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Esteatose hepática, doença popularmente conhecida como fígado gorduroso ou simplesmente gordura no fígado, afeta 35,1% de 8.166 participantes de uma pesquisa que investigou fatores associados ao desenvolvimento de diabetes, doenças cardiovasculares e outras condições crônicas.

O estudo, de autoria de pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e colaboradores da USP (Universidade de São Paulo) e UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), está publicado na edição de sexta-feira (14) da revista Cadernos de Saúde Pública.

A pesquisa evidencia que o aumento da gordura no fígado, condição encontrada em pessoas que desenvolvem doença hepática gordurosa não alcoólica, também está associado a outras taxas preocupantes para a saúde, como alto IMC (índice de massa corporal) e triglicerídeos.

A maior prevalência foi encontrada em indivíduos do sexo masculino e com obesidade. Avaliando fatores sociodemográficos, percebeu-se que esse grupo possuía um nível mais baixo de escolaridade e de atividade física.

Os dados epidemiológicos apresentados nesse artigo são provenientes do ELSA-Brasil, o Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto. Após triagem, os mais de 8 mil participantes, com idades de 35 a 74 anos, foram acompanhados por cerca de quatro anos por meio de entrevistas e exames clínicos que coletaram dados sociodemográficos e de saúde.

Os pesquisadores detectaram diferenças em outros fatores clínicos comparando o grupo de participantes que tinha gordura no fígado com o grupo que não apresentava essa condição de saúde. O grupo com esteatose exibia níveis maiores de marcadores significativos, tais como IMC, circunferência da cintura, triglicerídeos, colesterol elevado e resistência à insulina.

A incidência de diabetes entre os participantes foi de 5,25%. Quando realizada a comparação entre os grupos com e sem esteatose hepática, os pesquisadores obtiveram uma incidência de 7,83% no grupo com esteatose hepática e de 3,88% no grupo sem esteatose.

A presença de gordura no fígado aumentou em 30% o risco de se desenvolver diabetes. Mesmo após ajustes de índice de comparação, o risco de surgimento de novos casos de diabetes permaneceu sendo maior no grupo de participantes com gordura no fígado comparados àquele dos que não possuíam a condição.

Os autores destacam que esse é o primeiro estudo a confirmar o risco do desenvolvimento de diabetes em indivíduos com gordura no fígado numa população da América do Sul, corroborando dados existentes acerca da associação entre as duas condições de saúde. Tal relação também já havia sido apontada em outros estudos realizados, principalmente em asiáticos.

Essa pesquisa tende a trazer mais informações, visto que o acompanhamento dos participantes continua. “A perspectiva é continuar acompanhando essa coorte de indivíduos e produzindo conhecimento sobre diversas condições crônicas não transmissíveis”, comenta Luciana Costa Faria, autora do artigo.

No Brasil, o cenário nutricional justifica a crescente dos índices de sobrepeso, obesidade e diabetes. A população exibe maus hábitos de alimentação e a doença hepática gordurosa não alcoólica é uma condição de alta prevalência, alcançando um índice de cerca de 25% da população geral, segundo a pesquisadora.

As conclusões obtidas a partir desse estudo expõem o quão importante é que profissionais da saúde reforcem a conscientização de seus pacientes ao “aconselhar e recomendar mudanças significativas nos hábitos de vida, principalmente atividades físicas regulares, dieta saudável, perda de peso e controle dos demais fatores metabólicos”, diz Faria.

Além disso, os serviços de saúde podem implementar a identificação de pacientes com esteatose hepática como medida preventiva contra o desenvolvimento de doenças crônicas, como a diabetes.

Informações Viva Bem UOL


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Cresceu muito o número de crianças e adultos com gripes, resfriados e outras infecções respiratórias. Em muitos casos, a fisioterapia respiratória é uma importante aliada no tratamento dessas doenças. O papel do fisioterapeuta nesse processo é fundamental, pois é ele quem irá utilizar técnicas para melhorar a saúde muscular e reduzir os sintomas do paciente.

Foto: Divulgação

Segundo a fisioterapeuta Carla Tanajura, a fisioterapia respiratória não se restringe apenas ao ambiente hospitalar. Em muitos casos, crianças e adultos podem fazer o tratamento em casa ou em clínicas especializadas. A técnica é indicada em casos de gripes, resfriados com produção de secreção, desconforto ou falta de ar, crianças com pneumonia, bronquiolite, crises de asma (com acompanhamento médico adequado), queixas mais fortes com acúmulo de secreções, crianças com neuropatia, apresentando dificuldades para eliminar catarro ou dificuldade para tossir.

Para melhorar o quadro do paciente, existem diversas técnicas que podem ser utilizadas pelo fisioterapeuta, como a cinesioterapia respiratória, tratamento muscular controlado, treinamento muscular respiratório, incentivados respiratórios, terapia com pressão positiva, higiene brônquica e manobras respiratórias de reexpansão pulmonar.

