A Prefeitura de Feira de Santana vai publicar, na edição desta quarta-feira (11) do Diário Oficial Eletrônico do Município (www.feiradesantana.ba.gov.br), o edital da licitação pública para contratação de Parceria Público-Privada (PPP) para a construção do Hospital Municipal de Feira de Santana. O certame foi anunciado pelo prefeito José Ronaldo de Carvalho durante coletiva à imprensa no Paço Municipal Maria Quitéria, na manhã desta terça-feira (10), e será realizado por meio de leilão na Bolsa de Valores de São Paulo, nos dias 11 e 15 de maio.
Além da construção, a empresa vencedora da PPP também será responsável pela equipagem, operação e manutenção do Hospital Municipal. O projeto arquitetônico e de engenharia foi elaborado pela Fespsp (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo) e levou 10 meses para ser concluído, prevendo investimentos superiores a R$ 260 milhões.
Ao apresentar o projeto, o prefeito José Ronaldo enfatizou que a iniciativa é a realização de um sonho antigo dos feirenses. “É um desafio, uma ousadia muito grande sonhar com um projeto como este para ser realizado em Feira de Santana”, afirmou o chefe do Executivo municipal, ao observar que esta é certamente a única cidade no país que investe 35% de sua arrecadação exclusivamente na área de saúde.
O Hospital Municipal de Feira de Santana será instalado na Avenida Maria Quitéria, na área da antiga API (Associação de Proteção à Infância), ocupando uma área de 13.875 metros quadrados. Vai oferecer 110 leitos, 10 UTIs, centro cirúrgico com duas salas amplas e sala de treinamento com capacidade para 80 pessoas.
O equipamento será de alta complexidade e 100% voltado para o Sistema Único de Saúde (SUS). Terá a contratação da empresa para a PPP por meio de leilão realizado na B3, a bolsa de valores oficial do Brasil, em São Paulo. A previsão é de que a gestão da unidade hospitalar seja realizada por meio da Parceria Público-Privada pelo prazo de 22 anos.
Durante a apresentação do projeto à imprensa, o prefeito José Ronaldo esteve acompanhado do secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, do vice-prefeito Pablo Roberto e do presidente da Câmara Municipal, Marcos Lima. Também estiveram presentes vários vereadores e secretários municipais.
O Hospital Municipal vai proporcionar a realização de cirurgias eletivas e leitos de retaguarda destinados a pacientes que necessitam de internação clínica, além de ser equipado com moderno parque tecnológico de bioimagem, oferecendo exames de tomografia, ressonância magnética e ultrassonografia.
Dentre as complicações da doença, a infertilidade é uma das mais comuns e temidas
Considerada uma doença da mulher moderna, que retarda a maternidade, tem menos filhos e, consequentemente, tem mais ciclos menstruais, a endometriose é uma doença ginecológica crônica que atinge cerca de 10% das mulheres brasileiras em idade reprodutiva, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Março Amarelo é o mês dedicado à conscientização sobre a doença, considerada responsável por mais de 30% dos casos de infertilidade feminina, de acordo com a Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE). Mais comum entre mulheres com idade entre 25 e 35 anos, a endometriose pode causar infertilidade, principalmente, em seu estágio mais avançado, quando a doença atinge as trompas, órgão responsável pelo transporte dos espermatozoides até o óvulo e migração do embrião formado até o útero.
Um dos desafios da luta contra a endometriose é justamente o diagnóstico precoce, uma vez que cerca de 20% dos casos da doença podem ser silenciosos, de acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). “É muito comum a mulher só descobrir que tem endometriose quando ela vai buscar ajuda especializada porque não está conseguindo engravidar espontaneamente”, conta a ginecologista Sofia Andrade, especialista em medicina reprodutiva da Huntington Cenafert, clínica que integra um dos principais grupos de Reprodução Assistida do Brasil,
“Ter o diagnóstico de uma endometriose não significa ser infértil, nem toda mulher terá problemas para engravidar, apesar da doença ser considerada um dos principais fatores de risco para infertilidade da mulher”, explica Sofia Andrade. A própria gestação pode funcionar como um alivio temporário dos sintomas já que há alta produção de progesterona na placenta durante a gravidez. O hormônio tem um efeito protetor, desinflamando a pelve e mantendo os focos de endometriose inativos. “A gravidez pode acontecer de forma natural, mas quando isso não acontece, é possível engravidar com ajuda especializada, recorrendo a técnica de Fertilização in Vitro, por exemplo”, ressalta.
