A Secretaria Municipal de Saúde reforça o chamado aos pais e responsáveis para que garantam a imunização de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos contra a dengue. A vacinação é uma das principais estratégias para reduzir casos graves, internações e mortes provocadas pela doença.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Para assegurar a proteção máxima, é fundamental completar o ciclo vacinal.
Em Feira de Santana, a rede municipal possui 103 salas de imunização distribuídas nas unidades de saúde situadas tanto na sede quanto na zona rural, o que garante o acesso à população. Para vacinar, o pai ou responsável deve apresentar a caderneta de imunização da criança ou adolescente e o documento (RG ou CPF)
O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, que também é médico, destaca a importância da vacinação como instrumento de proteção coletiva. “A dengue ainda mata em nosso país. A vacina é fundamental para reduzir drasticamente os casos graves, as hospitalizações e, principalmente, os óbitos. É essencial que os pais levem seus filhos para tomar as duas doses e garantam a proteção completa”, ressalta.
ATUAÇÃO DOS AGENTES
De acordo com o gestor da pasta, o município mantém ações permanentes de prevenção por meio dos agentes de combate às endemias, que atuam diariamente em visitas domiciliares, orientação à população e eliminação de focos do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti.
Somado a esse trabalho, a Prefeitura desenvolve o projeto Feira Contra a Dengue, que utiliza a tecnologia como aliada no enfrentamento ao mosquito, ampliando o monitoramento e fortalecendo as estratégias de combate ao vetor.
“A vacinação, associada às medidas de controle do mosquito e à participação da comunidade na eliminação de criadouros, é o caminho mais eficaz para proteger vidas e para que possamos manter os indicadores de controle no município”, pontuou Rodrigo Matos.
Ainda é muito comum na sociedade brasileira ver as famílias minimizando as dores e sentimentos de uma criança. Um exemplo clássico disso é quando uma criança é questionada porque está chorando por besteira e quando é verbalizado para ela, que ela tem que engolir o choro.
As crianças que cresceram na desordem familiar e que foram exigidas a tomar atitudes adultas de forma prematura, crescem sem entender as suas emoções e achando que podem lidar com tudo sozinha, para não atrapalhar ninguém.
Hoje é muito comum vermos muitos adultos achando que precisam dar conta de tudo sozinhos. O indivíduo vive num processo de autocobrança, e dentro desse processo não se permite ser acolhido por ninguém e muitas vezes adoece.
De acordo com a psicóloga Bianca Reis: “quando a sua criança interior está ferida é comum o adulto entrar num processo de autocobrança, muito desafiador, adoecedor e sem conseguir impor limites a si mesmo”.
A criança interior nada mais é, que uma parte do nosso inconsciente, onde estão algumas experiências e comportamentos da nossa infância, além das emoções que foram reprimidas. A autocobrança, por sua vez, é a pressão que um indivíduo coloca sobre ele mesmo, na busca de atingir determinadas metas e objetivos de forma perfeita e conforme as expectativas que ele mesmo estabelece.
O adulto que vive nesse processo de autocobrança, não se permite errar, ser acolhido, chorar, fraquejar, quer sempre estar em evidência de uma figura forte, que não precisa de acolhimento ou ajuda de ninguém. Esse adulto transborda a figura de sua criança interior, que na infância precisou ter atitudes e obrigações adultas de maneira prematura, e se desenvolveu acreditando que é sua obrigação organizar a instabilidade do ambiente em que vive.
Ainda segundo a psicóloga Bianca Reis, “muitas vezes, a porta de entrada para uma autocobrança tão exacerbada na fase adulta, começa justamente na infância, quando não é ensinado para a criança de maneira firme, porém afetuosa o que é certo e errado, e sobre suas emoções e as emoções dos outros. Quando a criança não é acolhida, e suas dores e sentimentos além de não serem respeitados, são minimizados”.