“Essas técnicas são capazes de melhorar o desconforto respiratório na mobilização de secreções, melhora na tosse, reduz o tempo de internamento, para pacientes que estão em hospitais. A fisioterapia respiratória também é recomendado de forma preventiva, para evitar o agravamento do quadro do paciente”, garantiu a fisioterapeuta acrescentando que “dentre as técnicas citadas, uma das mais utilizadas no centro de reabilitação Reabserv, é o método Reequilíbrio Toracoabdominal – RTA. Trata-se de uma abordagem da fisioterapia que avalia e trata o sistema de maneira integral em todas as idades (bebês, crianças e adultos) e baseia-se no posicionamento, alongamento e fortalecimento dos músculos respiratórios.

Ela afirma ainda, que muitos pais recorrem à fisioterapia respiratória para prevenir sintomas respiratórios. Essa abordagem pode ser muito eficaz, pois ajuda a melhorar a capacidade respiratória das crianças, evitando assim o agravamento de possíveis quadros controlados. “A importância da fisioterapia respiratória como tratamento de doenças respiratórias é inegável. É preciso que as pessoas tenham consciência de que o fisioterapeuta é um profissional capacitado para ajudar no tratamento dessas doenças. Por isso, é fundamental que o paciente busque ajuda especializada o mais cedo possível, para que possa ter uma recuperação mais rápida e eficaz”.

Fonte: Assessoria de Comunicação


Escola Thomazia Montoro, que sofreu ataque, retomou as aulas na segunda-feira (10) - Tomzé Fonseca/Futura Press/Estadão Conteúdo
Escola Thomazia Montoro, que sofreu ataque, retomou as aulas na segunda-feira (10) Imagem: Tomzé Fonseca/Futura Press/Estadão Conteúdo

Estudantes estão com medo de ir à aula, pais temem levar os filhos à escola, professores têm receio de permanecer nas salas. A sensação de insegurança no ambiente escolar é alimentada por publicações que têm circulado nas redes sociais anunciando novos ataques às instituições de ensino. Embora os indícios apontem que esses conteúdos são falsos, eles têm contribuído para gerar pânico.

Sentir medo após os ataques recentes é natural, mas é preciso ficar atento às repercussões que a situação pode causar a longo prazo na saúde mental de crianças e adultos, alerta o psiquiatra Fernando Asbahr, coordenador do Programa de Ansiedade na Infância e Adolescência do Instituto de Psiquiatria da USP.

Asbahr afirma que os recentes episódios de violência nas escolas e a propagação de boatos sobre falsos ataques podem ter desdobramentos sérios para pessoas que já têm alguma propensão a desenvolver transtornos de ansiedade.

Ainda não podemos falar sobre quadros de estresse pós-traumático porque é muito recente, mas você imagina que, da mesma forma que um veterano de guerra que passou por situações absurdas de risco de vida e depois disso ouve um barulho e já acha que é uma bomba, daqui há um mês pode ser que algumas crianças tenham medo até de passar perto da esquina da escola. Fernando Asbahr, coordenador do Programa de Ansiedade na Infância e Adolescência do Instituto de Psiquiatria da USPnone

Para evitar esse cenário, diz ele, é importante não estimular o pânico e manter uma boa comunicação com as crianças. Ao VivaBem, o psiquiatra deu dicas para aumentar a sensação de segurança neste período e falou sobre como lidar com o medo.

VivaBem: Boatos de que novos ataques acontecerão em instituições de ensino têm causado medo em alunos, pais e professores. É normal sentir esse medo?

Fernando Asbahr: É absolutamente normal. Você fica até na dúvida “mas e se isso for verdade?”. Estamos falando de algo muito sério. E é justamente essa dúvida que os boatos deixam no ar que é cruel. Isso é muito perverso.

O problema é que, daqui a algumas semanas ou meses, esse medo pode ter desdobramentos sérios para pessoas que já têm alguma propensão de serem naturalmente mais preocupadas, nervosas ou ansiosas.none

Pais também podem se negar a levar seus filhos para a escola. Isso seria um exemplo de repercussão exagerada desencadeada por dois fatores: o fato concreto, que são os episódios de violência com morte dentro das escolas que aconteceram recentemente, e os boatos, que geraram ansiedade em excesso.

celular - Getty Images - Getty Images
Compartilhar boatos sobre ataques em escolas estimula sensação de insegurança, alerta psiquiatraImagem: Getty Images

Esses boatos também estão circulando em grupos de WhatsApp de pais, mães e professores. Reproduzir esse conteúdo pode contribuir para a sensação de medo? Qual a melhor forma de agir para evitar o pânico?