Ajuda especializada para engravidar
Quando a endometriose causa infertilidade, as técnicas de reprodução assistida podem ser indicadas para possibilitar a concepção. “A indicação do tratamento reprodutivo é muito individualizada e depende da gravidade da endometriose, da condição de saúde da paciente e da sua reserva ovariana”, esclarece Sofia Andrade. “Em casos muito sintomáticos, pode ser necessário o tratamento cirúrgico para remoção das lesões endometriais antes de iniciar um tratamento para engravidar”, acrescenta.
A infertilidade decorrente da endometriose pode ser tratada com a inseminação artificial, quando as tubas uterinas estão pérvias, ou com técnica de alta complexidade para engravidar, como a Fertilização in Vitro (FIV), quando as tubas já estão comprometidas ou existe algum outro fator que favoreça a indicação desse tipo de tratamento, como idade mais avançada da mulher, baixa reserva ovariana, fatores masculinos associados.
Endometriose: sintomas e prevenção
Cólica menstrual intensa, dores pélvicas, dor durante a relação sexual e infertilidade estão entre os principais sintomas e sinais da doença.
A endometriose, doença inflamatória e crônica, é caracterizada pela presença de endométrio (tecido que reveste o útero internamente e que é renovado mensalmente pela menstruação) em locais indevidos, ou seja, fora do útero. Quando não ocorre a gestação e a mulher menstrua, uma parte do endométrio pode ser eliminado de modo retrógrado junto com o sangue menstrual, podendo migrar através das trompas para órgãos como o ovário, intestino, apêndice e bexiga.
Embora suas causas não sejam totalmente conhecidas, a doença tem associação com a produção de estrogênio e com fatores genéticos (histórico familiar) também.
“Praticar atividade física regular, ter uma alimentação saudável com baixo consumo de açúcares e gorduras, controlar o estresse, ter acompanhamento regular com o ginecologista e realizar os exames preventivos de rotina são medidas que podem ajudar a reduzir os sintomas da endometriose e também a favorecer um diagnóstico e tratamento precoces”, finaliza Sofia Andrade.
Sobre a Huntington Cenafert
Localizada no bairro de Ondina, em Salvador, a Huntington Cenafert é uma clínica especializada em reprodução assistida e tem como missão garantir uma atenção integral e humanizada a pessoas que sonham em ter filhos.
Ao longo de sua atuação, a clínica já contabiliza mais de 3.500 bebês nascidos através das diversas técnicas de reprodução assistida.
O laboratório de reprodução assistida da clínica oferece tecnologia de ponta para a realização dos procedimentos com eficácia e segurança. O paciente infértil conta com o suporte de uma equipe médica multidisciplinar, experiente e qualificada, e com serviços que vão desde o atendimento de casos mais simples – solucionados com tratamento de menor complexidade – até aqueles que exigem o emprego de técnicas avançadas no campo da reprodução assistida.
A Huntington Cenafert integra um dos principais grupos de Reprodução Assistida do Brasil.
Promovido pelo Hospital Inácia Pinto dos Santos – o Hospital da Mulher, o 2º Congresso Materno-Infantil está reunindo, durante dois dias, especialistas da área de saúde de diversas partes do país e estudantes no Centro de Convenções de Feira de Santana. Na abertura do evento, diante de uma plateia majoritariamente formada por mulheres, na manhã desta sexta-feira (06), o prefeito José Ronaldo de Carvalho destacou a importância da iniciativa, que coloca a unidade hospitalar da rede municipal como referência na realização de partos na Bahia e também na redução da mortalidade materno-infantil.
O 2º Congresso Materno-Infantil do Hospital da Mulher está focado justamente na redução da mortalidade materna e neonatal, reunindo especialistas de vários estados para a troca de experiências exitosas. Também são debatidos temas estratégicos e atuais da assistência obstétrica para que os serviços nesta área continuem avançando e se modernizando.
