Iniciativa Saúde em Nossas Mãos já zerou casos de infecção urinária na unidade e avança na redução de outros indicadores

O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) tem fortalecido ações de prevenção às infecções relacionadas à assistência à saúde por meio do projeto Saúde em Nossas Mãos, desenvolvido na UTI 5 em parceria com o Ministério da Saúde e hospitais de excelência do país, com consultoria do Hospital Israelita Albert Einstein.

A iniciativa busca reduzir em 50% os índices de infecção do trato urinário, infecção de corrente sanguínea e pneumonia associada à ventilação mecânica. Entre os resultados já alcançados, a unidade zerou os casos de infecção urinária e apresentou avanço nos demais indicadores monitorados.

Segundo Ramaiana Gonzaga, coordenadora da UTI 5, o trabalho envolve mudanças nos protocolos assistenciais, monitoramento diário e fortalecimento da cultura de segurança.

A coordenadora explica que a prevenção das infecções depende do envolvimento coletivo. “Quem cuida do paciente, profissionais, acompanhantes ou equipe de apoio, também tem responsabilidade sobre a segurança. Cada atitude individual gera impacto no coletivo”, destaca.

As estratégias adotadas incluem utilização de checklists assistenciais, capacitações contínuas, rodas de conversa com as equipes e acompanhamento permanente dos indicadores, em parceria com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).

Para a diretora-geral do HGCA, Cristiana França, iniciativas como essa refletem o compromisso institucional com uma assistência mais segura.
“O fortalecimento dos protocolos e o investimento contínuo na qualificação das equipes contribuem diretamente para uma assistência mais segura e melhores resultados para os pacientes”, ressalta.

Com ações integradas e monitoramento constante, o Clériston segue investindo na prevenção de infecções e na consolidação de uma cultura voltada à segurança do paciente.

Assessoria de Comunicação do Clériston Andrade.


Laboratório EMS ganha autorização para vender o medicamento Ozivy no país

Ozempic e Wegovy preços reduzidos emagrecimento e diabetes 2 com orientação
Ozempic e Wegovy são produzidos pela farmacêutica Novo Nordisk | Foto: Reprodução/Novo Nordisk

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro para o laboratório EMS fabricar o primeiro remédio à base de semaglutida feito no Brasil. O medicamento nacional vai se chamar Ozivy. A decisão abre caminho para o comércio de um concorrente direto dos importados Ozempic e Wegovy, campeões de vendas no combate à obesidade e ao diabetes.

A agência reguladora publicou a permissão logo que terminou o prazo de exclusividade da patente da multinacional Novo Nordisk no território brasileiro, em março deste ano. A quebra do monopólio gerou uma corrida entre as indústrias do setor para morder uma fatia desse mercado bilionário. O aval oficial tem validade garantida até o mês de junho de 2036.

Remédio usou rota rápida de aprovação

O laboratório paulista conseguiu a liberação por meio de um processo chamado desenvolvimento abreviado. Essa modalidade acelera a papelada para produtos que utilizam componentes químicos que a ciência já conhece. A fabricante precisou apenas comprovar os testes de qualidade e segurança do líquido nas auditorias do governo. Em abril, a Anvisa barrou projetos de marcas rivais por erros técnicos na documentação.

A EMS vai vender o produto no formato de solução injetável para aplicação embaixo da pele. A aprovação engloba cartuchos de ampolas com volumes de 1,5 ml e 3 ml. Os pacotes comerciais vão sair de fábrica equipados com as canetas de aplicação e as agulhas descartáveis necessárias para o tratamento dos pacientes.

Preço e prazos de chegada nas farmácias

A empresa ainda não marcou o dia exato para abastecer o comércio varejista. A diretoria da EMS precisa vencer as negociações burocráticas para fixar a tabela de preços nos órgãos federais de controle. A indústria também monta a estrutura para iniciar a fabricação das primeiras remessas em larga escala e organizar o transporte do estoque para as redes de drogarias do país.

Os analistas de mercado preveem que a chegada do Ozivy vai baratear o custo das chamadas “canetas emagrecedoras” no Brasil a médio prazo. A semaglutida não aceita a produção de genéricos comuns por causa da alta complexidade da sua molécula. Por isso, a queda nos preços finais vai depender da entrada de mais marcas concorrentes para disputar a preferência dos compradores.