FA: Sem dúvida. A informação se espalha de uma maneira muito rápida e absurda, então, quando você compartilha esses boatos, isso implica em uma preocupação exagerada em todo mundo.

Eu acho que quanto menos a gente divulgar esses boatos, melhor. A outra coisa é buscar a veracidade dessas informações. Não dá para tomar como verdade e pensar “vamos espalhar isso aí porque todo mundo tem que estar preparado”.

Você espalhar isso é tudo o que a pessoa que iniciou o boato quer, então não espalhe nem entre em pânico. Ao mesmo tempo, é importante ficar de olho e denunciar [essas ameaças].

O que os pais podem fazer para ajudar uma criança ou adolescente que está com sintomas de ansiedade e medo de ir à escola?

FA: Tem uma máxima do tratamento de ansiedade que diz que a melhor forma de perder os medos é gradualmente ir enfrentando essas fobias, seja de agulha, sangue, elevador ou ir para escola.

Então, você vai, aos poucos, se aproximando da situação ou do objeto que te causa medo. No caso da escola, a mãe pode ficar um pouquinho esperando fora do local, mas a criança está ali, e ela vai se habituando novamente. Tratar medo e ansiedade evitando a situação só alimenta o medo e ansiedade excessivos daquela situação.

Mas é muito difícil pensar no que fazer agora, imediatamente. Tem que ter muito cuidado ao falar “tem que enfrentar”. Depende muito da idade, acho que não tem que forçar a barra nesse sentido.

Mas, se daqui a duas semanas, por exemplo, depois que passar toda essa boataria, a criança tiver a mesma atitude, aí já tem alguma coisa que é exagerada e é essa criança que vai precisar ser estimulada a ir voltando aos pouquinhos, às vezes com auxílio de tratamento especializado.

Eu ficaria atento para o exagero desses medos que são normais agora, se eles continuarem nessa intensidade quando você já não tiver mais uma situação potencialmente perigosa. Neste momento, agir com parcimônia e ponderação é a melhor coisa.none

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Psiquiatra orienta a abordar assunto sem estimular ansiedade nas criançasImagem: iStock

Qual é a melhor forma de abordar esse assunto com crianças de diferentes faixas etárias?

FA: Isso vai de acordo com o grau de desenvolvimento que ela está na vida. Mas uma conduta básica que se deve ter com criança é você informar as coisas até onde vai a curiosidade delas.

Então, se ela te pergunta por que tal coisa aconteceu, você não precisa contar todos os detalhes da história para a criança, mas, sim, falar sobre os dados da realidade, como “tem gente que faz algo assim e isso é muito ruim, mas é minoria”.

A criança pode se questionar “mas uma criança da minha idade matou alguém, a troco do quê?”. E você pode dizer “olha, muitas vezes as pessoas que fazem isso têm problemas graves, mas pouca gente é assim”.

Você não deve detalhar para ela “ele pegou uma machada e cortou o pescoço das crianças”, por exemplo, porque aí você vai estar alimentando algo que eu não sei a dimensão que isso pode tomar numa criança pequena, além de alimentar uma ansiedade muito grande.

O diálogo tem que ser sempre no sentido de não alimentar algo antecipatório e isso tem muito a ver com ansiedade. Ansiedade não é sinônimo de medo nem de preocupação, é sinônimo de antecipação. Qualquer situação antes da hora gera ansiedade.none

Isso é diferente de esconder os fatos. É importante falar sobre o assunto, mas sempre baseado no quanto que a criança leva para você, o quanto ela sabe.

Já para crianças com dois, três anos de idade, que ainda não têm dimensão de morte ou finitude, não tem sentido falar sobre esses ataques.

Professores também estão com medo e receio de permanecer nas salas de aula. Como lidar com a sensação de insegurança no seu próprio ambiente de trabalho?

FA: A escola precisaria garantir a segurança, mas a gente sabe que não funciona assim para a maioria das escolas.

Vale sempre consultar a Secretaria de Educação para saber qual é o posicionamento, e do ponto de vista pessoal tem que ficar atento com o fato de que essas coisas podem acontecer. Ao mesmo tempo, pensar que, sim, é uma tragédia, um horror, mas isso não acontece a toda hora.

Os recentes episódios de violência em escolas também chamaram a atenção para a falta de segurança no ambiente escolar, incluindo a escassez de psicólogos. Você acha que o atendimento psicológico poderia ajudar a prevenir esse tipo de ataque?

FA: Prevenir, não. Mas eu acho que ajuda acolher quem está nas escolas, a falar a respeito do assunto, como quais são os riscos [desse tipo de ataque].

A informação ajuda a tirar essa coisa meio fantasmagórica desses episódios, porque eles são horrorosos e não vão deixar de ser horrorosos, mas pelo menos os psicólogos ajudam a explicar “olha, isso acontece por causa disso e disso”.

