A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou na conta dela no Instagram, na noite desta sexta-feira (1º), que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já consegue mexer os dedos do braço direito, onde foi submetido a uma cirurgia no ombro. Já na manhã deste sábado (2), Michelle disse que ele passou a noite bem no Hospital DF Star de Brasília, onde está internado.

– O Galego [Bolsonaro] já está sem o oxigênio nasal, conseguiu tomar sopa, e os dedos da mão do braço do procedimento, que é normal não se mexerem por conta do anestésico, já voltaram a se movimentar nesta noite. Está bem, graças a Deus – escreveu Michelle.

– Bom dia. Nosso líder passou a noite bem, graças a Deus! Por aqui, tudo sob controle – escreveu na manhã deste sábado (2).

Segundo boletim do Hospital DF Star divulgado nesta sexta (1º), foi realizado em Bolsonaro um “reparo artroscópico do manguito rotador à direita”, relacionado à articulação do ombro direito. O ex-presidente, que está em prisão domiciliar, se queixava de dores recorrentes que exigiam uso diário de analgésicos.

A defesa de Bolsonaro pediu a autorização para que o líder conservador fizesse a cirurgia no dia 21 de abril e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, permitiu na quinta-feira (30).

Depois do término da cirurgia, o cardiologista da equipe médica que atende Bolsonaro, Brasil Caiado, afirmou na saída do hospital que a cirurgia demorou três horas e que não há previsão de alta do ex-presidente.

*AE
Foto: EFE/ Sebastiao Moreira


Homem de 42 anos mora na Guatemala e havia sido vacinado

© Divulgação/Josué Damacena (IOC/Fiocruz

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou nesta terça-feira (28) o segundo caso importado de sarampo no território paulista. De acordo com a pasta, o paciente é um homem de 42 anos, morador da Guatemala e que tem histórico de vacinação.

O caso foi identificado no final de março, na cidade de São Paulo, e depois confirmado por exames laboratoriais. O estado de saúde do paciente não foi informado.

Este é o segundo caso importado de sarampo, ou seja, sem transmissão local do vírus, identificado no estado de São Paulo em 2026. O primeiro caso do ano foi o de um bebê de seis meses que não foi vacinado e esteve na Bolívia em janeiro. Em todo o ano passado foram registrados dois casos importados da doença em São Paulo.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), os países da América continuam enfrentando a doença. No ano passado, por exemplo, 14.767 registros de sarampo foram confirmados em 13 países das Américas. Só neste ano foram confirmados 15,3 mil casos, sendo que México Guatemala, Estados Unidos e Canadá respondem pela maioria deles.

Sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa e que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo. A transmissão do vírus ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, seja ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

O sarampo é tão contagioso que uma pessoa infectada pode transmitir a doença para 90% das pessoas próximas e que não estejam imunes. Por isso, a vacinação contra o sarampo é extremamente importante. A vacinação é a principal forma de prevenção contra a doença.

Os principais sintomas da doença são manchas vermelhas no corpo e febre alta, acima de 38,5ºC, acompanhada de tosse, conjuntivite, nariz escorrendo ou mal-estar intenso. Os casos podem evoluir para complicações graves podendo causar diarreia intensa, infecções de ouvido, cegueira, pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro). Algumas dessas complicações podem ser fatais.

A vacinação contra o sarampo faz parte do Calendário Nacional de Vacinação. A primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses de idade (tríplice viral – sarampo, caxumba e rubéola) e a segunda aos 15 meses (tetra viral – sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

Fonte; Agência Brasil


O roadshow realizado na B3, em São Paulo, onde será apresentado o projeto da Parceria Público-Privada (PPP) do Hospital Municipal de Feira de Santana, poderá ser acompanhado ao vivo pela TVB3, por meio do link oficial de transmissão: https://tvb3.com.br/video/roadshow-hospital-municipal-de-feira-de-santana-ba/ .

A apresentação será conduzida pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho e integra uma etapa estratégica do processo licitatório. O evento reúne investidores e representantes de grandes grupos empresariais interessados na concessão administrativa voltada à construção e operação dos serviços não assistenciais da unidade.

Durante o roadshow, serão detalhados os aspectos técnicos, operacionais e financeiros do projeto, considerado o maior investimento em infraestrutura de saúde da história do município. A iniciativa tem como objetivo atrair empresas qualificadas e ampliar a competitividade do certame.

