O exame para diagnóstico de arboviroses – dengue, zika e chikungunya – está disponível, de segunda a sexta-feira, no Ambulatório Municipal de Infectologia, localizado na Rua Professor Fernando São Paulo, no 911, bairro São João.O atendimento, destinado para os moradores de Feira de Santana, é realizado por ordem de chegada. Pela manhã, os exames serão efetuados das 7h30 às 11h30. À tarde, de 13h30 até as 16h30. Para ter acesso, o paciente deve apresentar guia de solicitação, documento de identidade e cartão SUS. De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carlita Correia, a medida busca desafogar as policlínicas municipais e Unidades de Pronto Atendimento ( UPAs), diante do aumento dos casos de dengue na cidade. De janeiro até esta sexta-feira (9), 547 foram registrados.Sendo assim, a pessoa com suspeita da doença deve comparecer até a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Saúde da Família (USF), de forma prévia, a fim de ser avaliada e receber a requisição.“O Ambulatório vai ofertar exames diagnósticos para dengue, como o RT-PCR indicado para até o quinto dia de sintoma e a sorologia recomendada a partir do sexto dia. Também serão feitos exames auxiliares para monitoramento da doença, a exemplo do hemograma, dosagem de enzimas e demais que o profissional que teve contato com o paciente julgue necessário”, pontuou a coordenadora.

*SECOM


Efeitos da pandemia: procura por atendimento psicológico dispara nos últimos meses em várias cidades brasileiras

Efeitos da pandemia: procura por atendimento psicológico dispara nos últimos meses — Foto: Reprodução/ TV Globo


Efeitos da pandemia: procura por atendimento psicológico dispara nos últimos meses em várias cidades brasileiras 

A procura por atendimento psicológico disparou nos últimos meses em várias cidades brasileiras. Esse é mais um dos efeitos da pandemia. 

A palavra pandemia para Rosimerie é sinônimo de muita dificuldade. “Não tinha como pagar aluguel, não tinha como pagar nada, comprar as coisas pra dentro de casa. E aí aquilo ali vai te dando uma angústia, sabe? Triste… Uma tristeza!”, conta. 

Ela buscou uma consulta psicológica num posto de saúde em Porto Alegre há um ano. 

“Eles colocam a gente numa fila. E aí tem que esperar quando surgir alguma vaga, alguma coisa eles chamam a gente, mas é difícil”, ressalta Rosimerie Gomes, auxiliar de serviços gerais. 

Depois de tantos impactos na saúde física, nas finanças, esse é mais um dos danos que a pandemia trouxe: o adoecimento mental. Só que nem sempre é fácil pagar por um tratamento desses. O jeito é recorrer ao Sistema Público de Saúde – que viu a procura por este tipo de atendimento dar um salto em todo o país.

  • Na cidade do Rio de Janeiro, o número de atendimentos nos Centros de Atenção Psicossocial, os CAPS, subiu mais de 50% entre março de 2019 e o mesmo período deste ano.
  • No Recife, desde a pandemia, a alta é de 30%, especialmente em casos de transtornos do humor, de ansiedade e dependência química.
  • Em Porto Alegre, a busca se multiplicou, mais de cinco vezes no início deste ano, comparado ao mesmo periodo pré-pandemia. 

A prefeitura de Porto Alegre diz que está investindo na ampliação da rede. 

“É fundamental que a gente coloque, sim, mais equipes, estamos nos adaptando a centros de especialidade. O Ministério da Saúde lançou aí um programa de incentivo, e esses centros de especialidade eles serão apoio às unidades primárias em saúde”, destaca Fernando Ritter, secretário de Saúde de Porto Alegre.

Os especialistas em saúde mental afirmam que a explosão da procura por esse tipo de atendimento é um sinal de alerta ao poder público. 

“Sem dúvida é um investimento agora né? Da gente conseguir acolher e abarcar todas as pessoas que estão nesse sofrimento. A partir dessa experiência é importante que a gente repense as nossas políticas de saúde”, conta a psiquiatra Lorena Caleffi.

A Raquel conseguiu atendimento. Ela perdeu o marido para Covid. “Aí vem as crises de choro, vem a ansiedade de uma maneira muito difícil de controlar”, relata. 

Ela recebeu ajuda num Centro de Atenção Psicossocial mantido pela prefeitura – há apoio de profissionais de saúde e atividades em grupo. 