Especialistas reforçam vigilância global e destacam impacto do vírus no sistema nervoso central
O aumento recente de casos do vírus Nipah no estado de Bengala Ocidental, na Índia, reacende a atenção de autoridades de saúde em todo o mundo. Embora o vírus ainda não tenha sido detectado no Brasil e o risco de introdução ao país seja considerado baixo, o agente viral continua sob monitoramento rigoroso, em especial por sua capacidade de atingir o sistema nervoso central e provocar condições neurológicas graves.
O Nipah é um vírus zoonótico identificado pela primeira vez em 1998 na Malásia e classificado como um dos patógenos prioritários pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele é transmitido principalmente por morcegos frugívoros do gênero Pteropus e pode provocar uma doença sistêmica com quadros respiratórios e inflamação aguda do cérebro (encefalite), que pode evoluir para convulsões, coma e morte em uma proporção significativa de casos.
No cenário brasileiro, o Ministério da Saúde informa que, apesar da gravidade potencial da doença, não há qualquer indicação de risco iminente para a população. O país mantém vigilância epidemiológica contínua e protocolos de resposta a agentes altamente patogênicos em colaboração com instituições como o Instituto Evandro Chagas, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Risco considerado baixo, mas vigilância ativa permanece
Segundo avaliação da OMS e do Ministério da Saúde do Brasil, o risco de uma pandemia desencadeada pelo vírus Nipah é considerado baixo no momento, especialmente porque até o momento não foram confirmados casos fora do Sudeste Asiático. Além disso, a principal espécie de morcego que atua como reservatório natural do vírus não habita o território brasileiro, reduzindo a probabilidade de transmissão local.
Em nota divulgada recentemente, a pasta enfatizou: “Diante do cenário atual, não há qualquer indicação de risco para a população brasileira. As autoridades de saúde seguem em monitoramento contínuo, em alinhamento com organismos internacionais.”
Especialistas alertam para atenção global
Para a neurocirurgiã Dra. Camila Moura , o fato de o vírus Nipah provocar inflamação severa no cérebro representa um aspecto que merece atenção, mesmo em um cenário sem casos no Brasil:
“Embora não tenhamos registro de Nipah aqui, é fundamental que a comunidade médica e os serviços de saúde estejam preparados para reconhecer precocemente sinais neurológicos graves associados a vírus emergentes. A encefalite causada pelo Nipah pode evoluir rapidamente para convulsões e comprometimento neurológico severo. Isso é um alerta para que nossos protocolos clínicos considerem agentes raros, mas potencialmente devastadores”, afirma Dra. Camila.
A neurocirurgiã ressalta ainda a importância de integrar o monitoramento clínico com as equipes de infectologia e vigilância epidemiológica:
“O impacto de um agente neurotropo não se restringe à fase aguda da doença. As complicações neurológicas podem deixar sequelas duradouras, que exigem abordagem multidisciplinar e planejamento de longo prazo em serviços de saúde”, acrescenta.
Conectividade global e preparação clínica
Países monitoram o Nipah há anos, sobretudo em regiões onde as condições ecológicas favorecem a interação entre humanos e os reservatórios animais. A transmissão entre pessoas pode, em certos contextos, ocorrer por meio de contato direto ou exposições em ambientes de cuidados de saúde, o que torna essencial que medidas de prevenção e proteção de trabalhadores de saúde sejam mantidas em níveis elevados.
No Brasil, a experiência com outras zoonoses e emergências de saúde pública reforça que a vigilância e os planos de resposta devem estar integrados com as redes de atenção clínica e serviços especializados, incluindo aqueles voltados à neurologia e neurocirurgia.
Sobre o vírus Nipah
O vírus Nipah é um henipavírus da família Paramyxoviridae e pode causar infecção com sintomas iniciais semelhantes aos de uma gripe forte, como febre alta, dor de cabeça e dores musculares, mas que podem evoluir rapidamente para alterações neurológicas graves. A ausência de vacina e tratamentos específicos torna a detecção precoce e o manejo clínico de suporte ainda mais cruciais. 