O encontro está previsto para as 15h e contará também com a participação do secretário municipal de Planejamento, Carlos Brito, e do secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, que irão reforçar informações sobre o modelo de gestão e os benefícios da proposta para a população.

O Hospital Municipal de Feira de Santana será implantado por meio de PPP, com investimento estimado em R$ 286 milhões. A unidade será 100% voltada ao Sistema Único de Saúde (SUS) e contará com 110 leitos, incluindo 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além de centro cirúrgico moderno e parque de bioimagem completo.

O edital de licitação já foi publicado, com entrega dos envelopes prevista para o dia 11 de maio, na sede da B3, e sessão pública do leilão marcada para 15 de maio.

A implantação do equipamento visa ampliar a capacidade da rede municipal de saúde, reduzir a sobrecarga nas unidades estaduais e consolidar Feira de Santana como referência regional em atendimento de média e alta complexidade.

*Secom


O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, emitiu um alerta à população nesta semana diante da queda crítica nos estoques de sangue. Segundo a unidade, o tipo O negativo, considerado universal em situações de emergência, está zerado, comprometendo o atendimento a pacientes em estado grave.

De acordo com a coordenação da Agência Transfusional do hospital, a situação é considerada delicada e exige mobilização imediata da comunidade. “A ausência desse tipo sanguíneo impacta diretamente os atendimentos de urgência, especialmente em casos de acidentes e cirurgias emergenciais”, destaca a unidade.

O hospital também reforça o pedido de apoio aos veículos de comunicação para ampliar o alcance do apelo e estimular a doação nos próximos dias.

As doações devem ser realizadas no Hemoba de Feira de Santana, localizado na Avenida Presidente Dutra, no cruzamento com a Avenida Maria Quitéria, em frente à TV Subaé. No momento da doação, é necessário informar que o sangue será destinado ao HGCA.

Quem pode doar

Podem ser doadores pessoas entre 16 e 69 anos — sendo que menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis —, com peso acima de 50 quilos, em boas condições de saúde e devidamente alimentadas.

O HGCA ressalta que o procedimento é seguro, rápido e fundamental para salvar vidas. A participação da população é considerada essencial para a manutenção dos atendimentos hospitalares.

Serviço

Doação de sangue – Hemoba Feira de Santana
Endereço: Avenida Presidente Dutra, cruzamento com a Avenida Maria Quitéria (em frente à TV Subaé)
Horário: consultar a unidade

Mais informações podem ser obtidas diretamente com o Hemoba.


Pacientes devem interromper uso e buscar orientação médica

Anvisa determina retirada de remédios para tosse com clobutinol

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a retirada completa de medicamentos com clobutinol do mercado brasileiro. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (27) e tem aplicação imediata.

A decisão abrange todas as etapas relacionadas a esses produtos, incluindo produção, importação, distribuição, venda, divulgação e uso. Na avaliação do órgão, os possíveis efeitos adversos superam qualquer benefício terapêutico, o que motivou a proibição.

De acordo com a agência, a medida foi baseada em análise técnica da área de farmacovigilância, que apontou riscos significativos à saúde. Entre os principais problemas identificados está a possibilidade de arritmias cardíacas graves, associadas ao prolongamento do intervalo QT, alteração elétrica no coração que pode causar desmaios e até morte súbita.

O clobutinol é um princípio ativo presente principalmente em medicamentos para tosse, como xaropes e outros produtos indicados para aliviar sintomas respiratórios. Com a nova regra, esses itens deixam de ser comercializados e utilizados no país.

A orientação é que pacientes que faziam uso desse tipo de medicamento interrompam o tratamento e busquem orientação médica para a substituição por alternativas seguras. A Anvisa informou que a determinação vale para todos os produtos com a substância, independentemente da marca ou fabricante.

Informações Metro1


Estudo internacional reacende debate sobre diagnóstico precoce de um dos tumores mais letais

Um exame de sangue em fase de pesquisa inicial pode mudar o rumo de um dos cânceres mais silenciosos e agressivos da atualidade. Cientistas internacionais desenvolveram um painel com quatro biomarcadores capazes de identificar o câncer de pâncreas ainda em estágios iniciais — momento em que as chances de tratamento são significativamente maiores.