É uma informação que é positiva, não para gerar mais medo na população, mas talvez mais conhecimento de como as coisas podem acontecer.

É claro que vai ter aquela criança que sente mais medo e que, ao ouvir isso, vai ficar com mais medo. Mas não falar ou não abordar o assunto individualmente não é uma boa ideia.

Informações Viva Bem UOL


Fazer o número 2 não deve levar mais do que 5 minutos

Fazer o número 2 não deve levar mais do que 5 minutos 

Os ancestrais da espécie humana faziam cocô agachados. Agora, centenas de milhares de anos depois, o comum se tornou passar longos minutos sentado no vaso sanitário verificando as redes sociais ou disputando um game online. 

Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, o entretenimento na hora errada aumenta o tempo no banheiro e traz consequências para a saúde porque forçamos mais do que o necessário a musculatura da região anal. O principal efeito negativo são as hemorroidas (inchaço e inflamação das veias do reto, o que pode até mesmo ser motivo para cirurgia corretiva). 

“Antigamente, quando se levava jornal ou revista para o banheiro, em algum momento acabava a leitura. Agora, com Instagram e Youtube, é infinito”, diz a coloproctologista Thaís Takahashi. 

(Esta reportagem é parte de uma série que o g1publica nesta semana sobre o cocô, que ainda vai abordar fatores associados às hemorroidas e o que o cocô pode indicar sobre sua saúde.

Entre as atitudes que podem comprometer a saúde do reto e, consequentemente, as idas ao banheiro estão: 

Além desses fatores comportamentais, gravidez e ter o intestino muito preso ou muito solto também são fatores de risco para o desenvolvimento de problemas na região. 

Além de evitar os comportamentos de risco acima, uma das estratégias para ajudar na evacuação é o “banquinho do cocô“. De acordo com a médica coloproctologista Thaís Takahashi, o ponto de apoio para elevar os membros inferiores funciona porque alinha a musculatura do reto

A posição simula uma postura ideal (parecida com o hábito ancestral de ficar agachado) e exige menos esforço. 

 — Foto: Arte g1

— Foto: Arte g1 

“O nosso reto, para mandar o sinal de quem tem coisa para eliminar, ele faz uma curvaturazinha quando vai passar pelo músculo do ânus e, quando levantamos a perna, a gente facilita essa eliminação”, explica Thaís. 

Ficar muito tempo sentado na privada mexendo no celular pode causar hemorroidas. — Foto: Reprodução/Pexels 

Alimentação tem influência

Sérgio Alexandre Barrichello Júnior, gastroenterologista e endoscopista bariátrico, diz que a evacuação é muito relacionada com a presença de um bolo alimentar bem formado. Os movimentos para a evacuação se dão principalmente devido à presença dese bolo já digerido, que se transforma em bolo fecal no intestino grosso. 

“Se for composto de carnes vermelhas e alimentos que se putrefazem muito, vai criar muitos gases e muitas vezes o intestino não vai trabalhar direito. Já tiver fibras, legumes, frutas e uma quantidade de líquido adequada, o bolo alimentar se transforma em um bolo fecal mais fácil de sair”, afirma o médico.

Ele ressalta que uma digestão ineficaz pode influenciar na evacuação. 

Manhã é o melhor período

De acordo com a médica, fomos fisiologicamente preparados para evacuar pela manhã, já que o intestino passou a noite inteira repousando. 

“Quando ficamos de pé ao acordar temos automaticamente um reflexo e depois do café da manhã também. Conforme a rotina vai atropelando, as pessoas inibem os reflexos, que param de existir, e a vontade não vem mais pela manhã”, diz a coloproctologista Thaís Takahashi.

Ou seja, para facilitar a missão, o ideal é criar uma rotina para aproveitar esses movimentos naturais e começar o dia com o caminho livre. 

E fazer atividades físicas ajuda também. Thaís Takahashi explica que o diafragma, quando respiramos vigorosamente, exerce uma pressão que acaba indiretamente influenciando o funcionamento do intestino.

Informações G1


Em Feira de Santana, a procura pela vacina bivalente contra a Covid-19 ainda é baixa. Até esta segunda-feira (10), das 40.182 doses recebidas, 12.323 foram aplicadas – número que corresponde a 30,6%. O alerta é da Secretaria Municipal de Saúde.

“Estamos em uma época sazonal, favorável para a circulação dos vírus respiratórios, a exemplo da Covid-19. É importante que a população se dirija até os postos de saúde para se vacinar. A Micareta está chegando e nela ocorrem muitas aglomerações. Não podemos deixar que uma doença imunoprevenível estrague a diversão de quem está há três anos esperando esse momento para curtir na avenida”, ressaltou a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carlita Correia.