Contato para imprensa: Assessoria de Comunicação – Viver Mais Comunicação
Casos ainda são considerados suspeitos e envolvem medicamentos de grande circulação
Caneta emagrecedora Foto: Reprodução / YouTube / BBC News Brasil
O Brasil investiga seis mortes por pancreatite que podem estar associadas ao uso de canetas emagrecedoras, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os casos ainda são considerados suspeitos e envolvem medicamentos de grande circulação, como Ozempic, Mounjaro e Saxenda.
Um levantamento da autarquia, divulgado pelo site G1, aponta também mais de 200 casos de problemas relacionados ao pâncreas em usuários desses produtos. A apuração ainda está em andamento e a confirmação de eventual relação entre os remédios e as mortes pode levar anos.
A Anvisa alerta que as notificações mencionam os nomes comerciais, mas os casos podem estar relacionados a produtos falsificados, já que há registros de canetas falsificadas sendo vendidas como se fossem produtos oficiais. A pancreatite é uma inflamação do pâncreas que pode evoluir para quadros graves e fatais se não tratada adequadamente.
As farmacêuticas responsáveis pelos produtos oficiais afirmam que o risco de pancreatite já consta nas bulas. A Novo Nordisk, fabricante de Ozempic e Saxenda, destacou que há advertência para efeitos no pâncreas e orientação para interrupção do tratamento diante de suspeita da doença. A Eli Lilly, responsável pelo Mounjaro, também afirmou que a pancreatite é descrita como reação adversa incomum.
Autoridades sanitárias e especialistas ressaltam que, até o momento, não há recomendação para suspender o uso desses medicamentos. O que se reforça é a necessidade de prescrição adequada e acompanhamento médico contínuo. Outro ponto destacado é que ainda não é possível afirmar se os casos foram provocados pelas canetas ou por fatores pré-existentes.
O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, foi eleito nesta quinta-feira (5) como coordenador adjunto da Comissão Intergestores Regional (CIR) da região de Feira de Santana, instância estratégica de pactuação e organização do Sistema Único de Saúde (SUS) no território.
A CIR da região de Feira é composta por 28 municípios e reúne gestores municipais e representantes do Estado para definir fluxos assistenciais, prioridades regionais e estratégias conjuntas para o fortalecimento da rede de saúde.
Neste ano, conforme a dinâmica de alternância da CIR, a coordenação é indicada pelo Estado, enquanto a coordenação adjunta é escolhida pelos municípios que integram a comissão. A eleição ocorreu de forma tranquila e por unanimidade entre os gestores presentes, refletindo o consenso e a confiança no trabalho desenvolvido.
O resultado reforça uma trajetória recente de protagonismo regional. Em 2025, o titular da Saúde, Rodrigo Matos, já havia sido eleito coordenador da CIR, quando a coordenação estava sob responsabilidade dos municípios e a coordenação adjunta cabia ao Estado.
A eleição consolida o papel de liderança solidária de Feira de Santana na organização da saúde regional, ampliando a responsabilidade do município na articulação entre os 28 entes que compõem a CIR e no fortalecimento das políticas públicas de saúde em toda a região.
Para a Saúde de Feira, esse reconhecimento expressa a confiança dos municípios no diálogo técnico, na capacidade de coordenação e no compromisso com uma gestão regional integrada, baseada em cooperação, planejamento e fortalecimento do SUS.
Método, ainda sem estudos de longo prazo, utiliza o AlloClae, produto desenvolvido pela Tiger Aesthetics Imagem: Emmy Park
Uma tendência estética incomum ganha espaço nos Estados Unidos: mulheres recorrem à gordura retirada de mortos para aumentar glúteos, seios e quadris.
O procedimento é apresentado por clínicas como uma alternativa menos invasiva às cirurgias tradicionais. O método utiliza o AlloClae, produto desenvolvido pela Tiger Aesthetics, feito a partir de gordura humana doada para a ciência, processada, esterilizada e transformada em um preenchimento injetável.
Uma mulher de 34 anos, moradora de Manhattan, revelou ter passado pelo procedimento. Ela contou ao New York Post que gastou cerca de US$ 45 mil (aproximadamente R$ 235 mil) para aplicar a substância nos quadris, nas nádegas e para corrigir uma lipoaspiração mal-sucedida. “Pode soar chocante no começo. Mas quando você olha de forma científica, tecidos de doadores cadáveres são usados na medicina há décadas.”