Informações Revista Oeste


Produto é indicado no tratamento das flutuações motoras graves e debilitantes em pacientes com a doença em fase avançada

Novo medicamento para doença de Parkinson é aprovado no Brasil; confira produto

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (25), o registro de um novo medicamento para tratar pacientes com doença de Parkinson.

O Vyalev (foslevodopa/foscarbidopa hidratada) é indicado no tratamento das flutuações motoras graves e debilitantes em pacientes com a doença em fase avançada que não respondem aos tratamentos disponíveis. Essas flutuações são variações na resposta ao tratamento, que alternam momentos em que a medicação funciona bem e períodos de retorno dos sintomas.  

O mecanismo de ação do novo medicamento — administrado por meio de solução para infusão subcutânea contínua, durante 24 horas por dia — busca barrar essas oscilações. 

A composição do medicamento trabalha em conjunto. Enquanto a foslevodopa aumenta a quantidade de dopamina para reduzir os problemas de movimento, a foscarbidopa melhora o efeito da foslevodopa. 

Entenda a condição
A doença de Parkinson é uma condição degenerativa do sistema nervoso central, crônica e progressiva. Ela ocorre devido à degeneração das células situadas na substância negra do cérebro, que produzem o neurotransmissor dopamina. 

Um neurotransmissor é uma substância química que auxilia na transmissão de mensagens entre as células nervosas. No caso da doença de Parkinson, a redução da produção de dopamina afeta os movimentos e provoca os sintomas da doença, que podem ser motores ou não.

Informações Metro1


No Dia Nacional de Combate à Cefaleia, especialista alerta que dores frequentes não devem ser normalizadas e podem indicar alterações neurológicas complexas

Foto: divulgação

Celebrado em 19 de maio, o Dia Nacional de Combate à Cefaleia chama atenção para um problema que afeta milhões de brasileiros e ainda é frequentemente negligenciado: a dor crônica. A data reforça a campanha “3 é Demais”, da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe), que alerta para a necessidade de investigação médica quando a pessoa apresenta três ou mais crises de dor de cabeça por mês, durante três meses consecutivos.

Mais do que um sintoma isolado, a ciência vem demonstrando que dores persistentes podem estar relacionadas a alterações neurológicas e processos inflamatórios no próprio sistema nervoso central. Estudos recentes em neuroimunologia apontam que o cérebro pode permanecer em estado de sensibilização, mantendo a dor ativa mesmo após a resolução da lesão inicial.

Segundo a neurocirurgiã Dra. Camila Moura, esse entendimento representa uma mudança importante na forma como a medicina encara pacientes com dores crônicas.

“A dor crônica não é apenas um sintoma físico localizado. Hoje sabemos que ela envolve circuitos cerebrais complexos, mecanismos inflamatórios e alterações na forma como o sistema nervoso processa os estímulos. Em muitos casos, o cérebro continua interpretando sinais de ameaça mesmo quando não existe mais uma lesão ativa”, explica a médica.

De acordo com dados da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, cerca de 95% das pessoas terão ao menos um episódio de dor de cabeça ao longo da vida. Já a enxaqueca afeta milhões de brasileiros e figura entre as condições neurológicas mais incapacitantes do mundo.

Quando a dor deixa de ser “normal”?
Embora episódios ocasionais possam ocorrer por fatores como estresse, noites mal dormidas ou tensão muscular, especialistas alertam que dores recorrentes merecem investigação.

“A principal diferença entre a dor aguda e a dor crônica está no tempo e na resposta do organismo. A dor aguda funciona como um alerta do corpo diante de uma lesão ou inflamação. Já a dor crônica persiste por meses e passa a envolver alterações neurológicas mais profundas, impactando sono, memória, humor e qualidade de vida”, afirma Dra. Camila Moura.

Entre os sinais de alerta que exigem avaliação médica estão:
dores frequentes ou progressivamente mais intensas;
necessidade constante de analgésicos;
dor associada a alterações visuais, tonturas ou perda de força;
cefaleias que atrapalham trabalho, sono ou rotina;
crises recorrentes por mais de três meses.