“A gente discute em equipe um plano terapêutico para este usuário, e a gente vai atender ele novamente e vai mostrar pra ele quais as possibilidades que a gente tem de atendimento dentro desse serviço”, pondera Fernanda Farina, coordenadora do CAPS.

“Consegui controlar a minha ansiedade. Hoje em dia eu estou conversando contigo aqui, não estou tão ansiosa. Se fosse antigamente, estaria aqui no estado que eu não conseguia nem falar eu ia gaguejar né? A reportagem te deixa nervosa, muito nervosa, muito ansiosa… Eu não ia nem falar”, destaca Raquel. 

Informações G1


Primeira injeção que protege contra o vírus HIV é aprovada pela Anvisa

Foto: Myke Sena/MS.

A Gerência-Geral de Medicamentos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta semana o primeiro medicamento injetável para ser usado como PrEP (profilaxia pré-exposição) contra o vírus HIV. Trata-se do cabotegravir de longa duração, desenvolvido pelo laboratório anglo-sueco GSK.

O registro consta no Diário Oficial da União de 5 de junho e passou a valer imediatamente.

Até então, a única PrEP disponível era oral, uma combinação dos medicamentos tenofovir e entricitabina, que pode ser tomada diariamente ou em um esquema sob demanda — antes e depois de relações sexuais.

Um estudo apresentado pelo GSK em maio de 2020 revelou que o cabotegravir se mostrou 69% mais eficaz na prevenção da infecção pelo HIV do que a formulação oral.

A principal vantagem apresentada pela farmacêutica é justamente o fato de ele ser injetável. As duas primeiras aplicações têm de ser feitas em um intervalo de quatro semanas. Após isso, a pessoa toma outra dose a cada oito semanas. 

“Precisávamos de um agente injetável para conter a propagação desse vírus e é a primeira vez que temos sucesso nos testes de fase III com agentes preventivos. Apesar dos preservativos e preparações orais, há milhares de novos casos de HIV a cada ano no mundo; esperamos que o cabotegravir possa ajudar a conter a disseminação”, disse em comunicado o chefe de pesquisa e desenvolvimento do GSK ViiV Healthcare, Kimberly Smith.

Desde o ano passado, o INI/Fiocruz (Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz) coordena um estudo de implementação da PrEP injetável em seis centros de pesquisa — Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Florianópolis, Salvador e Manaus. A duração estimada da pesquisa é de dois anos.

“O Brasil já implementa no SUS a PrEP com a medicação oral, de uso diário, com tenofovir e entricitabina. O cabotegravir injetável chega como uma opção que será muito útil para pessoas com dificuldade em aderir ao uso da PrEP oral diária”, afirmou à Agência Fiocruz a médica infectologista e pesquisadora Beatriz Grinsztejn, chefe do laboratório de pesquisa clínica em DST e HIV do INI.

Ela classificou a medicação como “uma conquista sem precedentes” que “vai atender à necessidade de uma população vulnerável ao HIV”.

Acordos de sublicenciamento do GSK vão permitir versões genéricas do cabotegravir, o que deve ampliar ainda mais o acesso global ao medicamento.

Créditos: R7.


Foto: Arquivo Pessoal

Fungos, frieiras, rachaduras, unhas encravadas e calosidades estão entre os problemas que mais afetam a saúde dos pés. No entanto, essas situações podem ser prevenidas ou tratadas por meio da podologia. O podólogo é o profissional que diagnostica, previne e trata patologias ligadas a essa parte do corpo.

Segundo a podóloga Ana Francis Ribeiro dos Santos, antes de iniciar o tratamento, o podólogo faz uma avaliação dos pés do cliente. A intervenção pode ser imediata ou prolongada.

“Primeiro a gente faz uma avaliação para entender com qual patologia o paciente está e no decorrer da patologia a gente recomenda o tratamento, que pode ser imediato ou contínuo. Normalmente a unha inflamada é imediata, tem que ser logo removido o motivo da inflamação, para ter uma cicatrização. E no caso de um tratamento contínuo, vamos supor uma rachadura mesmo, que não cicatriza de imediato, tem que ter um tratamento contínuo para haver a cicatrização, e no caso das micoses também precisam de um tratamento diferenciado”, explicou.

As rachaduras, por exemplo, costumam aparecer em pessoas que utilizam sapatos inadequados e abertos, como sandálias de borracha, explicou a profissional.

Já as micoses, segundo Ana Francis, ocorrem normalmente em pessoas que utilizam sapatos fechados.