A diretora-presidente da Fundação Hospitalar Municipal de Feira de Santana, órgão mantenedor do Hospital da Mulher, Gilberte Lucas, destacou a importância da iniciativa visando proporcionar aos profissionais de saúde a atualização nesta área. E lembrou que a unidade hospitalar lidera na Bahia na realização de partos, atendendo não somente pacientes de Feira de Santana, como também de toda a região.
Já o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, observou que o Hospital da Mulher é referência na rede na Bahia e que não só mantém especialistas em seu corpo de profissionais, como também forma especialistas para todo o Brasil.
Enquanto isso, o presidente da Câmara Municipal, vereador Marcos Lima, enfatizou o apoio do Legislativo ao Hospital da Mulher. “Na Câmara não tem um vereador que não se sinta bem em falar da Fundação Hospitalar e do Hospital da Mulher. É o xodó”, afirmou.
Da mesma forma, a representante da Secretaria Estadual de Saúde, Olga Cristina, reconheceu a importância do Hospital da Mulher para o atendimento às mulheres no estado.
A Prefeitura de Feira de Santana vai publicar, na próxima semana, o edital para contratação de Parceria Público-Privada (PPP) destinada à construção, equipagem, operação e manutenção do Hospital Municipal de Feira de Santana. Os detalhes do projeto serão apresentados em coletiva de imprensa na segunda-feira (9), às 10h, no Paço Municipal Maria Quitéria.
O empreendimento será implantado por meio de PPP, na modalidade de concessão administrativa, com prazo de 22 anos. Com capacidade para 110 leitos — sendo 100 especializados e 10 de UTI adulto —, a unidade será voltada à prestação de serviços de média e alta complexidade, ampliando a oferta assistencial no município. O hospital será 100% voltado ao Sistema Único de Saúde (SUS).
“Será um equipamento de grande impacto para o sistema de saúde de Feira de Santana, com estrutura moderna, mais de 100 leitos, unidades de terapia intensiva, centro cirúrgico e ambulatórios. Um hospital completo, pensado para atender às necessidades da população”, destacou o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos.
O projeto contempla a realização de cirurgias eletivas e leitos de retaguarda destinados a pacientes que necessitam de internação clínica. O hospital também será equipado com moderno parque tecnológico de bioimagem, oferecendo exames de tomografia, ressonância magnética, ultrassonografia e ecocardiografia.
Para Rodrigo Matos, o novo Hospital Municipal representa o compromisso da gestão com a ampliação e qualificação da assistência à população. “Esse hospital é um sonho coletivo — da gestão, dos profissionais de saúde e da comunidade. Ele vai fortalecer nossa rede, oferecer serviços de alta qualidade e enfrentar parte importante dos desafios assistenciais do município”, afirma o titular da Saúde.
O mês de março é representado como o mês da mulher, tendo uma data para homenageá-las. Lutas e conquistas estão relacionadas com a data, mas, precisamos lembrar que ao longo dos 365 dias do ano, as mulheres travam batalhas diárias e muitas vezes ficam sobrecarregadas.
Para além da sobrecarga diária, as mulheres enfrentam projeções sociais associadas a autossuficiência e maturidade (desde crianças são colocadas em posição de desenvolvimento de questões precoces se comparado aos homens).
A ideia, também, de não ter ajuda efetiva, ser fortaleza e do “precisar dar conta de tudo” fazem parte de uma construção sócio-cultural adoecedora. Viver em autocobrança, julgamento e violência também potencializam o quadro que requer atenção, discussões e mudanças: os transtornos mentais que tem acometido este público.
Em adição, a criança interior da mulher acaba sendo uma parte importante no quebra-cabeças complexo, já que segue ferida com revisitações de traumas reforçados pelo social. De acordo com a psicóloga Bianca Reis, ” é comum as mulheres entrarem num processo de autocobrança, muito desafiador, adoecedor e sem conseguir impor limites a si mesma.”
Entretanto, limites colocados pelas mulheres são pontos de tensão e violência: 227 mulheres são estupradas por dia (isso representa um estupro a cada 6 minutos) e, 4 são assassinadas a cada 24h no Brasil (dados de 2025). As agressões e extermínio advém dos homens.
“Relações abusivas familiares são as mais romantizadas pela sociedade e, elas acabam sendo o cerne de situações adversas na vida adulta sem perder de vista, claro, a maneira pela qual os homens são educados”, afirma a psicóloga.