Fora os idosos a partir dos 60 anos, todos os demais grupos prioritários devem ter idade mínima de 12 anos. São eles: gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades (confira lista no final da matéria) ou com deficiência permanente, população privada de liberdade, adolescentes cumprindo medidas socioeducativas e pessoas que estão inseridas em instituições de longa permanência, residência inclusiva e seus trabalhadores, imunocomprometidos, indígenas, ribeirinhos e quilombolas.

Para ser imunizado, a pessoa interessada, que se enquadra nesses grupos prioritários, deve apresentar documento de identificação com foto, cartão SUS e caderneta de vacinação. Outro critério é ter recebido, ao menos, duas doses respeitando o intervalo de quatro meses após a última aplicação. Também é válido destacar que a imunização de crianças e adolescentes é feita somente na presença dos pais ou responsável legal.

A vacina continua disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs), de segunda a sexta-feira. À noite, a imunização também pode ser realizada nas USFs vinculadas ao Programa Saúde na Hora, com funcionamento ampliado até as 20h30.

Comorbidades liberadas para vacinação:Diabetes mellitus;

Pneumopatias crônicas graves;

Hipertensão Arterial Resistente (HAR);

Hipertensão arterial estágio 3;

Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo;

Insuficiência cardíaca (IC);

Cor-pulmonale e Hipertensão pulmonar;

Cardiopatia hipertensiva;

Síndromes coronarianas;

Valvopatias;

Miocardiopatias e Pericardiopatias;

Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas;

Arritmias cardíacas;

Cardiopatias congênita no adulto;

Próteses valvares e Dispositivos cardíacos implantados;

Doenças neurológicas crônicas e distrofias musculares;

Doença renal crônica;

Hemoglobinopatias e disfunções esplênicas graves;

Obesidade mórbida;

Síndrome de Down e outras Síndromes genéticas;

Doença hepática crônica.

*SECOM PMFS


No dia 11 de abril é comemorado o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, data que busca chamar a atenção da sociedade para os sintomas e tratamentos disponíveis para essa condição neurodegenerativa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
Segundo a médica neurologista Patrícia Schettini, a doença de Parkinson ainda não tem cura, mas existem tratamentos que ajudam a aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. “É importante ter uma abordagem integrada, com tratamento médico e mudanças no estilo de vida, para garantir a melhor qualidade de vida possível para os pacientes”, conclui a médica neurologista Patrícia Schettini, credenciada à rede União Médica.
A prevenção é sem dúvida uma estratégia importante para reduzir o risco de desenvolver a doença de Parkinson. Algumas medidas simples que podem ser adotadas no dia a dia incluem:
Praticar atividades físicas regularmente: estudos mostram que a atividade física pode reduzir o risco de desenvolver a doença de Parkinson em até 30%. Caminhar, nadar, pedalar e dançar são algumas opções de atividades que podem ser incluídas na rotina.
Ter uma alimentação saudável: uma dieta rica em frutas, verduras, legumes e grãos integrais pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver a doença de Parkinson. Além disso, é importante evitar o consumo excessivo de álcool e cafeína, que podem piorar os sintomas da doença.
Cuidar da saúde mental: o estresse, a ansiedade e a depressão podem aumentar o risco de desenvolver a doença de Parkinson. Por isso, é importante buscar ajuda profissional em caso de problemas emocionais.
Evitar a exposição a substâncias tóxicas: alguns estudos sugerem que a exposição a pesticidas e outros produtos químicos pode aumentar o risco de desenvolver a doença de Parkinson. Por isso, é importante evitar o contato com essas substâncias sempre que possível.

SOBRE A DOENÇA
A doença de Parkinson é uma condição que afeta principalmente a capacidade do cérebro de controlar os movimentos do corpo. Os principais sintomas incluem tremores, rigidez muscular, lentidão de movimentos e problemas de equilíbrio. Além disso, a doença pode causar outros sintomas não motores, como alterações cognitivas, depressão e ansiedade.
No Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, vale lembrar que a informação é uma das principais armas para enfrentar essa condição e melhorar a qualidade de vida das pessoas que convivem com ela.

Fonte: Ascom / União Médica


Será nesta terça-feira, 11, durante todo o dia, na Unex

Mais de 1.200 baianos aguardam por um transplante de córnea para voltar a enxergar. O dado é do Banco de Olhos da Bahia que nesta terça-feira, 11, promove o XXIV Curso para Formação de Captador de Tecido Ocular Humano. Nesta edição, o evento acontece em Feira de Santana, com o apoio da Santa Casa – será realizado durante todo o dia, no auditório da Unex, antiga FTC (rua Artêmia Pires Freitas, Sim).