“As micoses ocorrem geralmente em pessoas que usam muito sapatos fechados e têm mais predisposição a ter tanto nas unhas quanto entre os dedos, que são as frieiras. Tem cura e em média o tratamento de fungos, as micoses, leva de 6 meses a 1 ano, podendo chegar a 2 anos, depende muito do tipo de fungo.”

Conforme a profissional, a área de podologia tem crescido muito e os preços são bem acessíveis, sendo procurada por pessoas de todas as idades.

“Essa área tem ganhado repercussão, até mesmo crianças, que muitos pais vêem que a criança já nasce com a unha encravada, então já vê a necessidade. Da criança ao idoso tem a necessidade do tratamento de podologia. A podologia faz parte da área da saúde, que trata e previne, e a manicure trata somente da parte estética.”

Com informações do repórter Ed Santos do Acorda Cidade.


Com o intuito de ampliar a cobertura vacinal, a Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, promove a vacinação contra a gripe Influenza e aplicação da bivalente no Shopping Boulevard nesta sexta-feira (09). A imunização ocorrerá em frente ao Supermercado Hiper Bompreço, das 9h às 20h.

A vacina contra a gripe Influenza está liberada para toda a população acima dos seis meses de idade. Já a bivalente está disponível para pessoas a partir dos 12 anos inseridos nos grupos prioritários ou maiores de 18 anos, tendo tomado, ao menos, duas doses da vacina monovalente contra a Covid e com intervalo de quatro meses após a última aplicação.

Os menores de 14 anos poderão atualizar a caderneta vacinal com as doses de rotina. É válido destacar que a aplicação em crianças e adolescentes é feita somente na presença dos pais ou responsável.

As pessoas devem comparecer com documento de identidade, cartão SUS e caderneta de vacinação.


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Controlar o peso corporal, a pressão arterial e as taxas de colesterol são aspectos importantes para ter saúde —e que quase todo mundo conhece. Mas sabia que manter um bom nível de massa muscular, especialmente após os 40 anos, também é fundamental para ser saudável e envelhecer bem?

Pense que ter músculos é como um “estoque de saúde”. Uma reserva ou uma poupança na qual você deve investir desde já para usar lá na frente, garantindo autonomia, mobilidade, melhora da imunidade e redução no risco de diversas doenças como osteoporose, diabetes, problemas cardiovasculares e Alzheimer.

A seguir, mostramos bons motivos para você investir no ganho de músculos —e como fazer isso.

IMUNIDADE EM ALTA

Os músculos armazenam proteínas e o sistema imunológico precisa desses nutrientes para “fabricar” anticorpos e funcionar adequadamente.

Por isso, ter um bom volume muscular e uma ingestão adequada de proteínas no dia a dia ajuda a manter o sistema imunológico saudável, reduzindo o risco de infecções causadas por vírus e bactérias. Também melhora a resposta do organismo a fatores estressantes, contribui para a recuperação mais rápida de doenças agudas e está associado a um efeito anti-inflamatório, associado à prevenção de doenças crônicas, incluindo até alguns tipos de cânceres.

No entanto, vale ressaltar que a imunidade é um processo complexo que envolve vários fatores, como boa alimentação, prática de exercícios, controle do estresse e boas noites de sono, entre outros aspectos relacionados à saúde geral.

Levantamento de peso olímpico, LPO, treino, exercício - iStock - iStock
Fazer exercícios com cargas elevadas (adequadas para seu condicionamento físico) é essencial para construir músculosImagem: iStock

EVITA O DIABETES, INFARTO E AVC

A insulina é o hormônio responsável por levar a glicose (açúcar) para dentro das células. Como a glicose é o principal combustível dos músculos, ter um bom nível de massa muscular reduz a resistência à insulina, “facilitando” a entrada de energia nas células e mantendo o nível adequado de açúcar no sangue (glicemia).

Vale lembrar que a a glicemia constantemente elevada e a resistência à insulina levam ao diabetes tipo 2, uma das doenças que mais mata no mundo todo. O diabetes tipo 2 afeta os vasos sanguíneos, aumentando o risco de doenças cardiovasculares como infarto e AVC (derrame).

Além disso, a força e a massa muscular pode ter um impacto positivo na proteção do próprio sistema cardiovascular, auxiliando no controle da pressão arterial e do perfil lipídico (níveis de colesterol e triglicerídeos).

AJUDA NO CONTROLE DO PESO

Mesmo em repouso, nosso organismo tem um gasto calórico para manter o tecido muscular. Isso significa que, quanto mais músculos a pessoa tiver, maior será a taxa metabólica basal —calorias que o corpo gasta apenas para realizar suas funções básicas, como respirar, manter os batimentos cardíacos etc.