Ela também defendeu o método do ponto de vista ético. “É altamente regulamentado e de origem ética. É como se estivéssemos reciclando.”
Não é ligado à doação de órgãos
O procedimento não está relacionado à opção de doação de órgãos. “Se você está preocupado que marcar a opção de doador [na carteira de motorista ou em outros documentos] possa significar acabar no traseiro de outra pessoa após a morte, não é tão simples assim”, descreveu o jornal New York Post.
A gordura utilizada pode vir de doações de corpo inteiro. Em Nova York, especificamente, elas são administradas pela Associated Medical Schools of New York. Esse tipo de doação exige um cadastro específico e separado, sem limitações genéricas.
Os doadores precisam ter mais de 18 anos, não apresentar doenças transmissíveis e atender a critérios médicos rigorosos de triagem. O procedimento descrito pelo New York Post foi realizado pelo cirurgião plástico Darren Smith, presidente da Sociedade Regional de Cirurgia Plástica de Nova York. Segundo ele, o material funciona como um “enxerto de gordura pronto para uso”.
“É um recurso enorme para pacientes que são magros, em boa forma e não têm gordura suficiente do próprio corpo”, afirmou Smith. Ele também destacou a utilidade do produto em correções de cirurgias anteriores. “A última coisa que esses pacientes querem é passar por mais uma lipoaspiração para corrigir irregularidades.”
Paciente optou pelo procedimento com a AlloClae em outubro de 2025 Imagem: Darren Smith
Conveniência impulsiona a procura
O AlloClae também tem sido adotado por executivos e profissionais do mercado financeiro. O cirurgião plástico Sachin Shridharani disse ao site Business Insider que já realizou mais de 50 procedimentos com o produto. “As pessoas pagam pela conveniência. É sobre não ter tempo de recuperação, não precisar de procedimentos mais agressivos e não usar anestesia.”
Segundo ele, há pacientes que realizam o procedimento e retornam ao trabalho no mesmo dia. Em um dos casos relatados pelo site, uma executiva passou pela aplicação enquanto participava de uma reunião de trabalho. “Menos de duas horas depois, ela se levantou, conferiu o resultado e foi direto para o escritório.”
Preço alto e demanda acima da oferta
Os valores dos procedimentos com AlloClae variam entre US$ 10 mil (cerca de R$ 52 mil) e US$ 100 mil (aproximadamente R$ 520 mil), dependendo da quantidade de gordura aplicada e da área tratada. Mesmo com o custo elevado, a procura tem superado a oferta, segundo o relato de profissionais.
Médicos disseram ao Business Insider que há escassez do material e filas de espera em clínicas de Nova York e da Califórnia.
Especialistas dizem que o produto é “menos macabro do que parece”. Bob Basu, presidente da American Society of Plastic Surgeons (Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos), afirma que o material costuma ser mais bem aceito à medida que os pacientes entendem como o tecido é processado e regulamentado antes de chegar ao consultório.
Os resultados iniciais do uso do AlloClae são considerados promissores, mas ainda não existem estudos de acompanhamento de longo prazo, como análises após três ou cinco anos. Os procedimentos realizados até agora se concentram em ajustes discretos.
Proposta também prevê punição da violência psicológica com sanções que podem resultar em detenção de 1 a 2 anos e multa
Um Projeto de Lei que altera a legislação penal para tipificar o crime de violência obstétrica, estabelecendo penas que variam de detenção a reclusão por até 15 anos, dependendo da gravidade da lesão, está em discussão na Câmara dos Deputados.
O PL — de autoria do deputado José Guimarães (PT-CE) — visa punir profissionais que ofendam a integridade física ou psicológica de mulheres durante a gestação, parto ou puerpério. Segundo ele, “além de representarem a garantia dos direitos humanos fundamentais para a mulher e para o nascituro, as evidências demonstram os impactos positivos para a saúde materna e neonatal”, afirma o deputado.