A programação acontecerá das 7h30 às 17h30, com intervalo para o almoço. O objetivo do evento é ampliar a formação dos profissionais que atuam na captação de tecido ocular humano. O Banco de Olhos da Bahia realiza ao longo do ano uma série de atividades de conscientização a respeito da doação de córnea com o propósito de zerar a fila de espera do transplante.

Cerca de 40 profissionais de saúde de diversas cidades, entre as quais, Salvador, Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus, Alagoinhas e Conceição de Jacuípe, vão participar do curso.

Com parte teórica e prática, o evento aborda vários aspectos em torno da doação de córnea. Logo na abertura, às 7h40min., a coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Regina Helena Vasconcelos, vai falar sobre a estrutura na Organização de
Procura de Córneas – OPC” no organograma da Bahia – aspectos éticos e
legais da doação.

Outros assuntos em destaque são: a anatomia ocular para o captador; técnica de enucleação; doação de córnea: seleção de doadores; patologias da córnea; e estudo de caso. A responsável técnica do Banco de Olhos da Bahia, oftalmologista Leila Maria Bulhões Argôlo, também participará do evento.

Sobre a doação
O transplante de córnea é um procedimento cirúrgico que substitui total ou parcialmente a porção da córnea doente por uma córnea saudável. Qualquer pessoa entre 2 e 70 anos de idade pode ser doador de córnea e apenas a família do doador pode autorizar a doação que precisa ser feita em até 6 horas após a parada do coração ou até 12 horas se o corpo do doador for mantido refrigerado.

Em Feira de Santana, o Hospital Dom Pedro de Alcântara, mantido pela Santa Casa, é uma das unidades captadoras de córnea.

SERVIÇO:

XXIV Curso para Formação de Captador de Tecido Ocular Humano

11 de abril (Terça-feira), das 7h30min. às 17h30min.

Local: UNEX, antiga FTC (rua Artêmia Pires Freitas, Sim)


Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

A Secretaria de Saúde registrou 116 casos positivos de covid-19 no último mês de março, em Feira de Santana. Os números foram superiores ao mês de fevereiro, quando apenas 32 pacientes foram diagnosticados nas unidades de saúde do município.

De acordo com a Vigilância Epidemiológica de Feira de Santana, o aumento dos casos de covid-19 foi observado após o período do Carnaval. No entanto, os dados não são alarmantes.

“A gente foi notando que o aumento de casos da covid veio bem depois do Carnaval. Nós passamos o mês de fevereiro inteiro com muitos dias dos nossos boletins zerados, e após o Carnaval notamos o aumento de casos confirmados, a partir da população com sintomas gripais que buscaram as unidades de saúde. Identificamos que muitos desses vírus que estavam circulando são de covid-19. Temos circulando no momento a variante Ômicron com suas subvariantes, e dessa forma entramos no mês de março com esse aumento progressivo. Não é algo alarmante, mas a gente considera, porque tivemos boletins zerados antes do carnaval”, afirmou Carlita Correia, coordenadora da Vigilância Epidemiológica.

Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

Segundo ela, a Viep considera qualquer aumento como algo importante, para disparar as ações de vigilância epidemiológica, a partir desses casos que vão oscilando.

“Quando nossa curva fica estável e depois ela vai aumentando, ficamos em alerta para que a gente tenha uma fase com tranquilidade. Em janeiro e fevereiro, tivemos muitos dias com boletins zerados, e os números foram bem tranquilos, considerados bem abaixo da média, por ter sido um período de volta à normalidade, aglomerações, e a gente considerou baixo. Apesar que muitas pessoas podem estar com a covid e por conta da ação da vacina não apresentam sintomas. Podemos pensar na questão da eficácia da vacina e também porque a covid se apresenta em alguns casos, por conta do sistema imunológico dos indivíduos, de forma assintomática”, refletiu.

Carlita Correia enfatizou que as ações de vigilância continuam também levando em consideração a proximidade da Micareta.

“A gente notou que depois do Carnaval teve aumento na curva, mas nada tão exacerbado. A gente continua orientando a população que alguém apresentar sintomas gripais continue procurando as unidades de saúde porque assim a gente consegue fazer um diagnóstico diferenciado, uma vez que estamos em um período sazonal, com muitos vírus, muita gripe, sintomas respiratórios e que se confundem também com a dengue. Mas orientamos que a população procure as unidades para fazer um teste até para a gente entender o comportamento dos vírus que estão circulando no município. A gente só consegue ter essa visão através da testagem. Dessa mesma foram vamos continuar vigilantes no período da Micareta”, informou.

Vacinação

De acordo com a coordenadora da Viep, todas as 104 salas de vacinação seguem funcionamento normalmente e não há falta de imunizantes.