O músculo também é capaz de queimar gordura para produzir energia durante a atividade física, o que pode reduzir a gordura corporal.

Como já falamos, a massa muscular melhora a sensibilidade à insulina. Com isso, o organismo utiliza a glicose de forma mais eficiente e evita seu acúmulo em forma de gordura. Tudo isso pode contribuir para o controle de peso e prevenção da obesidade, condição que é prejudicial à saúde.

ESQUELETO FORTE 

Quando os músculos estão fortes e ativos, eles exercem mais tensão nos ossos durante a atividade física, o que estimula a produção de novo tecido ósseo.

Assim, você reduz o risco de ter osteoporose (doença caracterizada pela perda progressiva de massa óssea) e de sofrer fraturas —problema comum em idosos, que prejudica a qualidade de vida, a autonomia no dia a dia e aumenta o risco de morte.

Treino com sandbag, treinamento funcional; exercício - iStock - iStock
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CORPO ÁGIL E FUNCIONAL

Os músculos dão suporte e protegem os ossos e articulações, agindo como amortecedores e absorvendo o impacto nessas estruturas. Uma massa muscular pobre pode levar à fraqueza e falta de equilíbrio e de coordenação, o que aumenta o risco de quedas e fraturas.

Por outro lado, um bom volume muscular melhora a força e a resistência física, o que garante mais autonomia na realização de atividades do dia a dia, como tarefas domésticas, subir escadas, carregar objetos pesados, levantar-se da cadeira etc.

Também garante mais agilidade, segurança e coordenação motora para reagir a situações de risco ou para evitar quedas e acidentes.

MENTE SÃ

Estudos mostram que a irisina, hormônio produzido pelos músculos, está associada à melhora da função cerebral e ao estímulo do crescimento de novos neurônios no hipocampo, região importante para a memória e aprendizado.

Há evidências de que a prática regular de exercícios físicos aumenta a produção de irisina, o que parece estar associado a um menor risco de desenvolver doenças neurodegenerativas, como Alzheimer.

Como construir músculos após os 40 anos

Há poucos estudos que estabelecem um percentual ideal de massa muscular que devemos ter no corpo. Portanto, não se apegue a números e tenha como objetivo de saúde buscar construir mais músculos sempre (de forma natural).

Conforme envelhecemos, especialmente após os 40 anos, nosso organismo sofre uma queda na taxa de hormônios e fica mais difícil manter ou ganhar massa muscular. Veja dicas que podem ajudar você:

Seja ativo durante o dia a dia e obrigue seus músculos a trabalharem: caminhe, suba escadas, faça tarefas domésticas, carregue peso (sacolas, caixas).

Pratique exercícios de força (como musculação) pelo menos duas vezes por semana e não tenha medo de usar cargas pesadas —respeitando os limites do seu corpo e com orientação profissional, claro.

Faça ao menos 150 minutos de atividade física intensa durante a semana.

Tenha uma alimentação saudável, rica em verduras, legumes, frutas, carnes, ovos, laticínios e grãos integrais.

Aumente o consumo de proteínas (carnes, peixes, ovo, laticínios). A quantidade varia conforme o nível de atividade física de cada um, mas, ao dia, tente ingerir de 1,2 g a 2 g do nutriente por kg de peso corporal. Ou seja, se você pesa 70 kg, precisa comer de 84 g a 140 g de proteínas.

Inclua fontes de proteínas em todas as refeições, incluindo os lanches.

Mantenha o nível de vitamina D adequado por meio da exposição solar —ou de suplementação, quando necessário e com orientação médica.

Suplementar aminoácidos (sempre com orientação de um nutricionista) como a leucina e a creatina pode ser útil para a hipertrofia, recuperação de tecido muscular, aumento de força e resistência muscular.

Durma o suficiente. O descanso e o sono são essenciais para a recuperação e construção muscular, além da produção de hormônios importantes para esse processo.

Evite consumir frituras, alimentos ultraprocessados, doces e açúcar em geral e bebidas alcoólicas. 

Não fume.

FONTES: Niele Silva de Moraes, médica geriatra, docente do curso de medicina e coordenadora do Núcleo de Atenção ao Idoso da UEPA (Universidade do Estado do Pará) e diretora científica da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia seção Pará; Aline Saab, médica geriatra da Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul e membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia; Alexandre Evangelista, profissional de educação física, mestre e doutor em ciências na área da saúde e coordenador dos cursos de pós-graduação na área da educação física da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas).