A campanha “3 é Demais” reforça justamente a importância do diagnóstico precoce para evitar a cronificação da dor e o agravamento dos sintomas.

Inflamação cerebral e sensibilização do sistema nervoso
A neuroinflamação é um dos temas mais discutidos atualmente nas pesquisas sobre dor crônica. O processo envolve a ativação de células do sistema imunológico dentro do cérebro, que podem amplificar os sinais dolorosos e tornar o organismo mais sensível aos estímulos.

“Em algumas situações, o sistema nervoso entra em um estado de hipersensibilidade. Isso ajuda a explicar por que determinadas pessoas continuam sentindo dor mesmo após a melhora de exames ou cicatrização de tecidos. O cérebro passa a interpretar estímulos comuns como dolorosos”, destaca a neurocirurgiã.

Segundo ela, fatores emocionais, privação de sono, ansiedade, sedentarismo e estresse crônico também podem contribuir para esse mecanismo de sensibilização cerebral.

Tratamentos evoluíram nos últimos anos

O avanço da neurociência também ampliou as possibilidades terapêuticas. Hoje, o tratamento da dor crônica envolve uma abordagem multidisciplinar, que pode incluir medicamentos modernos, terapias neuromoduladoras, fisioterapia, mudanças no estilo de vida e acompanhamento psicológico.

“O tratamento atual busca controlar a inflamação, modular a atividade cerebral relacionada à dor e melhorar a qualidade de vida do paciente. Quanto mais cedo houver diagnóstico e acompanhamento especializado, maiores as chances de evitar a cronificação”, afirma Dra. Camila Moura.

A especialista reforça que sentir dor frequentemente não deve ser encarado como algo normal ou inevitável.

“Muitas pessoas convivem com dores por anos acreditando que precisam apenas suportar. Mas a dor persistente é um sinal de que o organismo precisa de atenção. Procurar ajuda médica precocemente faz diferença não apenas no controle dos sintomas, mas também na saúde cerebral e emocional do paciente”, conclui.

Assessoria de Imprensa


Já foram registradas pelo menos 88 mortes

OMS declara surto de Ebola emergência global Foto: EFE/ Patricia Martínez

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública de preocupação internacional, pelo surto de ebola causado por um vírus raro no Congo e em Uganda. No total, são mais de 300 casos suspeitos e pelo menos 88 mortes.

A OMS afirmou que o surto não atende aos critérios de uma emergência pandêmica como a Covid-19 e aconselhou contra o fechamento de fronteiras internacionais.

Autoridades de saúde dizem que o surto atual é causado pelo vírus Bundibugyo, uma variante rara do Ebola para a qual não há vacinas aprovadas. Embora mais de 20 surtos de Ebola tenham ocorrido no Congo e em Uganda, esta é apenas a terceira vez que o vírus Bundibugyo é detectado.

O vírus Bundibugyo foi detectado pela primeira vez no distrito de Bundibugyo, em Uganda, durante um surto em 2007-2008 que infectou 149 pessoas e matou 37. A segunda ocorrência foi em 2012, em um surto em Isiro, no Congo, no qual foram registrados 57 casos e 29 mortes.

O Ebola é altamente contagioso e pode ser contraído por meio de fluidos corporais como vômito, sangue ou sêmen. A doença que ele causa é rara, porém grave e frequentemente fatal.

*AE


A exposição constante a influenciadores fitness, corpos considerados perfeitos e conteúdos sobre emagrecimento nas redes sociais tem impactado diretamente a saúde mental de crianças, adolescentes e adultos. O alerta é da psicoterapeuta e psicanalista comportamental Regiane Carvalho, que aponta aumento de quadros de ansiedade, depressão, transtornos alimentares e comportamentos compulsivos relacionados à busca por padrões estéticos.

Especialistas também têm chamado atenção para os efeitos da hiperexposição digital sobre o desempenho esportivo, autoestima e percepção corporal entre jovens, especialmente em uma geração cada vez mais conectada e exposta a métricas de validação como curtidas, comentários e compartilhamentos. A comparação constante com rotinas idealizadas pode intensificar sentimentos de inadequação, pressão por resultados e sofrimento emocional.

Em entrevista ao Rotativo News, Regiane destacou que o ambiente digital, altamente visual, intensifica comparações e cria expectativas irreais sobre aparência física.