No Brasil, o câncer de pâncreas ainda figura entre os mais desafiadores. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que a taxa de sobrevida em cinco anos é baixa — gira em torno de 10%. Isso ocorre, sobretudo, porque a maioria dos casos é diagnosticada tardiamente.

Para a oncologista do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), Pamela Almeida, o principal obstáculo ainda está no diagnóstico tardio. “O câncer de pâncreas costuma evoluir de forma silenciosa. Quando conseguimos diagnosticar cedo, ampliamos de forma significativa as possibilidades de tratamento curativo”, afirma.

Detecção precoce – O novo teste combina quatro marcadores sanguíneos: dois já conhecidos — CA19-9 e trombospondina 2 (THBS2) — e outros dois identificados recentemente pelos pesquisadores: ANPEP e PIGR. Juntos, eles demonstraram alta capacidade de distinguir pacientes com câncer de pâncreas de pessoas saudáveis ou com doenças benignas.

Em resultados iniciais, o painel alcançou cerca de 91,9% de acerto na identificação geral da doença e 87,5% nos casos em estágio inicial, com baixa taxa de falsos positivos — um avanço relevante diante da ausência de métodos eficazes de rastreamento.

Limitações atuais – Os marcadores tradicionais, como o CA19-9, já são utilizados na prática clínica, mas apresentam limitações. Eles podem estar elevados em condições benignas e não são produzidos por todos os pacientes.

Segundo Pamela Almeida, a combinação de biomarcadores representa um salto importante. “Nenhum marcador isolado consegue oferecer segurança suficiente para rastreamento. A associação entre eles aumenta a precisão e pode ajudar a identificar tumores em fases mais iniciais”, explica.

Impacto clínico – A dificuldade no diagnóstico também está ligada à ausência de sintomas específicos nas fases iniciais. Quando surgem, sinais como perda de peso, dor abdominal e icterícia geralmente indicam doença mais avançada.

Dados do INCA mostram que, embora não esteja entre os cânceres mais incidentes, o de pâncreas apresenta alta letalidade. Fatores de risco incluem tabagismo, obesidade, histórico familiar e doenças como a pancreatite crônica.

Olhar para o futuro – Apesar dos resultados promissores, o exame ainda está em fase de validação. “São achados muito relevantes, mas ainda precisamos de estudos maiores antes de incorporar esse teste à prática clínica”, pondera Pamela Almeida.

Na última semana, a comunidade científica tomou conhecimento dos dados de fase III de um novo fármaco, o Daraxonrasibe, que bloqueia a via RAS e dobra as chances de sobrevida em segunda linha. “Como 90% dos cânceres de pâncreas possuem essa mutação, é um grande avanço para nós, oncologistas gastrointestinais”, pontua a oncologista.

Ela destaca que o foco até a conclusão da pesquisa  deve seguir na vigilância de grupos de risco. “Ainda não temos rastreamento populacional, mas podemos avançar muito com acompanhamento direcionado e diagnóstico mais atento”, conclui.

Assessoria de Imprensa:


Crianças a partir de 10 anos poderão usar o medicamento

Foto: Science Photo Library

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (22) o uso do medicamento Mounjaro para tratar diabetes tipo 2 em crianças a partir de 10 anos. Até então, a indicação era apenas para uso adulto. 

Em nota, a Anvisa informou que as demais indicações do medicamento permanecem para uso adulto. “A única mudança foi a ampliação da população-alvo para tratamento de diabetes, que era apenas de uso adulto e agora passa a ser de uso pediátrico”.  

O Mounjaro é um dos diversos medicamentos  da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

Manipulação

Na próxima semana, a diretoria colegiada da Anvisa discute uma proposta de instrução normativa sobre procedimentos e requisitos técnicos que tratarão da manipulação de canetas emagrecedoras.

A nova norma fará parte de um conjunto de estratégias que integram o plano de ação anunciado no último dia 6, composto por medidas regulatórias e de fiscalização relacionadas a esse tipo de medicamento.

Grupos de trabalho

Na semana passada, a agência publicou portarias que criam dois grupos de trabalho para dar suporte à atuação da autarquia no controle sanitário e garantir a segurança de pacientes que utilizam canetas emagrecedoras.

O primeiro grupo, formalizado pela Portaria 488/2026, será formado por representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Odontologia (CFO).

Já a Portaria 489/2026 institui o segundo grupo, que vai acompanhar e avaliar a implementação de um plano de ação proposto pela Anvisa e subsidiar a tomada de decisão da diretoria colegiada a partir da proposição de medidas de aprimoramento.