Informações Viva Bem UOL


Todos nós queremos atenção e carinho de nossos parceiros. Mas, quando o amor começa a ser muito intenso, é preciso desconfiar de ciclos de manipulação e abuso.

No início, presentes e compromissos em excesso; depois, descaso e ausência — Foto: GETTY IMAGES

No início, presentes e compromissos em excesso; depois, descaso e ausência — Foto: GETTY IMAGES 

Frases como “não consigo deixar de pensar em você”, “só quero te fazer feliz” e “quero estar com você o tempo todo” podem soar bonitas, mas às vezes podem ser também um sintoma de que alguns limites saudáveis estão sendo ultrapassados. 

Estamos falando do love bombing, algo como “bombardeio de amor”, em tradução livre. 

É quando alguém dá atenção e carinho — geralmente a um parceiro romântico, mas não só — de forma avassaladora, normalmente no início de um relacionamento. 

Esse comportamento aparentemente romântico e bem-intencionado pode, no entanto, fazer parte de um ciclo de abuso psicológico. 

“Eu tinha acabado de sair de um relacionamento em que não recebia quase nada, e cheguei a outro em que ele, logo após nos conhecermos, me convidava para tudo, sempre vinha me trazer um café ou uma sobremesa… Conversávamos o dia todo, ele ia comigo à academia, me esperava muitas horas para me levar para casa e me levou para conhecer a mãe dele”, lembra a designer colombiana Alejandra (a BBC optou por não publicar o sobrenome para preservá-la). 

“Comecei a me sentir muito sufocada.” 

Claro, a diferença entre o love bombing e uma paixão saudável pode ser um tanto confusa. 

Na verdade, é normal que no início de um relacionamento nos sintamos perdidamente apaixonados, porque os hormônios e neurotransmissores estão no auge. 

E os especialistas concordam que não há nada de errado em se deixar levar por demonstrações profundas e intensas de afeto. 

Eles começam a ser problemáticos quando o amor é expresso de forma calculada para “fisgar” o outro e fazê-lo agir de uma maneira que não faria de outra forma. 

Os filmes nos ensinam a valorizar demonstrações de amor exageradas — Foto: GETTY IMAGES

Os filmes nos ensinam a valorizar demonstrações de amor exageradas — Foto: GETTY IMAGES 

É claro: nosso cérebro está perfeitamente treinado para garantir que situações que tenham causado uma sensação de prazer, como presentes, carícias e palavras bonitas, sejam repetidas. Trata-se do sistema de recompensa. 

Esse sistema é o que nos permite, por exemplo, nos apegarmos aos nossos pais ou cuidadores na infância, algo essencial para o nosso desenvolvimento pessoal. 

O “bombardeio do amor” opera aproveitando exatamente essa função do cérebro. 

A princípio, a pessoa que recebe os gestos exorbitantes de amor aprende a esperar esses comportamentos — recompensas — de seu parceiro e a reagir positivamente quando os recebe. E ela cria em sua cabeça uma imagem do seu parceiro como o amante perfeito. 

Alejandra, a designer colombiana, diz que isso ocorreu no relacionamento com o novo parceiro. 

“Ele me fisgou muito. Chegou a sugerir que fôssemos estudar juntos na Inglaterra. Tudo em menos de dois meses desde o início do namoro.” 

Mas então, em um segundo momento, o “autor do bombardeio” corta do parceiro o que estava dando. Por exemplo, ele pode começar a tratar o outro com desprezo. 

Com isso, há uma tendência da pessoa “alvo” do bombardeio superar seus próprios limites para receber novamente aquela recompensa. É quando o abuso acontece. 

Uma pessoa submetida a esse ciclo pode, por exemplo, concordar em cancelar planos com seus amigos ou familiares na esperança de se sentir especial e amada pelo parceiro novamente. 

Ou, em um cenário mais sombrio, pode concordar com uma determinada prática sexual apenas para resgatar aquele momento idílico do relacionamento. 

A manipulação e o isolamento dificultam com que a vítima saia do ciclo de abuso — Foto: GETTY IMAGES

A manipulação e o isolamento dificultam com que a vítima saia do ciclo de abuso — Foto: GETTY IMAGES 

“Ele começou a agir de forma estranha, não aparecia mais tanto e eu comecei a me sentir muito instável, ansiosa e confusa. Comecei a achar que eu era a pessoa intensa. Conversávamos o tempo todo, e de repente ele sumiu por todo o fim de semana”, lembra Alejandra. 