“Muitas vezes o que é mostrado na internet não corresponde à realidade. Existem edições, montagens e filtros. Mas quem consome aquele conteúdo, especialmente adolescentes, tende a acreditar que aquele padrão é alcançável e necessário para ser feliz”, explicou.

Segundo a especialista, a preocupação que antes se concentrava mais nas meninas passou a atingir diferentes públicos.

“Hoje já não existe mais distinção. Todos os jovens estão sendo influenciados pelo culto ao corpo perfeito”, afirmou.

A psicoterapeuta chama atenção para o consumo indiscriminado de suplementos e medicamentos estimulados por influenciadores sem qualificação técnica. Ela ressalta que dietas restritivas e suplementação devem ocorrer apenas com acompanhamento profissional.

“Qualquer influencer está se passando por especialista. Isso afeta muito os jovens, porque eles reproduzem comportamentos sem compreender os riscos para a saúde”, alertou.

Além dos adolescentes, adultos também estariam sendo impactados pela busca intensa por padrões estéticos. De acordo com a psicoterapeuta, há registros de pessoas desenvolvendo complicações graves após o uso excessivo de substâncias para emagrecimento ou ganho muscular.

“Já temos adultos sendo internados com pancreatite, problemas na vesícula e outras complicações relacionadas ao uso indiscriminado de medicamentos e suplementos”, pontuou.

Redes sociais, comparação e pressão por desempenho

Outro fator preocupante é que o impacto das redes sociais ultrapassa a estética e alcança também o desempenho esportivo e a saúde emocional de jovens atletas. Especialistas observam que a busca por validação digital e comparação constante pode favorecer ansiedade, estresse, esgotamento emocional e até abandono precoce de práticas esportivas.

Na adolescência, período marcado pela construção da identidade e autoestima, a vulnerabilidade tende a ser maior. O cérebro ainda está em desenvolvimento, tornando adolescentes mais suscetíveis à necessidade de aprovação social e ao desejo de reproduzir padrões apresentados por influenciadores.

Para Regiane Carvalho, os efeitos da pressão estética alcançam diferentes dimensões da saúde.

“A questão emocional afeta todo o organismo. Muitas pessoas adoecem por não conseguirem alcançar um padrão que, em alguns casos, é incompatível até com o próprio biotipo corporal”, explicou.

A especialista destaca que a preocupação com o corpo começa cedo. Segundo ela, a partir dos 12 anos já é possível observar comportamentos relacionados à comparação estética e busca por padrões físicos impostos socialmente.

“Estamos vivendo uma época em que as pessoas querem permanecer jovens cada vez mais, recorrendo a procedimentos e mudanças estéticas. Isso gera ansiedade, depressão, insônia e outros problemas emocionais”, afirmou.

Como identificar sinais de alerta?

Pais e responsáveis devem estar atentos a mudanças comportamentais, segundo a psicoterapeuta. Entre os principais sinais estão:

  • Alterações bruscas na alimentação;
  • Consumo excessivo de proteínas ou dietas restritivas;
  • Obsessão por exercícios físicos;
  • Pedido frequente por suplementos;
  • Compra escondida de substâncias;
  • Irritabilidade;
  • Isolamento social;
  • Comportamentos compulsivos relacionados ao corpo.

“Tenho pacientes que ficam isolados no quarto fazendo exercícios repetidamente para alcançar determinado padrão. A irritabilidade e as mudanças alimentares costumam ser sinais iniciais importantes”, revelou.

Diante do avanço das redes sociais na rotina dos jovens, a especialista reforça a necessidade de diálogo entre famílias e adolescentes sobre consumo de conteúdo digital, autoestima e saúde mental.

“Precisamos prestar mais atenção em questões que antes não exigiam preocupação, como o impacto da internet no desenvolvimento emocional”, concluiu.

A entrevista completa foi concedida ao Rotativo News, em Feira de Santana.


Foto: arquivo pessoal

A recente confirmação de casos de hantavírus associados a um surto em um navio de cruzeiro despertou preocupação e curiosidade entre a população. Apesar do alerta, especialistas reforçam que o vírus não é novo e apresenta baixo potencial para causar epidemias. Em entrevista ao Rotativo News, o biofísico Rômulo Neris esclareceu o que é o hantavírus, formas de transmissão e os riscos para o Brasil.