Ainda sobre a criança interior: ela costuma guardar emoções que foram reprimidas, e as mulheres costumam guardar muitos sentimentos não vivenciados, ou vivenciados de maneira tóxica durante a infância. Esses registros nem sempre são conscientes.
A especialista acrescenta que é muito importante que as mulheres aprendam e se permitam enfrentar as dores e os medos da criança interior, pois “uma criança interior ferida, quando não trabalhada impacta em toda uma vida, e quando não cuidamos das nossas próprias feridas, sangramos nos outros”.
“No dia internacional da mulher e no mês da mulher, é importante que o todo obtenha consciência da importância do autocuidado e autodesenvolvimento. Através deste conhecimento, pode-se esperançar a transformação que precisa ser uma batalha uníssona”, conclui.
Sobre Bianca Reis
Psicóloga 03/11.152. Mestra em Família, Pós-graduada em Psicoterapia Analítica Clínica, Pós-graduada em Estimulação Precoce, Pós-graduanda em Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem, Pós-graduanda em Neuropsicologia: Avaliação e Reabilitação Neuropsicológica, Formada em Terapia do Esquema
A Prefeitura de Feira de Santana planeja investir R$ 15.991.890,00 na ampliação e qualificação da rede municipal de saúde, com foco no fortalecimento da Atenção Primária e na expansão da assistência em urgência e emergência. Os investimentos estão estruturados em projetos vinculados ao Fundo de Investimento em Infraestrutura Social, FIIS-Saúde, iniciativa do Governo Federal voltada à modernização da infraestrutura do SUS, com seleção pública conduzida pelo Ministério da Saúde e financiamento operacionalizado pelo BNDES.
Os recursos, a serem viabilizados por operação de crédito junto à Caixa Econômica Federal, contemplam unidades e serviços tanto na sede quanto nos distritos, e já contam com seleção federal, o que reforça a consistência técnica e a maturidade dos projetos apresentados pelo município.
Para viabilizar as ações, o Executivo Municipal encaminhou à Câmara de Vereadores um pedido de autorização legislativa para contratação do financiamento. Entre as intervenções previstas, estão:
Construção de uma UBS no distrito de Humildes;
Construção de uma UBS no bairro Conceição;
Construção de uma UPA no distrito de Maria Quitéria (São José);
Construção da nova sede da Policlínica do Parque Ipê;
Aquisição de uma Unidade Odontológica Móvel (odontomóvel), para ampliar a cobertura de saúde bucal
As propostas resultam de um levantamento técnico da Secretaria Municipal de Saúde, que identificou áreas com vazio assistencial e necessidades estruturais prioritárias para garantir acesso mais rápido, resolutivo e equitativo aos serviços.
A gestão municipal ressalta que o pacote de investimentos se insere em uma estratégia de médio e longo prazo do prefeito José Ronaldo, com foco em estruturar o Sistema Único de Saúde no município de forma sustentável, ampliando capacidade instalada e qualificando a rede para responder às demandas atuais e futuras.
“Com esse recurso, pretendemos suprir demandas históricas, fortalecer a rede de atendimento e garantir acesso mais equitativo aos serviços de saúde. O fato de os projetos terem sido selecionados pelo Governo Federal evidencia a qualidade técnica do que foi apresentado por Feira de Santana e o nosso compromisso com planejamento e entrega”, afirma o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) iniciou a distribuição da primeira remessa da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan. O imunizante será enviado para 417 municípios baianos e seguirá os critérios de priorização do Ministério da Saúde.
A Bahia recebeu cerca de 40 mil doses. O diferencial da vacina do Butantan é o fato de o imunizante ser de aplicação única, o que facilita a logística e acelera o processo de proteção.
Inicialmente, a vacinação será voltada exclusivamente aos profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) do SUS, com idade entre 15 e 59 anos, 11 meses e 29 dias. Entre eles estão: médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem; agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate às endemias (ACE); odontólogos, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, profissionais das equipes multiprofissionais, nutricionistas e farmacêuticos.
A vacina é direcionada tanto para quem já teve dengue quanto para quem nunca foi infectado, mas o indivíduo não deve ter histórico de vacinação prévia com outros imunizantes contra a dengue.