“Temos vacinas no município para toda a população preconizada como público-alvo pelo Ministério da Saúde. Temos a bivalente, e estamos entrando agora em uma nova etapa que o Ministério já liberou para pessoas com comorbidades, e posso citar dentre essas as pessoas com diabetes, hipertensão, os grupos prioritários, para que as pessoas procurem a vacina. Não temos falta, e temos a vacina de covid normal para o esquema primário da primeira à quarta dose, que segue normal, e a população deve continuar seu esquema vacinal normal”, orientou.

Conforme Carlita Correia, o município não tem mais centralizado a aplicação dos imunizantes, para facilitar o acesso da população, sobretudo a mais idosa.

“Estamos vacinando com tranquilidade até mesmo para facilitar para o público idoso, a fim de encontrarem as vacinas próximo de suas residências, então a gente não centraliza mais a vacina em um local específico, porque a vacina contra a covid se tornou de rotina, onde a pessoa deve completar seu esquema. Se o município tiver necessidade de montar outra estratégia para facilitar e trazer para o centro, com certeza faremos.”

Com informações do repórter Ney Silva do Acorda Cidade.


Foto: Danielly Freitas

Feira de Santana vai ampliar a aplicação da vacina bivalente contra a Covid para pessoas com comorbidade a partir desta terça-feira (4). A medida segue orientação do Ministério da Saúde.

Estão incluídas pessoas a partir de 12 anos de idade que tenham alguma doença da lista de comorbidades do grupo prioritário (veja a lista mais abaixo). Também é critério ter tomado ao menos duas doses da vacina monovalente da Covid, com intervalo de quatro meses desde a última dose recebida.

A vacina será disponibilizada nas 104 salas de vacina das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e de Saúde da Família (USF). Para ser imunizado, é necessário apresentar os documentos de identidade, cartão SUS e caderneta de vacinação.

À noite, a imunização também pode ser realizada nas USFs vinculadas ao Programa Saúde na Hora, com funcionamento ampliado das 8h às 20h30. São elas: Campo Limpo I, V e VI, Liberdade I, II e III, Queimadinha I, II e III, Parque Ipê I, II e III, Videiras I, II e III e Rua Nova II, III e Barroquinha.

Em Feira de Santana, 11.392 pessoas já estão protegidas com a vacina bivalente contra Covid-19.

Confira a lista de comorbidades:

Diabetes mellitus;

Pneumopatias crônicas graves;

Hipertensão Arterial Resistente (HAR);

Hipertensão arterial estágio 3;

Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo;

Insuficiência cardíaca (IC);

Cor-pulmonal e Hipertensão pulmonar;

Cardiopatia hipertensiva;

Síndromes coronarianas;

Valvopatias;

Miocardiopatias e Pericardiopatias;

Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas;

Arritmias cardíacas;

Cardiopatias congênita no adulto;

Próteses valvares e Dispositivos cardíacos implantados;

Doenças neurológicas crônicas e distrofias musculares;

Doença renal crônica;

Hemoglobinopatias e disfunções esplênicas graves;

Obesidade mórbida;

Síndrome de Down e outras Síndromes genéticas;

Doença hepática crônica.

SECOM PMFS


Insônia é dividida em dois tipos: aguda e crônica. Nem sempre o tratamento é feito com medicação. Às vezes, apenas mudanças nos hábitos e estilo de vida já tratam a doença.

Na insônia, a pessoa tem dificuldade de iniciar o sono, de permanecer dormindo ou ambos.  — Foto: Alexandra Gorn na Unsplash

Na insônia, a pessoa tem dificuldade de iniciar o sono, de permanecer dormindo ou ambos. — Foto: Alexandra Gorn na Unsplash 

Todo mundo já teve ou vai ter dificuldade para dormir pelo menos uma vez ao longo da vida. Mas isso não significa que a pessoa tem insônia. 

Abaixo, nesta reportagem entenda os cinco principais pontos sobre a insônia:

  1. Como a tecnologia contribui para a insônia
  2. Quais são os efeitos da insônia no corpo
  3. Quais os fatores e os comportamentos de risco
  4. Como e onde procurar ajuda
  5. Quais os perigos da automedicação

A insônia é uma situação clínica muito comum, onde a pessoa tem dificuldade de iniciar o sono, de permanecer dormindo ou ambos. 

“A insônia é diferente da privação de sono (que é quando a pessoa dorme pouco). Na insônia o indivíduo tem a oportunidade de dormir, mas acaba acordando mais cedo do que o desejado e não consegue voltar”, explica Luciano Drager, professor associado do departamento de clínica médica da FMUSP e presidente da Associação Brasileira do Sono (ABS). 

O distúrbio é dividido em dois tipos: 

1 – Como a tecnologia contribui para a insônia

O número de pessoas insones vem aumentando a cada década, segundo especialistas. Dados da Associação Brasileira do Sono (ABS) apontam que cerca de 73 milhões de brasileiros sofrem com o distúrbio. 