“Quando nos reencontramos, ele mudou a forma de me tratar e reclamou comigo por não tomar anticoncepcional. Me doeu muito porque eu estava muito apaixonada pela ideia que tinha dele.” 

Com o tempo, a relação se torna um ciclo: quando o agressor sente que está perdendo o poder sobre o parceiro, retoma demonstrações transbordantes de amor para reconquistá-lo, e assim por diante. 

A psicologia do bombardeio

Como acontece com quase qualquer vilão, quem faz love bombing não é simplesmente um monstro maquiavélico e tem por trás seus próprios problemas. 

Em boa parte das vezes, o bombardeio de amor é uma estratégia usada inconscientemente e é uma resposta lógica a traços narcisistas e de baixa autoestima. 

Esta é a conclusão dos estudos da professora Claire Strutzenberg, da Universidade da Pensilvânia. 

Ela explica que, ao expressar esse amor transbordante, o que as pessoas que o fazem realmente querem “é a afirmação de que são amados, bonitos e desejados”. 

Como no mito de Narciso, eles elogiam seus parceiros na esperança de que recebam o elogio de volta. 

As pessoas que tiveram poucos relacionamentos saudáveis ​​em suas vidas são mais suscetíveis ao bombardeio amoroso, diz Charlie Huntington, psicólogo especializado em relacionamentos românticos da Universidade de Denver. 

A ilusão de ser amado intensamente pode levá-las a sentir uma conexão particularmente poderosa e, portanto, a serem vulneráveis ​​à manipulação. 

Como saber se alguém está passando por isso?Não há indicadores objetivos de que uma pessoa esteja sendo submetida ao bombardeio do amor. 

Um mesmo ato pode ser inofensivo, e até saudável, em um relacionamento, mas problemático ou prejudicial em outro. 

No entanto, se você está se sentindo sufocado com o carinho e a atenção que está recebendo e sente que tudo é intenso demais para ser genuíno, ou conhece alguém que possa estar passando por isso, aqui estão 7 sinais do love bombing. 

No entanto, Huntington enfatiza que devemos evitar ser desconfiados demais 

“A maioria de nós passará por nossas vidas sem ser manipulado dessa maneira”, diz o psicólogo. 

Mas um pouco de cautela nunca é demais.

Informações G1


Criada por médico estadunidense, ‘calculadora da morte’ mostra quanto tempo você vai viver; entenda como funciona e faça o cálculo

Foto: Andrea Piacquadio/Pexels

É possível mensurar a sua expectativa de vida por meio de uma ferramenta gratuita desenvolvida pelo site “Living to 100”. A chamada “Calculadora da Expectativa de Vida” faz uma estimativa de quantos anos a pessoa viverá e com qual idade ela poderá morrer. O cálculo é feito com base em informações preenchidas pelo próprio indivíduo em um formulário online, que analisa dados como estilo de vida, hábitos alimentares e histórico de saúde familiar, e pode ser respondido em cerca de 10 minutos. Confira, a seguir, como funciona a “calculadora da morte” e veja como utilizá-la.

Como a calculadora de expectativa de vida funciona?

A calculadora de expectativa de vida foi criada pelo médico estadunidense Thomas Perls. O profissional da saúde é fundador do New England Centenarian Study, centro localizado em Boston, nos Estados Unidos, que estuda pessoas com mais de 100 anos ao redor do mundo. Segundo ele, a ferramenta pode ser usada com fins científicos em departamentos de recursos humanos, organizações de saúde e outras entidades, servindo como medidor de comportamento de vida de seus funcionários e clientes.

O site disponibiliza um questionário gratuito com 40 perguntas para que o usuário responda online. É possível responder a todos os quesitos em aproximadamente 10 minutos. Ao final, após a realização de cadastro com e-mail e senha, o site revela com quantos anos a pessoa poderá morrer e, consequentemente, quantos anos ela ainda tem de vida.

No questionário, o usuário responderá a perguntas sobre como controla o nível de estresse ou qual é a sua frequência de contato com a família e amigos. O site também solicita detalhes como o nível de escolaridade, a quantidade de horas trabalhadas por semana, a qualidade do sono e a expectativa quanto ao envelhecimento. Também são pesquisados o estilo de vida, a qualidade do ar respirado na região, consumo de fumo e álcool, frequência de sexo e até se há utilização de fio dental.