Março Azul alerta para diagnóstico precoce e papel da cirurgia robótica
Foto: divulgação
Tradicionalmente associado a pessoas acima dos 50 anos, o câncer colorretal tem apresentado crescimento preocupante entre adultos jovens, acendendo um alerta na comunidade médica durante o Março Azul, mês dedicado à conscientização sobre a doença. Mudanças no estilo de vida, alimentação inadequada, sedentarismo e atraso no diagnóstico estão entre os fatores que ajudam a explicar esse novo perfil epidemiológico.
Dados do Instituto Nacional de Câncer indicam que o câncer colorretal é o terceiro tipo mais incidente no país, com estimativa de cerca de 45 mil novos casos por ano no Brasil. Estudos recentes do próprio INCA mostram aumento progressivo da incidência em pessoas com menos de 50 anos, faixa etária que, até pouco tempo, não fazia parte do rastreamento de rotina.
Mudança de perfil preocupa especialistas
Para o coloproctologista Ramon Mendes, coordenador do Núcleo de Coloproctologia do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR), o cenário exige atenção redobrada. “Estamos diagnosticando câncer colorretal em pacientes cada vez mais jovens, muitas vezes em estágios avançados, porque os sintomas iniciais são confundidos com problemas benignos, como hemorroidas ou alterações intestinais funcionais”, explica.
Especialista em cirurgias colorretais minimamente invasivas e robóticas, Ramon Mendes destaca que sinais como sangramento nas fezes, dor abdominal persistente, perda de peso inexplicada e alteração do hábito intestinal não devem ser ignorados, independentemente da idade. “A ideia de que jovem não tem câncer precisa ser definitivamente abandonada”, reforça.
Robótica ganha espaço no tratamento
Com o avanço tecnológico, a cirurgia robótica tem se tornado uma aliada importante no tratamento do câncer colorretal, inclusive em pacientes jovens, que tendem a exigir abordagens menos invasivas e com recuperação mais rápida. “A robótica oferece visão tridimensional ampliada, maior precisão nos movimentos e melhor preservação de nervos e estruturas anatômicas, o que impacta diretamente na qualidade de vida do paciente no pós-operatório”, afirma o especialista.
Pioneiro da cirurgia robótica na Bahia e fundador do Instituto Ramon Mendes, o médico ressalta que a técnica é especialmente vantajosa em tumores localizados em regiões complexas, como o reto. “Conseguimos remover o câncer com segurança oncológica e, ao mesmo tempo, reduzir complicações como disfunções urinárias, sexuais e intestinais”, pontua.
Tecnologia em expansão no Brasil
Segundo dados da Strattner, empresa responsável pela difusão da cirurgia robótica no país, o Brasil já ultrapassou a marca de 100 sistemas robóticos instalados, com crescimento contínuo dos procedimentos em coloproctologia. A plataforma robótica tem ampliado o acesso a cirurgias mais precisas, com menor sangramento, menos dor e menor tempo de internação hospitalar.
Esse avanço acompanha uma tendência internacional de adoção da robótica como padrão em centros especializados no tratamento do câncer colorretal, especialmente em casos que exigem alta complexidade técnica.
Diagnóstico precoce ainda é decisivo
Apesar dos benefícios da tecnologia, Ramon Mendes — que foi eleito presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia para o biênio 2029/2030 — reforça que o principal desafio continua sendo o diagnóstico precoce. “A cirurgia robótica é uma grande aliada, mas ela não substitui o rastreamento adequado. Quanto mais cedo o câncer é identificado, maiores são as chances de cura, independentemente da técnica utilizada”, ressalta.
No contexto do Março Azul, a recomendação dos especialistas é clara: pessoas com histórico familiar da doença, sintomas persistentes ou fatores de risco devem procurar avaliação médica, mesmo antes dos 50 anos. “Informação salva vidas. E hoje, além de diagnosticar mais cedo, temos tecnologia para tratar melhor”, conclui o coloproctologista.
Conforme a pesquisadora Tatiana Sampaio, utilização do medicamento experimental sem aval regulatório cria obstáculos à análise científica
Dra. Tatiana Coelho de Sampaio, pesquisadora responsável pelo desenvolvimento da polilaminina | Foto: Artur Moês/UFRJ
A liberação do uso compassivo da polilaminina por meio de decisões judiciais tem prejudicado o avanço das pesquisas, conforme afirmou a pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e responsável pelo desenvolvimento da molécula, Tatiana Sampaio.