Violência obstétrica atualmente Sem a tipificação no Código Penal, os casos são enquadrados como crimes genéricos, como lesão corporal, maus-tratos ou homicídio culposo. A responsabilização ocorre em grande parte na esfera cível, por meio de processos indenizatórios, ou na esfera administrativa, via denúncias aos conselhos de classe (CRM/Coren). As condenações criminais com pena de prisão dependem da comprovação de dolo ou culpa grave em tipos penais já existentes.
Punições previstas O texto cria tipos penais específicos para quem utilizar manobras, técnicas ou procedimentos que descumpram as normas de saúde estabelecidas:
violência física (regra geral): detenção de 1 a 3 anos e multa para quem ofender a integridade corporal ou a saúde da gestante/puérpera.
lesão grave: se resultar em risco de vida, debilidade permanente do sistema reprodutivo, aceleração do parto ou incapacidade por mais de 30 dias, a pena sobe para reclusão de 2 a 6 anos.
lesão gravíssima ou aborto: se causar perda de membro/função, deformidade permanente ou aborto, a pena é de reclusão de 3 a 8 anos.
morte: se resultar em morte (mesmo que o agente não tivesse a intenção de matar, mas assumiu o risco ou foi negligente), a pena é de reclusão de 5 a 15 anos.
A proposta prevê, além da violência física, a punição da violência psicológica. Com isso, causar dano emocional mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação ou chantagem poderá resultar em detenção de 1 a 2 anos e multa.
Autoridade sanitária britânica aponta casos graves e mortes associadas a medicamentos usados para diabetes e emagrecimento
Reino Unido faz alerta sobre uso de canetas emagrecedoras | Foto: Reprodução/X
Autoridades de saúde do Reino Unido emitiram um alerta sobre o risco de pancreatite em razão do uso de medicamentos como Mounjaro e Wegovy. O aviso foi direcionado a médicos e pacientes depois do registro de casos graves da doença, alguns deles com desfecho fatal.
Os dois medicamentos pertencem a uma classe usada no tratamento do diabetes tipo 2 e, mais recentemente, no controle do peso. Com a ampliação do uso, o sistema britânico de farmacovigilância passou a identificar eventos adversos mais severos, o que levou à atualização das orientações médicas.
Risco de pancreatite entra no radar
O alerta destaca que a pancreatite, embora considerada um efeito adverso raro, pode evoluir rapidamente para quadros graves. Em situações extremas, a inflamação do pâncreas tende a levar à falência de órgãos e à morte.
Dados reunidos ao longo de vários anos indicam centenas de notificações de pancreatite associadas a medicamentos dessa classe. Entre esses registros, há relatos de pancreatite necrosante, forma mais agressiva da doença, que destrói tecidos do órgão.
As autoridades reforçam que a relação direta ainda está em investigação. Mesmo assim, o volume de notificações levou à recomendação de maior cautela no acompanhamento dos pacientes. A agência reguladora orienta profissionais de saúde a monitorar sintomas como dor abdominal intensa e persistente, náuseas e vômitos. Esses sinais podem indicar inflamação do pâncreas e exigem avaliação médica imediata.
Pacientes em uso de Mounjaro ou Wegovy devem ser informados sobre os riscos e instruídos a procurar atendimento ao primeiro sinal de agravamento. A interrupção do tratamento pode ser necessária caso haja suspeita clínica de pancreatite.
O que dizem os fabricantes
Os fabricantes afirmam que os medicamentos são seguros quando utilizados conforme indicação médica. Segundo as empresas, os benefícios superam os riscos para a maioria dos pacientes, desde que haja prescrição adequada e acompanhamento regular.
Apesar do alerta, o Reino Unido reforça que o risco absoluto permanece baixo. Ainda assim, a recomendação é de vigilância contínua, especialmente diante do crescimento acelerado do uso desses medicamentos para emagrecimento.
Novo virus já provocou cerca de 100 internações na ìndica e alerta a países vizinhos
Foto: Reprodução/ Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA
O novo vírus Nipah tem acendido alertas em países da Ásia, após mais de 100 pessoas serem quarentenas na Índia, dentre os quais estão casos de médicos e enfermeiros que foram contaminados pela doença. Países vizinhos já determinaram a adoção de protocolos contra a proliferação da doença, alguns métodos dos quais foram usados durante a pandemia de Covid-19.