A alimentação também deve ser detalhada no formulário, informando os tipos de alimentos consumidos na dieta comum, como peixes, frango ou carnes, a rotina alimentar e de exercícios físicos. Além disso, também há questões sobre a saúde do usuário e o histórico familiar, como a possível presença de doenças como diabetes ou hipertensão.

Como usar a Calculadora de Expectativa de Vida

Passo 1. Acesse a calculadora da expectativa de vida (livingto100.com/calculator) e informe sua data de nascimento, gênero, país, código postal. Aceite os termos de uso e clique no botão “Proceed to Calculator” para prosseguir;

Informe seus dados pessoais para usar a calculadora da expectativa de vida — Foto: Reprodução/Rodrigo Fernandes

Passo 2. Responda o questionário clicando nas opções correspondente ao seu estilo de vida;

Respondas às perguntas do formulário da calculadora de expectativa de vida — Foto: Reprodução/Rodrigo Fernandes
Respondas às perguntas do formulário da calculadora de expectativa de vida — Foto: Reprodução/Rodrigo Fernandes

Passo 3. Depois de passar por todas as páginas, clique em “Calcular minha idade”;

Ao final do questionário, prossiga para o resultado — Foto: Reprodução/Rodrigo Fernandes
Ao final do questionário, prossiga para o resultado — Foto: Reprodução/Rodrigo Fernandes

Passo 4. Faça um cadastro no site com e-mail e senha e confirme no botão “Sign up”;

É preciso fazer um cadastro com e-mail e senha para ter acesso ao resultado — Foto: Reprodução/Rodrigo Fernandes
É preciso fazer um cadastro com e-mail e senha para ter acesso ao resultado — Foto: Reprodução/Rodrigo Fernandes

Passo 5. Veja na tela a sua expectativa de vida com base nas respostas preenchidas no formulário.

Calculadora da morte: veja na tela com quantos anos você poderá morrer, segundo a calculadora da expectativa de vida — Foto: Reprodução/Rodrigo Fernandes
Calculadora da morte: veja na tela com quantos anos você poderá morrer, segundo a calculadora da expectativa de vida — Foto: Reprodução/Rodrigo Fernandes

Créditos: Tech Tudo.


Pessoas com febre e, ao menos, mais dois sintomas compatíveis com dengue, a exemplo de dor de cabeça, no corpo ou nas articulações, são consideradas suspeitas da doença. A recomendação da Vigilância Epidemiológica (VIEP) é que ao notar os sinais, o morador procure a unidade de saúde mais próxima para receber orientações.

A enfermeira da VIEP, Maricelia Lima, destaca que a hidratação é o principal tratamento contra a arbovirose. “É importante que esse paciente aumente o consumo de líquidos claros. Uma pessoa adulta, com suspeita, deve beber, em média, de quatro a cinco litros de água por dia, mas essa ingestão também pode ser complementada por chás, sucos e soros de reidratação”, explicou.

Para a enfermeira, o maior risco é ter sinais de alarme e ficar em casa aguardando uma possível melhora. “O paciente que tem vômito persistente, dor intensa na barriga, desconforto respiratório, sangramentos, não vai melhorar ficando em casa, tende a complicar. Ele precisa de hidratação venosa, disponibilizada em UPAs [ Unidades de Pronto Atendimento] e policlínicas. Em hipótese nenhuma, deve ficar em casa, sem assistência, sofrendo”, frisou.

São considerados sinais de alarme dor na barriga intensa e contínua; vômitos persistentes, queda de pressão; sensação de desmaio, sonolência intensa; irritabilidade; aumento do fígado; sangramento de mucosas como boca, olhos e partes íntimas; sensação de sede intensa; mãos ou pés azulados; piora da doença que já existia. Ao sentir algum desses sintomas, o paciente deve procurar, de forma imediata, as UPAs e Policlínicas Municipais.


Da mais leve à mais grave, a mentira passa por um circuito complexo para ser convincente.

Close up of crossed fingers behind a woman's back

Se você disser que nunca mentiu, provavelmente estará mentindo. Por mais repreensível que seja esse comportamento, as pequenas mentiras que contamos no dia a dia são uma forma de manter o convívio social agradável, uma estratégia essencial para a nossa evolução. E o cérebro tem grande papel nisso.

De acordo com Jéssica Martani, psiquiatra e especialista em comportamento humano, a mentira é uma forma de deturpar a realidade e inventar histórias.