Segundo o pesquisador, o hantavírus não corresponde a um único agente infeccioso, mas a um grupo com mais de 40 vírus conhecidos capazes de infectar seres humanos. Diferentemente da Covid-19, o hantavírus já é estudado há décadas.

“O hantavírus que está relacionado a esse surto foi identificado pela primeira vez em 1959, na Argentina. Não se trata de um vírus novo, mas de um vírus conhecido há bastante tempo”, explicou.

O especialista destacou que esses vírus circulam principalmente entre roedores silvestres, presentes em áreas rurais e de mata, e não em ratos urbanos comuns. A transmissão para humanos ocorre geralmente após contato com ambientes contaminados por esses animais.

“Praticamente todos os registros de infecção estão em ambientes rurais, onde há maior contato entre seres humanos e natureza. É muito raro haver transmissão em áreas urbanas”, afirmou.

Outro ponto ressaltado é que a transmissão entre pessoas é considerada difícil, reduzindo significativamente o risco de grandes surtos.

Sobre prevenção, Rômulo Neris explicou que não há vacina aprovada nem tratamento antiviral específico contra o hantavírus. No entanto, empresas farmacêuticas desenvolvem estudos em busca de imunizantes.

“Hoje existem pelo menos duas empresas na segunda fase de testes para vacinas contra hantavírus, mas ainda não há nenhuma solução aprovada para uso da população”, pontuou.

Apesar da ausência de vacina, o especialista reforçou que o risco de epidemia ou pandemia causada pelo hantavírus é extremamente baixo, justamente pelas características de transmissão do vírus.

“A chance de termos uma epidemia ou pandemia por hantavírus é muito pequena, porque a infecção em humanos costuma ser uma exceção, não uma regra”, disse.

O pesquisador lembrou ainda que o Brasil registra casos de hantavírus desde o início da década de 1990 e possui variantes que circulam apenas no território nacional. Porém, o vírus relacionado ao recente surto em cruzeiro não apresenta histórico de circulação no país.

“A chance de qualquer problema relacionado a surto ou epidemia no Brasil é extremamente baixa. Não houve registro de passageiros vindos do cruzeiro para o país e não há histórico de contato relacionado ao Brasil”, concluiu.

A orientação de especialistas é manter atenção às informações oficiais das autoridades sanitárias e evitar alarmismo, considerando que o hantavírus possui características epidemiológicas bastante diferentes das observadas em pandemias recentes.

Da Redação do Rotativo News.


Foi definido nesta sexta-feira (15), na sede da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), o consórcio responsável pela construção e operação dos serviços não assistenciais do novo Hospital Municipal de Feira de Santana. O Consórcio Saúde Feira de Santana venceu a licitação da Parceria Público-Privada (PPP) com proposta de R$ 6.287.200,00.

O certame contou com a presença do prefeito José Ronaldo de Carvalho, do secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, além de representantes da administração municipal e dos grupos participantes da disputa.

O novo hospital será voltado ao atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e terá estrutura de alta complexidade, com 110 leitos de internação, incluindo 10 leitos de UTI, centro cirúrgico moderno e parque de bioimagem para exames e diagnósticos.

O consórcio vencedor ficará responsável pela construção da unidade e também pela operação de serviços não assistenciais, como manutenção, segurança, lavanderia e logística.

Durante o evento, José Ronaldo afirmou que o momento representa a realização de um sonho antigo para Feira de Santana e destacou o trabalho técnico realizado para viabilizar o projeto.

Segundo a Prefeitura, a proposta é fortalecer a rede municipal de saúde, ampliando o acesso da população aos serviços especializados e aumentando a capacidade de atendimento no município.


Considerado o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado, o câncer de ovário deve registrar 8.020 novos casos no Brasil em 2026, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Na Bahia, a previsão é de 570 novos casos. É o terceiro tumor que mais afeta o aparelho reprodutivo feminino, atrás apenas do câncer de colo de útero e de endométrio — e também o que mais mata entre os ginecológicos, com taxa de mortalidade em torno de 70%. Maio é o mês dedicado à conscientização sobre a doença.