Informações Bahia.ba


Estado contabiliza 2.671 casos da doença 

© Tony Winston/Agência Brasília

O estado de Goiás decretou, nesta semana, situação de emergência de saúde pública em razão do avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Em dados divulgados até o início da tarde deste domingo (19), pelo menos 42% dos casos estão relacionados a bebês (até dois anos de idade)

Segundo os números do painel, nessa faixa etária são 1.139 casos do total de 2.671 registrados.

Outra faixa etária que requer atenção especial é de pessoas acima de 60 anos de idade, com 482 casos (18% do total).

Emergência

Ao todo, já foram registradas 115 mortes no estado em vista da SRAG. Quando a Secretaria de Saúde decretou emergência, na quinta-feira (16), eram 2.560 casos. A medida estadual, estipulada em 180 dias, demandou, por exemplo, a instalação de um centro de operações para o monitoramento e a gestão da situação. 

Segundo o painel, 148 casos estariam relacionados à circulação do vírus da Influenza e 1.080 relacionados a outros vírus. Há alerta em relação à circulação da variante K do Influenza.

Outras ações do governo local foram a aquisição especial de insumos e materiais e contratação de serviços estritamente necessários ao atendimento da situação com dispensa de licitação.

“Nesse período, a administração pública estadual deverá providenciar o regular processo de licitação”.

O decreto ainda autoriza a contratação de pessoal por tempo determinado, com a finalidade de combate à epidemia.

“Tramitarão em regime de urgência e prioridade, em todos os órgãos e entidades da administração pública estadual, os processos referentes a assuntos vinculados ao decreto”.

Distrito Federal

Vizinho a Goiás, o Distrito Federal também monitora a situação. No entanto, a Secretaria de Saúde local informou que a variante K da Influenza já é predominante na América do Sul neste ano.

“Mas, até o momento, não há evidências de aumento da gravidade dos casos nem de perda de eficácia das vacinas disponíveis”, escreveu o secretário de Saúde Juracy Cavalcante.  

De acordo com informações da vigilância epidemiológica, até agora, foram registrados 67 casos de SRAG por influenza, incluindo um óbito.

“Apesar do cenário de 2026 sugerir, até o momento, a ocorrência dentro do padrão sazonal esperado de influenza, a dinâmica reforça a importância do monitoramento contínuo diante da possibilidade de aumento de casos nas próximas semanas. Seguimos com monitoramento permanente, e a população pode permanecer tranquila, mantendo a vacinação em dia”, disse o secretário do DF.

Em alta 

Nesta semana, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) havia divulgado, em boletim, que havia aumento de casos de SRAG em crianças menores de 2 anos em quatro das cinco regiões do país (Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste).

“A análise aponta que o crescimento das hospitalizações pelo vírus sincicial respiratório (VSR) é o principal fator de elevação dos casos nessa faixa etária”.

Esses casos que afetam bebês, segundo o boletim, aumentaram em todo o Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal), Sudeste (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo), e em estados do Norte.

Outra informação do boletim é que os casos graves por covid-19 seguem em baixa no Brasil.

Vacinação 

O Ministério da Saúde mantém campanha nacional de vacinação contra a influenza em todo o Brasil, com prioridade para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes, mais suscetíveis a desenvolver quadros graves. 

A vacina contra a covid-19 deve ser tomada por todos os bebês, aos 6 meses de idade.

Reforços periódicos são recomendados para idosos, gestantes, pessoas com deficiência e comorbidade ou imunosuprimidas e outros grupos vulneráveis. 

No ano passado, o Ministério da Saúde passou a oferecer também a vacina contra o vírus sincicial respiratório para grávidas, com o objetivo de proteger os bebês pequenos, principais alvos do vírus, que causa a bronquiolite.

Agência Brasil


Diretoria debaterá proposta de novas normas no dia 29 de abril

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasi

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute, no próximo dia 29, uma proposta de instrução normativa sobre procedimentos e requisitos técnicos que tratarão da manipulação de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

A nova norma fará parte de um conjunto de estratégias que integram o plano de ação anunciado no último dia 6, composto por medidas regulatórias e de fiscalização relacionadas a esse tipo de medicamento.

Segundo a agência, a instrução normativa deve definir procedimentos e requisitos técnicos específicos relativos à importação, qualificação de fornecedores, realização de ensaios de controle de qualidade, estabilidade, armazenamento e transporte aplicáveis aos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs).

