617 pessoas já foram imunizadas contra a doença.
Quem trabalha durante o dia ou não tem disponibilidade para ir no horário comercial, pode ser vacinado à noite nas seis USFs vinculadas ao Programa Saúde na Hora, com funcionamento ampliado das 8h às 20h30.Confira o endereço das USFs- Saúde na Hora:USF Campo Limpo I, V e VI: Rua Hosita Serafim, S/N, bairro Campo Limpo.USF Liberdade I, II e III: Rua El Salvador, S/N, bairro Feira VII.USF Queimadinha I, II e III: Rua Pernambuco, S/N, bairro Queimadinha.USF Parque Ipê I, II e III: Rua Ilha do Retiro, S/N, bairro Parque Ipê.USF Videiras I, II e III: Rua Iguatemi, S/N, bairro Mangabeira.USF Rua Nova II, III e Barroquinha: Rua Juvêncio Erudilho, 35, bairro Rua Nova.
A busca por uma boa noite de sono tem feito muitos brasileiros aderirem ao uso de melatonina, um hormônio produzido pelo cérebro que é responsável por regular e estimular o sono ao final do dia. Em 2022 foram comercializadas mais de 3,6 milhões de unidades do suplemento, que passou a ser vendido sem receita médica em outubro de 2021, após aprovação da Diretoria Colegiada (Dicol) da Anvisa.
Um levantamento realizado pela Sindusfarma a pedido do SBT News revelou que as vendas de melatonina saltaram de 529,4 mil unidades entre janeiro e março de 2022 para 1,34 milhões no mesmo período de 2023, um aumento de 153,3%. A projeção é que este ano sejam comercializadas mais de 5 milhões de caixas do suplemento.
Os números são reflexo de um problema que preocupa a comunidade médica. Isso porque o uso inadequado e indiscriminado de melatonina, no longo prazo, pode causar declínio cognitivo grave, problemas psiquiátricos e pânico. O neurologista do Hospital Albert Einstein, Wanderley Cerqueira, explica que o hormônio é importante na regulação do sono e, consequentemente, na consolidação da nossa memória recente e antiga, porém não pode ser usado indiscriminadamente como “remédio para dormir”.
Atualmente, mais de 70 milhões de brasileiros sofrem com problemas no sono, o que inclui a insônia, segundo um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz). “Por conta do estresse, ansiedade, o uso de telas e substâncias psicoestimulantes, dentre outros fatores, o sono acaba sendo afetado, alterando a cognição, a memória. Muita gente acha mais fácil comprar melatonina na farmácia para arrumar o sono, o que está totalmente errado. Existem dúvidas se a melatonina exógena, que é desenvolvida em laboratório, tem realmente a ação da melatonina produzida pelo nosso organismo”, alerta Cerqueira.
O neurologista também observa que o uso inadequado do hormônio pode causar problemas sérios de saúde e, inclusive, o efeito contrário esperado pelas pessoas: “Se for usado sem prestar atenção no horário do sono, de qualquer jeito, em qualquer quantidade, ela pode causar problemas sérios de memória, dores de cabeça, vômito, fadiga, sensação de medo, pânico e até insônia crônica”, finaliza.