O composto, que busca restaurar conexões nervosas em pacientes com lesões graves na medula, ainda não tem registro e nem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso amplo.
Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, nesta segunda-feira, 23, Tatiana destacou que a judicialização antecipa a utilização do medicamento experimental sem o aval regulatório. Assim, cria obstáculos para o acompanhamento científico.
Segundo ela, a Anvisa tem emitido pareceres rapidamente, ainda que o prazo oficial seja de 45 dias. Contudo, o crescimento dos pedidos judiciais dificulta o controle dos casos tratados.
Uso compassivo da polilaminina e desafios no acompanhamento
Frasco de polilaminina, fabricada pelo laboratório Cristália | Foto: Divulgação/Cristália
A cientista explicou que o uso compassivo, permitido em situações específicas quando um médico solicita o acesso a medicamentos experimentais, não acelera o processo regulatório, mas amplia a quantidade de solicitações.
“Não é nada confortável você participar de toda essa organização”, afirmou Tatiana Sampaio ao Roda Viva. “Porque o que está acontecendo não é exatamente uma aceleração da resposta mesmo antes da Anvisa responder, mas um aumento de pedidos de uso compassivo, que é quando um médico pode demandar pedidos para usar uma medicação de uso experimental em um caso específico.”
Ela ressaltou que as aplicações da polilaminina são invasivas e exigem profissionais treinados. Mencionou, ainda, que pacientes que recebem o tratamento por via judicial não têm obrigação de informar à equipe de pesquisa sobre possíveis efeitos adversos ou eventuais melhoras. Isso, segundo ela, cria um acompanhamento precário e dificulta a obtenção de dados essenciais.
“Imagina se houver um efeito adverso e a pessoa não relatar…”, ponderou a pesquisadora. “Se houver uma melhora inesperada ou alguma coisa que a gente nunca imaginou… Também nunca vamos saber. Ficam fora da pesquisa.”
Ela relatou que, dos 55 pedidos judiciais ocorridos até o momento, 30 receberam aval para uso da substância. Apesar disso, conforme Tatiana, o acompanhamento dos pacientes é limitado e chega a depender de informações da imprensa.
A Secretaria Municipal de Saúde vai intensificar, a partir de março, as ações de vacinação na zona rural do município. A estratégia prevê a atuação de equipes itinerantes que irão percorrer povoados dos oito distritos de Feira de Santana em datas estabelecidas, garantindo o acesso da população às vacinas de rotina.
A mobilização tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal e facilitar o acesso aos serviços de saúde para moradores de localidades mais distantes da sede do município. Em cada data, as equipes estarão nos povoados dos respectivos distritos, sempre no horário das 8h às 16h.
De acordo com o cronograma, as ações acontecem da seguinte forma:
03 de março – (Distrito de Jaguara) – Sete Portas, Barra e Curaca. 05 de março – (Distrito de Ipuaçu) – Fazenda Mergulho, Amarela, Fluminense e Vila São José. 10 de março – (Jaiba) – São Roque, São Domingos e Fazenda Pau Comprido. 10 de março – (Distrito de Bonfim de Feira) – Gameleira e Caboronga. 11 de março – (Distrito de Humildes) -Fazenda Campestre, Conjunto Planolar, Fazenda Escoval e Escola Cândido Vitoriano de Cerqueira. 12 de março – (Distrito de Tiquaruçu) – Praça do Socorro, Calandro, Tanque Grande, Fazenda Bandeira e Praça da Caatinga. 17 de março – (Distrito de São José) – Bar de Jorge de Lourinho, Associação do Ovo da Ema e Associação Nossa Senhora da Paz. 18 de março – (Distrito da Matinha) – Alto do Tanque, Olhos D’Agua, Moita da Onça e Baixão. A referência técnica em Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Vanessa Cajuí, reforça a importância da iniciativa.
“A vacinação itinerante é fundamental para alcançar a população da zona rural, garantindo que crianças, adolescentes, adultos e idosos mantenham o esquema vacinal atualizado. Nossas equipes estarão nos povoados, no dia programado, para assegurar esse cuidado essencial com a saúde”, destacou.
A orientação é que os moradores levem documento de identificação e o cartão de vacinação para atualização das doses necessárias.