A popularização das chamadas canetas emagrecedoras, que podem ter diferentes princípios ativos como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, ampliou o mercado ilegal desses medicamentos, que atualmente só podem ser adquiridos com receita médica retida. Em razão dos riscos à saúde da população, a Anvisa têm tomado uma série de medidas para coibir o comércio ilegal, que inclui versões manipuladas sem autorização. 

A minuta que será discutida pela diretoria colegiada pode ser acessada pelo site da Anvisa.

Grupos de trabalho

Esta semana, a Anvisa publicou portarias que criam dois grupos de trabalho (GTs) para dar suporte à atuação da autarquia no controle sanitário e garantir a segurança de pacientes que utilizam canetas emagrecedoras.

O primeiro grupo, formalizado pela Portaria 488/2026, será formado por representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Odontologia (CFO).

Já a Portaria 489/2026 institui o segundo grupo, que vai acompanhar e avaliar a implementação de um plano de ação proposto pela Anvisa e subsidiar a tomada de decisão da diretoria colegiada a partir da proposição de medidas de aprimoramento.

Parceria com conselhos

Também esta semana, a Anvisa, o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e o Conselho Federal de Farmácia (CFF) assinaram uma carta de intenção com o objetivo de promover o uso racional e seguro de canetas emagrecedoras.

A proposta, segundo a agência, é prevenir riscos sanitários associados a produtos e práticas irregulares, além de zelar pela saúde da população brasileira.

“A Anvisa e os conselhos propõem uma atuação conjunta baseada em troca de informações, no alinhamento técnico e em ações educativas”, informou a agência no comunicado.

Proibição

Na última quarta-feira (15), a Anvisa determinou a apreensão dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, produzidos por empresa não identificada. A medida também proíbe a comercialização, a distribuição, a importação e o uso dos produtos.

“Amplamente divulgados na internet e vendidos como medicamentos injetáveis de GLP-1, os produtos são conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, mas não têm registro, notificação ou cadastro na Anvisa”, informou a agência.

Em nota, o órgão destacou que, por se tratarem de produtos irregulares e de origem desconhecida, “não há qualquer garantia quanto ao seu conteúdo ou à sua qualidade”. Por isso, não devem ser utilizados em nenhuma hipótese.

Paraguai

Na última segunda-feira (13), a Polícia Civil do Rio de Janeiro interceptou um ônibus que vinha do Paraguai com contrabando de canetas emagrecedoras e anabolizantes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O veículo vinha sendo monitorado por suspeita de transportar material ilegal. No momento da abordagem, havia 42 passageiros no ônibus, que foram conduzidos à Cidade da Polícia.

Um casal que embarcou em Foz do Iguaçu (PR) foi preso em flagrante, com grande quantidade de produtos de origem paraguaia colocados à venda irregularmente no território nacional, como anabolizantes e mil frascos de canetas emagrecedoras, contendo a substância tirzepatida.

Com informações da Agência Brasil.


A repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, que estava no carro de reportagem da Band Minas envolvido em um acidente na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, está em coma. A informação é de uma tia da jornalista.

Segundo a familiar, Alice está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital João XXIII, na Região Centro-Sul da capital mineira. Ela passou por exames que constataram traumatismo craniano, além de fraturas no corpo.

Alice estava no carro da Band que bateu de frente com um caminhão, no início da tarde desta quarta-feira (15). O repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, que estava dirigindo, morreu no local do acidente. Ele tinha 49 anos.

A equipe retornava a Belo Horizonte após fazer uma reportagem sobre a importância da duplicação da BR-381 para a diminuição do índice de acidentes.

Em nota, a Band Minas afirmou que “lamenta profundamente o ocorrido” e que “está já prestando toda assistência aos familiares das vítimas”. Disse ainda que aguarda as investigações sobre as causas do acidente.

Com passagem por Feira de Santana, Alice atuou como repórter da TV Subaé em 2020, antes de seguir carreira na Band Brasília e, posteriormente, na Band Minas, seu estado de origem.

A Polícia Civil requisitou a presença da perícia no local da ocorrência para coletar vestígios que vão subsidiar a investigação. A instituição disse que vai apurar a causa e as circunstâncias do ocorrido.

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Foto: Reprodução/Redes Sociais