Drager explica que a tecnologia é uma das “culpadas” pelo aumento de insones no mundo. Houve uma piora no padrão de hábitos que acabam facilitando o surgimento da insônia e da privação do sono. 

“As pessoas estão mais conectadas, o estímulo visual aumentou – antes líamos livros, agora lemos no tablet, no celular. Temos fácil acesso à televisão, internet, redes sociais. Esses estímulos acabam inibindo a melatonina à noite, criando ambientes que favorecem a insônia, a privação do sono, a um sono de má qualidade“.

Transtornos de humor como depressão e ansiedade também influenciam no dormir e na insônia. E eles têm aumentado também. Um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que a pandemia fez aumentar em mais de 25% número de casos desses dois transtornos em todo o mundo.

O dormir bem exige manter a mente e o corpo em harmonia. Com tudo alinhado, conseguimos relaxar, iniciar o sono e desligar. “Estamos em um ambiente mais propício para a insônia e a pandemia foi a cereja do bolo que contribuiu para aumentar os casos de transtornos de humor”, alerta o presidente da ABS. 

Qualquer pessoa pode ter insônia, desde a criança até o idoso. Mas existem alguns fatores associados à doença, como ser mulher, nível socioeconômico e problemas crônicos — Foto: imagem: Freepik.com 

2 – Quais são os efeitos da insônia no corpo

sonolência não é o principal sintoma da insônia. O distúrbio pode afetar quase todos os aspectos da vida. A pessoa pode ter mais dificuldades na concentração, pode ficar mais irritada, pode ter problemas de memória, prejuízos metabólicos e cardiovasculares a longo prazo. 

Veja abaixo os sintomas diurnos relacionados à perda de sono: 

3 – Quais os fatores e os comportamentos de risco

Qualquer pessoa pode ter insônia, desde a criança até o idoso. Mas existem alguns fatores associados à doença, como ser mulher, nível socioeconômico e problemas crônicos:

Vale sempre lembrar que não é porque você tem um ou dois fatores de risco que você terá insônia (e vice-versa).

E os comportamentos de risco? Evitar certos comportamentos pode ajudar a “prevenir” a insônia. 

“Comorbidades não tratadas, como depressão, ansiedade, comportamentos alimentares, entram no comportamento de risco para insônia. Outra coisa que devemos evitar: discutir relação, problemas financeiros próximo do horário de dormir. Uma refeição mais pesada antes da hora de dormir também é ruim”, elenca o presidente da ABS. 

🛏️Preparar o quarto para o dormir – temperatura adequada, luz controlada, espaço confortável, eletrônicos guardados – é essencial para o bom sono. Agora, se mesmo assim a pessoa sente dificuldade para dormir, talvez seja hora de consultar um especialista.

4 – Como e onde procurar ajuda

Se você demora mais de 30 minutos para pegar no sono, acorda durante a noite, tem dificuldade para voltar a dormir, acorda mais cedo do que gostaria, você pode ter insônia. E existe tratamento para o distúrbio. Por isso, procure ajuda. 

O primeiro atendimento pode ser feito com um clínico geral, que fará o encaminhamento de acordo com o quadro do paciente. Muitos profissionais que atuam no tratamento de distúrbios como a insônia são especialistas em medicina do sono.

Luciano Drager explica que o tratamento não é feito apenas com medicação. Também existe o tratamento não farmacológico, que visa mudança de hábitos e no estilo de vida. 

“Muitas vezes as pessoas só querem a medicação, não querem mudar hábitos, não tratam a depressão, ansiedade. Eles querem a fórmula mágica, uma pílula para apagar. Mas não adianta, precisamos trabalhar uma abordagem integrada”.

O tratamento depende de cada caso, como explicamos acima. Ele pode englobar a higiene do sono, a terapia cognitivo-comportamental para insônia e o uso de medicamentos. 

5 – Como deve ser o tratamento e quais os riscos da automedicação?

Em resumo, podemos dizer que: 

“Estamos numa fase que a automedicação faz com que o paciente postergue o tratamento. Isso é preocupante. Essa chamada de atenção para buscar ajuda é muito relevante. Não devemos achar que a insônia é normal, ainda mais quando está persistente. A automedicação deve ser combatida. Os pacientes podem mudar o quadro com mudanças de hábitos, mas querer mudar hábitos é muito difícil”, comenta Drager. 

“Faltam estudos bem desenhados para testar a melatonina no contexto da insônia. Os estudos são conflitantes. Por isso, ela não é usada no tratamento regular da doença, não está indicada. Muitas pessoas sem conhecimento usam para tratar a insônia, um uso inadequado. Ela não é inocente e não deve ser tomada sem recomendação médica”, alerta o presidente da ABS.

Informações G1

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