Após o alerta internacional, o Ministério da Saúde do Brasil apontou que o risco de contaminação no país é baixo. Segundo a pasta, não há nenhum registro de disseminação internacional ou risco para a população brasileira.
“Diante do cenário atual, não há qualquer indicação de risco para a população brasileira. As autoridades de saúde seguem em monitoramento contínuo, em alinhamento com organismos internacionais”, afirmou a nota da pasta.
O vírus Nipah é transmitido, segundo revelou a imprensa internacional, é disseminado por um morcego, conhecido como raposa-voadora, uma das maiores espécies de morcegos do mundo. Dentre os principais sintomas estão febre, dores de cabeça, dor muscular, vômitos e dor de garganta, além de tonturas, sonolência, consciência alterada e sinais neurológicos que indicam encefalite aguda.
Em casos mais graves ocorrem convulsões que podem progredir para um coma dentro de 24 a 48 horas. Os médicos apontam que o período de incubação da doença é de 4 até 45 dias, variando a cada caso.
Registros de infecção humana, porém, têm se concentrado apenas no sul e no sudeste da Ásia
Aeroporto na Tailândia em alerta contra o vírus Nipah Foto: EFE/EPA/AIRPORTS OF THAILAND
Considerado uma ameaça relevante à saúde pública internacional, o vírus Nipah permanece sob vigilância da Organização Mundial da Saúde (OMS) devido ao seu alto potencial de letalidade e à ausência de tratamentos específicos. Em casos confirmados, a taxa de mortalidade pode chegar até 75%, colocando o patógeno entre os mais perigosos da atualidade.
Os registros de infecção humana se concentram no sul e no sudeste da Ásia, especialmente em Bangladesh e na Índia, onde surtos continuam sendo relatados de forma recorrente. Apesar de o vírus já ter sido detectado em morcegos em outras regiões da Ásia e também na África, não há confirmação de transmissão humana fora do eixo asiático até o momento.
A preocupação das autoridades sanitárias se intensifica porque o Nipah não possui vacina nem antiviral específico. O atendimento médico limita-se ao suporte intensivo, voltado ao controle de complicações respiratórias e neurológicas, o que aumenta o risco de desfechos graves.
O Nipah foi identificado pela primeira vez em 1999, após um surto envolvendo criadores de suínos na Malásia. Desde então, pesquisas apontaram os morcegos frugívoros (que se alimentam de frutas), principalmente do gênero Pteropus, como hospedeiros naturais do vírus, capazes de transmiti-lo direta ou indiretamente aos seres humanos.
A infecção pode ocorrer por diferentes caminhos. O contato com animais infectados ou com suas secreções é uma das principais formas de transmissão. Também há risco no consumo de alimentos contaminados. Além disso, o vírus pode ser transmitido entre pessoas por meio do contato com fluidos corporais.
Um dos fatores que dificultam o controle da doença é o longo e variável período de incubação, que geralmente vai de quatro a 21 dias, mas pode se estender por até 45 dias em situações raras.
Nos estágios iniciais, os sintomas costumam ser inespecíficos e semelhantes aos de uma virose comum, com febre, dores no corpo e vômitos. Em parte dos pacientes, porém, o quadro evolui de forma agressiva, levando a insuficiência respiratória e encefalite aguda.
Quando há comprometimento neurológico, surgem sinais como sonolência, tontura, confusão mental e convulsões, podendo ocorrer coma em menos de dois dias. Entre os sobreviventes, cerca de 20% ainda enfrentam sequelas neurológicas permanentes ou recaídas tardias meses após a infecção inicial.
Sem medicamentos específicos disponíveis, a prevenção segue como a estratégia mais eficaz contra o vírus. As recomendações incluem evitar o consumo de suco de tâmara cru, lavar e descascar frutas antes do consumo e descartar alimentos que apresentem marcas de mordidas de animais.