Diferente de outros tipos de câncer, o de ovário não conta com um exame de rastreamento populacional. “Não existe um programa de rastreamento específico para o câncer de ovário e, por isso, é fundamental reforçar a importância do acompanhamento ginecológico de rotina e da atenção aos sinais”, esclarece a oncologista Daniela Barros, da Oncoclínicas.

A doença costuma ser silenciosa no início, o que dificulta a identificação. “Por não apresentar sintomas claros nas fases iniciais, o diagnóstico geralmente é feito de forma tardia, quando o tumor já se disseminou para outros órgãos. Isso impacta o prognóstico e reduz as chances de cura”, explica a oncologista Luciana Landeiro, da Oncoclínicas. Hoje, apenas 20% das mulheres são diagnosticadas em fase inicial, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO).

Ainda assim, alguns sinais inespecíficos podem aparecer e merecem atenção: perda de apetite, aumento do volume abdominal, dor abdominal ou pélvica, irregularidade menstrual, cansaço, alterações intestinais e vontade frequente de urinar. “Esses sintomas precisam ser investigados tão logo sejam notados. Eles costumam ficar mais intensos com o crescimento do tumor”, explica o oncologista Daniel Brito, da Oncoclínicas.

Quando a doença é identificada em fase inicial, o tratamento tende a ser menos agressivo. “A detecção em estágio inicial com doença localizada, permite, em muitos casos, adotar estratégias terapêuticas menos intensiva, com menor comprometimento da qualidade de vida do paciente. No entanto, essa apresentação permanece incomum, em razão da evolução clínica frequentemente discreta e pouco específica da doença.”, afirma a oncologista Camila Chiodi, da Oncoclínicas.

Além do fator genético hereditário, outras condições aumentam o risco: idade acima de 50 anos, nuliparidade (mulheres que nunca tiveram filhos) e obesidade. A amamentação, por outro lado, tem efeito protetor, assim como a gestação. “Mulheres que nunca amamentaram, que tiveram menarca (primeira menstruação) precoce ou menopausa tardia podem apresentar risco aumentado para a doença”, afirma a oncologista Hamanda Nery, da Oncoclínicas.

O componente genético merece atenção especial. Casos de câncer de ovário na família, ou de câncer de mama em idade jovem, em parentes de primeiro grau — mãe, irmãs ou filhas — podem indicar risco aumentado. Algumas alterações genéticas hereditárias, como as mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, elevam o risco de mais de um tipo de tumor. “Nesses casos, recomenda-se um aconselhamento genético para que medidas de prevenção sejam avaliadas pela paciente juntamente com a equipe médica”, finaliza Luciana Landeiro.

Com informações da assessoria de comunicação.


Anvisa e PF vão atuar juntas contra comércio ilegal de canetas emagrecedoras

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal (PF) vão firmar um acordo de cooperação para reforçar o combate à venda ilegal de medicamentos utilizados no emagrecimento, como as chamadas “canetas emagrecedoras”. A medida busca ampliar a fiscalização sobre produtos à base de tirzepatida e semaglutida comercializados sem registro, controle sanitário ou comprovação de origem.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (6) pelo diretor da Anvisa, Daniel Pereira, durante a 7ª Reunião Pública da diretoria da agência. Segundo ele, a parceria permitirá uma atuação mais integrada no enfrentamento à produção, importação e comercialização clandestina desses medicamentos, principalmente em plataformas digitais.

De acordo com Pereira, o avanço do uso irregular das canetas emagrecedoras tem sido acompanhado pelo aumento de eventos adversos relacionados ao consumo sem prescrição médica e ao uso de produtos falsificados ou sem garantia de qualidade. “A saúde pública do século 21 exige instituições fortes, técnicas, éticas e comprometidas com o bem coletivo”, afirmou.

O diretor citou como exemplo a operação Heavy Pen, realizada no mês passado em diversos estados brasileiros. A ação cumpriu 45 mandados de busca e apreensão e 24 fiscalizações, identificando medicamentos sem registro e estabelecimentos irregulares. Com a nova parceria, os produtos apreendidos passarão a ser analisados de forma conjunta pela perícia da PF e pelo corpo técnico da Anvisa, fortalecendo tanto as investigações criminais quanto a avaliação dos riscos à saúde da população.

Informações Metro1