As pessoas fazem isso por diversos motivos. Na infância, a mentira pode ser usada para conseguir algo em troca, por exemplo, quando a criança promete que vai se comportar se ganhar um brinquedo. Ela também serve para facilitar a adequação a um grupo, como quando o jovem diz gostar da banda que está em alta apenas para se enturmar com os colegas. 

Nessa faixa etária, também é comum que os adolescentes enriqueçam histórias para se tornarem mais interessantes na visão dos outros. A mentira pode ainda ser usada para esconder alguma dificuldade, como quando um indivíduo finge saber mais de determinado assunto do que realmente sabe em uma entrevista de emprego. Ou até para evitar constrangimentos, quando uma pessoa responde que gostou do novo corte de cabelo da outra só para agradar.

“É uma estratégia adaptativa e evolutiva. Nós somos seres sociais, um dos poucos que realmente precisam da sociedade para sobreviver. Antigamente, você tinha que ter força para lutar e caçar. Hoje em dia, o que você precisa é manter o contato social”, explica a dra. Jéssica.

Como a mentira é formada no cérebro?

No entanto, por mais inofensiva que a mentira seja, seu processo de criação exige um esforço enorme do cérebro. Afinal, além de omitir a verdade, a pessoa ainda precisa criar uma história alternativa que convença o outro sem demonstrar os sinais físicos do nervosismo. Entenda como isso acontece:

  1. Percepção da necessidade de mentir:Uma das primeiras áreas ativadas quando uma pessoa está prestes a mentir é a ínsula. Essa região é responsável pela consciência emocional e pela percepção externa de sensações como dor e temperatura. “Ela pega as informações e leva para outras partes do cérebro, como o córtex pré-frontal e o hipocampo, fazendo a conexão com tudo”, detalha a psiquiatra. É nesse momento, portanto, que o indivíduo identifica os estímulos ao seu redor e percebe se vai precisar mentir ou não.
  2. Planejamento da mentira: Uma vez que a pessoa decida mentir, o cérebro deve começar a trabalhar essa mentira. Nesse momento, existem duas estruturas fundamentais: o córtex pré-frontal, responsável pela razão, e o hipocampo, responsável pela memória. Juntos, eles fazem o planejamento e a execução da mentira. Ou seja, para criar uma história que faça sentido, o cérebro utiliza a imaginação para preencher a lacuna das memórias que não existiram. 
  3. Validação da mentira: Outro processo importante é realizado pelo córtex cingulado anterior, uma região ligada à detecção de erros, antecipação de tarefas e modulação de respostas emocionais. “É lá que o indivíduo entende se o que está sendo dito é crível ou não, detectando possíveis discrepâncias entre a informação falsa e a verdadeira”, ressalta a dra. Jéssica. É por isso que quando alguém mente, ela pode esconder muito bem o nervosismo, mas, no fundo, sabe que está mentindo.

Quando a mentira vira uma compulsão?

Por outro lado, existe um limite entre as mentiras saudáveis do cotidiano e a compulsão por mentir. Quando isso se torna o centro da vida da pessoa, ela pode estar desenvolvendo um quadro de mitomania.

O que é a mitomania?

A mitomania ocorre quando a prática de mentir se torna excessiva e causa sofrimento tanto para os outros quanto para a própria pessoa. O mentiroso compulsivo sabe que não está dizendo a verdade, mas já não planeja uma finalidade por trás daquela invenção.

“A pessoa vive mentindo, muitas vezes, por coisas bobas. Qualquer história pequena se transforma em um show maravilhoso ou em um drama super triste”, afirma a dra. Jéssica.

Em geral, esse comportamento é uma forma de proteção. Ou seja, as mentiras não são sempre para enganar o outro, mas sim para se sentir mais atraente e esconder uma personalidade fragilizada.

O que causa a mitomania?

Não se sabe ao certo o que pode causar a compulsão pela mentira, mas, em geral, o quadro está associado a problemas de autoestima ou transtornos de personalidade, como borderline ou histriônico (transtorno caracterizado pela emocionalidade excessiva e busca por atenção). Experiências traumáticas na infância também podem gerar o comportamento mentiroso.

Qual é o tratamento para a mitomania?

“Os mitômanos têm dificuldade de buscar ajuda, porque eles se constroem com base na mentira. Se tirar isso, eles vão ter que mostrar quem são e lidar com as próprias fragilidades”, destaca a especialista

Nesse sentido, a psicoterapia é o melhor caminho para descobrir a origem desse comportamento, trabalhando a baixa autoestima, a insegurança e os possíveis transtornos de personalidade.

Informações Drauzio Varella